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domingo, 27 de julho de 2025

6ª FEIRA COMEÇA O MÊS DO TRUMP LOUCO

Parece inexistir estatística que comprove o aumento de casos de hidrofobia canina no mês de agosto, mas ninguém precisa de estatísticas para perceber que a Donald Trump só falta babar aos borbotões para, mesmo sendo bilionário, parecer cada vez mais um vira-latas raivoso. 

Então, bem que poderíamos inovar neste ano: em homenagem ao tarifaço chantagista que ele promete lançar contra nós exatamente no dia primeiro, a expressão mês do Trump louco cairá bem melhor desta vez...

De resto, percebo nos principais comentaristas da grande imprensa que aqueles cuja abordagem é principalmente política tendem a exagerar os efeitos da última loucura de Donald Trump, enquanto os mais identificados com a economia fazem ressalvas consistentes. 

Algum prejuízo para os brasileiros realmente haverá se o grão papalvo não voltar atrás, mas nem de longe suficiente para justificar um recuo de nosso país em pontos inegociáveis como o direito de julgarmos nossos criminosos sem coerção estrangeira.

Unânime é o entendimento, aqui e no exterior, de que se trata de um tiro no pé que, em médio e longo prazos, vai acelerar a decadência estadunidense.
Colocar o mundo inteiro em estado de alerta contra medidas intempestivas dos EUA só fará as outras nações adotarem precauções para não serem pegas de surpresa. 

E isto não só na economia, pois há países importantes (como a Alemanha) cogitando armarem-se para não dependerem da proteção de um ferrabrás ciclotímico.

Enquanto isto, o  bananinha 03, no seu deslumbramento pueril com a ilusão de poder que a condição de traidor da pátria lhe proporciona, vai escavando vez mais funda a sepultura política do pai. 

Ameaçar o Motta e o Alcolumbre com besteirinhas inócuas como as já adotadas contra os ministros do Supremo só vai servir para o centrão se dar conta de que deve afastar-se o máximo possível dos Bolsonaros, pois esse clã tende a tornar-se mais tóxico a cada dia.   

Difícil mesmo é convencer a companheirada de que o ultradireita é presente e tem futuro, mas podemos desde já considerar o bolsonarismo como uma praga do passado que foi erradicada da política brasileira, pouco importando o populismo retrô do Trump. 

Suas ameaças megalomaníacas e extemporâneas cheiram a mofo, fazendo lembrar o presidente Jânio Quadros a proibir o monoquini e as rinhas de galos. (por Celso Lungaretti) 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

O 'BANANINHA' É UM PARRICÍDA POLÍTICO

A
bola que este blog foi dos primeiros a cantar agora evidencia-se como uma tendência avassaladora: os políticos profissionais estão em peso cerrando fileiras com Lula na defesa da soberania brasileira.

Essa gente tem como prioridades absolutas a própria reeleição e/ou a conquista de posições ainda mais elevadas na hierarquia do poder, daí não querer nem ouvir falar numa crise econômica gerada por decisões arrogantes de um governo estrangeiro que diz estar atendendo a apelos de traíras brasileiros. Mais tóxico para essa corja, impossível!

Então, na manhã desta quarta-feira (16), os presidentes da Câmara (Hugo Motta) e do Senado (Davi Alcolumbre) já repudiaram o tarifaço de Donald Trump e se colocaram à disposição do Lula para as medidas que se fizerem necessárias na defesa das finanças pátrias ameaçadas pelo bilionário estadunidense.

Como bons meninos, fizeram questão de acrescentar  que a reação deve ser liderada pelo Executivo e eles a apoiarão.

Mais: governadores de direita que, pegos de surpresa, iam fazendo a besteira de criticar Lula e enaltecer Trump, mudaram rapidinho o discurso e agora admitem o impacto da sobretaxa e buscam saídas diplomáticas. 

Devem estar amaldiçoando o bananão que tem paúra de ser eliminado na prisão e o bananinha que articula lobbies contra o próprio país. 

