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quinta-feira, 30 de abril de 2026

CUIDADO COM QUEM TEM O SOBRENOME 'MESSIAS' E ATUA NA POLÍTICA: PODE SER UM FALSO PROFETA OU UM ANJO CAÍDO

A rejeição do Senado ao indicado de Lula para o STF, Jorge Messias, foi um belo tapa na cara dos evangélicos, que forçam a barra para obterem cada vez mais poder.

E também na cara do Lula, que está fazendo um governo inconsistente e quer um quarto mandato por pura satisfação de ego, pois não confronta mais os poderosos como deveria e já abandonou as bandeiras anticapitalistas e libertárias faz muito tempo.

O currículo de Messias é pobre e não o qualifica para o Supremo. O atual episodio faz lembrar o de Dias Toffoli em 2009: é outro que Lula indicou por mera politicagem ou pelos  seus bons préstimos como serviçal do PT. Deu no escândalo que está dando.

Só mesmo a polarização com os Bolsonaros leva a esquerda majoritária a engolir o flerte descarado de Lula com os vendilhões do templo, como se o Brasil não fosse um estado laico, constitucionalmente separado de qualquer religião desde 1891. 

O novo vexame do Lula deveria lhe servir de advertência. Quando a aceitação do Messias pelo Senado se tornou duvidosa, ele poderia simplesmente substituí-lo por alguém não identificado com nenhum partido e possuidor de notório saber jurídico. Sua teimosia tem aumentado cada vez mais no atual mandato.

De resto, parece que os messias se dão muito mal na política brasileira. 

O Jorge só se destacou como o carteiro escolhido por Dilma Rousseff para entregar ao Lula a papelada que o blindaria contra o Mensalão; e como o aspirante ao Supremo que foi feito de gato e sapato pelo Senado. É um falso profeta (aqueles que distorciam os ensinamentos de Cristo para benefício pessoal).

Já o Jair, pior presidente brasileiro de todos os tempos, tentou impor-nos uma ditadura por meio de golpe de estado e foi um desvairado sabotador da vacinação contra a covid. É um anjo caído (os que, liderados por Lúcifer, se rebelaram contra Deus e foram expulsos do céu).

O falso profeta não conseguiu pregar no templo e o anjo caído foi enxotado da vida pública. O destino pune. (por Celso Lungaretti)

domingo, 19 de outubro de 2025

PROTAGONISMO TÓXICO DOS BOLSONARO VAI PARA A LATA DE LIXO DA HISTÓRIA: THE GAME IS OVER.

"
A reunião de Mauro Vieira com Marco Rubio esta semana, sem que o nome do clã golpista sequer fosse citado, teve um caráter simbólico: pode ter sido a última pá de cal na tentativa dos Bolsonaro de um dia voltar ao poder no Brasil, com a ajuda dos Estados Unidos. Melhor assim: a nação agradece.

"Se só Trump poderia salvar o ex-presidente condenado, como disse outro dia Valdemar Costa Neto, o dono do PL, então agora não há mais nenhuma esperança, chegou o fim da linha, acabou, the game is over. O ar até já ficou mais respirável.

"Foram quase sete anos de protagonismo tóxico, desde a posse do capitão Jair em 2019, que abalaram a democracia brasileira e quase nos levaram a uma nova ditadura, mas agora chegou a vez de fechar as cortinas e tirar essa gente do noticiário político para voltarmos à normalidade institucional..." (Ricardo Kotscho, no artigo Fim da linha para os Bolsonaro. E vida que segue)
N
a mesma linha do meu post 
de sexta-feira passada (17/10), o artigo dominical do grande Kotscho, cujo início reproduzo acima, celebra a derrocada definitiva do bolsonarismo, uma das páginas mais hediondas da história brasileira.

Faço, contudo, uma ressalva: o jogo só terá realmente terminado quando Jair Bolsonaro estiver cumprindo a única sentença possível para quem, ao sabotar a vacinação contra a covid, causou a morte de centenas de milhares de brasileiros. 

A tentativa de autogolpe de 08/01/2025 é motivo suficiente para Bolsonaro ser condenado a uma pena máxima (30 anos), mas a contribuição que ele deu para aumentar enormemente o total de óbitos foi um crime muito pior, que, infelizmente, pelas leis brasileira só poderá ser punido com outra sentença de 30 anos. 

