terça-feira, 23 de setembro de 2014

DEPOIS DA POEIRA COLORIDA NOS OLHOS DOS ELEITORES VIRÁ O OLHO DO FURACÃO

Josias de Souza, experiente jornalista que tem seu blogue hospedado no UOL, fez uma análise acurada da eleição presidencial (vide íntegra aqui), cujos trechos principais eu reproduzo abaixo:

"A 12 dias do encontro com as urnas, o eleitor brasileiro permanece no escuro em relação ao essencial. Admita-se que há duas crises sobre a mesa: a econômica e a ética. Quanto à primeira, os candidatos revelam-se capazes de quase tudo, menos de esmiuçar seus planos. Quanto à segunda, sabe-se que nem o petróleo é mais nosso. Um delator esclareceu que já não existem coisas nossas... 

À medida que o PIB cai e a inflação sobe, os receituários econômicos dos candidatos vão se tornando mais aguados, seus discursos mais evasivos. Todos sabem o que terá de ser feito. Nesta segunda-feira, o ex-presidente do BC Armínio Fraga, guru econômico de Aécio Neves, disse que a economia brasileira foi acometida de infecção generalizada.

“É uma septicemia, não é uma verruga que você precisa tirar. É grave mesmo”, disse Armínio. Com maior ou menor ênfase, a gravidade do quadro é admitida também atrás das cortinas nos comitês de Marina Silva e até no de Dilma Rousseff.

Considerando-se que ninguém combate septicemia com aspirina, vêm aí providências mais duras. Por exemplo: corte pesado de despesas, realinhamento dos preços da luz e da gasolina, reformulação do seguro-desemprego, reforma da Previdência e um imenso etcetera. Os presidenciáveis não falam sério com o eleitor porque a política virou apenas um ramo da publicidade".

A sopa dos pobres na depressão da década de 1930
Mandou bem, mas não disse nada de inusitado. Há meses eu venho alertando que, seja quem for o(a) vitorioso(a), o ano de 2015 será de tratamento de choque na economia, com grande possibilidade de os remédios amargos continuarem sendo ministrados em 2016. 

Mesmo tendo detestado cada minuto que trabalhei em editorias de economia, aprendi o suficiente para saber que, segundo a ortodoxia capitalista, da qual nenhum dos três candidatos com chance de êxito mostra a mínima intenção de discrepar, a recessão é inevitável e a depressão, bem provável. 

Isto já foi admitido inclusive pelo Guido Mantega, o ministro da Fazenda que derreteu após ter sido considerado rançoso pelos empresários. E até o Luís Nassif, apoiador de Dilma, reconhece que "no próximo ano, seja quem for o presidente eleito, haverá uma freada de arrumação na área econômica. A política econômica e suas vertentes monetária e cambial padecem de uma falta de rumo a toda prova... Não dá para continuar assim". Só discordo do eufemismo, a coisa se prenuncia mais como trombada...

Eu gostaria, claro, que Dilma ou Marina (Aécio, nem pensar!) ousassem trilhar outros caminhos. Mas, não existe sequer um nível de organização dos explorados suficiente para dar sustentação a uma ruptura, mesmo que parcial, com o receituário neoliberal. 

É o que dá a esquerda palaciana ver os trabalhadores apenas como os votantes que garantirão sua perpetuação no poder; quando precisa de algo além disto, não encontra, porque deixou de fazer a lição de casa lá atrás. [Mesmo caso do PCB em 1964: confiou que as Forças Armadas (!) defenderiam a Constituição e, na hora do golpe, não contava com um dispositivo militar próprio para encetar a mínima resistência.]

Também tenho batido na tecla de que a "política virou apenas um ramo da publicidade" -principalmente ao responder a comentaristas crédulos e obtusos, que caem na esparrela de quererem discutir a sério programas de governo que não são sérios. Se soubessem a forma como os políticos se referem a tais papeluchos na intimidade! Dou pistas: Mirafiori, Neve, Personal, Primavera, Scott, Sublime...

O de Marina Silva não cumpriu bem a função de apenas fazer afagos ao máximo de fatias do eleitorado, pois deixou brechas para contestações -a maioria, tendenciosas- dos adversários.

Dilma Rousseff não lançou até agora o seu porque ainda não decidiu a quem descontentará: se às centrais sindicais que querem a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a regulamentação da terceirização, ou aos grandes capitalistas que não querem nada disso; se aos inconformados com a impunidade dos torturadores, que querem a revisão da Lei da Anistia, ou aos altos oficiais que blefam descaradamente, fingindo terem o apoio das tropas para viradas de mesa.

Aécio Neves, o candidato ideologicamente mais afinado com o grande capital (diferentemente de Dilma, que submete-se ao poder econômico por interesse político e não por convicção), também não pode abrir o jogo, porque se revelar honestamente o tipo de política econômica que vai implementar, sua votação cairá para menos de 10%...

