domingo, 16 de junho de 2024

AS BANCADAS DA BALA, DA BÍBLIA E DO BOI SÃO APENAS SINTOMAS. ARTHUR LIRA, IDEM. A DOENÇA É O CAPITALISMO TERMINAL

Não se iludam: a PL do aborto não passa de uma provocação ao Judiciário e de uma demonstração de força dos conservadores, reacionários e mercadores do templo, os quais querem deixar bem claro ao povo que podem fazer gato e sapato do fraquíssimo Governo Lula.

Mas, se não dermos um imediato basta! a tal retrocesso civilizatório, boiadas ainda piores passarão pelo infame Legislativo que saiu das urnas eletrônicas de 2022 (de cuja lisura a corja boçal e ignara fingia desconfiar tanto...).

Então, devemos, sim, lutar com todas as nossas forças contra a regressão fundamentalista, antes que sejam reintroduzidas também a venda de indulgências, a (nada) Santa Inquisição e o direito da pernada, entre outras odiosas práticas medievais.

Mas, sempre lembrando que cada uma dessas abominações deve ser combatida com duplo objetivo: não só em si, mas também como uma oportunidade de acumulação de forças para a luta principal, aquela que cortará todas as cabeças da hidra ao mesmo tempo, livrando-nos definitivamente dessas recaídas na insanidade coletiva. 

Refiro-me, claro, à mais do que nunca imperativa superação do capitalismo, antes que ele nos arraste consigo em seu processo de autodestruição. (por Celso Lungaretti) 
Até tu, CNBB, apoiando a nefanda equiparação de aborto a
homicídio, o que equivale a considerá-lo crime pior do que
estupro?! Daí estarmos te prestando esta homenagem! 

sábado, 15 de junho de 2024

EM 2022 NÓS GANHAMOS UMA ELEIÇÃO MAS PERDEMOS UMA NAÇÃO. AGORA TEREMOS DE SUAR SANGUE PARA CORRIGIR A LAMBANÇA

Os poderosos emparedando aquele que supõe mandar

Companheiros, tudo era tão previsível que eu cansei de cantar tal  bola em 2022: eleito com base apenas na rejeição ao Bozo, mas a bordo de um PT que se tornou minoritário na sociedade, o Lula manteria sua sustentação em 2023 desfazendo as abominações bolsonaristas mas desabaria em 2024, entre outros motivos por falta da esquerda combativa que ele tudo fez para detonar.  

Hoje a extrema-direita tem um pujante movimento e a esquerda só um monumento caindo aos pedaços. 

Salta aos olhos como isso terminará: os inimigos de classe vão vencer por goleada as eleições municipais e impicharão o Lula em 2025 para deterem o controle da máquina governamental na corrida eleitoral de 2026.

Chororô não adianta nada. Ou começamos o quanto antes a ressuscitar a esquerda combativa ou assistiremos impotentes à apoteose direitista. 

Em 2022 nós ganhamos uma eleição mas perdemos uma nação. Agora teremos de suar sangue para corrigir a lambança. (por Celso Lungaretti)
U
ma explicação
: acabo de postar este desabafo num grupo de discussão da Escola de Comunicações e Artes da USP, como uma resposta à consternação generalizada face ao derretimento precoce do governo do Lula.

E o motivo foi ter meus artigos, cujas chamadas eu sempre botava lá, quase ignorados ao longo do ano inteiro de 2022, quando eu cansei de alertar que a esquerda precisava unir-se em torno de um novo nome para combater o bolsonarismo, ao invés de apostar no carisma decadente do Lula, cuja rejeição não ficava muito longe da do palhaço demente.

Agora está acontecendo aquilo que antevi e fiz tudo que pude para evitar: a direita, seja a que usa os talheres, seja a que agarra a comida com as mãos, caminha para uma acachapante vitória, muito mais dolorosa para nós que a de 1964. 

E os que apostaram em Lula para tirar as batatas do fogo sem que eles queimassem os dedos, agora percebem que as lutas sociais não se ganham por delegação. Ninguém fará por nós o que nós mesmos não estivermos fazendo. (CL)

quarta-feira, 12 de junho de 2024

CHILIQUE DE LULA CONTRA GREVE DA EDUCAÇÃO FEDERAL TEM RAZÃO DE SER: GREVISTAS COLOCAM EM XEQUE OS PODRES ACORDÕES DOS CAPITALISTAS

 

O chilique de Lula na segunda-feira, 10/06, veio acompanhado de chiliques nos jornais Folha de São Paulo e O Globo, grandes porta-vozes da burguesia brasileira. O cerne dos três, presidente e jornalões, é atacar a greve, tentando jogar a sociedade contra os profissionais da educação - quem perde são os alunos, disseram presidente e editorialistas - e acusar a greve de intransigente. 

