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terça-feira, 28 de setembro de 2021

UM CONVÊNIO MÉDICO CUJO JURAMENTO É DE HIPÓCRITA, UM GOVERNO SAUDOSO DE AUSCHWITZ E O GOLAÇO DO JUCA KFOURI

SORDIDEZ E GANÂNCIA SEM LIMITES
O
depoimento da advogada Bruna Morato, representante de 12 médicos que denunciaram a Prevent Senior à CPI da Pandemia, revela, mais do que fatos estarrecedores, a sordidez da rede de saúde em conluio com o governo federal e setores da mídia. 

O chamado tratamento precoce não foi nada mais que medida para economizar internações e evitar a política de isolamento social, de acordo com a agenda genocida de Brasília. 

Quando se ligam todos os pontos fica claro por que a Jovem Pan, por meio de seu carro chefe, Os Pingos nos Is, sempre deu espaço aos médicos argentários que defendiam cloroquinas e outras barbaridades. 

A emissora, em busca de explorar uma concessão pública de televisão, virou corrente de transmissão do que há de pior na vida brasileira, fala apenas para uma audiência fanatizada e, mais cedo ou mais tarde, será também responsabilizada por quase 600 mil mortes no país. 

A sordidez e a ganância não conhecem limites. (por Juca Kfouri)
.
Obs. – O campo de concentração de Auschwitz é lembrado no título e na foto acima porque foi nele que os nazistas realizaram suas mais infames experiências com cobaias humanas, inclusive crianças. 

domingo, 19 de setembro de 2021

USO DE COBAIAS HUMANAS POR PARTE DOS NAZISTAS FOI ABORDADO POR INGMAR BERGMAN EM "O OVO DA SERPENTE"

A monstruosidade do Governo Bolsonaro em evidência no presente momento (logo surgirá outra, o estoque não acaba nunca...) é a parceria criminosa com o plano de saúde Prevent Senior para a realização de pesquisas 
de alto risco sem o conhecimento nem o consentimento dos conveniados, reduzindo-os, na prática, a cobaias humanas, enfocada no post anterior

Trata-se, portanto, de um bom momento para revermos um filme de 1977 em que tal prática abominável, da qual eram vítimas compulsórias os prisioneiros de campos de concentração, é importante para o desfecho da trama. 

Trata-se de O ovo da serpente, que traz a prestigiosa assinatura de Ingmar Bergman como diretor, mas, na minha opinião, começou com tudo e depois não manteve o pique. 

O impacto inicial se deve a ser o filme que melhor reconstituiu, até hoje, o impacto de um colapso econômico na vida dos cidadãos comuns (uma situação muito afim com o soturno momento pelo qual passamos).
Falo, é claro, da hiperinflação alemã de 1923, quando o dinheiro não valia mais nada  e as pessoas haviam perdido toda perspectiva de futuro; ou estavam prostradas, sem forças para reagirem aos infortúnios que as esmagavam, ou sofregamente perseguindo prazeres como se o mundo fosse acabar logo em seguida.

Fica muito claro que, não suportando a falta de uma âncora para suas existências, os alemães tenham se deixado mesmerizar pelos discursos raivosos daquele salvador da pátria com bigodinho engraçado, inspirador do mito micado brasileiro.

Mas, após uma primorosa primeira metade, o filme saiu dos trilhos. Bergman quis detalhar o ovo da serpente e não o soube fazer. A trama se torna policialesca a partir do momento em que seu foco se direciona para as primeiras experiências nazistas com cobaias humanas, e aí uma profusão de clichês invade a tela. Parece até filme hollywoodiano sobre o Holocausto.

De resto, os fãs sofisticados (ou seja, quase todos) do Bergman se escandalizaram com a escolha de David Kung Fu Carradine para o papel principal, ao invés do Max Von Sidow de sempre. Segundo a visão preconceituosa desses esnobes, Carradine não tinha pedigree suficiente para o cinema de arte. Eu, pelo contrário, o considerei um dos pontos altos do filme... (por Celso Lungaretti)

NO NAZISMO, OS PRISIONEIROS IDOSOS SERVIAM DE COBAIAS NA MARRA. AGORA, OS VELHINHOS SÃO APENAS MANIPULADOS

jânio de freitas
RECUSAR IMPEACHMENT
É ABRIR OPORTUNIDADES A MAIS BOLSONARISMOS
 NO PODER
A frase de Bolsonaro que menos deveríamos esquecer, vê-se hoje, era o seu programa de governo que nos parecia inexistente: "Tem que matar uns 30 mil".

