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quinta-feira, 30 de abril de 2026

CUIDADO COM QUEM TEM O SOBRENOME 'MESSIAS' E ATUA NA POLÍTICA: PODE SER UM FALSO PROFETA OU UM ANJO CAÍDO

A rejeição do Senado ao indicado de Lula para o STF, Jorge Messias, foi um belo tapa na cara dos evangélicos, que forçam a barra para obterem cada vez mais poder.

E também na cara do Lula, que está fazendo um governo inconsistente e quer um quarto mandato por pura satisfação de ego, pois não confronta mais os poderosos como deveria e já abandonou as bandeiras anticapitalistas e libertárias faz muito tempo.

O currículo de Messias é pobre e não o qualifica para o Supremo. O atual episodio faz lembrar o de Dias Toffoli em 2009: é outro que Lula indicou por mera politicagem ou pelos  seus bons préstimos como serviçal do PT. Deu no escândalo que está dando.

Só mesmo a polarização com os Bolsonaros leva a esquerda majoritária a engolir o flerte descarado de Lula com os vendilhões do templo, como se o Brasil não fosse um estado laico, constitucionalmente separado de qualquer religião desde 1891. 

O novo vexame do Lula deveria lhe servir de advertência. Quando a aceitação do Messias pelo Senado se tornou duvidosa, ele poderia simplesmente substituí-lo por alguém não identificado com nenhum partido e possuidor de notório saber jurídico. Sua teimosia tem aumentado cada vez mais no atual mandato.

De resto, parece que os messias se dão muito mal na política brasileira. 

O Jorge só se destacou como o carteiro escolhido por Dilma Rousseff para entregar ao Lula a papelada que o blindaria contra o Mensalão; e como o aspirante ao Supremo que foi feito de gato e sapato pelo Senado. É um falso profeta (aqueles que distorciam os ensinamentos de Cristo para benefício pessoal).

Já o Jair, pior presidente brasileiro de todos os tempos, tentou impor-nos uma ditadura por meio de golpe de estado e foi um desvairado sabotador da vacinação contra a covid. É um anjo caído (os que, liderados por Lúcifer, se rebelaram contra Deus e foram expulsos do céu).

O falso profeta não conseguiu pregar no templo e o anjo caído foi enxotado da vida pública. O destino pune. (por Celso Lungaretti)

sábado, 18 de abril de 2026

CHANTAGISTA ASSUMIDO, LULA USARÁ DE NOVO A REJEIÇÃO AO BOLSONARISMO COMO ESPANTALHO ELEITORAL.

A decadência política e pessoal do Lula se traduz nos sucessivos sincericídios que comete, passando recibo daquilo que deveria esconder. Já não chega o Trump como presidente boquirroto e ridículo?

Neste sábado (18), por exemplo, o Lula confirmou o que há muito a verdadeira (mas minoritária) esquerda proclama: tanto quanto o Bozo, ele só se elege graças à polarização política: 
Posso dizer para vocês, companheiros, no meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez.
Lembram daquele passado no qual a direita não conseguia ganhar eleições e recorria o tempo todo ao anticomunismo? Mais uma vez o PT copia as piores mazelas do inimigo.  Que fim de feira!

Mas, como decaiu tanto? Sendo um mero partido reformista que precisa do apoio da direita para continuar no poder.
Para quem não se lembra, foi apenas após o lançamento do manifesto pró-democracia da elite empresarial, e
ncabeçado pela Fiesp e Febraban, que Lula assumiu a dianteira na última corrida eleitoral.

O documento foi divulgado por meio de anúncios de página inteira nos principais jornais e revistas, além da mídia eletrônica. Seria cômica se não fosse trágica a cara de pau daqueles que em 2022 haviam colocado o Bolsonaro no poder, mas ficaram desapontados com as loucuras da extrema-direita e saíram em busca de um serviçal mais equilibrado e confiável.
 
Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições. Tal catilinária não cabia na boca daquela gente sórdida, mas funcionou tão bem em 2022 como havia funcionado em 2018.

Lula hoje não passa do cavalo de Troia infestado de direitistas que vêm destruir as cidadelas populares para escancarar os portões aos exploradores do povo. (por Celso Lungaretti) 

domingo, 22 de março de 2026

ASSIM COMO ARARUTA TEM O SEU DIA DE MINGAU, O LULA ÀS VEZES FALA O QUE O MUNDO PRECISA OUVIR.

