Mostrando postagens com marcador Klaus Kinski. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Klaus Kinski. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

CLÁSSICO DO CINEMA ANTI-IMPERIALISTA, 'GRINGO' É A ATRAÇÃO DA 'FILMES PARA VER NO BLOG' DE HOJE. TEM TUDO A VER!

Gian-Maria Volonté e Lou Castel: amizade inesperada. 
Q
uando acompanhamos indignados a nova agressão do Trump ao continente americano, talvez nos sirva de um pequeno consolo assistir a este excelente faroeste anti-imperialista do cinema italiano.  

O que gostaríamos de ver é uma união de países contra a pirataria internacional e a entrega de um ultimato ao sequestrador fanfarrão, mas não podemos esperar algo assim dos presidentes bananas de nuestra América, começando pelo Lula.

Isto porque ele se mostra mais apreensivo com as sequelas eleitorais do episódio do que com o risco que a própria Amazônia passou a correr de ser ocupada e saqueada. Então, fiquemos com a arte, pois a vida anda uma desilusão só...  
Klaus Kinski: messiânico e carismático.
Gringo é o filme de 1967 que apontou um novo rumo para a carreira do diretor e roteirista Damiano Damiani (1922-2013), cujas incursões pelos épicos, dramas e comédias haviam tido resultados inexpressivos.

Ao contar uma história com fundo político e todos os ingredientes do cinema de ação procurados pelos fãs dos westerns, conseguiu agradar não só à clientela habitual dos bangue-bangues (desacostumada a a roteiros com essa qualidade superior e a tal excelência de interpretações, trilha sonora e direção), como também atrair um público mais politizado.

Gringo (também conhecido como Uma bala para o general) mostra  o mercenário estadunidense El Niño (Lou Castel) tentando chegar ao acampamento de um dos líderes da Revolução Mexicana, dom Elias (Jaime Fernández) para o assassinar a soldo do reacionário governo asteca. 

Consegue infiltrar-se num grupo guerrilheiro que ataca trens e guarnições militares para obter armas destinadas a Elias, mas sua tarefa se complica quando nasce uma inesperada amizade entre ele e o comandante da tropa, El Chuncho (Gian-Maria Volonté).

Num filme superlativo, com vários momentos inesquecíveis, destaque também para a primeira  interpretação impactante do Klaus Kinski, como El Santo. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

DEPOIS DE INVENTAR O WESTERN ITALIANO, SERGIO LEONE PRECISAVA DEMONSTRAR SEU TALENTO PARA VOOS MAIORES. CONSEGUIU!

P
or uns dólares a mais (1965) foi o primeiro grande filme do mestre Sergio Leone.  Ele inventara o faroeste italiano no ano anterior com Por um punhado de dólares,  transpondo para o velho Oeste uma história de samurais. Muitos cineastas vieram atrás. 

Então, seu novo filme era uma espécie de desafio, a hora de separar o homem dos meninos: tinha de provar que seu estrondoso sucesso inicial não fora apenas um golpe de sorte.

Em Por um punhado de dólares ele introduzira:
— a figura do anti-herói no centro da trama;
— a amoralidade básica dos tipos e das situações;
— a apresentação criativa dos letreiros iniciais, valorizada com vários recursos, inclusive o uso de animação;
— a nova concepção musical que Morricone trouxe para os westerns; e
— um dos personagens mais emblemáticos do bangue-bangue à italiana, o pistoleiro oportunista interpretado por Clint Eastwood.
Depois, em 
Por uns dólares a mais, todas essas características foram desenvolvidas e aprimoradas. É um filme muito melhor do que o anterior, mas, paradoxalmente, não apresentou novidades significativas.

A única que vale a pena citar é a colocação de dois personagens em destaque, no lugar de um. A partir daí, os filmes de Leone trariam sempre essa dupla de anti-heróis ocupando o espaço do antigo mocinho.

