quinta-feira, 25 de novembro de 2010

GERAÇÃO MALDITA

 
"O anel que tu me deste,
eu guardei pra me ajudar,
construi numa viola

de madeira o teu altar


O amor que tu me tinhas,

eu roubei pra me salvar,

toda hora em que a danada

da saudade me pegar


Joema dos olho claros,

bem verdes da cor do mar
,
me dava tanta alegria

que eu não preciso sonhar

Basta me lembrar agora

das coisas que deixei lá,

Joema, sempre esperando

na praia do grande mar

Valdomiro das estrelas

não podia se encurvar
,
tinha tudo que queria,

dizia tudo a pintar

Olhando pro céu de frente,

perdido sempre em chegar,

Valdomiro das estrelas

pedia para voltar

Que faço agora, Maria?

Que faço agora, diz já!

Se longe, eu ouço hoje

as coisas que vão voltar


Me diz, quem vem comigo
agora, ao Deus dará,
nas coisas de todo mundo,
na vida do benvirá?"

Teledrama inspirado no clima e personagens da música "Das Terras de Benvirá", de Geraldo Vandré; foi exibido em outubro/1978 na ECA/USP.

Exilados latino-americanos vivendo na Europa. Carlos entra com estardalhaço.

CARLOS: Todo mundo preso! (sobressalto geral; Valdomiro erra pincelada no quadro)

GERALDO: Porra, eu já te disse pra não fazer esse tipo de brincadeira! Vai ficar toda hora lembrando as coisas pra gente, vai?

CARLOS: Que é isso, Geraldo, calminha! Não vamos fazer nenhuma tragédia por isso, né? O que passou, passou, ficou pra trás, então temos de encarar tudo com naturalidade. É a única maneira de sair dessa e partir pra outra, né? Então vamos lá, companheiro, abre um sorriso pra gente ver, vá!

GERALDO: E eu vou achar graça do que, da condição da gente aqui, das últimas notícias do nosso país?

VALDOMIRO: Do meu quadro, que você estragou?

CARLOS: Olha, Geraldo, nós aqui não poderíamos estar melhor, afinal não fomos expulsos até hoje. Nosso país (tom irônico), dizem que está virando uma grande potência, a gente deveria até festejar. E (para Valdomiro) esse teu quadro é a milésima versão da Lúcia nas praças e ruas da patriamada. Então, ainda sobram umas 999 pra você ficar aí todo embasbaco e macambúzio, sabe?, olhando a tela como se fosse a Virgem no altar. Só falta você se ajoelhar e beijar o cavalete.

VALDOMIRO: Tá, vai à merda! O que é que um liderzinho estudantil de subúrbio entende de arte? É só pintar um monte de proletas dando com as ferramentas na cabeça de uns burguesões...

CARLOS: É isso mesmo, companheiro! De preferência, uns burguesões de fraque e cartola, alisando a ponta dos bigodes, assim (imita o gesto).

VALDOMIRO: Então, bastaria eu partir prum realismo socialista desbragado pra você logo dizer que sou o maior pintor revolucionário do 3º Mundo?

GERALDO (abrupto): Como é, dá pra você me dizer se trouxe o jornal?

CARLOS: Olha, na edição da tarde tem uma notinha parecida com a da manhã. Diz que oito foram presos e dois feridos, mas não traz o nome de ninguém.

ANA: Mas não deve ser nada não, Geraldo, afinal existem tantos grupos atuando lá na Capital, por que teria de ser logo o do Otávio?

GERALDO: É, mas é uma merda estar aqui, longe de tudo, a gente fica o tempo todo se preocupando. Quando menos espera, abre o jornal e vê que pegaram um companheiro, um amigo...

VALDOMIRO: O que a gente podia fazer, já fez. Se ficássemos lá, com todo aquele clima de luta armada, nuncia iriam deixar que nós continuássemos com os movimentos de cultura popular. Iríamos ser vigiados o tempo todo, perseguidos, presos, poderíamos até virar presuntos e a culpa ser jogada em cima de um Sabado Dinotos qualquer. E nem pra clandestinidade iríamos poder passar, todo mundo já viu nossa cara no jornal, na TV. Iria ser pior pra nós e pros companheiros, que teriam de ficar tomando conta da gente.

CARLOS: Não é nada disso, Valdo, que nada! Vamos voltar agora mesmo que eu atiro livros na cabeça dos reaças, você joga a coleção de Lúcias, o Geraldo atira os discos, num instante a gente faz a primeira revolução tropicalista da História!

ANA: E eu, o que é que eu faço?

CARLOS: Ah, você atira as canetas dos teus alunos. Nunca te contaram que a pena é mais afiada que a espada?

VALDOMIRO: E pra você isso vai ser uma revolução ou uma comédia de pastelão?

CARLOS: As duas coisas juntas, afinal estamos falando de um país latino-americano, né?

* * *

Geraldo recordando a sua saída do país.

