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| Após amarelar em 2021, o Bozo sentou no colo do Temer |
Assim, imediatamente após a terceira amarelada, já escrevi que mito com faniquito é rima que não funciona.
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| Após amarelar em 2021, o Bozo sentou no colo do Temer |
Bem diziam os antigos: quem é burro, pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue.
Então, que nenhum dos nossos se queixe se os excluídos forem muitas vezes mais barbarizados, como o foram em 2012 na desocupação do Pinheirinho (CL)
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| Típica foto da fase papagaio de pirata do Boulos |
Nestes últimos dias vieram à tona vazamentos a respeito de ações questionáveis por parte de Alexandre de Moraes em sua atuação à frente do TSE -Tribunal Superior Eleitoral. Forçando a mão em alguns momentos, não cumprindo o rito jurídico em outros e mesmo apelando à imaginação, as revelações mostram algo de conhecimento até das pedras da Praça dos Três Poderes: acima de tudo, as ações contra Bolsonaro e sua turma eram políticas, visando sua neutralização.
Na linguagem empolada da esquerda liberal brasileira, com o lulopetismo à frente, tais ações visavam salvar a democracia. Na linguagem concreta da política revolucionária, é simplesmente a justiça como ela é, com o perdão da cacofonia. A justiça não é algo neutro dentro da realidade social, mas é antes parte intrínseca da dominação burguesa, estrutura do Estado para a hegemonia de classe, em defesa da propriedade privada e do capital. Assim, os interesses da burguesia e de suas frações estão sempre ali presentes, se expressando ora de um modo, ora de outro.
Alexandre de Moraes sempre foi o vetor de expressão dos interesses da burguesia, particularmente se ligando aos setores conservadores da política de São Paulo, seja integrando o governo de Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, seja enquanto secretário de segurança pública de Geraldo Alckmin. Nesse posto, inclusive, teve atuação importante na repressão às ocupações estudantis de escolas ocorridas no estado e na leniência às manifestações direitistas em prol do impeachment de Dilma. Pelo seu serviço, foi guindado ao posto de ministro da justiça do governo Temer, de onde acabou guindado ao STF.
Alexandre de Moraes no TSE.
No obscuro acordo político pactuado entre lulismo, tucanato decadente e setores da burguesia que retirou Lula da cadeia e garantiu seu retorno à presidência, Moraes foi figura de proa, cumprindo a função de Xerife-Mor, homem todo poderoso capaz de iniciar processos ex officio, mandar prender e mandar soltar, sempre em decisões monocráticas posteriormente, em alguns casos, submetidas para serem referendadas por seus colegas. É preciso dizer franca e verdadeiramente que o inquérito das Fake News não passa de uma Lava Jato de sinal invertido, dessa vez sem sequer a participação do Ministério Público, tornado supérfluo.
O objetivo foi e é conter o bolsonarismo e seu líder, os quais se tornaram disfuncionais para uma parte da burguesia brasileira. O grande acordo nacional, nas imortais palavras de Jucá, seguia seu caminho irresoluto, mas algo parece ter mudado. Resta perguntar porquê.
A hipótese mais clara é que a burguesia está mandando sinais a Lula e ao PT no sentido de enquadra-los no programa econômico e político acordado em 2022. De um lado, o aprofundamento do financismo, mais reformas, mais ataques aos direitos sociais e trabalhistas. De outro, sintonia mais afinada com posições políticas do imperialismo, não sendo gratuito ter essa movimentação acontecido no contexto da polêmica das eleições venezuelanas. 
Não nos esqueçamos de suas origens.
Ao bombardearem Moraes, a burguesia brasileira, através de sua imprensa, envia recado claro que, se for preciso, pode ressuscitar Bolsonaro e sua turma desconstruindo o grande salvador da democracia, tal como fizera anteriormente com Sérgio Moro e seus apaniguados do MPF. Estamos diante de um ensaio geral de uma ação que poderá ser acionada caso o lulopetismo não cumpra fielmente sua parte do pacto. Alexandre de Moraes nisso tudo é apenas mais um serviçal, tão dispensável quanto qualquer outro.