É muito raro o Lula vir ao encontro de uma posição que eu já defendia, mas não impossível. 

A última vez foi quando ele declarou que o pandemônio armado pelo Bozo face à covid causara a morte de mais algumas centenas de milhares de brasileiros que, fosse outro o presidente,  teriam sobrevivido. 

Isto eu escrevia desde muito antes, baseado em estudos das mais conceituadas instituições estrangeiras. E a diferença entre nós foi que jamais cessei de martelar tal tecla, enquanto o Lula se deixou intimidar pelas críticas da grande imprensa e arquivou o assunto.

Agora, concordamos em que, se a Organização das Nações Unidas não toma providência nenhuma contra os massacres e a pirataria internacional do Donald Trump, não tem mais razão de existir.

Foi o que eu escrevi há 20 dias: "...talvez vejamos a extinção da ONU, por haver se tornado uma despesa inútil. Existe para evitar genocídios, mas nunca consegue impor o respeito às  práticas civilizadas por parte dos arrogantes estadunidenses e israelitas",

Agora, 
Num momento de incomum franqueza, ele bateu pesado na ONU ao discursar neste sábado (21) no 1º Fórum Celac-África. Torço para que  o Lula não recue desta vez:

"
O que estamos assistindo no mundo da falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz . (...) Quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?

Estou indignado com a passividade dos membros de segurança que não foram capazes de resolver o problema na Faixa de Gaza, no Iraque, na Líbia, na Ucrânia, no Irã. Ou seja, tudo se resolve por guerra? 

É preciso que a gente levante a cabeça, não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático? Em que artigo da carta da ONU está dito que o presidente de um país pode invadir o outro? 

Esta é a maior concentração de conflitos desde a 2a Guerra Mundial. As guerras na Ucrânia, em Gaza, no Irã e em tantos outros conflitos nos afastam do caminho do desenvolvimento e geram efeitos econômicos, sociais e políticos no mundo todo além de aumentarem o preço da energia e dos alimentos".

O BRASIL DEVERIA LIDERAR OS PAÍSES
NÃO-CAPACHOS DE NOSSO CONTINENTE
.
Quando os EUA fizeram gato e sapato da soberania da Venezuela, eu cobrei do Lula uma posição mais incisiva para evitarmos tais barbaridades. Queria que o Brasil liderasse os países não-capachos do nosso continente num firme repúdio  aos desvarios do Trump.

Antes tarde do que nunca, o Lula parece ter compreendido que os Trumps deste mundo não são detidos  por algo menos do que as graves ameaças econômicas que o Irã está criando.
(por Celso Lungaretti
   
"Ana, Ana, a ONU está me dando sono. Acorda, olha
o dono, o dono do sono, o dono do Esporte Clube
das Nações" (veja o vídeo completo clicando aqui)

segunda-feira, 16 de março de 2026

A POLARIZAÇÃO ESTÁ INDO PARA O RALO E A DIREITA PODERÁ DOMINAR EXECUTIVO E LEGISLATIVO. VIRARIA ROLO COMPRESSOR.

O
Estadão discorre, em editorial, sobre a sensação de que o ciclo do presidente Lula no poder começa a se esgotar.

Justificativa: Uma série de pesquisas de opinião divulgadas nos últimos dias abalou a autoestima sempre elevada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus sabujos no Palácio do Planalto e no PT (...). Os tropeços lulopetistas estancaram a aprovação de Lula e de seu governo. Em paralelo, Lula e o PT assistem à perigosa consolidação do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
.
Embora seja um óbvio wishful thinking (o Estadão sempre quer derrubar o Lula), cabe aqui aquele lugar comum de que os antigos relógios com ponteiros marcavam a hora corretamente em dois momentos do dia.
Faltou tradição e propriedade
para repetir fielmente o slogan da TFP
  

A série interminável de problemas de saúde do octogenário Lula e do septuagenário Jair Bolsonaro pode levar o eleitorado à conclusão de que ambos não têm mais fôlego para outro mandato. 

A polarização entre os dois está indo para o ralo e é grande a possibilidade de vitória de um político sem tanta rejeição.