Para encarnar o segundo anti-herói (o primeiro continuou sendo Clint Eastwood, novamente na pele do Estranho Sem Nome), ele escolheu outro ator estadunidense que caiu como uma luva no papel: Lee Van Cleef.

Ao contrário de Eastwood, que não fora muito longe em Hollywood como astro (salvo num seriado de TV), Van Cleef já tinha longa e bem-sucedida carreira... como coadjuvante. Atuara em westerns memoráveis como Matar ou morrerHonra a um homem mauSem lei e sem almaO homem dos olhos friosEstigma da crueldade e O homem que matou o facínora.
Como no caso de Eastwood (e, mais tarde, de James Coburn e Eli Wallach), o olho clínico de Leone detetou em Van Cleef o potencial para voos maiores; e, com seu 
toque de Midas, elevou a carreira do dito cujo a um patamar bem mais alto, a partir de seus inesquecíveis desempenhos em Por uns dólares a mais e Três homens em conflito

[Van Cleef teve muita sorte ao trocar temporariamente Hollywood pela Cinecittà, pois também Sergio Sollima e Tonino Valerii levantaram a bola para ele marcar belos pontos, respectivamente em O dia da desforra e O dia da ira.]

E, se Por um punhado de dólares fora um filme-de-astro-único (Eastwood), Por uns dólares a mais teria, além dele e de Van Cleef, outra grande atração, o vilão genial, psicótico e drogado interpretado por Gian-Maria Volonté. É difícil dizer quem defendeu melhor seu personagem; mas, justiça seja feita a Volonté, coube a ele a composição mais difícil.

Klaus Kinski também está no elenco, só que sem todo o carisma que logo se vislumbraria em 
Gringo (d. Damiano Damiani, 1966), para irromper com força total em Aguirre, a cólera dos deuses (d. Werner Herzog, 1972).

A história é a de dois caça-prêmios (Eastwood e Van Cleef) que unem forças para uma empreitada complicada, mas muito rentável: capturar/eliminar a quadrilha do Índio (Volonté). 

Só que a motivação de um deles não é apenas mercenária: há uma vingança no final da linha. (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

AMBIENTADO EM MONTANHAS GELADAS, ESTE FAROESTE EVOCA MASSACRES QUE OS ESTADOS UNIDOS PREFERIAM ESQUECER

Trintignant: um bom ator francês num papel inadequado 
O
vingador silencioso é um western algo errático que Sergio Corbucci co-roteirizou e dirigiu em 1968, com a ação transcorrendo toda em meio à neve e ao frio das montanhas do Utah. 

Traz um dos anti-heróis mais implausíveis de todo o filão: o franzino e nada ameaçador Jean-Louis Trintignant como uma vítima de bandidos (os quais, quando ele era criança, executaram seus pais e lhe cortaram a garganta, tornando-o mudo). 

Adulto, ele se vinga ganhando a vida como caça-prêmios: mil dólares por contrato, para matar ou atirar em ambas as mãos  de malfeitores, de acordo com a gravidade dos seus crimes. [O personagem, Silenzio, na minha opinião, só se equipara ao Aquiles de Brad Pitt em Tróia (d. Wolfgang Peterson, 2004) na categoria de maior inadequação do ator ao seu papel, em termos de physique du rôle...] 

O enredo é convencional e, previsivelmente, o carismático Klaus Kinski rouba a cena, como um bandido desalmado, cínico e manipulador.
Klaus Kinski roubou a cena

O que mais impressiona no filme, contudo, é o seu tom sombrio e pessimista: as paisagens são desoladas e o mal prevalece em toda a linha, como se fosse uma inversão do maniqueísmo tradicional dos faroestes estadunidenses.

Ainda assim, eu nem o inseriria neste festival se não fosse  o mérito de ter chamado a atenção para um dos capítulos mais emblemáticos das injustiças e desigualdades estadunidenses: a chamada Guerra do Condado de Johnson, até então apenas vagamente mencionada nos filmes sobre Billy the Kid, como um acontecimento do seu passado. 

