quarta-feira, 27 de agosto de 2014

AÉCIO FOI O MELHOR DOS GRANDES; LUCIANA DEU LIÇÕES DE COERÊNCIA.

O primeiro debate entre os presidenciáveis, promovido pela Band, foi bom para Aécio Neves, razoável para Marina Silva e ruim para Dilma Rousseff. 

Luciana Genro se revelou uma grata surpresa, mostrando a coerência que, num ou noutro momento, faltou a cada um dos grandes

De resto, Eduardo Jorge foi o responsável pelos alívios cômicos, enquanto o Zé Fidelis (*) da chanchada política atual e o pastor que ignorava o significado de fator previdenciário ofereciam uma segunda chance aos telespectadores que não haviam aproveitado o intervalo para assaltar a geladeira ou fazer xixi.

Aécio e Marina capitalizaram bem o sentimento popular de que o País estagnou e o governo arrogantemente nega o óbvio ululante. Martelaram muito este conceito, minando a imagem de Dilma, que jamais encontrou uma resposta apropriada.

O tucano se mostrou mais articulado, expressando-se melhor do que os rivais diretos. Foi um achado a afirmação sarcástica de que todos gostaríamos de viver no país mostrado nas propagandas do PT, mas, obviamente, ele já a trouxe pronta. Parabéns para o criador da frase, seja lá quem for...

A acriana fugiu de muitas perguntas, mas deve ter agradado aos brasileiros com perfil similar ao dos devotos evangélicos (e eles são uma parcela enorme do eleitorado!), com sua ênfase na união das boas pessoas para construir algo diferente da desgastada dicotomia PT-PSDB. 

Nela o discurso político se confunde com a pregação pastoral, então o impacto que causa não é facilmente captado por nós, que fazemos abordagens racionais da política. [Exemplo clássico: em 1985, na eleição para prefeito de São Paulo, FHC parecia haver ganhado de goleada o debate com Jânio Quadros, mas a performance do velho canastrão ainda conservava para o povão, um encanto que nos era imperceptível. Contra a grande maioria dos palpites e desmoralizando pesquisas eleitorais, o personagem folclórico derrotou nas urnas o intelectual sofisticado.]

Dilma, citando números e realizações o tempo todo, parecia movida a decoreba. Seu triunfalismo se chocava com o estado de ânimo dos brasileiros, predominantemente negativo, angariando-lhe antipatia. E sua defesa do perfil de gerentona foi um erro, pois pode-se dar um crédito de confiança aos governantes visionários quando as coisas não vão bem (eles, ao menos, estariam plantando as sementes de dias melhores), mas quem tem como única serventia fazer o governo funcionar, precisa apresentar resultados. O povo, contudo, não os está vendo; e sua experiência cotidiana lhe indica que, quando tal acontece, os gerentes têm de ser demitidos.

Aécio e Dilma podem continuar na linha adotada nesta 3ª feira, aprimorando-a nos detalhes. 

Dilma precisa mudar radicalmente a sua, se quiser chegar ao 2º turno. Com mais do mesmo (auto-louvando-se por realizações do passado, não admitindo que o presente é insatisfatório nem se dispondo a qualquer autocrítica ou mudança de rumo), poderá despencar a ponto de ser superada pelo Aécio (que, por enquanto, está num patamar inferior ao que costuma ser atingido pelas candidaturas de direita).

O PT tem até meados de setembro para reformular a chapa. Dependendo da situação de Dilma lá pelo dia 10, talvez o partido a convença a renunciar, para que o Lula venha salvar a pátria. Caso contrário, estará flertando com a derrota.

Finalmente, o que mais me chocou, como homem de esquerda, foi ouvir a Dilma dizendo, embevecida (só faltava o acompanhamento de violinos...), que quer transformar o Brasil num país de classe média. Igualzinho aos EUA? Argh! 

Quem não esqueceu o marxismo aprendido no início da caminhada, quer mais é ver as classes sociais extintas no Brasil e no mundo, juntamente com todas as divisões artificiais entre os seres humanos. Nosso compromisso é com o igualitarismo e com uma sociedade sem estado, sem classes e sem fronteiras nacionais. 

Não com a expansão da classe média, que, por sinal, geralmente traz consigo um aumento do conservadorismo --o que talvez explique as dificuldades encontradas pelo PT na presente campanha.

* nome artístico de Gino Cortopassi, um dos grandes humoristas brasileiros da era do rádio.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CULPAR MARINA PELAS IRREGULARIDADES NO JATINHO DO PSB É "APELAÇÃO IMORAL"

Sempre detestei o aviltamento das campanhas eleitorais, que os obcecados em vencerem a qualquer preço transformam em batalha de tortas de lama ou festival de chutes na virilha dos adversários.

Já desmascarei a torpeza da rede de propaganda petista ao trombetear que a Marina Silva estaria sendo apoiada pelo Itaú, quando, na verdade, ela conta apenas com os préstimos voluntários de uma herdeira Setúbal que jamais exerceu atividade de banqueira nem apita nada nas decisões do grupo.

Tais invencionices colam no candidato e, depois de um certo tempo, todos começam a repeti-las como papagaios, sem a mínima noção de quem as colocou em circulação. Foi o caso da afirmação imputada ao brigadeiro Eduardo Gomes na eleição presidencial de 1945, de que ele recusava o voto dos marmiteiros (pejorativo de operários). A frase verdadeira de Gomes foi: "Não necessito dos votos dessa malta de desocupados que apoia o ditador para eleger-me presidente da República!".

Disse e repito que a política oficial me causa profundo tédio, tal o descompasso entre as mudanças mais do que necessárias e as miudezas de que se ocupam governantes resignados a não confrontarem o poder econômico. Mas, quando as campanhas descambam para o jogo sujo descarado e desbragado, isto me incomoda, talvez como consequência de já ter sido e continuar sendo até hoje muito prejudicado na vida por outro tipo de jogo sujo.

Então, registro mais um desmascaramento de falácia, desta vez por parte do veterano jornalista Jânio de Freitas, em sua coluna desta 3ª feira (26) na Folha de S. Paulo, cuja íntegra pode ser acessada aqui.

Tão apavorados ficaram petistas e tucanos com a entrada pra valer de Marina no páreo sucessório que se uniram para tentar imputar-lhe responsabilidade pessoal em irregularidades na posse e utilização do avião da tragédia. Houve quem falasse até em impugnação da candidatura dela, um grotesco wishful thinking.

Jânio --que geralmente mostra, digamos, mais simpatia pelas posições petistas-- é, sobretudo, um profissional honesto. Então, tal baixaria também o deixou indignado. E ele a pulverizou:
"...Ainda antes da queda, aquele avião já era portador de um risco desastroso para as pretensões políticas de Eduardo Campos. Com provável corresponsabilidade dele ou não, tanto faz.
Sejam quais forem os esclarecimentos vindouros, se causarem surpresas não estará entre elas o nome de Marina Silva. A composição que a comprometeu com a campanha foi muito posterior à inclusão do jato nas atividades de Eduardo Campos e do PSB. A cobrança que Aécio Neves faz de explicações de Marina Silva, sobre as suspeitas de irregularidades no uso do jato, é mais do que imprópria: é uma apelação imoral. E pior porque justificada por Aécio como contrapartida às cobranças sobre a construção do aeródromo em Cláudio -MG. Aí já é também falsificação de equivalências".
Eu só acrescentaria que a "apelação imoral" partiu da rede virtual petista e Aécio, percebendo que lhe poderia ser útil também, pegou o bonde andando.

Os opostos só se atraem quando um deles ou ambos estão sendo oportunistas e imorais. É o mesmo caso da utilização sistemática, por parte dos petistas, das catilinárias destrambelhadas contra Marina que não pára de lançar o colunista mais reacionário da revista mais reaça do Brasil.

Existem, certamente, motivos para não se votar na Marina. Mas, a pregação do Reinaldo Azevedo é do tipo bússola invertida: só serve como estímulo para as pessoas de bem votarem nela.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

MUITO OBA-OBA PARA O PRESIDENTE VARGAS. E O DITADOR, COMO É QUE FICA?

O baixinho Vargas  (no centro) e outros golpistas de 1930
Neste domingo (24) se completaram 60 anos do suicídio de Getúlio Vargas, ditador do Brasil de 1930 a 1945 e presidente da República de 1951 a 1954.

Na primeira condição, foi o responsável último por assassinatos e torturas terríveis, um legítimo precursor do Médici. Simpatizava com Hitler e Mussolini (até copiou a legislação trabalhista do último!) e apoiou-se nos integralistas de Plínio Salgado para implantar o Estado Novo (golpe dentro do golpe que radicalizou a ditadura, a exemplo do que seria depois o AI-5). 

