sábado, 25 de junho de 2016

PEDRO CARDOSO: "QUANDO O BRASIL VENCE MUITO NUMA OLIMPÍADA, GANHA DUAS MEDALHAS DE OURO. DÁ VERGONHA!"

POLÍTICA DE ESPORTES
É tão difícil defender políticas de esporte quanto é fácil o inverso e fazer da fome uma justificativa para a ausência de ações efetivas em outras áreas da administração pública da União, dos estados e dos municípios.

Até há uns 50 anos, passar fome ou necessidade financeira era uma situação atribuída exclusivamente ao indivíduo; ou a pessoa era considerada preguiçosa ou sem iniciativa; por um motivou outro, era censurada pela sociedade. Também poderia ser ou depressiva ou portadora de outra doença. A responsabilidade era somente individual.

Com o passar do tempo houve mudanças e hoje há situações em que a pessoa é responsabilizada, mas prevalece o entendimento de que algumas situações ultrapassam a questão meramente da pessoa e o fato passa a ser de responsabilidade coletiva. 

De uma forma ou de outra, nos denominados países pobres, sem infraestrutura adequada, a discussão fica restrita à comida no prato. No Brasil não é diferente. Por isso, torna-se impossível cobrar ações das autoridades no sentido de criarem espaços para a prática regular de qualquer esporte, exatamente porque quase tudo o que se fala neste país relaciona-se à falta de comida. Mas a população não quer só comida...

Dos quase 6 mil municípios, poucos têm uma quadra poliesportiva adequada à prática de três esportes diferentes. Não é razoável pensar em convencer um prefeito ou uma câmara municipal a construir um ginásio poliesportivo. Cientes dessas dificuldades, as pessoas nem tentam e se omitem totalmente.

Essa falta de compromisso com políticas de esporte ocorre nos governos municipais, estaduais e federal. Mas quando questionadas, as autoridades citam inúmeros projetos que atendem milhões de pessoas. Sabem que ninguém acredita, mas repetem à exaustão.

Iniciativas simples, como torneios de dama e de xadrez, deveriam partir das próprias  entidades sociais, dos sindicatos, das igrejas, dos condomínios e de outras instituições, mas só se consolidariam de forma abrangente e definitiva com políticas governamentais.

As cidades pequenas deveriam priorizar um esporte e organizar um torneio semelhante aos de tênis, com troféus e com uma simbólica recompensa financeira. Poderiam se organizar entre dez ou mais cidades para que cada uma fizesse um torneio de um esporte específico. Um município realizaria uma competição de vôlei, outro de basquete, de tênis, de natação e assim com outros esportes. Facilitaria a participação de atletas de outros municípios.

A cada três ou quatro anos, os municípios com mais de cem mil habitantes promoveriam eventos esportivos mais amplos, com nome de miniolimpíada ou de jogos abertos, a exemplo dos realizados no interior de São Paulo.

Como ainda prevalece a cultura da lei para tudo por aqui, para ajudar a fomentar a prática de esportes, o governo federal e/ou os governos estaduais deveriam criar normas prevendo a realização de atividades esportivas anuais em cada escola, sem exceção.

Estruturas físicas ideais viriam com a prática contínua. De início, valeria o improviso. Poderiam espelhar-se no futebol, que tem sua própria estrutura organizacional com torneios, campeonatos e tudo mais, com ou sem rede, com ou sem árbitro uniformizado. No vôlei, a falta de rede seria substituída por uma corda. Uma cal resolveria a demarcação da quadra. Um leigo que entendesse um pouco superaria tranquilamente a falta de um árbitro.

Da mesma maneira que todo vilarejo possui sua igreja, poderia se empenhar para a construção de uma quadra. As condições só surgirão com consciência, iniciativa e empenho.

Também há a necessidade de perseverança nas ações, para que os jovens não desistam no início. Seria necessário conscientizá-los dos benefícios que o esporte traz à saúde, além de ser ótimo como entretenimento.

Com pouco dinheiro é possível realizar todas as sugestões propostas. Com uma tábua (madeirite), dois caibros, seis parafusos e seis pequenas latas de tinta eu fiz uma mesa de tênis, que alegrou um vilarejo no interior da Bahia por muito tempo.  

Pode até não existir má-fé, pouco importa, mas se faz necessário que as autoridades e a sociedade se comprometam um pouco mais em relação ao esporte.

Também, essas iniciativas preliminares se encaminhariam automaticamente para a formação de atletas com índices olímpicos. 

A posição do Brasil em Olimpíadas dá o atestado da falta de investimento. Quando vence muito, ganha duas medalhas de ouro. É desestimulante. Dá vergonha! Isso precisa mudar e depende de todos — e muito dos prefeitos e vereadores por estarem mais próximos da população. (por Pedro Cardoso da Costa)

DILMA COGITA APELAR À MESMA CORTE INTERNACIONAL CUJA SENTENÇA IGNOROU NO CASO DOS MORTOS NO ARAGUAIA

Está no Painel da Folha de S. Paulo deste sábado, 25:
"Parlamentares do PT avaliam apelar à Corte Interamericana de Direitos Humanos para tentar impedir o avanço do processo de deposição de Dilma Rousseff. Petistas ouviram de especialistas que a jurisprudência da corte sugere boas chances de uma decisão favorável, o que daria munição à campanha internacional da presidente afastada. Sustentarão que o processo é conduzido sem imparcialidade. A articulação sugere pouca esperança na reversão do impeachment no Senado".
Mas, de que servem, afinal, as sentenças da corte em questão? 

