domingo, 2 de agosto de 2015

NÃO ADIANTA TENTAR VENCER NO FRONT DA COMUNICAÇÃO UMA GUERRA QUE ESTÁ SENDO PERDIDA NO FRONT ECONÔMICO

Meu artigo deste sábado (01/08), previsivelmente, foi mal recebido em espaços petistas, pois não entrou no espírito da autêntica tempestade em copo d'água que eles estão fazendo a partir de um episódio menor --principalmente se comparado ao terrorismo que já grassou por aqui.

Nos anos de chumbo, a direita executou atos de terrorismo duros, que chegaram a causar danos de monta e a ferir/assassinar pessoas. Houve sequestros e torturas praticados por paramilitares, houve invasão de teatro para espancar atores, houve envio de cartas-bombas para instituições e figuras notórias de esquerda (uma delas matou  Lyda Monteiro da Silva, senhora de 59 anos, funcionária da OAB/RJ), houve incêndios de bancas de jornais em plena luz do dia, etc. O pior de todos, se não malograsse, teria sido o do Riocentro, cujas vítimas provavelmente seriam milhares.

Partiram de gente organizada. Na década de 1960, principalmente do CCC, cujos quadros não integravam oficialmente o esquema de repressão, mas tinham suas atividades toleradas e até estimuladas pela ditadura. Na de 1970, dos agentes do DOI-Codi que, por baixo do pano, queriam sabotar a abertura  política do déspota esclarecido Ernesto Geisel.

Já os atentados ao Instituto Lula e ao Sintusp não provieram necessariamente de profissionais; o contrário é mais plausível.

Bombas caseiras, até as torcidas organizadas de futebol sabem fabricar. E os que invadiram o Sintusp podem haver sido meros fascistinhas da USP à cata de documentos comprometedores, que na saída teriam aberto as torneiras do gás sem se darem conta dos riscos inerentes.

Nunca devemos magnificar episódios desse tipo sem termos certeza de que sejam parte de uma verdadeira escalada terrorista e não ações isoladas de aloprados de direita. Lembremo-nos da fábula do menino que gritava lobo!... 

O chocante é que o atentado ao Instituto Lula esteja sendo tão superdimensionado (inclusive pela Dilma) e o do Sintusp haja sido totalmente ignorado (inclusive pela Dilma). Ambos se equivalem quanto aos resultados (poucos danos, ninguém ferido), mas no da USP o prédio poderia ter ido pelos ares exatamente quando os funcionários estivessem entrando para mais um dia de trabalho. 

Se os petistas houvessem praticado a solidariedade para com os outros agrupamentos de esquerda (um valor arraigado entre nós nos bons tempos que ficaram para trás...), estariam recebendo mais solidariedade agora. A empáfia é péssima conselheira. 

De resto, torno a repetir, chegou a hora de os governistas desistirem de tentar romper o isolamento político tirando da cartola os mesmos coelhos de sempre: encontros engana-trouxas com governadores, alarmismo para poderem posar novamente de mal menor, retórica fantasiosa de prometer o começo da recuperação econômica já para este ano quando até as pedras sabem que a coisa vai piorar muito antes de melhorar, etc.

O que está afundando cada vez mais o Governo Dilma é o empobrecimento dos brasileiros. E não será a partir de uma posição de absoluta fragilidade que ele conseguirá implantar pra valer o arrocho fiscal --que, aliás, não tem dado certo ultimamente em lugar nenhum do mundo, mas sim destruído as nações que caem nessa esparrela. 

A contagem regressiva está em curso e a única forma de Dilma conservar o mandato é descartando Joaquim Levy e seu receituário neoliberal. Se a teimosia e a arrogância a continuarem cegando, morrerá abraçada com ele.

sábado, 1 de agosto de 2015

LEMBREM-SE DO ATENTADO AO SINTUSP: INDIGNAÇÃO DE DILMA COM O TERRORISMO É SELETIVA!

Bomba caseira no Instituto Lula é ameaça à democracia
A presidenta Dilma Rousseff repudiou com firmeza o atentado ao Instituto Lula, independentemente de as imagens das câmeras de segurança evidenciarem que se tratava de mera intimidação. Os criminosos queriam apenas fazer barulho, não causar verdadeiros estragos ou ferir alguém.