Ademais, a falta de programa de governo e até de rumo da atual gestão do Lula deixa mesmo uma péssima impressão

Talvez seja este o motivo de a grande imprensa estar forçando tanto a barra para supervalorizar o pleito. Com a longa exposição do Lula, o eleitorado pode cansar-se dele até outubro e o PT não teria substituto à altura. 

Já se o Flávio saturar os votantes, a direita poderá trocá-lo, sem grande dificuldade, pelo Tarcísio ou a Michelle. 

Mais: sumindo o espantalho ultradireitista (Flávio evita repetir as loucuras genocidas do pai), a necessidade de renovação tende a tornar-se o sentimento dominante daqui a seis meses.

Então, eu recomendo aos dirigentes petistas uma profunda reflexão sobre tudo isso. Afinal, a direita unida e os endinheirados da Faria Lima apoiando Flávio Bolsonaro o fazem, neste instante, o favorito da corrida presidencial. 
 
Insistir com Lula poderá causar uma derrota acachapante e tudo de que não precisamos é de uma direita dominante tanto no Executivo quanto no Legislativo. Viraria rolo compressor.

Está na hora de se avaliarem outras opções. (por Celso Lungaretti)

domingo, 15 de março de 2026

O QUE É RUIM SEMPRE PODE PIORAR. OS BOLSONAROS ESTÃO AÍ PARA PROVAREM

"
...Para se diferenciar do pai, Flávio Bolsonaro adotou um figurino mais moderado, um Bolsonaro que tomou vacina, e entrou de sola nas reuniões com os donos do dinheiro grosso, que começaram a levá-lo mais a sério, até pela falta de alternativas para derrotar Lula.

Fora isso, não se encontra em sua trajetória parlamentar nenhuma pista sobre o que pensa e o que pretende fazer caso seja eleito, algo que possa servir de base para um futuro programa de governo. 

Assim como aconteceu com Jair Bolsonaro em 2018, no embalo da Lava Jato, o que move e sustenta o candidato Flávio é apenas o antipetismo, contra tudo isso que está aí.

Contribui para criar este clima de mal-estar generalizado e de terra arrasada que assola o país a série de escândalos que agora atingem também o Judiciário, associados ao governo pela oposição, que jogaram para segundo plano os bons números da economia, o principal trunfo de Lula para buscar o quarto mandato. 

As sucessivas pesquisas divulgadas este ano deram ao candidato da oposição o mais importante nesta altura do campeonato: a expectativa de poder. De quebra, ainda enterraram qualquer chance para o surgimento de uma terceira via.

Por isso que as pessoas já começam a se perguntar: dá para imaginar Flávio Bolsonaro como presidente da República?

É algo tão surreal que provavelmente não tinha passado antes nem pela cabeça dele. Só quem acreditava em Bolsonaro 2º era o pai, que agora pode concorrer ao prêmio de homem de visão do ano.

Os próximos meses prometem fortes emoções. Apertem os cintos.

Vida que segue." 
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Observação: últimos parágrafos da coluna dominical do Ricardo Kotscho, publicada no UOL. É sobre rachadinhas, mutretas e pesadelos...

Mas, faço uma ressalva: discordo da presunção do Kotscho e outros petistas, de que a economia esteja melhorando.  

Os índices mais reveladores sobre a situação brasileira são os de desenvolvimento humano (Brasil na 84ª  posição) e qualidade de vida (66ª colocação )

Se o PT ainda estivesse na oposição, concordaria comigo: é bem pouco para uma nação com o enorme potencial brasileiro. E tudo indica que, sem livrar-se da exploração capitalista, nosso país jamais decolará. (CL)

sexta-feira, 13 de março de 2026

A INDÚSTRIA CULTURAL NOS ENGANA PORQUE GOSTAMOS E A ESQUERDA COPIA AS PAUTAS DO INIMIGO POR OPORTUNISMO.

Já cansei de denunciar que a imprensa burguesa alavanca artificialmente a eleição presidencial de cartas marcadas de 2026, cujos candidatos favoritos estão entre os mais medíocres que vi desde que comecei a me interessar pela política: 
--Lula, dócil refém do Congresso reacionário, com 37% das intenções de voto, segundo o DataFolha;
--Flávio Bolsonaro, herdeiro do pior presidente de todos os tempos, com 34%; e 
--alguns insignificantes empenhados apenas em se divulgarem (nenhum alcança o patamar de 5%, então o máximo que pode almejar é o ganho de musculatura para as eleições vindouras ou a obtenção de uma vaguinha no ministério ou ainda no secretariado de governadores e prefeitos)
 
O pior é que nossa esquerda entra direta no jogo do inimigo, aceitando ser pautada pelos principais veículos da indústria cultural, até porque aposta todas as suas fichas no anticomunista Lula e este só conseguirá reeleger-se numa disputa polarizada entre ele e o filho número um do ex-presidente número menos um. 