É patético que se faça tanta exegese do nada, atribuindo tamanha importância ao que não tem nenhuma: a peça publicitária imperfeita da Marina e as peças publicitárias que Dilma e Aécio continuam devendo, porque a indefinição lhes convém.

No final de outubro vão acabar os embustes e manipulações, com o vento soprando para longe a poeira colorida que a propaganda política espalhou. Ainda haverá, claro, a trégua natalina, mas em janeiro o povo começará a defrontar-se com a dura realidade. E ai vai ficar sabendo qual o preço a pagar pela escolha que fez.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MATADOR À SOLTA!

Esta notícia me deixou profundamente chocado, tanto que a transcrevo na íntegra. É da repórter Giba Bergamim Jr., da Folha de S. Paulo, e acaba de ser colocada no ar pelo UOL:

"A Justiça mandou soltar o policial militar preso na última quinta-feira (18) acusado de matar um camelô durante uma blitz na Lapa, zona oeste paulistana.

Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que o soldado Henrique Dias Bueno de Araújo dispara sua pistola .40 com a mão direita, depois que o ambulante Carlos Augusto Muniz Braga tenta arrancar um spray de pimenta que estava na mão esquerda do PM. O tiro atingiu a cabeça de Braga, que conseguiu correr alguns metros antes de cair.

O ambulante foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos –segundo a polícia, ele chegou sem vida ao hospital.

O PM foi preso em flagrante por homicídio e levado ao presídio militar Romão Gomes no mesmo dia.

Porém, na noite de sexta (19), a Justiça emitiu um alvará de soltura em favor de Araújo. Em depoimento à polícia, ele disse que o disparo foi acidental.

CRIME EM ABRIL 

Araújo já responde a um outro caso de homicídio.

Ele atirou contra um morador de rua, há seis meses, também durante uma abordagem policial, quando tentou abordar um homem que empurrava um carrinho de ferro-velho pela rua.

Segundo a PM, o morador de rua teria se negado a parar e usado um facão para ameaçar Araújo e outro soldado que o acompanhava.

Araújo teria atirado duas vezes nas pernas do homem, que continuou a ir na direção dos policiais.

O soldado então atirou no tórax do homem, que morreu. A vítima não foi identificada até hoje"

Não costumo desejar o mal para ninguém, mas desta vez abro uma exceção: será uma Justiça poética se a próxima vítima do matador fardado for o juiz que, inacreditavelmente, o botou na rua, quando só há dois locais apropriados para ele: a prisão ou o manicômio judicial.

AVISO AOS NAVEGANTES: O TIRO PODE SAIR PELA CULATRA!

Há uma espécie de colaboração informal, de bastidores, das campanhas de Dilma Rousseff e Aécio Neves, no sentido de derrubarem a de Marina Silva com a mais sórdida campanha de difamações, calúnias e mentiras que o Brasil presencia desde a redemocratização.

Renovo o alerta que lancei desde o início: por mais que, em seu desespero para manter as benesses do poder, os petistas movam uma guerra de extermínio contra a candidata do PSB, continuam sendo duas forças pertencentes ao CAMPO DA ESQUERDA, que jamais deveriam digladiar-se assim.

Antigamente, quando a política  se fazia com mais desprendimento revolucionário e menos espírito interesseiro, as forças de esquerda, ao se confrontarem na disputa por seus objetivos, o faziam como ADVERSÁRIAS, enquanto combatiam as que expressavam o capitalismo e a ditadura como INIMIGAS.

Agora, o PT chega ao cúmulo de repetir e trombetear as acusações que o PSDB faz a Marina, num conluio imoral com o INIMIGO DE CLASSE

Aécio está certíssimo nos seus cálculos, terá grandes chances de ser eleito se conseguir desalojar Marina e for para o 2º turno.

Dilma e o PT estão erradíssimos, não percebem que o desgaste de 12 anos no poder é tamanho, e os escândalos a serem explorados tantos, que a grande imprensa pode, sim, conduzir os tucanos à vitória em 26 de outubro.

Então, por medo de quem tem o mesmo DNA do petismo e é, indiscutivelmente, uma liderança popular, estão se arriscando a abrirem as portas para o retrocesso, com a volta dos tucanos ao governo.

Que chocante transição negativa, a de "sem medo de ser feliz" para "tenha medo do meu rival", a do discurso da esperança para as campanhas do medo e do ódio!

