domingo, 7 de fevereiro de 2016

ESPINOSA, AQUELE QUE A DILMA CHAMOU DE "FANTASISTA", VIAJA DE NOVO NA MAIONESE, BABANDO DE ÓDIO...

Espinosa me chama de "imbecil"...
Em entrevista concedida a Alex Solnik e publicada no Brasil 247 (site e revista), Antônio Roberto Espinosa extrapolou sua tarefa de defender incondicionalmente a presidente Dilma Rousseff e, sem que nada lhe fosse perguntado, fez questão de de encaixar agressões vis e destemperadas contra mim. Dá para perceber claramente que estava babando de ódio. E a forçação de barra salta aos olhos, como todos podem constatar abaixo:
Qual era a imagem dela [Dilma] na VPR? De burra?
Não! Na VAR-Palmares, né, a Dilma não foi da VPR. Não, a Dilma sempre teve a imagem de alguém bem formado. Bem articulado. Lamarca, inclusive, tinha uma certa diferença com ela por achar que ela era teoricista. Ou seja, teoria demais. Mas era uma garota de 22 anos. Mas, a imagem dela, ao contrário... Ela provocava uma certa desconfiança no pessoal mais linha dura do movimento armado exatamente por ser melhor formada. Mais fundamentada. Quem tinha imagem de imbecil era Lungaretti. 
Celso Lungaretti.
Esse tinha imagem de imbecil! Aliás, o phisique du rol (sic) dele ajudava. Conhece? 
Não, pessoalmente, não.
Depois, ele traiu, né. Ele tem um blog hoje. Hoje ele dá uma de esquerda radical. Mas é pra pegar dinheiro da Anistia.
...eu respondo: "macaco, olha o teu rabo!".
Vamos mostrar o que se esconde por trás deste despautério rancoroso: 

1) É curioso que Espinosa só agora tenha chegado à conclusão de que eu tinha "imagem de imbecil". Pois foi ele quem me recrutou, quando eu tinha apenas 18 anos, para militar numa das duas principais organizações guerrilheiras da época; e ele era integrante do Comando Nacional quando, cerca de uma semana depois do meu ingresso, fui escolhido para integrar o Comando Estadual de São Paulo, incumbido de formar e dirigir um setor de Inteligência, o que provavelmente fez de mim o mais jovem comandante de guerrilha da época. 

2) Também soa pitoresco ele, como se fosse um pernóstico crítico de cinema ou teatro, pretender que eu tinha physique du role de "imbecil", pois naquele tempo eu já havia sido bem sucedido como líder estudantil, fora escolhido pelos meus sete companheiros secundaristas para representar nosso grupo no Congresso de abril/1969 da VPR e, mesmo participando apenas como convidado, acabei apresentando a proposta de posicionamento internacional que prevaleceu nas discussões e sendo incumbido de redigir o respectivo capítulo do programa da Organização. 

Seis meses mais tarde, o José Raimundo da Costa e eu fomos os autores da proposta de recriação da VPR, que acabou resultando na sua dramática separação da VAR-Palmares no Congresso de Teresópolis, com a adesão do Lamarca e outros dirigentes. Será que um militante bem mais jovem do que a maioria, e ainda por cima com imagem e physique du role de imbecil, conseguiria ter atuação tão destacada? 
A ânsia por aparecer nas páginas da Folha deu nisto...

E que isenção tem o Espinosa para me julgar, se estávamos em campos opostos naquele congresso e continuamos nos enfrentando na volta, quando fomos designados por nossas respectivas organizações para expor aos companheiros de São Paulo os pontos de vista da VPR e da VAR-Palmares com relação ao desmembramento? 

3) Se for para tocar no quesito imbecilidade, vale lembrar que, em tempos bem mais recentes (2009), Espinosa ficou deslumbrado com o interesse nele demonstrado por uma repórter da Folha de S. Paulo e, além de lhe conceder uma entrevista de três horas sobre temas melindrosos, ainda autorizou-a por escrito a escarafunchar, nos arquivos do Superior Tribunal Militar, toda a documentação existente a respeito dele, Espinoza (boa parte da qual citava também a Dilma)

Ou seja, deu ao inimigo toda a munição de que necessitava para, numa edição de domingo, trombetear triunfalmente que a terrorista Dilma pretendera sequestrar o santinho Delfim Netto! 

Aí, enquanto Espinosa se lamuriava de haver sido ludibriado pela Folha e Dilma o qualificava de "fantasista", coube ao imbecil aqui desmontar e desmoralizar a reportagem do jornal da ditabranda, não só com três artigos contundentes (o mais significativo foi este aqui), mas também informando o honesto ombudsman de então que a ficha policial da Dilma que a Folha publicara era uma tosca falsificação que circulava na internet, o que o levou a escrever uma mea culpa.   
Já o "imbecil" protesta contra ela

Aliás, a opinião atual do Espinosa a meu respeito tem tudo a ver com eu não haver deixado de criticar sua "ingenuidade angelical" em tal episódio, por ter ajudado "a Folha a reconstituir esse insignificante episódio histórico (...), sem perceber que poderia ser superdimensionado e deturpado para servir como arma contra Dilma Rousseff".

4) Acusar-me de "traidor" é uma infâmia, agora que está cabalmente esclarecido que me atribuíram a culpa pelo maior desastre da VPR embora fosse alguém de escalão hierárquico superior ao meu que fornecera à repressão a localização da escola de treinamento guerrilheiro em Registro; tal erro crasso da Organização tornou insustentável minha situação na prisão, tendo sofrido uma lesão permanente e quase morrido. Apelar para golpes baixos é patético no caso de quem tem sobrenome de filósofo.

5) Quando da luta interna e racha de 1969, Espinosa me qualificava de "militarista" e "radical". Mas diz que hoje eu estaria dando uma de esquerda radical. Parece que coerência não é o forte dele. Eu estava à esquerda do Espinosa há 46 anos e continuo à esquerda dele hoje. Trata-se de pura desonestidade querer embaralhar as coisas com intuitos difamatórios.