Nesta sexta-feira 13, o UOL publica um exercício de futurologia fajuta (montado a partir de citações do José Roberto de Toledo e da Thais Bilenky), segundo o qual Lula se prepara para a eleição mais disputada da nossa História, por causa dos efeitos da agressão estadunidense ao Irã sobre a economia brasileira.

Isto com um semestre de antecedência! Nem sequer  temos a certeza de que, aos 81 anos de idade, Lula não sofrerá problemas de saúde que impeçam sua participação no pleito. 

E há sempre a possibilidade de que algum candidato dispare na dianteira e fique bem à frente dos adversários, definindo a eleição já no primeiro turno ou tornando favas contadas sua vitória no segundo turno. 

Vale também lembrar que é em agosto, após as férias escolares e com o início do horário eleitoral gratuito, que o povaréu começa a escolher em quem votará. 

Afora a incerteza sobre se a próxima eleição superará as realmente disputadíssimas, como:  
--a de 1989, na qual Fernando Collor venceu o segundo turno com 53,03% dos votos, contra os 46,97% do Lula;  
--a de 2014, na qual Dilma Rousseff, a gerentona trapalhona, conquistou 51,64% dos votos, enquanto o tucano de voo rasteiro Aécio Neves ficou em 48,36;  
--a de 2022, cujo resultado final foram os 50,90% do Lula superando os 49,10% do Jair Bolsonaro.

Não há coincidência nenhuma no fato de que, com o ambiente político radicalizado, os dois primeiros fizeram governos desastrosos e Lula se socorre no personalismo para desviar a atenção de que está sem rumo no espaço, fazendo uma gestão econômica que tende a gerar, no próximo quadriênio, outra recessão aguda.

No último governo petista, além de a Dilma acabar sendo impichada, sua reeleição  pavimentou o terreno para Jair Bolsonaro  conquistar a faixa presidencial em 2018. Será que, caso o Lula se reeleja, o raio vai cair de novo no mesmo lugar? 

E que isto importa neste instante para o sofrido povo brasileiro? A nossa esquerda deveria estar representando os superexplorados pelo capitalismo, ao invés de desperdiçar esforços com escaramuças eleitoreiras que a lugar nenhum nos levarão (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 3 de março de 2026

ATÉ O AGRONEGÓCIO COMEÇA A REJEITAR O BOLSONARISMO: A POLARIZAÇÃO NOS CONDENA À MEDIOCRIDADE!

Enfim surge uma notícia alvissareira nessa corrida presidencial que começou cedo demais e desmedidamente raivosa.

A precocidade se caracteriza por tais campanhas antigamente esquentarem só após as férias escolares de julho e agora durarem o ano inteiro.

Quanto  à polarização estridente e truculenta, ela nem sequer faz muito sentido, pois os litigantes são uma extrema-direita subserviente ao capital e uma direita moderada idem, só que travestida de esquerda

A novidade é que uma parte do agronegócio rejeita a candidatura de Flávio Bolsonaro,  ao contrário do que aconteceu em 2018.  

O motivo, aponta editorial do Estadão, é Flávio não passar de "alguém movido a revanchismo, mais interessado em livrar o pai da cadeia e anistiar golpistas do que em conduzir o País no caminho das reformas e da reconciliação". 

O pior é que o fato de as duas candidaturas representarem meras tendências da direita torna ainda mais agressiva a refrega ante elas, pois é preciso muito exagero para diferenciá-las e fazer o eleitor entusiasmar-se por uma ou por outra. 

Na opinião do principal jornal conservador do país, o cansaço com a política sem projeto de país não se verifica só no agronegócio, como também noutros segmentos:  
"Esses dois polos turvaram o debate público, converteram adversários em inimigos e inibiram alternativas. Hoje, segundo a Quaest, cerca de 30% dos brasileiros se dizem independentes, não querem nem Lula nem os Bolsonaros. Há, ainda, 14% enquadrados como esquerda não-lulista e 21% como direita não-bolsonarista". 
O remédio para sairmos dessa briga de foice no escuro, um impasse que nos condena à mediocridade, é, para o jornalão, um reerguimento da direita não-bolsonarista. 