Ora, intransigente tem sido Lula que desde o ano de 2023 vem se recusando a negociar com os trabalhadores da educação federal, enquanto concede aumentos substanciais às categorias bolsonaristas da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal, o que, segundo fontes do PT, seria uma estratégia para conquistar tais setores ao lulismo... o filme se repete, de forma bisonha

Mas qual o motivo do ataque coordenado entre Lula e jornalões à greve dos trabalhadores da educação? O motivo é simples, nossa greve não é apenas uma greve de um setor, mas um movimento que coloca em xeque a política econômica de austeridade fiscal cristalizada no Arcabouço Fiscal, versão piorada do Teto de Gastos e que foi aprovada pelo presidente Lula e por seu medíocre ministro Haddad em 2023.

Os acordões que livraram Lula da cadeia e o conduziram de volta à presidência, fazendo chapa ao insípido Alckimin, passam diretamente pelo aprofundamento das privatizações do serviço público, cortes de gastos e ataques aos trabalhadores. A última missão de Lula é completar aquilo que o presidente fujão, Bolsonaro, não conseguiu: implementar as "reformas" neoliberais que formalizam o assalto rentista ao orçamento público e promovem a superexploração dos trabalhadores brasileiros. 

Nesse aspecto, não pode causar estranheza a proposta de Haddad de acabar com os mínimos constitucionais para a educação e a saúde, garantias hoje já largamente ignoradas, mas que eliminadas de vez significariam o fim da educação e da saúde públicas no Brasil. Ou sua outra proposta de desatrelar benefícios sociais da correção inflacionária, virtualmente levando seus beneficiários à fome. Que crianças fiquem sem escola, doentes sem hospital e velhos morram de fome, mas que o capital seja saciado! 

Mas não contavam com a greve da educação federal. Seus paus mandados, encastelados nas direções sindicais, tentaram de tudo para evitar que a greve saísse. Não conseguiram. Depois, tentaram de tudo para que ela se encerrasse em pouco tempo, também não conseguiram. Em todas as ocasiões, as bases os atropelaram. Acabaram tomando um puxão de orelha do seu chefe supremo, o pelego-mor, e agora estão em desespero pois não sabem mais o que fazer. 

Ao mesmo tempo, lulistas se aliaram a bolsonaristas para irem às portas dos campi, fantasiados de pais preocupados, pressionarem contra a greve. Dentro das instituições federais, professores lulistas passaram a trabalhar contra a greve, fazendo cartas apócrifas, mentindo e mesmo minando a legitimidade sindical. Vale tudo para proteger o Messias de Garanhuns!

Apesar disso tudo, a greve segue forte e o cerne da política econômica da burguesia brasileira é desnudada. Essa, portanto, não é uma simples greve de mais uma categoria do funcionalismo público, é uma greve contra o nó górdio do regime capitalista hoje no Brasil e, particularmente, uma greve que tensiona os acordões espúrios de Lula e do PT. (por David Coelho)

segunda-feira, 10 de junho de 2024

GREVE DA EDUCAÇÃO FEDERAL: PRESSIONADO, LULA ESTÁ NA HORA DA VERDADE!

 

O amor acabou! Assim pode ser resumida a fala de Lula na reunião desta segunda-feira, 10/06, com reitores. Pressionado pela greve  da educação federal que já dura mais de dois meses, o presidente resolveu convocar  os gestores das instituições federais de ensino para um encontro em Brasília para anunciar a ampliação do orçamento dessas instituições. 

Contudo, Lula foi além. Arrogantemente, desferiu ataques aos grevistas, apelou para a situação dos alunos e convocou as lideranças sindicais a acabarem com a greve! Em uma única fala, desconsiderou que a situação da greve foi criada por ele próprio, por causa de sua intransigência nas negociações, negligenciou a situação calamitosa da educação pública federal - com campi caindo aos pedaços - e ignorou que existe uma democracia sindical em que as greve são pautadas e encerradas pelos trabalhadores em assembleias e não pelas direções. Certamente, nesse último ponto, deve ter se referenciado nos pelegos da CUT e assemelhados, sempre prontos a tratorar as bases em prol dos interesses de cúpula. 

A verdade é que Lula demonstrou o quanto está acuado. O golpe planejado por ele contra a greve, ao assinar um acordo falso com um sindicato fantasma, foi desbaratado e os trabalhadores rejeitaram em massa o seu ultimato, indo às ruas em peso em manifestações nacionais no dia 03 de Junho. Não tendo conseguido desmobilizar a greve, Lula apela ao autoritarismo, tentando impor, através de seus paus mandados nos sindicatos, um encerramento da paralisação sem o atendimento de nossas demandas. 

Espremido entre seus compromissos com os capitalistas e o rugir do povão, Lula tenta se sair do mesmo modo que em seu primeiro governo, através da desmobilização das lutas populares e do atendimento integral das demandas do andar de cima. Pois, certamente, Lula jamais se dirigiria aos banqueiros, prepostos do agronegócio e demais capitalistas da forma como se dirigiu aos trabalhadores da educação. Para os capitalistas, ele sempre foi e sempre será subserviente, dando até muito mais que eles pedem. 