Sei que continuarei sendo uma voz a clamar no deserto, mas advirto agora e os chamarei à responsabilidade depois, caso este pesadelo se consume: a opção que estão fazendo é uma traição aos princípios revolucionários que todos um dia seguimos, que eu continuo seguindo até hoje e nem sei quantos mais (parecem ser bem poucos!)...

sábado, 20 de setembro de 2014

OS MILITARES FINALMENTE ADMITEM AS ATROCIDADES DOS ANOS DE CHUMBO

A notícia é de Eliane Cantanhêde e está na edição deste sábado, 20, da Folha de S. Paulo (a íntegra pode ser acessada aqui):

"O ministro da Defesa, Celso Amorim, encaminhou nesta sexta-feira (19) à Comissão Nacional da Verdade (CNV) ofícios das três Forças Armadas admitindo, pela primeira vez, que não têm condições de negar a ocorrência de graves violações aos direitos humanos em instalações militares durante a ditadura.

Conforme a Folha apurou, o Comando da Aeronáutica afirma não ter elementos para contestar que houve graves violações nem o reconhecimento da responsabilidade do Estado, e o da Marinha alega que não tem provas para negar nem confirmar as violações apontadas pela CNV.

O ofício do Comando do Exército não contradiz os dados de violações fornecidos pela comissão, alegando que não seria pertinente contestar decisões já tomadas pelo Estado brasileiro (que já reconheceu a existência de torturas e mortes no período) nem as circunstâncias configuradas em lei neste sentido.

Foi uma referência à lei que concedeu indenização às vítimas e às famílias de mortos e desaparecidos e à que criou a Comissão da Anistia.

Na avaliação da Defesa, é um passo importante a mais no processo de reconhecimento público, pelas três Forças, de que houve torturas e mortes durante aquele regime e que o Estado brasileiro tem responsabilidade pelo ocorrido. A área civil dos sucessivos governos já reconhece essa realidade há anos.

...Em documento a subordinados em fevereiro, o general Enzo Peri, comandante do Exército, proibira que unidades militares dessem informações sobre crimes ou violências em suas dependências. No texto, Peri ordenou que qualquer informação referente ao tema só deveria ser respondida pelo gabinete".

RESUMO DA OPERETA

Antes tarde do que nunca e apesar das reticências que utilizaram para não darem o braço totalmente a torcer ("não seria pertinente contestar", etc.), os comandantes militares insubmissos foram colocados no seu devido lugar.  Sob vara, tiveram de atualizar seus calendários, reconhecendo que estamos em pleno século 21 e não na tenebrosa década de 1970. Alvíssaras!

Mas, não nos empolguemos em demasia. É bom lembrarmos que a resposta ultrajante dos fardados à Comissão Nacional da Verdade, negando os assassinatos e torturas dos anos de chumbo, data de 17 de junho; e que o ofício de 25/02/2014 do comandante do Exército, general Enzo Peri, proibindo os oficiais de colaborarem com as investigações da Comissão da Verdade e orientando-os a repassarem os pedidos e questionários para seu gabinete,  só se tornou conhecido quando O Globo noticiou, em 22 de agosto, caso contrário o estaríamos ignorando até hoje.

Nos dois casos, impunha-se uma resposta imediata, que restabelecesse o respeito à hierarquia. Afinal, como  o próprio Comando do Exército agora reconhece, o Estado brasileiro já dera seu posicionamento definitivo sobre tais crimes. Fico me indagando se não foi o fato de estarmos num ano eleitoral que evitou os habituais panos quentes...

Quem ousou cutucar tal ferida, como o Luiz Cláudio Cunha e eu, deveria agora ter sua coerência reconhecida: não é calando para evitar constrangimentos ao governo, mas sim botando a boca no trombone, que se consegue direcionar os acontecimentos no sentido correto.

Em tempo: desde a primeira insubordinação dos comandantes militares, em agosto de 2007 (vide aqui), tenho me posicionado contra a contemporização e várias vezes afirmei que os altos oficiais blefavam, pois atualmente não conseguiriam arrastar as tropas para aventuras golpistas. Agora ficou provado que eu estive certo durante todo esse tempo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

DILMA IGNORA QUE A FUNÇÃO DA IMPRENSA É, SIM, FAZER INVESTIGAÇÃO!

"Não reconheço na revista veja, nem em nenhum outro órgão de imprensa o status que tem a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação."

O disparate acima pegaria mal até na boca de um subcarimbador interino. Quando provém de uma presidenta da República, é simplesmente estarrecedor.

Jamais aplaudirei as armações ilimitadas da imprensa golpista para manipular eleições, estimular prisões, assassinar reputações, etc. O vazamento de supostas acusações feitas por Paulo Roberto Costa em seu depoimento de delator premiado à Polícia Federal foi altamente negativo, sob todos os aspectos. 

Ainda mais por não termos como aquilatar se pecadilhos estão sendo colocados no mesmo plano de pecados mortais, se quem está sendo denunciado é o que teria cometido delitos mais graves, se quem está sendo poupado não os cometeu também, etc. As possibilidades de manipulação são infinitas.