6) Quanto a pegar dinheiro da Anistia, é outra ignomínia do Espinosa se referir a isto. Porque não se trata de eu  pegar algo, mas sim de afinal receber o que o ministro da Justiça me concedeu há uma eternidade (a portaria é de outubro de 2005): uma pensão vitalícia e uma indenização retroativa que deveria ser integralmente paga em 60 dias, de acordo com as regras do programa. 
Babando de ódio só se diz besteira

Ocorre que a União, exatamente por eu ser da esquerda radical e não lambe-botas do partido que está no poder, faz tudo para não acertar as contas do passado (o retroativo) comigo. Já perdeu por 8x0 o julgamento do mérito da questão e por 7x0 e 8x0 o julgamento de dois embargos de declaração flagrantemente protelatórios. Agora, depois de goleada três vezes no STJ, fez com que meu caso fosse despachado para o STF.

Ou seja, a mim faz amargar nove anos de enrolações, mandando às urtigas a equanimidade; já os que não são de esquerda radical receberam e recebem tratamento bem diferente. 

Ao levantar a bola para eu marcar o ponto, desta vez o Espinosa, pelo menos, ajudou o mais fraco a tornar conhecida sua luta contra os abusos de poder do mais forte. Bem pior é quando ele levanta a bola para a Folha marcar uma enxurrada de pontos...  

sábado, 6 de fevereiro de 2016

DAS MARCHINHAS INGÊNUAS ÀS MÚSICAS COM PREOCUPAÇÃO SOCIAL: O CARNAVAL EM 20 LIÇÕES.

Não sou propriamente um carnavalesco, mas houve composições relacionadas ao tema que me marcaram muito.

São de quando ainda se faziam e lançavam músicas especialmente para a festa de Momo, algumas extremamente originais e criativas.

E também de quando uma nova geração de sambistas --já não do morro, mas do asfalto-- introduziu uma visão crítica no que antes era só poesia e ingenuidade.

Bons tempos aqueles, em que se podia fazer blague com Alá sem correr o risco de virar peneira, pois o mau humor não matava ninguém!

E nos quais a classe média interagia com o povão, tentando despertar sua consciência social, ao invés de apenas exaltar os traseiros redondos das mulatas...

Eis algumas dessas pérolas. Fico devendo as outras que não devem ter-me ocorrido...





























sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

PRECONCEITO CONTRA REFUGIADOS: A REAÇÃO SERIA A MESMA SE ELES FOSSEM FINLANDESES OU AUSTRALIANOS?

Por Vladimir Safatle
REFUGIADOS QUE DEVEM 
SER 'EDUCADOS' (trechos)

...Refugiados são pessoas fugindo de guerras e perseguições pedindo asilo porque o que tinham foi destruído ou confiscado, não são imigrantes procurando sua sorte em países em melhor situação econômica. Eles são o estrato mais vulnerável da população mundial, vendo-se muitas vezes nesse limiar entre a vida e a morte.

Todos os países europeus assinaram acordos claros que os comprometem a recebê-los. Nesse ponto, Habermas foi ao menos mais claro: "O asilo é um direito humano universal".

No entanto, se hoje um refugiado tiver a infeliz ideia de ir à Dinamarca, ele será acolhido por uma lei de confisco que permite ao Estado confiscar seus bens e dinheiro para custear os gastos do governo. Não por acaso, uma prática nazista aplicada sistematicamente contra judeus.

Se ele tentar ir aos EUA, responsáveis diretos por essa situação catastrófica devido à sua intervenção irresponsável no Iraque, ele não será acolhido devido a uma lei criminosa aprovada pelo Congresso americano que o impede de pedir asilo.

O chocante das decisões dinamarquesa e americana não é apenas a lei, mas a ausência de reações ferozes a ela.

Zizek (o filósofo esloveno Slavoj Zizek, autor deste artigo que a Folha de S. Paulo publicou no último domingo) prefere outra via e, há meses tem defendido abertamente a militarização do problema, ou seja, a criação de uma força militar europeia responsável por triar os refugiados no próprio Oriente Médio, separando o joio do trigo, decidindo, assim, de maneira soberana, quem pode viver e quem deve continuar sob chuva de balas e morrer.

É como dizer: a sorte dessas pessoas não me diz respeito. Pergunto-me se a reação seria a mesma se esses refugiados fossem finlandeses ou australianos, em vez de sírios.

Claro que se pode sempre utilizar o argumento de que os refugiados em questão são muçulmanos que desconhecem nossos pretensos valores de igualdade e tolerância, que entraram em uma espiral de ódio contra o Ocidente e, por isso, deveriam ser antes educados para a liberdade.

"A difícil lição a tirar disso tudo é que não basta dar voz aos injustiçados do modo como eles estão: para concretizar a emancipação real, eles precisam ser educados –por nós e por eles mesmos– para a liberdade", foi o que disse Zizek. Como exemplo da necessidade urgente de tal educação, ele usa os ataques e assédios a mulheres perpetrados em Colônia (Alemanha) no Ano-Novo.

No entanto, seria melhor começar por lembrar como, um mês depois dos ataques, a polícia alemã tem 30 suspeitos, sendo 25 argelinos e marroquinos, ou seja, suspeitos que simplesmente não são refugiados (que são sírios, iraquianos e líbios).

Dos outros cinco, não há informações disponíveis. Tais ataques são, infelizmente, uma ação recorrente em várias grandes cidades europeias no Ano-Novo há décadas, são casos de delinquência, de comportamento miserável de grupo que nada tem a ver com o problema dos refugiados.

Pois, se for para falar de machismo e homofobia, é melhor expulsar da Europa boa parte dos próprios europeus e seus líderes políticos, a começar, por exemplo, pelo campeão do machismo rasteiro Silvio Berlusconi.

Temo que essas colocações de Zizek apenas repitam algumas das piores páginas de Hegel, que acreditava que os africanos eram como crianças fora do processo de amadurecimento próprio à história. Tudo se passa como se devêssemos educá-los porque eles não têm ideias, apenas afetos como inveja e ódio.