E a opinião pública? Tirou as mesmíssimas conclusões. Pesquisa Genial/Quaest recém divulgada mostra que 72% dos brasileiros consideram que o tarifaço de Trump é um erro e 53% aprovam que Lula reaja com reciprocidade.

Então, o provocador que deu a Trump pretexto para o tarifaço, tão deslumbrado a ponto de até ontem (16) estar reivindicando a autoria da proeza, na verdade assassinou politicamente o pai. 

Quando voltar a ser elegível, Jair Bolsonaro terá dificuldade para ganhar eleição de vereador... (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 8 de julho de 2025

O PT QUER RESPEITO NA CASA DE MOTTA (OU SERÁ "NA CASA DE NOCA"?)

rui martins
É O FIM DA SUBMISSÃO DO GOVERNO AO CENTRÃO?
O governo Lula chegou a um ponto de confronto com seus adversários no Congresso e isto poderá mudar o clima político brasileiro?

A chamada traição do presidente da Câmara (Hugo Motta) em conluio com o presidente do Senado (Davi Alcolumbre), convocando na calada da noite os parlamentares para rejeitarem o decreto do governo que aumenta os Impostos sobre as Operações Financeiras poderá criar o clima político reclamado por lideranças de esquerda descontentes com a chamada submissão ou concertação do presidente com seus inimigos na Câmara e no Senado?

Uma reação com resultados imprevisíveis, podendo mesmo levar a um impeachment, se os movimentos sociais identitários de esquerda e petistas não conseguirem recuperar o espaço perdido nas eleições parciais do próximo ano. Existe também um risco exterior, representado pela proximidade entre os governos de Trump e Milei, identificados com o abandono das bandeiras sociais.

Até agora, algumas redes sociais de esquerda têm lamentado uma falta de informação junto ao povo das iniciativas do presidente Lula. Noutras palavras, a falta de uma certa publicidade capaz de fazer frente à campanha constante, nas redes sociais, de desmoralização pessoal do presidente e do seu governo, bancada por grupos bolsonaristas de influência evangélica, ainda ativos.

Esses grupos utilizaram ao máximo em seu favor, distorcendo os fatos, o escândalo dos descontos indevidos do INSS nas aposentadorias.

Diante da conclusão próxima do processo contra militares e políticos golpistas, falando-se na prisão, já em outubro, do ex-presidente Jair Bolsonaro, é normal um clima de excitação geral e de passagem de armas na direita e extrema direita, com a substituição do chefe e sacralização do governador Tarcísio de Freitas como seu sucessor. 

Ele promete um indulto a Bolsonaro e, sem dúvida, aos seus cúmplices, depois de vencer, o que é dado como certo, a eleição para presidente em 2026.

Como se houvesse uma barreira inexpugnável de desinformação, uma grande parcela do povo parece ignorar os bons índices do governo, prejudicados pelo aumento de preços provocados por fatores externos ou por uma intenção de descredibilizar o governo.

Um exemplo gritante são os comentários publicados no site da CNN, logo após a decisão do presidente Lula de judicializar a questão, recorrendo ao Supremo Tribunal Federal, diante da rejeição do decreto do IOF.

Uma parte dos comentários é contra o decreto, por achar que o povo não aguenta mais imposto e quer diminuição, ignorando que o IOF permitirá a isenção de impostos para grande parte do povo vivendo com baixos salários. Uma parcela da população trabalhadora, mal informada, parece desconhecer esse pormenor e corre o risco de defender as transações de capitais de pessoas abastadas em detrimento do seu pequeno salário.

Entretanto, enquanto a desinformação sobre o governo de Lula vinha funcionando nas redes sociais, reforçando uma espécie de oposição populista, pela primeira vez surgem indícios de uma conscientização popular provocada por mais um abuso dos parlamentares ao criar 18 novos cargos de deputados.

Uma espécie de manifesto contra os abusos dos parlamentares, seus salários e seus privilégios começou a circular pela Internet. Insensíveis até agora aos argumentos, as chamadas camadas populares bolsonaristas parecem sensíveis aos abusos. Teremos chegado ao ponto de uma inversão de tendências, no qual o pastor Henrique Vieira trará para si os fanáticos seguidores de Silas Malafaia?