JOEMA: É a tua oportunidade, você tem de partir, amor!

GERALDO: Mas, eu posso me esconder na casa da tua irmã, eles não vão me procurar lá...

JOEMA: Ela não concorda com nossas idéias, como é que eu vou pedir que ela se arrisque por nós?! E tem também os vizinhos, tem aquele capitão que mora na esquina, tem os parentes que falam demais, você acabaria preso e complicando minha família!

GERALDO: Tem de haver um jeito de eu poder ficar!

JOEMA: Vai ser sempre um risco inútil, benzinho. Você mesmo me ensinou que o importante é a causa, não as pessoas. Agora é a hora de você se sacrificar, se preservar para o futuro. Afinal, você é um símbolo, teus versos vão continuar inspirando o pessoal daqui. E um dia você ainda vai voltar para cantar nossa vitória, junto com o povo na rua. Você precisa viver para esse dia, amor!

GERALDO: Mas, como eu posso partir e deixar você e o Otávio correndo perigo aqui?

JOEMA: Você me deu os primeiros livros e me convidou para aquelas palestras, quando você quis que eu participasse da tua vida e da tua luta. Você já deveria saber que um dia a gente poderia ter de se separar. Mas não se preocupa, não, Geraldo! Olha, eu tomo conta do Otávio porque ele é teu irmão, ele toma conta de mim porque sou tua companheira, então, no fim, não acontece nada pra nenhum de nós dois, tá, benzinho?! Isso, dá um sorriso, eu não quero me lembrar de você tão sério e carrancudo!

GERALDO: Se fosse tudo tão simples...

* * *

O chamado de Carlos desperta Geraldo de seus devaneios.

CARLOS: Geraldo! Geraldo! Acorda, pô! 'Tava querendo saber se você concorda que um companheiro que você não conhece, o Roberto, venha passar uns tempos aqui com a gente. Ele fez umas ações, caiu em fevereiro e foi pra Argélia no último sequestro. Agora ele se desligou da Organização e está com as idéias meio embananadas; quer parar pra pensar antes de decidir alguma coisa. A gente pode dar uma força pra ele, né, que ele está quase sem grana e precisando mudar do apartamento do Osvaldo. Sabem, tem uns dez caras amontoados lá e vão chegar mais na semana que vem.

GERALDO: Por mim, pode trazer quem precisar, a gente sempre se ajeita.

VALDOMIRO: É, tudo bem.

ANA: Mas, pra mim não está nada bem! Solidariedade, solidariedade, é somente nisso que vocês pensam, não? Que importam as leis de exceção, as torturas, a destruição das entidades de massa? Vocês esquecem num instante que estão aqui por causa dos porralocas dos militaristas! Só querem saber de exibir sua solidariedade revolucionária, seu paternalismo pequeno-burguês, ajudar o coitadinho, pobrezinho, que até ontem estava botando fogo no mundo!

VALDOMIRO: Calma, Ana, calma, o que é que há? Estamos caindo no emocionalismjo, assim não dá pra discutir. Se você acha que o pessoal da luta armada provocou uma radicalização de direita, é um juízo político, a gente pode até concordar com você. Agora, você não pode negar que os companheiros que fizeram essa opção agiram por um ideal. Eles arriscaram a vida...

ANA: É, a deles e a nossa também!

VALDOMIRO: ...arriscaram a vida pra fazer a revolução do modo deles. A História provou que não tinham razão, mas...

ANA: Você está sempre botando panos quentes, sempre conciliando! É por causa de gente como você que esses aventureiros se colocaram à testa do processo, provocando uma ditadura que vai durar uma porrada de anos. E nós estamos aqui, fugindo que nem judeus errantes!

CARLOS: Aninha, Aninha, esse negócio de linhas, tendências, partidos, isso tudo é pra quem está lá no meio da luta. Aqui nós não passamos de uma meia dúzia de subdesenvolvidos, somos que nem um bando de índios na terra dos brancos. Se a gente não ajudar uns aos outros, vem a cavalaria e acaba com todo mundo. Uga, uga, mim, grande chefe Pena Desbotada, decreta a paz entre todos os peles-vermelhas...

ANA: Não brinca, Carlos, vamos discutir a sério. A gente está aqui, longe dos companheiros, dos amigos, não conhecemos quase ninguém aí fora; os gringos não querem nem ver cucarachas perto. A única coisa que sobra é nossa amizade, nossa união. Então, vem um guevarista fanático, com toda aquela carga de violência, e estraga nosso ambiente. Aí nem nesta casa vamos ficar em paz.

CARLOS: Mas Ana, isso é uma imagem que você criou, uma fantasia de sua cabeça. O Roberto não é nada disso. Pelo contrário, é calmo, intelectualizado, entende tanto de marxismo como qualquer um de nós aqui.

VALDOMIRO: Eu acho que você deveria fazer uma autocrítica, Ana, analisar até que ponto teu problema pessoal está influenciando teu posicionamento.