Elas parecem ter apenas efeito moral. Pelo menos é o que se depreende das consequências práticas (nenhuma!) de uma precedente importantíssima. Esta aqui, de novembro de 2010:
"Os crimes de desaparecimento forçado, de execução sumária extrajudicial e de tortura perpetrados sistematicamente pelo Estado para reprimir a Guerrilha do Araguaia são exemplos acabados de crime de lesa-humanidade. Como tal merecem tratamento diferenciado, isto é, seu julgamento não pode ser obstado pelo decurso do tempo, como a prescrição, ou por dispositivos normativos de anistia. 
...a jurisprudência, o costume e a doutrina internacionais consagram que nenhuma lei ou norma de direito interno, tais como as disposições acerca da anistia, as normas de prescrição e outras excludentes de punibilidade, deve impedir que um Estado cumpra a sua obrigação inalienável de punir os crimes de lesa-humanidade... 
 ...só assim se entrará em um novo período de respeito aos direitos da pessoa, contribuindo para acabar com o círculo de impunidade no Brasil".
O que fez a este respeito a presidente afastada? Nada, absolutamente nada. Ignorou por completo a determinação de que se localizassem e entregassem às famílias os restos mortais das dezenas de guerrilheiros executados no Araguaia e de que se punissem os responsáveis por esta matança em particular e por todos os outros crimes contra a humanidade cometidos pela repressão ditatorial durante a vigência do terrorismo de Estado.

Foi a maior infâmia que uma antiga militante da luta armada, envergando a faixa presidencial, jamais poderia ter cometido.

Então, melhor será os parlamentares do PT deixarem de lado mais este exercício patético de jus sperniandi. Só servirá para refrescar a memória da esquerda brasileira, quanto ao fato de que, enquanto ainda era presidente, Dilma Rousseff não só adotava a política econômica do inimigo, como ajudava o inimigo a desfrutar de impunidade eterna e a ocultar os cadáveres dos nossos companheiros.
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sexta-feira, 24 de junho de 2016

O PESADELO SE TORNOU REALIDADE: RELEIA O QUE MAGNOLI E LUNGARETTI AUGURAVAM CASO O BREXIT VENCESSE.

Por Demétrio Magnoli
BREXIT, O FIM DO MUNDO.
imagem de uma multidão de refugiados caminhando pela estrada, sob o slogan Ponto de ruptura –eis a mais recente peça publicitária de Nigel Farage, líder do ultranacionalista Ukip, em campanha contra a permanência britânica na União Europeia. 

Tudo ainda pode mudar, graças a uma onda de participação de eleitores jovens e ao genuíno engajamento do Partido Trabalhista na reta final da campanha. Contudo, faltando dias para o referendo, a média das sondagens indica vantagem para a proposta de ruptura. O Brexit (Britain exit, saída britânica) não significaria o fim do mundo –mas seria, em diversos sentidos, o fim do mundo que conhecemos.

"Nós, poucos; nós, felizes poucos": a mítica exortação de Henrique 5º a seus soldados, na versão de Shakespeare, ganharia um sentido desafortunado. O Brexit significaria o fim do Reino Unido, pois deflagraria um novo plebiscito na Escócia, com triunfo assegurado do separatismo. Os escoceses renunciariam ao Tratado de União de 1706 para permanecer na Europa, redefinindo sua identidade nacional. 

Longe da Europa, o Reino Desunido –"esta pedra preciosa depositada no mar prateado", "este pequeno mundo"– estaria condenado a declinar sob o cetro de uma triunfante direita nativista constituída pela soma do Ukip com os detritos xenófobos do Partido Conservador.

"O voto pela saída abalaria a União", estimulando "um nacionalismo que opõe os Estados europeus uns aos outros", alertou o ministro do Exterior alemão Frank-Walter Steinmeier. A UE é menos um fruto de Stalin, uma resposta à ameaça soviética da Guerra Fria, que um fruto de Hitler: a alternativa liberal aos nacionalismos descontrolados que reduziram a civilização europeia a uma pilha de ruínas. O Brexit não significaria necessariamente a implosão da UE, mas irrigaria um solo contaminado.

De Farage a Le Pen, na outra margem do Canal da Mancha, espraiando-se pelo AfD, na Alemanha, o FPO, na Áustria, o SVP, na Suíça, o DPP, na Dinamarca, e o Jobbik, na Hungria, florescem partidos ultranacionalistas inspirados pela política do sangue

No interior da Europa aberta, supranacional, inventada no pós-guerra, emerge a sombra da Europa de Putin: uma coleção de nações ciosas de suas soberanias, fechadas nos seus casulos de fronteiras, hipnotizadas pelo romance de suas culturas ancestrais. Atrás da visível decomposição do tecido geopolítico da UE, processa-se uma erosão de valores –ou, precisamente, uma regressão agônica rumo ao porto de outra época, que parecia enterrada.