Os massacres finais de O Vingador Silencioso e do posterior O Portal do Paraíso (d. Michael Cimino, 1980) inspiraram-se em matanças ocorridas no curso de tal Guerra, que teve lugar no Wyoming, entre 1889 e 1893.

Os extermínios foram consequência da formação de uma associação, a WSGA, que contratou pistoleiros para perseguir (supostamente como ladrões de gado) os pequenos produtores que estavam ameaçando o monopólio dos grandes pecuaristas nela reunidos.

As vítimas de tal violência reagiram criando uma milícia, obviamente com poder de fogo inferior,  e as matanças se sucederam: mais de cem pessoas foram assassinadas até a intervenção apaziguadora de tropas federais. (por Celso Lungaretti)
 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

UMA BALA PARA O GENERAL (SE O CALMANTE LEXOTAN NÃO RESOLVER O PROBLEMA...)

S
e alguém considerar pretensão demasiada da minha parte intitular de Festival do Western Italiano esta modesta iniciativa, não discordarei. 

Afinal, de há muito o blog já vinha oferecendo filmes expressivos desse filão, mais não fazendo porque nenhum membro da equipe saberia postar no Youtube os bangue-bangues à italiana importantes que ainda não estão lá disponibilizados (existe algum voluntario?).    

Mas há uma novidade, sim: os vários filmes que estão estreando de uma vez só no blog, como este marco da nova abordagem dada pelo western italiano à revolução mexicana, que passou nos cinemas brasileiros com o título de Gringo e foi lançado em VHS como Uma bala para o general

É o filme de 1967 que apontou um novo rumo para a carreira do diretor e roteirista Damiano Damiani, cujas incursões pelos épicos, dramas e comédias haviam tido resultados inexpressivos. 

Ao contar uma história com fundo político e todos os ingredientes do cinema de ação procurados pelos fãs dos westerns, conseguiu agradar não só à clientela habitual dos bangue-bangues (desacostumada a roteiros com essa qualidade superior e a tal excelência de interpretações, trilha sonora e direção), como também atrair um público mais politizado.
Tendo a receita funcionado às mil maravilhas, ele passou a aplicá-la também em policiais sobre a máfia – uma dezena deles, com destaque para O dia da coruja (1968) e Confissões de um comissário ao procurador-geral da República (1971). 

Janota estadunidense (Lou Castel), fingindo estar refugiado no México para escapar de uma condenação à morte em seu país, consegue infiltrar-se num bando que rouba armas para vendê-las ao comandante revolucionário General Elias (Jaime Fernández). 

El Chuncho
 (Gian Maria Volonté), o líder, já integrara as fileiras de Elias por idealismo, mas havia se tornado mercenário sem que o resto do grupo, nem mesmo o seu messiânico irmão El Santo (um papel sob medida para o carismático Klaus Kinski!) o soubesse. Acreditavam estar ainda agindo em nome da revolução.

Apelidado por ele de
El Niño, o infiltrado acaba despertando uma afeição paternal em Chuncho e, graças a ela, depois de muitas peripécias, consegue chegar ao acampamento de Elias, cuja localização era conhecida por bem poucos.   

Mas, o único detalhe em que aquele calculista impiedoso cede a um sentimento humano poderá ser-lhe desastroso. (por Celso Lungaretti) 

quarta-feira, 24 de julho de 2019

VEJA "AGUIRRE" E CONSTATE: PERSONAGENS DESVAIRADOS E AUTODESTRUTIVOS SEMPRE NOS FAZEM LEMBRAR CERTO MITO MICADO

Aguirre, a cólera dos deuses (1972) —disponibilizado, completo e legendado, na janelinha abaixo— é a obra máxima do diretor alemão Werner Herzog, que começou no dito cinema de arte e marcou forte presença nas décadas de 1970 e 1980. 