ANA: Eu não tenho nenhum problema pessoal. Eu só queria que vocês pensassem um pouco antes de trazer aqui pra dentro um militarista desses, que vai ficar o tempo todo defendendo o seu aventureirismo e quebrando o pau com a gente!

* * *

Ana relembra a noite de sua prisão, a morte do marido, as torturas.

ANA: Acorda, Ju, acorda!

JÚLIO: Hã, hã, o quê?

ANA: Tocaram a campaínha!

JÚLIO: Mas agora, porra! E que horas... mas são quase quatro horas!

ANA: Meu amor, meu amor, e se for a repressão? Eu disse pra você não ficar dando abrigo pra esse pessoal da guerrilha!

JÚLIO: Mas, que é isso, meu bem? Eu tinha de ajudar, a solidariedade revolucionária... (novo e longe toque de campaínha). Mas, não deve ser nada, não. Fica aqui que eu volto já.

VOZ: Onde é que ele está? Diz logo, filho da puta!

VOZ: Aqui! (fuzilaria)

JÚLIO: Não! Não!

VOZ: Algema ela! Bota o capuz!

VOZ: Quem contatava seu marido? Quando ele ia ter o próximo ponto? Você também conhece os aparelhos? Fala, sua vaca, fala! (Ana grita, ofega)

* * *

Ana e Valdomiro conversando, na calmaria subsequente ao ato sexual.

ANA: Você tinha razão. Era por causa do Júlio. Nem sei se por causa dele mesmo ou da minha vida com ele. Era o que vocês chamariam de uma vidinha pequeno-burguesa, mas eu gostava. Gostava de viver sem susto, cuidando da casa, das crianças, do meu jardinzinho. Toda a rotina de uma dona-de-casa alienada. E daí? Não nasci pra grandes aventuras, nunca pensei em mim transformando o mundo. Acho que casei com o Júlio porque ele era seguro, tranquilo, tomava todas as decisões. Sabia o que era melhor pra nós dois.

VALDOMIRO: E mesmo assim vocês entraram pro partido?

ANA: Bom, até o golpe militar a gente não se interessava pela política. Aí foram todas aquelas prisões, perseguições... o Júlio viajando a serviço e conhecendo aqueles cafundós... tanta miséria, tanta injustiça... No fundo, no fundo, nem ele nem eu seríamos revolucionários se vivêssemos numa democracia de 1º Mundo. Quanto muito entraríamos num partido de centro-esquerda, sei lá... Mas, é que no nosso país a gente não tinha opção. Ou ficava quietinha engolindo tudo que o governo fazia ou entrava pra esquerda. Então, o Júlio acabou entrando e me levando junto.

VALDOMIRO: E acabamos todos no mesmo barco, lambendo as feridas e esperando a hora de voltar...

ANA: Depois de tudo isso eu já nem sei se vale a pena voltar. Se não fossem as crianças...

VALDOMIRO: Nem pense nisso, Aninha. A ditadura não é eterna. A gente ainda vai ver todo mundo feliz, todo mundo rindo, todo mundo se amando. Você precisa voltar pra ensinar a seus filhos, a seus alunos. Explicar pras novas gerações o quanto vale a liberdade. Tudo o que passamos não vai valer nada se a gente não fizer com que essa seja a última ditadura. Se a gente não despertar o povo pra defesa dos seus direitos, pra que o povo nunca mais aceite um regime como esse.

ANA: Do jeito como você fala, parece que a gente vai voltar e encontrar o país do jeitinho que era. Mas, será que com todos esses anos de lavagem cerebral eles não vão conseguir mudar as pessoas? Será que quando a gente voltar o povo ainda vai se lembrar de nós, vai querer ouvir o que a gente tem pra dizer?

VALDOMIRO: Não sei, francamente não sei. Até agora eu vivi para minha obra, e fiz da minha obra o instrumento para despertar as pessoas para a vida, para a harmonia, para a felicidade. Eu entrei na política para aprender mais sobre a vida, para ter coisas mais importantes para transmitir. Se tudo isso não serviu para nada, se quando eu voltar ninguém mais estiver interessado num futuro melhor, em ver na arte o que o mundo deveria ser e depois transformar o mundo... aí, não sei, acho que minha vida terá sido completamente inútil (revê sua dedicação à arte, seus esforços para expressar uma verdade maior nas telas).

* * *

A festa e a batucada com que festejam a chegada de Roberto fazem Carlos relembrar suas alegrias passadas, os discursos que fazia quando o povo ainda tinha lugar na praça.

CARLOS: Eles estão sozinhos, trancados nos gabinetes, escondidos atrás das tropas, prisioneiros do próprio poder. Nós estamos livre no seio das massas, são eles que nos dão esperanças, são elas que nos dão força, são elas que nos apontam o rumo, são elas que nos conduzirão até a revolução. Quando estamos ao lado do povo estamos sempre certos, somos tão fortes que ninguém pode nos derrotar. Quando estamos separados das massas não somos nada, somos a poeira varrida pela História!