Justiça mesmo só se faria com sua execução. É um dos raríssimos casos em que eu aprovaria a pena de morte.  (Celso Lungaretti)

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

POUPADO DO CUMPRIMENTO DE SUA PENA INTEGRAL, HITLER INCENDIOU O MUNDO. REPETIREMOS O ERRO COM O BOLSONARO?

Hitler no tempo do putsch da cervejaria

Jair Bolsonaro gosta de projetar uma imagem truculenta, pregando o fuzilamento de um ex-presidente, agredindo um senador franzino, falando em estuprar deputada, confraternizando com motoqueiros. distribuindo medalhas de imbrochável, imorrível e incomível, etc.

Se as coisas correm mal para ele, contudo, passa a funcionar no modo Tartaruga Touche (personagem dos desenhos de Hanna-Barbera que o tempo todo se lamuriava com a frase "Oh céus! Oh tempo! Oh azar!"), apelando para a mais repulsiva vitimização.

É o caso de agora, quando exibe sua tornozeleira aos jornalistas fazendo cara de coitadinho, enquanto o filho 01 engata um chororô patético porque o pobre papai está proibido de receber a visita de outros delinquentes.

O deprimente espetáculo tem o objetivo de abrir caminho para uma nova tentativa de virada de mesa institucional ou, ao menos, o de garantir ao Bolsonaro a continuação como chefão da extrema-direita (tal posição encontra-se fortemente ameaçada pelos concorrentes que não estão proibidos de disputar a eleição de 2026).

Difícil mesmo é encontrarmos justificativa para a pressão desvairada dos ratos de esgoto bolsonaristas, desde que passaram a apoiar-se nos músculos postiços que Donald Trump lhes forneceu, a favor de uma anistia ou indulto para o Hitler em miniatura que veneram.

Primeiramente porque Bolsonaro está soterrado sob uma montanha de provas e depoimentos que não deixam qualquer dúvida quanto ao fato de que ele comandou uma tentativa de autogolpe para manter-se na presidência da República após a derrota nas urnas em 2022. 
Bolsonaro na motociata, certo de estar agradando.
Parecia membro do conjunto Velhinhos Transviados
Depois porque nosso Poder Executivo, que Trump quer porque quer forçar a uma rendição ultrajante, não tem brecha legal nenhuma para libertar Bolsonaro enquanto ele continuar réu primário apesar do rosário de crimes que cometeu. Anistia ou indulto só poderão ser utilizados para interromper o cumprimento da sua pena quando ele já tiver sido condenado.

Então, o demencial tarifaço do Bolsonaro dos EUA, além de flagrantemente ilegal, é gratuito, porque o chantageado não tem como pagar o resgate cobrado pela bandidagem, qual seja a libertação do Trump do Brasil.

E, se houvesse como Lula atender aos chantagistas, seria justificável ceder a eles para evitar retaliações econômicas?

Muito politico sem noção e comentarista de internet sem caráter prega que se passe pano para Bolsonaro. Foi o que fez a Justiça de Munique com Hitler, preso como um dos líderes do putsch da cervejaria em novembro de 1923 e condenado a cinco anos de prisão. 

Libertou-o, contudo, em dezembro de 1924, aparentemente por considerar que cerca de 2 mil fanáticos, tentando controlar uma única cidade pela força, estavam muito longe de poderem conquistar o poder em toda a Alemanha. 

Da mesma forma, a defesa dos golpistas do 08.01 alega que a vandalização dos prédios dos Poderes num domingo não significaria o sucesso do autogolpe. 

Ora, em ambos os casos havia um plano meticulosamente elaborado e executado, incluindo forte pressão sobre autoridades, expostas até a humilhações, na tentativa de fazer com que traíssem seus deveres e passassem a apoiar a intentona.

Em Munique, inclusive, travaram-se tiroteios, com a morte de 16 nazistas e 4 policiais.
Quantos milhares de brasileiros terão morrido por
crerem que qualquer pajelança substituía vacina?
 

O xis da questão, contudo, é que a generosidade da corte de Munique concedeu a Hitler quase quatro anos para ele liderar a mudança de estratégia dos nazistas, que desistiram de tomar o poder por levantes armados e passaram a nele infiltrar-se mediante mandatos conquistados nas urnas, distorcendo-o por dentro até subjugá-lo totalmente.

Nos 13 meses em que permaneceu preso sem muito rigor, Hitler criou o livro que norteou a mudança de estratégia, Mein Kampf.