Mas, o ato em si tem de ser repudiado, qualquer que haja sido a periculosidade. Portanto, ela está certíssima na sua avaliação:
"A intolerância é o caminho mais curto para destruir a democracia. Jogar uma bomba caseira na sede do Instituto Lula é uma atitude que não condiz com a cultura de tolerância e de respeito à diversidade do povo brasileiro".
Assim como estava erradíssima em  janeiro de 2012, quando ignorou olimpicamente um episódio muito mais grave, conforme qualquer um depreende deste alerta que lancei na ocasião:
Tentativa de explodir o Sintusp era uma irrelevância
"... ecos do frustrado atentado ao Riocentro ressoam na denúncia do Sindicato dos Trabalhadores da USP, de que acaba de ocorrer uma 'criminosa tentativa de sabotagem no Sintusp': quando os funcionários chegaram para trabalhar no dia 12, encontraram pastas e documentos revirados e todos os botões do fogão industrial abertos, sem que tivessem sido violados os cadeados de entrada nem as fechaduras das portas que dão acesso à entidade e salas internas.
Funcionários e estudantes se recordam de terem visto, na véspera, vigilantes da empresa Evik e policiais à paisana rondando o sindicato.
...Este é o último capitulo de (...) uma verdadeira ofensiva repressiva feita por parte da reitoria e do governo, que se dá através de processos administrativos, criminais e ações de espionagem contra os diretores e ativistas do sindicato e estudantes que lutam em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos".
Dercy Gonçalves explica
Ou seja, daquela vez uma simples faísca poderia ter mandado o Sintusp pelos ares, mas a presidenta da República enterrou a cabeça na areia, como costuma fazer quando é atingida a esquerda autêntica. Chegou ao cúmulo de esparramar copiosas lágrimas retóricas por um oficial da PM agredido nos protestos de rua, num momento em que manifestantes e repórteres eram simplesmente barbarizados pela corporação.

Adota postura diametralmente oposta quando a vítima é boa companheira, ou seja, pertence à fatia da esquerda que antes qualificávamos de reformista e agora está mais desvirtuada ainda (a ala governista do PT,  p. ex., se tornou verdadeira contradição em termos, uma esquerda neoliberal).

Também não me lembro de ter ouvido então a maioria das vozes hoje erguidas exaltadamente contra o terrorismo, numa overdose de indignação democrática. Por que será?

VOU SENTIR SAUDADES DO SORRIDENTE CHAPELEIRO MALUCO!

O francês Maurice Plas era a simpatia em pessoa. Nascido em 1927, chegou ao Brasil em 1951 e três anos depois já se instalava na lojinha do começo da rua Augusta, capital paulista, em que permaneceria até o final da vida. Morreu nesta semana.

Durante uns dois anos, morei quase em frente. Sua figura bonachona, os trajes um tanto  antiquados e a cabeça sempre coberta, anúncio permanente do seu principal produto, eram a última referência da Augusta chic de outrora, hoje uma via rua comercial banal durante o dia e zona de prostituição à noite.

Maurice começou como alfaiate sofisticado, especializando-se depois em chapéus, boinas, bonés e panamás. Tanto os produzia, inclusive sob medida, quanto adquiria de terceiros e até importava.  Sua loja (os dois filhos deverão tocar adiante o negócio familiar) é a última do gênero, indicada pelos comerciantes àqueles que ainda procuram tais itens.

Mais para me resguardar da friagem causadora de gripes e resfriados do que por moda, comprei um boné Plas baratinho em tempos de vacas magras e um melhorzinho no ano passado.

Nas duas vezes bati um bom papo com o Maurice, ótimo contador de histórias que era.  Narrou as peripécias da mudança de continente, fugindo da penúria e das incertezas do pós-guerra.

Vou sentir saudades do afável chapeleiro maluco e seu sorriso sempre aberto! 

sexta-feira, 31 de julho de 2015

FESTIVAL DE LAMBANÇAS QUE ASSOLA O PALÁCIO DO PLANALTO

Calma, Dilma! Não é o impeachment chegando... ainda.
Bem que o Gilberto Gil e o Torquato neto haviam dito, na canção Domingou:
"O jornal da manhã chega cedo
Mas não traz o que eu quero saber
As notícias que leio conheço
Já sabia antes mesmo de ler
Foi exatamente a sensação que tive diante dos relatos sobre a reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e governadores.

Reunir para nada decidir: a quintessência da chatice.
Eu não só conhecia a notícia, como havia antecipado o que aconteceria, no meu post do último domingo (26):
"Ela [Dilma] decidiu também que procurará cativar os governadores e líderes da oposição, no sentido de que abracem a causa da governabilidade e orientem suas bancadas a não abrirem mais rombos na canoa furada do ajuste do Levy. 
Haverá muita discurseira engana-trouxas e, noves fora, os parlamentares vão continuar defendendo apenas seus interesses, não os do povo ou do País. Dilma dá a impressão de que ainda crê em Papai Noel e coelhinho da Páscoa..."
O encontro só não foi totalmente inútil como eu disse que seria porque serviu... para agastar alguns governadores, distanciando-os ainda mais da comandante do Titanic.

