segunda-feira, 19 de maio de 2025
MALCOLM X, ÍCONE DO MOVIMENTO NEGRO NOS ANOS 60, HOJE FARIA 100 ANOS.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
COM TRUMP, EUA VOLTAM AO PASSADO EM QUE DEIXAVAM ASSASSINOS SOLTOS PARA EXECUTAREM ANARQUISTAS NO SEU LUGAR
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| Um contraste marcante: Sacco mal falava, enquanto Vanzetti era eloquente em sua indignação. |
Qualquer semelhança com o tratamento hediondo que acaba de ser imposto a imigrantes brasileiros não é mera coincidência, mas sim a confirmação de que o país que mais produz filmecos de tribunal é também o que piores injustiças comete, por conta do fanatismo puritano que o impregna desde suas origens.
Os estadunidenses jamais deixaram de queimar bruxas, apenas foram substituindo-as por outras vítimas, como os negros chacinados pela Ku Klux Klan!
| Os personagens históricos cujo martírio comoveu o mundo |
Nem lembrava mais do livro. Mas acabei me dando conta de que cair nas minhas mãos uma cruzada que lembrava tanto o episódio dos anarquistas italianos parecia obra do destino.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
UM DOS CLÁSSICOS DO CINEMA INDIANO, O JOGADOR DE XADREZ É O RETRATO FIEL DE QUANDO A ELITE SE TORNA ALHEIA À PRÓPRIA REALIDADE
Satyajit Ray não é muito conhecido entre o público brasileiro, mas produziu algumas das maiores obras cinematográficas do século XX. Este cineasta indiano conseguiu captar não apenas a alma de seu país, mas também tocar temas universais.
Este é o caso de O Jogador de Xadrez (Shatranj Ke Khilari), também traduzido por Os Jogadores do Fracasso, de 1977. A película aborda os acontecimentos anteriores à derrubada de Wajid Ali Shah, rei do território indiano de Nawab de Oudh, pelas forças inglesas ocupantes.
A história possui três focos intrecruzados. Enquanto acompanhamos o cotidiano de dois membros da aristocracia local, Mirza Sajjad Ali e Mir Roshan Ali, vemos o desenrolar da trama britânica para depor o rei e tomar por completo o controle do governo local. Por sua vez, o rei, mais interessado em compor poesias e músicas, pouco tem a fazer diante da força avassaladora do Império.
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| Satyajit Ray, um dos mais importantes cineastas do século passado |
Praticamente todo o tempo de seus dias é gasto em jogos intermináveis, a ponto de até mesmo negligenciarem o convívio com suas esposas. Sequer a notícia da possível ação inglesa para tomar o poder os afasta da concentração com as partidas. Quando finalmente é anunciado que as tropas invasoras ocuparão de fato o território, os nobres abandonam a cidade em busca de um lugar mais calmo para continuar as disputas, não por causa da invasão, mas para fugir do ambiente doméstico hostil.
É nítido no filme a diferença entre a concretude política dos ingleses, posicionando-se no mundo real para derrubar o rei e controlar o governo, e a alienação dos nobres, perdidos em suas batalhas de tabuleiro e alheios à dinâmica histórica. No meio, o rei idealista sente vacilar os fundamentos de seu poder, e, diante do alheamento de sua aristocracia, não possui outra alternativa senão se render sem qualquer tipo de resistência.
No avanço do capitalismo imperialista, momento registrado pelo filme, a elite indiana é indiferente quanto a quem vai governar. Tendo os ingleses já efetivamente dominado toda a economia do país, quem detém o poder político é algo de insignificante importância. Para esta aristocracia, é aceitável o novo papel subordinado dado para ela pela coroa britânica e seus encarregados.
Por isso, O Jogador de Xadrez é um retrato fiel de quando uma elite se torna alheia ao destino de seu país e de seu povo e, vivendo da renda e da herança, preocupa-se mais com o imaginário que com o real. Algo não muito distante dos dias atuais. (por David Emanuel Coelho)
quarta-feira, 7 de setembro de 2022
JÁ QUE O BOZO FAZ TANTA QUESTÃO DE TROMBETEAR QUE É IMBROCHÁVEL...
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
10 ANOS APÓS A MORTE DE SARACENI, UM NOVO DESAFIO ESTÁ NAS RUAS
Aí, foi lançado O Desafio. E –juro!– o título apareceu pichado nos muros de São Paulo. Só o título, com a tinta escorrendo. Eu tinha 14 anos, via aquilo e nada entendia. Ignorava que fosse uma mensagem vinda das catabumbas: não estamos mortos!
Nisto, pelo menos, eles estão certos: tal página, uma das mais vergonhosas da História do Brasil, deverá mesmo começar a ser virada nesta quinta.
quarta-feira, 3 de agosto de 2022
NASCEU BURRO, NÃO APRENDEU NADA E ESQUECEU A METADE
terça-feira, 12 de julho de 2022
O FILME DESTA SEMANA SÓ PODERIA SER "OS VIOLENTOS VÃO PARA O INFERNO"
Torcendo para que haja mesmo um inferno para receber tanto os boçais ignaros quanto os moluscos maquiavélicos, passemos ao filme para ver no blog desta terça, um western italiano de boa safra (1968), que pode servir, no mínimo, como um agradável passatempo: Os violentos vão para o inferno.
sábado, 15 de janeiro de 2022
SEM AS PALHAÇADAS DE TERENCE HILL, "MEU NOME É NINGUÉM" TERIA SIDO UM IRMÃO MENOR DE "ERA UMA VEZ NO OESTE"
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| Foi como se o Trinity estivesse invadindo o set de Era uma vez no Oeste... |
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
DEPOIS DE INVENTAR O WESTERN ITALIANO, SERGIO LEONE PRECISAVA DEMONSTRAR SEU TALENTO PARA VOOS MAIORES. CONSEGUIU!
Então, seu novo filme era uma espécie de desafio, a hora de separar o homem dos meninos: tinha de provar que seu estrondoso sucesso inicial não fora apenas um golpe de sorte.
Em Por um punhado de dólares ele introduzira:
— a figura do anti-herói no centro da trama;
— a amoralidade básica dos tipos e das situações;
— a apresentação criativa dos letreiros iniciais, valorizada com vários recursos, inclusive o uso de animação;
— a nova concepção musical que Morricone trouxe para os westerns; e
— um dos personagens mais emblemáticos do bangue-bangue à italiana, o pistoleiro oportunista interpretado por Clint Eastwood.
Depois, em Por uns dólares a mais, todas essas características foram desenvolvidas e aprimoradas. É um filme muito melhor do que o anterior, mas, paradoxalmente, não apresentou novidades significativas.
Para encarnar o segundo anti-herói (o primeiro continuou sendo Clint Eastwood, novamente na pele do Estranho Sem Nome), ele escolheu outro ator estadunidense que caiu como uma luva no papel: Lee Van Cleef.
E, se Por um punhado de dólares fora um filme-de-astro-único (Eastwood), Por uns dólares a mais teria, além dele e de Van Cleef, outra grande atração, o vilão genial, psicótico e drogado interpretado por Gian-Maria Volonté. É difícil dizer quem defendeu melhor seu personagem; mas, justiça seja feita a Volonté, coube a ele a composição mais difícil.
Klaus Kinski também está no elenco, só que sem todo o carisma que logo se vislumbraria em Gringo (d. Damiano Damiani, 1966), para irromper com força total em Aguirre, a cólera dos deuses (d. Werner Herzog, 1972).


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