Brexit, hoje; Donald Trump amanhã? A peça publicitária do Ukip funcionaria perfeitamente como estandarte da campanha de Trump, com a mera substituição dos refugiados sírios pelos imigrantes mexicanos. O nativismo circula dos dois lados do Atlântico, como um sintoma da crise geral das democracias ocidentais. Na invocação histérica do "perigo estrangeiro", muçulmano ou hispânico, encontra-se a lógica de uma gramática política que desafia o contrato de direitos e liberdades concluído na sequência das sangrentas catástrofes do século 20.

As fontes superficiais da crise das democracias podem ser identificadas na depressão econômica precipitada pelo crash de 2008, mas suas raízes são bem anteriores. As tendências conexas da crescente desigualdade de renda e estagnação dos salários reais desenvolvem-se há um quarto de século, movidas tanto pela revolução tecnológica quanto pelo ingresso da China no palco da globalização. Numa dinâmica não linear, pontuada por injeções anabolizantes de crédito e dívida pública, as classes médias experimentam contração de longo prazo.

"Please, don't go!", apelou em manchete o semanário alemão Der Spiegel, numa edição especial sobre o Brexit. Os britânicos ainda podem evitar o desastroso desenlace, oferecendo uma segunda chance ao mundo que conhecemos.
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A palavra do editor
VERSALHES, O FIM DO MUNDO.
Nada a acrescentar à análise do Demétrio Magnoli propriamente dita. É impecável, servindo como um alerta para a possibilidade de estar finalmente se materializando o augúrio sinistro de Friedrich Engels: quando um sistema econômico caducou mas não existe uma força histórica capaz de fazer a sociedade avançar para uma etapa superior de desenvolvimento, subindo outro degrau da escada da civilização, pode, pelo contrário, sobrevir a barbárie.

Foi o que aconteceu com o Império Romano, cujas forças produtivas só poderiam ser destravadas pelo fim da escravidão –tendo Spartacus e seus gladiadores encarnado a única esperança existente de que isto pudesse ocorrer.

Não ocorreu. Os revoltosos foram aniquilados e Roma não parou mais de decair, até o castelo de cartas ser derrubado pelos bárbaros que rondavam suas fronteiras, ensejando a pior regressão da história da humanidade até hoje: um milênio de trevas.
O capitalismo já passou até da fase terminal: está apodrecendo a olhos vistos, como bem o provam as acuradas análises do Dalton Rosado neste blogue. Se continuar se arrastando por aí como um zumbi. poderemos estar mesmo marchando para o horror, o horror!

No mínimo, uma repetição das turbulências subsequentes à 1ª Guerra Mundial, quando as condições draconianas impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes engendraram o nazismo, a desintegração da Rússia (após a prevalência dos ideais revolucionários entre 1917 e 1923) pariu Stalin, a instabilidade política e social pavimentou o caminho para Mussolini e os EUA amargaram uma década inteira de depressão econômica, tudo isso desembocando na 2ª Guerra Mundial (um morticínio em escala nunca vista!), no Holocausto e nos petardos atômicos que quase deram fim à humanidade em 1962.

E não estão descartados cenários piores ainda do que aqueles a que agonicamente sobrevivemos no século 20. Principalmente se houver a conjugação da mãe de todas as crises econômicas que há muito se prenuncia com as catástrofes ambientais decorrentes das alterações climáticas.  (por Celso Lungaretti)

INGLATERRA FORA DO REINO UNIDO É UMA REGRESSÃO AO NACIONALISMO ARCAICO DO COMEÇO DA EXPANSÃO CAPITALISTA

Por Dalton Rosado
"Olho por olho e o mundo 
acabará cego" (Mahatma Gandhi)
Qual é a moral das relações sociais mundo afora? A correta resposta a esta indagação pode ser definidora do que somos. E não pode haver outra, se não: 
"Sem que o queiramos ou entendamos, somos indivíduos sociais, ao mesmo tempo submetidos e construtores da submissão a/de uma moral de relação social segregacionista e desumana".      
Evidentemente que tal postura só podia mesmo ter uma trajetória e um final infeliz, que agora chegou, seja sob o ponto de vista da nossa subsistência material; dos nossos conceitos morais e éticos; do que sejam virtudes humanas; e da nossa própria existência física, ora sob as ameaças nucleares e ecológicas.      

Numa sociedade onde a moral básica se resume ao levar vantagem, ou seja, na subtração pelo capital do volume de valor produzido num determinado espaço de tempo (um roubo original) como modo de existência da própria forma de relação social, qual seja a forma-valor), tudo o mais está contaminado. 