Contudo, o presidente parece não ter percebido que não há mais condições de agradar a todo mundo e ter o ganha-ganha que marcou seu segundo governo. Hoje, diante da aguda crise do capitalismo e das pressões para jogar a conta nas costas das grandes massas empobrecidas, ou se está de um lado ou se está de outro. Ou você está ao lado da população que clama por mudanças ou está ao lado dos parasitas da burguesia brasileira e internacional. Não há mais espaço para meio termo!

Apesar das ameaças e da truculência de Lula, a greve segue forte e os trabalhadores da educação federal seguem mobilizados. Nesta semana, em que haverão duas mesas de negociação com o governo, no dia 11 e no dia 14, será o momento do presidente mostrar de fato se seu discurso em prol da educação é algo concreto ou apenas falácia de campanha. Lula está na hora da verdade e seu futuro será decidido agora! (por David Coelho)



domingo, 9 de junho de 2024

ENDRICK PODERÁ, SIM, SER O NOVO PELÉ!

Já que a política brasileira em 2024 só nos causa decepções, vamos falar um pouco de futebol: com o menino Endrick e o veterano treinador Dorival Jr., a seleção canarinha parece prestes a viver o seu melhor momento desde a eliminatória para o Mundial Fifa de 2018.

Daquela vez, depois de seis partidas decepcionantes com Dunga como técnico, o Brasil embalou sob o comando de Tite, quando o aproveitamento saltou para incríveis 88,9% dos pontos possíveis. 

Mas, deslumbrado, o Adenor fez questão de disputar a Copa com os mesmos titulares, sem levar em conta que alguns estavam em péssima fase, principalmente Gabriel Jesus, que passou todos os jogos em branco, após haver feito sete gols na eliminatória sul-americana. 

Com a consagração de Vinícius Jr. e (em plano um pouco inferior) Rodrygo no Real Madrid, mais a atuação espantosa de Endrick ao entrar no 2º tempo e marcar para o escrete contra a Inglaterra, a Espanha e o México, os torcedores brasileiros voltam a ter esperanças. Já anteveem um trio ofensivo jovem e devastador garantindo, em 2026, a conquista do sonhado hexacampeonato.

Endrick, prestes a completar 18 anos, está com essa bola toda? Está. Tem as virtudes do Vinícius Jr. (ousadia, habilidade como driblador, visão de jogo, ótimas assistências) acrescidas de superiores senso de colocação e qualidade das finalizações. 

O oportunismo, o chamado faro de gol que às vezes falta ao exuberante Vini Jr.,  é o que mais chamou a atenção no cartão de visitas de Endrick para o Planeta Bola: estava sempre no lugar certo e concluía com total precisão.
Gol do iluminado Endrick contra o México, já nos acréscimos 

Jogando o tempo todo em direção ao gol, ora fazendo jogadas espetaculares ora exibindo eficiência minimalista, além de possuir aquela dose adicional de sorte que acompanha os craques, o iluminado Endrick faz mesmo lembrar o Pelé que deslumbrou o mundo na Copa de 1958.

E ainda por cima estará sob os cuidados de dois técnicos que sabem como poucos lapidar as joias que lhes caem nas mãos: Dorival Jr. e Carlo Ancelotti.

Além desses três, o Brasil talvez conte no próximo Mundial com o Estevão do Palmeiras (grande promessa) e o Vitor Roque, que ainda pode mostrar na Europa todo o futebol que jogava no Athletico Paranaense, apesar do mau começo no Barcelona. Uma geração de novos atacantes como há muito tempo não conseguíamos formar.

De resto, a
Neymardependência passa a ser apenas má lembrança de um passado decepcionante. É um alívio percebermos, nos cinco acima citados, que nenhum deles leva jeito de vir a desperdiçar seu potencial de forma tão melancólica e constrangedora. (por Celso Lungaretti) 

sexta-feira, 7 de junho de 2024

SEBASTIANISMO FOI UMA ROUBADA: NEM A VELHA GUARDA PETISTA ACREDITA EM LULA 4

D. Sebastião, monarca de Portugal, desapareceu em 1578 na Batalha de Alcácer-Quibir e, como tudo começou a dar errado no reino, os lusitanos acalentaram a esperança infundada de que ele reapareceria para restabelecer a governança. Ficaram a ver caravelas. 

Da mesma forma, Lula, reizinho do Brasil, desapareceu na batalha sucessória de 2010 e, como tudo começou a dar errado nesta Pindorama, os mesmerizados pelo populismo acalentaram a esperança infundada de que ele reapareceria para restabelecer a governança. 

Como este continua sendo o país do eterno retorno, Lula até conseguiu recuperar o cargo. Mas nem de longe está sendo capaz de restabelecer a governança, muito pelo contrário. 