É o que depreendo destas avaliações que me parecem mais próximas da verdade, seja por evidenciarem um espírito crítico que falta nas versões chapa branca, seja por se basearem em informações de bastidores que fazem mais sentido do que as ditas cujas. Como passei a vida inteira aprendendo que governos mentem (e conheci de perto a produção dos embustes oficiais, ao trabalhar na Coordenadoria de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes), fico com eles:
Eis o que faltava... e continuou faltando.
"...a Presidência da República divulgou em seu blog uma ótima notícia para a inquilina do Palácio do Planalto: 
'Os governadores das cinco regiões do país (...) fizeram uma defesa clara da democracia, do Estado de Direito e da manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma e dos eleitos em 2014. Na ocasião, os representantes dos 27 Estados brasileiros deixaram clara sua posição de unidade em favor da estabilidade política do país'. 
Quem lê o texto fica com a impressão de que Dilma arrancara dos governadores que se reuniram com ela no Palácio da Alvorada, inclusive os de oposição, uma manifestação unânime contra o impeachment. O único problema é que essa notícia é falsa. A posição dos governadores sobre a higidez do mandato de Dilma não é unânime. E o tema não foi debatido no encontro dos executivos estaduais com a presidente". (Josias de Souza) Obs. amadorismo e primarismo elevados à enésima potência. Quem acompanha com um mínimo de atenção o noticiário político, sabe muito bem que os governadores jamais dariam apoio tão incondicional a um governo tão mal avaliado. No mínimo, adotariam uma retórica evasiva, cautelosa. Troféu Pinocchio para o escrevinhador da lorota.
Foi ele que redigiu a versão do governo sobre a reunião?
 "...a presidente afirmou que a economia voltará a crescer antes do que os pessimistas imaginam, que o crédito voltará a ser abundante, e que está preparando o país para um novo ciclo de expansão do consumo. 
Com um discurso tão irrealista como esse, o mais provável é que a encenação promovida por Dilma sirva apenas para reduzir ainda mais sua credibilidade como interlocutora, uma das razões que têm alimentado a crise que seu governo atravessa". (Ricardo Balthazar) Obs. o prognóstico presidencial só se confirmará se os pessimistas estiverem prevendo a volta do crescimento para o final de 2018. Caso o governo atual perdure até lá, tudo fará para que a melhora se dê um pouquinho antes, a tempo de aumentar as chances eleitorais da situação. 
"...já no finzinho, [Dilma] mandou o recado que os governadores não queriam ouvir: precisa da ajuda deles para barrar a pauta-bomba no Congresso. Pior: insistiu que a crise é uma 'travessia', sem assumir nenhuma responsabilidade pela instabilidade econômica, e repetiu várias vezes que ela atinge 'to-dos', assim mesmo escandido, os governos.
Dilma tem mais é de ouvir a voz das ruas
Equivaleu a dizer aos que se abalaram a Brasília: me ajudem a embalar Mateus porque não pari sozinha. 
Acontece que os governadores pensam o contrário: a crise é do governo federal, que a criou e a agravou. Se Dilma quer ajuda para o ajuste fiscal, algo que muitos estão dispostos a ofertar, deveria pedir especificamente para isso e assumir a responsabilidade que lhe tange, sem tergiversar". (Vera Magalhães) Obs. foi bem na linha do que eu também já dissera, "com sua teimosia em considerar correto e imutável tudo que fez até agora, ela não para de levantar bolas para o time adversário marcar pontos", "não adianta querer sair do buraco com mais do mesmo, pois o resultado será... mais da mesma rejeição estratosférica atual". 
E é também a conclusão da Vera Magalhães que me parece o melhor balanço do (des)encontro:
"...mais uma reunião longa, cansativa e inócua, como aquela de 2013 e tantas outras. Dilma sairá dela tão impopular e desgastada quanto entrou, os governadores voltarão para seus Estados sem recursos e perspectivas de investimentos e a pauta-bomba continuará à espreita".
Enquanto isto, a recessão do Levy se agrava e a contagem regressiva avança. Ao invés de tentar salvar o já definitivamente fracassado ajuste de inspiração neoliberal, Dilma tem mais é de curvar-se à evidência dos fatos e pensar no que fará em seguida. 

A política abomina o vácuo de poder. Quando o governante não consegue apontar um rumo para o país e oferecer esperanças ao povo, acaba sempre surgindo quem o faça. As escaladas de Hitler e Mussolini começaram assim.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA (A IMPRENSA)

Pitoresca revelação do jornalista Mário Magalhães, no seu blogue, sobre um dos atuais candidatos à presidência da Fifa:
"No dia 12 de agosto de 1995, o dirigente número um do futebol sul-coreano, Chung Mong-joon, recepcionou por volta de dez jornalistas brasileiros em um almoço num hotel cinco estrelas de Seul. Brasil e Coreia jogariam poucas horas mais tarde na vizinha cidade de Suwon.
Enquanto não serviam a comida, e garrafas de uísque de boa procedência eram enxugadas, Chung entusiasmou-se e anunciou em inglês: 'Se a Coreia vencer hoje, cada um de vocês vai ganhar de presente um Accent'.
Trata-se de um modelo da Hyundai, a gigante automobilística que tem em Chung um dos controladores e herdeiros. Houve constrangimento de uns poucos repórteres mais escrupulosos, que recusariam o jabá, e excitação da maioria.
Durante a refeição, acompanhada de honestos vinhos franceses, o anfitrião --também deputado, vice-presidente da Fifa, à época lobista-chefe na disputa contra o Japão para sediar a Copa-2002 e hoje cotado para concorrer à Presidência da República-- radicalizou: 'Darei o carro mesmo se houver empate'.
Se beber, não prometa carros.
Quando um petardo do Dunga selou a vantagem brasileira por 1 a 0, em raro gol do volante pela seleção, um radialista traiu a ira desferindo um soco na mesa da tribuna do estádio. Adeus, Accent".
Eu também tenho histórias para contar, mas não do tipo que pudesse dar nome aos bois sem ser processado. Evito sempre divulgar integralmente algo controverso quando não posso apresentar provas ou testemunhos, pois a única postura digna para um jornalista levado ao tribunal é arguir a exceção da verdade. Sendo isto impossível, prefiro ficar longe das cascas de banana.
  
