quinta-feira, 30 de outubro de 2014

VIDA QUE SEGUE

Foi um duro golpe para mim, constatar o estrago causado pela última eleição presidencial nas minhas esperanças de uma retomada revolucionária.

Sou sincero: considero esgotado o papel positivo do PT e urgentemente necessária a afirmação de uma nova vanguarda, que volte a priorizar a luta contra o capitalismo, disposta a implodir a dominação de classe ao invés de apenas atenuar os excessos cometidos pela classe dominante.

Até lá continuaremos patinando sem sairmos do lugar. Então, na minha maneira de ver as coisas, a reeleição de Dilma significou mais quatro anos riscados do calendário da revolução (a menos que os jovens indignados voltem para as ruas e comecem a escrever uma nova História, pois eles são, agora mais do que nunca, a esperança que nos resta). 

E, como enxergo um palmo adiante do nariz, temo que o continuísmo, da forma como foi assegurado (com abuso clamoroso da máquina governamental, da propagação de falácias e da pregação do ódio), seja respondido pela direita com a tentativa de impeachment da presidenta Dilma.

Isto poderá levar a consequências imprevisíveis, com a conjugação das crises política e econômica (pois o que nos espera em 2015 é uma recessão inevitável, que talvez desemboque numa depressão).

Mas, exatamente porque o porvir se augura ameaçador, continuarei cumprindo o papel quem me atribui: o de estimular a reflexão sobre o momento e as perspectivas históricas, propondo visões alternativas às dominantes. Até agora, tem sido uma pregação no deserto: por mais certo que esteja nos meus alertas, não venho conseguindo alterar um milímetro o rumo dos acontecimentos.

Mesmo assim, creio haver motivos para perseverar. Principalmente por existirem tão poucos internautas, e a proporção é menor ainda entre os de esquerda, com convicções e coragem para remarem contra a corrente, desafiando e desnudando as posições oportunistas dos que desistiram de dar um fim à exploração do homem pelo homem.

Vida que segue, portanto. O que muda é a ênfase cada vez menor que este blogue dará à política oficial, às escaramuças dos que querem apenas conquistar, manter ou ampliar seu poder sob o capitalismo. 

Depois dos horrores da última campanha, a política oficial só me causa o mais profundo asco e a mais extrema indignação. Sinto-me como Glauber Rocha, no seu desabafo visceral em Terra em Transe, pela boca do personagem Paulo Martins (Jardel Filho):

"Não é mais possível esta festa de medalhas, este feliz aparato de glórias, esta esperança dourada nos planaltos. Não é mais possível esta festa de bandeiras com guerra e Cristo na mesma posição! Assim não é possível, a impotência da fé, a ingenuidade da fé.

Somos infinita, eternamente filhos das trevas, da inquisição e da conversão! E somos infinita e eternamente filhos do medo, da sangria no corpo do nosso irmão!

E não assumimos a nossa violência, não assumimos as nossas idéias, como o ódio dos bárbaros adormecidos que somos. Não assumimos o nosso passado, tolo, raquítico passado, de preguiças e de preces. Uma paisagem, um som sobre almas indolentes. Essas indolentes raças da servidão a Deus e aos senhores. Uma passiva fraqueza típica dos indolentes.

Não é possível acreditar que tudo isso seja verdade! Até quando suportaremos? Até quando, além da fé e da esperança, suportaremos? Até quando, além da paciência, do amor, suportaremos? Até quando além da inconsciência do medo, além da nossa infância e da nossa adolescência suportaremos?"

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PAUSA PARA RECICLAGEM

Já são quase oito anos de atividades incessantes, começando pelo blogue Celso Lungaretti - O rebate e depois se diversificando com o Náufrago da Utopia e o Diário de campanha do Lungaretti. Chega o momento de fazer uma pausa para reciclagem.

Há muito estou precisando recuperar o fôlego. Esperei até o desfecho da eleição presidencial de 2014 porque, embora esteja totalmente cético quanto à possibilidade de fazermos avançar a revolução por meio da (e em meio à) putrefata política oficial, percebi uma tempestade se formando no horizonte e tudo fiz para alertar os que a podem evitar.