* * *

Discussão política, com a participação de todos os membros da comunidade.

ROBERTO: Nós não romantizamos a guerrilha, nem endeusamos as armas. Nosso objetivo sempre foi político. Quando a repressão estourou as entidades de massa, quando eles ocuparam cidades operárias com as tropas para prender grevistas e aterrorizar a população, quando as passeatas estudantis já não tinham o que fazer se não andar de um lado para outro no centro da cidade, então nós nos organizamos para oferecer uma opção, um caminho para o qual pudesse ser canalizado todo esse movimento de massas, criando uma alternativa de poder.


ANA: E isso tudo isolados do povo, escondidos nos aparelhos, querendo fazer a revolução só com estudantes e intelectuais?

ROBERTO: Junto com as massas a repressão acabaria localizando a gente. Prende um operário, ele entrega a base da fábrica, daí é aberto o coordenador do movimento de massas e logo acabam caindo todos os elos da corrente. Para sobrevivermos na luta era necessário nos organizarmos como revolucionários profissionais, vivendo unicamente para a causa.

CARLOS: Mas que adiantava sobreviver se o povo não participava da sua luta nem se interessava por suas ações?

ROBERTO: Numa outra fase do processo executaríamos ações de propaganda armada, como expropriarmos gêneros de primeira necessidade para distribui-los nas favelas, tomarmos supermercados para o povo saquear, ações desse tipo. Além disso, não esperávamos vencer o imperialismo só no nosso país, sabíamos que era impossível. Nossa idéia era desencadear a luta em larga escala, coordenada com os grupos guerrilheiros de outros países, como os tupamaros e o ERP.

ANA: E por que deu tudo errado?

ROBERTO: Foi uma corrida contra o tempo. Nós demoramos tanto para priorizar a luta armada que, quando começamos pra valer, já era tarde, o imperialismo estava bem preparado. Veja o caso do nosso país: eles investiram rios de dinheiro, criaram o milagre econômico, a classe média passou a apoiar o regime, nós acabamos sozinhos e agora a repressão está liquidando nossas Organizações, uma por uma.

GERALDO: Você não acha que foi uma tentativa desesperada?

ROBERTO: Até certo ponto, sim. Nós sabíamos que os militares utilizariam o estado totalitário para conduzir nosso país a um estágio capitalista mais avançado, com o predomínio absoluto das grandes empresas na economia, a colocação do ensino a serviço do capital, a propaganda fascistóide, tudo isso. Então, tínhamos de evitar que eles reestruturassem a sociedade dessa forma, caso contrário as possibilidades de uma revolução ficariam afastadas por um longo período. Foi por isso que arriscamos tudo, nenhum de nós queria esperar mais 20 ou 30 anos por outra situação potencialmente revolucionária.

ANA: Só que, com esse imediatismo pequeno-burguês, vocês acabaram quase todos dizimados e a ditadura ficou ainda mais forte...

ROBERTO: Putz, a companheira pega pesado! Olha, pelo menos uma coisa temos certeza que fizemos: nós lavamos a honra da esquerda, depois daquela rendição sem luta quando os militares tomaram o poder. Quem sabe se nós não pagamos as contas do passado, deixando o terreno limpo para que a juventude entre na luta sem traumas, sem nossa necessidade obsessiva de provar que também tínhamos coragem de sangrar por uma causa?

CARLOS: Mas, a repressão está liquidando as lideranças forjadas em décadas de luta. Assim a juventude ficará sem memória, sem referencial, vai ter de recomeçar tudo da estaca zéro.

VALDOMIRO: Não sei, eu às vezes sinto como se nós fôssemos uma geração maldita, que sentiu como nenhuma outra a necessidade de lutar mas não tinha opção correta para fazer. Parece que a História só nos conduziu a ruas sem saída, e mesmo assim brigamos, polemizamos, discutimos, fizemos o impossível para convencer uns aos outros, trazê-los para a posição que achávamos correta, sem perceber que todas elas acabariam num mesmo fracasso. Num enorme fracasso.

CARLOS: Pelo menos cada um de nós seguiu até o fim suas opções, sacrificou tudo por elas, se entregou à luta como nenhuma outra geração. Esse exemplo a gente deixa pro futuro.

VALDOMIRO: O futuro só fixará nossa derrota. Perdemos, logo estávamos errados. Para eles, esse vai ser o veredito da História.

* * *

Roberto se despede de cada um dos companheiros, pois decidiu voltar ao seu país. Todos estão emocionados. Até Ana o abraça, chorando. Depois que sai, comentam sua opção.

GERALDO: Ele sabe que a luta está perdida, não tem mais nenhuma esperança, então por que é que resolveu voltar? Está indo direto pro matadouro.