Vou, portanto, contar, os milagres sem identificar os santos:
  • certa multinacional da área de entretenimento, na década de 1980, convidava radialistas para encerrarem a árdua semana de trabalho espairecendo ao redor de uma piscina existente na sua sede. Garotas de programa eram contratadas para animar a festa e havia farta distribuição de cocaína. Sendo jornalista da imprensa escrita, nunca me convidaram nem eu aceitaria, mas quem me relatou tudo isso era de absoluta confiança;
  • uma assessoria de imprensa cuja redação eu chefiava certa vez organizou uma viagem à Europa, para jornalistas de Economia conhecerem as instalações de uma multinacional. O roteiro incluía escala desnecessária mas muito agradável em Paris. Um medalhão da área de Variedades (!) forçou a barra para ser incluído na comitiva, dando um chapéu nos seus colegas de Economia. Em Paris, ele comprou tudo que viu pela frente e botou na conta do hotel, paga pela empresa anfitriã. Na volta, o fulano não conseguiu escrever uma linha sobre a tal companhia, pois não era sua praia. Resolveu o problema entregando para publicação praticamente a íntegra do press-release que eu redigira, e que deveria servir apenas como pauta, não como texto final;
  • eu e quase todos críticos de música recebíamos das gravadoras um mundo de lançamentos que não nos interessavam e vendíamos tais discos para sebos. Certa vez o dono de um desses sebos foi pilhado com tal material (cuja venda era proibida) e denunciou à Polícia alguns dos fornecedores. Quando passei por sua loja, na maior cara de pau, ele relatou-me o ocorrido e ainda acrescentou que, se soubesse o meu nome, teria me entregado também. Um funcionário daquele sebo me contou depois o resto da história: havia divulgadores que vendiam a ele caixas fechadas, com 50 discos, que deveriam entregar aos disc-jockeys e produtores de programas musicais. Ou seja, cometiam furto e faziam dele um receptador de artigos roubados. Tinha sido para ocultar este lado mais escabroso de suas atividades que ele dedurara os críticos;

  • o maior jabaculê que me ofereceram foi uma estada de vários dias num hotel cinco estrelas. Estava colhendo dados para uma reportagem sobre a inauguração, que ocorreria dentro em pouco, e o dono, um grosseirão, foi logo me fazendo essa proposta indecente. Não lhe dei uma resposta enviesada por saber que o jornalão no qual eu trabalhava queria bajulá-lo ao máximo, sonhando com anúncios de página inteira. Desconversei, fiz a matéria que faria de qualquer maneira e nunca fui desfrutar meu brinde...

A IMPRENSA SOB O TERROR DA DITADURA E O TACÃO DA CENSURA

Artigos de resistência ao golpe
O Correio da Manhã (RJ) foi o primeiro veículo da grande imprensa a manter uma posição firme contra o golpe militar. Tinha uma constelação de grandes jornalistas de esquerda, como Otto Maria Carpeaux, Paulo Francis, Antonio Callado, Jânio de Freitas, Sérgio Augusto, Márcio Moreira Alves e Hermano Alves. Os artigos que Carlos Heitor Cony escreveu sobre os primeiros tempos da ditadura, sarcásticos e combativos, foram depois por ele reunidos em livro: O Ato [alusão aos Atos Institucionais baixados pela ditadura] e o fato.

Quase um nanico, A Tribuna da Imprensa havia sido fundada pelo corvo Carlos Lacerda mas, na ditadura, se tornou uma espécie de trincheira pessoal do combativo jornalista Hélio Fernandes, irmão do Millôr. Seus editoriais, cuspindo fogo contra os tiranos, ocupavam a capa inteira, ou deixavam um pequeno espaço para as manchetes; eram o maior, talvez único, atrativo  do matutino. Foi o dono de jornal mais intimidado e retaliado pelos militares.

Longe de serem de esquerda, O Estado de S. Paulo e o Jornal da Tarde honraram o passado de resistência ao arbítrio: repetindo a postura adotada face à ditadura getulista, foram os dois veículos da grande imprensa que mais resistiram à censura do regime militar na primeira metade da década de 1970. 
Camões no trecho censurado

Enquanto os demais, que publicavam as matérias sem os trechos cortados e aceitavam substituir as matérias integralmente vetadas por outras, inofensivas, o Estadão preenchia esses espaços vagos com poesias e o Jornal da Tarde com receitas culinárias. Assim, os leitores podiam saber exatamente qual era o espaço ocupado pelos textos tesourados e até adivinhar a que se referiam.

Em meados da mesma década, a Folha de S. Paulo reuniu um elenco de primeira linha da esquerda: Paulo Francis, Alberto Dines, Samuel Wainer, Tarso de Castro, Plínio Marcos, Osvaldo Peralva, João Batista Natali e outros, com o trotskista Cláudio Abramo dirigindo a redação. Motivo: pouco antes da posse de Ernesto Geisel, o dono do jornal, Otávio Frias de Oliveira, foi aconselhado a assim proceder pelo estrategista do novo presidente, Golbery do Couto e Silva. Ele planejava a abertura e queria um contraponto à influência que O Estado de S. Paulo presumivelmente adquiriria.