E isso vem acontecer em um contexto em que Trump poderá voltar à Casa Branca, algo a ser considerado na equação geral. As turbulências apenas estão começando. (por David Coelho)
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| É a camiseta da seleção principal que dá vexame nas eliminatórias ou da que fracassou no Pré-Olímpico? |
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| No 7 de setembro de 2021, após ter convocado o golpe e refugado, Bolsonaro foi sentar no colo do Michel Temer |
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| Anistia? Após deixar tantas digitais nas armas dos crimes? |
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| Poder do Lula encolhe à medida que o de Lira cresce |
"Donos de terra, gado e gente sempre tiveram forte poder no parlamento brasileiro desde o Império, mesmo com a progressiva industrialização e urbanização do país após a 2ª Guerra Mundial. Correndo em raia própria ou aliados às bancadas da Bíblia, do boi e da bala, os chamados ruralistas estão sempre na linha de frente do ataque aos direitos socioambientais em geral e aos avanços civilizatórios", ensinou o mestre Kotscho.
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| Dilma insistiu em cumprir o roteiro do impeachment até o mais amargo fim, enquanto a direita acumulava forças |
Novos de forma relativa, bem entendido, pois é a quinta vez que o Palácio do Planalto é ocupado por um petista, terceira pelo próprio Luiz Inácio. Daí inclusive a falta de novidade, pois não é um governo inédito, mas continuação dos 13 anos anteriores. De fato, o lulopetismo insiste em fazer o que não deu certo, com uma política de conciliação de classes, cooptação partidária e limitadas medidas assistenciais.
Muito pior agora, pois o lulopetismo é um zumbi, tendo morrido em Junho de 2013 e enterrado no Impeachment de 2016. O que vemos hoje é apenas um espectro fantasmagórico de uma alma penada que se recusa a desencarnar. A vitória de Lula nas últimas eleições se deu mais em função de seu adversário - e mesmo assim foi garantida na bacia das almas, com limitadíssima margem. Foi uma eleição do veto, com um lado e outro votando não em programas, inexistentes, mas para barrar quem não gostaria de ver sentado na cadeira de presidente. Ao fim, a rejeição ao Bozo foi maior e o atual presidente venceu por ter menos antipatia popular.
Aliás, o programa petista e o bolsonarista se equivalem no essencial, pois são basicamente os mesmos de FHC e Temer, o neoliberalismo periférico, exportador de commodities e importador de bens industrializados. Nos últimos vinte e três anos o país viveu profundo processo de primarização econômica, com o setor agropecuário e mineral assumindo a dianteira da produção de valor. Lembremos aqui da lição de Marx, a produção de valor ocorre de dois modos, ou na indústria ou mediante a exploração da renda da terra, esta última assumindo aspecto de extrativismo, ao sugar riquezas do solo e da natureza em geral.
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| O agro é pop |
Lula 3 assumiu em situação muito mais crítica e rebaixada em relação há vinte anos, inclusive com o passivo gigantesco de seu próprio passado de erros. Pego em meio a uma crise capitalista que se desenha catastrófica, com crescentes tensões mundiais entre potências militares, o novo governo possui muito menos margem de manobra e será cozido de forma muito mais acelerada pela ingovernabilidade derivada dos terremotos da economia de mercado em franca decadência. No entanto, diante do contexto adverso, o presidente e seus asseclas insistem em agir como se tudo ainda fosse igual, afundando-se em debates escolásticos para salvar o insalvável.