VALDOMIRO: O problema do Roberto é que ele perdeu os amigos, os irmãos, a companheira. Todos de quem gostava acabaram presos ou mortos. Ainda por cima, ele não vê a menor possibilidade das coisas melhorarem em nosso país nos próximos anos. Então, o Roberto chegou até a pensar num recuo, mas não viu nada do outro lado. Não havia mais lugar onde quisesse ficar, nem pessoa que o prendesse à vida. Acabou se solidarizando com os últimos da sua Organização. Vão lutar até o fim...

GERALDO: E acabar presos ou mortos.

VALDOMIRO: Ou mortos. O Roberto, pelo menos, acho que nunca vai cair vivo. Ele sabe muito bem o que encontrará nos porões.

GERALDO: É, estamos no tempo dos mártires.

VALDOMIRO: E muita gente ainda vai morrer à toa. Mas, para o Roberto, talvez seja mesmo a melhor opção. Gente como ele aguenta qualquer sacrifício no presente porque vive sonhando com o futuro, com o dia em que nosso país for libertado. Mas, quando descobre que a revolução não é mais pra amanhã nem pros próximos anos, já não consegue voltar pra rotina. A vidinha normal não significa mais nada para ele. O Roberto viveu com tanta intensidade seu sonho que tinha de morrer junto com esse sonho.

GERALDO: E você, ainda tem esperanças?

VALDOMIRO: Tenho pensado muito nisso e acredito que ainda valha a pena viver. Mesmo que as novas gerações não se interessem por nossas histórias, temos de insistir, procurar os meios para transmitir tudo que aprendemos. Afinal, poucos dos que participaram das últimas fases da política revolucionária sobreviveram. Temos de tornar conhecidas as lições que aprendemos com tanto sacrifício, para evitar que a juventude pague o mesmo preço por seu aprendizado. Para isso faz sentido voltar, faz sentido esperarmos o dia certo para voltar.

Obs.: trabalho em grupo feito para a cadeira de Linguística. Tínhamos de escolher uma obra artística, dela derivar uma história que permitisse destacar o jargão utilizado por determinado grupo social e apresentá-la por meio de audiovisual, programa radiofônico, filme, teleteatro, etc. Sugeri a canção do Vandré sobre exilados porque era um assunto na ordem do dia e porque seria fácil trabalharmos em cima do jargão da esquerda. Fiquei com a tarefa de criar o script. E acabei me envolvendo muito com as situações enfocadas, por estarem próximas da minha vivência. O vídeo despertou interesse, causando polêmica.

Um comentário:

Anônimo disse...

Os latinos são comprovdamente sentimentais. Em excesso.
Se sabe que existe outra vertente do cérebro humano chamada razão. Mas os latinos a desconhecem.
Por essas e outras , mesmo depois de uma certa idade ( Millor fernandes disse que quem não deixou de ser idota até aos 30, não tem mais jeito), ainda acreditam em papai Noel.
O mundo nunca será um paraíso e nem o ser humano é alguma coisa fácil de definir, como fizeram Hegel e seu discípulo Marx, e outros do do seculo XIX para traz.
Os anglo saxões, que tem uma índole oposta aos do latinos, nunca se deixaram levar por receitas de justiça e paraíso, tanto é que enquanto Stalin e Hitler se descablavam em convencer as massas escravas com suas ideologias socialistas, os ingleses levavam a sua vidinha inglesa de sempre. Bem todos sabem a hitória, que deu no que deu.
Um país para funcionar tem que ter poucas leis, que funcionam com algum grau de razoabilidade, como nos EUA e dar uma educação de qualidade, como nos EUA e explorar menos o trabalhador com impostos.
Resumindo , Papai Noel e aquelas convicções que adquirimos na infância e adolescência são fantasias. É preciso que amadureçamos e tentemos fazer um país democrático que funcione.
Como os EUA, por exemplo.
Temos uma semelhança grande com este país , em tamanho, diversidade étnica e riquezas minerais. Quem sabe um dia, chegaremos lá. Mas com a lógica de fatos palpáveis e não com delírios juvenis.