Nem isto consegui. Então, só me resta torcer para que estejam equivocadas as minhas previsões. 

Faço uma última recomendação: que os dirigentes da esquerda palaciana aprendam a evitar os confrontos cujo desfecho será desastroso a médio ou longo prazo. Há vitórias que conduzem a acachapantes derrotas e aos mais terríveis retrocessos. A História será implacável com os pastores que conduzirem seus rebanhos ao extermínio.  

De resto, vou refletir profundamente sobre os caminhos para concretizar a contribuição que eu ainda me proponho a dar, nos anos que me restam, para a causa à qual tenho dedicado toda a minha vida consciente.

O certo é que continuarei apostando nos movimentos e mobilizações que surjam nas ruas, à margem do sistema falido e na contramão dos podres poderes. Quando eu tiver a possibilidade de desempenhar um papel na formação de novas gerações de revolucionários, sem os defeitos e os vícios daquelas que se tornaram parte da realidade que deveriam transformar, será a hora de voltar ao ringue. 

A tarefa que gostaria de estar desempenhando a partir do day after da eleição presidencial seria a da construção de uma nova esquerda. A velha, contudo, insiste em pular fora do caixão, embora sua sobrevida já nada nos augure de bom. No mínimo, o cronograma da revolução terá sofrido um substancial atraso. Torçamos e façamos figa para que seja só este o prejuízo. Um novo 1964 é tudo de que não precisamos.

De minha parte, não vejo mais motivo nenhum para me ocupar da política oficial, exceto se o País vier a enfrentar a ameaça de uma nova ditadura. Aí, nenhum antigo resistente poderá se furtar ao dever de lutar com todas suas forças contra uma recaída nas trevas. 

Mas, não havendo emergências nem o tão aguardado ascenso revolucionário, este blogue permanecerá em recesso indefinidamente, com repostagens esporádicas de textos antigos para mantê-lo vivo.

domingo, 26 de outubro de 2014

NINGUÉM É TOTALMENTE DESPROVIDO DE TALENTO. O DE JOSÉ PADILHA, P. EX., É REDIGIR ARTIGOS...

Quando eu já estava desistindo de José Padilha, eis que ele me surpreende com algo realmente bom: seu artigo sobre como o autor de A desobediência civil encararia a eleição presidencial brasileira de 2014. Um texto infinitamente melhor do que suas apologias cinematográficas da bestialidade e da tortura. 

Parece-me que, quanto à escolha de carreira, ele só acertou em termos financeiros (apostar nos maus sentimentos das pessoas rancorosas é receita certa de sucesso!); dedicando-se à escrita, talvez nos oferecesse criações de real valor artístico.

Vamos ao que viemos:

NEM AÉCIO NEM DILMA; 
EU FECHO COM THOREAU

Henry David Thoreau escreveu em Vida sem princípio: 'O que se chama de política é algo tão superficial e desumano que eu sequer consigo imaginar que tenha a ver comigo'.

E depois, em A Desobediência Civil: 'Nenhum homem está obrigado à erradicação de qualquer mal, mesmo que seja o mais terrível deles... Mas todo homem tem a obrigação de limpar as mãos e não dar apoio a mal algum'.

A posição do americano Thoreau (1817-1862), construída a partir de uma concepção individualista e extremada da ética --ele foi preso por não pagar impostos a um Estado que aceitava a escravidão--, é inexistente no Brasil, onde impera um pragmatismo escroto.

Acho que seria bom se algum político, artista ou intelectual brasileiro assumisse postura semelhante à de Thoreau. Desse ponto de vista, dar apoio a Aécio ou a Dilma, ao PSDB ou ao PT/PMDB, seria dar apoio à desonestidade e à truculência que constituem a campanha de ambos.

Afinal, dos dois lados existem acordos com políticos desonestos, doadores de campanha para lá de suspeitos (há quem diga que há caixa dois proveniente do desvio de recursos públicos), propagandas eleitorais mentirosas e uma falta de integridade intelectual acachapante.