A esquerda e os petistas voltarão às ruas, tomando os lugares deixados vazios pelo recuo dos bolsonaristas, numa retomada das praças por um populismo de esquerda? Ficção política ou reviravolta do possível?

A decisão do presidente Lula de recorrer ao STF, contra a derrubada do aumento do imposto sobre operações financeiras, levou o líder da oposição a declarar guerra contra Lula. (por Rui Martins)
"O couro comeu na casa de Noca, nego, não teve jeito. Na casa
de Noca, quando o couro come, é sinal de que a dona quer
respeito. Tem nego pensando que é só ir entrando e
pegando, levando na marra a primeira que vê"

terça-feira, 13 de maio de 2025

QUATRO PERDIDOS NUMA NOITE SUJA E OS SEUS FRACASSOS ANUNCIADOS: EDNALDO, BOLSONARO, MOTTA E ANCELOTTI.

E
les estão atolados e, para tentarem escapar, fizeram apostas que só os afundam ainda mais no pântano.


Ednaldo Rodrigues, ainda presidente da CBF porque o ministro do Supremo Gilmar Mendes o segura pela ponta dos dedos, não consegue nem livrar-se das evidências de corrupção nem mostrar a mais remota competência para o cargo. 

Botou na cabeça que só a conquista do Mundial de 2026 poderá salvá-lo, mas acaba de dar o definitivo tiro no pé ao insistir na escolha de um técnico que não vai dar certo de jeito nenhum.

Jair Bolsonaro tem contra si a maior quantidade de provas e depoimentos irrefutáveis incriminando um ex-presidente da República em todos os tempos. É uma prisão esperando acontecer e tentou virar o jogo com uma tramoia gritantemente inconstitucional, na esperança de, forçando a barra, pegar carona numa imunidade parlamentar que não se destinava aos sem-mandatos como ele. 

Não se deu conta de que só fascistas alucinados arriscariam uma situação favorável para eles, embarcando num confronto de Poderes que poderia arruiná-los. 

Lembrou o integralista Plínio Salgado, um ultradireitista que desfrutava de uma situação confortável na ditadura do também direitista (só que menos extremado) Getúlio Vargas, mas quis alcançar o poder maior virando a mesa e acabou ficando sem nada, primeiramente preso e depois exilado por seis anos em Portugal.

Da mesma forma, o fracasso do seu cavalo de Troia fez Bolsonaro ser percebido pelo seu próprio nicho como um personagem altamente tóxico, que invariavelmente atrai desgraças para seus cúmplices e seguidores. 

Michel Temer, político hábil, notou de imediato que Jair se fragilizara ainda mais e correu a articular uma frente de direita sem loucuras nem Bolsonaro (pensando bem, incidi aqui numa redundância, mas estou com preguiça de corrigir...).

Hugo Motta
quis dar uma demonstração de força como novo presidente da Câmara Federal, mas viajou na maionese ao apoiar manobra tão destrambelhada quanto a de favorecer aquela votação delirante cujo verdadeiro objetivo último era cacifá-lo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre já ocupara o espaço de parceirinho das jogadas do Lula,  então Motta supôs que se fortaleceria ameaçando ressuscitar o anti-Lula. Errou bisonhamente, debilitou a própria posição e ajudou Bolsonaro a desmoralizar-se ainda mais, se é que isto seja possível.

Finalmente, Carlo Ancelotti, ao aceitar o abraço de afogados com Ednaldo Rodrigues, fez péssimo negócio, mesmo se considerarmos que talvez não lhe houvesse sobrado grande coisa, após passar uma desastrosa temporada em branco no Real Madrid e de ter sido feito de gato e sapato pelo técnico Hansi Flick do Barcelona (foi derrotado nos quatro El Classico, sofrendo uma ultrajante média de quatro gols contra por partida).  

Mas, ter suposto que se reabilitaria assumindo uma missão impossível depõe contra a sensatez que até agora lhe atribuíamos. Ou será que a única outra opção que lhe ofereceram foi o exílio na Arábia?!