Assim, o mais ignóbil dos ministros, Fernando Haddad, passou estes cem dias discutindo um novo Teto de Gastos com a seriedade típica com a qual os filósofos medievais estudavam o sexo dos anjos. Ao fim, sua engenhoca, digna de um professor Pardal, servirá apenas para desgastar ainda mais o lulopetismo junto às massas, as quais se afundam na fome, na miséria, na violência e no desemprego, alheias ao tecnicismo do tedioso professor.
De resto, a proposta de Haddad configura claro estelionato eleitoral, pois durante anos o discurso lulopetista era de abolir o teto de gastos e não de substitui-lo por outro. No entanto, a Lula é mais cômodo repetir o servilismo aos capitalistas, os mesmos responsáveis por prende-lo na cadeia e também por tira-lo de lá. 
Nem os filósofos medievais perdiam tanto tempo com
debates ociosos.
Outra prova do servilismo, e novo estelionato, é a continuação da deforma do Ensino Médio, medida autoritariamente imposta por Temer e cuja sustação fora prometida pelos lulistas. Agora, o discurso mudou e o próprio presidente garante a continuidade de sua implementação. A rigor, estranho seria se ele cumprisse a promessa, pois a reforma já vinha sendo urdida por Dilma e encontrava-se nas gavetas do MEC à época da posse do Drácula, apenas esperando uma mão de ferro para vir à luz do dia. Continuarão os alunos a terem aulas de RPG, Brigadeiro Caseiro e O que Rola por Aí, pois é esta a visão educacional para a juventude também compartilhada por Lula e sua gangue.
O novo governo move-se por pura inércia, sem norte claro, apenas impulsionado pelo movimento da massa falida chamada Brasil. À deriva, não se deu conta que o chão começa a faltar debaixo de seus pés e não é mais possível agradar a deus e ao diabo. Dito de outro modo, não aprenderam nada sobre a realidade histórica atual. Enquanto almas penadas, repetem em looping o que já viveram.
Em cem dias temos ideia de toda a falta de rumo de Lula 3. Aguardemos os próximos cem, pois ao que tudo indica, tudo só tende a piorar, para o governo e para nós. (por David Emanuel Coelho)
Apenas duas disciplinas passaram a ser totalmente obrigatórias e com bastante espaço na grade horária, Português e Matemática. Sociologia, Filosofia, Biologia, Física, Química, História, Geografia, etc., foram substancialmente reduzidas para dar lugar a matérias luminares iguais a estas:
O que rola por aí?
RPG
Brigadeiro Caseiro
Mundo Pets S.A.
Arte de Morar
O Mundo ao Redor
Tais disciplinas fariam parte do itinerário formativo, escolha de cada aluno. Desconhece-se a oferta de disciplinas profissionalizantes, a menos que fazer brigadeiro seja considerado como profissão. Considerando o tipo de país ao qual o Brasil tem se transformado, é possível considerar ser sim preparar brigadeiros e sair por aí vendendo como exatamente a ideia de profissão almejada por nossa burguesia para os trabalhadores.
Bancada e idealizada por fundações educacionais do mercado, - sendo a mais notória, a Fundação Lemann, de Paulo Lemann, o mesmo indivíduo envolvido no rombo bilionário das Americanas - a reforma do ensino médio foi implementada durante o começo do governo Temer e tinha por base a promessa de melhorar o engajamento dos estudantes nesta fase escolar, pois o índice de evasão é altíssimo.
Não é preciso ser especialista em educação para entender os motivos da alta evasão escolar no ensino médio brasileiro. O nó górdio é econômico, pois os estudantes pobres são pressionados a começar a trabalhar cedo - muitas vezes, já antes dos 15 anos de idade - para contribuir no sustento doméstico, levando-os à impossibilidade de compartimentar a vida laboral com a estudantil.
Em complemento a isto, a própria vida escolar se torna pouco atrativa, seja porque não há vislumbre de prosseguir os estudos no ensino superior ou mesmo porque o estímulo salarial é muito baixo, havendo pouca diferença entre o salário de quem termina o ensino médio e de quem não o termina.