O pretexto para o fechamento foi a 'descoberta' um plano de comunização do Brasil que, na verdade, fora inventado de cabo a rabo pelo integralista Olímpio Mourão Filho, falsário em 1937 e derrubador de presidente legítimo em 1964.

Com o final da 2ª Guerra Mundial, os EUA usaram sua enorme influência de bastidores para fazer com que fossem apeados do poder os dois ditadores sul-americanos aparentados ideologicamente com o nazi-fascismo: Vargas e Perón. 

O primeiro permaneceu, ademais, em ostracismo durante todo o mandato de Eurico Gaspar Dutra (eleito com seu apoio). 

Quando voltou à política, conquistando a Presidência nas urnas, tinha se tornado anti-imperialista desde criancinha. E o PCB, grotescamente, se tornou um sustentáculo do carrasco de vários de seus quadros; Prestes subiu no palanque do homem que permitiu a entrega de Olga Benário à Gestapo!
Vargas recebendo o líder fascista italiano Italo Balbo

Há quem louve o nacionalismo senil de Vargas. Eu, não. Afora o espírito de vingança do qual estava obviamente imbuído, ocupou o único espaço que lhe restava no tabuleiro político, já que os EUA e a direita a eles subserviente o repudiavam. Não guinou à esquerda por opção, mas por falta de.

Quando uma patetada de um membro de sua guarda pessoal o colocou na rota do impeachment, teve a dignidade de suicidar-se para, com o impacto emocional tal gesto e de sua célebre carta de despedida, frustrar o complô direitista. Foi o seu melhor momento, pois ele e Allende contrastam vivamente com os governantes depostos do nosso continente, os quais quase sempre aceitaram resignadamente o pé na bunda. O pior de todos foi o hondurenho Manuel Zelaya -aquele que consentiu em ser despachado para o exílio de pijama. 

Como há gente demais omitindo ou deixando em 2º plano os horrores da ditadura getulista, reproduzirei em seguida um artigo do ilustre historiador José Murilo de Carvalho, publicado na Revista de História

É informação muito importante para as novas gerações conhecerem o outro lado do 'pai dos trabalhadores', e também para refrescar a memória de certos expoentes das velhas gerações que gostam de engrandecer déspotas, relevando seus prontuários escabrosos em matéria de direitos humanos.

CHUMBO GROSSO
José Murilo de Carvalho
Os agentes da Polícia Especial de Filinto Muller (esq.) faziam estágios na Gestapo de Hitler
Assassinatos com motivação política não foram raros durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945). O caso mais gritante foi o fuzilamento de oito participantes do assalto ao Palácio Guanabara em 1938, organizado por militares e militantes da Ação Integralista Brasileira. Os oito tinham sido capturados e desarmados quando foram mortos nos fundos do palácio, como admitiu em suas memórias o general Góis Monteiro (1889-1956). Não houve qualquer investigação sobre o crime. Há referências a assassinatos nas revoltas comunistas de Natal e Recife em 1935 e nas delegacias de polícia, sobretudo na sede da Polícia Central, na Rua da Relação, na então capital da República, e nas casas de Detenção e Correção. Um médico da Polícia Militar, Nilo Rodrigues, por exemplo, disse ao jornalista Vítor do Espírito Santo ter presenciado fatos de alarmar: “espancamentos horrorosos, vários assassinatos dentro da Polícia Especial”. Mas, graças à censura à imprensa, poucos desses crimes vieram a conhecimento público. Quase todos foram abafados nos porões das delegacias. 

A tortura de presos foi investigada e descrita pelo jornalista David Nasser (1917-1980), inicialmente em seis reportagens publicadas na revista O Cruzeiro – a primeira delas em 29 de outubro de 1946 – e, depois, em livro de 1947. As publicações foram intituladas Falta alguém em Nuremberg. Esse alguém era o capitão do Exército Filinto Müller (1900-1973), chefe de Polícia da capital de 1933 e 1942. Os principais instrumentos de tortura mencionados em depoimentos no Congresso e registrados por David Nasser eram: o maçarico, que queimava e arrancava pedaços de carne; os “adelfis”, estiletes de madeira que eram enfiados por baixo das unhas; os “anjinhos”, espécie de alicate para apertar e esmagar testículos e pontas de seios; a “cadeira americana”, que não permitia que o preso dormisse; e a máscara de couro. 
Marighella: bestialmente torturado pela polícia getulista.

Era também prática comum queimar os presos com pontas de cigarros ou de charutos e espancá-los com canos de borracha. Em alguns casos, o requinte era maior. O ex-sargento José Alves dos Santos, por exemplo, teve um arame enfiado na uretra ficando uma ponta de fora, que foi, a seguir, aquecida com um maçarico. Para que os gritos dos torturados não fossem ouvidos fora do prédio da Polícia Especial, um rádio era ligado a todo o volume. Poucos torturados resistiam. Houve quem se suicidasse pulando do terceiro andar da sede da Polícia Central; outros enlouqueciam, como foi o caso de Harry Berger, membro do Partido Comunista Alemão, torturado durante anos juntamente com sua mulher, Sabo. Quase todos guardavam sequelas para o resto da vida no corpo e na mente. 

Os acusados eram processados e julgados pelo Tribunal de Segurança Nacional, criado logo depois do levante comunista de 1935, ainda antes do Estado Novo. Após a revolta integralista de 1938, já no regime de exceção, o regulamento do Tribunal foi alterado para apressar os julgamentos e reduzi-los quase a rito sumário, ou seja, sem processo formal. Recebido o inquérito, o juiz dava imediatamente vista ao procurador e citava o réu. O procurador tinha 24 horas para a denúncia. Findo o prazo, era marcada audiência para instrução e julgamento dentro de 24 horas, tempo que tinha também a defesa para se preparar. Em cinco dias, tudo se resolvia. Recurso só era admitido para o próprio Tribunal pleno, cuja sentença era irrecorrível. O Tribunal processou mais de 10 mil pessoas e condenou 4.099. 
Harry Berger enlouqueceu

Apesar da anistia concedida por Vargas em 1945, houve na Constituinte de 1946 tentativas de investigar e punir os crimes cometidos pela polícia política do Estado Novo. O esforço foi liderado pelo general Euclides de Oliveira Figueiredo (1883-1963), deputado eleito pela União Democrática Nacional (UDN) do Distrito Federal e pai do futuro presidente João Batista de Oliveira Figueiredo (1918-1999). Quando coronel, Euclides fora acusado de participação nos planos do fracassado assalto ao Palácio Guanabara em 1938. Julgado pelo Tribunal de Segurança Nacional, foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão, pena reduzida posteriormente para quatro anos e quatro meses.

O general apresentou, em 30 de abril de 1946, um requerimento em que pedia “profundas e severas” investigações no então Departamento de Segurança Pública para “conhecer e denunciar à Nação os responsáveis pelo tratamento dado a presos políticos”. O requerimento foi aprovado, e em maio foi criada a “Comissão encarregada de examinar os serviços do Departamento Federal de Segurança Pública”, presidida pelo senador Dario Cardoso (1899-1987). O general não foi incluído entre seus membros, provavelmente por ser incômodo aos que tinham alguma vinculação com o regime deposto.  

A Comissão deu em nada. Raramente havia quórum para as reuniões. As denúncias de crimes foram parar no arquivo da Casa. A Constituinte encerrou as atividades em setembro de 1946 sem que chegasse a conclusões concretas. Em 7 de novembro, já em sessão ordinária da Câmara, o general, inconformado, requereu a instalação de nova comissão. Argumentou, segundo os Anais da Câmara, que a matéria não era “daquelas que podem ser esquecidas. Trata-se de fazer justiça, descobrir e apontar os responsáveis por crimes inomináveis, praticados com a responsabilidade do governo”. Acrescentou ainda: “As grandes nações democráticas que fizeram a guerra ao totalitarismo já julgaram e executaram os responsáveis pelos horrendos crimes contra a humanidade. Nós também tivemos criminosos, não de guerra, mas de paz, de plena paz, e contra brasileiros. Talvez fossem eles os precursores dos nazistas. Convém não perdoá-los [sic] de plano. 
Vargas permitiu a extradição de Olga

Importa, igualmente, que os julguemos. Para julgá-los, importa conhecê-los”. Euclides mencionou a reportagem de Nasser publicada na revista O Cruzeiro. Terminou o discurso com um apelo aos deputados: “Ao menos se conheçam os responsáveis pelas barbaridades [...] a fim de que outros, que possam vir mais tarde, tenham receio de ver ao menos seus nomes citados, como desejo que sejam conhecidos os daqueles bárbaros que tanto maltrataram o povo do Rio de Janeiro, da capital da República, de todo o Brasil!”