Talvez seria melhor lembrar que ninguém precisa ser educado por um europeu para saber o que significa igualdade e alteridade. Toda sociedade tem uma tendência igualitária e de abertura. Mas às vezes é mais fácil ver, no estrangeiro, uma criança frustrada. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

AINDA SOBRE "TRUMP - LISTA NEGRA": A ANÁLISE DE ALBERTO DINES.

 DE TRUMBO A TRUMP - LISTA NEGRA
 AO VIVO E EM CORES (trechos)

Por Alberto Dines, no OI
...Trumbo - Lista Negra não é uma obra-prima, é apenas um filme excelente — correto, decente, bem narrado, bem interpretado, comprometido com o resgate da história mesmo que a saga dos Dez de Hollywood, Hollywood’s Ten (como o episódio ficou conhecido), tenha sido reduzida para alguns pares. O próprio Trumbo e seus contemporâneos não o fariam melhor presos às naturais limitações e convenções da dramaturgia. E o efeito seria de igual intensidade — o público distanciado no tempo e no espaço perceberia a mensagem libertária, tolerante e, sobretudo, democrática.

É de mensagens que trata Trumbo e o espírito daquele tempo — Zeitgeist — é fruto da derrocada do nazifascismo e da vitória da democracia na 2ª Guerra Mundial. Aquela safra de filmes (a maioria deles, produções baratas, tipo B) que assustou a extrema-direita americana e levou-a pressionar os estúdios contra a infiltração subversiva, nada tinha de comunista. Era parte de um gênero mais tarde conhecido como cinéma noir, realismo puro e simples que Hollywood, com raríssimas exceções, até então desprezara.

A extrema-direita americana sempre detestou o New Deal, o Novo Contrato proposto pelo democrata Franklin Delano Roosevelt, claramente progressista. E quando os EUA declararam guerra ao Japão em resposta à agressão em Pearl Harbor (1941), foi Hitler quem tomou a iniciativa de declarar guerra aos EUA. Imaginava que os EUA jamais se aproximariam da URSS. Um de seus erros capitais.

Os reacionários fizeram o impossível para que a União Soviética ficasse fora da entente dos Aliados. É conhecido o apelo direto da Casa Branca aos magnatas de Hollywood – em sua maioria judeus oriundos do Leste Europeu – para que produzissem filmes pró-Rússia (caso da Canção da Rússia com Robert Taylor, 1944, que popularizou o Concerto nº 1 para Piano de Piotr Tchaicovsky). A direita perdeu mais esta batalha.

Não por casualidade, logo após o fim das hostilidades na Europa surgiu nos EUA o neofascista America First Party, cujo fundador (Gerald L.K. Smith) com o patrocínio de Walt Disney passou a denunciar a “mentalidade estrangeira dos judeus russos em Hollywood”.

Dois anos depois (25/11/1947) estava montado o circo de horrores na Comissão de Atividades Anti-Americanas do Senado com o indiciamento de 10 profissionais dos estúdios, principalmente roteiristas, atores e diretores. O famigerado Joseph, Joe, McCarthy, já era senador republicano por Wisconsin mas só começou a chamar a atenção em 1950 depois de um inflamado discurso contra a infiltração comunista e o homossexualismo no cinema, na Voz da América e no Departamento de Estado.

McCarthy e o macarthismo não aparecem em Trumbo porque ainda não haviam se convertido nas estrelas daquele surto de histeria que, infelizmente, não foi o último vexame da democracia americana. O Tea Party é o mais recente porém não o derradeiro. O país que venceu o fascismo parece intoxicado por ele. Ou são as elites que cansaram da democracia?

A enfezada descompostura da colunista Hedda Hopper (Helen Mirren) no atônito Louis B. Mayer quando distrata todos os chefes dos estúdios designando-se pelos nomes judaicos originais, ainda que ficcional, resume o ressentimento antissemita da ultradireita de Hollywood. Não por acaso logo em seguida, os estúdios capitularam diante da pressão do Senado.

Não por acaso também os filmes que tiraram Trumbo do ostracismo e desmoralizaram a lista negra foram iniciativas de judeus (não necessariamente iniciativas judaicas). No primeiro, Spartacus, o autor da história original, Howard Fast; o protagonista e produtor, Kirk Douglas; e o diretor Stanley Kubrick. Em Exodus, o autor do livro, Leon Uris e o diretor Otto Preminger.

O ABC DAS LISTAS NEGRAS, 
OU EMBARGOS, OU BOICOTES.

A lista negra é irmã da censura: esta coíbe obras, ideias, aquela escraviza autores. A expressão poderia ser substituída por embargo ou boicote. O substantivo blacklist e sua variação verbal, impuseram-se.

Em regimes totalitários, a lista negra é rigorosamente desnecessária, o sistema encarrega-se de identificar, embargar e suprimir o que ou quem deve ser embargado ou impedido.

A lista negra não é produzida pelo Estado, a não ser quando o Estado dos Direitos está aniquilado. A lista negra é um ardil para sabotar as liberdades vigentes. É um recurso corporativo que vige nos desvãos da democracia, à sombra de poderes espúrios – religiosos, econômicos ou políticos.

A lista negra de Hollywood não foi imposta pelo Legislativo americano, este limitou-se a castigar os insubmissos que recusavam colaborar, designando-os como comunistas. Sua alma é gerenciada pela Motion Picture Association, uma guilda formada pelos estúdios, distribuidoras, cadeias de cinemas e, sobretudo pelos bancos que financiam a indústria e o comercio de filmes.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

LULA COGITA TER COMO PORTA-VOZ O PALADINO DA IMPUNIDADE DOS TORTURADORES

Quando ministro da Defesa, usava uniformes de campanha...
Está na Folha de S. Paulo, coluna da Monica Bergamo, desta 4ª feira, 3:
"Um dos candidatos a porta-voz de Lula é o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim. Ele é o nome preferido dos que argumentam que o ex-presidente passe a ser defendido por um político de estofo, que consiga se contrapor à avalanche de suspeitas e críticas feitas pela imprensa". 
...e outras bizarrices. 
Se consumada, será uma escolha simplesmente desastrosa e repulsiva. Sabem por quê? Pelos motivos que já expus em agosto de 2011, quando Jobim foi merecidamente chutado do ministério do próprio Lula. 