Errou lá atrás ao escolher como sucessora uma gerentona trapalhona, que, para piorar, era devota de outro D. Sebastião, um bravo guerreiro no enfrentamento dos inimigos (tanto que até abortou uma conspiração contra a Coroa em 1961), mas cuja visão de mundo era pra lá de ultrapassada.

A gerentona, exumando a proposta de alavancar o desenvolvimento com investimentos estatais que esteve em alta na década de 1950,  acabou colocando o Brasil do século 21 no rumo de uma depressão econômica e sendo por ela tragada. Deu lugar a um regente inexpressivo e, depois, a uma versão piorada de D. Maria I, a rainha louca de Portugal. 

Aquela pelo menos teve uma fase boa antes de endoidar de vez, ao contrário do congênere brasileiro, que aos 33 anos já delirava, acalentando planos malucos como o de mandar pelos ares o reservatório de água da cidade.

Tantas fez tal ser boçal e ignaro, responsável indiscutível pelo maior extermínio de brasileiros em todos os tempos, que o Lula conseguiu um terceiro mandato presidencial surfando na rejeição a tal psicopata, mas sem conseguir recuperar as ferramentas essenciais ao exercício do poder, que ficaram nas mãos de dois altos cortesãos, o Lira Desafinada e o Urtigo Pacheco

Ele usa a faixa presidencial (a coroa está fora de moda), mas não passa de uma rainha da Inglaterra. E perdeu o respeito até dos cortesãos mais antigos, que já o veem como carta fora do baralho em 2026 e adiante. 

Será, aliás, lembrado pelo insólito detalhe de haver sido feito duplamente de rainha da Inglaterra, pois a isto foi reduzido também pela esposa, que se tornou uma espécie de tutora informal do pobre coitado.

Como acabará esta fábula cruel? Tudo leva a crer que com uma derrota acachapante do Lula e seu governo em outubro próximo e a perda do que lhe resta de poder no ano seguinte. Pois a majestade ele já perdeu há muito tempo...
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AGORA FALANDO SÉRIO – Tão medíocres são os personagens da política institucional brasileira no século 21 que escrever sobre eles em tom de galhofa é uma escapatória para não cairmos na mais profunda depressão. Eu a adoto sem contra-indicações. 

Farei contudo, desta vez, um breve resumo em benefício daqueles que Nelson Rodrigues qualificava de idiotas da objetividade

A obsessão narcisista de Lula por um terceiro mandato está sendo trágica para o Brasil. Pois a pulverização dos fundamentos da vida civilizada sob Bolsonaro exigia uma resposta muito mais contundente: seu  impeachment. Ervas daninhas têm de ser totalmente extirpadas  

Lula, com a cumplicidade bovina da esquerda institucional, tudo fez para que o palhaço do apocalipse sobrevivesse ao diluvio de crimes de responsabilidade com que inundou o Brasil.

Sabia que de uma nova diretas-já emergiria alguma liderança combativa como ele nunca verdadeiramente havia sido e jamais será, já que toda a sua trajetória foi a de um reformista empenhado em maquilar a monstruosidade intrínseca do capitalismo, ao invés de pôr fim à exploração do homem pelo homem,

Então, fez corpo mole com relação ao impeachment do sacripanta de forma tão descarada quanto o dito cujo sabotou a vacinação contra a covid. E o resultado foi uma vitória na bacia das almas e que acabou sendo tão somente pessoal: elegeu-se mas deixou Câmara e Senado entregues ao inimigo.
Agora se encontra emparedado pelos conservadores e extremistas de direita, assistindo impotente à aprovação dos maiores absurdos da pauta de costumes que é o xodó dos ansiosos por uma nova Idade das Trevas.

E, se Lula era a pior aposta possível para o que resta de uma verdadeira esquerda nesta fase terminal do capitalismo (quando, ainda por cima, as consequências do aquecimento global desabam uma após outra sobre nós), o artigo desta quinta-feira (6) do William Waack (Velha guarda petista está pessimista quanto às chances de Lula nas eleições de 2026) coloca o dedo na ferida: seu governo sem direção nem noção consegue agora maximizar o prejuízo.

Não há como desmentir Waack: Lula 3 é uma permanente confusão política, que aborta as chances de a economia voltar minimamente a crescer e ainda detona o profissionalismo dos mandatos anteriores, pois a elite de quadros profissionais e experimentados na política agora tem de conviver com os arroubos amadoristas da Janja, que parece imaginar-se uma Evita Perón mas não passa de uma Isabelita...

Waack é caridoso: Frente a um adversário inelegível tropeçando em si mesmo, neste momento o caminho para 2026 deveria surgir bem delineado. Ao contrário, o cenário nunca esteve tão aberto.

Cenário aberto? Nem a pau, Juvenal! 