E pôde em seguida, nos quase quatro anos em que deveria ter permanecido preso, adequar o Partido Nazista para o novo papel que desempenharia na década de 1930, quando não só se tornaria o führer da Alemanha, como conquistaria total ou parcialmente várias pequenas nações mediante blefes, intimidações e demonstrações de força, para depois, com a segunda guerra mundial já declarada, estender seu domínio até à França.

Tivesse ele cumprido pena integral, haveria outro líder que concebesse e concluísse com tamanho êxito tal metamorfose do Partido Nazista? Jamais saberemos.

Como não sabemos que consequências trará uma eventual magnanimidade com relação a Jair Bolsonaro, cujos crimes são mais do que suficientes para garantir sua condenação ao máximo que a lei brasileira permite: 30 anos de prisão. 
A conquista da França teria sido tão fácil se Hitler
não fosse libertado após cumprir 1/5 de sua pena?

Mesmo levando-se em conta algumas reduções de pena possíveis, dará para termos certeza de que, mesmo que venha a ser longevo, voltará às ruas como um idoso inofensivo.

Já Hitler voltou às ruas como um personagem crucial para que a humanidade sofresse os horrores da segunda guerra, na qual morreram entre 70 e 85 milhões de pessoas. (por Celso Lungaretti)

sábado, 2 de agosto de 2025

46% DOS BRASILEIROS NÃO DIFERENCIAM TRAIDORES DA PÁTRIA DE PATRIOTAS

Excluídos os ditadores que usaram a faixa presidencial mas foram empossados pelas tropas e não pelos eleitores, o Brasil jamais teve presidente da República pior nem mais nocivo para os governados do que Jair Bolsonaro.

Insisto em considerá-lo uma miniatura do Adolf Hitler, só se diferenciando do führer nazista pela escala do morticínio que causou: algo entre 350 mil e 400 mil brasileiros foram vítimas fatais da pandemia de covid graças à sua sabotagem alucinada da vacinação, pois sob um presidente mentalmente equilibrado se salvariam, segundo concluíram instituições do mundo civilizado cuja credibilidade é incontestável.

O que equivale a dizer que Bolsonaro é o maior exterminador de brasileiros de todos os tempos.

Mesmo assim, o levantamento do DataFolha divulgado neste sábado (2) aponta que só 48% dos brasileiros são capazes de ter a única posição aceitável face a tal abominação, ou seja, querem vê-lo preso; e 46% não passam de gado tangido pelos berrantes da desumanidade e da barbárie, a ponto de preferirem vê-lo solto para continuar defendendo os privilegiados e desgraçando os coitadezas. 

E isto no momento em que ele e seu clã chegam ao fundo do poço em termos morais, mancomunados que estão com um governo estrangeiro que tenta passar como um trator sobre a soberania brasileira, recorrendo à mais vil chantagem para impor-nos seus caprichos.

Então, somos obrigados a constatar que 46% dos brasileiros não sabem sequer que traidores da pátria são o contrário de patriotas.

Trata-se de um
como queríamos demonstrar que chega seis dias depois do mais doloroso e importante artigo que escrevi na vida, Melancólica conclusão: a democracia não sobrevive à agonia do capitalismo.

Curvando-me à evidência dos fatos, admiti que o capitalismo, ora em estado terminal, levará de roldão a democracia burguesa: 
"...a minoria de privilegiados já não conta apenas com a força bruta para sufocar os anseios da maioria de explorados. Eventualmente ainda recorre a golpes de estado (...), mas consegue também conquistar maioria no Executivo e no Legislativo pelo voto popular, mesmo quando prega ostensivamente mentiras cabeludas e desumanidade extremada. 
Uma coisa é certa: a democracia já não nos serve mais como trincheira, pois é cada vez maior a facilidade com que o inimigo ocupa tal bastião".
E a pergunta que lancei em seguida continua em pé, sendo o que realmente resta discutirmos neste momento:
como revertermos a nova barbárie ultradireitista? 

Se não encontrarmos a resposta correta, estaremos nos condenando a mais mil anos de retrocesso civilizatório, como o ocorrido após a queda do Império Romano.

Isto, claro, se a nossa espécie não for extinta pelas alterações climáticas e caos econômico que nos golpearão com força total a partir da segunda metade deste século. (por Celso Lungaretti) 

quinta-feira, 24 de abril de 2025

MAMÃE EU QUERO, MAMÃE EU QUERO, MAMÃE EU QUERO ANISTIA, DÁ CHUPETA, DÁ CHUPETA PRO BOLSONARO NÃO CHORAR

Foi de uma pusilanimidade extrema o chororô de Jair Bolsonaro, queixando-se por ter recebido numa UTI a intimação para responder pelo crime de haver sido o principal responsável por uma tentativa fracassada de golpe de estado para derrubar e matar  o presidente eleito do Brasil, com o objetivo de obter um novo mandato virando a mesa, após ser derrotado nas urnas. 