Dadas as circunstâncias descritas acima, Thoreau bateria de frente com os artistas e intelectuais brasileiros que fizeram questão de declarar seu voto neste ou naquele candidato.

Diria que sacrificaram a sua integridade ética e intelectual em função de escolhas medíocres (quaisquer que sejam elas), feitas à margem dos acontecimentos que realmente importam ao país.

DISPUTAS - E que acontecimentos seriam esses? Thoreau era amante do individualismo radical. Ele valorizava, acima de tudo, atitudes advindas do inconformismo ético e moral. À cabeça me vêm dois juízes: Sergio Moro e Joaquim Barbosa. Foram eles que, para horror da nossa classe política, documentaram como a banda toca no governo, no Congresso e nas empresas estatais.

Pergunto: será que a banda toca do mesmo jeito nos Estados e nos municípios? Será que no Brasil, fornecer para o governo ou para empresas estatais é assinar certificado de suspeição?

Uma coisa é certa: a cada ciclo eleitoral, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, no Executivo ou no Legislativo, há no Brasil uma disputa ferrenha por posições que conferem, para este ou para aquele grupo político, o poder de influir nas decisões relativas aos gastos públicos.

Disputa-se, sobretudo, o poder de indicar (para cargos-chave) gente especializada em aumentar o preço de obras, em receber kick-back (propina) de fornecedores e em distribuir recursos via doleiro. É assim que se irriga o caixa dois dos partidos, é assim que se compra apoio político (mensalões) e é assim que se financiam as próximas eleições.

Tenho a impressão de que, sabedor de tudo isso, Thoreau conclamaria os brasileiros a não comparecer às urnas. Teria a propaganda eleitoral gratuita e os debates do segundo turno como argumentos a favor da sua causa. Perguntaria: 'E se os dois lados tiverem razão quando falam um do outro?'.

A quem retrucasse que votar fortalece a democracia, Thoreau responderia: as mudanças não virão desta política, virão de fora --de um processo de desconstrução da mesma, movido por indivíduos sem filiação partidária.

Serão os juízes, os jornalistas, os intelectuais inconformados que, estimulando a indignação de seus compatriotas, farão a diferença no longo prazo.

Thoreau escreveu em A escravidão em Massachusetts: 'O futuro do país não depende de como você vota nas eleições. Depende de que tipo de homem sai da sua casa todos os dias'.

Mas, como somos obrigados a votar, talvez só nos reste mesmo o pragmatismo escroto --a opção de, engolindo nossa convicções éticas, optar pelo mal menor (cada um tem o seu) e associar nossos nomes aos PTs, PSDBs ou PMDBs da vida.

Se é isso, então vamos lá que hoje é dia de eleição: Marcelo Freixo e cia. fecham com Dilma. Marina Silva e cia. com Aécio. Eu fecho com o Thoreau. E você, fecha com quem?

sábado, 25 de outubro de 2014

AÉCIO REPRESENTA O RETROCESSO E DILMA, O REPRESAMENTO DO ÍMPETO REVOLUCIONÁRIO.

O último debate eleitoral do 2º turno da sucessão presidencial foi uma reprise dos outros três: Dilma sempre gaguejando e repetindo como disco arranhado a propaganda (enganosa, como toda propaganda) oficial, Aécio sempre causando impressão um pouco melhor, nada de espantar, mas algo mais próximo do que deva ser quem exerce a Presidência da República.

Um batalhão de pesquisadores, coordenado por marqueteiros, os mune de um imenso arsenal de dados que só servem para exibirem e depois jogarem fora: presidente estabelece prioridades e coordena seus ministros, não se ocupa pessoalmente das questiúnculas administrativas. Embora pose fingindo inspecionar obras ou atrapalhando os que trabalham em situações de emergência, aquilo tudo é só pra videota ver.  

Então, se nos ativéssemos apenas às qualidades pessoais para o exercício da função presidencial, teríamos de votar em Aécio Neves, que sugere, ainda que remotamente, um estadista. 