Não há nada a tirar, nem pôr. Recapitulemos.
.
JOBIM: SUA REMOÇÃO 
DEMOROU UMA ETERNIDADE.

...A situação por ele [Jobim] criada, com suas seguidas, inconsequentes e inaceitáveis incontinências verbais, teve o único desfecho possível: a demissão.

Mas, o pior malefício que ele cometeu dificilmente será desfeito.

Foi Jobim quem, numa reunião ministerial decisiva, confrontou Tarso Genro e Paulo Vannuchi, encabeçando a corrente contrária à revisão da Lei de Anistia. Para opróbrio do Brasil, tal posição acabou prevalecendo.

Em plena ditadura militar, os altos escalões do arbítrio concederam um habeas corpus preventivo a si próprios (mandantes) e a seus esbirros (torturadores), para evitar que se fizesse justiça quando da redemocratização do País.

Absurdamente, a Nova República, presidida por um lambe-botas dos antigos déspotas,  esqueceu  o festival de horrores que a antecedeu.

Os dois Fernandos e o inapetente Itamar Franco deixaram tudo como estava no que tange a punições, embora FHC tenha, pelo menos, instituído as comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, para apurarem os crimes e injustiças do período de exceção, concedendo reparações aos sobreviventes e aos herdeiros das vítimas.

A chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder reavivou as esperanças de que tanto as bestas-feras, quanto os canalhas que removeram suas focinheiras, respondessem finalmente por seus atos.

Mas, com participação decisiva de Nelson Jobim, o Ministério resolveu, no final de 2007, que o Governo Federal não proporia a revisão da anistia de 1979.

Um ano mais tarde, quando a questão chegou à Justiça, a posição da União, expressa por sua Advocacia Geral, foi de que a Lei de Anistia colocara uma pedra sobre o assunto. E, todas as vezes em que a AGU foi chamada a dar seu parecer, alinhou-se com a impunidade.

Não é de estranhar-se que o Congresso Nacional tenha olimpicamente ignorado o assunto; e que o Supremo Tribunal Federal, em 2010, haja ratificado o entendimento do Executivo.

Até hoje, não se conseguiu desatar o nó atado em 2007 por Jobim e os ministros reacionários e/ou pusilânimes que lhe garantiram maioria.

Foi naquele momento que Jobim, prestando um enorme desserviço à Nação, desqualificou-se irremediavelmente para o Ministério. Sua remoção demorou uma eternidade.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

DALTON TRUMBO DERA ALGUMAS VACILADAS, MAS LUTOU COMO UM LEÃO CONTRA O MACARTISMO.

Ao embarcar para o cumprimento da pena (ficou preso 11 meses)
Trumbo - lista negra, que acaba de estrear nos cinemas paulistanos, aborda acontecimentos históricos importantes e que até hoje são pouco mostrados ao grande público (*). Tomara que, juntamente com Ponte dos espiões (d. Steven Spielberg, 2015), abra caminho para obras com propostas mais ambiciosas e maior densidade artística. 

Lembra a histeria anticomunista que tomou conta dos Estados Unidos a partir de 1950, com foco numa de suas principais vítimas na indústria cinematográfica, o roteirista Dalton Trumbo.

A 2ª Guerra Mundial terminara com duas novas potências ascendendo inesperadamente ao primeiro plano, enquanto Inglaterra, França, Alemanha e Itália despencavam. O noviciado custou caro: passamos perto de uma guerra nuclear que provavelmente nos devolveria para as cavernas.

Os EUA acreditaram --e fizeram seu povo acreditar-- que a supremacia atômica seria suficiente para manter os soviéticos quietinhos no seu lugar, mas dois choques de realidade os abalaram profundamente: em agosto de 1949, a URSS entrou para o clube nuclear, testando com êxito seu primeiro petardo; e dois meses depois a revolução triunfou na China, com Mao Tse-tung assumindo o poder.

O macartismo foi uma reação típica de cidadãos imaturos e acovardados, face a uma surpresa das mais inquietantes; tinham de achar bodes expiatórios, malhar alguns Judas, enquanto tentavam afastar de suas mentes a paúra de virarem pó ou tochas vivas, como os moradores de Hiroshima e Nagasaki.
Dando depoimento hostil aos caçadores de bruxas

As vítimas mais estridentes desta caça às bruxas extemporânea foram dois comunistas de passeata que levaram recados de um lado para outro, tendo desempenhado papel dos mais insignificantes na transmissão de segredos atômicos aos soviéticos. Hoje é ponto pacífico que foram grandes cientistas os autores da proeza, temendo que a concentração de tamanho poder destrutivo nas mãos de uma única nação acarretasse outros massacres dantescos. Quiseram criar um equilíbrio do terror.

Como pegava mal os EUA torrarem luminares da ciência, despacharam o pobre casal Rosenberg para a cadeira elétrica e fizeram vistas grossas à infidelidade dos gênios. Pessoas próximas aos três líderes do projeto nuclear estadunidense (Robert Oppenheimer, Enrico Fermi e Leo Zsilárd) é que vazaram os segredos, sabe-se lá se com ou sem a anuência dos ditos cujos. Quem pagou o pato foram os estafetas.

Sob a batuta do senador Joseph McCarthy, tendo como fiel escudeiro Richard Nixon, armaram-se investigações espetaculosas da infiltração comunista em campos de atividades mais salientes, como o cinema (quando essa corja quis fazer o mesmo com as Forças Armadas, levou um pontapé nos fundilhos, pois os militares jamais consentiriam que tal circo debilitasse o sistema de defesa do país).

Enquanto isso, milhares de infelizes dedicados a atividades menos atraentes para a mídia também comiam o pão que o diabo amassou, submetidos a investigações governamentais ou privadas, perdendo os empregos e a saúde, vendo suas famílias esfacelarem-se e, levados ao fundo do poço, se matando. Desses pouco se falou na época e seu martírio não inspira filmes hoje. Foram os destruídos anônimos.
O Trumbo verdadeiro...