Assim sendo, a ética da emissão da moeda, que deve expressar o valor ali quantificado, é consentânea com a moral que a orienta, não podendo, portanto, ter um conteúdo virtuoso do ponto de vista ético-moral. 
Comemoração de eleitores do Brexit 

E não tem. A questão cambial é a mais nova forma de guerra silenciosa, e diz respeito à manipulação da representação materializada do valor expressa na mercadoria dinheiro (o equivalente geral)  e quantificada num padrão monetário qualquer – a moeda (a outra representação se expressa nas mercadorias consumíveis).

Anteriormente, o padrão monetário, para ser acreditado, era lastreado pelo padrão ouro, ou seja, toda moeda poderia, teoricamente, ser convertida em ouro, metal tido como expressão do valor. Tal conceito já era equivocado, porque o que representa a substância do valor, riqueza abstrata, é a quantidade de trabalho abstrato (representado pelo próprio valor) coagulado nas mercadorias, que autorizam a emissão de moeda, e não a mercadoria ouro em si. 

Mas, como o ouro é uma mercadoria rara e imperecível, as moedas tinham, pelo menos, credibilidade, como se representassem valor-trabalho. Isso, porém, não invalidava a possibilidade de emissão de moeda sem o lastro ouro, o que de fato ocorria, graças à incompatibilidade da expansão monetária com a própria existência física do ouro. Havia certa hipocrisia quanto a essa questão, pois dificilmente se obedecia a tal critério rigorosamente.

A partir de julho de 1944, no final da guerra, o dólar passou a ser moeda internacional, supostamente lastreada em ouro, até que em 1971, a farsa se desfez, passando-se a adotar o critério da mera credibilidade fiduciária para a aceitação da moeda. 
Fim de uma época: o que era ruim deverá ficar pior.

Aí abriram-se as portas do inferno. O que se observa, hoje, é a emissão de dinheiro sem valor, principalmente do dólar americano, pois o meio circulante internacional em dólar não tem correspondência com o PIB estadunidense (vide o livro Gold and the dolar crisis, de Robert Triffin, que gerou o chamado dilema Triffin).   

Assim, como se acreditar no valor válido das moedas? O mundo capitalista, que mantém reservas cambiais em dólar, fica calado diante da perspectiva de um crash do dólar, pois teme o cataclismo que seria (e que vai ser) a evidência da total ausência de substância daquilo que têm nas contabilidades dos seus tesouros nacionais e nos cofres dos seus bancos centrais, bem como no sistema financeiro. 

A chamada guerra cambial, que se processa no mundo e que se constitui no mais novo sintoma do esgotamento de um modelo kafkiano (dada a surreal contradição de suas práticas), juntamente com as muitas guerras convencionais em curso, nada mais é/são do que a manipulação de preços numa guerra de mercado em fim de feira, literalmente, síntese do nosso atual negativo e exaurido modo de vida social. 

Nesse contexto, a Inglaterra, dentro da sua tradição histórica colonialista e como país promotor da primeira revolução industrial, quis manter-se fora da moeda da União Europeia temendo o seu fracasso, e agora optou por se colocar fora do mercado comum europeu, acreditando que pode se salvar da débâcle europeia. 
Big Ben, tão antigo (é de 1859) quanto  as ideias do Brexit. 

Tal decisão, além de representar uma regressão ao nacionalismo arcaico do começo da expansão capitalista, não encontra ressonância nos demais países do Reino Unido, podendo representar uma ruptura historicamente almejada por muitos dos habitantes da Escócia e Irlanda do Norte, principalmente; e não tem o condão de resolver o problema de base, qual seja a inviabilidade de um modo de produção por ela instituído no século XIX, que lhe deu bons frutos mas agora se tornou obsoleto. 

O que se observa na União Europeia não é uma situação diferente de todas as demais regiões do mundo. A criação do euro como moeda continental de países que pretenderam (e ainda pretendem) se constituir como capitalistas dominantes, tentando superar suas antigas e fratricidas desavenças por hegemonia mercantil e se fortalecerem como bloco fazendo frente ao dólar americano, deu com os burros n’agua

Isto porque apesar, ou em razão, de seus altos níveis de produtividade de mercadorias, além de serem desiguais internamente (Portugal e outros países europeus não têm o mesmo nível de produtividade da Alemanha, daí a impossibilidade de competirem em igualdade de condições no mercado comum europeu), não podem fazer frente aos baixos salários na produção de mercadorias dos países emergentes (Índia e China, especialmente) e patinam na estagnação, não obstante os estímulos da emissão de euro sem lastro. 
O leão tem tudo para virar gatinho
A renitente paralisia da economia do euro gerou níveis de desemprego preocupantes, principalmente entre os jovens que chegam ao mercado. Muitos desses jovens, alguns filhos de imigrantes das periferias, induzidos pela desesperança e discriminação, estão infelizmente sendo cooptados por fundamentalistas islâmicos bárbaros.

Tanto a criação de blocos econômicos visando à manutenção de mercados internos e fortalecimento econômico para enfrentamento da guerra de mercado, numa postura inversa ao nacionalismo do capitalismo emergente, quanto a manipulação das moedas, a chamada guerra cambial, como forma de busca da vitória de uns sobre os outros, já não podem dar respostas eficazes à desejada retomada do crescimento econômico. 