Desde então, contudo, sua carreira decaiu miseravelmente, com exceção do genial No coração da montanha (1991), no qual contrasta a integridade e a comunhão com a natureza de um alpinista veterano com a avidez de um novato talentoso pelo sucesso  e seus frutos.  

Mas, Herzog não deve ser julgado por equívocos como a refilmagem piorada de Vício frenético (levou uma goleada do original de Abel Ferrara!) e O sobrevivente. Ele chegou a ser muito grande. Deveria ter encerrado a carreira quando não lhe ofereciam mais projetos com os quais tivesse afinidade ou que estivessem à altura do seu talento.

Aguirre continua sendo, até hoje, um dos filmes que melhor flagram a apatia e passividade com que o povo alemão se submete a líderes autoritários imbuídos de ambições desmedidas e destrutivas, acompanhando-os até o mais amargo fim. O paralelo com Hitler e seu Reich de mil anos é mais do que evidente.
Destaque também para a inesquecível atuação do carismático Klaus Kinski, que parece ter nascido para representar o papel de D. Lope de Aguirre —o aventureiro que, quando o fracasso de uma expedição em busca de Eldorado se evidencia, não se conforma com a decisão de D. Pedro de Urzúa (nosso velho conhecido Ruy Guerra), o qual, sensatamente, ordena o retorno. 

Aguirre assume então o comando pela força e arrasta a todos para o âmago da selva amazônica, que os tragará.

Os  cenários naturais são majestosos, a ganância ensandecida de Aguirre impacta fortemente os espectadores e o filme é lembrado também pela convivência difícil entre Kinski e Herzog, que o diretor depois esmiuçaria no documentário Meu melhor inimigo (1999). 

Qualquer semelhança com o pior equívoco do eleitorado brasileiro em todos os tempos —um indivíduo tão truculento, alucinado e autodestrutivo quanto Aguirre— já não pode ser vista como mera coincidência, mas sim como premonitória...

sábado, 22 de dezembro de 2018

O GRANDE MESTRE DO WESTERN ITALIANO E O FILME EM QUE ELE DEU DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA: "POR UNS DÓLARES A MAIS".

Eastwood e Van Cleef: primeira dupla de anti-heróis de Leone
Um filmaço está novamente disponível no Youtube, mas não se sabe até quando. Quem aproveitar este período de férias para vê-lo ou revê-lo, não se arrependerá.

Trata-se de Por uns dólares a mais (1965), o primeiro grande filme do mestre Sergio Leone.  Ele lançara o gênero western italiano no ano anterior com Por um punhado de dólares,  transpondo para o velho Oeste uma história de samurais. Muitos cineastas vieram atrás. 

Então, seu novo filme era uma espécie de desafio, a hora de separar o homem dos meninos: tinha de provar que seu estrondoso sucesso inicial não fora apenas um golpe de sorte.

Em Por um punhado de dólares ele introduzira:
— a figura do anti-herói no centro da trama;
— a amoralidade básica dos tipos e das situações;
— a apresentação criativa dos letreiros iniciais, valorizada com vários recursos, inclusive o uso de animação;
— a nova concepção musical que Morricone trouxe para os westerns; e
— um dos personagens mais emblemáticos do bangue-bangue à italiana, o pistoleiro oportunista interpretado por Clint Eastwood.
Volonté depois se destacaria em papéis políticos

Depois, em Por uns dólares a mais, todas essas características foram desenvolvidas e aprimoradas. É um filme muito melhor do que o anterior, mas, paradoxalmente, não apresentou novidades significativas.

A única que vale a pena citar é a colocação de dois personagens em destaque, em vez de um. A partir daí, os filmes de Leone trariam sempre essa dupla de anti-heróis ocupando o espaço do antigo mocinho.

Para encarnar o segundo anti-herói (o primeiro continuou sendo Clint Eastwood, novamente na pele do Estranho Sem Nome), ele escolheu outro ator estadunidense que caiu como uma luva no papel: Lee Van Cleef.