Primeiramente porque, mesmo hospitalizado, continuava gravando peças propagandísticas de sua incessante campanha para escapar das grades, ainda que seja provocando um confronto de Poderes que poderia ter consequências trágicas para nosso país.

Depois porque dá um péssimo exemplo como cidadão e como homem tentando despertar a compaixão dos brasileiros em seu momento de desgraça, logo ele que antes simulava a masculinidade mais tóxica:
— normalizando o estupro de uma deputada; 
— lamentando que a ditadura militar não houvesse fuzilado "uns 30 mil" oposicionistas, "inclusive o FHC'; e
— avacalhando os coitadezas que agonizavam sem ar durante a pandemia, para cuja letalidade, aliás, ele contribuiu intensamente, ao sabotar vacinas e estimular pajelanças.  

E isto sem se dar conta do ridículo em que incidia, ao proclamar-se "imorrível, imbrochável e incomível", mesmo sendo amplamente conhecido que entregou. moto e arma para a bandidagem como um garotinho apavorado.

Além de haver convocado três vezes seus seguidores para a tomado do poder e se mantido longe do palco da ação em todas elas, inclusive indo refugiar-se na Disneylândia quando da terceira.

E que dizer de sua alucinada  comparação, agora, com as vítimas do nazismo?!
Você só está cumprindo ordem aqui, 
mas o pessoal dos tribunais do Hitler também cumpriam (sic) sua missão: colocavam judeus na câmara de gás. Todos pagaram seu preço um dia. Não vai ser diferente no Brasil, trovejou para a assustada oficial de justiça.

Mais megalomaníaco, impossível. Pois a única comparação pertinente não seria com o Holocausto, mas sim com os julgamentos de Nuremberg, dos quais o Bolsonaro de lá escapou pela via do suicídio. Já o Hitler de cá, por mais que esperneie, desta vez não deixaremos escapar. (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 17 de março de 2025

CABEÇAS PENSANTES DO GOLPE FLOPADO TÊM DE SER PUNIDOS COM MÁXIMO RIGOR!

F
aço questão de ser sempre coerente com meus ideais assumidos e com as convicções que tenha expressado anteriormente. 

Detesto quem desculpa e passa pano em tudo que envolve seus amigos, exigindo, contudo, o máximo rigor quando são seus inimigos que estão na berlinda.

Não sou religioso, mas me guio firmemente por Mateus 5:37: "Que suas palavras sejam sempre sim, sim e não, não, porque o que passa disto tem procedência maligna" (sem, contudo, imputar a falta de caráter à influência de um imaginário capeta, pois não passa de deficiência moral de nós mesmos, os humanos).   

Tudo isso posto, mantenho o que sempre escrevi e disse sobre o gado bolsonarista: a profunda ignorância desses cidadãos (?) os torna quase inimputáveis, como as crianças. 

Não sabem nada de nada dos valores do mundo civilizado. Detestam pensar e estão sempre em busca de quem pense por eles. Pagam dízimos ou cometem atos aberrantes obedecendo caninamente aos canalhas que os manipulam e exploram.

Esses seres vegetativos, desde que não tenham praticado atos violentos contra os humanos, não deveriam jamais ser encarcerados por sua participação na micareta golpista de 08.01.2023. Bastaria impor-lhes a prestação de serviços à comunidade durante um bom tempo.
Mas, ficou comprovada acima de qualquer dúvida a tentativa de anular-se pela força o resultado de uma eleição presidencial e impor nova ditadura ao Brasil, e isto não pode ficar impune nem ser tratado com benevolência. 

Foi porque Donald Trump não recebeu o merecido castigo pelo mesmíssmo crime que ele agora está vandalizando a civilização que a tanto custo construímos através dos séculos.

Então, as dezenas de mandantes da tentativa de virada de mesa no Brasil merecem cumprir até o último dia as penas a que fazem jus, inclusive como totais responsáveis pelas transgressões perpetradas por suas hostes zumbificadas.

O principal culpado por tudo que de pior aconteceu por aqui em passado recente, Jair Bolsonaro, está devendo ao povo brasileiro não apenas a punição pelo absurdo retrocesso civilizatório que encabeçou, como também pelas centenas de milhares de vidas que roubou dos coitadezas com sua sabotagem alucinada ao combate científico da pandemia de covid.