Em termos jornalísticos, nunca a Folha teve ou teria depois tanta qualidade. O suplemento especial sobre os 60 anos da revolução soviética, p. ex., é inesquecível, com cada um dos grandes jornalistas tendo uma página inteira para preencher com seu artigo. E a página dominical Jornal dos jornais, do Dines, dava dicas valiosíssimas sobre os bastidores do regime, que serviam até para alertar os que deveriam se precaver contra perspectivas nefastas.

Tente achar a pegadinha...
Mas, uma crônica inconsequente do Lourenço Diaféria, dizendo que a estátua do Duque de Caxias só servia para os mendigos urinarem, deu pretexto para uma intervenção do II Exército, que exigiu a cabeça de Cláudio Abramo (deixou de ser diretor de redação e virou correspondente em Londres) e outros. A primavera da Folha terminou, com o jornal se tornando bem mais comedido sob a direção de Boris Casoy e, depois, do filho do patrão.

O semanário Pasquim foi o grande respiradouro da imprensa na virada dos anos 60 para os 70, com Paulo Francis pontificando nos comentários políticos e humoristas como o Millôr Fernandes, Jaguar, Ziraldo e Henfil soltando suas farpas na área de costumes, além de fazerem também suas alusões ao arbítrio e à burrice institucionalizada. Outros destaques eram Ivan Lessa, Tarso de Castro e o guru da nova esquerda Luís Carlos Maciel. Havia, ainda, colaboradores de peso como Glauber Rocha, Chico Buarque, Caetano Veloso e Carlos Heitor Cony.

Anárquico, irreverente, difundindo o jeito carioca de ser num Brasil ainda provinciano, atraiu um público jovem e não necessariamente politizado. Chegou a vender mais de 200 mil exemplares, tiragem superior à de muitos veículos da grande imprensa, antes de sucumbir ao arbítrio oficial e ao terrorismo oficioso: imposições da censura, prisões de integrantes da equipe, atentados contra bancas de jornais que ousassem vendê-lo, etc. 
Um semanário corajoso

Finalmente, mais na linha da esquerda convencional, os alternativos Opinião, Movimento, Em Tempo e Coojornal foram outros respiradouros importantes, ao longo da década de 1970. Atingiam um público bem menor que o do Pasquim, de pessoas que já pertenciam à esquerda ou com ela simpatizavam, a maioria do meio estudantil.

Corajosamente, conseguiam passar a esse pequeno universo informações importantes que a grande imprensa preferia não revelar (ou era impedida de fazê-lo).

UM DOS MUITOS EPISÓDIOS BIZARROS DA 'SENÇURA' DO REGIME MILITAR

O humor combatendo o horror
Fuçando nos blogues de cinema à cata de filmes para baixar, deparei-me com um cuja existência havia esquecido por completo: A rebelde (La califfa), de um diretor italiano pouco prolífico, Alberto Bevilacqua. É de 1970 e tem Romy Schneider e Ugo Tognazzi nos papéis principais.

Na época eu o vi, mas não me marcou nem foi sucesso de público ou crítica. Trouxe-me, contudo, à lembrança um dos incontáveis episódios bizarros da ditadura militar. Como bem sacou o genial Sérgio Porto, o dia 1º de abril de 1964 marca o início do  festival de besteiras que assolou o país...

Num sábado de 1972, logo de manhãzinha, encontrei no Jornal da Tarde a notícia de que dez filmes em cartaz na capital paulista seriam proibidos logo depois do fim de semana. 

Pateticamente, a censura decidira voltar atrás, recolhendo fitas que já havia liberado (após ordenar os costumeiros cortes); mas, para não prejudicar o faturamento das empresas cinematográficas, iria permitir que fossem exibidos até a última sessão de domingo.

De imediato, numa reação característica dos que éramos obrigados a suportar a obtusidade encastelada no poder, eu e a minha companheira programamos uma verdadeira maratona cinematográfica: a uns seis conseguimos assistir ou rever, pulando de cinema em cinema, na certeza de que ficaríamos deles privados por longo tempo.
Reportagem da revista Realidade (1967)

Lembro-me de que, mesmo pelos critérios ridículos da censura, A rebelde destoava do restante da lista: Sacco e VanzettiQueimada! e que tais. Todos filmes políticos bem contundentes. [É quase certo que O Caso MatteiA chinesaA classe operária vai para o paraísoInvestigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita e Z também fizessem parte do lote].

Na categoria  estranhos no ninho  enquadrava-se também  Sopro no coração, mostrando um caso de incesto em clave bem poética.

Não consegui encontrar a lista na busca virtual, mas desencavei um registro no Diário Oficial da União, dando conta de que as  otoridade  decidiram, baseadas no artigo 176, do Decreto n° 56.510, de 28 de junho de 1965, proibir a exibição do A rebelde, sem mais nem menos, não dando  qualquer explicação. Fazemos porque podemos, e fim de papo!