Vai dar com os burros n'água, pois tudo está contra ele, começando pelo caos instalado na Casa Bandida do Futebol, que jamais lhe dará a retaguarda necessária. 

E terminando por termos formado ultimamente uma geração de jogadores mal resolvidos, que prometem muito e entregam pouco, com carências gritantes em várias posições da defesa e do meio de campo.

Com o revolucionário Jorge Jesus talvez acontecesse o milagre esperado por Ednaldo, mas ele ter preferido o convencional Ancelotti só reforça a impressão de que, tanto quanto Bolsonaro, está além de qualquer possibilidade de salvação. 

Meus votos são no sentido de que os três primeiros colham o que plantaram e fizeram amplamente por merecer, E que Ancelotti calce as sandálias da humildade e evite passar vexames desnecessários associando-se aos parasitas do futebol no apagar das luzes de uma carreira íntegra. (por Celso Lungaretti)

quinta-feira, 1 de maio de 2025

ACORDO ENTRE STF E CONGRESSO, COM O AVAL DO LULA, VAI MESMO ESCANCARAR A PORTA DA CELA PARA BOLSONARO ENTRAR

A
o tomar conhecimento, nesta terça-feira (29), do acordo que estava sendo articulado entre o Supremo Tribunal Federal, o Senado e a Câmara dos Deputados, não tive nenhuma dúvida de que se tratava do golpe de misericórdia nas ilusões de impunidade do Jair Bolsonaro.  

Esvai-se sua última esperança de salvar-se da prisão iminente como golpista que, para manter-se ilegalmente no poder, admitira até mesmo o assassinato do presidente eleito, do seu vice e de um ministro do STF. 

Bolsonaro pretendia, inspirando compaixão pelos descerebrados presos ao contribuírem com sua tentativa de autogolpe do 8/1, alavancar uma anistia que lhe servisse de cavalo de Tróia.

Davi Alcolumbre e Hugo Motta se uniram para esvaziar a sórdida tramoia bolsonarista para, a pretexto de reduzir-se o excesso de severidade adotado contra os paus mandados, viabilizar uma anistia que acabasse incluindo também os mandantes, começando pelo próprio ex-presidente, indiscutível líder e beneficiário da pretendida virada de mesa.

Dois dias depois tal interpretação se tornou praticamente consensual. O competente Josias de Souza, por exemplo, já qualifica as tratativas em curso de um xeque-mate no Bolsonaro, explicando:

"Pelo acordo, o Congresso aprova um projeto para reduzir as penas leoninas dos condenados de 8 de Janeiro, sem atenuar as prováveis punições que serão impostas pelo Supremo a Bolsonaro e aos seus altos cúmplices do golpe. 

...alguns dos peixes pequenos podem ser libertados, outros podem ser beneficiados com a troca da tranca por uma prisão domiciliar. E, com isso, o projeto de lei  da anistia, empinado pelo Bolsonaro em causa lógica [ou seja, própria], perderia o sentido e a falange bolsonarista no Legislativo seria constrangida a aprovar. 

Os riscos sempre são possíveis na política, mas, enquanto os dois presidentes da Casa [encabeçarem o acordo], esse risco [de beneficiar o maior culpado] estará afastado".

O senador Jaques Wagner, líder da bancada do governo no Senado, confirmou que o novo projeto deverá isolar os cabeças do golpe que ainda insistem na votação do PL da Anistia.
Celso Lungaretti

E, para finalizar: quem é o sujeito oculto nessa história toda? Segundo o Josias de Souza, trata-se do que Nelson Rodrigues qualificaria de óbvio ululante:

"O senador Jaques Wagner disse que o presidente Lula não está diretamente envolvido nesse acordo, mas ele faz isso de maneira protocolar, porque é evidente que o Lula o está até o último fio de cabelo que ainda lhe resta"...