Deixando de lado a enorme profusão de delitos menores por ele cometidos, só os crimes maiores do golpismo e da sabotagem vacinal já são suficientes para mantê-lo encarcerado até o final de sua infame existência.    

Nós, herdeiros do repúdio dos melhores seres humanos aos regimes totalitários do século passado, temos o dever moral de nos mantermos fiéis ao basta! então dado aos grandes delinquentes políticos nos julgamentos de Nuremberg. 

Ou então, que voltemos todos às cavernas juntamente com os Trumps, Putins, Mileis e Bolsonaros, para nelas nos prostrarmos de novo à lei do mais forte! (por Celso Lungaretti)

sábado, 21 de dezembro de 2024

QUANTOS BRASILEIROS O JAIR BOLSONARO ASSASSINOU AO IMPINGIR A CLOROQUINA COMO MEDICAMENTO PARA A COVID?

A
palavra final sobre a eficácia das drogas milagrosas nas quais governantes de ultradireita andaram apostando durante a pandemia de covid 19 só foi dada agora, em dezembro de 2024. 

E confirma o entendimento que este blog foi dos primeiros a assumir e do qual jamais abdicou: a sabotagem vacinal de Jair Bolsonaro causou um número mirabolante de óbitos que poderiam ter sido evitados caso o Brasil fosse presidido por um indivíduo mentalmente equilibrado e não por um fanático atrabiliário.

Lamentamos que muitos leitores duvidassem desta conclusão por provir de meros jornalistas e não de scholars com certificações imponentes para exibir. Mas, como se trata de uma característica habitual deste blog, é um bom momento para afirmarmos que isto não se deu por palpite ou sorte. 

Bons profissionais de imprensa sabem tirar a conclusão correta quando se defrontam com posicionamentos diferentes assumidos por especialistas que divergem entre si. Foi o que aconteceu, com o blog se convencendo de que, como sustentavam grandes universidades estrangeiras, o desprezo pela evidência científica estaria ocasionando um descomunal massacre de brasileiros.  

Leiam os trechos principais do artigo abaixo e tirem suas conclusões. (CL)
.
Bolsonaro divulgando a pajelança: criminoso!
fernando reinach
O ERRO CIENTÍFICO QUE CAUSOU MORTES NA PANDEMIA 
No dia 19 de março de 2020, quando o Brasil tinha 621 casos de covid e somente 6 mortes, foi publicado um trabalho científico que sugeria que a hydroxychloriquina combinada ao antibiótico azythromicina poderia curar a doença.

Apesar de o trabalho ter sido imediatamente criticado pela comunidade científica, muitos médicos se agarraram ao resultado preliminar e passaram a utilizar essa combinação de drogas. Meses depois, o estudo foi repetido com mais de 30 mil pacientes e foi demonstrado que essas drogas não curavam a covid.

A grande maioria da comunidade médica e científica abandonou o tratamento e tentou divulgar o erro. Mas, era tarde: políticos, como Bolsonaro e Trump, haviam comprado a ideia estimulados por médicos e cientistas incompetentes ou mal-intencionados. 

Nos meses seguintes, centenas de milhares de pessoas foram tratadas com essa combinação em vez dos tratamentos comprovados que já estavam aparecendo. E pior, essa crença atrasou os investimentos governamentais em vacinas e a adoção de medidas de prevenção. 

É difícil calcular o número de mortes relacionadas a esse erro, mas não é impossível que sejam dezenas de milhares. [Há fontes estrangeiras que falam em centenas de milhares!]
...só agora, mais de quatro anos e meio depois, a revista científica que publicou o resultado resolveu cancelar a publicação original, retirando formalmente o trabalho da literatura científica. A demora se deveu à recusa do autor principal a admitir o erro.

Uma investigação revelou que pacientes que morreram sob o tratamento foram omitidos das estatísticas. Além disso, o acordo dos pacientes para participar do teste não foi obtido. Com essas constatações, três dos autores pediram para ter seus nomes removidos da publicação. 

Mas, o líder do laboratório, Didier Raoult, ainda se recusava a admitir os erros. Finalmente a revista, a revelia do autor, cancelou a publicação e Didier se aposentou.