Sob pressão da imprensa e de associações fascistoides semelhantes à TFP daqui, os grandes estúdios cinematográficos cederam, colocando muitos profissionais brilhantes numa lista negra que, em tudo e por tudo, lembrava o index no qual a Igreja medieval sepultava obras tidas como heréticas. Assim como o calvário dos perseguidos, presos, discriminados, maltratados, humilhados e ofendidos tinha muita semelhança com o festival de horrores da Inquisição.

O filme apresenta um dos principais roteiristas da época, Dalton Trumbo, atravessando sofridamente a intempérie e fazendo da luta para resgatar sua carreira uma batalha contra a própria existência da lista negra. É comovente, claro, e o ator Bryan Cranston está simplesmente perfeito no papel. Merece muito mais o Oscar do que Leonardo DiCaprio.

Já o diretor Jay Roach e o roteirista John McNamara desperdiçaram ótima oportunidade de criarem uma verdadeira obra-prima, ao heroicizarem demais seu herói, na melhor tradição hollywoodesca.

A partir do momento em que se tornou vítima do marcatismo, Dalton Trumbo foi exemplar e digno, ponto final.

Antes, contudo, tinha sido um stalinizado típico. É mostrado a discursar numa greve por aumento de salários, mas a influência esquerdista nos estúdios serviu também para torpedear a realização de filmes que criticavam o grande ditador do Kremlin, como dois projetos derivados de obras do escritor Arthur Koestler, aliás um dos alvos da caça às bruxas que também houve no lado de lá. Ironias da História.

Pior, quando a União Soviética enfrentava os nazistas, Trumbo virou falcão convicto: não só mandou a editora cessar a distribuição e recolher as edições restantes nas livrarias do seu velho livro pacifista Johnny vai à guerra (o qual se tornara inconveniente naquele momento em que os comunistas ansiavam pela entrada dos EUA na guerra e muita gente estimulava a neutralidade face ao conflito europeu), como denunciou ao FBI o nome de pessoas aparentemente simpáticas ao nazi-fascismo que lhe escreveram tentando obter edições da sua obra. Isto lhe seria cobrado até o fim dos seus dias e ele admitiu que se tratara de uma terrível vacilada.
...aqui, com o bigode raspado.

O lado negativo que aparece no filme, para aparentar alguma isenção, é o de que, a certa altura, Trumbo praticamente tiranizou a família, exigindo dedicação integral da mulher e filhos à sua cruzada para continuar exercendo a profissão na moita.  Mas, naquelas circunstâncias, isto era mais do que desculpável, um pecadilho. Já se tornar censor da própria obra e dedar à polícia os interessados em adquirir seu livro foram pecados mortais.

Assim como é indesculpável a fita dar a entender, para maior glória do cinebiografado, que foi Dalton Trumbo a primeira vítima do macartismo cinematográfico a desafiar ostensivamente a lista negra.

Tal primazia coube ao também roteirista Carl Foreman em 1952, no superlativo Matar ou morrer (d. Fred Zinnemann), tão acachapante que despertou ira exacerbada nos reaças de carteirinha assinada como o John Wayne.

Nele, um xerife (Gary Cooper) é ídolo na sua cidade, mas não recebe apoio de ninguém quando está na iminência de enfrentar quatro temíveis pistoleiros. Os conhecidos e amigos de uma vida inteira tiram o corpo fora, exatamente como ocorreu no auge das perseguições macartistas a figuras queridas de Hollywood. O xerife sai da encrenca ajudado apenas pela esposa e, ao partirem para sempre, atira a estrela de lata no chão, enojado.

* Filmes sobre o macartismo que vale a pena assistir: Testa-de-ferro por acaso, Culpado por suspeita e Boa noite, boa sorte.

domingo, 31 de janeiro de 2016

APOLLO NATALI: "JORNALISTA, PROFISSÃO PROIBIDA"

Congratulações ao Congresso Nacional pela seriedade com que tratou e aprovou, em 2009, próximo da unanimidade, a volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo! Foram 68 votos a 7 no primeiro turno e 60 a 4 no segundo. Quando a Câmara dos Deputados der sua aprovação, dizíamos, seremos jornalistas! 

Nunca vamos dizer isso. A Câmara não aprovou. Deixou esse assunto quieto para sempre. Jamais receberemos a graça de exercer com reconhecimento nossa profissão apaixonante, a certeza de um país melhor e de lambujem reconquistarmos nossos direitos trabalhistas, porque não voltaremos a ter a profissão regulamentada.

Desde a traumatizante decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a  obrigatoriedade, venho manifestando em prosa e verso meu tormento com aquela postura cavernosa do tribunal maior do país. Meus mais aflitivos lamentos em defesa da obrigatoriedade do diploma de jornalismo traduziram-se no envio do total de 600 cartas abertas, a cada um dos 80 senadores, 520 deputados federais e às Mesas Diretoras do Senado e da Câmara.

O momento de respirar fundo chegou com a correspondência da secretária-chefe da Mesa do Senado Federal, Cláudia Lyra Nascimento, informando que minha manifestação (Carta aberta ao Senado Federal) havia sido juntada ao processado da proposta de Emenda à Constituição nº 33, de 2009, que acrescenta o artigo 220 à Constituição Federal para dispor sobre a exigência do diploma de curso superior de comunicação social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria, encaminhada à Casa Revisora da Câmara dos Deputados, voltaria a tramitar no Senado Federal caso fosse aprovada alguma modificação de mérito. A Câmara emudeceu.

É chocante o descaso com que o profissional jornalista vem sendo tratado pelos  defensores da não obrigatoriedade, à frente a Folha de S. Paulo --principalmente ela, que transformou em folclore a profissão de jornalista e em  crendice popular a sua pregação de que, para ser jornalista, basta o cidadão ser minimamente alfabetizado.

Dois pontos de vista venho ressaltando nas minhas defesas da obrigatoriedade. Um, é que os patrões acabaram por restaurar impunemente o regime de escravidão no trabalho do jornalista. Dois, a não obrigatoriedade torna perpétua a escuridão cultural e política de 389 anos de exploração e de escravidão no país.