Foi instalada a nova comissão, agora chamada “Comissão de inquérito sobre os atos delituosos da ditadura”, presidida pelo deputado Plínio Barreto (1882-1958). Novamente, Euclides Figueiredo não foi indicado para integrá-la. Mas, tendo desistido o deputado Aliomar Baleeiro (1905-1978), passou a fazer parte dela e foi um de seus membros mais atuantes. As atas atestam sua assiduidade nas reuniões. Várias pessoas foram chamadas a depor, umas como vítimas de tortura – como o então senador Luiz Carlos Prestes (1898-1990) e o próprio David Nasser –, outras por terem sido acusadas de torturadoras. Quase todas as denúncias se referiam a maus-tratos sofridos na Polícia Central, na Polícia Especial, na Delegacia de Ordem Política e Social e na Casa de Detenção. Os principais acusados eram Serafim Braga, chefe da Dops, o tenente Emílio Romano, chefe do Departamento de Segurança Pública, o tenente Euzébio de Queiroz, chefe da Polícia Especial, e o policial Alencar Filho, da Seção de Explosivos da polícia.

Um dos depoimentos mais dramáticos foi o de Carlos Marighela (1911-1969), deputado pela Bahia do Partido Comunista do Brasil, dado em 25 de agosto de 1947. Ele descreveu várias torturas que sofreu ou que presenciou. Entre elas, espancamento com canos de borracha, aplicado na sola dos pés e nos rins, queimaduras com pontas de cigarro, introdução de alfinetes por baixo das unhas, arrancamento das solas dos pés ou de pedaços das nádegas com maçaricos. Em se tratando de presas, costumava-se introduzir esponjas embebidas em mostarda em suas vaginas. O general Figueiredo, que fora companheiro de prisão de Marighela, considerou a declaração o ponto culminante dos trabalhos da Comissão. Em seu depoimento, o jornalista Vítor do Espírito Santo disse ter ouvido do médico Nilo Rodrigues que nunca tinha visto “tanta resistência a maus-tratos e tanta bravura” como as demonstradas por Marighela. 

Aos poucos, esta segunda Comissão também começou a ratear. O fenômeno acentuou-se após o depoimento do capitão Emílio Romano, em junho de 1948. A partir dessa data, não há mais referência a suas reuniões no Diário do Congresso. Em 24 de setembro, ela deixa de ser relacionada. Aparentemente, encerrou as atividades sem apresentar relatório. Uma das razões para o fato pode ter sido o depoimento do jornalista Vítor do Espírito Santo. Segundo ele, o médico Nilo Rodrigues dissera-lhe que não faria denúncias porque “as pessoas que se encontram no poder são as mesmas que praticaram as mencionadas violências”. Ao que o general Euclides Figueiredo acrescentou: “E as que fazem parte da Polícia Especial também ainda são as mesmas”.

domingo, 24 de agosto de 2014

EU IA PASSAR BATIDO PELA FESTA DO RAULZITO, MAS A FESTA ME CHAMOU.

Na última 5ª feira (21), o eletricista ligou cedinho perguntando se poderia vir fazer o serviço que solicitáramos. Vai daí que a Juliana, minha esposa, ficou com uma enorme e inesperada faxina para ocupar sua tarde, pois troca de fiação emporcalha tudo.

Levei minha filhinha à escola e, para não atrapalhar a azáfama da Ju, deixei o carro estacionado lá perto e fui de ônibus para o centro velho. Fiz a barba, procurei blusa na C&A da rua 24 de maio e, não encontrando a que queria, rumei para o Shopping Light, na praça Ramos de Azevedo.

Dei de cara com uma pequena multidão nas escadarias do Theatro Municipal, homenageando o Raul Seixas; era o dia do 25º aniversário de sua morte.

Foi bom ver aquele povo colorido e animado de novo, tomar o vinho coletivo diretamente do caldeirão do diabo e lembrar do bom Raulzito, com quem tanto papeei nas vezes em que bebemos juntos (tendo, infelizmente, quase tudo sido apagado pelo álcool e pelo tempo, exceto uma coisinha ou outra que registrei em textos escritos quando a memória desses porres longínquos não se esfumara tão completamente).


Como bem  disse o Gilberto Gil, "quem não dormiu no sleeping bag, nem sequer sonhou". Curti intensamente a era da contracultura, da generosa tentativa de vivermos em comunhão com os outros pirados e com a natureza, da abertura das portas da percepção, das comunidades que tão pouco duraram mas tanto nos marcaram, das estradas sem fim que percorríamos na sola e na carona. Talvez nem estivesse aqui sem o ânimo que este sonho menor me deu para seguir adiante, depois que o sonho maior foi destruído pela bestialidade fardada, deixando-me em cacos.

E foi curioso eu ter encontrado, por mero acaso, esses rebentos das novas gerações que creio ter inspirado um tantinho com os textos que eu produzi durante cerca de cinco anos de atuação como crítico de rock e editor de revistas de música. Desligado de efemérides, ainda assim a efeméride me achou.


Como quando o próprio Raul, tendo gostado do meu relato sobre a primeira coletiva dele na CBS e o almoço mucho loco num restaurante oriental da rua Teodoro Sampaio (vide aqui), convidou-me para uma boca-livre da gravadora, a primeira vez em que nos encontramos para conversar sobre tudo um pouco e beber de tudo um muito. Impressões que ficaram e reflexões que esses papos etílicos me suscitaram estão reunidas noutro texto antigo, um dos que, até hoje, mais gostei de ter escrito: este aqui.

Éramos ambos náufragos do ano das duas grandes primaveras, a de Paris e a de Praga; isto nos aproximou. Ele manteria vivos os ideais de 1968 por mais duas décadas. Eu sobrevivi o suficiente para ver os fios da História atarem-se, com os herdeiros de 1968 levando sua indignação para as ruas em meados do ano passado, quando os ventos de mudança começaram a soprar de novo, sacudindo a pasmaceira do gigante adormecido.



Fiquei satisfeito em ver o Raulzito sendo lembrado com festa, não com lamúrias. E em pensar que fez muito sentido eu haver pousado de pára-quedas naquela festa, pois tinha tudo a ver com quem eu fui e, orgulho-me de dizer, continuo sendo.

Sob diversos nomes, uma sociedade alternativa é exatamente o que tenho tentado construir durante toda a minha vida adulta. E, não tenho dúvidas, morrerei tentando.

sábado, 23 de agosto de 2014

O COMANDANTE DO EXÉRCITO OBSTRUI A COMISSÃO DA VERDADE. E AGORA, DILMA?

O gen. Peri (à frente) quer ser o único interlocutor da CNV
Deu n'O Globo (clique aqui para acessar a íntegra):
"O comandante do Exército, general Enzo Peri, proibiu os quartéis de colaborar com as investigações sobre as violências praticadas em suas dependências durante o regime militar. Em ofício datado de 25 de fevereiro, o general determinou que qualquer solicitação sobre o assunto seja respondida exclusivamente por seu gabinete, impondo silêncio às unidades. Por entender que a medida é ilegal, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) vai pedir à Procuradoria Geral da República que ingresse com representação contra o comandante.
O ofício foi usado pelo subdiretor do Hospital Central do Exército (HCE), coronel Rogério Pedroti, para negar ao MPF-RJ o prontuário médico do engenheiro Raul Amaro Nin Ferreira, que morreu na unidade em 12 de agosto de 1971. O documento médico poderia comprovar a suspeita de que Raul, que foi preso pelo DOPS na noite de 31 de julho, na Rua Ipiranga (Flamengo), não teria resistido às sessões de tortura. No ofício, Enzo Peri informa que a decisão abrange os pedidos feitos pelo 'Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 e 1985'.
— O Ministério Público está adotando as medidas necessárias para remover esses obstáculos às investigações e responsabilizar os servidores que sonegam informações. De qualquer forma, é lamentável que o comando atual do Exército de um Estado Democrático de Direito esteja tão empenhado em ocultar provas e proteger autores de sequestros, torturas, homicídios e ocultações de cadáver — lamentou o procurador da República Sérgio Suiama".
A autoridade da Comissão está em xeque. A de Dilma, idem.
SE NADA FIZER,
 DILMA PERDERÁ 
A AUTORIDADE
 E O PRESTÍGIO