Ou seja, a evasão escolar ocorre pela própria pressão social sobre os filhos da classe trabalhadora, causada pela ausência de perspectivas e pela baixa qualidade das vagas de emprego no Brasil. Mas, qual a causa apontada pelos tecnocratas das instituições de fomento à educação? O problema é o currículo! Sim, o currículo seria entediante e desconectado da realidade do aluno e, por isso, ele abandonaria o ensino médio...
Daí tirarem as disciplinas chatas das ciências humanas, exatas e biológicas e colocarem aulas sobre Pets. Afinal, ter aulas sobre animais de estimação é o melhor para preparar os estudantes para o mundo de amanhã. A profissão de cuidadores dos animaizinhos da classe média e alta estará em voga em pouco tempo.
Na realidade, a reforma do ensino médio casa-se perfeitamente com a nova lógica capitalista do Brasil. Em um país em franca decadência econômica, se desindustrializando e onde a precariedade foi elevada à condição de empreendedorismo, faz todo sentido se retirar disciplinas científicas e humanísticas para se ocupar o aluno com matérias que o ensinam a se virar e a exercitar a arte do vazio.
A cereja do bolo certamente é a disciplina Projeto de Vida. Quando não existe mais empregos garantidos, não é possível mais comprar a própria casa, ter qualquer estabilidade ou planejamento mínimo do futuro, pois a precariedade engole a todos no capitalismo do século XXI, acreditar em um projeto de vida na adolescência é quase um exercício de sadismo.Por óbvio, tais ações valem apenas para o ensino público, já tradicionalmente sucateado. Quem pode pagar matrículas a peso de ouro para seus rebentos continuará recebendo o melhor da educação tradicional - e chata - capaz de prepara-los para ocupar os postos-chave do futuro. À classe trabalhadora restará vender brigadeiro ou cuidar dos bichinhos de estimação destes afortunados. (por David Emanuel Coelho)
"o que nós precisamos neste instante é o seguinte: a economia brasileira precisa voltar a crescer e nós precisamos fazer mais política social...
... eu fico irritado às vezes quando se discute muito, qualquer problema se discute estabilidade fiscal, estabilidade fiscal. Ninguém, Natuza, ninguém foi mais responsável do ponto de vista fiscal do que eu...
... o que nós fizemos nesse país? Nós entramos, estabelecemos a meta de inflação de 4,5% e cumprimos. Nós geramos em oito anos quase 14 milhões de empregos. Depois. Com o mandato da Dilma, foram 22 milhões. Nós reduzimos a dívida de 60,5% para 37,7%, e nós fizemos uma reserva que o Brasil nunca tinha tido de 370 bilhões de dólares...
... elas são antagônicas (responsabilidade social e fiscal, pergunta levantada pela entrevistadora) por causa da ganância, sabe, das pessoas mais ricas, ou seja, as pessoas não querem. O empresário não ganha muito dinheiro porque ele trabalhou; ele ganha muito dinheiro porque os trabalhadores dele trabalharam. O que nós queremos é que haja a contrapartida no social... "
Lula, como qualquer político burguês, crê na pujança eterna do capitalismo, deseja nos fazer crer que a retomada do desenvolvimento econômico deve ocorrer sob seu governo.
Quer que o trabalhador continue sendo trabalhador e que seja representado por seu partido e sindicato, ou seja, continue sendo explorado, mas de modo mais humanizado, vez que vive da defesa dos seus interesses de classe e não da sua superação enquanto categoria capitalista primária.
Esquece ter sido sob o governo Dilma Rousseff quando começaram a surgir os efeitos deletérios no Brasil daquilo que ele afirmava ser apenas uma marolinha: a grave crise imobiliária dos Estados Unidos, a qual fora socorrida com dinheiro sem valor dos Bancos Centrais de lá e da União Europeia, sob pena de colapso, já ali, de todo o sistema financeiro internacional.
