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domingo, 15 de fevereiro de 2026

NÃO É NECESSÁRIO CANHÃO PARA MATAR UM TOFFOLI: INSETICIDA BASTA.

A grande imprensa continua manipulando não só seu próprio público, como também a internet, que a copia.

Dias Toffoli é o alvo da vez. Não passa de um mosquito, uma insignificância.

Deve ser expelido do Supremo e, em seguida, ver o sol nascer quadrado? Sim, sem dúvida.

Mas, justifica-se tanto alarde por tão pouco? Não, nem a pau, Juvenal.

Além de a exaustiva campanha jornalística ser uma óbvia maneira de reduzirem a credibilidade do Supremo, justamente no momento em que ele mantém preso o pior homicida culposo da história do Brasil.

Repito a frase antológica do Paulo Francis: O combate à corrupção é uma bandeira da direita.

Faz todo sentido que o Estadão e a Folha queiram levar os leitores a esquecerem que há uma imensidão de problemas muitíssimo mais graves no Brasil, causados pelo vilão-mor, o capitalismo. 

Mas, é incompreensível que tantos comentaristas de esquerda estejam embarcando também nessa canoa furada.

Assim como na de valorizarem a eleição de cartas marcadas da democracia burguesa, como se houvesse pelo menos um candidato  aproveitável dentre os que têm reais chances de vitória. 

Flávio Bolsonaro, Lula, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas me fazem lembrar um pitoresco desafio estilizado da Orquestra Armorial, o "Coco Praieiro": É que, se tratando do seu canto, eu sou sincero: um mais um é igual a zero, tire a prova se restar.

Em se tratando destes quatro eu sou sincero: o resultado da soma de qualquer um com qualquer outro é número negativo. Bem negativo,

E não passa de uma lavagem cerebral a insistência em darem desde já tamanho destaque à corrida eleitoral?! Trata-se da mais flagrante forçação de barra, para fazer os leitores engolirem isca, anzol e linha. 

Antigamente o noticiário sobre a eleição só aumentava depois das férias escolares de julho, e já era uma amolação sem tamanho. Agora dura mais de 10 meses. Haja saco!

Encerro com o Raul Seixas: Todo o jornal que eu leio me diz que a gente já era, que  já não é mais primavera, Oh, baby, a gente ainda nem começou.

De algo tenho certeza absoluta: todo jornal que eu leio tenta me iludir. (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 15 de julho de 2025

QUEM É BURRO, PEÇA A DEUS QUE O MATE, AO DIABO QUE O CARREGUE E AO XANDÃO QUE TRANQUE A CELA E DESTRUA A CHAVE

Desde o primeiro momento o blog Náufrago da Utopia avaliou como desastrosa a chantagem do clã Bolsonaro contra as instituições brasileiras, apostando em que nada de bom e tudo de ruim dela adviria. Agora tal avaliação está confirmada na íntegra.

Assim, o procurador geral da República Paulo Gonet acaba de pedir a condenação de Jair Bolsonaro por cinco crimes, três deles gravíssimos: liderar organização criminosa armada, tentar abolir violentamente o Estado democrático de Direito e dar um golpe de Estado (ainda que fracassado).

Só mesmo um cidadão tacanho, sem nenhuma familiaridade com as leis brasileiras, como é o caso do bananinha 03, poderia supor que uma ameaça estrangeira de ordem econômica impediria o Supremo Tribunal Federal de cumprir o seu dever. Mesmo que o Executivo quisesse prostrar-se aos EUA, não teria poder para tanto.

Então, o tiro do Trump, além de ser negativo ao extremo para a imagem dos Estados Unidos aos olhos do mundo inteiro, só poderia perder-se no vazio. 

E o amadorismo da tramoia foi tamanho que Lula ganhou a parada praticamente sem sair do lugar. Quem poderia recriminar seu governo por não realizar uma missão impossível?

Nem mesmo o agro, que vinha pendendo para o lado do Bolsonaro, está culpando o presidente pelos prejuízos que os aprendizes de feiticeiro lhe vão causar.

O centrão imediatamente recuou do apoio ao projeto inconstitucional dos bolsonaristas, que previa uma decisão da Câmara Federal em favor de uma anistia que não lhe cabia conceder, o que geraria um perigoso confronto entre Poderes. 

Hugo Motta já decidiu não pautar tal votação para o presente semestre, pois sabe quão impopular se torna quem apoia um governo estrangeiro em detrimento do seu país. 

O bolsonarismo se tornou tóxico da noite para o dia. Os tais patriotas, estarrecidos, descobriram que são, isto sim, traidores e entreguistas. E, como alfinetou uma jornalista amiga, graças ao plano infalível do Eduardo, o Lula saiu das cordas, enquanto os ultradireitistas nelas se enrolam cada vez mais. 

A disputa entre os postulantes à vaga do inelegível Jair na próxima campanha presidencial acirrou-se de tal maneira que agora está mais para briga de foice no escuro. 

Por enquanto quem se adaptou melhor às novas circunstâncias foi a Michelle Bolsonaro, que preferiu manter a serenidade e o comedimento enquanto o cenário estiver a ela desfavorável. Já Tarcísio de Freiras entrou em parafuso e o bananinha  03 faz questão de reivindicar a autoria de uma iniciativa sórdida, da qual qualquer pessoa  de bem se envergonharia.

PRISÃO DOMICILIAR -- Chega a ser irônico que, após tanto fazer para ultrapassar a democracia burguesa no Brasil, Jair Bolsonaro acabará cumprindo pena em prisão domiciliar (na ditadura dos seus sonhos o rigor seria bem maior...). Tal é a perspectiva nos círculos políticos, em razão de sua condição de septuagenário e das doenças que o têm obrigado a sucessivas internações hospitalares.

E isto não mudará nem mesmo se ele, após a condenação como o principal culpado pela tentativa de golpe de estado, for também apenado como o responsável indireto por algo entre 350 mil e 400 mil brasileiros que encontraram a morte como consequência de sua sabotagem vacinal, caso contrário tendiam a sobreviver à pandemia.

As leis brasileiras são  muito condescendentes com os criminosos que ocuparam posições de poder. E só poderão ser alteradas para casos futuros. 

Bolsonaro jamais cumprirá uma pena minimamente próxima de todo morticínio e sofrimento que causou E ainda esperneia para livrar-se das que, sendo ele o indivíduo monstruoso que é, não passarão de refresco... (por Celso Lungaretti)

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