| O choro do menino torcedor em 1982 não se repetirá: ninguém espera nada do Brasil |
terça-feira, 19 de maio de 2026
BRASIL DESCLASSIFICADO DE NOVO!!!
segunda-feira, 18 de maio de 2026
LEGADO DE UM REVOLUCIONÁRIO/13
A entrada no novo milênio me fez sentir uma necessidade imperiosa de construir uma vida diferente. Minha primeira esposa sofrera uma grande desilusão (não por minha causa) e, quando eu chegava do trabalho a encontrava sempre assistindo à TV no nosso quarto de dormir. Ela não ligava para mais nada.
Eu percebi que não aguentaria por muito tempo tais marasmo e prostração, mas não sabia como ajudá-la. A opção era ser tragado por aquele abismo sem fundo ou me salvar sozinho.
A virada de milênio acrescentou a peça que faltava no quebra-cabeças: resolvi ser pai biológico. Por que uma mudança dessas da noite para o dia? Ignoro. Talvez ter-me tornado cinquentão quando havia aquele clima todo de um novo tempo.
O certo é que nós havíamos adotado uma nenê, fizemos tudo que podíamos para ela ter um bom futuro, mas aos 15 anos ela se tornou mãe. Ficara seduzida pelo modo de vida dos jovens que frequentavam a pracinha defronte o nosso prédio, na linha do seja marginal, seja herói. Em questão de um mês sua cabeça mudou para sempre.
| Marcello Lavenère, autor do impeachment do Collor, presidia a Comissão de Anistia |
Acabamos tendo a filha por mim sonhada, mas minha felicidade durou os 21 meses em que moramos juntos. Nossa separação foi um dos piores episódios pelo qual passei. Fiquei arrasado.
Sem que eu pretendesse, enquanto ainda estava lambendo as feridas, conheci outra moça que me quis como parceiro. Mas, a mudança de vida me deixara com pouca grana e para piorar, o mercado jornalístico estava em crise e logo fiquei desempregado. Os quase três anos seguintes foram um pesadelo.
A minha ex resolveu me processar, embora eu não tivesse as mais remotas condições de pagar-lhe pensão. Mas um juiz desatinado, sem eu saber que o processo estava rolando, me condenou à prisão. O argumento da minha ex foi de que um jornalista conhecido como eu deveria estar ganhando grana com frilas. Não apresentou prova nenhuma do seu palpite.
Foi o momento em que eu mais estive tentado a partir para o tudo ou nada. Se realmente me viessem prender, reagiria entrando imediatamente em greve de fome, e fosse o que o destino quisesse. Mas, sabe-se lá o motivo, não vieram.
Desde minha prisão em 1970 eu tinha a estranha sina de chegar à beira do precipício, mas algo me impedir de cair. Aconteceu de novo. Um velho amigo ressurgiu e me emprestou o necessário para eu e a minha namorada atravessarmos o temporal.
E a dona da imobiliária que cuidava do aluguel de nosso precário apê fez algo raríssimo na sua profissão: convenceu a proprietária a dar-me mais tempo antes da ação de despejo. Cheguei a ficar devendo três meses de aluguel.
Nessa fase, estava recebendo apoio legal de um conhecido que não estava à altura da gravidade da minha situação, mas fez o possível, morrendo de medo de que, por falha dele, eu acabasse preso.
E foi ele que me contou que a estava sendo criada a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que era sob medida para um ex-preso político com tímpano estourado nas torturas.
Só que a audiência em que meu caso seria apreciado nunca chegava, Verifiquei as regras do programa e vi que o primeiro critério para a marcação de julgamentos era a condição de desempregado.
Por sorte, eu havia comunicado à Comissão a perda do meu emprego, então pela primeira vez acreditei que o milagre estava próximo.
No entanto os meses se passavam sem eu entrar na pauta de julgamentos e, ao saber da magnânima reparação concedida ao jornalista e escritor Carlos Heitor Cony (um dos meus ídolos, por sinal), notei que as regras estavam sendo descumpridas no caso de famosos. De quantos mais? Era óbvio o favorecimento de alguns enquanto outros comíamos o pão que o diabo amassou.