Eu diria que, hoje, a única luz no fim do túnel que brilha para Lula não passa de um trem vindo em sentido contrário. (por Celso Lungaretti)
                    "Disse o velho, 'eis aqui o fim de tudo'. / Veio o moço e 
                      continuou" (Sergio Ricardo, canção Deus de Barro)

quarta-feira, 5 de junho de 2024

SOMOS UMA SOCIEDADE DOENTE, MAS AINDA DÁ TEMPO PARA EVITARMOS A NOSSA EXTINÇÃO COMO ESPÉCIE

dalton rosado
GUERRA NUCLEAR E AQUECIMENTO GLOBAL SÃO AS DUAS GRANDES AMEAÇAS À HUMANIDADE

"Temos potencial nuclear de destruição da civilização. A Russia está preparada para a guerra nuclear" (Putin)

Leio no noticiário internacional: Putin ordena exercícios nucleares com tropas perto da UcrâniaOcidente condena nova ameaça nuclear da Rússiaa Rússia ameaça bombardear militares britânicos na Ucrânia e aumenta a tensão, e por aí vai...

A hecatombe nuclear mundial já pode ocorrer, pois, infelizmente, está à mão de tiranos governamentais.

Ligo a televisão e vejo em tempo real o maior desastre natural da história do Rio Grande do Sul, com centenas de mortes e desaparecidos em face de uma submersão de parte do Estado gaúcho sob tempestades de vento e inundações nunca antes experimentadas. 

O aquecimento global, causado principalmente pelos Estados Unidos e China, locomotivas do capitalismo mundial pela emissão incontrolável de gás carbônico na atmosfera que produz o efeito estufa retendo os raios solares, já toma ares de irreversibilidade, segundo os cientistas.  

Na rua em que moro, ou em qualquer local da minha cidade, ou de qualquer outra cidade do Brasil, não se pode sair a pé com um celular porque corre-se de ser roubado, e quase todas as pessoas têm histórias de assalto ou tentativa de tal violência para contar, etc.  

Segundo dados da Food and Agliculture Organization, a fome aumenta mundo afora, e mais de 700 milhões de pessoas (cerca de 10% da população mundial), tem subnutrição alimentar crônica, mesmo com todo o desenvolvimento da engenharia agrícola.  

Três fatores contribuem para o aumento da fome no mundo, por conta da concentração absurda da riqueza abstrata e da terra agricultável:
 a desertificação pela escassez de água;
— a produção voltada para a exportação para quem pode comprar (o Brasil é o segundo maior produtor de alimentos no mundo e seu povo passa fome); e
 o uso de equipamentos em substituição preponderante ao trabalho abstrato, contradição capitalista basilar.  
 
Recentemente formos vítimas de uma pandemia devastadora que causou a morte de cerca de 7 milhões de pessoas num processo de propagação mundial acelerado, reeditando em menor parte a peste bubônica do século 14, e no qual o Brasil foi o infeliz campeão na estatística de mortos por habitantes. 

Sob pretexto de combate ao grupo Hamas, o governo sionista de Israel impõe um genocídio aos palestinos indefesos com mortes e provocando uma diáspora destes mundo afora, reeditando a própria história de que os judeus foram vítimas, numa prova atual da desarmonia de convivência humana.   

Ao ficarmos indiferentes às causas de tudo isto, estaremos sendo negacionistas?
 
Por que, em plena terceira década do século 21, era da tecnologia de ponta e dos ganhos inimagináveis do saber em todas as áreas, estamos tão ameaçados de extinção? 

A resposta a tal indagação não pode ser outra, senão a de que 
somos sociedades mundiais doentes.  

Quando se está doente, a primeira providência para a cura da enfermidade é o diagnóstico desta. Só a partir do diagnóstico se pode pensar no remédio.  

Há hoje uma completa inadequação entre forma e conteúdo da relação social atual, por obsolescência dos seus fundamentos existenciais. Entretanto, ao invés de se estudar as causas primárias de tal enfermidade, prefere-se usar antitérmicos para aplacar a febre sem atacar a doença (e por medo do desconhecido!). 

É evidente que a fórmula social própria ao sistema produtor de mercadorias, que sempre foi excludente e segregacionista, agora encontrou o seu limite existencial por conta de suas contradições endógenas. Encarar a existência humana como somente possível pela via da produção de mercadorias, no exato momento em que tal produção se inviabiliza, é submeter a vida da humanidade a um reducionismo irracional. 

Metaforicamente falando, é a irracional insistência em tentar fazer com que uma massa corpórea maior caiba dentro de um invólucro menor que está a provocar os problemas ora vividos pela humanidade.  

É claro que, sob outro critério de produção e forma de organizações sociais, e com o uso de todos os saberes adquiridos pela humanidade, poderíamos ter uma vida completamente diferente, seja do ponto de vista da subsistência da vida material, seja como racional harmonia social promotora da paz e sustentabilidade ecológica. 

Já não se produzem mercadorias, mais-valia e lucro nos níveis exigidos pela economia porque não há quem compre tudo que se precisa produzir em valor (decresce a massa global de valor pela queda de valor de cada mercadoria e volume de produção destas).