Foi repetida e publicada várias vezes, e ainda assim sucumbiu, talvez porque crua demais até para bolsonaristas.

Nas 600 mil mortes atribuídas ao coronavírus, o destino de algumas centenas de milhares passa por Bolsonaro, sem por isso supor-se que estejam entre eles os 30 mil visados e inidentificados por Bolsonaro. Destes, só temos uma ideia pouco numerosa.

Sabe-se, porém, que quase a cada semana a CPI da Covid deparou-se com as evidências de mortes em massa e outras tantas iminentes. Com a causa comum de diferentes ações de indução letal por Bolsonaro e seus agentes.

Nessa linha de pasmos, e já quando a visão burocrática da vida fixa o encerramento da CPI, chega-lhe a denúncia de um grupo de médicos e auxiliares sobre práticas indutivas ainda encobertas.

A exposição simplória que lhe está dada, por equívoco quando não por conveniência comercial, está longe dos meios e fins escabrosos da trama denunciada.
Médicos a serviço de um dos grandes planos de saúde, o Prevent Senior, acusam os superiores de ordená-los a prescrever, nos casos de Covid-19, cloroquina e outros três produtos da habitual indicação de Bolsonaro.

Os doentes assim tratados com medicação imprópria seriam objetos de uma pesquisa de eficácia.

Bolsonaro estava informado da pesquisa e propagou-a em defesa da cloroquina.

Mas as doenças e os resultados da medicação eram adulterados no decorrer do diagnóstico, do falso tratamento e do resultado. Entre outros males, dessa fraudulência resultaram ao menos sete mortes.

É um caso com várias faces de alta gravidade. Os pacientes não eram voluntários, não estavam expostos aos riscos da pesquisa por solidariedade humanitária. Buscavam tratamento para um mal e receberam progressão do padecimento e maior risco de morte, até consumada.

São crimes monstruosos e simultâneos: a adoção obrigatória de remédios com ineficácia cientificamente comprovada para a doença constatada; a redução dos pacientes a cobaias sem conhecimento da pesquisa; e as mortes que, nesses procedimentos próprios de pesquisas nazistas, foram assassinatos conscientes.
Conscientes, com certeza, porque aceito o risco de morte dos pacientes, com o tratamento cientificamente reprovado. E porque, ainda mais claro, ocorrida a primeira morte, ou as primeiras, o falso tratamento continuou para proporcionar a fraudulência confirmatória da eficácia propalada por Bolsonaro, no seu furor contra a vida.

Não se sabe quantos foram os mortos, de fato. Já por definição, o que é fraude não é confiável. A empresa denunciada cumpre a praxe e reclama de propósitos difamatórios dos denunciantes. A CPI já trabalha, no entanto, até com gravações que determinam sigilo na pesquisa e brindam Bolsonaro com útil citação.

Esse e demais crimes que passam por Bolsonaro, relacionados à pandemia, são do tempo da sua sensação de predomínio. Hoje, o êxito comprovado da vacinação desmoraliza os jacarés de sua mente, seu apoio público evapora, cai em derrotas sucessivas, Bolsonaro se esvai em sinais de desespero –visíveis até na sua humilhante mansidão.

Contudo nada disso muda sua índole. Nem a ambição e o seu projeto, exposto ainda antes da candidatura presidencial: "Se um dia eu for presidente, vou dar um golpe".

Recusar a aceitação do impeachment pelos crimes do passado, como fazem Arthur Lira e seus recompensados paus-mandados do centrão, na Câmara, é abrir oportunidades a Bolsonaro e seus corruptos para mais bolsonarismos do poder.

Nem mortes excluídas, seja por que modo e motivo forem. Violência, inflação, custo de vida, desemprego: o país desce empurrado para o desastre insondável.

O cidadão tem o direito de conhecer bem os que impedem a primeira providência capaz de sustar a descida. E os meios de comunicação têm o dever de proporcionar esse conhecimento cívico aos cidadãos. 

Congressistas nas vantagens sem limite nem moral, eles são tão responsáveis pelo havido e pelo que houver quanto Bolsonaro e seus quadrilheiros. (por Jânio de Freitas)
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