Em desespero de causa, parti para a luta pública, endereçando mensagens às comissões da Câmara e do Senado, ao Ministério Público Federal, à Auditoria Geral da União e outros órgãos afins, além de comunicar amiúde a evolução de meu caso à imprensa.
Chegou então um momento em que minha luta começava a repercutir nos canais acionados e na mídia. Quando o Ministério Público pediu explicações à Comissão, esta resolveu finalmente pautar meu julgamento, antes que o estrago ficasse maior.
Mas as pensões mensais vitalícias só eram concedidas a quem tivesse sofrido perdas financeiras irreparáveis (um critério absurdo, aliás, pois danos à integridade física eram muito mais graves), então num primeiro julgamento recebi apenas uma indenização em parcela única de R$ 50 mil. Não dava nem de longe para eu reconstruir a minha vida.
Apelei, apresentando prova de que eu estava com um emprego engatilhado quando caí na clandestinidade para não ser preso por um governo ilegal e ilegítimo.
Avaliando o meu e outros casos noticiados na imprensa, entendi depois o motivo de minha dificuldade em fazer o julgamento acontecer: simplesmente a Comissão ignorava que meu arrependimento havia sido forçado e que eu continuava um revolucionário, mesmo depois de ter passado pelo inferno do DOI-Codi.
Mas o que eu escrevia e tinha passado a sair na imprensa mostrou-lhe o erro que estava cometendo. Quando finalmente lhe caiu esta ficha, marcaram de imediato minha data.
O julgamento definitivo se deu em meados de 2005 e eu mais uma vez fui apresentar a minha causa sozinho. Não tinha grana para advogado, nem para pagar o voo de São Paulo para Brasília. Pegava ônibus mas os horários não me serviam, então era obrigado a pegar o último da véspera e a passar muito tempo fazendo hora até a abertura da sessão.
E veio o julgamento. O representante das Forças Armadas na Comissão faz tudo que pôde para me prejudicar, em vão. Eu sofrera muito para chegar àquele ponto e lutei com unhas e dentes para não vê-lo escapar entre os dedos.
E, como quase todos os anistiandos se faziam representar por advogados, a presença de um ex-guerrilheiro que os dispensava e defendia a própria causa despertava curiosidade.
Mas, tão ocupado estava em duelar com pessoas que tinham formação jurídica, que em nenhum momento eu percebi que os funcionários da casa torciam por mim.
Quando consegui a vitória, todo o cansaço acumulado desabou sobre mim. Saí daquela sala enfumaçada e desabei no primeiro banco que encontrei no saguão.
Aí uma meia-dúzia de funcionários veio me abraçar e festejar meu sucesso.
Fiquei comovido como poucas vezes na vida. (por Celso Lungaretti)
TÉCNICO DECADENTE CONVOCA JOGADOR DECADENTE? É O QUE HOJE SABEREMOS.
domingo, 17 de maio de 2026
APÓS TORNAR INVEROSSÍMIL SUA SOBREVIVÊNCIA NA TERRA, PODERÁ A ESPÉCIE HUMANA SALVAR-SE EM MARTE?
Não existe plano B para sair deste planeta e sobreviver em Marte, alertou o engenheiro Ivair Gontijo no início da palestra que fez na São Paulo Innovation Week, festival de inovação e empreendedorismo promovido pelo Estadão.
O mineiro Ivair trabalha num programa da Nasa, a agência espacial do governo dos EUA. Está envolvido principalmente com a coleta de amostras de rocha e solo de Marte, que futuramente serão trazidas à Terra e aqui estudadas.
Indagado sobre a possibilidade de a espécie humana, que parece condenada a ser extinta nos próximos 100 anos, encontrar uma alternativa de sobrevivência no planeta vermelho, ele foi categórico:É milhões de vezes mais barato e mais fácil resolver os problemas daqui. Para ir a Marte, precisamos resolver problemas gigantescos. Como produzir oxigênio? Comida? E os problemas de saúde, tecnológicos? Como se resolvem esses problemas? Não temos solução.