Related Posts with Thumbnails

Arquivo do blog

NUVEM DE TAGS

1929 1968 1984 1º de maio 3º mandato A Marselhesa A Verdade Sufocada Abin aborto Abradic Abílio Diniz ACM Adail Ivan de Lemos Adhemar de Barros Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Afeganistão Afonsinho Africa Africa do Sul agio agiotagem agiotas Agora São Paulo AGU Agência Estado AI-5 AIG Al Pacino Aladino Félix Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Albert Camus Albert Einstein Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Piovesan Alberto Torregiani Aldo Rebello Aldo Rebelo alerta Alexander Soljenítsin Alexandre Dumas Alexandre Nardoni Alexandre Vannuchi Leme Alfredo Stroessner Alice Cooper ALN Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga Alvaro Dias Alvaro Uribe Américo Fontenelle Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi Andre Ristum André Mauro Andy Warhol Angel Parra Angelo Lungaretti Angra anistia Anistia Internacional Anita Leocadia ano novo anos de chumbo Ansa Anthony Garotinho Antonio Cabrera Antonio Ferreira Pinto Antonio Palocci Antonio Patriota Antuerpio Pettersen Filho Antônio Conselheiro Ao Pé do Muro apartheid Aparício Torelly apedrejamento Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aquecimento global Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arena Argentina Arnaldo Dias Baptista artes marciais Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo Arábia Saudita atentado do Riocentro Atila Augusto Boal Augusto Pinochet Auriluz Pires Siqueira autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber Aécio Neves Baden Powell bafômetro Baia dos Porcos Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon bancos Barack Obama Barcelona Bartolomeo Vanzetti Bashar al-Assad Batalha de Itararé Batman Baú do Celsão BBB Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Bela Lugosi Benito Mussolini Bento XVI Bernardo Bertolucci Bertold Brecht Bertold Brecht Betinho Betinho Duarte bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade Biro-Biro blitzkrieg blogueiro blogues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bobby Sands bolchevismo Bolsa Família Bolívia bombas de fragmentação bombeiros Boris Casoy Boris Karloff boxe Bradesco Bradley Manning Brasil 247 Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral Cacareco Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Camargo Corrêa Camboja Cansei capitalismo Capitão Guimarães Caravaggio Carlinhos Cachoeira Carlos Chagas Carlos Eugênio da Paz Carlos Giannazi Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Marighella Carlos Reichenbach Carnaval Carrefour CartaCapital cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Santo André Castello Branco Castro Alves Cazuza CBF CCC CDHM Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Daniel Celso Russomanno celulares censura Cesar Benjamin Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso chacinas Chael Charles Schreier Charles Bronson Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charlie Chaplin Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chile China Christopher Lee Cidadão Kane cine Belas Artes cinema Cisjordânia Claude Chabrol Claudio Abramo Claudio Julio Tognolli Clint Eastwood Clive Barker Clube Militar Cláudio Antônio Guerra Cláudio Humberto Cláudio Marques Clécio Luís Clóvis Rossi CMI CNBB CNE CNJ cobaias humanas Colina colonialismo colégios militares Colômbia Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comuna de Paris Conare Conceição Costa Neves Condepe contestação contracultura Coojornal Copa Davis Copa do Mundo Corinthians Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã corrupção Coréia do Norte Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva cotas raciais cotas racias CPI CPI do Cachoeira CPMF crack cracolândia Cream Criméia Almeida Cristina Kirchner Cristovam Buarque crônica Cuba curandeirismo Curió CUT D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Waldyr Calheiros Dalmo Dallari Damaris Lucena Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Dante de Oliveira Danton David Carradine David Goodis David Mamet decapitação Delfim Netto Delúbio Soares DEM democracia Dennis Hopper Desafia o nosso peito desigualdade econômica deslizamentos desobediência civil despoluição do Tietê Devanir de Carvalho Devra Davis Dia das Crianças Dia das Mães Diego Maradona Dilma Rousseff Dino Rizi direito ao trabalho Direito à Memória e à Verdade direitos humanos diretas-já discriminação dissidentes cubanos ditabranda ditadura ditadura argentina Diógenes Carvalho Django DOI-Codi Dolores Ibarruri domingo sangrento Domingos Dutra dominicanos Don Siegel dona Solange Dulce Maia Dunga Dª Solange ecologia Edgar Allan Poe Edifício Joelma Edir Macedo Edison Lobão Edouard Bernstein Edu Lobo Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Suplicy educação educação religiosa Edward Bernstein Egito eleições eleições 2010 Eleições 2012 Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elio Gaspari Elis Regina Eliseu de Castro Leão Em Tempo embargo econômico emigrantes Emílio Médici Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entulho autoritário Enéas Carneiro episódio algoz e vítima Epoca Equador Eremias Delizoicov Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Escola Base escracho escutas telefônicas Espanha espionagem Esquadrão da Morte Estado Novo estelionato Estevam Hernandes ETA etanol Ethel Rosenberg Ettore Scola EUA Eurico Gaspar Dutra eutanásia Evander Holyfield Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções extradição Exército F-1 Fabiana Leibl Falha de S. Paulo fanatismo Farc Fausto De Sanctis favela FBI Febeapa Felipe Massa Felipão Fellini Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Lugo FHC Fidel Castro Filinto Muller Fillinto Muller Fiodor Dostoievski Flamengo