E não há quem compre porque o consumo humano tem limites, mas, principalmente, porque o trabalho abstrato, única forma de produção de valor, está sendo substituído pela máquina em maior proporção. 

Na política, as velhas formas de acesso ao Estado, e a própria função social do Estado como pretenso provedor das demandas sociais (obrigação constitucional nunca cumprida a contento por conta da verdadeira essência opressora do estado como serviçal do capital), denunciam a falência sistêmica com dívidas públicas crescentes e juros sacrificantes para os países pobres, e o ridículo da incompetência de suas funcionalidades.   

A fórmula de relação social do passado escravista mais remoto (após a introdução da forma-mercadoria e abandono da partilha), a escravização direta, como no Império romano (Roma, no ano zero da era cristã, tinha uma população de 1 milhão de habitantes, e 80% eram escravos) funcionou pela força das armas brancas.
  
Foi a relação social imposta pelo mercantilismo das armas de fogo que criou a produção de valor pelo trabalho abstrato pretensamente livre, e que funcionou como forma de relação social capitalista dita mais civilizada em substituição ao escravismo direto do feudalismo fisiocrata (a abolição dos escravos no Brasil, há pouco mais de cem anos, atendeu a um objetivo mercantilista interesseiro). 
Tal relação social de produção baseada no trabalho abstrato agora foi substituída pelas máquinas que não produzem valor, impondo a concorrência de mercado. Esta é uma contradição fundamental: mata-se a galinha dos ovos de ouro (o trabalho abstrato), confirmando o prognóstico de Marx de que 
o capitalismo cava a própria sepultura.    

Basta considerarmos que em nenhum dos bens de consumo tangíveis, e em nenhum tipo de serviço de que necessitamos, há um grama sequer de dinheiro, e que podemos produzir e consumir sem a intermediação dessa coisa demoníaca (mas aparentemente ingênua) que é a troca de mercadorias. 

Como disse Belchior, não devemos temer o novo que sempre vem, mas, mesmo assim, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.  

Ainda dá tempo para evitarmos a nossa extinção como espécie. Mas, quando é que vamos sair da casa antiga deteriorada e disfuncional e construirmos uma nova morada para uma vida social adulta? (por Dalton Rosado) 

terça-feira, 4 de junho de 2024

JÁ ESTAMOS EM PLENA FASE DOS EVENTOS AMBIENTAIS EXTREMOS E UMA 'BOMBA CLIMÁTICA' NOS ESPERA EM 2050

Corremos um enorme risco de ultrapassarmos um aumento de 2º C na temperatura média do planeta em 2050, o que equivalerá a uma bomba climática, com um impacto devastador não só para nós, humanos, como também para a biodiversidade, pois vai causar uma série de extinções. 

O alerta é do climatologista Carlos Nobre, em entrevista a Heloisa Barrense, do canal Ecoa do UOL. Segundo ele, já nos próximos anos teremos de enfrentar emergências climáticas cada vez mais frequentes, tipo grandes secas em 70% do território nacional e chuvas intensas como as do atual dilúvio gaúcho, tanto no Sul quanto em parte do Sudeste. 

Ele adverte que o planeta inteiro, a exemplo do Brasil, entrou na fase dos eventos climáticos extremos, cuja tendência é aumentarem. "Este é o maior desafio que a humanidade já enfrentou na questão ambiental: não deixar a temperatura passar de 1,5ºC. Se continuarmos com as emissões de gases de efeito estufa, nós podemos atingir permanentemente 1,5ºC graus até 2030, o que já é muito grave."

Uma consequência da mudança da temperatura global associada com o desmatamento seria a autodegradação da floresta amazônica e a perda de até metade da biodiversidade num prazo de 30 a 50 anos. 
"E mesmo que milagrosamente se pare o desmatamento por completo, a autodegradação continuará", acrescenta ele, até chegarmos a um ambiente "totalmente a céu aberto".

Vai além: "Se o aumento for de 4 graus, já teremos um monte de locais inabitáveis durante o verão. O corpo humano não vai resistir a essa temperatura e umidade que vão ocorrer em lugares tropicais e nos verões de regiões situadas entre os trópicos". 

Caso este cenário se torne realidade (e é para ele que nos encaminhamos), vai haver um acentuado aumento das regiões inabitáveis do planeta.

Enfim, os cenários decorrentes do aquecimento global que já se anteveem, por si sós, acarretarão uma verdadeira convulsão no planeta.
Nobre: enormes desafios.

E se a eles acrescentarmos uma mais do que provável depressão capitalista de magnitude muito maior que a da década de 1930, a volta das pandemias, a fome que advirá da inutilização em larga escala de áreas de plantio, a migração de contingentes humanos em fuga, as novas guerras de conquista, etc., bem como a sinergia de todos esses fenômenos, ficam inteiramente justificados os alertas constantes deste blog.