A publicação no DOU é do dia 21/02/1972, exatamente uma 2ª feira.

Imagine esta cena com a bolinha preta ali...
No final da década o pacote todo seria liberado de novo e alguns até reprisados nos cinemas, aproveitando o embalo; outros, como A rebelde, não foram considerados chamativos nem mesmo com a aura de malditos.

Por último, vale registrar que, como o ridículo dos censores não tinha limites, eles conseguiram produzir um episódio ainda mais grotesco.

Já que A laranja mecânica ficaria ininteligível se fossem  tesouradas  todas as cenas de nus, ordenaram que se aplicassem umas bolas pretas sobre a genitália dos atores e atrizes. Seios e nádegas podiam ser vistos; vaginas e pênis, não.

Aquelas bolinhas pinguepongueando pela tela se tornaram causa de humor involuntário: os espectadores caíam na gargalhada!

APOLLO NATALI: "ESTAÇÃO CENSURA".

Em pleno século 21, dentre 179 países pesquisados, apenas três deles (Finlândia, Holanda e Noruega), não enfrentam as dores da censura, informa a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteira .

No dia-a-dia das canseiras dos mortais, bocas são emudecidas por variados matizes de tirania: a da política, da economia, a doméstica, aquela de indivíduo para indivíduo. Qual o limite para a liberdade de expressão? 

Vivemos nos limites da lei e da ordem, eis a resposta -- insuficiente -- do Estado democrático. Em meio a deslumbrados arroubos retóricos sobre como não consentir que nos calem a boca, encontramos o personagem considerado o campeão mundial da liberdade de expressão, um inglês. 

Garimpamos um primeiro diamante dele, precioso xarope a nos liberar a garganta. O que ele diz pode ser considerado hoje um elementar ovo de Colombo, mas é tido por renomados pensadores como o supra-sumo do ideal de liberdade: 
"Acima de todas as liberdades está a liberdade de saber, de proferir e discutir livremente de acordo  com a consciência".
Está em Areopagítica, do inglês John Milton, da Top Books, datada da metade do século 17 – quatro séculos antes de a Declaração de Windohek, em 1991, apontar a liberdade, a independência e o pluralismo da imprensa como princípios essenciais para a democracia e os direitos humanos. 

Pouco lembrada hoje em dia, tal obra seiscentista é, no entanto, considerada um dos mais importantes documentos da história da liberdade. O panfleto, conhecido como Discurso pela liberdade de imprensa ao Parlamento da Inglaterra, tencionava obter a anulação dos Ordenamentos de 1643, que impuseram a censura prévia na forma de obrigatoriedade de autorização e registro para publicação de qualquer material escrito.

O termo Areopagítica é emprestado do orador Isócrates,  355 a.C, que pedia a restauração do Conselho do Areópago na democracia ateniense. Entre suas bravatas naquele trevoso tempo em que se proibia até a Bíblia e o destino dos livros e seus autores eram a fogueira, John Milton, contemporâneo de Shakespeare (sobre quem, aliás, escreveu), visitava o gênio Galileu Galileu em sua prisão domiciliar, numa época em que a Inglaterra ”gemia sob a censura espanhola”.   

Atreveu-se a fazer um retrato grotesco dos censores e a demonstrar que a censura não passava de um monstruoso equívoco, sempre associado à tirania. Como se São Pedro tivesse dado aos censores as chaves da imprensa juntamente com as do Paraíso, zombava. Mais dia, menos dia, seria preso. Foi encarcerado em 1759.

O diplomata, crítico e poeta Felipe Fortuna, em sua nota explicativa sobre Areopagítica, indica que a obra é estruturada em quatro partes e seu principal objetivo é a defesa da total liberdade de imprensa, a fim de tornar possível o maior avanço do conhecimento da verdadeAs quatro partes:
A inquisição queimava livros na Idade Média...
  • demonstração histórica de que a censura é um produto da Inquisição católica e, como tal, contrária ao pensamento da Inglaterra protestante, o que tornava contraditória sua admissão pelo status quo inglês. O autor demonstra que a censura esteve sempre associada à tirania e, nos tempos modernos, ao reacionarismo católico do Concílio de Trento, na Contra-Reforma. 
  • sustentação de que o bem e o mal estão inextricavelmente ligados, não sendo possível coibir apenas um deles sem atingir profundamente o outro. Defesa do benefício da liberdade de imprensa, uma vez que o conhecimento e a verdade surgem do contato com o que existe de bom e de mau nos livros, cabendo ao leitor buscar o que neles mais lhe agradar. Mesmo autores ímpios, argumenta, tinham sido lidos com proveito por apóstolos e teólogos, ao longo do tempo. Cita a pérola anti-censura do apóstolo Paulo: Discerni tudo e ficai com o que é bom.
  • condenação da censura prévia de qualquer livro, em nome da razão e da liberdade, fundadoras da virtude. Ressalta o aspecto da inutilidade da censura, uma vez que os maus livros são verdadeiramente combatidos quando suas ideias ficam expostas e não quando permanecem ignoradas. A censura, diz, jamais conseguirá ser completa ou eficiente.
  • demonstra que é impossível tornar as pessoas virtuosas pela coerção externa, já que o combate à corrupção moral se faz com o poder da escolha racional. A censura impede que se exerça a faculdade do juízo e da escolha, desestimula todo tipo de estudo, humilha a nação, cria um ambiente de perene estupidez.
...a Juventude Hitlerista no século passado...
Advoga que antes “do mais anticristão Concílio”, o de Trento, da Contra-Reforma, e da Inquisição “a mais tirânica de quantas houve”, os livros foram sempre admitidos livremente no mundo como qualquer outro nascimento. Nunca se ouvira dizer que um livro, em pior situação do que uma alma pecadora, devesse ficar postado diante de um júri antes de vir ao mundo. Há limites do poder estatal em questões de conduta privada, reclamava. Confinar os livros, encarcerá-los e submetê-los à mais rigorosa justiça é como tê-los  como malfeitores.