O jornalista Luiz Cláudio Cunha disse quase tudo que havia a se dizer sobre o assunto. Eis os trechos mais importantes do seu artigo (para acessar a íntegra, clique aqui), publicado no site Brasil 247:
"Não há mais clima de convivência possível entre o general Enzo Peri, chefe do Exército, e os seis comissários da CNV, diante da espantosa manchete de hoje do jornal O Globo: 'Anos de chumbo: comandante impõe silêncio ao Exército'.
O repórter Chico Otávio recebeu do procurador Sérgio Suiama, da Procuradoria da República do Rio de Janeiro, um inacreditável ofício enviado em 25 de fevereiro passado aos quartéis de todo o País pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, proibindo qualquer colaboração para apurar crimes da ditadura que derrubou o presidente João Goulart. O general Peri chega ao requinte de mandar um modelo de ofício, em branco, instruindo cada quartel a rebater pedidos do Procurador-Geral da República para o seu gabinete em Brasília, no quarto andar do Bloco A do QG do Exército.
Será mais um ingrediente explosivo num pleito radicalizado?
O cala-boca nacional do general Peri abrange qualquer pedido ou requisição de documentos feitos pelo 'Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Poder Legislativo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 a 1985'.  Só quem pode responder a tudo isso, esclarece o ofício, é o Gabinete do Comandante do Exército, ou seja, o próprio general Peri, erigido agora com uma autoridade que transborda todas as esferas de poder.
É útil lembrar que os desmandos e abusos cometidos entre 1964 e 1985 constituem o foco principal da investigação da CNV, que apresentará ao País em dezembro próximo o seu relatório final.
A solução do impasse agora revelado cabe exclusivamente à Suprema-Comandante das Forças Armadas (FFAA), a quem o general se subordina nos termos da Constituição, e à Presidente da República, que criou a CNV em 2011 e a instalou no ano seguinte justamente para apurar graves violações dos direitos humanos no País. Dilma acumula as duas funções e a dupla responsabilidade.
Cabe a ela, e a mais ninguém, repor a autoridade de seu comando e o prestígio de seu cargo. Se nada fizer, Dilma perderá ambos — a autoridade e o prestígio".
SUPERIOR JAMAIS DEVE CONTEMPORIZAR 
COM INSUBORDINAÇÃO DE SUBALTERNO

Ninguém precisa correr a renovar seu passaporte, pois ainda não estamos na iminência de uma crise militar que possa servir como estopim de um novo golpe. No entanto, salta aos olhos que existe, sim, quem esteja semeando ventos, na esperança de que eles virem tempestades.

O que o Luiz Cláudio Cunha qualificou de manchete é, na verdade, uma pequena chamada de capa da edição de 22/08/2014 de O Globo, no topo da coluna. Ou seja, o jornal cumpriu seu papel de noticiar, mas, flagrantemente, não quis dar grande destaque ao que ele próprio apurou.

Podemos concluir que não está, por enquanto, favorecendo rupturas institucionais, pois evitou dar tratamento provocativo a um episódio que se prestava para tanto. E, se precedentes valem alguma coisa, quando realmente houver uma quartelada pronta para sair do forno, o mais provável é que o O Globo esteja novamente colocando a toalha na mesa. Autocríticas insinceras não evitam a reincidência nos mesmos erros....

De resto, o fato de o comandante do Exército ter extrapolado em muito a própria autoridade e desrespeitado seus superiores hierárquicos (o ministro da Defesa e a presidenta da República), ao mandar um ofício rebelde e descabido a altos oficiais, não deve ser encarado como um mero acesso de mau humor.

Mas, a exemplo de 1964, o golpe só será desencadeado no momento em que os verdadeiramente poderosos resolverem trilhar tal caminho. E eles não decidem em função de bravatas como a do general Peri, mas sim dos custos x benefícios da empreitada. Neste momento, as perdas seriam muito maiores do que os ganhos.  O que não nos exime da obrigação de acompanharmos atentamente a evolução dos cenários, para precavermo-nos de surpresas desagradáveis.

Por último: há exatos 19 dias, eu dei  (vide aqui), de graça, um bom conselho à presidenta Dilma, quando as Forças Armadas produziram um relatório de 455 páginas para negar as torturas, assassinatos, estupros e outras atrocidades que perpetraram nos anos de chumbo. Foi mais ou menos o mesmo da canção célebre do Chico Buarque, aquela que diz ser "inútil dormir, que a dor não passa):
"A pergunta que não quer calar é: como reagirá a comandante suprema das Forças Armadas, nossa presidenta Dilma Rousseff (que, vale lembrar, foi também uma resistente torturada e teve companheiros de organização assassinados nos porões)?
A hora de pagar pra ver é esta, enquanto não passa de blefe.
Que resposta dará ao relatório-escárnio, ao indisfarçado deboche e pouco caso dos fardados com relação à CNV que ela tanto quis criar?
Eles estão blefando. Ela tem as cartas vencedoras. Na hora de decidir se vai ou não utilizá-las, deveria inspirar-se (por incrível que pareça...) no ditador Ernesto Geisel.
Até por ser militar, ele sabia que o superior jamais deve contemporizar com insubordinação de subalterno. Destituiu o comandante do 2º Exército, destituiu o ministro do Exército e ninguém mais contestou sua autoridade"
Gostaria que ela reagisse como eu então aconselhei e o Luiz Cláudio Cunha está aconselhando agora. Temo, contudo, que o novo sapo também acabe sendo engolido. O que, claro, só fará aumentar o atrevimento dos insubmissos. Aí, outras e piores provocações virão.

Insuficientes para, sozinhas, devolverem o País às trevas, mas sempre perigosas, principalmente se houver uma sinergia com outros fatores de desestabilização.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

POR QUE O AVIÃO DE CAMPOS CAIU, AFINAL?

O local do acidente, quatro dias depois.
Um dia depois do acidente que vitimou Eduardo Campos, fiz blague com uma teoria da conspiração que o Olavo de Carvalho espalhou na internet (vide aqui), pois não tinha pé nem cabeça sua insinuação de que o PT seria culpado.

Parti de uma visão realista sobre a quem interessaria a morte do neto de Arraes, indagando "qual seria o motivo de o governo atentar contra uma candidatura cuja existência dava a Dilma boas chances de liquidar a fatura no 1º turno, abrindo caminho para aquela que desde o início identificara como a candidatura mais nociva às suas pretensões, tanto que tudo fez nos bastidores para que Marina Silva ficasse fora da disputa".

Mesmo que se pretendesse atingir também Marina, provável companheira de voo, não faria sentido; afinal, enquanto Campos permanecesse como o cabeça da chapa, a participação dela não parecia capaz de alterar os rumos da sucessão. Já a comoção provocada por uma tragédia sempre pode ter efeitos imprevisíveis na mente dos eleitores.

Então, ainda que a aviação não seja uma das minhas áreas de interesse, um simples exercício do senso comum me levou a desconsiderar as hipóteses fantasiosas.

Fiquei satisfeito ao constatar que a explicação mais plausível do ocorrido é o estresse e desorientação do piloto, conforme explicou, nesta coluna aqui, a jornalista Eliana Cantanhêde, cujas ótimas fontes muitas vezes lhe antecipam off line o que será comunicado ao público adiante: 
"[A desorientação espacial] pode ocorrer, por exemplo, com um movimento brusco da cabeça para olhar para fora durante a arremetida, que é procedimento quase sempre tenso, especialmente em condições meteorológicas adversas. E não se trata só de mera 'tontura', é algo bem mais grave do que isso.
Dentro da cabine, o piloto fica desorientado, deixa de ter noção da posição do avião em relação à terra. Não sabe se está voando de lado, embicando para cima ou para baixo. É como se estivesse solto no ar.
...A nova imagem da queda, na prática a primeira de fato importante para as investigações, confirma que o avião caiu em ângulo muito acentuado e possivelmente com a potência máxima. Para especialistas, isso pode indicar que o piloto acelerou ou porque perdera o controle da aeronave, ou porque achava que estava subindo, sem perceber que o avião na verdade embicava para baixo.
Essa hipótese é reforçada porque o avião não pegou fogo no ar...
...a principal hipótese é falha humana, como, de resto, ocorre em 80% dos acidentes aeronáuticos. Sobretudo se o comandante da aeronave, dias antes, se dizia 'cansadaço'"
Resumo da opereta: é positivo que a era da internet dê oportunidade a todos de opinarem sobre tudo, mas quem tem (ou teve) como ofício relatar e interpretar os acontecimentos, se aplicado e competente, estará quase sempre em vantagem sobre os leigos. A assimilação das lições de muitos erros e acertos nos vai tornando cada vez mais perspicazes e, consequentemente, céticos em relação às especulações mirabolantes.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

SUCESSÃO: RUI MARTINS DECLARA APOIO, EU MANIFESTO PREFERÊNCIA.

O bravo companheiro Rui Martins, a quem muito prezo e respeito, formalizou o seu apoio a Marina Silva com este comunicado que publicou no Direto da Redação.