Dilma Rousseff fez questão de projetar a imagem de gerentona porque, no fundo, era a única convincente no seu caso. Afinal, não passa de uma guerrilheira que virou tecnoburocrata. 

Antes, queria contribuir para a revolução, uma obra coletiva que depende, fundamentalmente, de que os explorados, em algum trecho do caminho, assumam a causa e a levem à vitória. Se ela houvesse permanecido fiel aos ideais de outrora, teria estimulado a conscientização, participação e organização do povo, pois é ele quem pode fazer a revolução. Revolucionários somos apenas os abre-alas, não os sujeitos da revolução.

Mas, a derrota dos anos de chumbo lhe fez muito mal e suas ambições se reduziram a quase nada. Passou a se ver meramente como uma gestora do capitalismo, que tenta gerenciar melhor o aparelho de estado, do ponto de vista de obter algumas pequenas benesses a mais para o povão (comparativamente às concedidas pelos governos de direita).

Ora, já faz mais de um século que os teóricos marxistas fulminaram o reformismo como uma via política que, tornando o capitalismo um pouco menos selvagem, só serve para assegurar-lhe sobrevida, já que ninguém aguenta ser tratado indefinidamente a ferro e fogo. Dilmas e Lulas apresentam ao povo a face humana do capitalismo, o que apenas o impele a se conformar ao invés de lutar. 

Se queres um monumento, compara os contingentes combativos das Ligas Camponesas e dos primórdios dos movimentos de sem-terra com os apáticos e amorfos beneficiários do Bolsa Família. Uns queriam arrancar seus direitos das garras exploradores. Outros ficam à espera que a esmola lhes caia do céu, só se diferenciando dos mendigos por não terem de suplicar por ela, bastando entrarem na fila do banco.  Dos primeiros, alguns certamente engrossariam as fileiras revolucionárias, se houvesse uma revolução em curso. Dos segundos só podemos esperar prostração e abulia.

Há dois pecados capitais que devem afastar os revolucionários da opção Dilma Rousseff: 
  • sua persona política, hoje, é de quem encara os explorados como objetos (beneficiários) da sua atuação, não como os sujeitos que precisam ser estimulados a cumprirem seu papel histórico. Ela substitui a mobilização revolucionária pela arregimentação dos eleitores para garantirem mandatos aos gerenciadores corretos, reassumindo, logo ao saírem da cabine de votação, a sua condição de zeros à esquerda, a serem devidamente tutelados pelos que sabem o que é melhor para eles. É o contrário de tudo que Marx e Proudhon nos ensinaram;
  • e, não se contentando em colocar os explorados no seu devido lugar por meio das políticas de governo, recorreu à repressão pura e simples para sufocar o despertar das massas nas jornadas de junho de 2013 e subsequentes, tudo fazendo para abortar o que, para quem permaneceu revolucionário, representava a maior esperança surgida desde a domesticação do Partido dos Trabalhadores. Foi imperdoável e eu, pelo menos, jamais perdoarei o PT por isto; quase vomitava ao ler, nos posts dos blogueiros amestrados que oscilam na órbita palaciana, as mesmíssimas falácias, diatribes e incitação à bestialidade fardada que os arqui-reacionários de então, como Nelson Rodrigues, lançavam contra o movimento estudantil de 1968.
Mas, se o PT, como partido (companheiros valorosos ainda existem por lá e poderão ser muito úteis quando buscarem melhor companhia), está perdido para a revolução e se o indivíduo Aécio Neves cai melhor no figurino presidencial do que Dilma Rousseff, deveríamos votar nele?

Não, mil vezes não! Pois importa mesmo é a força política que governará, não seu garoto-propaganda. O que têm os tucanos a oferecerem, além de uma melhor adequação do Brasil ao papel subalterno e dependente que lhe cabe no capitalismo globalizado? Presumivelmente, eles apenas corrigirão os erros de gerenciamento (mesmo na ótica estritamente capitalista...) cometidos na caótica gestão de Dilma Rousseff e vão ocultar com mais discrição a sujeira debaixo do tapete --afinal, a grande imprensa decerto cooperará neste mister, voltando aos miados da era FHC, ao invés dos rugidos de ultimamente.