Apenas demonstram quão pode ser negativa a ética inerente à moral das relações sociais mercantis internacionais em seu estágio falimentar, surreal e bárbaro.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

É ASSIM? ASSIM É.

Fábio Seixas (dir.) e Flávio Gomes, outro que perdeu tribunas
Qualquer jornalista apaixonado pela profissão amarga alguma tristeza com a crônica de despedida de Fábio Seixas de sua coluna da Fórmula-1 na Folha de S. Paulo. Depois de mais de duas décadas de histórias, reportagens, viagens, seu feudo acabou. Sabe o que é?

É que a coluna de Fábio, que já não saia no papel impresso, acabou também no on-line. Adeus para os seus mais de 600 textos, durante 22 anos no impresso e dois no on-line. 

Motivo: a cobertura da F-1 não dá mais lucro e sim atemorizantes custos. Pela internet a cobertura fica de graça para um órgão de comunicação. Diz Fábio que eram mais de 20 jornalistas brasileiros a cobrir a F-1 na era Senna. Hoje apenas quatro seguem viajando. Já se fala em zero corridas em Interlagos, em São Paulo. O que não dá lucro, sepulta-se. É assim.

Tudo termina nas canseiras dos mortais. Imaginem sempre esta palavra: finitude.

Paixões flamejantes viram cinzas. As casas dos colecionadores de moedas vivem repletas de tesouros que serviram a milhões e cujos donos desapareceram. Os museus estão abarrotados de mantos de reis e de outros cadáveres de vantagens mortas.

A beleza é efêmera. A flor azuladinha princesinha passa breve.
GP Brasil de F-1, 1975, vencido por José Carlos Pace. 

Não são mais atração as vibrantes corridas de bigas de dois mil anos atrás dos antigos romanos.  

Antes do computador, o coração de uma corrida de carro não era o piloto, nem o trabalho aflito dos mecânicos nos boxes, nem a força de uma equipe, nem os mitológicos preparadores de motores. O coração da corrida eram os cronometristas, os pilotos das canetas.  Sem eles, ninguém saberia quem é quem na prova.

O trabalho de cronometragem era feito no dedo e o uso manual do reloginho chegou a provocar muita briga, descontentamento e injustiças. Embora os erros não fossem propositados, derrubavam em frações de segundos longos esforços de uma equipe. Depois surgiu a fotocélula, que, na pista, registra a passagem e o tempo dos carros, mas não descartou a atuação dos pilotos das canetas.

Fim da era manual da cronometragem. Chegada da cronometragem informatizada.

O computador dá instantaneamente os tempos individuais de cada carro, faz a conta para apontar a melhor volta e a média horária, diz o tempo até de um determinado carro. Mostra a velocidade no fornecimento dos resultados e até esnoba, imprimindo bonito no papel, com tipos sofisticados.

Quando criança, eu trabalhava numa lucrativa indústria de buzinas de bicicletas, aqueles antigos cones prateados com uma bola de borracha de apertar o fon-fon triunfante.  Fim das buzinas, do emprego, do lucro.
Técnicos da Ferrari em ação

Hilariante finitude: daqui a uns 100 anos nossos longínquos descendentes perguntarão: papai, o que é futebol?

Vão querer saber como se vivia quando existia o  sistema capitalista. Ouvirão que na ânsia de lucro o capitalismo oferecia espetáculos cada vez mais impactantes, atrações violentíssimas mesmo, descartando as que já não traziam grandes surpresas nem lucros. Assim era, filhinhos, naqueles tempos.

Redação do extinto Jornal da Tarde (SP): de pé, a figura sempre doce do meu editor de esportes Alberto Helena. Surpreso, braços erguidos, suspensos, parados no ar, pergunta por que  não aceito seu generoso convite para eu cobrir a Fórmula-1. É um prêmio! Não entendo!

Expliquei, entendeu. Não me distanciaria dos meus pais, já idosos. Quando eles partissem, queria estar ao lado deles e não entre gringos desconhecidos e o roncar de motores em pistas de nomes retumbantes mundo afora. Juntei lucros afetivos eternos em companhia de meus pais em troca de apenas uma perda temporária. O tempo se desfaz como fumaça. A finitude deles não me pegou desprevenido. Pode abaixar os braços, Alberto Helena.

Assim foi.

Nesse meio tempo, grudado em minha bendita mãe e em meu bendito pai, trabalhei durante 20 anos na Agência Estado, desde a sua fase embrionária.
Última edição do Jornal da Tarde

O então disciplinado jovem Reginaldo Leme foi o escolhido para abraçar a aventura de cobrir a F-1. Quarenta anos depois ele já não escreve sobre Fórmula-1 para o Grupo Estado. E ouve-se dizer que a F-1 tem os dias contados na aberta TV Globo, devendo migrar para o fechado SporTV. Êta finitude!

No meu tempo, nos meus mais de trinta anos de vacas gordas do jornalismo no Grupo Estado, transitei pela Rádio Eldorado, Estadão, Jornal da Tarde e Agência Estado. Havia sete mil funcionários e uma extensíssima rede de sucursais  e correspondentes no Brasil e no exterior. Havia. Fala outra vez: finitude.