Ou seja: nada garante que existirá um século 22. A grande luta da nossa espécie nas próximas décadas será pela mera sobrevivência. E, neste momento, estamos perdendo de goleada. (por Celso Lungaretti)

domingo, 2 de junho de 2024

ESTAMOS NO BAILE DA ILHA FISCAL E NÃO É A REPÚBLICA QUE CHEGARÁ PARA DAR-LHE FIM

"O baile da Ilha Fiscal foi um evento que ficou famoso, pois ocorreu em 9 de novembro de 1889, apenas seis dias antes do início da república.  

Muito se especulou sobre o baile: se foi feito para marcar o fim do império que já se sabia que ia cair; se foi ao acaso" (InfoEscola)Às vezes eu me sinto como se estivesse, sem participar, presenciando o baile da Ilha Fiscal, no qual os bon vivants imperiais rodopiavam aos pares, totalmente alheios ao final iminente de uma monarquia que já durava 389 anos e à entrada numa nova realidade de acirradas disputas pelo poder e grandes desafios.

Hoje o dilúvio gaúcho está no finzinho e virou notícia secundária na imprensa e nas redes sociais. Ninguém parece dar-se conta de que outras catástrofes chegarão em seguida, cada vez piores.

Nem quer se preocupar com isto, pois aí ficaria mais difícil manter-se omisso, rodopiando sem sair do lugar, até ser levado pelas águas, consumido pelas chamas, pulverizado por uma bomba, extinto pela fome ou devorado pela peste. 

Tento acreditar que a espécie humana ainda vá unir-se numa luta titânica por sua sobrevivência, cada vez mais ameaçada. 

Contudo, hipótese muito mais provável é a de civilizados impotentes e bárbaros dementes morrerem abraçados na última batalha.

O civilizado talvez ainda grite seu próprio epitáfio, repetindo Eliot: "É assim que acaba o mundo. É assim que acaba o mundo. É assim que acaba o mundo. Não com estrondo, mas com um suspiro".

O ultradireitista não há de entender patavina e grunhirá qualquer coisa antes de expirar convicto de que vai acordar no paraíso ou na Terra Plana(por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 31 de maio de 2024

"O MAR, QUANDO QUEBRA NA PRAIA, É BONITO, É BONITO", CANTOU CAYMMI. HOJE CONTINUA, MAS A BELEZA TERÁ PREÇO.

rui martins
PRIVATIZAR AS PRAIAS É
 INCONSTITUCIONAL, DIZ ESPECIALISTA
Continuamos nas águas. 
Depois das inundações no Rio Grande do Sul –agravadas pelo desrespeito do governo estadual às normas ambientais e pela anulação de leis reguladoras em caso de excesso de chuvas, para favorecer plantadores de soja, criadores de bovinos, madeireiros e construtores imobiliários, dentre outros–, agora é a vez das águas salinas do nosso litoral.

As costas brasileiras, com a beleza de suas praias imortalizada por músicos e poetas, sempre chamaram a atenção de navegadores e turistas. E acabaram por despertar o interesse guloso de alguns políticos, talvez impressionados com a gratuidade dessas áreas, verdadeiros lugares paradisíacos que, se bem administrados, podem render milhões aos seus proprietários.

O resultado foi a Proposta de Emenda Constitucional 39|2011, dos deputados Arnaldo Jordy, José Chaves e Zoinho, com o objetivo de pôr fim aos terrenos chamados de marinha, extensões com 33 metros de largura a partir da maré alta nas praias ou ilhas e da cheia nas margens dos rios, que passariam a pertencer gratuitamente aos estados ou municípios. 

Tal PEC já foi aprovada há dois anos pela Câmara federal e agora está no Senado, bem perto de se transformar em lei. Se houver o mais do que provável veto do presidente Lula, a dita cuja retornará ao Senado e só deixará de ser lei, caso haja recurso ao STF por inconstitucionalidade.

E qual o problema, se essas áreas pertencentes à União ou ao governo federal, sujeitas a inundações, não são habitáveis? Ora, a imprensa em geral, os canais independentes e as redes sociais estão dando destaque porque, embora a justificativa da proposta omita, é uma artimanha para se privatizar o litoral brasileiro e restringir-lhe o acesso. 

Noutras palavras, quer-se tirar do povo a utilização gratuita das praias, tornando restrito ou pago o banho de sol à beira do mar, o entrar na água e furar as ondas. Será o fim de um dos poucos prazeres gratuitos dos pobres.

Os grandes empreendimentos hoteleiros, os Cancuns da vida, querem cercar as melhores praias, tornando-as privativas de seus hóspedes. Aliás, condomínios de Paraty e da região de Laranjeiras outrora já tentaram cercar a área das praias, mas foram impedidos pela Justiça.