Têm tão pouco a oferecerem ao povo como em 2002, quando foram varridos do poder por Lula. Que haja tantos brasileiros hoje dispostos a andarem para trás é estarrecedor! Mostra quanto o PT decepcionou aqueles que nele apostaram.

Noves fora, Aécio representa o retrocesso e Dilma, o represamento do ímpeto revolucionário sob a batuta (e a repressão!) dos reformistas. Merecem ser ambos repudiados. Merecem que o povo lhes atire sua decepção na cara, pois um não oferece esperança nenhuma e a outra frustrou miseravelmente as imensas esperanças que seu partido despertou.

A maneira que resta para expressarmos nossa indignação é recusa das opções que nos estão sendo oferecidas, seja (preferencialmente) anulando o voto, seja votando em branco ou mesmo, por meio da abstenção, não desperdiçando tempo com uma eleição que, além de não prenunciar verdadeira melhora, apresentou a campanha mais imunda e medíocre desde a redemocratização.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A veja TUMULTUA A ELEIÇÃO COM O FANTASMA DO IMPEACHMENT DE DILMA

O risco contra o qual venho há tempos alertando acaba de se materializar: a veja antecipou em um dia a distribuição da edição 2.397, de forma a colocar a eleição presidencial sob a lâmina de uma guilhotina: a do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. 

É manipulação às escâncaras, um óbvio crime eleitoral. 

A revista normalmente entra em bancas no sábado e tem sua capa e resumo das principais matérias divulgada na noite de 6ª feira. Todo o cronograma foi adiantado em 24 horas, só cabendo uma explicação: o objetivo foi permitir que Aécio Neves aproveitasse a munição nova no debate final da Globo, além de aumentar estrategicamente o prazo para a bomba repercutir, produzindo consequências nas urnas. 

E qual é esta bomba, afinal? Trata-se da atribuição, ao delator premiado Alberto Youssef, da seguinte afirmação, ao ser interrogado por um delegado da Polícia Federal:
— O Planalto sabia de tudo!
O delegado teria perguntado a quem no [Palácio do] Planalto o doleiro aludia, recebendo como resposta: "Lula e Dilma".

Reinaldo Azevedo, o blogueiro mais reacionário da revista mais reaça do Brasil, duas semanas atrás já antecipara que a direita poderia partir para o impeachment, neste parágrafo de sua coluna semanal na Folha de S. Paulo:
Reinaldo Azevedo é o principal arauto do impeachment
"Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida".
Só perfeitos ingênuos acreditarão que ele já não soubesse qual seria a derradeira cartada da veja

Agora, ao trombetear a nova denúncia no seu blogue, ele é mais explícito ainda:
"Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079..."
E, para martelar bem a ideia, ele a repetiu no final do seu post, grifando a ameaça para torná-la ainda mais ribombante:
"Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe".
Evidentemente, os grãos petistas falarão em terrorismo eleitoral, minimizando a possibilidade de os acontecimentos se encaminharem em tal direção.

Mas, se precedentes valem alguma coisa, a permanência de Getúlio Vargas no poder foi duas vezes interrompida por manobras semelhantes:
  • em 1945, os Estados Unidos jogaram todo seu peso de bastidores para forçá-lo (da mesma forma que o argentino Juan Domingo Perón) a deixar o poder; 
  • e, como o ciclo varguista persistiu, com a eleição do poste que ele apadrinhou (Eurico Gaspar Dutra) seguida por sua volta ao Palácio do Catete em 1951, a direita militar exigiu que renunciasse para não ser deposto, tendo ele preferido uma outra opção, o suicídio.
Outro precedente agourento é o de 1964: o PCB subestimou o risco de golpe de estado, não montando nenhum dispositivo militar próprio para defender o mandato legítimo de João Goulart, daí os golpistas terem derrubado o governo com a facilidade de quem tira doce da boca de uma criança.