A crise, provocada pela incapacidade da reprodução de modo sustentável do valor, impactando na reprodução de mercadorias, vem sendo sentida até hoje em seus efeitos, agravados pela pandemia de Covid 19.
Sob Dilma e o PT explodiu a insatisfação popular em 2013, quando um simples protesto contra um aumento de passagens resultou num processo de aglutinação popular violentamente reprimido pela polícia.
Só a duras penas, a então presidente conseguiu a reeleição contra o então candidato Aécio Neves para logo depois sofrer o impeachment em maio de 2016 com forte adesão popular, embora manipulada pela direita brasileira, que sempre foi negativamente expressiva e influente na política e na economia.
Lula fala dos números do seu governo como se o PT, sob sua orientação, desde sempre não tivesse nenhuma responsabilidade na crise então instalada, ocasionada pela depressão capitalista dos últimos dez anos, como resultado do tsunami que vem se abatendo sobre o mundo.
Lula avaliou mal a crise instalada desde 2008/2009 e o Brasil, como periferia econômica de pouca expressão em relação aos países com hegemonia econômica - hegemonia expressa pela moeda forte aceita mundialmente, altos valores de seus PIB e endividamentos estratosféricos, acima dos PIB anuais, mas com juros baixíssimos ou até negativos - sofre mais intensamente as consequências desta conjuntura.
Analisemos, pois, os números destes dez últimos anos no Brasil (2013 a 2022), sob os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer, e Jair Bolsonaro.
Dilma Rousseff 2013 – 2014 – 2015
PIB ................. 3,0% - 0,5% - 3,5% = média de 2,33%
Inflação............ 5,09 - 6,4% - 10,67% = média de 7,37%
Desemprego .... 7,1% - 4,8% - 8,7% = média de 6,86%
Michel Temer 2016 - 2017 - 2018
PIB ................ 3,0% - 1,3% - 1,3% = média de 1,8%
Inflação .......... 6,29% - 2,95% - 3,75% = média de 4,33%
Desemprego .... 10,9% - 12,7% - 11,96% = média de 11,96%
Jair Bolsonaro 2019 - 2020 - 2021 - 2022
PIB ............. 1,1% - -3,3% - 4,6% - 2,6% = média 2,5%
Inflação ‘...... 4,31% - 4,52% - 10.6% - 5,79% = média 6,3%
Desemprego .. 11,9% - 13,5% - 13,2% - 8,7% = média 11,82%
Como se vê, no Brasil dos últimos dez anos vêm se acelerando os processos de PIB anuais baixos com inflação e taxas de desempregos crescentes em governos dos mais variados perfis ideológicos, numa prova inconteste de que a economia capitalista está em um processo autodestrutivo de sua forma de mediação social, é aquilo que se apresenta para a ordem política ditatorialmente sem que esta última possa influir substancialmente na correção de rumos.
O capital, na era da terceira revolução industrial, pelo advento e introdução da microeletrônica no processo de produção social, tornou o trabalho abstrato produtor de valor dispensável em maior proporção do que os novos nichos de trabalho criados, reduzindo a massa global de valor produzido -razão da emissão estatal de moeda sem valor, inflacionária - e agora atingiu o seu limite interno de expansão, representando o fim de um ciclo cruel, escravista e segregacionista havido desde o seu nascimento, com desenvolvimento aprimorado de sua vida, e que agora atinge o estágio de morte por um processo de autodestruição da própria forma, mas sem querer largar o osso!
Ou superamos o capital ou sucumbimos com ele: eis a questão! O governo Lula admite, claramente, na sua entrevista, poder provocar a retomada do desenvolvimento econômico sob tal quadro, como se a política fosse soberana em relação à economia e indutora de uma correção de rumos capaz de resolver todos os problemas decorrentes da contradição capitalista irracional e do seu fim irremediável.