Bernstein e Woodward erraram ao "fazer investigação"?
Mas, enquanto governos mentirem desbragada e desavergonhadamente como fazem na atualidade, a imprensa tem, sim, a função de fazer investigação, tentando obter informações que deveriam estar disponíveis para o cidadão comum, mas não estão.

Será que a presidenta apagou da memória a enorme contribuição dada pela imprensa na investigação dos crimes da ditadura militar? Ousaria a Dilma afirmar que, nesses episódios, a imprensa estava errada em tentar averiguar o que realmente ocorrera e a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF não conseguiam ou não queriam esclarecer? 

E o Caso Watergate? E o esquema de espionagem exposto pelo Wikileaks, atingindo até a própria presidenta, não deveria ter sido investigado por quem não estava oficialmente autorizado a o fazer?

Não, Dilma, a luta pela transparência continuará sendo vital enquanto não extirparmos os abusos de poder por parte das autoridades de todos os escalões. E nada indica que estejamos próximos deste objetivo.

Até lá, mais vale que cada um procure cumprir o melhor que puder seu papel: 
  • a imprensa, tentando descobrir o que os governos preferem manter em segredo; e
  • os governos, tentando evitar que seus segredos vazem. 
Quando a imprensa agir de forma irresponsável, prejudicando inquéritos, injustiçando personagens, fabricando booms, derrubando cotações com base em falsidades, etc., há caminhos legais para que os culpados sejam punidos. O que não se pode é pretender controlar a imprensa como um todo, não reconhecendo à veja e a "nenhum outro órgão de imprensa" o direito de investigar, por conta própria e com as ferramentas do jornalismo, o que estiver sendo investigado noutra ótica pela PF, os promotores e o STF. 

Uma das facetas mais assustadoras de Dilma é sua incapacidade de refletir sobre tais questões com uma visão abrangente. Como os mais tacanhos torcedores de futebol, ela só leva em conta se o seu time foi prejudicado ou beneficiado. Deveria ter aprendido há muito que precisamos sempre buscar o equilíbrio, criando e aplicando regras satisfatórias em todos os (ou, pelo menos, na maioria dos) casos, não as que melhor convenham a nossos interesses específicos num determinado caso. 

Muitos companheiros poderiam ter sido salvos da morte e de suplícios dantescos caso a imprensa não estivesse sendo censurada e intimidada pela ditadura militar. E, mesmo sob o pior terrorismo de estado que o Brasil já conheceu, houve bravos jornalistas que correram o risco de investigar o que aqueles governos queriam manter sob sigilo extremo e eterno. 

Por mais que deploremos as práticas jornalísticas da veja, nós, os veteranos da resistência à ditadura, somos os últimos de quem se possam aceitar declarações autoritárias como a que Dilma deu. Terá esquecido tão completamente tudo que viveu e sofreu?

P.S.: dois dias depois, a presidenta voltou ao assunto, conforme notícia de O Estado de S. Paulo (a íntegra pode ser acessada aqui): 
"Segundo Dilma, o que ela quis dizer é que 'o jornalismo investigativo pode até fornecer elementos', mas quem tem de produzir a prova judicial é a investigação oficial, feita pela Polícia Federal e Ministério Público. 
'Ela [investigação oficial] tem de fazer a prova porque se ela não fizer a prova, você não consegue condenar ninguém. Assim é o processo', justificou a presidente Dilma..."
A versão de Dilma está publicada. Se era isto mesmo que ela tinha em mente, nada a objetar, salvo quanto à falta de clareza na fala anterior. 

Se não, pelo menos reposicionou como deveria a questão. Antes assim. O pior seria insistir no erro.

MINO CARTA ESTÁ CONTRA MARINA. ELA JÁ PODE ENCOMENDAR O CHAMPANHE...

Ótima notícia para Marina Silva: a bússola invertida Mino Carta aposta na sua derrota. É certeza de vitória.

"CartaCapital acredita que nas mãos da ex-seringueira o destino do Brasil não seria promissor. Mas acredita também que desta feita o País saberá evitar o risco", escreveu Mino, com a mesma arrogância dos tempos do Caso Battisti, quando não só acreditava que o perseguido político italiano seria extraditado, como tornou sua revista um house-organ piorado, na vã tentativa de fazer a profecia virar realidade.

Assim, entulhou-a, edição após edição, com uma verdadeira overdose de  textos falaciosos e panfletários, indefensáveis à luz dos critérios jornalísticos e só explicáveis por sua obsessão em tanger os acontecimentos para o rumo que desejava. Fracassou rotundamente.

A decisão altaneira do presidente Lula, referendada pelo STF, de rechaçar a pretensão italiana, foi uma das mais passagens mais humilhantes de sua carreira. Além de desmoralizar-se grotescamente na defesa de uma péssima causa, Mino saiu com o rabo entre as pernas, tendo, ainda, de engolir que a influência real da sua revista é nenhuma.