Quando deixei o Grupo Estado, faz 24 anos, o jornalista já não era registrado em carteira em mídia nenhuma.  Em qualquer redação, 16 horas de trabalho por dia. Para ter emprego o profissional tinha de abrir firma própria, pagar impostos devidos a uma empresa comum, sem direito a férias, 13º, nem descanso semanal. Melhoria salarial, um pesadelo. Os dias de descanso eram determinados pelo patrão. Podiam ser no meio ou no fim da semana, e eram computados como férias. Trabalho de escravos, direitos de escravos.

De cambulhada, os patrões e seus cúmplices da empreitada arrasadora de dar sumiço a uma categoria profissional inteira, acabaram com a lei de imprensa, o que significa que se arrogam a tirania de injuriar, caluniar, ofender, impunemente. O auge da sufocação foi os opressores terem sepultado a regulamentação de uma profissão vital para a nação, exercida em cada quarteirão do país. A isso, regulamentação, seus comparsas chamam de corporativismo.

Para não dizer que não falou de flores, a Folha editou numa mesma página duas opiniões sobre o diploma de jornalismo. Uma, de seu dependente Clóvis Rossi, que garantiu um não, evidentemente. A outra, de um consagrado jornalista que equilibraria a balança dizendo sim, Jose Hamilton Ribeiro, 70 de profissão. O maior prejuízo da não obrigatoriedade recai sobre a Nação, disse José Hamilton Ribeiro.

O não de Clóvis Rossi é fundamentado em sua pregação de que o exercício do jornalismo depende apenas da conjugação de quatro verbos: ler, ouvir, ver e contar. Esse é a espécie do jornalista de cabresto ao gosto da Folha e seus assemelhados, sobressaltados com o diploma obrigatório e suas conseqüências para os seus encargos sociais, a principal delas é terem de respeitar as leis trabalhistas. 

Que reinado feliz o deles, cercados de jornalistas arregimentados como seus escravos, inaptos para enxergar com nitidez a nação e o mundo, exercer e defender direitos. Horizontes esses discutidos e descortinados numa boa faculdade, sim senhores! Jornalistas a contento de um Frias Filho? Não, ponto e basta. Frias Filho, o próprio, que já havia balbuciado irresponsavelmente: em 15 dias eu faço um jornalista. Até parece!

A jornalista gaúcha Bianca Legasse coletou há alguns anos um punhado de mostrengos de expressão em jornais cariocas como O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, Extra. Mostrou assim o quanto é rasteiro e ridículo o jornalismo sem escola:
  • Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente. 
  • A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano. 
  • Os sete artistas compõem um trio de talento. 
  • A vítima foi estrangulada a golpes de facão.
  • Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável. 
  • No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos. 
  • Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva. 
  • Parece que ela foi morta pelo seu assassino.
  • O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas. 
  • O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou. 
  • A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço. 
  • Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes. 
  • O aumento do desemprego foi de 0% em novembro.
  • O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos. 
  • Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio trata-se de um incêndio. 
  • Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel.
  • O cadáver foi encontrado morto dentro do carro.
  • Prefeito de interior vai dormir bem e acorda morto.
Por Apollo Natali, que ingressara na imprensa antes do diploma de jornalista se tornar obrigatório e foi automaticamente isentado da nova exigência, à qual ficaram sujeitos apenas os iniciantes na profissão. Mesmo assim, depois de quase quatro décadas atuando nas redações, sentiu que havia uma lacuna em sua brilhante carreira e foi, sexagenário, fazer o curso de jornalismo, graduando-se com louvor aos 71 anos de idade.

sábado, 30 de janeiro de 2016

GUERRILHEIRO, PRESO POLÍTICO, COMPANHEIRO PRESIDENTE: ELE NÃO VENDEU SUA ALMA. E LAVOU A NOSSA!

"Tive de aguentar 14 anos em cana (…). Nas noites que me davam um 
colchão eu me sentia confortável. Aprendi que se você não 
pode ser feliz com poucas coisas, você não vai 
ser feliz com muitas coisas."
.
"Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade."

"O que é que chama a atenção mundial? Que vivo com pouco, numa casa simples, que ando num carrinho velho, essas são as notícias? Então este mundo está louco, porque o normal surpreende."
.
(frases do companheiro uruguaio José Mujica, que integrou o 
Movimento de Libertação Nacional - Tupamaros e nunca 
abdicou dos valores morais de um revolucionário, 
daí ter ficado conhecido como "o presidente 
mais pobre do mundo")

RUI MARTINS MATA A COBRA E MOSTRA O PAU: "DILMA SANCIONA LEI INCONSTITUCIONAL".

Dilma pecou e não tem perdão, por ter jogado às urtigas a laicidade do Estado brasileiro, que assegura a separação entre o Estado e as 
igrejas, herdada dos positivistas e maçons da República. E 
assim agiu para ganhar votos dos deputados
 evangélicos contra seu impeachment. 
O Brasil tem uma tradição republicana laica, vinda dos franceses positivistas e dos maçons, assegurando a separação entre a Igreja e o Estado, integrada na Constituição de 1891. Não há uma declaração expressa afirmando essa separação, mas na Declaração dos Direitos dos Cidadãos, a Constituição deixava explícito no artigo 72, que, modificado em 1926 passou a ser :
§ 7º Nenhum culto ou igreja gosará de subvenção official, nem terá relações de dependencia ou alliança com o Governo da União, ou o dos Estados. A representação diplomatica do Brasil junto à Santa Sé não implica violação deste principio.
A Constituição reconhecia direito igual para todas as religiões, que as pessoas seriam livres para seguir qualquer religião ou não ter religião, que o ensino público seria laico nas escolas públicas e que só seria reconhecido o casamento feito em cartório.

Entretanto, a Igreja Católica, na época dominante e sem  a concorrência atual dos evangélicos, considerou-se prejudicada inclusive na questão do casamento, que só teria valor quando celebrado em cartório civil. Por isso, se mobilizou quando da elaboração da reforma das Constituições de 1934 e 1937, através da Liga Eleitoral Católica que pleiteava não só a validade civil dos casamentos feitos diante dos padres, chamados casamentos religiosos, como a inscrição na lei da indissolubilidade do casamento, para assegurar sua posição contra o divórcio.