Erros como esse ocorrem na ciência, mas raramente envolvem descobertas que têm um impacto tão imediato na sociedade, e dificilmente levam tantos anos para serem corrigidos. Agora, a comunidade científica embarcou numa busca dos motivos que levaram a adoção desses medicamentos inúteis...
Didier Raoult, o cientista obcecado com a cloroquina

...O que me impressiona é como grande parte das pessoas, desesperadas com a chegada da pandemia, se agarrou nas pequenas esperanças. Muitos amigos correram para comparar essas drogas e estocar em casa. Outros acreditaram que simples máscaras de pano segurariam o vírus sem qualquer evidência científica.

O desespero é uma reação normal do ser humano frente a uma ameaça desconhecida e letal. O triste foi a incapacidade da comunidade científica de separar o joio do trigo, ajudando os governos e a população a tomar medidas baseadas em evidências científicas e a abandonar tratamentos comprovadamente ineficazes ou prejudiciais. 

Mesmo as vacinas, que no final resolveram o problema, saíram da pandemia com sua imagem e reputação arranhadas.

Da próxima vez precisamos fazer melhor. É inaceitável que demore quatro anos e meio para retirar definitivamente da literatura científica um trabalho com conclusões erradas. (por Fernando Reinach, biólogo, PHD em Biologia Celular e Molecular pela Cornell University e autor de A Chegada do Novo Coronavírus no Brasil)

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

O BRASIL SE AVACALHA CADA VEZ MAIS

"
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. 

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo" (Bertold Brecht)
Segundo as mais recentes pesquisas eleitorais, os candidatos mancomunados com Jair Bolsonaro estão liderando a caça aos votos para prefeito em 23 das 103 maiores cidades brasileiras (aquelas que têm mais de 200 mil eleitores) e os apoiados por Lula, em míseros 16.

Isto nos leva a uma constatação estarrecedora: a de que uma parcela significativa do nosso eleitorado continua mesmerizada pelo causador da morte de aproximadamente 400 mil brasileiros que teriam sobrevivido à covid caso o presidente da República não fosse um sabotador da vacinação. 

Por este crime inominável qualquer nação que se desse ao respeito já o teria trancafiado pelo resto da vida numa prisão. Ele continuar até hoje em liberdade é um verdadeiro acinte. 

A única comparação que me vem à mente é a de um Hitler sobrevivendo à derrota nazista e não sendo sequer punido por suas monstruosidades.
Antes mesmo de Lula iniciar seu terceiro mandato, o David Coelho e eu já denunciávamos que os poderosos tinham chegado a um acordo podre, segundo o qual o palhaço psicopata, de imediato, se tornaria apenas inelegível,  enquanto seus processos criminais seriam tocados em passo de lesma.

Por ter aceitado tal barganha Lula merece estar agora exatamente como está: com menos prestígio do que um flagelo do povo brasileiro.  

De resto, aproveito para reiterar que a tentativa circense de golpe de estado em 08.01.2023 também justificaria uma pena de prisão perpétua para Bolsonaro, mas nunca poderá ser considerada o pior de seus crimes. 

Exterminar coitadezas numa escala de centenas de milhares será sempre mais grave do que vandalizar os edifícios dos podres Poderes. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 5 de julho de 2024

O FILME PARA VER NO BLOG DE HOJE É UMA HOMENAGEM AOS PRESIDENTES QUE O BRASIL ELEGEU NO SÉCULO 21

Morro de vergonha a cada nova comprovação de que o povo brasileiro ou se submete a intermináveis ditaduras ou elege caricatos presidentes da República que o colocam em ridículo mundial.

E que, se no século passado houve exceção, no atual as escolhas têm sido as piores possíveis.

Primeiramente Lula, cuja visão de mundo começou a ser moldada no ambiente do coronelismo nordestino dos seus primeiros sete anos de vida e depois foi reciclada pelo sindicalismo de resultados estadunidense.

Nem em Garanhuns nem no ABC pôde adquirir conhecimentos que lhe permitissem perceber que o capitalismo mundial está há muito condenado por inviabilidade econômica e, por mais que consiga alongar sua agonia, inevitavelmente vai desembocar numa depressão que fará a da década de 1930 parecer brincadeira de criança.

Quis o destino que ele se tornasse dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, adaptando-se às circunstâncias como um camaleão para delas tirar melhor proveito pessoal, mas sem jamais haver tido capacidade para voos mais altos.

Assim, p. ex., singelamente já admitiu que, atendendo às viúvas que vinham requerer seus benefícios, passava a conversa nas que o atraíam e acabava lhes concedendo outros préstimos. 
Daí a filha fora do casamento que o prejudicou tanto na semana decisiva da eleição presidencial de 1989, não só pela revelação do seu adultério como por ele haver tentado convencer a amante a abortar em benefício de sua carreira política.