Eis o que escrevi sobre ele e seu pasquim (no mau sentido), quando comemorávamos a mais épica vitória da esquerda brasileira nesta década:
"É uma revista que não leva o nome do dono por acaso: Mino Carta erige suas paixões e idiossincrasias em linha editorial.
Sendo admirador fervoroso do antigo Partido Comunista Italiano, é, coerentemente, inimigo furibundo dos agrupamentos mais à esquerda e dos veteranos da luta armada nos dois continentes. 
Mas, seus defeitos vão além da megalomania e espírito revanchista:
  • insincero, nunca admitiu para seus leitores o real motivo de sua perseguição inquisitorial a Cesare Battisti, qual seja o de ser o escritor um remanescente das batalhas que a esquerda autêntica italiana travou contra o aburguesamento do PCI; 
  •  intolerante, retirou-se do próprio blogue por não suportar as contestações dos internautas; 
  • e pusilânime, várias vezes fingiu ignorar os desafios que o Rui Martins e eu lhe lançamos, para debater com um de nós o Caso Battisti (chegou a trombetear triunfalmente que o Zé Dirceu esquivara-se de um confronto com ele, mas emudeceu quando ofereci-me para substituir o Zé, disposto a duelar nas mesmíssimas condições)".

RETRATO DO DEMOCRATA-CRISTÃO QUANDO JOVEM

José Maria Eymael, que concorre à Presidência da República pelo nanico PSDC, aparece em pequena entrevista-desobrigação na Folha de S. Paulo desta 6ª feira, 19 (vide aqui).

Fico imaginando que a repórter Lígia Mesquita, ao desperdiçar seu tempo com um assunto que atrairá pouquíssimos leitores, deve ter-se sentido como eu, quando O Estado de S. Paulo me incumbiu de entrevistar o último colocado dos 22 disputantes da eleição presidencial de 1989, um tal Armando Costa da Silva, que obteve o assombro de 4.363 votos (0,01%). Não sei quem ficou mais constrangido com o papel obrigado a representar, se ele ou eu. Senti-me como se estivesse carregando o caixão de um defunto... ainda vivo.

Mas, não é disto que quero falar, e sim de Eymael, meu primeiro patrão, aos 21 anos de idade. Antes, só bicos. Lá pelos 15 anos, perdi algumas semanas tentando achar lojas que encomendassem os móveis fabricados pelo meu avô, até perceber que os dois vendedores de verdade já tinham conquistado todos os clientes que valiam a pena. E passara uns tempos somando, com uma calculadora digna de museu, as horas trabalhadas pelos funcionários de uma indústria têxtil, para que fosse fechada a folha de pagamento.

Engajara-me muito jovem luta contra a ditadura, estivera preso e, quando chegou a hora de juntar os cacos, em péssimas condições psicológicas, acabei encontrando um sonho menor que me deu forças para seguir vivendo. O substituto então possível do sonho maior detonado a ferro e fogo foi uma comunidade alternativa no Jardim Bonfiglioli, próxima à USP. Corria o ano da graça de 1972.

De início, os amigos que me convidaram estavam empregados e as despesas corriam por conta deles. Mas, foram quase simultaneamente para a rua da amargura. Dei uma pesquisada nos anúncios de vagas e, com sorte de principiante, consegui ser admitido logo na primeira tentativa, a empresa Grunase (Grupo Nacional de Serviços), que pertencia ao Eymael e tinha como diretor no RS um irmão dele.

'Vitória' igual, só a do general Custer em Little Bighorn...
Peguei depressa o jeitão da coisa: escrever press-releases com as características e o tamanho apropriado para os colunistas e seções aos quais eram encaminhados, facilitando seu aproveitamento sem necessidade de reescreverem o texto. Um pé no saco, claro, mas já comecei ganhando o suficiente para arcar sozinho com o aluguel do casarão no qual morávamos, e ainda sobrava um terço para outras despesas.

Cumpria jornada de oito horas diárias, coincidentes com o período (matutino) no qual deveria estar cursando a USP. Mesmo assim, a Grunase conseguiu registrar-me como estagiário, por meio do Centro de Integração Empresa-Escola, a fim de arcar com menos encargos sociais.

Certa vez o Eymael reuniu nossa equipe de quatro redatores, um repórter e um divulgador para ouvirmos um interminável blablablá de emulação, culminando com a ordem de darmos as mãos e gritarmos: "Nós confiamos na Grunase!". Ficamos todos vermelhos como pimentão. Depois da saia justa, não tínhamos nem coragem de olhar uns na cara dos outros.