terça-feira, 29 de abril de 2025

ACORDO STF/CÂMARA/SENADO ESVAZIARIA PLANO DO BOLSONARO DE PEGAR CARONA NUMA ANISTIA AOS PAUS MANDADOS DO 8/1

U
m acordo está sendo negociado entre o Supremo Tribunal Federal e os presidentes do Senado (Davi Alcolumbre) e da Câmara Federal (Hugo Motta), no sentido de:
-- atenuarem-se as penas dos descerebrados que participaram da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 sem uma real noção da gravidade do que faziam (o tão fanatizado quanto imbecilizado gado bolsonarista);
-- aplicarem-se integralmente as penas a que fazem jus os líderes daquela intentona;
-- tornar mais rigoroso o enquadramento penal dos que repetirem tal tentativa de virada de mesa no futuro.

A informação é da colunista Mônica Begamo, da Folha de S. Paulo, cujas informações de bastidores costumam ser sempre quentes.

Seria uma forma de esvaziarem a sórdida tentativa do Jair Bolsonaro de, a pretexto de reduzir-se o excesso de severidade adotado contra os paus mandados, viabilizar uma anistia que acabasse incluindo também os mandantes, começando pelo próprio ex-presidente, o indiscutível líder e beneficiário do golpe, que várias vezes demonstrou estar apavorado com a perspectiva de ir merecidamente para trás das grades.

Neste meu post de exata uma semana atrás eu já sugerira a possibilidade de uma iniciativa desse tipo:
"Ele [Bolsonaro] finge cinicamente estar preocupado com os transtornos que causou a seus seguidores, sujeitando-os à prisão enquanto se colocava a salvo na Disneylândia... 
Se tivesse a mínima empatia com o sofrimento alheio, pediria em alto e bom som que fossem anistiados os golpistas ingênuos, mas não, nunca, jamais ele próprio, que passou o mandato presidencial inteiro conspirando para usurpar definitivamente o poder.  
O maior obstáculo à anistia ou redução das penas dos que não sabiam direito o que estavam fazendo é a possibilidade de isso vir a servir de cavalo de Tróia para os que sabiam muito bem quão criminosos eram os próprios atos. 
por Celso Lungaretti
Apesar de merecer o mesmo destino que tiveram congêneres seus como Hitler e Mussolini, a pena máxima que a Justiça brasileira poderá aplicar a Bolsonaro é de 30 anos de prisão. Para ele, isto seria lucro.  
Mesmo assim, faz uma descarada chantagem emocional e esperneia como um menininho que não quer tomar purgante. Que nojo!".

domingo, 2 de fevereiro de 2025

ALGUM DETALHEZINHO MUDOU PARA QUE CONTINUASSE TUDO COMO ESTAVA

O que muda com a troca do imperador da Câmara Federal e do rei-sol do Senado?

Nada além do que este blog antecipou desde que o Bozo se desmoralizou definitivamente no 08.01.2023, passando a ser apenas uma prisão esperando acontecer.

Fortaleceu-se o Centrão, debilitaram-se o Governo Lula, o PT e os bolsonaristas.

Quem não acreditou em nós e continuou tendo pesadelos nos últimos dois anos, pode finalmente dormir tranquilo: a direita tão cedo não tentará novos golpes de Estado, simplesmente porque já obteve tudo que almejava, mesmo tendo os conspiradores trapalhões dado com os burros n'água.

Mas, Centrão fortalecido significa simplesmente mais gazuas para nossos nobres parlamentares arrombarem os cofres da União. Daí eu ter acabado de receber do blog dos servidores federais uma pista do que vem por aí: nosso exmo. presidente (ou seria Sua Majestade, a Rainha da Inglaterra...), vai passar mais um ano sem dar reajustes para os que ainda mantêm a máquina governamental em funcionamento, apesar da rapinagem ininterrupta que a rodeia. Apertem os cintos, o piloto desistiu!

E o descontrole das contas públicas, como sempre, gerará aumento da inflação. Ou seja, o governo dos trabalhadores novamente ferrará os trabalhadores e privilegiará os nababescos representantes de si mesmos (do povo é que não são!).