Aplica a todos os meios de expressão esta sua universalmente conhecida defesa do livro
"...porque os livros não são coisas absolutamente mortas; contêm uma espécie de vida em potência, tão prolífica quanto a alma que os engendrou. E mais: eles preservam, como num frasco, o mais puro e eficaz extrato do intelecto que os produziu.
Estou convencido de que eles são tão vivos e tão vigorosamente fecundos quanto aqueles dentes de dragão da fábula citada por Camões, os dentes de Cádmio, que se reproduziam ao mesmo tempo em que uns aos outros se davam à morte dura.
...e alguns grupos radicais ainda hoje.
 Muitos homens não passam de um fardo sobre a Terra mas um bom livro é o precioso sangue de um espírito superior, conservado e guardado com vistas a uma vida para além da vida".
A censura é equiparada a um massacre: 
"Deveríamos refletir sobre o tipo de perseguição que desencadeamos contra as obras vivas dos homens públicos, para não causarmos a perda de uma vida humana, amadurecida, preservada e acumulada em livros; vemos logo que se pode cometer assim uma espécie de homicídio, às vezes até mesmo um martírio e se isso se estende a toda impressão, corresponde a um verdadeiro massacre, pois que a execução, no caso, não se esgota no aniquilamento de uma vida rudimentar, mas alcança aquela etérea quintessência, que é o sopro de vida da própria razão. E isso atenta contra a imortalidade e não simplesmente contra a vida".
Finalmente, John Milton apontou o mais temível desastre provocado pela censura:
"O passar do tempo raramente recupera a perda de uma verdade rejeitada, cuja falta faz nações inteiras esperarem pelo pior".  

BOULOS: "O MÍNIMO A SE ESPERAR DE UM GOVERNO SOBERANO SERIA MANDAR A S&P À M...".

Entre pasmo e enojado, venho acompanhando o direita, volver! da ala governista do PT, cada vez mais prostrada à ortodoxia capitalista. 

A presidenta Dilma Rousseff, p. ex., é uma ex-pedetista que, com sua rendição incondicional aos exploradores, faz o Leonel Brizola revirar no túmulo. Ela se referiu ao acerto das contas com a banca internacional como uma grande realização do PT, aderiu ao neoliberalismo, é a responsável última pela implementação de uma política econômica infame e agora, pateticamente, está obcecada em evitar que a nota do Brasil seja rebaixada por uma agenciazinha de risco com credibilidade zero.

Como o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, acaba de dizer tudo que havia para se dizer a respeito da tal Standard & Poor's, vai me poupar dessa tarefa típica de laboratório de análises clínicas. A escatologia é necessária mas, se um já dá conta de lidar com os excrementos, não precisam ser dois os nauseados.    

CHANTAGEM FINANCEIRA

                            Guilherme Boulos

Nesta terça (28), a agência de risco S&P rebaixou a nota do Brasil e apontou a perspectiva de perda do grau de investimento para o país.

O governo Dilma reagiu docilmente, dizendo que o Congresso deveria entender o sinal da agência e agilizar a aprovação do ajuste fiscal. O medo do governo de um ataque especulativo tornou o país refém das piores chantagens financeiras.

Os bancos, fundos de investimento e outros agentes do mercado impõem uma política recessiva onde só eles ganham. Juros selvagens, cortes sem fim no orçamento e ataques a direitos sociais. O governo aplica como bom aluno, para dar sinal ao mercado de que o país cumprirá seus compromissos com o 1% de mandachuvas do planeta e, assim, manter o grau de investimento.

Nem isso adiantou. A voracidade do mercado não tem limites. E as agências de risco - a começar pela S&P - estão longe de uma análise técnica e imparcial das condições econômicas. São na verdade agentes políticos, com interesses próprios e sem credibilidade alguma, ao menos após 2008.

Antes dos jornais repercutirem em letras garrafais e acriticamente as previsões da S&P, não caberia lembrar que até a manhã de 15 de setembro de 2008, dia de sua falência, o banco Lehman Brothers contava com nota A (grau de investimento seguro) pela mesma agência?

Ou que, em 2012, a S&P foi condenada a pagar mais de US$ 16 milhões a prefeituras australianas que confiaram em sua análise de risco dos Fundos Rembrandt, que geraram prejuízos milionários a seus investidores?