Se as agora coisas chegarem a tal extremo, a História certamente se repetirá, pois inexiste dispositivo militar autônomo ou contingentes populares preparados para reagirem à altura. O PT não fez a lição de casa.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FILMES ERÓTICOS

Histoire d'O (1975) é um dos melhores filmes já realizados na linha do erotismo soft e sofisticado, com enredo tão estranho que tudo chega a parecer um sonho (ou uma Alice no país das maravilhas vista pelo Marquês de Sade...), visual deslumbrante e uma protagonista belíssima, Corinne Cléry. 

O romance de Pauline Réage (Dominique Aury não passa de pseudônimo) incursiona pelo sado-masoquismo chique: jovem é convencida pelo amante a ingressar numa confraria S&M, estruturada por ricaços num ambiente medieval. As regras básicas são: as mulheres abrem mão até de sua identidade (daí ela ser chamada apenas de O) e têm de se submeterem a todos os desejos e caprichos masculinos.

Com o tempo, O aprende tão bem as regras do jogo que, de dominada durante o aprendizado, passa a dominadora nas suas relações amorosas, sociais e profissionais subsequentes.
A O de Crepax lembra a sua Valentina

Destaque para a brilhante adaptação para as telas, a cargo do também escritor Sébastian Japrisot, responsável pelos roteiros de algumas culminâncias do cinema policial francês: Adeus, amigo, O passageiro da chuva, O homem que surgiu de repente, Verão assassino.

O diretor Just Jaeckin teve um momento de grande notoriedade nos anos 70, a partir do sucesso do primeiro Emmanuelle, eclipsando-se na década seguinte. De certa forma, é um continuador de Roger Vadim, igualmente hábil na glamourização das imagens e na valorização dos corpos femininos.

Por último: 
  • o grande cartunista Guido Crepax fez uma graphic novel (que a LP&M lançou no Brasil) baseada na Histoire d'O; e
  • o cineasta Shûji Terayama, adaptando livremente o outro livro de Pauline Réage (Retorno a Roissy, uma continuação de Histoire d'O), realizou o primoroso Os frutos da paixão, 1981,  transferindo a saga de O para o Japão do início do século passado, sacudido por movimentos revolucionários. Espero ter a oportunidade de o postar aqui algum dia.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

UM FILME MARCANTE, QUE NOS LEVA A REFLETIRMOS SOBRE O UTILITARISMO.

Eis um filme que tem muito a ver com o deprimente momento pelo qual passamos no Brasil: Mississippi em chamas (1988). Mostra o assassinato de três ativistas dos direitos civis dos negros por parte da Ku Klux Klan, em 1964, numa pequena cidade do Mississippi, seguindo-se as investigações a cargo do FBI.

A política do governo estadunidense era a legada por John Kennedy, de fazer respeitar os direitos civis custasse o que custasse. Então, o desaparecimento dos três ativistas leva à cidade uma verdadeira tropa de ocupação do FBI, comandada por um agente idealista (Willem Dafoe), que segue fielmente a cartilha da legalidade. Um de seus auxiliares (Gene Hackman), antigo xerife de cidade sulista como aquela, tem uma visão pragmática e cínica da missão.

Com quase todos os moradores brancos participando da KKK, sendo solidários a ela ou temendo ficar na sua mira, o trabalho não avança. Até que o agente idealista, frustrado pelos fracassos e pelas sucessivas demonstrações de força dos encapuzados, dá carta branca para o auxiliar amoral conseguir resultados por meio de abusos policiais. Assim, é cometendo crimes menores que o FBI consegue desvendar o crime maior e entregar os culpados à Justiça.

A ótica do diretor Alan Parker (O expresso da meia-noite, Pink Floyd - The Wall, Coração satânico) é totalmente utilitária: ele vilifica as autoridades locais, pertencentes ou mancomunadas com a KKK, tornando simpáticos os policiais arbitrários e fazendo com que pareça justificado o uso de métodos não ortodoxos para arrancar a verdade dos envolvidos no assassinato. O espectador acaba vendo o auxiliar amoral como aquele que sabe das coisas, enquanto seu chefe legalista não passa de um ingênuo.