Eis os trechos que considero mais significativos.
"...O Brasil mudou com Lula e isso é visível e todos nós sentimos. Porém ninguém pode assumir sozinho a solução de tantos problemas, que se foram avolumando em tantos séculos de governos dirigidos por elites. Ainda restam áreas não solucionadas, surgiram também divergências, foram feitos compromissos, que atrasam ou comprometem os sonhos das novas gerações de um Brasil mais justo e menos desigual.
Muitos esperavam o retorno de Lula, para restituir a confiança e acertar as arestas do que foi mal concluído ou ficou por fazer. A opção de Lula de não retornar irá perpetuar, na memória de todos nós a do pioneiro e desbravador, mas sua ausência não pode ser substituída por delegação.
Sem Lula, todos nós de esquerda que o apoiamos mesmo tantas vezes criticando, temos a liberdade de optar de nos lançarmos na busca de um outra opção, que favoreça ainda outros excluídos, reformule e renove a maneira de se fazer política e permita se abrir um novo caminho, sem manter compromissos com as figuras corruptas que conseguiram sobreviver e mesmo pactuar com estes doze anos de lulismo.
Chegou a hora de mudar porque o tempo pode desviar os melhores projetos. Existe um clima geral de insatisfação e de falta de rumo, que só poderá ser preenchido com novas metas, novos desafios, novas pessoas, mesmo que sejam sonhos ou utopias. Estávamos quase habituados a calar no peito nossas decepções, pois afinal somos humanos e imperfeitos, mas ninguém pode nos impedir de reacender a chama de novas esperanças e de novas metas, na verdade as velhas esperanças e velhas metas das reformas de base, que nos foram roubadas pelo golpe de 64.
A maioria dessas reformas não foi feita e o Brasil cresceu dentro do modelo neoliberal do incentivo ao consumo, que retirou da miséria 30 milhões, essa é porém uma solução de efeitos temporários que não pode ser aplicada indefinidamente.
O crescimento intensivo tem provocado a monocultura da soja, a pecuária extensiva e o desmatamento de nossas florestas, sem ter sido feita a esperada reforma agrária, se aceitando a pressão da Montsanto que nos impôs os cereais OGM, mesmo quando nossos parceiros comerciais europeus nos preferiam sem OGM. Sem se falar nas pressões do agronegócio sobre as terras indígenas, invasões, tentativas de remarcações das reservas, em nome de uma agricultura desenfreada, que não garante a necessidades das populações locais, mas voltada apenas para a exportação.
...Precisamos repensar a política, precisamos repensar a economia, saber o que realmente é essencial, para que as populações com o crescimento da robotização não sejam condenadas ao desemprego, e tenham, isso sim, uma vida mais plena.
Por isso, decidi votar e lutar por Marina Silva. Porque ela nos traz novos desafios e nos obrigará a novas soluções políticas e mesmo econômicas. E todo esforço é sempre sadio.
Esta não é uma declaração de ruptura aos petistas, muito menos aos lulistas, mesmo porque talvez sejamos chamados a nos reunirmos num segundo turno.
...enfim, apelo aos companheiros que lutaram comigo pela não extradição do italiano Cesare Battisti, a participarem desta nova luta. Tenho certeza de que vivemos um momento histórico".
ENTRE A INCÓGNITA, A PASMACEIRA E O RETROCESSO

Esta seria uma boa oportunidade para eu adotar posicionamento semelhante. No entanto, gato escaldado com relação à política oficial, tenho simpatia por uns e outras, mas não boto mais a mão no fogo por ninguém. Daí preferir reafirmar minha posição inicial: Marina Silva é uma incógnita; Dilma Rousseff, a continuidade da pasmaceira atual; e Aécio Neves, o retrocesso.

Aquilo com que sonho não é nenhuma candidatura presidencial de 2014, mas sim a emergência e afirmação de uma nova geração revolucionária, capaz de conquistar nas ruas o que jamais obteremos na Praça dos Três (podres) Poderes.

Tal geração parece estar engatinhando. Depois da terrível prostração que se abateu sobre o Brasil quando o PT submeteu-se às imposições dos verdadeiramente poderosos, aceitando exercer a Presidência da República pela metade (ou seja, com a obrigação de manter a política econômica neoliberal herdada de FHC), só em junho de 2013 a voz das ruas, finalmente, se fez ouvir de novo. E ela trovejou, provocando calafrios nos que querem ver o povo distanciado das grandes decisões nacionais e impotente para mudar seu destino.

No entanto, vários episódios demonstraram que o amadurecimento dos novos revolucionários levará algum tempo. Muita luta há de ser travada até que o deslumbramento inicial ceda lugar à postura consciente de quem tudo sacrifica em nome de um bem maior e coletivo. Estamos na fase da acumulação de forças, não das batalhas decisivas.

Então, vejo um governo de Marina Silva como a melhor ponte disponível, entre o melancólico presente de despolitização e desencanto das grandes massas e o futuro desejado, de uma onda revolucionária que varra do Brasil a exploração do homem pelo homem -ainda e sempre a fonte da maioria das injustiças e desgraças, além de maior obstáculo existente ao progresso da humanidade- e comece a reverter a destruição das próprias bases da sobrevivência humana, insensivelmente levada a cabo pelo capitalismo, dia após dia, mesmo depois de ficar mais do que comprovado que está em curso a contagem regressiva para o fim da nossa espécie.

Fui o primeiro a destacar que a atual insatisfação generalizada torna muito perigoso para nossas frágeis instituições o pleito de 2014. Nem o petismo (visivelmente paralisado por suas contradições e incapaz de avançar), nem o tucanato (que só nos promete o acatamento da exigência que o grande capital faz de uma recessão purgativa, além de sua tradicional insensibilidade no trato das questões sociais) têm esperanças para oferecer ao povo nos anos difíceis que atravessaremos a partir de 2015.

Marina, sim, tem, pois chegará com aura heroica, uma nova pauta, desafios diferentes e muita disposição. Até onde pretende ir, se honrará suas bandeiras, se vai fazer História ou protagonizar mais decepções, isto pertence ao futuro, e quase todos os prognósticos que lemos não passam de especulações tendenciosas, para favorecerem ou desqualificarem sua candidatura.

A volta da esperança é do que precisamos para, pelo menos, ficarmos a salvo de retrocessos institucionais enquanto não estão dadas as condições para irmos ao xis das questões -o que, reafirmo, não depende da vontade de presidentes da República, mas sim da luta de cidadãos conscientes e mobilizados.

É neste sentido, sem fantasias nem ilusões, que prefiro Marina.

E continuarei defendendo com muita firmeza os valores da minha geração revolucionária, principalmente a noção de que devemos competir respeitosamente com os adversários do campo da esquerda e estarmos sempre juntos no combate implacável aos inimigos de classe.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O REINALDO AZEVEDO NÃO GOSTOU DE FAZER PARTE DO 'ESTRANHO CASAL'. JÁ OS BLOGUEIROS PETISTAS ACHARAM NORMAL.

Isto aqui é o que nós, jornalistas, chamamos de suíte do que foi noticiado na véspera -no caso, o artigo Um estranho casal: Reinaldo Azevedo e blogueiros petistas.

Os blogueiros petistas, quem diria, não mostraram nenhum constrangimento por haverem sido flagrados em união promíscua com o colunista mais reacionário da revista mais reaça do Brasil. Então, mereceram que o RA lhes atirasse o seguinte na cara: 
"Não sou uma pessoa de opiniões ambíguas sobre isso e aquilo. Isso me rende prazeres e dissabores também. Um deles é despertar a fúria de certos setores organizados, muitos deles financiados com dinheiro público.   
Eis que percebo que gente que, até anteontem, execrava o meu pensamento e o que escrevo, passou a reproduzir, em sinal de aprovação, textos e comentários críticos a Marina Silva. Ou seja: quando eu desaprovo, por exemplo, uma fala da presidente Dilma, então sou um pulha; quando desaprovo a líder da Rede, então sou um cara bacana... 
Se os blogs alugados pelo PT e pelo governo federal estão reproduzindo as críticas que faço a Marina, o que posso fazer além de nada?".
Conclusão: das duas partes do 'estranho casal', é o RA quem parece estar incomodado com a companhia dos petistas, e não o contrário. Talvez os ditos cujos já nem percebam mais quando estão sendo incoerentes e oportunistas.

Até que ponto eles desceram! 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

RECADO PARA O JABOR: TODA FALÁCIA SERÁ CASTIGADA.

Foi assim que ele ficou ao rever seu filme de 2010?
Arnaldo Jabor era um cineasta promissor quando fez sua estréia no longa-metragem com o documentário Opinião pública (1967), sobre as contradições que tangiam a classe média para o conformismo e a tornavam facilmente manipulável. Ele tinha em mente, claro, a contribuição que parte da dita cuja, deixando-se amedrontar pela propaganda enganosa e alarmista dos conspiradores, dera para a legitimação da quartelada de 1964.

Seguiram-se seis outros longas, quatro dos quais tiveram algum sucesso de crítica e/ou público: Toda nudez será castigada (1973), Tudo bem (1978), Eu te amo (1981) e Eu sei que vou te amar (1986). Aí a fonte de sua inspiração secou. Definitivamente. [Tentou retornar em 2010, após um hiato de 24 anos, mas o resultado foi simplesmente constrangedor: ninguém viu e ninguém gostou de A suprema felicidade, cuja pontuação no site IMDB não alcançou sequer 5, ficando abaixo de franquias caça-niqueis como Os mercenários.]