Assim, embora se tivesse mantido a separação da Igreja e do Estado, o clero católico obteve também o retorno do ensino religioso e a administração dos cemitérios também por associações religiosas. Isso implicou igualmente a introdução da palavra Deus no preâmbulo da Constituição, mas, como argumentou o STF, sem poder normativo, isto é, sem que o Estado teísta implicasse uma união com a Igreja, como ocorre em muitos países, inclusive Israel, e no Oriente Médio, que são Estados teocráticos.

A separação do Estado da Igreja é uma conquista da evolução da sociedade moderna, do fim dos regimes religiosos da Idade Média na Europa, nos quais os próprios reis dependiam para serem coroados e governar do reconhecimento e bençao do Vaticano, considerado representante do poder divino.

A Renascença, o Iluminismo e a ruptura da unidade dos cristãos com a Reforma provocando um pluralismo religioso cristão, as interpretações não religiosas, seculares ou laicas da vida e da sociedade levaram à necessidade de se separar o Estado, ao qual pertencem todos os cidadãos, da Igreja com seus diferentes tipos de fé, seus dogmas, credos, crenças convivendo com o mundo real mas a ele não pertencendo.

Se durante um século, desde a introdução por missionários, as denominações protestantes foram minoritárias, contentando-se em ter apenas alguns deputados estaduais em alguns Estados e não se interessando, por tradição calvinista ou luterana, em intervir na legislação do Estado (como tinham aconselhado Cristo e o apóstolo Paulo), esse quadro mudou nas últimas décadas.

O surto do evangelismo começou na América Central nos anos 60, onde a promessa bíblica de uma vida futura melhor, num céu ou paraíso e com vida eterna, fizeram as populações mais carentes darem mais crédito ao discurso de pregadores que aos dos políticos ou revolucionários. Mas, tão logo os pregadores perceberam o número de fiéis, obtido com suas promessas de autênticos vendedores de loteamentos no céu e promessas abstratas, decidiram ter uma parcela do poder temporal, numa espécie de ter o certo possível que o duvidoso.

O centenário da Guerra dos Canudos nos leva a estabelecer uma certa relação do evangelismo populista, diferente do protestantismo clássico mais intelectualizado, com os seguidores ingênuos e beatos de Antonio Conselheiro, que sem exclusão e perseguição, se tornaram pacíficos, passivos e de grande abnegação.

Ao mesmo tempo não se pode esquecer ser a religião um lenitivo contra as dores da pobreza, das injustiças e das depressões, funcionando o pregador como um psiquiatra dos pobres, ajudado pela magia dos cantos, das orações e da fé exercida em coletivo geradora de maior confiança.

Ao contrário das denominações protestantes, cujos pastores têm uma formação universitária teológica,os pregadores evangélicos se improvisam ao se sentirem chamados para levarem a palavra ao povo. Uma parte são aproveitadores da fé dos incautos e simples, mas outra parte age como tendo sido escolhida pelo deus com os quais imaginam ter uma relação mais próxima. E utilizando a sabedoria popular, mesmo sem formação escolar, conseguem encantar seus seguidores. As igrejas evangélicas garantem ser um canal direto de contato com deus.

Enquanto o protestantismo de origem européia e mesmo americana, como os presbiterianos, conseguem ser liberais e sempre foram pelo divórcio, aceitam o aborto e começam a aceitar o casamento homossexual e o exercício do pastorado por mulheres, o populismo evangélico e sua inspiração direta na Bíblia sem uma formação cultural, levam ao moralismo rígido de certa forma próximo do moralismo muçulmano, quando proíbem as mulheres de cortar o cabelo, de usar saias compridas e o véu na igreja, além de condenarem o homossexualismo  e a relação sexual antes do casamento.

O evangelismo chegou ao Brasil pouco antes do golpe militar e se expandiu com o apoio americano na compra de rádios e canais de televisão. Com uma Igreja Católica distante do povo com uma mensagem antiquada e condenando a teologia da libertação para continuar junto do poder, os evangélicos encontraram um campo fértil para sua mensagem de se poder falar com deus e se ganhar uma vida eterna, com o perdão dos pecados, embora não se saiba muito bem que pecados possam ter os pobres trabalhadores.

Próximos dos 30 % da população, hoje os pregadores evangélicos se enriqueceram e sentiram ter também poder políticos. Alguns se sentem chamados por deus, mas outros utilizam a crendice popular como alavanca para terem cargos públicos e viverem melhor.

Tudo isso poderia ser muito simples, se os líderes evangélicos ficassem só nos cânticos dos salmos e hinos e nas prédicas para seus seguidores serem bons e abnegados. Mas não ficaram e hoje têm parlamentares e políticos decididos a colocar nas nossas leis e práticas o que imaginam ser da vontade de deus. E o Brasil já sente o risco de ter leis reacionárias para punir os homossexuais e as mulheres que abortam.

A Igreja Católica que sempre desfrutou do poder no Brasil, tendo apoiado o golpe dem 1964, namorar a possibilidade de ter uma Concordata com o Vaticano, como ocorre na Argentina (clero igualmente reacionário) com seus bispos sendo dignatários do Estado. Os evangélicos alimentam o projeto de as igrejas poderem fazer propostas ao governo ou parlamento.

E é nesse contexto que a presidente Dilma decide agradar os evangélicos sem desagradar os católicos, usando de seu cargo de dirigente de um país laico para decretar uma data para pregação do Evangelho, se esquecendo de que nem todos os brasileiros são cristãos ou religiosos.

Por ironia, a data escolhida, nesse gesto anti-laico, é o 31 de outubro –data  do primeiro protesto de Martinho Lutero contra as bulas papais e a venda das indulgências mas, ao mesmo tempo, a data da festa céltica  pagã de Halloween levada aos EUA pelos irlandeses, onde ficou muito popular com suas caveiras de abóboras, hoje comercializada, mas considerada pelos evangélicos como festa satânica.