Eu, como venho enfatizando há vários anos, considero de extrema necessidade a ressurreição de uma esquerda combativa, que volte a representar uma alternativa ao capitalismo e não sua linha auxiliar. (por Celso Lungaretti)

domingo, 22 de fevereiro de 2026

COMBATE AO NARCOTRÁFICO É O PRETEXTO DOS EUA PARA INTERVENÇÕES NOUTROS PAÍSES. LULA LHES OFERECERÁ AJUDA

Ser bom vassalo é esquecer aquilo que a 
gente quer
 Aquilo pelo que um dia lutamos. Aquilo em nome do
qual companheiros estimados morreram e sofreram.
(Arema Conta Tiradentes)
O Lula acaba de dar detalhes sobre a próxima vassalagem que prestará ao Trump, ainda sem data marcada. 

Ele vai aos EUA para negociações e, no momento em que estadunidenses realizam operações militares na América Latina pretextando o combate ao narcotráfico, Lula dirá que assim seja, meu amo. Se não, vejamos:
Nessa conversa, quero aprofundar o combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro. Qualquer coisa que puder colocar os magnatas da corrupção na cadeia, estamos dispostos a trabalhar.
E quanto à pirataria internacional ora praticada pelos Estados Unidos, que tiveram a desfaçatez de vir aprisionar o presidente de um país latino-americano vizinho ao nosso? A isto ele responde só com conversa pra boi dormir: Queremos uma relação respeitosa na América Latina, porque nós definimos que a nossa zona é de paz

É simplesmente repulsiva a intenção do Lula de colocar nossa Polícia Federal como prestadora gratuita de serviços para os EUA: 

Se o governo americano estiver disposto a combater o crime organizado, nós estaremos na linha de frente, baliu Lula. 

E dá-lhe mais conversa para boi dormir: Agora os EUA estão ameaçando o Irã. É preciso colocar um paradeiro nisso. O mundo está precisando de paz.

Como nos contos da carochinha, faltou o Lula apontar quem vai colocar o guizo no pescoço do gato. De algo temos certeza: não será o Brasil. (por Celso Lungaretti)

domingo, 15 de fevereiro de 2026

NÃO É NECESSÁRIO CANHÃO PARA MATAR UM TOFFOLI: INSETICIDA BASTA.

A grande imprensa continua manipulando não só seu próprio público, como também a internet, que a copia.

Dias Toffoli é o alvo da vez. Não passa de um mosquito, uma insignificância.

Deve ser expelido do Supremo e, em seguida, ver o sol nascer quadrado? Sim, sem dúvida.

Mas, justifica-se tanto alarde por tão pouco? Não, nem a pau, Juvenal.

Além de a exaustiva campanha jornalística ser uma óbvia maneira de reduzirem a credibilidade do Supremo, justamente no momento em que ele mantém preso o pior homicida culposo da história do Brasil.

Repito a frase antológica do Paulo Francis: O combate à corrupção é uma bandeira da direita.

Faz todo sentido que o Estadão e a Folha queiram levar os leitores a esquecerem que há uma imensidão de problemas muitíssimo mais graves no Brasil, causados pelo vilão-mor, o capitalismo. 

Mas, é incompreensível que tantos comentaristas de esquerda estejam embarcando também nessa canoa furada.

Assim como na de valorizarem a eleição de cartas marcadas da democracia burguesa, como se houvesse pelo menos um candidato  aproveitável dentre os que têm reais chances de vitória. 

Flávio Bolsonaro, Lula, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas me fazem lembrar um pitoresco desafio estilizado da Orquestra Armorial, o "Coco Praieiro": É que, se tratando do seu canto, eu sou sincero: um mais um é igual a zero, tire a prova se restar.

Em se tratando destes quatro eu sou sincero: o resultado da soma de qualquer um com qualquer outro é número negativo. Bem negativo,

E não passa de uma lavagem cerebral a insistência em darem desde já tamanho destaque à corrida eleitoral?! Trata-se da mais flagrante forçação de barra, para fazer os leitores engolirem isca, anzol e linha. 