O jeito foi ele se tornar mais um anticomunista profissional abrigado nas Organizações Globo -melancólico papel que desempenha desde 1995.

Como bem disse o escritor francês Maurice Druon, "viver envilece". Muitos já fizeram transições negativas similares, dentre eles o duce Mussolini, o corvo Carlos Lacerda e artistas infinitamente mais talentosos do que Jabor, como Mario Vargas Llosa e Jorge Semprún.
E assim ao reler um de seus artigos? 

Causa-me pesar, contudo, vê-lo excedendo-se a tal ponto nas suas catilinárias furibundas que parece querer reeditar os profetas do apocalipse da antessala do golpe de 1964. No seu artigo O califado petista (este aqui), só faltou pedir que as gloriosas Forças Armadas interviessem novamente para salvar o país da subversão e dos malvados que comem criancinhas vivas. Eis algumas pérolas, com meus comentários em vermelho: 

"As eleições para presidente não serão 'normais' – apenas uma disputa entre dois partidos para ver quem fica com o poder. Não. Trata-se de uma batalha entre democratas e não democratas. Está na hora de abrirmos os olhos, porque está em curso o desejo de Dilma e seu partido de tomar o governo para mudar o Estado"
Até que soa engraçado, ele acusar o PT de fazer exatamente o que deveria estar fazendo se houvesse permanecido fiel às suas origens, mas comprometeu-se a não fazer em 2002 e desde então vem honrando a palavra (em má hora) empenhada. O PT dos pesadelos do Jabor é o PT dos nossos sonhos. Infelizmente, o sonho acabou e pesadelo só assusta criancinhas.  

"O petismo tem a compulsão à repetição do que houve em 1963; querem refazer o tempo do Jango, quando não conseguiram levá-lo para uma revolução imaginária, infactível".
Aqui Jabor desmente os alarmistas de outrora: se o PCB não conseguiu conduzir João Goulart para uma "revolução imaginária, infactível", então os pretextos utilizados pelos militares para usurparem o poder eram fantasiosos. Disto já sabíamos, mas quem fomenta alarmismo no presente deveria ser mais respeitoso com os alarmistas do passado, ao invés de os desmascarar...
Há alguma semelhança com o PT? Nem a pau, Juvenal!

"Os petistas querem a democracia do Comitê Central, o centralismo democrático, o eufemismo que Lênin inventou para controlar Estado e sociedade".
Se os petistas são bolcheviques, por que praticamente todos os quadros do PT ideologicamente afins do bolchevismo saíram ou foram saídos do partido ao longo das últimas décadas? Aliás, só pode ser piada, pretender que Sarney, Maluf, Collor e ACM tenham se aliado a neo-bolcheviques!

"...o PT abriga muitos fracassados porque, ao se dizerem 'revolucionários', sentem-se superiores a nós, os alienados, os neoliberais, os direitistas, os vendidos ao imperialismo".
Só uma curiosidade: já que Jabor admite estar entre os "nós", em qual dos quatro grupos ele se inclui? Temo que a maioria dos leitores o colocará no último.
Por falar em semelhança...

"...[os petistas] sentem falta de uma ideologia que os justifique e absolva. E como não existe nenhuma disponível (...), apelam para o tosco bolivarianismo que nos contamina aos poucos".
Ué, eles não eram bolcheviques?! O Jabor precisa se decidir: ou uma coisa, ou outra. Pois, se ele considera Lênin igual a Chávez, está na hora de procurar uma boa casa de repouso.

E por aí vai, numa retórica tão pomposa quanto insignificante, tão pretensiosa quanto vazia. Eu poderia discutir a sério sua sopa indigesta de clichês direitistas, mas ela é tão nauseante que não consegui motivar-me para tal empreitada. Só mesmo levando na galhofa (e tampando o nariz), como fiz.

Mas, o que está por trás desse prato feito pode ser ainda pior do que seu fedor nauseabundo. Já assistimos uma vez à preparação de cenário para o estupro das instituições e se trata do último filme que queremos ver de novo. No ranking dos indesejáveis, supera até o abacaxi de 2010 de um ex-cineasta chamado Arnaldo Jabor...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

UM ESTRANHO CASAL: REINALDO AZEVEDO E BLOGUEIROS PETISTAS.

Reinaldo Azevedo não toma jeito. Vira e mexe ele escreve no seu blogue que irá à polícia registrar queixas contra os internautas que lhe enviam mensagens desaforadas. Como prezo muito a liberdade na web, duas vezes já ridicularizei tais demonstrações de paúra extremada diante do que, quase sempre, não passa de trote de adolescentes bobinhos (perdi a conta das ameaças que recebi, por e-mail ou telefone, sem jamais ter-lhes dado a menor importância). Foram estes os artigos em questão (clique p/ abrir), que o RA, claro, não ousou responder:
Ele também se orgulha de, em 2013, haver sido o primeiro nostálgico do arbítrio a defender o enquadramento dos jovens manifestantes de rua na famigerada Lei de Segurança Nacional, entulho ditatorial que esqueceram de jogar na lixeira da História. Quando um delegado mentalmente ancorado naquele passado funesto tentou seguir-lhe o conselho, o próprio Geraldo Alckmin brecou a iniciativa, por considerá-la excessiva e inadequada para uma democracia. Ou seja, o RA conseguiu a proeza de ficar à direita do governador Opus Dei...

Agora, ele sugere que a Marina Silva seja investigada, por suspeita de delito não especificado. Para não pegar mal demais, propõe que repórteres o façam. Mas, no fundo, no fundo, quer mesmo é atiçar as 'otoridade' contra ela. Leiam:
"Eu não sei, por exemplo, e ninguém sabe, do que ela vive e quem sustenta o aparato — que não é pequeno! — que a acompanha. Há tanto tempo sem legenda, flanando por aí, a questão é pertinente. Fosse outro, o jornalismo investigativo já teria se ocupado de apurar. Como é Marina, não se toca no assunto. Imaginem se algum outro candidato à Presidência da República tivesse um banqueiro — ou uma banqueira… — pra chamar de seu. Ela tem. O que nos outros seria pecado é, em Marina, tratado como virtude".
Ora, se o Fisco, a polícia e a Justiça Eleitoral jamais viram motivo para aporrinharem-na, deverão fazê-lo agora porque um denunciante contumaz está subindo nas paredes ante a possibilidade de que a candidatura da Marina acabe com as chances eleitorais do Aécio Neves?

Pois é disto que se trata, já que o RA faz campanha desbragada para Aécio sair vitorioso (se eu raciocinasse à maneira dele, proporia uma investigação jornalística sobre eventual jabaculê tucano em seu favor, mas acredito que a motivação do RA seja outra, a de sempre: reacionarismo puro e simples).

Quanto à tempestade em copo d'água que ele faz, a pretexto de que a filha do Olavo Setubal passa o chapéu entre os ricaços e ajuda Marina em seus projetos políticos, o RA não deve ignorar que, no século passado, o PCB contava com um sem-número de grandes burgueses o financiando, servindo-lhe de testas-de-ferro e até abrigando comunistas perseguidos. 

E daí que Marina, personagem de porte heroico, tenha uma fã em família de banqueiros? Não seria a primeira nem será a última vez que abastados admirarão os que travam o bom combate.

Aliás, a futrica do RA vem ao encontro de futricas na mesmíssima linha, partidas de blogueiros petistas. Estes, com toda a má fé do mundo, martelam que Marina é apoiada pelo Itaú, não pela psicóloga Maria Alice Setubal. Assim como o RA, invariavelmente eles omitem que a dita cuja, não estando entre as quase duas centenas de nomes que compõem as diretorias da Itaú Unibanco Holding e da Itaú BBA, provavelmente nada tem a ver com as decisões e simpatias políticas dos dirigentes do grupo. 

Este não é um exemplo a ser seguido
O RA fica nos devendo alguma prova de que ela seja banqueira; e os blogueiros petistas, a de que ela esteja trazendo para Marina o endosso do Itaú e não apenas o pessoal.

Trata-se, na verdade, de apenas de uma herdeira com ocupações características de herdeiras: dirige uma fundação humanitária, a Tide Setubal, criada em 2005 "para ressignificar e inovar o trabalho pioneiro de promoção humana iniciado por sua inspiradora na região de São Miguel Paulista, na zona leste da cidade de São Paulo"; fundou um centro de pesquisa em Educação e cultura; administra, junto com o marido, um hotel-fazenda.

Por pertencer a uma classe, alguém está impedido de seguir a sua consciência individual? Tudo que fizer, em cada momento da vida, será para defender os interesses de sua classe?