Os mais bem informados que viverão no ano de Nosso Senhor de 3.016 dirão aos seus filhotes que a vulgaridade e a bestialidade das atrações da indústria cultural de mil anos atrás, em substituição às antigas que não davam lucro, desferiam tiros de canhão de finitude em espetáculos belos mas não lucrativos, como alguns esportes,  cinema,  teatro,  outras artes.

Na roda de conversas do quarto milênio as crianças ouvirão a história do maior pugilista de mil anos atrás, Muhammad Ali. Quando morreu era o símbolo do próprio boxe.  Faz mil anos  que colocaram o boxe nas cordas e o nocautearam,  dirão para as crianças.  Ate tu, boxe?

Golpe militar de 1964: torturas inimagináveis. Assassinatos. Estupros. Confisco do direito de abrir a boca. Proibição para se ver teatro. Fazer músicas. Cantar. Criar. Abrir os olhos.  Olhar em frente. Respirar. Ei, ei, ei, é proibido! Onde estão eles todos?  Já não  sufocam a vida.  Bendita finitude.

E você aí, cadê a mulher da tua mocidade? Cabelos escorridos chicoteando o ar, gazela graciosa, corça de amores, por onde anda?

Ela, que te faz tremer as pernas? Que te provoca fenômenos fisiológicos que até hoje você não consegue explicar? Coração batendo acelerado, lembra? Por onde anda?  Está bem aí, perto de você!

Por Apollo Natali
Subindo essa ladeira devagarinho devagarinho, cabelos brancos, pele enrugada, cheia de filhos, netos, marido careca, honesto. A patética finitude de uma paixão.

A explicar, a  finitude dos cemitérios, a mãe das finitudes.

É assim? Assim é.
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quarta-feira, 22 de junho de 2016

NEM VITOR NUZZI DECIFROU O ENIGMA VANDRÉ, NEM A ESFINGE O DEVOROU.

Desde 1985 Vitor Nuzzi se interessava pela trajetória do cantor e compositor Geraldo  Vandré, o principal expoente da resistência musical à ditadura militar durante os anos 60 (na década seguinte, tal papel seria desempenhado por Chico Buarque). Segundanista de Jornalismo, descobriu em 1985 o telefone do artista e disse estar querendo conversar com ele sobre um trabalho para a faculdade. 

Foi recebido no apartamento que Vandré ainda possui na rua Martins Fontes, próximo ao prédio que durante muitas décadas sediou o jornal O Estado de S. Paulo, na capital paulista. A conversa foi cordial, mas breve.

Quando Vandré se tornou septuagenário, em setembro de 2005, Nuzzi  temeu que ele mergulhasse cada vez mais no esquecimento; decidiu, então, assumir como sua a tarefa de apresentá-lo às novas gerações.

Foi um trabalho longo e abrangente como bem poucas biografias brasileiras. Entrevistou mais de 100 pessoas (inclusive esta que vos escreve), garimpou informações em 51 livros e 29 jornais/revistas. Com isto, pôde reconstituir nos mais ínfimos detalhes a história do artista.

Cheguei, em tempos idos, a indagar-lhe o que faria com tudo isto, já que Vandré dificilmente daria aval para a publicação e as biografias não-autorizadas eram um risco que as editoras não queriam assumir depois de Roberto Carlos impugnar judicialmente uma que contou verdades indigestas a seu respeito. Nuzzi disse que iria tocando seu trabalho, deixando para o final a escolha de uma linha de ação. Tinha esperança de que a liberdade de opinião e de expressão acabassem prevalecendo.
Nuzzi: algumas dúvidas subsistiram.
Acabou pagando 100 exemplares do seu bolso e distribuindo-o aos amigos, em maio de 2015. Um mês depois, contudo, o Supremo Tribunal Federal  fulminou por 9x0 a censura que figuras públicas queriam impor a quem fizesse abordagens independentes sobre elas, ao invés dos textos expurgados e bajulatórios que os Roberto Carlos da vida preferem ler.

E a odisseia de Nuzzi, depois dos mesmos 10 anos que durou a descrita por Homero, teve final feliz, com o lançamento, no final do ano, de Geraldo Vandré: uma canção interrompida (Karup, 2015, 352 p.)

É um trabalho de fôlego e muito bem escrito; tem qualidade superior, na minha opinião, à das obras congêneres de biógrafos famosos como Fernando Moraes e Rui Castro. Quem não acompanhou a trajetória de Vandré, certamente se deslumbrará. 

E mesmo os contemporâneos de sua trajetória ficarão conhecendo muita coisa nova. Recomendo enfaticamente, ainda que o autor tenha feito a ressalva de que "vão continuar misteriosos" muitos pontos obscuros acerca do exílio e comportamento posterior de Vandré.
"Ele foi um rei, e brincou com a sorte"...