Antigamente o noticiário sobre a eleição só aumentava depois das férias escolares de julho, e já era uma amolação sem tamanho. Agora dura mais de 10 meses. Haja saco!

Encerro com o Raul Seixas: Todo o jornal que eu leio me diz que a gente já era, que  já não é mais primavera, Oh, baby, a gente ainda nem começou.

De algo tenho certeza absoluta: todo jornal que eu leio tenta me iludir. (por Celso Lungaretti)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O ESTADÃO QUER QUE A EUROPA COLOQUE COLEIRA NO PESCOÇO DO TRUMP RAIVOSO

"
Pela primeira vez desde a criação da Otan após a 2.ª Guerra, aliados se veem compelidos a discutir dissuasão simbólica contra os próprios Estados Unidos. A confiança – ativo invisível, mas essencial – se deteriora a olhos vistos. E quando a confiança é desintegrada, os custos se multiplicam em cadeia: na coesão política, na previsibilidade estratégica, na credibilidade financeira...

...Ao tratar aliados como obstáculos e regras como inconvenientes, Trump acredita colocar a América em primeiro lugar. Na prática, acelera a transição para um mundo menos previsível e muito mais perigoso. Por esse motivo, a Europa precisa reagir a Trump, estabelecendo um limite para a sua irresponsabilidade..." (trechos do editorial de hoje d'O Estado de S. Paulo, intitulado A Europa precisa enfrentar Trump)
Tradicionalmente conservador, além de baba-ovos do Tio Sam, O Estado de S. Paulo teve, contudo, grandes momentos no século passado, ao reagir corajosamente à ditadura de Getúlio Vargas, quando ficou sob intervenção federal entre 1940 e 1945; e depois à dos generais, ao preencher os espaços vazios das notícias censuradas com versos de Camões. 

Foi igualmente inesquecível a atitude do diretor de redação do Jornal da Tarde (também pertencente ao Grupo Estado), Murilo Felisberto, ao proibir o ingresso dos agentes do DOI-Codi que pretendiam efetuar uma prisão. 

Ele mandou os seguranças da empresa irem à portaria para evitar qualquer tentativa de invasão. 
Sua frase célebre foi "lá fora ele pode ser comunista, mas aqui dentro ele é meu jornalista".

E, após o assassinato do Vladimir Herzog, a empresa passou a enviar um diretor junto com qualquer dos seus profissionais que fosse chamado para depor no DOI-Codi. 

O editorial de hoje não é, portanto, nenhuma surpresa. Mas, ao exigir da Europa que coloque uma coleira no pescoço doTrump raivoso que preside os Estados Unidos, ele certamente frustrou um considerável contingente de anunciantes e leitores.

A reação borocoxô do Lula diante do sequestro de seu aliado surpreendeu por sua pusilanimidade; e a do Estadão por demonstrar mais espírito de luta do que o PT.

Em tempo: sempre considerei os governos de Chávez e Maduro como meras nomenklaturas, mas fiquei envergonhado da atitude vil e servil do governo brasileiro. Portamo-nos como quintal dos EUA. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

O PRINCIPAL ERRO DO TOFFOLI FOI ASSUMIR UM CARGO DO QUAL NUNCA ESTEVE À ALTURA. O RESTO É EFEITO.

O
ministro do STF Dias Toffoli está todo encalacrado no caso das fraudes do Banco Master. Merece.

Quando eu lutava contra a extradição do escritor Cesare Battisti, vagou uma cadeira no Supremo e ele, apesar de não preencher nem de longe os requisitos para o cargo, acabou sendo o indicado pelo Lula.

Sua escolha foi defendida principalmente pelo Zé Dirceu, de quem havia sido advogado. E aqueles caciques petistas (não eram todos) que faziam questão da libertação do Battisti contavam com o voto dele neste sentido.

De repente o ministro do STF Gilmar Mendes, que era um ídolo para toda a imprensa reacionária, fez declarações contundentes contra o Toffoli, argumentando que não possuía méritos acadêmicos suficientes para integrar o STF.

Houve até jornalão que publicou editorial nessa linha. Mas aí o Mendes fez uma longa reunião com o Toffoli e saiu se desdizendo. Afirmou que ele era perfeitamente apto para o cargo.