Que concepção mecanicista, tacanha, das motivações humanas! E, no caso dos blogueiros petistas, que maneira manipuladora, repulsiva, de se comunicarem com os seguidores, induzindo-os a equívocos, incutindo-lhes ódio e exacerbando preconceitos!

É hora de voltarem a Rosa Luxemburgo ("A verdade é revolucionária"). E de deixarem Maquiavel e Goebbels para os antípodas ideológicos como o RA, pois ambos de nada servem como guias para a esquerda: existimos para despertar as consciências, não para embotá-las, reduzindo-as ao primarismo, ao fanatismo e à unidimensionalidade.
Related Posts with Thumbnails

Arquivo do blog

NUVEM DE TAGS

12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1º de maio 3º mandato 7 de setembro A Marselhesa A Verdade Sufocada Abel Ferrara Abin aborto Abradic Abílio Diniz ACM Adail Ivan de Lemos Adhemar de Barros Adidas Adolf Eichmann Adolf Hitler Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa Africa do Sul Agatha Christie agio agiotagem agiotas Agora São Paulo agrotóxicos AGU Agência Estado AI-5 AIG Al Pacino Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Albert Camus Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Piovesan Alberto Torregiani Aldo Rebello Aldo Rebelo alerta Alexander Soljenítsin Alexandre Dumas Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Vannuchi Leme Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper Almir Ribeiro ALN Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga Alvaro Dias Alvaro Uribe Amicus Américo Fontenelle Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi Andre Ristum Andrei Konchalovsky André Mauro Andrés Sanchez Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Angelo Lungaretti Angra anistia Anistia Internacional Anita Leocadia Annie Girardot ano novo anos de chumbo Ansa Anselmo Duarte Anthony Garotinho Anthony Quinn Antonio Cabrera Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Palocci Antonio Patriota Antonio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Antônio Conselheiro Antônio Ribas Ao Pé do Muro apartheid apartheid social Aparício Torelly apedrejamento Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aquecimento global Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arena Argentina Armand Assante Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor artes marciais Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo Arábia Saudita asilo político Atahaulpa Yupanqui atentado do Riocentro Atila Atlético Mineiro Augusto Boal Augusto Pinochet Auriluz Pires Siqueira autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber Aécio Neves Baden Powell bafômetro Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon bancos Barack Obama Barcelona Bartolomeo Vanzetti Bashar al-Assad Batalha de Itararé Batman Baú do Celsão BBB beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benito Mussolini Bento XVI Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bertold Brecht Bertold Brecht Betinho Betinho Duarte Bibi Andersson bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro black blocs blitzkrieg blogueiro blogues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bobby Sands bolchevismo Bolsa Família Bolívia Bom Senso FC bombas de fragmentação bombeiros Boris Casoy Boris Karloff boxe Bradesco Bradley Manning Brasil 247 Brasil: Nunca Mais Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bund Bíblia Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Povorelli Cabral Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Cacá Diegues Caetano Veloso Caio Silva de Souza Caixa Econômica Federal Camargo Corrêa Camboja Camões Cansei Cantata Santa Maria de Iquique capitalismo Capitão Guimarães Caravaggio Carlinhos Cachoeira Carlos Chagas Carlos Eugênio da Paz Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Giannazi Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Marighella Carlos Reichenbach Carlos Saura Carnaval Carrefour Carta Capital CartaCapital cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Santo André Castello Branco Castro Alves Cazuza CBF CCC CDDPH CDHM Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso Daniel Celso Russomanno celulares censura Cesar Benjamin Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso chacinas Chael Charles Schreier charlatanismo Charles Bronson Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Gordon Charles Manson Charlie Chaplin Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Mendes Chile China Chris Weidman Christopher Lee CIA Cidadão Kane cine Belas Artes cinema Cisjordânia Claude Chabrol Claudia Cardinale Claudio Abramo Claudio Julio Tognolli Clint Eastwood Clive Barker Clube Militar Cláudio Antônio Guerra Cláudio Humberto Cláudio Marques Clécio Luís Clóvis Rossi CMI CNBB CNE CNJ cobaias cobaias humanas Colina colonialismo colégios militares Colômbia Colônia Cecília Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comuna de Paris Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes Condepe contestação contracultura Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Corinthians Cornel West Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Coréia do Norte Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva Costa-Gravas cotas raciais CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPMF crack cracolândia Cream crime contra a humanidade Criméia Almeida crise dos mísseis cubanos Cristiano Machado Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristovam Buarque crônica Cuba curandeirismo Curió CUT Câmara Federal D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dalmo Dallari Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Mitrione Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes David Carradine David Goodis David Lean David Mamet David Nasser decapitação Delfim Netto Delúbio Soares DEM democracia Demétrio Magnoli Dennis Hopper Desafia o nosso peito desigualdade econômica deslizamentos desobediência civil desordem despoluição do Tietê Devanir de Carvalho Devra Davis Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Diego Costa Diego Maradona Dilma Rousseff Dino Risi Dino Rizi direito ao trabalho direito de manifestação Direito à Memória e à Verdade direitos civis direitos humanos diretas-já discriminação dissidentes cubanos ditabranda ditadura ditadura argentina Diógenes Carvalho Django Djavan DOI-Codi Dolores Ibarruri domingo sangrento Domingos Dutra dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Dulce Maia Dunga Dª Solange ECA/USP ecologia Edgar Allan Poe Edifício Joelma Edir Macedo Edison Lobão Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edu Lobo Eduardo Eduardo Campos Eduardo Gomes Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden Egito eleições eleições 1989 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eli Wallach Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elio Gaspari Elis Regina Eliseu de Castro Leão Eloísa Samy Em Tempo embargo econômico Emerson emigrantes Emilio Estevez Emir Sader Emílio Médici Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri Enéas Carneiro episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Escola Base escracho escutas telefônicas Espanha espionagem espontaneísmo Esquadrão da Morte estado Estado Novo Estatuto do Idoso estelionato Estevam Hernandes ETA etanol Ethel Rosenberg Ettore Scola EUA Eurico Gaspar Dutra eutanásia Evander Holyfield Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções exploração da fé extradição Exército F-1 Fabiana Leibl Fabrício Chaves Falha de S. Paulo fanatismo Farc Fausto De Sanctis favela FBI Febeapa Federico Fellini Felipe Massa Felipão Fellini Fernando Alonso Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Lugo Fernando Meligeni FHC Fidel Castro Fiesp Fifa Filinto Muller Fillinto Muller filmes para ver no blogue Fiodor Dostoievski flamenco Flamengo flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Foro de São Paulo Força Expedicionária Brasileira Força Pública Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Hime Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Franco Montoro Franco Nero Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka França François Hollande François Mitterrand François Truffaut fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Frei Betto Friedrich Engeles Fritz Lang Fukushima Fukuyama futebo futebol Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fórum Paulista de Desenvolvimento Gabriel Chalita Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garrincha Garry Kasparov Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gay gays Gaza General Maynard Gengis Khan genocídio George Foreman George Harrison George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George W. Bush Geraldo Alckmin Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Gerard Depardieu Gerard Piqué geração 68 geração de empregos Geração Maldita Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Ghiggia Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Gil Gilberto Kassab Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giuliano Genna Giuliano Montaldo Glauber Rocha Glauber Rocha Glória Kreinz Goethe Goldstone goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 x 50 anos golpismo Google Goubery do Couto e Silva Goulart Graciliano Ramos Graham Greene grampos grandes tragédias Greenpeace Gregory Peck Gregório Bezerra Gregório de Mattos Gregório Fortunato greve de fome greve de osasco greve geral de 1917 gripe suína Grupo Guararapes Grupo Oficina Grécia Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta Gueto de Varsóvia Guilherme Fariñas Gustav Franz Wagner hackers Hamas Hammer Hannah Arendt Harry Shibata Harry Truman Hector Babenco Heleny Guariba Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henri-Georges Clouzot Henrique Lott Henrique Pinto Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fonda Henry Ford Henry Sobel Heraldo Pereira Herbert Marcuse Hermann Goering Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro Hiroshima História Holanda Holocausto homem novo homofobia Honduras Hosni Mubarak Hosny Mubarak Hugo Chávez Human Rights Watch humor Hélio Bicudo Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Iara Iavelberg Ideli Salvatti Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger imagem imigrantes IML Imola impeachment imprensa in memorian Inconfidência Mineira indenizações independência argelina indignados Indio da Costa indulto indústria cultural Ingmar Bergman Inquisição Instituto Royal Intentona Comunista Internacional Socialista internet intolerância intolerância religiosa inundações Inês Etienne Romeu Iraque Irã Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Deutscher Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros Itamar Franco Itamaraty Itália Ivan Pinheiro Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Martins Ivo Herzog J. Edgar Hoover Jack Arnold Jack Nicholson Jacob Gorender Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jaguar Jair Bolsonaro Jair Rodrigues Jairo Ferreira James Coburn James Joyce Jane Fonda Janis Joplin Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jason Robards Jean