Ele era um poço de vaidade. Nosso colega Jairo, que fazia os contatos com jornalistas, foi incumbido noutra ocasião de avisar toda a imprensa que o mano gaúcho estava em São Paulo para uma reunião de alto nível. O Eymael, pateticamente, acreditava que o colóquio familiar seria uma pauta interessante para os colunistas sociais e de economia, "parem as rotativas!"...

As diretoras dos departamentos de Relações Públicas e de Congressos e Convenções competiam pelo reconhecimento do chefão. Então, tendo de divulgar um evento da outra, a primeira supôs que uma boa forma de sabotá-lo seria destacar seu profissional mais inexperiente: eu.

Tratava-se do primeiro seminário médico importante sobre o câncer da mama, uma doença que até então não chamara muita atenção no Brasil. Enquanto seis colegas da outra divisão tiravam de letra as tarefas organizativas, fiquei sozinho acompanhando o que acontecia nos vários painéis simultâneos, escrevendo notícias, datilografando-as, saindo para xerocá-las, envelopando-as, atendendo jornalistas, etc. Era trabalho para umas três pessoas. Aos trancos e barrancos, fiz tudo.

Este não caça marajás; prefere monstros.
E dei sorte: o ministro da Saúde, na abertura, apresentou dados assustadores sobre a progressão da moléstia no País, provando que se tratava de um grave e quase ignorado problema de saúde pública. Mas, ao invés de vir com várias cópias para distribuição, trouxe apenas o texto que leu, com correções e tudo.

Intuindo que aquilo valia ouro, pedi ao presidente do congresso que convencesse o ministro a ceder-nos seu paper; bolei um abre de umas 20 linhas, reproduzi a íntegra do discurso e despachei em todas as direções possíveis.

A notícia saiu com destaque no Brasil inteiro, chegando a ser manchete do dia em vários veículos importantes. A pasta de recortes resultante acabou sendo a melhor, qualitativa e quantitativamente, de todas que a Grunase tinha para exibir.

Minha diretora me recebeu com honras de herói, como se meu sucesso se devesse a ela. A vitória tem sempre muitos pais (e mães), enquanto a derrota é órfã...

Logo em seguida ela brigou com o Eymael e deixou a empresa. Este, verificando as contas do evento, chamou-me para perguntar por que copiara os textos numa papelaria, ao invés de utilizar os (demorados) serviços do hotel que sediou o encontro. Certamente, ele pouparia alguns tostões se eu tivesse obedecido as ordens, comprometendo, en passant, todos os prazos para o aproveitamento das notícias por parte dos veículos. 

Depois de eu ter-lhe proporcionado um trunfo inestimável para atrair e convencer novos clientes, o grande empresário vinha me aporrinhar com ninharias! Pedi a conta no ato. E não fiquei nem uma semana desempregado, pois um concorrente dele soube dar valor a quem tirara leite de pedra.

Nunca mais meu caminho cruzou com o do Ey-Ey-Eymael-um-democrata-cristão. Ainda bem!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

OS BRASILEIROS FINALMENTE PERDERAM O MEDO DE SER FELIZES. AÍ FOI O PT QUE NÃO OUSOU FAZÊ-LOS FELIZES...

Uma tarefa a que sempre me propus é a de garimpar as raras pepitas existentes em meio às toneladas de ouro de tolo com que os leitores se deparam no período eleitoreiro. Trata-se de uma tarefa das mais relevantes, pois a manipulação agora atinge os píncaros, com os veículos da grande imprensa e uma verdadeira legião de blogueiros amestrados competindo encarniçadamente pelo Troféu Goebbels de Martelagem de Mentiras

O que há para ser lido nesta 5ª feira (18) é a notícia Impasse com PT faz Dilma suspender plano de governo (acesse a íntegra aqui), de duas jornalistas da sucursal de Brasília da Folha de S. Paulo, Andréia Sadi e Natuza Nery.

Por quê? Porque fornece um quadro de bastidores que é bem coerente com o que os observadores perspicazes já depreendiam da bizarra demora de Dilma Rousseff em divulgar seu programa de governo.

Nunca superestimei esses papeluchos, que geralmente estão mais para peças propagandísticas do que qualquer outra coisa, produzindo espuma colorida cujo destino, depois das eleições, é o ralo.

Há até boas intenções, só que raras e inconciliáveis com os valores mais altos que (posteriormente) se alevantam, como diria Camões. Acabam pavimentando o caminho do nosso peculiar inferno tropical, no qual tudo conspira para o inarredável imobilismo ou o eterno retrocesso.

Mesmo assim, os programas são faca de dois gumes, pois os adversários os utilizam para, fazendo leituras distorcidas e tendenciosas, imputarem ao candidato cuja reputação querem assassinar os intentos mais sinistros e estapafúrdios, que nem a Spectre dos filmes do 007 seria capaz de cogitar a sério...

É o que a campanha petista tem feito com o programa de Marina Silva e com certas declarações de seus supostos futuros ministros.