Na sua incrível capacidade de errar, nossa presidente violou nossa tradição laica e querendo agradar aos evangélicos, que a fizeram em 2010 recuar depois de ter se declarado favorável ao aborto, não vetou uma lei levada ao Congresso em 2009 pelo deputado Neucimar Fraga, ex-prefeito de Vila Velha, no Espírito Santo. Depois de aprovada pela Câmara, a lei foi aprovada em 2015 pelo Senado com o apoio dos lobistas evangélicos.

A lei 13.246, que se esperava ser vetada por ser inconstitucional num país laico, foi sancionada na surdina, dia 12 de janeiro, pela presidente Dilma, numa tentativa de escapar do impeachment com o apoio dos deputados evangélicos.

Será que a OAB vai deixar passar esse atentado à laicidade do Estado brasileiro?

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

PARA PROTEGER REINALDO AZEVEDO, OMBUDSMAN DA "FOLHA" FALTA COM O DEVER, IGNORA LEITORES QUEIXOSOS E DESRESPEITA CIDADÃOS IDOSOS.

Reinaldo Azevedo: pego na mentira.
Há exatas duas semanas a Folha de S. Paulo publicou uma coluna de Reinaldo Azevedo na qual, para satanizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (o que ele e a veja fazem dia sim, outro também, há anos), mentiu descaradamente sobre o desfecho do Caso Battisti.

Após sustentar que Lula se consideraria "o inimputável da República", Azevedo foi mais além em suas invencionices manipulatórias: 
"Vai ver isso decorre daquela maioria excêntrica formada no STF, em 2009, que decidiu que o refúgio concedido a Cesare Battisti era ilegal, mas que cabia a Lula decidir se o terrorista ficaria ou não no Brasil. Ficou. Assim, os excêntricos de toga lhe concederam a licença única para decidir contra a lei".
No mesmo dia (15/01/2016), os três principais defensores de Battisti na batalha de opinião publica outrora travada escrevemos à ombudsman da Folha, Vera Guimarães Martins, pedindo um posicionamento do jornal com relação a quem utiliza suas páginas para falsear a História e insuflar campanhas de ódio.

Eu pedi à ombudsman que cumprisse a sua missão de defender as boas práticas jornalísticas, evitando que fosse estigmatizado um escritor já sexagenário, que está aqui em situação perfeitamente legal e leva vida produtiva e pacata em nosso país, tendo esposa e filho brasileiros. 
Cesare Battisti, hoje: um sexagenário pacato e produtivo.

E expliquei o que o Supremo Tribunal Federal realmente decidira, ao cabo de três longas e dramáticas sessões de julgamento, cujas três votações tiveram o mesmo placar de 5x4, atestando a complexidade do assunto que Azevedo pretendeu esgotar de forma tão leviana e superficial:
"1. anular a decisão do então ministro da Justiça Tarso Genro de conceder refúgio humanitário a Battisti, por considerar que os motivos alegados eram insuficientes para tanto;
2.     autorizar a extradição de Battisti, solicitada pela Itália;
3.   reafirmar a jurisprudência de que cabe ao presidente da República, como condutor das relações internacionais do País, a palavra final sobre pedidos de extradição. 
Foi, portanto, uma mentira cabeluda do Azevedo: Lula não decidiu 'contra a lei', apenas exerceu uma prerrogativa presidencial que sempre existiu em nossa tradição republicana. 
Azevedo também tenta vincular demagogicamente a terceira decisão à primeira, o que é uma ofensa à inteligência dos leitores da Folha. O refúgio humanitário foi anulado, mas isto apenas impedia Lula de o restabelecer. A decisão presidencial foi outra, a de não autorizar a extradição".
Para Dalmo Dallari, negar extradição foi "ato de soberania".
O valoroso jornalista Rui Martins solicitou que se publicasse algo "para retificar erro do colunista Reinaldo Azevedo, em nome da equidade e veracidade  na imprensa". E deu dois links para a ombudsman informar-se melhor sobre o assunto, em termos legais: um do respeitadíssimo site Consultor Jurídico e outro do maior jurista brasileiro vivo, Dalmo de Abreu Dallari. 

E Carlos Lungarzo, professor universitário, escritor e defensor histórico dos direitos humanos, depois de esmiuçar os aspectos jurídicos do caso, desabafou:
"A posição da Folha no caso Battisti é conhecida não apenas no Brasil, mas também no exterior, bem como suas interpretações do caso e suas fontes, nem sempre isentas. 
Entretanto, a matéria do colunista Reinaldo Azevedo excedeu tudo o que já lemos na Folha e mesmo em outros veículos..."
O que fez a ombudsman, diante de tais queixas consistentes, apresentadas por leitores e cidadãos respeitáveis, os três idosos, os três com um currículo inatacável como paladinos dos direitos humanos?
O passado condena: ajudando Médici a soprar as velinhas...

Nada, absolutamente nada. Nem publicou a retificação que se impunha, nem mesmo respondeu aos três e-mails. Foi uma ofensa inédita: todos os ombudsman anteriores achavam algo para dizer em tais situações, ainda que não passassem de platitudes ou desculpas esfarrapadas.

Ou seja, Vera Martins não cumpriu sua obrigação profissional, não se comportou com um mínimo de civilidade e nem mesmo levou em consideração a condição de idosos dos seus interlocutores. 

Ficou muito aquém de sua digna antecessora, Suzana Singer, que teve coragem de discordar da outorga de um espaço semanal para Reinaldo Azevedo fazer sua panfletagem ultradireitista, argumentando que no jornalismo impresso "espera-se mais argumento e menos estridência; mais substância, menos espuma; do contrário, a Folha estará apenas fazendo barulho e importando a selvageria que impera no ambiente conflagrado da internet".

Mas, só pessoas muito especiais ousam remar contra a corrente. E Reinaldo Azevedo parece ser exatamente o tipo de colunista que a Folha gosta de ter, tanto que acaba de admitir um filhote do dito cujo como colunista júnior no seu site.
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