Ou ainda que, em 2013, o governo dos Estados Unidos entrou com uma ação judicial contra a S&P pedindo indenização de US$ 1 bilhão por  sua responsabilidade no desencadeamento da crise de 2008?

Os créditos subprime, vetores da crise, receberam nota máxima da agência AAA, incentivando investimentos bilionários, que precipitaram o estouro da bolha. Segundo o Departamento de Justiça norte-americano, a agência atuou "conscientemente e com a intenção de fraudar, participou e executou um esquema para fraudar os investidores".

Paul Krugman, prêmio Nobel de economia, escreveu o seguinte após o rebaixamento da nota dos EUA pela S&P: "as agências de classificação de risco jamais nos proporcionaram qualquer motivo para que nós levássemos a sério as suas avaliações sobre solvência nacional. É verdade que nações que declararam moratória geralmente foram rebaixadas antes que isso acontecesse. Mas em tais casos as agências de classificação de risco estavam simplesmente seguindo os mercados, que já haviam repudiado esses devedores problemáticos".

Ou seja, suas previsões não merecem credibilidade. Vale aqui o ditado de que "quem paga a banda, escolhe a música". Essas agências são financiadas pelas próprias corporações que devem avaliar, tem seus patrões como clientes. Não há como falar em independência. Avaliam as empresas e os países obedecendo os interesses de quem as financia. E jogam com a ameaça de rebaixamento para favorecer esses mesmos interesses.

O nome disso é chantagem.

O governo Dilma, com sua política econômica covarde e recuos sem fim, está deixando o país refém de agiotas desmoralizados. Vale mais uma vez a advertência: buscando a governabilidade na banca - mesmo assim frustrada - está perdendo aceleradamente a governabilidade nas ruas. A cada dia diminui sua margem de manobra.

O mínimo a se esperar de um governo soberano, diante desta situação, seria mandar a Standard e Poor's à m... sem meias-palavras.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CUSTOU-NOS MUITA LUTA TERMOS LIBERDADE DE EXPRESSÃO. VAMOS PERMITIR QUE QUALQUER FACEBOOK A PISOTEIE?

Mensagem do Facebook lembra a tesoura da ditadura 
confesso que estava passando batido pelo problema da censura no Facebook até que ela me atingiu, no último domingo, 26. 

Como sempre faço, tentei comunicar que publicara no meu blogue um novo artigo. Mas, fui impedido: 
"essa mensagem possui conteúdo bloqueado: Sua mensagem não pode ser enviada pois ela tem conteúdo que outras pessoas no Facebook denunciaram como abusivo".
Como abominava a censura da ditadura militar --cheguei a responder a um processo estapafúrdio no Fórum João Mendes, que não deu em nada mas obrigou-me a comparecer umas quatro vezes, convocado para as 13h e tendo de ficar mofando naquele ambiente desagradável cerca de quatro horas até começar a audiência que me dizia respeito-- desde a redemocratização denuncio veementemente qualquer veto, boicote ou emasculação dos meus textos. 

Foi o que imediatamente fiz. Inclusive, tentei postar no próprio Facebook a minha catilinária contra a censura do Facebook... e consegui. Aí, repeti a tentativa de divulgar o artigo político e constatei que continuava embargado. Ou seja, tratava-se de algum tipo de gatilho automático, que dispara apenas quando existe tal ou qual palavra no texto. 

Pesquisando no Google, constatei que, durante a onda de manifestações de rua contra a Copa do Mundo, a meninada se queixava de que acontecia exatamente o mesmo quando suas mensagens citavam "Exército", "Forças Armadas", "Guarda Nacional".  


Já o amigo jornalista Rui Martins levantou a possibilidade de que a censura tivesse ocorrido a partir de um uso desvirtuado do ícone no qual os usuários do Facebook podem clicar para denunciarem conteúdo pornográfico.


Como a empresa não dá satisfações, somos obrigados a ficar no terreno das hipóteses.  E, claro, indagando-nos se uma companhia ponto.com dos Estados Unidos tem o direito de, atuando em nosso país, ignorar o que reza a Constituição da República Federativa do Brasil:

"Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei" (art. 5, § 2º)
"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (art. 5, § 9º)
"A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição" (art. 220)
"É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística" (art. 220, § 2º)
E não age às escondidas. Já nos padrões de sua comunidade, deixou claro que faria exatamente o que está fazendo:
"As pessoas usam o Facebook para compartilhar suas experiências e conscientizar os outros sobre assuntos que consideram importantes. Isso significa que você pode encontrar opiniões diferentes das suas, o que acreditamos que possa gerar conversas importantes sobre temas complexos. No entanto, para equilibrar as necessidades, a segurança e os interesses de uma comunidade diversificada, temos que remover determinados tipos de conteúdos controversos ou limitar o público que os visualiza [o grifo é meu]".
Esta postura está coerente com o enfoque jurídico dos EUA. Lá, apenas os governos federal, estaduais e municipais são obrigados a respeitar escrupulosamente a liberdade de expressão. Organizações particulares podem, a bel prazer, impugnarem conteúdos  que a empresa não deseje veicular.

É isto que queremos para o Brasil? Caso contrário, por que permitimos que brasileiros estejam sendo submetidos a tais restrições?
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