Ao contrário de Eastwood, que não fora muito longe em Hollywood como astro (salvo num seriado de TV), Van Cleef já tinha longa e bem-sucedida carreira... como coadjuvante. Atuara em westerns memoráveis como Matar ou morrerHonra a um homem mauSem lei e sem almaO homem dos olhos friosEstigma da crueldade e O homem que matou o facínora.

Como no caso de Eastwood (e, mais tarde, de James Coburn e Eli Wallach), o olho clínico de Leone detetou em Van Cleef o potencial para voos maiores; e, com seu toque de Midas, elevou a carreira do dito cujo a um patamar bem mais alto, a partir de seus inesquecíveis desempenhos em Por uns dólares a mais e Três homens em conflito
Mesmo como coadjuvante, Klaus Kinski chamava a atenção
[Van Cleef teve muita sorte ao trocar temporariamente Hollywood pela Cinecittà, pois também Sergio Sollima e Tonino Valerii levantaram a bola para ele marcar belos pontos, respectivamente em O dia da desforra e O dia da ira.]

E, se Por um punhado de dólares fora um filme-de-astro-único (Eastwood), Por uns dólares a mais teria, além dele e de Van Cleef, outra grande atração, o vilão genial, psicótico e drogado interpretado por Gian-Maria Volonté. É difícil dizer quem defendeu melhor seu personagem; mas, justiça seja feita a Volonté, coube a ele a composição mais difícil.

Klaus Kinski também está no elenco, só que sem todo o carisma que logo se vislumbraria em Gringo (d. Damiano Damiani, 1966), para irromper com força total em Aguirre, a cólera dos deuses (d. Werner Herzog, 1972).

A história é a de dois caça-prêmios (Eastwood e Van Cleef) que unem forças para uma empreitada complicada, mas muito rentável: capturar/eliminar a quadrilha do Índio (Volonté). Só que a motivação não é apenas mercenária: há uma vingança no final da linha.

sábado, 21 de dezembro de 2013

A AMBIÇÃO DELIRANTE DE AGUIRRE E O REICH DE MIL ANOS DE HITLER

Aguirre, a cólera dos deuses (1972) -disponibilizado, completo e legendado, na janelinha abaixo- é a obra máxima do diretor alemão Werner Herzog, que começou no dito cinema de arte e marcou forte presença nas décadas de 1970 e 1980. 

Desde então, contudo, sua carreira decaiu miseravelmente. Mas, não deve ser julgado por equívocos como a refilmagem piorada de Vício frenético (levou uma goleada do Abel Ferrara!) e O sobrevivente. Ele chegou a ser muito grande. Deveria ter encerrado a carreira quando não lhe ofereciam mais projetos com os quais tivesse afinidade ou que estivessem à altura do seu talento.

Aguirre continua sendo, até hoje, um dos filmes que melhor flagram a apatia e passividade com que o povo alemão se submete a líderes autoritários imbuídos de ambições desmedidas e destrutivas, acompanhando-os até o mais amargo fim. O paralelo com Hitler e seu Reich de mil anos é mais do que evidente.

Destaque também para a inesquecível atuação do carismático Klaus Kinski, que parece ter nascido para representar o papel de Don Lope de Aguirre -o aventureiro que, quando o fracasso de uma expedição em busca de Eldorado se evidencia, não se conforma com a decisão de Don Pedro de Urzúa (nosso velho conhecido Ruy Guerra), o qual, sensatamente, ordena o retorno. Assume o comando pela força e arrasta a todos para o âmago da selva amazônica, que os tragará.

Os  cenários naturais são majestosos, a ganância ensandecida de Aguirre impacta fortemente os espectadores e o filme é lembrado também pela convivência difícil entre Kinski e Herzog, que o diretor depois esmiuçaria no documentário Meu melhor inimigo (1999). 

Related Posts with Thumbnails