Resumo da ópera: a novidade é que não há novidades e tudo marcha exatamente como previsto por este blog logo após o banzé na praça dos Três Poderes: o governo Lula surfaria na impopularidade do Bozo durante o resto do ano retrasado, cairia na real no ano passado e se arrastaria em frangalhos nos dois anos restantes, pois nunca teve plano de voo nem nada de positivo a oferecer ao povo brasileiro, salvo dar um fim ao circo de horrores que o antecedeu. 

Sem ideias e sem coragem para tentar sair do ridículo papel de força auxiliar da burguesia, servindo fundamentalmente para desmobilizar o povo e dourar a pílula da dominação capitalista, provavelmente terá servido apenas para reentronizar no poder os direitistas que já aprenderam a usar talheres, já que aqueles que comem com as mãos eram grotescos demais até mesmo para os padrões brasileiros. (por Celso Lungaretti) 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

O GOLPE PARA REELEIÇÃO NO CONGRESSO COMPROVA MAIS UMA VEZ QUE O SISTEMA POLÍTICO LIBERAL É UMA FARSA

E
stá sendo dado em Brasília, mais precisamente no Supremo Tribunal Federal, um golpe. Sim, um golpe puro e simples.

A constituição federal, em seu artigo 57, parágrafo 4, é clara:
"Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente".
Ora, não há meio termo ou espaço para interpretação divergente no que está escrito acima. Basta ter a capacidade da leitura para compreender o texto constitucional. 

No entanto, um julgamento bizarro é conduzido no Supremo Tribunal Federal para rasgar o texto constitucional e permitir a reeleição dos atuais presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, respectivamente. 

Com Gilmar Mendes à frente – sempre ele! –, o objetivo é permitir que o arranjo político atual nas duas casas permaneça, favorecendo aprovação de medidas draconianas contra o povo. 

Meu objetivo aqui, contudo, não é pregar um purismo legalista ou mesmo dar lições constitucionais. Longe disso. Tenciono apenas mostrar o quanto este fato é mais um exemplo da farsa do sistema político liberal e suas leis de conveniência. 

Na realidade, e sabemos isto de cor, o verdadeiro poder é o capital. Este determina o que pode ou não ser feito e quando será ou não feito. 

É em função de suas tensões, crises, expansões e articulações que toda instituição política é criada e mantida. E, por sua conveniência, toda instituição pode ser mudada ou destruída. 

O poder constitucional é apenas uma emanação do poder material da burguesia. Este é que detém a última palavra. 

No século 17, Thomas Hobbes já era um cético do nascente sistema liberal de governo, pois acreditava que, em última instância, o poder de fato era um poder de força material, nunca de legalidade. 

Por isso, para ele mesmo a propriedade privada era um direito concedido pelo governante, pois apenas este poderia se impor na sociedade pela força das armas e determinar o que era de cada um. 

Quando o STF, de modo tão desinibido, ataca e subverte a constituição – que ele, supostamente, deveria proteger –, é a prova cabal de que a legalidade burguesa é apenas um biombo, facilmente movível a depender da necessidade do momento. 

E aqui cabe a pergunta: por que, diante disso, a esquerda ainda se arvora em crédula no sistema legal? Por qual motivo se lança de cabeça em campanhas eleitorais, quando do centro do poder vem o explícito desprezo às leis e ao bom ordenamento jurídico? Não deveria ser a hora de a esquerda abandonar de vez seu preciosismo e ir denunciar em alto e bom som a farsa do sistema legal burguês e apontar para o verdadeiro poder, que sempre foi e só pode ser o material?

Quando o ataque à legalidade parte do centro protetor da legalidade burguesa, é sinal de que a falência generalizada deste sistema já está em estado avançado. É apenas questão de tempo para sua ruína final e aí a grande questão será: o que vai vir depois?
(por David Emanuel de Souza Coelho)

domingo, 29 de março de 2020

O ÚLTIMO PRONUNCIAMENTO DESASTROSO DO BOZO NA TV ALTEROU DISPOSIÇÃO DE FORÇAS NO TABULEIRO DO PODER

jânio de freitas
NOVA CARA PARA O CAOS
A disposição das forças políticas no tabuleiro do Poder avançou em alterações importantes, nos últimos dias. 