Mesmo com o avanço da ciência e da exploração espacial, não se deve enxergar o avanço em outros planetas como um refúgio.
Morar em Marte, por enquanto, só em histórias de ficção científica.
Contudo, deixou um fio de esperança para nós:
Uma missão tripulada para Marte vai demorar muito tempo, mas eu acredito que vai acontecer e que eu ainda vou ver no meu tempo de vida.
Infelizmente, dá para notarmos que foi só um agrado que ele fez para a plateia, dissonante das suas análises sérias. (por Celso Lungaretti)
É milhões de vezes mais barato e mais fácil resolver os problemas daqui. Para ir a Marte, precisamos resolver problemas gigantescos. Como produzir oxigênio? Comida? E os problemas de saúde, tecnológicos? Como se resolvem esses problemas? Não temos solução.
Mesmo com o avanço da ciência e da exploração espacial, não se deve enxergar o avanço em outros planetas como um refúgio.
Morar em Marte, por enquanto, só em histórias de ficção científica.
Contudo, deixou um fio de esperança para nós:
Uma missão tripulada para Marte vai demorar muito tempo, mas eu acredito que vai acontecer e que eu ainda vou ver no meu tempo de vida.
Infelizmente, dá para notarmos que foi só um agrado que ele fez para a plateia, dissonante das suas análises sérias. (por Celso Lungaretti)
sábado, 16 de maio de 2026
LEGADO DE UM REVOLUCIONÁRIO/12
| Venceslau, um homem decente até no visual. |
| Economista e ex-guerrilheiro, ele participou do sequestro de Charles Elbrick; acima os presos então resgatados. |
| Teixeira: maçã podre até no visual |
A salomônica decisão foi a de que Venceslau errara ao vazar um assunto interno para a imprensa burguesa, enquanto Roberto Teixeira deveria ser julgado como corruptor.
Se em outras agremiações partidárias comportamentos de tal natureza costumam ser aceitos como normais ou não qualificados como dignos de repreensão, no PT comportamentos dessa natureza se colocam como descabidos e inaceitáveis.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
HERÉTICO, O SILAS MALAFAIA SAPATEIA EM CIMA DO SEGUNDO MANDAMENTO ('Não invocarás seu santo nome em vão')
A escala bíblica do 6x1 tinha uma falha básica: não estabelecia quantas horas diárias se deveria trabalhar nos dias favoráveis. Na França, p. ex., já em 1848 os trabalhadores conseguiram limitar para 12 horas a duração do trabalho diário.
Entretanto, existem certas atividades de trabalhadores avulsos, como as empregadas domésticas, que dificilmente se adaptarão à escala 5x2, mesmo que por pressão de seus patrões.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
COPA DO MUNDO: NEGÓCIOS EM ALTA E O JORNALISMO NO RALO. QUE FIM DE FEIRA!
Neste 13 de maio, os escravos da indústria cultural não se libertaram da incumbência de fazerem calhau passar por ouro: deram grande destaque à divulgação dos 55 nomes que poderão ser utilizados por Carlo Ancelotti no Mundial e à presença de Neymar na relação.
Cinquenta e cinco jogadores! Está na cara que o decadente técnico italiano já tem no bolso do colete aqueles que constarão da lista definitiva de 26 atletas. Contusões à parte, os 29 restantes, principalmente o ex-futebolista Neymar, foi convocado só para fazer média com clubes, torcidas, emissoras, publicitários, anunciantes, etc.
Repugnam-me profundamente os comunicadores que puxam o saco dos patrões, manipulando seus públicos para que os Cidadãos Kane brasileiros faturem uma grana preta.
E o que dizer dos meus colegas de profissão (argh!) que continuam fazendo de conta que as fraudes do Banco Master foram significativas, como se já não tivessem passado despercebidos escândalos muito piores?!