O filme é impactante, prende a atenção, evoca um momento histórico importante e tem Gene Hackman em grande forma. Merece ser visto.

Mas, a tese utilitária tem de ser rechaçada firmemente, em todas as circunstâncias! Porque quem age como criminoso se torna também criminoso, o fim nobre nunca permanece o mesmo depois de se utilizarem meios espúrios para o atingir. E a experiência histórica nos ensina que, depois da primeira violação de conduta, abrem-se as porteiras para muitas e muitas outras, com a exceção logo se tornando regra. É uma viagem sem volta.

Esta discussão vem a calhar quando o PT abdica de quaisquer escrúpulos na busca de vitória eleitoral, tendo tomado a iniciativa de deturpar e apequenar a batalha política, tornando-a uma campanha de satanização, de medo, do ódio, de uso indiscriminado da mentira e do apelo para irrelevâncias que beiram os fuxicos de comadres. 

Poderá até resultar, mas o partido sairá da eleição muito menor do que entrou; de depositário das esperanças populares se terá tornado um beneficiário da credulidade dos despolitizados, dos coitadezas que se deixam enganar pelos métodos nazistas/stalinistas de manipulação das massas. 

Vitórias de Pirro preparam o terreno para derrotas acachapantes (e eu temo que as consequências acabarão recaindo sobre todos nós, não apenas sobre os dirigentes do PT responsáveis pela descida ao esgoto). 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

UMA OBRA-PRIMA DE ARREPIAR: "ADEUS, MENINOS"!

Adeus, meninos (1987) é uma obra-prima, de arrepiar! Une uma visão poética da meninice num colégio católico com a dura prova a que professores e alunos são submetidos a partir da ocupação nazista, quando solidarizar-se aos perseguidos tinha um preço altíssimo.

Louis Malle (1932-1995) foi um dos principais expoentes da nouvelle vague, a onda francesa que tornou mais inteligente a vida no cinema, ao colocar em primeiro plano o papel do autor (o diretor com licença para criar, enveredando por enredos com densidade bem maior e fazendo as mais diversas experiências formais, ou seja, imprimindo, bem nítida, sua marca pessoal no filme), em contraposição aos artesãos característicos de Hollywood (pistoleiros de aluguel cuja personalidade jamais deveria transparecer no filme). 

De certa forma, foi toda uma geração de brilhantes cineastas que trilhou o caminho aberto pelo genial Orson Welles com Cidadão Kane, tão inovador em 1941 que só no final da década seguinte suas premissas se cristalizaram num movimento --cinematograficamente o mais rico do século passado, por apontar para várias direções, enquanto o néo-realismo, p. ex., estava mais para samba de uma nota só.

Há dúvidas sobre se Malle teria sido precursor ou lançador da nouvelle vague, com seu Ascensor para o cadafalso (1957), mas ninguém discute a importância da contribuição de Os amantes (1958) e Trinta anos esta noite (1963) para o movimento.

Depois, faria filmes muito polêmicos, questionando valores sociais e/ou dissecando ambiguidades morais, como O ladrão aventureiro, de 1967 (que mostra sem nenhum moralismo a trajetória de um indivíduo até se tornar gatuno exímio); Lacombe Lucien, de 1974 (no qual lança um olhar compassivo para um jovem rústico que as circunstâncias transformam em colaborador da Gestapo); e Menina bonita, de 1978 (sobre menina criada em bordel, filha de prostituta, que só almeja tornar-se também meretriz, a despeito dos esforços de um admirador para salvá-la desse destino).

Adeus, meninos é seu apogeu e canto do cisne, um filme simplesmente perfeito, seja pela sensibilidade com que retrata o período em que os jovens vão formando sua personalidade, escolhendo as influências que incorporarão, conhecendo o que são e até onde poderão ir, sempre submetidos ao desafio dos outros jovens que também buscam sua afirmação; seja pelo final fortíssimo, em que se deparam com dilemas morais que nem mesmo para os adultos são fáceis de enfrentar.