Ainda que confundindo botinas com luvas, mulheres e furos, Bolsa e humanidade, o bolsonarismo oficial não foi contrastado pela oposição desde a sua posse. Dominou para nada que prestasse, aceito pela passividade proveitosa ou atemorizada diante da inépcia amalucada e regressiva. 

O contraste apareceu. Incipiente, mas já capaz de empurrar Bolsonaro e o bolsonarismo para mais próximos do seu lugar legítimo.

É o aparecimento quase simultâneo da lucidez independente no Congresso, há algum tempo puxada por Rodrigo Maia e, em algumas ocasiões, por Davi Alcolumbre; também da consciência ativada em muitos governadores, quase todos, tanto da sua responsabilidade como do seu poder; e, ainda, da marselhesa das panelas, som da opinião pública desalentada.

Essa combinação é uma força real, em condições de atenuar o estado caótico geral e o regressismo social e legal comum aos atos e projetos do governo. 

Não em condições, porém, de diminuir a alienação mental de Bolsonaro e dos seus três orientadores. Dotados de meios de resistência, como recusa a sanções, incidentes internacionais, mobilização de agitações com PMs, caminhoneiros, milícias. O cardápio é farto. E, sim ou não, com os militares.
Nosso falar, a propósito, precisa corrigir-se. A usual menção a militares inclui, além do Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Assim, tem sido imprecisa e injusta. 

Marinha e Aeronáutica vêm praticando um profissionalismo exemplar. Há muito tempo, e com mais razão nestes tempos, não se vê um almirante ou brigadeiro fazendo considerações públicas de fundo político, nem diretas nem disfarçadas.

As especulações de divisão e preocupações diversas nos comandos do Exército, ou divergências da tropa de generais entre si ou com Bolsonaro, em geral não têm indícios aceitáveis. Escalado ou voluntário para remendar falas de Bolsonaro, o general-vice Hamilton Mourão vem, sempre, com um não se expressou bem que, no máximo, traz vaguidão. 

É o suficiente, porém, para mostrar que a corrente do Exército no governo, representada por Mourão, não se opõe ao dito ou feito por Bolsonaro. Apenas procura não ser atingida, também, pela repercussão negativa do feito bolsonárico.

Como a já exausta última gota, o episódio que alterou a distribuição dos pesos políticos foi, na noite de terça (24), a fala de Bolsonaro em rede de TV. 

O contrassenso da alienação: uma leitura de mau texto para atacar a estratégia do seu governo no combate ao coronavírus. 

Mais contrassenso: fala em rede nacional para convocar os brasileiros a não cumprir o isolamento, na residência, recomendado pela Organização Mundial da Saúde, em nome da ciência, para evitar o contágio e diminuir as mortes. Bolsonaro propugnando a atividade econômica que seu governo, em 15 meses, jamais promoveu.

Bolsonaro, no entanto, em sua fala não fez mais do que ser Bolsonaro. Admite não conhecer estudo nem caso prático que apoie sua pregação contra o isolamento. 

Trata-se, pois, de uma intuição sua, um impulso instintual, algo vindo de suas profundezas mais recônditas. Da natureza do homem que:
— tem como seu herói o chefe de crimes coronel Ustra; 
— fez e levou os filhos a ligação com milicianos homicidas; 
— é adepto do método bandido bom é bandido morto; 
— preferiria ver um filho morto a sabê-lo homossexual;
— instiga o aumento de tragédias rodoviárias; 
— quer a população armada e libera arma até para menores de idade; 
— defendeu e prestou homenagens parlamentares a assassinos;
— retira a proteção às tribos indígenas assediadas por matadores; 
— propôs encerrar um confronto de traficantes na Rocinha com o lançamento aéreo de uma bomba na favela;
— ameaçou explodir bombas nos quartéis de seus companheiros no Exército, etc. 

A morte alheia é indiferente a esse ser funesto, quando não é desejada.