E é por medo do troco que reluta tanto em expor o seu, preto no branco, ao fogo inimigo. Adora tanto ser estilingue quanto detesta ser vidraça.

Isto tudo era adivinhável e a notícia citada só veio confirmar.

O mais interessante é a identificação do que está pegando:
"...coordenadores da campanha enviaram a assessores presidenciais a proposta sobre trabalho.
O documento propunha, entre outros pontos, avançar na negociação para a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário (que reduz o valor de aposentadorias precoces) e a regulamentação da terceirização.
Apesar de não declarar publicamente, o governo evita há quatro anos que a proposta do fim do fator previdenciário seja votada no Congresso. O Planalto enfrenta pressão das centrais sindicais, mas nunca se comprometeu com a ideia da redução da jornada de trabalho. 
A Folha apurou que, ao tomar conhecimento por assessores das propostas para trabalho e emprego, Dilma determinou o adiamento da divulgação do programa.
Outro ponto de atrito é a revisão da Lei de Anistia. Dilma já disse, reservadamente, ser pessoalmente a favor, mas não encaminha a medida para não provocar crise com as Forças Armadas".
As repórteres lembram que, em 2010, o plano de governo de Dilma  inicialmente incluía "bandeiras importantes para a esquerda, como a democratização dos meios de comunicação", que acabaram sendo substituídas adiante por propostas menos polêmicas.

Resumo da opereta: 
  • é alentador constatarmos que ainda há correntes no PT querendo fazer a coisa certa, pois o mínimo que se espera de um partido dos trabalhadores é a luta pela redução da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário e pela extinção da falsa terceirização (amplamente majoritária), um mero artifício para privar os trabalhadores dos direitos que haviam adquirido, deixando-os à inteira mercê da cupidez capitalista;
  • mas, é desalentador ficarmos sabendo que a pressão das centrais sindicais até agora tem sido infrutífera, pois os dirigentes do PT preferem não atritar-se com o grande capital; e
  • mais desalentador ainda termos a confirmação de que a presidenta foge ao confronto com as Forças Armadas (ou, mais precisamente, com altos oficiais que estão apenas blefando, pois jamais conseguiriam arrastar as tropas para aventuras institucionais nas circunstâncias presentes).
NEGACEIOS EM CASCATA

O último item não surpreenderá os leitores dos meus artigos, pois escancarei, a cada episódio, a relutância de Dilma em fazer valer sua condição de comandante suprema das Forças Armadas. Eis um resumo do que fez e deixou de fazer no tocante à impunidade dos torturadores:
  • ignorou a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que responsabilizou o Brasil pelo desaparecimento de cerca de 70 pessoas no Araguaia e determinou uma série de providências, inclusive que fossem investigados, processados e punidos os agentes estatais responsáveis por tais desaparecimentos;
  • criou a Comissão Nacional da Verdade, acreditando que propiciaria o jus sperniandi para as vítimas inconsoláveis e serviria como um bom engana-trouxas para desviar a atenção da opinião pública da decisão memorável da OEA, que ela jamais pretendeu cumprir;
  • vergou-se à chantagem da bancada evangélica no Congresso, que só admitiu apoiar a instituição da CNV se dela ficassem excluídos não só os militares (ponto pacífico), mas também os veteranos da resistência armada à ditadura, o que equivaleu a considerar os resistentes tão inconfiáveis quanto os fardados, ou seja, a igualar novamente vítimas e algozes;
  • prorrogou, por meio de medida provisória, o prazo final para entrega do relatório final da CNV, que vencia em maio de 2014. Com um pouco de boa vontade, daria até para divulgá-lo no momento em que o golpe obtinha grande espaço na imprensa em função do 50º aniversário. Ao invés disto, Dilma preferiu postergar a divulgação para dezembro, quando a eleição já tiver sido decidida (ou seja, as conveniências eleitoreiras vêm sempre em primeiro lugar, como apontei aqui);
  • omitiu-se quando as Forças Armadas, ao invés de responderem a um questionário com indagações pontuais formuladas pela CNV, pariram um patético relatório genérico de 455 páginas (vide aqui), garantindo que as torturas e assassinatos jamais ocorreram; e
  • omitiu-se novamente quando o comandante do Exército determinou a todos os oficiais que não atendessem a CNV (vide aqui), direcionando quaisquer pedidos ou perguntas ao seu gabinete, o que, na prática, equivaleu a CENSURAR A CNV, sem dispor de poder legal para tanto e cometendo um abuso de autoridade que deveria ter sido respondido com sua exoneração imediata por parte da comandante suprema das Forças Armadas.
No último mês de janeiro, quando a imprensa noticiava que alguns integrantes da CNV estariam dispostos a incluir a proposta de anulação da auto-anistia dos torturadores no relatório final, eu, gato escaldado, apostei que tal decisão ficaria em banho-maria até o desfecho das eleições:
"Temo que a revisão da Lei da Anistia venha a ser recomendada pela CNV apenas na hipótese de derrota da Dilma; seria um dos vários abacaxis a serem colocados no colo do(a) sucessor(a).
E que, vitoriosa, ela não queira nem ouvir falar do assunto, com a CNV abstendo-se de causar-lhe aborrecimentos.
Tomara que meus temores sejam infundados..."
Infelizmente, tudo que ocorreu desde então só os veio reforçar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O POSTE QUE VIROU PREFEITO SE GABA DE TER INSPIRADO JOGO SUJO CONTRA MARINA