E não só os banhistas pobres de fim-de-semana vão perder o direito de jogar um futebol na areia: serão também proibidos os vendedores ambulantes e os donos de barracas com água, sucos e sanduíches. A privatização do litoral criará empecilhos aos pescadores, aos surfistas, vai impedir o acesso às ilhas e estragar o domingo de muita gente. Impossibilitará, ainda, o controle ambiental de áreas litorâneas como mangues e pantanais.

O relator da proposta é o senador Flávio Bolsonaro, que nega a intenção deliberada de se privatizar as praias. Uma volta pelas redes sociais, exceto as bolsonaristas, mostra, contudo, haver um clima de grande preocupação, daí  a possibilidade de se mobilizar o povo contra tal pulo do gato. O Observatório do Clima qualifica essa PEC de pacote da destruição (ambiental).
Praia exclusiva para brancos, dos tempos em que
ainda existia o regime do apartheid na África do Sul 

 
Jair Bolsonaro sempre a apoiou, pois um de seus sonhos privatistas era o de transformar a praia de Angra dos Reis numa Cancun brasileira. Ele queria atrair sheiks árabes, artistas, milionários, jogadores de futebol, empresários, que poderiam ter sua casa à beira do mar com praia privada, protegida por muros ou cerca!
 
O comentarista político Leonardo Sakamoto foi enfático no UOL: "Se isso for aprovado pelo Senado, será um retrocesso absurdo. Mas a tendência é ser aprovado, dado o tamanho interesse econômico nisso".

De acordo com o advogado constitucionalista Thiago de Paula, essa questão já foi tratada indiretamente pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar o recurso extraordinário 636199, envolvendo ilhas de importância para o território brasileiro. Daquela vez se considerou a regulação dessas propriedades da União como cláusulas pétreas da Constituição, que não poderiam ser modificadas.

Ou seja, se a questão das terras de Marinha for levada ao STF, é bem provável que seus ministros considerem a PEC como inconstitucional por ferir uma questão muito sensível no que tange à segurança e à proteção ambiental das costas brasileiras. (por Rui Martins)

quinta-feira, 30 de maio de 2024

LULA DEU UM GOLPE NA EDUCAÇÃO FEDERAL

 


Nesta segunda-feira, 27/05, o governo Lula assinou clandestinamente nos porões do Ministério da Gestão e Inovação, um acordo fake com uma organização sindical ilegítima, o Proifes, para colocar fim à greve da educação federal. Enquanto dezenas de servidores estavam nas portas do dito ministério protestando, representantes dessa organização entraram pelas portas dos fundos e se reuniram com enviados de Lula. Para completar a farsa, Feijó, preposto do sindicalismo pelego da CUT, foi até a sala onde se encontravam os representantes dos sindicatos legítimos da categoria para declarar que a greve estava encerrada!

Pelego do Proifes assina acordo nos porões do
MGI. Reacionarismo e rock de mãos dadas.
Para quem não conhece, o Proifes é uma organização sindical criada pelo governo Lula em 2008, quando Haddad era ministro da educação, enquanto estratégia para enfraquecer o Andes, esse o legítimo sindicato dos docentes das universidades federais. Isso porque o Andes havia cometido o terrível pecado de se colocar firmemente contra a reforma da previdência, promovida por Lula em 2003, e, por isso, foi punido pelo governo com a perda de sua carta sindical. O Proifes, portanto, já surgiu como uma entidade chapa branca, atrelada aos interesses antidemocráticos e antissindicais de Lula, visando dividir e enfraquecer o movimento dos docentes federais. 

No discurso, Lula diz defender a educação, mas na prática age contra ela de modo sistemático. Seu interesse com o setor não vai muito além de quantos votos ele consegue arrancar entre professores, alunos e técnicos. Para além das eleições, se congrega com setores capitalistas interessados em privatizar a educação pública, sacrifica os trabalhadores da educação em nome dos lucros dos banqueiros e impõe a intransigência nas negociações. 

E tudo isso quando concedeu recomposições salariais de até 60% para a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal, entidades profundamente bolsonaristas. Essa é a brilhante estratégia de Lula, esmagar os amigos e fortalecer os inimigos! É a estratégia digna de quem se acha ungido pelos deuses e acima do bem e do mal. 

Apesar do golpe de Lula, a greve segue!

Apesar da estratégia de Lula de esmagar a greve, essa seguirá firme e está ainda mais forte. A ação autoritária e desrespeitosa do presidente serviu apenas para despertar a ira de professores, técnicos e estudantes, os impulsionando ainda mais à luta. Dia 03/06, segunda-feira, ocorrerão atos de resistência nacionalmente e na porta do ministério da gestão e inovação para dar uma resposta incisiva e firme a Lula: não aceitaremos sermos desrespeitados! Todos e todas estão convocados a participar. 

Que Lula decida: ou está ao lado da educação e de seus trabalhadores ou está ao lado dos inimigos da educação! É momento de decisão e não cabe meio termo! (por David Coelho)

                 É assim que Lula trata a educação brasileira!

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