Escolhido pelos mandachuvas do PT como mera figura de proa para ganhar eleições no figurino populista, beneficiou-se no primeiro mandato de um contexto extremamente favorável às commodities brasileiras e da tutela que tais cabeças pensantes exerciam sobre ele, impedindo-o de cometer lambanças.

O escândalo do mensalão, no entanto, permitiu-lhe livrar-se da vigilância dos Genoínos e Dirceus, passando a fazer o que lhe dava na telha. O segundo mandato foi bem menos auspicioso do que o primeiro e a escolha da gerentona trapalhona para sucedê-lo, desastrosa ao extremo. 

Muito mais uma brizolista do que petista, ela tentou ressuscitar a política econômica do trabalhismo de Vargas como se fosse possível fazer o calendário da História recuar meio século. Com isto, Dilma Rousseff colocou o Brasil no rumo de uma terrível recessão, que tragou seu mandato, mandou Lula para o cativeiro e elegeu o palhaço psicopata.

Apesar do peso que a acusação de corrupção teve naquela desgraça do Lula, ele é muito mais movido por delírios de poder dentro da democracia burguesa (o que faz dele apenas um serviçal de luxo do poder econômico) do que pela imoralidade gananciosa. 

Apenas reproduziu o comportamento da esmagadora maioria dos políticos profissionais, certamente considerando normal que a Odebrecht reformasse seu sítio, lhe provesse tríplex, implantasse instituto e financiasse o partido por baixo do pano. 

Pelo mesmo critério, uns 95% dos políticos profissionais brasileiros acabariam em cana. O grande pecado do Lula foi outro: igualar a esquerda à qual o povo ingenuamente crê que ele pertença à ralé nefanda dos centrões fisiológicos.

Quanto a Jair Bolsonaro, o motivo de eu estar falando dele aqui é óbvio: seu indiciamento pela Polícia Federal por indiscutíveis e indefensáveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa (no caso das joias recebidas de governos estrangeiros). 

Fruto putrefato do ambiente miliciano fluminense, nunca passou de mero ladrão de galinhas com evidentes sintomas de desequilíbrio mental, capaz de planejar explosão de banheiros de quartéis, sabotagem do fornecimento de água à população... e depois contar tudo à imprensa! 

Também não podemos esquecer que ele obrigava seus auxiliares administrativos a lhe pagarem comissão, nem o uso fraudulento do dinheiro público para custear a faxineira de sua casa de praia... 

No caso desta excrescência  é desnecessário alongar-me. Foi o presidente responsável pelo maior extermínio de brasileiros em todos os tempos, o que pior governou e o que mais humilhou o Brasil aos olhos do mundo. 

Se Lula não precisasse dele para ter chances eleitorais como mal menor, há muito o bufão macabro deveria estar vendo o sol nascer quadrado. 

Ele continuar em liberdade até hoje é simplesmente uma aberração! (por Celso Lungaretti)
E por que dois perdidos? Porque eleitos foram ambos, a
outra não passou de um poste fincado no poder pelo Lula 

quinta-feira, 2 de maio de 2024

O DESABAFO DE UM JORNALISTA AMIGO DE SENNA: "QUEM É QUE PÁRA A MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO DA FÓRMULA 1?".

Se for procedente uma denúncia do jornalista Roberto Cabrini, que então cobria o circo da F-1, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que foi a ganância capitalista que matou Ayrton Senna. 

Isto porque, um dia antes do acidente fatal, o piloto Roland Ratzenberger teria morrido NA PISTA, segundo o próprio Senna confidenciou ao Cabrini antes de sofrer o mesmo destino. 

Então, aquele GP não poderia jamais ter sido realizado, pois a lei italiana proíbe o prosseguimento da programação quando ocorre uma morte nos treinos livres e provas classificatórias anteriores ao evento principal. 

"Mas, quem é que pára a máquina de fazer dinheiro da Fórmula 1?", indagou Cabrini, na entrevista ontem (dia 1º) divulgada pelo UOL.

A escapatória para que não fossem frustrados os interesses comerciais envolvidos teria sido, portanto, a de FALSEAREM o momento da morte de Ratzenberger, dando o óbito como se tivesse ocorrido no hospital! 
Ratzenberger perdeu os sentidos e desacordado expirou

Tomando-se tal trapaça como verdadeira, e Cabrini não é nenhum inconsequente, decerto muitos outros pilotos e dirigentes de equipes terão tomado conhecimento de que o GP de San Marino deveria ser cancelado..., mas se omitiram.