Neste caso, o que estamos vendo não é nada além das primeiras escaramuças da corrida eleitoral. Quanta lama escorrerá do esgoto até outubro, com a cumplicidade de jornalistas coniventes! (por Celso Lungaretti)
quarta-feira, 13 de maio de 2026
HOJE É DIA DE RELEMBRAR O 'TEATRO DO OPRIMIDO' E A PEÇA 'ARENA CONTA ZUMBI'
LEGADO DE UM REVOLUCIONÁRIO/11
Meu patrão era então o produtor do primeiro programa televisivo de debates que a ditadura permitia desde o AI-5, o Diálogo Nacional.
Num fim de uma tarde, Franklin Machado, jornalista da Tribuna de Santos, chegou bem adiantado para participar do programa e fui incumbido de ficar fazendo sala para ele.
Constatamos que pensávamos igual sobre muitos assuntos, então ele me convidou para falar com o Mozart Menezes, líder do grupo Cacimba, que começara prestando assistência aos nordestinos que chegavam para trabalhar em São Paulo, depois mudou o foco para um ponto de encontro e convivência dos esquerdistas que precisavam manter o ânimo e a serenidade em meio à ditadura militar. Fazia edições alternativas de livros e de jornais, organizava espetáculos de poesia, festas, etc.
Depois o Mozart me contou que os dirigentes do partido a que ele pertencia fizeram pressão para que não comparecesse ao encontro marcado comigo, mas ele respondeu que jamais julgaria uma pessoa na base do disse-me-disse.
Quatro foram presos e muito hostilizados na prisão, afora existirem boatos de que os explosivos roubados de uma pedreira serviriam para causarem uma rebelião no presídio e, aproveitando a confusão. assassinarem os quatro de Salvador (como eles haviam sido apelidados pela imprensa).
Em desespero de causa eles resolveram fazer uma greve de fome, que começaria dentro de dois dias. Mas, não havia esquema nenhum para fazer tal protesto repercutir na imprensa.
Eu era o único com know-how para desempenhar tal papel, então me voluntariei. E passei dias horríveis batendo em portas fechadas e temendo por danos que viessem a sofrer porque eu não estava sabendo direito como os socorrer.
O problema principal era que eles pertenciam ao PT como fachada e ao PCBR por baixo do pano. Já então se distanciando da esquerda combativa, o PT não só expulsou os quatro como fez tudo que pôde para que a esquerda os ignorasse.
A preocupação petista era de que o partido perdesse meia-dúzia de votos na eleição que se aproximava. Negavam-lhes a solidariedade revolucionária por já então estarem abdicando da prática anticapitalista, embora não tão descaradamente como hoje em dia.
Então, a direita era contra eles e a esquerda os abandonava. Fiz uma infinidade de tentativas até que uma resultou, meio por acaso mas premiando meus esforços.
No dia seguinte ele escreveu que o ministro pedira ao governador baiano que desse um jeito para a greve de fome terminar sem que ocorresse uma desgraça.
Os quatro receberam garantia de que sua segurança seria preservada e foram autorizados a trabalhar durante o dia e apenas pernoitarem no presídio.
Vitória sofrida, mas gratificante: quando já se havia esgotado a munição que eu tinha para salvar os companheiros, um acaso jogou a vitória no meu colo!
Eu continuava petista, mas numa reunião em que se discutia política para justificar a presença dos filiados que deveriam endossar uma medida administrativa, um dirigente do PT aproveitou o intervalo para conversar com uns cinco vaquinhas de presépio lá presentes.
Recomeçados os trabalhos, os cinco passaram a me atacar de forma raivosa e o tal dirigente afirmou que os quatro de Salvador e eu éramos todos cachorros loucos.
Foi quando desliguei-me do PT, não sem antes lançar um artigo intitulado Os cachorros loucos e os lulus de madame.
* * *
| Melhor livro sobre o cerco a Registro |
Como prêmio seria recebido no PCdoB para reatar minha militância começando por baixo (aliado ou simpatizante, não me recordo mais). Tive vontade de aceitar, tamanha era minha vontade de pertencer de novo a um círculo da esquerda militante.
Mas percebi que o pomo da discórdia era o de que, se relatasse fielmente como havia sido injustiçado pela VPR, o PCdoB temia que estaria comprometendo a imagem de mártires da luta contra a ditadura.