O prefeito Fernando Haddad se vangloria, em entrevista à Folha de S. Paulo (vide aqui), de haver dado ao marqueteiro de Dilma Rousseff a ideia de atacar a ligação de Neca Setúbal com Marina Silva.

Para quem não é de São Paulo, informo: Haddad foi  o poste que o Lula conseguiu eleger em 2012, repetindo a façanha de Paulo Maluf, que fizera de Celso Pitta o burgomestre da maior cidade brasileira (seu mandato terminou melancolicamente, sob uma saraivada de denúncias de corrupção). 

Numa pesquisa do início deste ano, Haddad ocupava o último lugar entre os prefeitos das capitais brasileiras: 60% dos paulistanos consideravam sua gestão "ruim" ou "péssima".

Em termos de (crassa) incompetência e de (elevadíssima) taxa de rejeição, Haddad é o Pitta 2. Mas, há uma diferença entre ambos: a criatura malufista mantinha uma certa compostura pessoal, enquanto temos enorme dificuldade para concluir se o trotskista que virou suco é pior como administrador ou em termos de caráter.

Pois o Haddad sempre soube que a Neca não apita neca no Itaú, tratando-se de uma mera herdeira que saca seus rendimentos e jamais atuou como banqueira. E como sabe disto? Simples: foi por ela apoiado na campanha eleitoral de 2012!!! 

Então, o Haddad precisaria esclarecer ao respeitável público o seguinte: quando aceitou e agradeceu o apoio da Neca, ele estava sendo ajudado por uma educadora ou sendo cooptado por um banco? Era um vendido em 2012 ou é ingrato e caluniador hoje?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

A ESQUERDA SAZONAL E SUAS CEREJAS RETÓRICAS: A ÁRVORE DO PT SÓ DÁ FRUTOS VERMELHOS NAS ELEIÇÕES...

Finalmente alguém encontrou a melhor definição para o PT dos dias de hoje: esquerda sazonal.

Parabéns ao filósofo Vladimir Safatle! Ele conseguiu dar o tratamento adequado ao fenômeno que, talvez por conta da profunda decepção que causa nos que um dia compartilhamos o sonho e depois o vimos transformar-se em pesadelo, invariavelmente nos faz resvalar para as diatribes.

O humor, contudo, convence mais do que o rancor, ainda que justificado.

Abaixo, em vermelho, está  a biopsia que Safatle faz (o texto integral pode ser acessado aqui) do partido que se propunha a mudar o Brasil mas hoje, mudado pelo Brasil, só empunha as velhas bandeiras no período eleitoral, não mais para libertar os explorados, mas sim para os iludir e, com isto, conquistar mandatos que continuarão não indo à raiz dos nossos problemas, qual seja a velha, sempre presente e por enquanto inabalável exploração do homem pelo homem.

Depois, tais bandeiras são devolvidas ao depósito das velharias, até que surja nova necessidade de brandi-las demagogicamente, sempre com o objetivo único da perpetuação no poder.

"De quatro em quatro anos, ocorre no Brasil um fenômeno interessante. Ele poderia ser chamado de: 'estação das cerejas vermelhas'.

Por volta no mês de agosto dos períodos pré-eleição presidencial, aparecem cerejas muito vermelhas, quase proto-revolucionárias, vindas de árvores governistas que pareciam há muito dar apenas os conhecidos frutos amargos da austeridade.

Então, quase que em um passe de mágica, começamos a ouvir na campanha eleitoral discursos com sabores proibidos de luta de classe, diatribes contra o sistema financeiro, promessas de investimento massivo em educação pública.

Mutações incríveis ocorrem, como governos que permitiram os mais fantásticos lucros bancários da história, alimentando o sistema financeiro com títulos da dívida pública e juros exorbitantes, apresentarem os bancos como inimigos do povo.

Tudo muito bonito.

Infelizmente, a estação das cerejas vermelhas termina de forma abrupta no dia 27 de outubro, logo após a consagração do segundo turno das eleições presidenciais. Então as árvores voltam a dar os frutos cinzas que todos conhecem." (Vladimir Safatle)
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