A proposta de prioridade à economia, sobre a vida exposta das crianças escolares e dos adultos ativos, está na lógica e na natureza sinistra de Jair Bolsonaro. Já bem conhecida. 

Por que agora, ou só agora, causou indignação consequente, tanto pode dizer bem como dizer mal dos brasileiros. À sua escolha. (por Jânio de Freitas)

terça-feira, 17 de março de 2020

CHEGA, BOLSONARO: PEDE PRA SAIR!

Kotscho diz para o Bolsonaro vazar de uma vez por todas...
Tenha pela primeira vez na vida um gesto de grandeza, presidente Jair Bolsonaro: renuncie o mais rápido possível, antes que te tirem daí à força, levado por médicos ou generais. 

Seria a solução mais rápida e indolor para preservar a vida e a sanidade de 208 milhões de brasileiros. 

Impeachment seria um processo complexo e demorado, o país não aguentaria esperar. 

Manifestações de rua pedindo a sua saída seriam inviáveis neste momento em que o país é assolado por uma pandemia e é obrigado a ficar em casa. 

Todos à sua volta já sabem que o senhor não tem mais as mínimas condições políticas, mentais e morais de continuar à frente do governo, ainda mais num momento grave como esse. 

O que se discute agora, abertamente em Brasília, e por toda parte, até no mercado financeiro, é como e quando se dará o desenlace, quem assumirá a cadeira presidencial. 

Pouco importa. O importante é que o senhor saia daí depressa porque se tornou um estorvo de alta periculosidade, que está desonrando a Presidência da República e ameaçando as outras instituições num processo acelerado de destruição dos alicerces do país. 
...mas, ainda falta o Olavo de Carvalho dar sua autorização.

Chega, não dá mais! 

Pega uma caneta Bic e escreve uma breve mensagem ao presidente do Congresso pedindo as contas, e vá cuidar da sua saúde física e mental, que parece bastante abalada.

Ainda ontem, ao se perceber cada vez mais isolado, o senhor disse que "se a economia afundar, acaba o meu governo". 

Perfeito. Mas o que falta? A economia já afundou bem antes do coronavírus e seus ministros já não sabem mais o que fazer, à medida em que a crise institucional se agrava. 

Bastava ver a cara do ministro da Economia Paulo Guedes, completamente perdido, titubeando nas palavras nervosas e sem sentido, ao anunciar medidas paliativas na 2ª feira, que não vão resolver nenhum problema e agravar outros. 

Acabou a munição de mágicas neoliberais do Posto Ipiranga e ele também parece louco para pedir o boné e se mandar logo daqui. 

"Diante da enormidade do desafio, cujo sucesso será avaliado em vidas e empregos poupados, seria desperdício de tempo preocupar-se com as bizarrices de Bolsonaro", escreve a Folha de S. Paulo no editorial desta 3ª feira, Presidente confinado.  
"Guedes também parece louco para pedir o boné e se mandar"
É disso que se trata: está em jogo a sobrevivência, não de um governo, mas de todos os brasileiros.

Então, o que falta para tomar a grande decisão da sua vida que pode salvar um país? 

Pede pra sair, presidente! 

O senhor já chegou a pensar nisso?

A última bizarrice foi montar às pressas um gabinete de crise no Palácio do Planalto, chefiado por um general em lugar de um médico, no mesmo momento em que seu ministro da Saúde se reunia do outro lado da praça com os chefes dos outros poderes para discutir o agravamento da situação na saúde pública com o avanço da pandemia, sem a sua presença. 

Não poderia haver sinal mais evidente de que o senhor pode continuar sentado na cadeira presidencial, mas já não governa mais, como lhe disse aquele haitiano em frente ao Alvorada num vídeo que circula pelas redes sociais. "Bolsonaro acabou", gritava ele, cara a cara com o presidente vendo a cena, bestificado. 

Tenho certeza de que a maioria do povo brasileiro hoje pensa como eu e o haitiano anônimo. Se o senhor mesmo acha que o resultado da eleição de 2018 foi fraudado, para quê prolongar esta agonia? 

Vida que segue. (por Ricardo Kotscho)
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