Acredito, contudo, que seria impossível, mesmo com o extremo profissionalismo e detalhismo de Nuzzi (a ponto de distribuir, junto com A canção interrompida, um relato mimeografado sobre as crônicas que Vandré escreveu durante alguns meses para um jornal de Campinas, certamente porque não deu tempo para acrescentar este capítulo ao livro), decifrar todos os enigmas da vida de quem insiste até hoje em permanecer enigmático. 

Até porque Nuzzi, nascido em 1964, escreveu sobre muitas coisas de que só tomou conhecimento a posteriori. Talvez não haja, p. ex., conseguido consultar os números antigos mais cruciais do jornal Folha da Tarde, que foi um veículo simpático à esquerda até que, como um porta-voz dos patrões admitiu há cinco anos, sua linha foi diametralmente alterada em 1969, tendo a direção sido entregue "a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar" (vários deles eram policiais)", como "uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN". 

Mas, foi nesse jornal que já não existe com tal nome (teve como sucessor o Agora São Paulo) e cuja memória é geralmente identificada com o impopular papel desempenhado a partir de 1969, que acompanhei, em 1967 e 1968, episódios como o da vitória da banal Sabiá no III Festival Internacional da Canção da Rede Globo, quando a ridícula decisão de júri provocou a maior vaia da história dos festivais de MPB. 
..."Hoje ele é nada, e retrata a morte".
E foi na Folha da Tarde que tomei então conhecimento, num artigo de autoria do grande radialista Walter Silva (o Pica-Pau, falecido em 1999) desta informação abaixo, que eu aproveitaria numa longa reportagem escrita para a revista Especial em 1980:
"Walter Silva ainda foi responsável por ter deixado um gravador ligado na sala do júri do III Festival Internacional da Canção, em 1968, no Maracanãzinho, no Rio, e depois denunciar a impostura na edição de 2ª feira do jornal paulista Folha da Tarde, provando que o presidente do júri, Donatelo Grieco, pressionara seus colegas para que não premiassem músicas que fazem propaganda da guerrilha. Este alegava que, caso contrário, haveria retaliações da ditadura. Era uma referência à música Pra Não Dizer Que Não Falei de Flores (ou, simplesmente Caminhando, de Geraldo Vandré".
Nuzzi obteve a confirmação de que houve mesmo pressão dos militares sobre os organizadores do festival, mas publica também declarações dos membros do júri negando terem sido pressionados. Cabe uma pergunta: pessoas famosas admitiriam que lhes faltou coragem para premiar a canção política mais importante da História brasileira, ignorando o clamor do público, como se fossem estetas numa torre de marfim? 
Walter Silva denunciou: foi mesmo marmelada!

Por toda a convivência pessoal e profissional que já tive com essa gente, eu diria que afinaram e hoje tentam salvar suas imagens. Se há algo que o jornalismo me ensinou, foi a nunca dar 100% de crédito a entrevistado nenhum.

Também é inverossímil ao extremo que os responsáveis pelo FIC, com a espinha flexível que era marca registrada dos profissionais da Globo nos anos de chumbo, tivessem ousado guardarem para si as ameaças dos fardados, torcendo para que, espontaneamente, o júri não premiasse nem a Caminhando, nem a América, América, de César Roldão Vieira (outra que a caserna impugnara). Fala sério...

Lamentavelmente, tive em mãos esse recorte da Folha da Tarde há 35 anos, mas não o possuo mais. Se armazenasse tudo que citei nos meus textos, precisaria de um quarto só para isso.
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SEQUESTRADO NO AEROPORTO  
E INTERNADO DURANTE 58 DIAS NUMA
CLÍNICA CARIOCA. PARA QUÊ?

Quanto ao comportamento esquisito e errático de Vandré desde que voltou do exílio em 1973, todas as informações que Nuzzi levantou são conclusivas quanto ao fato de que Vandré não foi torturado antes de deixar o Brasil e dificilmente o terá sido na volta negociada para o País.
Tão aguardada, tão frustrante.

Estava em más condições psicológicas e com a saúde debilitada nos últimos tempos de exílio. Foi sequestrado discretamente pela ditadura no aeroporto e, um mês depois, a Globo o exibiu no Jornal Nacional como se estivesse desembarcando naquele instante.

Parece ter ficado 58 dias (antes e depois da entrevista ao JN) recebendo tratamento psiquiátrico. E, ao revê-lo em 1980 (estivera com ele em junho de 1968, quando ainda fazia correções na letra da Caminhando), papeamos durante horas no apê da rua Martin Fontes. Eis a impressão que me causou:
"Reparei que ele continuava lúcido, ao contrário das versões de que teria ficado xarope por causa das torturas. Mas, perdera a concisão e clareza. Seus raciocínios faziam sentido, mas davam voltas e voltas até chegarem ao ponto. Para entender a lógica do que ele dizia, eu precisava ficar prestando enorme atenção. Era exaustivo.
O mais importante que ele disse: estaria na mira de organizações de extrema-direita, inconformadas com o gradual abrandamento do regime.
A censura finalmente liberara Caminhando, que fazia sucesso na voz de Simone. Vandré explicou que tinha de passar-se por louco pois, se ele tentasse voltar à tona junto com a música, seria assassinado".
Entrevista ao Globo News deixou os admiradores perplexos
Ou seja, ainda não estava tão aniquilado como o veríamos, com imenso pesar, naquela entrevista concedida em 2010 ao canal Globo News.