Gabin Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jerzy Kosinski Jessé Souza Jesus Christ Superstar Jesus Cristo jesuítas Jethro Tull Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jirau Joan Baez Joan Manuel Serrat Joaquim Barbosa Joaquim Cerveira Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Seixas Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carradine John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Lennon John Mc Cain Jon Bon Jovi Jorge Amado Jorge Ben Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais jornalismo jornalismo de esgoto Jose Giovanni Joseba Gotzon Joseita Ustra Joseph Goebbels Joseph Stalin José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Eduardo Cardozo José Genoíno José Lavecchia José Lewgoy José Maria Marin José Mourinho José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Sarney José Serra José Tóffoli José Wilker Joyce João Amazonas João Baptista Figueiredo João Cabral do Melo Neto João Dantas João Goulart João Grandino Rodas João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pessoa João Saldanha Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri julgamento de Nuremberg Julian Assange Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek justiça social Jânio Jânio de Freitas Jânio Quadros Júlio Cesar Júlio Lancelotti kardecismo Karl Marx Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Kris Kristoferson Kátia Abreu Lacerda Ladislau Dowbor Laerte Braga Lampião Laudo Natel Laura Lungaretti lavagem cerebral Lawrence da Arábia Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lee Van Cleef Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei Seca Lennox Lewis Leo Szilard Leon Trotsky Leonard Cohen Leonel Brizola Leonel Mello Leopoldo Paulino LER-QI Lewis Carroll Leônidas de Esparta LGBT liberdade de expressão Lidu Lina Wertmüller linchamento Lino Ventura Lionel Messi literatura Loreena McKennitt Los Hermanos Louis Malle Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Luciana Genro Luigi Magni Luis Antonio Fleury Filho Luis Buñuel Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Vieira Lula Lula-lá Luís Alberto de Abreu Luís Favre Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luíza Erundina Lyndon Johnson Lênin Líbia Lúcia Coelho macartismo maconha Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad Mais Médicos Major Curió Manfrini Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Zelaya Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo Maradona Maranhão Marcello Mastroianni Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Feliciano Marco Polo Del Nero Marcos Valério Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Vitória Benevides Marilyn Monroe Marina Silva Marinha Mario Amato Mario Monicelli Mario Vargas Llosa Marlon Brando Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Marx Mary Shelley Marzieh Vafamehr massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga Matheus Baraldi Magnani Mauricio Hernandez Norambuena Mauro Santayana Maurício Costa Maurício do Valle Max Horkheimer Maximilian Robespierre MDB medicina medievalismo Megaupload Memórias de uma guerra suja Meneghetti mensalão mercantilização Michael Burawoy Michael Jackson Michael Schumacher Michael Winner Michel Temer Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson Miguel Arraes Miguel Jorge Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro Milton Nascimento Milton Neves miniconto Mino Carta missão mitologia MMA MMDC Moisés Naim Molina Dias monarquia monolitismo monopolização Monteiro Lobato Monza moral revolucionária Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos movimento estudantil movimento negro Movimento Passe Livre Moçambique MP3 World MPB MR-8 MRT MST Muammar Gaddafi Muhammad Ali Mundial de 1950 Mundial de 2014 muro de Berlim muro de Berlin máfia dos ingressos Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Mário Alves Mário Covas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Magalhães Mário Marsillac Mário Thomaz Bastos médicos cubanos Mídia Sem Máscara mísseis cubanos Mônica Bergamo música Nagasaki Naji Nahas Nara Leão Nasser Natal Natan Donadon nazismo Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo Neusah Cerveira Newton Cruz Neymar Nicola Sacco Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nike Nikita Kruschev Nino Manfredi No Nukes Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova York Novak Djokovic Náufrago da Utopia O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Vampiro de Dusseldorf OAB Obdulio Varela Occupy Odete Lara Odilon Guedes OEA Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olímpio Mourão Filho Olívia Byington ombudsman Onofre Pinto ONU Operação Condor Operação Satiagraha Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Orlando Lovecchio Filho Orlando Yorio Orlando Zapata Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Schmidt Oscar Wilde Osmar Santos Osmir Nunes ossadas de Perus Osvaldo Peralva Othon Bastos Otávio Frias Filho Pablo Escobar Pablo Neruda palestinos Palmares Palmeiras Paolo Taviani papa Francisco Paquistão Paraguai parasitismo Parlamento Europeu parto humanizado parto normal passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patrick Mariano Paul Newman Paul Simon Paul Verhoeven Paulinho da Força Paulo Abrão Paulo André Paulo Autran Paulo Cesar Pinheiro Paulo Coelho Paulo César Peréio Paulo César Saraceni Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Lacerda Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Pimenta Paulo Skaf Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini país basco PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PDS pedofilia pedreiro Amarildo Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte Pep Guardiola Percival de Souza perseguidos políticos perseguição religiosa Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Lorre Peter O'Toole Peter Sellers Petrobrás PF PFL Philip K. Dick PIB Pier-Paolo Pasolini Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd Pio XII PL 499/2013 Platão Playboy Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 POC Poder Negro podologia poesias Pol Pot politicamente correto poluição Polícia Federal Porfirio Lobo Portugal Portuguesa de Desportos PP PR preconceito Primavera de Paris Primavera de Praga privataria privatizações procurações forjadas Procure Saber Projeto Proteger Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB PSOL PT PTB publicidade pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV Páscoa Pão de Açúcar Pérsio Arida quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quino racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Raimundo Fagner Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Ranchinho Randolfe Rodrigues Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Seixas Ray Bradbury Raymundo Araujo Raíces de America RDD Real Madrid realities shows Receita Federal recessão Red Por Ti America Rede Globo reformismo refugio refúgio Reginaldo Faria Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes Renan Calheiros Renato Consorte Renato Mrtinelli René Clair reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência Resistência Francesa reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução Revolução Constitucionalista Revolução Francesa Reynaldo Lungaretti Reza Aslan Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo de Aquino Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Burton Richard Nixon Richard Widmark Riddick Bowe Rio 2016 Rio de Janeiro Rivelino Rivellino Robert A. Heinlein Robert Altman Robert De Niro Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Macarini Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Santos Roberto Teixeira Robin Williams rock Rod Serling Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Rogério Sganzerla rolezinhos Roman Polanski Romarinho Romeu Tuma Romário Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Roseana Sarney Rosi Campos Rota Roy Ward Baker Rubem Biáfora Rubens Paiva Rubin Carter Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Rutger Hauer Ruy Castro Ruy Guerra Sabóia Saddam Hussein Sakineh Salvador Allende salário-mínimo Sam Peckinpah Sampa Samuel Fuller Samuel Wainer Sandra Gomide Sandy Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Sarah Palin Sargento Kondo Satoru Nakajima sci-fi Sean Connery Sean Goldman Sebastião Caixeta Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo Segunda-Feira Negra Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro Sergei Eisenstein Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sergio Leone Sergio Sollima Severino Cavalcanti sexo casual Shakira Sharon Tate Sherlock Holmes Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Poitier Sigmund Freud Silvia Suppo Silvio Berlusconi Silvio Santos Simon Bolivar Simone sinalizador Sintusp sites fascistas Sivuca SNI sociedade alternativa Sofia Loren Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade Soninha Francine Spartacus spread Stanislaw Ponte Preta Stephen King Steve Jobs Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel submarino nuclear sucessão Suely Vilela Sampaio Suzana Singer Suárez São Francisco São Paulo Sérgio Cabral Sérgio Fleury Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sílvio Frota Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Síndrome da China Síria Sócrates Sônia Amorim Sônia Hernandes T. E. Lawrence T. S. Eliot Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Taça Libertadores Taís Moraes TCU teatro Teatro de Arena Tempo de Resistência Tenório Cavalcanti Teori Zavascki Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Ternuma terrorismo TFP The Animals The Doors The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Morus Three Mile Island Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tiririca Tite Tom Jobim Tom Zé Toninho Vespoli Tonino Valerii Toquinho Torelly Torino Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho alienado trabalho escravo traficantes Tragédia de Superga Tribuna da Imprensa tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote Troy Davis trânsito TSE Tunísia tupamaros TV TV Tupi tênis udenismo UDN UDR UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães Umberto Eco UNE Unesco UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura vale-tudo Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vargas Vaticano Veja Venezuela Vicente Leporace Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vida Contra Morte Vincent Price Vinícius de Moraes Violeta Parra violência doméstica violência policial Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vitor Belfort Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Taviani Vladimir Herzog Vladimir Safatle Voltaire VPR Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Washington Olivetto Wellington Menezes Werner Herzog western Wikileaks Wilhelm Reich William Shakespeare William Wollinger Brenuvida Wilman Villar Wolfgang Petersen Woodstock xadrez Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo zagueiro Bigode Zelota Zelão Zico Zinedine Zidaine Ziraldo Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Maria África do Sul Átila Índia