flotilha FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Foro de São Paulo Força Expedicionária Brasileira Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Franco Montoro Franco Nero Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka França François Hollande François Mitterrand François Truffaut fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Frei Betto Friedrich Engeles Fritz Lang Fukushima Fukuyama futebol Fábio Konder Comparato Fórum Paulista de Desenvolvimento Gabriel Chalita Gal Costa Galileu Gamal Abdel Nasser ganchos Garrincha Garry Kasparov Gastone Righi gastos militares gays Gaza General Maynard Gengis Khan genocídio George Foreman George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George W. Bush Geraldo Alckmin Geraldo Vandré Gerard Piqué geração 68 geração de empregos Geração Maldita Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Gianfrancesco Guarnieri Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilmar Mendes Gilson Dipp Giordano Bruno Giorgio Napolitano Glauber Rocha Glauber Rocha Glória Kreinz Goldstone goleiro Bruno golpismo Google Goubery do Couto e Silva Goulart Graciliano Ramos Graham Greene grampos grandes tragédias Greenpeace Gregory Peck Gregório Bezerra Gregório Fortunato greve de fome greve de osasco gripe suína Grupo Guararapes Grécia Guantánamo guerra civil guerra da lagosta Guilherme Fariñas Gustav Franz Wagner hackers Hamas Harry Shibata Harry Truman Heleny Guariba Heloísa Helena Henfil Henning Boilesen Henrique Lott Henrique Pinto Henry David Thoreau Henry Ford Henry Sobel Herbert Marcuse Hermann Goering Hermínio Sacchetta high school Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro Hiroshima História Holanda Holocausto homem novo homofobia Honduras Hosni Mubarak Hosny Mubarak Hugo Chávez Human Rights Watch humor Hélio Bicudo Hélio Vannucci Iara Iavelberg Ideli Salvatti Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal imagem imigrantes IML Imola impeachment imprensa in memorian Inconfidência Mineira indenizações indignados Indio da Costa indulto indústria cultural Ingmar Bergman Intentona Comunista Internacional Socialista internet intolerância intolerância religiosa inundações Inês Etienne Romeu Iraque Irã Isaac Deutscher Israel IstoÉ Istvan Mészáros Itamar Franco Itália Ivan Pinheiro Ivan Seixas Ivan Valente Ivo Herzog J. Edgar Hoover Jack Nicholson Jacob Gorender Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira James Joyce Jane Fonda Janis Joplin Jarbas Passarinho Jards Macalé Jean Wyllys Jean-Jacques Rousseau Jean-Luc Godard Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jerzy Kosinski Jessé Souza Jesus Christ Superstar Jesus Cristo jesuítas Jimi Hendrix Jimmy Carter Jirau Joan Baez Joan Manuel Serrat Joaquim Barbosa Joaquim Cerveira Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Seixas Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Johan Cruyff John Carradine John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Lennon John Mc Cain Jon Bon Jovi Jorge Amado Jorge Ben Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais jornalismo jornalismo de esgoto Jose Giovanni Joseba Gotzon Joseita Ustra Joseph Goebbels Joseph Stalin José Alencar José Anibal José Caldas da Costa José Eduardo Cardozo José Genoíno José Lavecchia José Lewgoy José Maria Marin José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Sarney José Serra José Tóffoli João Baptista Figueiredo João Cabral do Melo Neto João Dantas João Goulart João Grandino Rodas João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pessoa Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri julgamento de Nuremberg Julian Assange Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek justiça social Jânio Jânio de Freitas Jânio Quadros Júlio Lancelotti Karl Marx Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kirk Douglas kit gay Lacerda Laerte Braga Laudo Natel Laura Lungaretti lavagem cerebral Lawrence da Arábia Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei Seca Lennox Lewis Leo Szilard Leon Trotsky Leonard Cohen Leonel Brizola Leonel Mello Leopoldo Paulino LER-QI Leônidas de Esparta LGBT liberdade de expressão Lina Wertmüller linchamento Lionel Messi literatura Loreena McKennitt Louis Malle Lourenço Diaféria Luc Ferry Luciana Genro Luigi Magni Luis Antonio Fleury Filho Luis Buñuel Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Maklouf Luiz Vieira Lula Luís Alberto de Abreu Luís Favre Luís Nassif Luíza Erundina Lyndon Johnson Lênin Líbia Lúcia Coelho macartismo maconha Mafia Mahmoud Ahmadinejad Mahtama Gandhi Major Curió Mano Menezes Manuel Fiel Filho Manuel Zelaya Mao Tsé-Tung Mappin Marcello Mastroianni Marcelo Crivella Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marco Antonio Villa Marco Aurélio Mello Marco Feliciano Marco Polo Del Nero Marcos Valério Margareth Thatcher Maria Amélia Teles Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria do Rosário Maria Vitória Benevides Marilyn Monroe Marina Silva Marinha Mario Amato Mario Monicelli Mario Vargas Llosa Marlon Brando Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Marx Mary Shelley Marzieh Vafamehr massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga Matheus Baraldi Magnani Mauricio Hernandez Norambuena Mauro Santayana Maurício Costa Maurício do Valle Max Horkheimer Maximilian Robespierre MDB medicina medievalismo Megaupload Memórias de uma guerra suja Meneghetti mensalão mercantilização Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson Miguel Jorge Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro Milton Nascimento Milton Neves miniconto Mino Carta missão mitologia MMA MMDC Moisés Naim monolitismo monopolização Monteiro Lobato Monza moral revolucionária Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos movimento estudantil