Nós, do comitê de solidariedade ao Battisti, percebemos depressa que havia algo de podre no reino da Dinamarca.
Isto logo se confirmou: o Toffoli se considerou impedido para julgar o Cesare, embora haja depois atuado em vários casos nos quais existiam razões bem maiores para ele ficar de fora.

Pior ainda ele se mostrou pessoalmente. 

Na véspera de um dos julgamentos do Battisti o Carlos Lungarzo (em nome da Anistia Internacional), o então senador Eduardo Suplicy e eu (um dos dois maiores defensores da memória da luta armada nas redes sociais, ao lado do Ivan Seixas), fomos levar um memorial em defesa do Cesare.

Conseguimos entregá-lo a quase todos os ministros durante a pausa para o cafezinho. E fomos recebidos com respeito, inclusive pelos que tinham tinha posição contrária, como o Lewandowski.

O Toffoli foi exceção. Parecia um homem proeminente sendo incomodado por pedintes. Só faltou jogar imediatamente o memorial no lixo.  

No entanto, o prestígio de nós três fora conquistado com muita luta durante décadas, enquanto o Toffoli nada tinha feito de relevante antes de ser beneficiado por uma indicação política. 

Tomara que caia, pra arejar o lodaçal!

De resto, bolsonaristas e outros direitistas estão movendo céus e terras para envolver o ministro Alexandre de Moraes no escândalo. 

A contribuição dele para livrar o país de sua maior aberração política em todos os tempos jamais pode sucumbir a uma insignificância  como o contrato firmado pela esposa com o Banco Master e a acusações não provadas. 

Se isso virasse o novo normal, as dependências dos Poderes ficariam vazias.

E mesmo que dolo houvesse, quem tranca o Bolsonaro tem cem séculos de perdão... (por Celso Lungaretti) 
"Lá vai ela toda prosa, vestida de verde e rosa/ Parece até a 
Mangueira em dia de carnaval/ Vai de mini, minissaia, blusa
tomara que caia/ Tomara mesmo que caia, pra alegrar o visual"

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

A ENÉRGICA REAÇÃO DOS PAÍSES EUROPEUS CONTRA TRUMP REFORÇA A IMAGEM DO BRASIL COMO QUINTAL DOS EUA

Alemanha, França, Noruega e Suécia anunciaram que enviarão tropas para defender a Groenlândia da cobiça de Donald Trump, que não esconde sua intenção de anexar a ilha e passar a controlá-la.

Localizada no Ártico, a Groenlândia é um Estado semiautônomo pertencente à Dinamarca, que, apoiada pelos ilhéus e também por nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte, resiste aos planos do Trump. 

Neste sentido, foi criada a Operação Artic Endurante (Resistência Ártica) e os quatro países começam a enviar tropas para exercícios militares cujo início está marcado para a semana que vem.

A aliança defende o princípio da defesa coletiva entre seus membros e proíbe ataques entre países aliados.

A determinação dos europeus torna ainda mais vexatória a posição frouxa do Brasil, que fez discursos e mais nada contra Trump, ao invés de liderar a América do Sul na tomada de ações efetivas contra o sequestro de Nicolás Maduro.

Com isto, não só traiu um país aliado como fica exposto a uma eventual tentativa estadunidense de abocanhar pedaços da Amazônia. 

Isto porque quem permanece em cima do muro quando deveria agir corre o risco de que outras nações sigam seu exemplo quando for ele o necessitado de ajuda. 
(por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA RECEBERÃO REAJUSTE OU ESMOLA?

O piso dos professores da educação básica para jornada de 40 horas semanais é de R$ 4.867,77. Agora, pelos critérios vigentes desde 2020, deveria ser reajustado em míseros 0,37%, equivalentes à merreca de R$ 18,01. 

Mas o Lula pretende editar uma medida provisória para reduzir ainda mais tal percentual. Daqui a pouco o aumento será de centavos e não mais de reais.

Uma pergunta: em 1978/80, quando se projetou nacionalmente como líder das grandes greves do ABC, o Lula ousaria submeter aos trabalhadores uma proposta patronal de reajuste que mais parecesse um insulto à categoria?

A resposta é não. Caso contrário a massa chutaria a mesa na Vila Euclides na qual ele subia para discursar, jogando-o ao chão.

Quem te viu, quem te vê! (por Celso Lungaretti)

Terá o Lula saudade da professorinha? Mais parece ódio...
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