Inverossímil? Nem tanto. Se até as circunstâncias do assassinato do ex-presidente dos EUA John Kennedy foram deturpadas de forma clamorosa... 

Refiro-me, obviamente, ao fato de a versão oficial atribuir a autoria dos disparos apenas a Lee Harvey Oswald, apesar das muitas evidências balísticas de que não poderia ter havido um único atirador (a menos que a bala fosse mágica). Negarem a existência de um complô foi o cúmulo da desfaçatez!

A versão fake sobre onde Ratzenberger expirou seria muito mais fácil de montar e sustentar. Não passaria de outra confirmação de que, no capitalismo, a grana é o valor supremo e nosso direito à vida vem depois. 

E isto não precisamos que Freud nos explique, Jair Bolsonaro  pode fazê-lo a contento. Afinal, para que não fossem paralisadas atividades econômicas, ele não vacilou em incentivar os incautos a saírem às ruas no auge da pandemia de covid, arriscando-se a morrer para que o capital sobrevivesse .(por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

FOI EM VÃO QUE BOLSONARO LAÇOU TANTOS FIGURANTES PARA FAZEREM CORO À SUA SÚPLICA PELA PRÓPRIA ANISTIA. NÃO A TERÁ!

É a camiseta da seleção principal que dá vexame nas
eliminatórias ou da que fracassou no Pré-Olímpico?
A montanha pariu um rato. A manifestação dominical na avenida Paulista convocada por Jair Bolsonaro não passou exatamente, como a batizei tão logo ele a anunciou, de uma Micareta da Paúra do Xilindró. 

Laçou algumas centenas de milhares de zumbificados para uma ridícula tentativa de convencer parlamentares e/ou o Supremo Tribunal de Federal de que merece ser anistiado da enxurrada de crimes que cometeu.

Chegou ao cúmulo de simular compaixão pelos inocentes inúteis que estão presos por tentarem dar um golpe de Estado em proveito dele! 

Depois de os lançar ao arremedo de putsch de 08.01.2003 enquanto se mantinha a um oceano de distância preservando a pessoa no mundo por quem mais se preocupa (ele mesmo), agora os utiliza no sentido de angariar simpatias para uma anistia a... ele mesmo! 

Não percebe que os quatro anos do seu circo dos horrores permitiram aos brasileiros com um mínimo de raciocínio crítico conhecerem exatamente com quem estão lidando. Quanto aos que ainda ilude, não são sequer relevantes. Trata-se da poeira que o vento carrega na direção para a qual sopra, como o lumpemproletariado de que Hitler serviu-se para sua escalada ao poder. 
No 7 de setembro de 2021, após ter convocado o golpe e
refugado, Bolsonaro foi sentar no colo do Michel Temer
 

Só que hoje a situação é outra e a chance que Bolsonaro perdeu no início de seu governo, único momento no qual poderia mesmo ter desfechado um autogolpe vitorioso (mas sem condições para sustentar-se em médio prazo), não voltará jamais para os seus braços. 

Desmoralizou-se como um golpista amarelão, que três vezes agendou a virada de mesa e nas três vezes pipocou (refugou nos Dias da Pátria de 2021 e 2022, depois foi esconder-se na Dineylândia em 2023), o que é fatal para quem se aventura a liderar hordas de extrema-direita. 

Entre aqueles debiloides que idolatram o machismo mais truculento e exibicionista, bundões são descartados.

Mas, apostando sempre na imbecilidade de seus seguidores, ele os convocou para a montagem do cenário de sua súplica pela anistia. Mostrou novamente  de que matéria gelatinosa é feito. 

Engana os zumbificados, mas a extrema-direita já discute quem o sucederá à frente do movimento, com o Tarcísio de Freitas como o candidato mais provável ao trono. 
Anistia? Após deixar tantas digitais nas armas dos crimes?

No exato momento em que as portas da cela se fecharem com ele dentro, Bolsonaro se tornará carta fora do baralho, deixando apenas a lembrança de ter sido nosso pior presidente de todos os tempos e o que mais brasileiros exterminou (com sua sabotagem insana ao combate científico à covid 19).

De todos os envolvidos no putsch flopado, ele é o que menos merece escapar da devida punição. 

E, se sua impunidade depender da manifestação deste domingo (25), não a obterá, porque longe de demonstração de força, o que vimos foi uma constrangedora admissão de fraqueza. (por Celso Lungaretti)
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