Por minha vez, aceitando tal proposta eu passaria recibo de que as acusações que me faziam eram verdadeiras. Queria, sim, voltar, mas respeitado, não como um coitadinho. Não houve acordo.
Mas em 1979, quando voltei a estudar para completar o curso de jornalismo que me livraria de perseguições do sindicato da categoria por estar exercendo a profissão sem diploma de nível universitário, não passou nem um mês e eu era convidado a participar de uma reportagem da IstoÉ sobre os arrependimentos de esquerdistas. Eu concordei e fui o mais incisivo na crítica às práticas do terrorismo de estado.
Em seguida o jornal gaúcho Zero Hora fez uma série de reportagens sobre o mesmo assunto e novamente botei a boca no trombone. Aos leitores que estejam estranhando meu desmentido da ditadura em plena ditadura, lembro que em março de 1974 o carniceiro Emílio Médici deixara de presidir o Brasil, substituído pelo pacificador Ernesto Geisel. Eu continuava correndo algum perigo, mas bem menos do que no governo anterior.
Já a participação na reportagem da IstoÉ tinha mesmo sido temerária, mas eu nunca perderia a oportunidade de divulgar as circunstâncias do meu arrependimento forçado,- uma pedra dolorosa no meu sapato.
Em 1994, contudo, algo que escrevi caiu mal para os petistas. Coincidência ou não, logo depois a Folha de S. Paulo publicou na Ilustrada uma reportagem do Marcelo Paiva que não tinha nada a ver comigo e nela ele encaixou, forçando a barra, um trecho me acusando gratuitamente de delator da área de treinamento da VPR.
Foi o momento em que comecei a obter mais manifestações de apoio de esquerdistas.
Tudo que eu semeara floresceu quando encontrei e divulguei um relatório de operações do II Exército, no qual constava que a localização da área ativa tinha sido revelada por alguém preso no dia 18 de abril, indiretamente me inocentando, já que eu caíra no dia 16. Mas como fazer isso repercutir amplamente nos círculos de esquerda?
Tive a ideia de levar o tal relatório ao Jacob Gorender, o principal historiador da luta armada brasileira. Meio desconfiado, ele disse que tinha mais material sobre o assunto, iria consultá-lo e me daria retorno.
Bem mais cordial, dias depois ele me telefonou para informar que eu tinha razão e que comunicaria isto à Folha de S. Paulo e a O Estado de S. Paulo.
A Folha publicou na íntegra uma carta do Gorender em meu favor; fui o único combatente da luta armada que conseguiu provar que havia sido acusado injustamente. Fim do pesadelo que durante 34 anos prejudicou minha imagem de revolucionário.
Mas, ainda havia lutas a ser travadas e, mesmo com a idade de 57 anos, sobrava-me disposição para travá-las. (por Celso Lungaretti)
terça-feira, 12 de maio de 2026
O DONO DA BOI GORDO ERA UM SELF SHIT MAN DO CAPITALISMO. O BOZO, UM SERIAL KILLER. OS POLÍTICOS, SONS OF BITCHES.
| Outra prova de que o Brasil não é um país sério |
Está certo o Rui quanto à necessidade de se punir quem aplica golpes no mercado, mas o Brasil está diminuindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, com sua sabotagem vacinal, acrescentou no mínimo três centenas de milhares de óbitos ao número de mortos pela covid.
O pilantra Andrade deveria passar alguns anos na prisão. O serial killer Bolsonaro merecia ficar o resto da vida a pão e água num cárcere medieval. País que quebra o galho de um exterminador desses decididamente não é um país sério, como Charles De Gaulle disse ou levou a fama de haver dito.
Tenho mais desprezo pelos políticos profissionais, que roubam sem correr riscos, do que pelos bandidos, cujo ofício embute o perigo de serem mortos. O golpe da amenização das penas da dosimetria, um absurdo gerado no Congresso, está aí para mostrar como a corja da politicagem age com o máximo de fisiologismo para proteger seus pares, ainda que de outros partidos.