A menos que algum militar, algum médico ou algum enfermeiro abra o bico, jamais saberemos o que aconteceu com Vandré enquanto esteve internado (rigorosamente isolado dos demais pacientes) numa clínica do bairro de Botafogo, RJ. 

Reafirmo a convicção que formei após assistir àquele melancólico programa, de que ele foi submetido a uma lavagem cerebral, A terapeuta brasileira Adriana Tanese Nogueira, radicada nos EUA, considerou plausível:
"É como se, de alguma forma, tivessem conseguido reprogramar o cantor de modo a manter sua aparente sanidade mas atuando em modo diferente
Celso Lungaretti sustenta a tese da lavagem cerebral, não em sentido amplo, mas estrito. Ela acontece quando se submete uma pessoa a uma condição de total dependência de seus carcereiros.
Adriana Tanese: mente reprogramada.
Estes controlam tudo o que a pessoa faz, desde o que e quando ela come e vai ao banheiro, até o sono e todos seus movimentos. Dá para imaginar o que isso significa? Estar totalmente à mercê do inimigo cruel?
Após um tempo assim, por instinto de sobrevivência e busca de sentido (para não ficar louca), a vítima passa do sentimento de pânico e abandono total àquele de buscar conivência com seus algozes. Se, além dos cuidados materiais pelos quais a vítima passa, são-lhe ministrados também cuidados psicológicos, tipo ensinar-lhe o que ela deve pensar e acreditar, temos um prato cheio para compreender a esquisita entrevista de Geraldo Vandré à Globo".
Já o perfil de Vandré que se depreende da enxurrada de depoimentos de pessoas que o conheceram melhor do que eu me fez perceber que era totalmente infundada a hipótese que levantei, de que ele haveria entrado (ou fingido estar) em parafuso por não estar suportando o fato de que seu comportamento diante do inimigo ficara bem abaixo da imagem que tinha de si mesmo.

Levei a sério demais a constatação de que, dos compositores engajados daquela época, ele era o único a se colocar, na 1ª pessoa, como personagem de suas letras. Todos os demais contavam histórias genéricas, tendo como heróis o morro, povo, os camponeses, os operários, Che Guevara, Zumbi, Tiradentes, etc.
Caetano também sofreu muito com o exílio

Em Aroeira, o narrador (Vandré) declara estar "escrevendo numa conta/ pra juntos a gente cobrar/ no dia que já vem vindo/ que este mundo vai mudar". E alerta os marinheiros (os colonizadores portugueses) que está próxima "a volta do cipó de aroeira/ no lombo de quem mandou dar".

Bonita é uma guarânia na qual um presumível guerrilheiro tenta explicar à sua amada que não a pode tomar naquele instante e (como poderá morrer seguindo o destino que escolheu) talvez ela só venha novamente a saber dele "se um dia encontrares alguém/ que te cante meus versos".

Há outras. A mais explícita de todas, Terra plana, traz este desafio que o combatente lança a um militar: "Se um dia eu lhe enfrentar/ Não se assuste, capitão/ Só atiro pra matar/ E nunca maltrato não/ Na frente da minha mira/ Não há dor nem solidão/// E não faço por castigo/ Que a Deus cabe castigar/ E se não castiga ele/ Não quero eu o seu lugar/ Apenas atiro certo/ Na vida que é dirigida/ Pra minha vida atirar".

A canção interrompida me fez cair a ficha: Vandré havia dado um duro danado para se tornar artista vitorioso e era exatamente isto que ele queria ser. Acreditava nos ideais da esquerda e era favorável à luta armada, mas nunca como causas às quais se pretendesse engajar como militante. Cansava de repetir que sua atuação não era partidária.

A sensibilidade de artista o levava a incluir tais fantasias em suas músicas, mas ele apenas se colocava imaginariamente no lugar dos revolucionários e dos guerrilheiros. Não queria ser uma coisa nem outra. 

Daí ter-lhe pesado tanto o fardo que passou a carregar em suas andanças de judeu errante pelo mundo: se formiga aguentaria, mas, cigarra, não estava preparado para tais rigores,  O exílio o desconstruiu antes mesmo de os militares o terem à sua mercê; e isto, certamente, lhes facilitou a tarefa de reprogramá-lo, como disse a Adriana. 

E lá se foi outra das fantasias que nos ajudavam a manter a sanidade durante aqueles anos terríveis! Ainda assim continuo lamentando —e muito!— que esse extraordinário artista tenha caído numa armadilha da História, acabando por ser destruído. 

Nunca haverá desculpa para os que fizeram desabar tamanha tempestade em cima de um músico, apenas por ele ter composto uma canção que expressou o sentimento de todo um povo. 

Como bem lembrou o Benito de Paula, "esse trapo, esse homem um dia foi um rei".

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