movimento negro Moçambique MP3 World MPB MR-8 MRT MST Muammar Gaddafi Muhammad Ali Mundial de 2014 muro de Berlim muro de Berlin Márcio Leite de Toledo Mário Covas Mário Faustino Mário Marsillac Mário Thomaz Bastos Mídia Sem Máscara mísseis cubanos Mônica Bergamo música Nagasaki Naji Nahas Nara Leão Nasser Natal nazismo Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Jobim Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neofascismo neoliberalismo Neusah Cerveira Newton Cruz Neymar Nicola Sacco Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nikita Kruschev Nino Manfredi No Nukes Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova York Novak Djokovic Náufrago da Utopia O Dia Seguinte O Estado de S. Paulo O Globo O Pasquim O Vampiro de Dusseldorf OAB Odilon Guedes OEA Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olga Benário Olimpíadas ombudsman Onofre Pinto ONU Operação Condor Operação Satiagraha Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Orlando Yorio Orlando Zapata Os Miseráveis Osama Bin Laden OSB Oscar Schmidt Oscar Wilde Osmir Nunes ossadas de Perus Osvaldo Peralva Othon Bastos Otávio Frias Filho Pablo Escobar palestinos Palmares papa Francisco Paraguai Parlamento Europeu parto humanizado parto normal passagens aéreas pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Paul Newman Paulinho da Força Paulo Abrão Paulo Autran Paulo Cesar Pinheiro Paulo Coelho Paulo César Saraceni Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Lacerda Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Pimenta Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini país basco PC Farias PCB PCC PCdoB PDS pedofilia Peitolina Pelé pena de morte Pete Sampras Peter Cushing Peter Finch Peter Lorre PF PFL PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pio XII Platão Playboy Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 POC Poder Negro poesias Pol Pot politicamente correto poluição Polícia Federal Porfirio Lobo Portugal PR preconceito Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações procurações forjadas Projeto Proteger Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB PSOL PT pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV Páscoa Pão de Açúcar Pérsio Arida quatro de Salvador Quentin Tarantino Quilapayun quilombolas Quino Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Raimundo Fagner Ramon Mercader Ranchinho Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Seixas Ray Bradbury Raymundo Araujo RDD Real Madrid realities shows Receita Federal recessão Red Por Ti America Rede Globo reformismo refugio refúgio Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes Renan Calheiros Renato Consorte Renato Mrtinelli René Clair repressão República de Salò República de Weimar resistência Resistência Francesa reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução Revolução Constitucionalista Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo de Aquino Ricardo Teixeira Richard Nixon Riddick Bowe Rio de Janeiro Rivelino Robert Altman Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Teixeira rock Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Vadim Rogério Sganzerla Roman Polanski Romarinho Romeu Tuma Romário Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosi Campos Rota Rubem Biáfora Rubens Paiva Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Ruy Castro Saddam Hussein Sakineh Salvador Allende salário-mínimo Sam Peckinpah Sampa Samuel Wainer Sandra Gomide Sandy Santa Maria Santana Santo Dias Sarah Palin Sargento Kondo sci-fi Sean Connery Sean Goldman Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Senado senador João Ribeiro Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sergio Leone Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Shakira Sharon Tate Sherlock Holmes Sidney Lumet Sidney Miller Sigmund Freud Silvia Suppo Silvio Berlusconi Silvio Santos Simon Bolivar Simone sinalizador Sintusp sites fascistas SNI sociedade alternativa Sofia Loren Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade Soninha Francine Spartacus spread Stanislaw Ponte Preta Stephen King Steve Jobs Steven Spielberg STF STJ STM Stroessner Stuart Angel submarino nuclear sucessão São Francisco São Paulo Sérgio Cabral Sérgio Fleury Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Síndrome da China Síria Sócrates Sônia Amorim Sônia Hernandes T. S. Eliot Talebã Tancredo Neves Tarso Genro Taça Libertadores Taís Moraes TCU. reparações teatro Teatro de Arena Tempo de Resistência Terence Fisher Teresa Lajolo Ternuma terrorismo TFP The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Morus Three Mile Island Tim Jackson Tiradentes Tiririca Tite Tom Jobim Tom Zé Torelly Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores Tostão touradas trabalho alienado trabalho escravo traficantes Tribuna da Imprensa tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote Troy Davis trânsito TSE Tunísia tupamaros TV tênis udenismo UDN UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães UNE Unesco UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura vale-tudo Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vargas Vaticano Veja Venezuela Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vincent Price Vinícius de Moraes Violeta Parra violência doméstica Virgílio Gomes da Silva Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vladimir Herzog Vladimir Safatle Voltaire VPR Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Wellington Menezes western Wikileaks Wilhelm Reich William Shakespeare William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Woodstock xadrez Xuxa Yeda Crusius Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Zagallo Zelão Zico Zinedine Zidaine Ziraldo Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Maria