Destaque também para a irrepreensível atuação de um elenco sem grandes nomes, mas que compõe personagens extremamente marcantes. Presumo que graças ao toque de Midas do diretor. 

domingo, 19 de outubro de 2014

BRASILEIRO. VOCAÇÃO: INSPETOR DE QUARTEIRÃO.

Leio no Estadão que as "áreas mais pobres da cidade (...) foram tomadas por uma aflição geral", temendo que a água termine de vez em São Paulo. E, como sempre, os moradores correram a policiarem uns aos outros:
"Em lugares como o Parque Cocaia, no extremo da zona sul, moradores, com auxílio de comerciantes e lideranças comunitárias, criaram até um 'código moral' para o uso do recurso. Eles avaliam que agora ninguém mais tem direito a desperdiçar 'nenhuma gota'.
Jovens passam o dia circulando de motos pelas vielas estreitas do bairro, chamando a atenção de quem é flagrado lavando calçada ou veículo"
Assim é o brasileiro: um inspetor de quarteirão em potencial, doidinho para ter uma chance de exercer sua otoridade sobre os iguais.

Nunca lhe ocorre que tais paliativos podem, no máximo, atenuar um tiquinho o problema.

Como São Paulo não é nenhum território independente, cabe ao Brasil encontrar uma solução real, obviamente desviando água de Estados dela menos carentes para socorrer os paulistas.

Mas, a terrível obtusidade e pequenez dos governantes faz com que o elástico seja esticado ao máximo, com risco de arrebentar na cara das criancinhas, dos idosos e dos inválidos. A racionalidade só virá depois da eleição. Até lá, os brasileiros de São Paulo estarão sendo tratados como reféns, pois seu desespero serve aos objetivos da mais ignóbil politicalha.

Os patrulhadores de vizinhos nunca voltarão o olhar para o alto. Sempre vão preferir aporrinhar e fustigar outros coitadezas, pois assim sentem-se menos coitadezas.

E, tão valentes quando se trata de baterem boca ou partirem para arranca-rabos com idênticos zé-manés, borram-se de paúra ante a perspectiva de confrontarem os poderosos e os governantes, sempre os maiores culpados pelos infortúnios que se abatem sobre estes tristes trópicos.

P.S. - há poucos dias, comentei que já não tenho acesso às fontes de bastidores com as quais contava ao atuar na grande imprensa, só me restando confiar nas avaliações que faço e no que depreendo do acompanhamento atento do noticiário.  Assim, neste texto escrito na tarde de domingo, critiquei a não destinação para São Paulo de água de outros Estados que estão em situação mais confortável. Era uma conclusão óbvia a se tirar do quadro atual. Para minha surpresa, o candidato Aécio Neves tocou neste assunto hoje, 2ª feira, criticando o aparelhamento da Agência Nacional de Águas. Como não creio que ele me leia, deve ter sido mera coincidência. 

sábado, 18 de outubro de 2014

DILMA SEGUE O CONSELHO DO BLOGUE: ADMITE CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS E PROMETE "RESSARCIR TUDO E TODOS".


No post Propinoduto: Dilma deve fazer o jogo da verdade ou continuar tapando o sol com a peneira? (acesse aqui), eu reproduzi uma notícia da Folha de S. Paulo sobre os bastidores do PT, dando conta de que alguns grãos petistas aconselhavam a presidenta a admitir a ocorrência de práticas condenáveis na Petrobrás e outros, a manter a desconversa.

Apontei-lhe o bom caminho: "...agirá bem a presidenta Dilma se preferir fazer o jogo da verdade, deixando de tapar o sol com a peneira".

E conclui com um bordão de minha autoria (por que não?): a transparência é revolucionária!

Registro, com satisfação, que desta vez a Dilma ficou com os mocinhos, botando os bandidos pra correr. Eis sua declaração deste sábado, 18:
"Eu farei todo o meu possível para ressarcir o País. Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não; houve! Eu tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos".
Bravíssimo! 
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