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domingo, 3 de outubro de 2021

LUTA ARMADA NOS ANOS DE CHUMBO. DIRETAS-JÁ EM 1984. CARAS PINTADAS EM 1992. INDIGNADOS EM 2013. E EM 2021, NADA?

A
s manifestações Fora Bolsonaro deste sábado (2) ocorreram logo depois de ficarmos sabendo que até experiências secretas com cobaias humanas se perpetraram no Brasil do Bozo. Mas, tamanha abominação não fez os justos irem para a rua protestar, como ocorreria num país de verdade.

Fiquei com a melancólica impressão de que o pior presidente brasileiro de todos os tempos – agora que, tendo sido obrigado a retratar-se de suas badernas golpistas, na prática transferiu de vez o poder real ao centrão –, não será derrubado pela brava gente brasileira (rs)...

Como o genocida já se desmoralizou inclusive junto a seus desmiolados devotos, também não dará golpe de Estado nenhum. Ficará fingindo por mais 15 meses que ainda governa e tentando salvar filhos e outros cúmplices das grades que, como nunca dantes neste país, todos eles merecem.

Os coitadezas e outros desgraçados continuarão coitadezas e desgraçados, impotentes para reagir.

A classe média continuará fazendo média, porque, sem covid e sem micaretas extremistas, seus integrantes não veem motivo para ousarem lutar. Tal pusilanimidade, aliás, é a tradição brasileira: os miseráveis morreram como moscas na pandemia e seguirão morrendo como moscas em decorrência da interminável recessão? E daí, não sou miserável... 

A força dominante da esquerda continuará priorizando a conquista do poder ilusório que as urnas conferem numa democracia farsesca em que o poder econômico é muito mais determinante do que o Executivo, Legislativo e Judiciário. 

E a alternância entre governos populistas que douram a pílula do capitalismo e governos autoritários que o socam nossa garganta adentro tende a prosseguir com um Lula.3, mas não poderei sequer dizer que o Brasil vai continuar patinando sem sair do lugar porque estará, isto sim, piorando sempre de posição no ranking mundial da qualidade da vida 

Evidentemente, a pax do centrão, que manterá o país numa pasmaceira idêntica à dos últimos anos da ditadura militar, não impedirá a crise econômica de continuar agravando-se cada vez mais nem reconciliará o Brasil com o mundo enquanto a faixa presidencial estiver sobre o ombro daquele que nos tornou párias. Então, não sairemos tão cedo do fundo do poço. 

O único obstáculo que ora se interpõe entre Lula e seu terceiro mandato é a forte possibilidade de a explosão social chegar antes dele.

Ou de, percebendo a iminência da dita cuja, os poderosos mudarem alguma coisa para que tudo fique na mesma. Uma possibilidade em aberto é a de, em tal circunstância, anteciparem o descarte do Bozo.

Mas, inexistindo uma forte pressão das ruas, o que virá vão ser meras trocas de seis por meia-dúzia, como foi a do ditador Figueiredo pelo filhote da ditadura Sarney. (por Celso Lungaretti)
.
Observação: ao ironizar a brava gente brasileira, que desde a Inconfidência Mineira nega fogo na hora de derrubar governos que estão caindo de podres, eu deveria ter aberto uma exceção para os valorosos secundaristas e torcedores organizados de futebol que reconquistaram a simbólica avenida Paulista para nosso lado em 31 de maio de 2020, botando os bolsonaristas pra correr (foram esconder-se atrás dos PM's!). 
Depois, no domingo seguinte, os valentões de araque nem sequer deram as caras no ato do Largo da Batata, preferindo reunir algumas dezenas de gatos pingados no Viaduto do Chá, bem longe dos valentes de verdade. 

Foi um balde d'água fria no Bozo, que desistiu durante bom tempo de novos badernaços golpistas, preferindo garantir seu mandato mediante a entrega das joias da Coroa ao centrão.  Na reincidência, 7 de setembro último, sua derrota foi mais acachapante ainda. (CL)

sábado, 2 de outubro de 2021

É PRECISO DESBOLSONARIZAR O BRASIL

V
ivemos um pesadelo. 

É difícil encontrar uma resposta para dar conta do que estamos vivendo. A cada dia somos surpreendidos por uma ação que imaginávamos superadas. Ou seja, acreditávamos que os mais de 30 anos de vida plenamente democrática teriam edificado uma sólida cultura democrática. Ledo engano. 

A atividade cotidiana dos nazifascistas bolsonaristas, a defesa enfática de crimes contra a humanidade cometidos pelo governo federal, a indiferença frente ao morticínio de 600 mil brasileiros e os ataques ao Estado Democrático de Direito apresentam o Brasil real, muito diferente daquele que se supunha existir após tantos anos de luta pelas liberdades democráticas. 

A aparência democrática escondia uma essência reacionária, que aguardava o momento adequado para emergir depois de anos de espera. 

Se é possível encontrar algo de positivo na tragédia que estamos vivendo, é justamente a necessidade de transformar a construção da democracia numa tarefa permanente. Será fundamental desbolsonarizar o Brasil. E o caminho passa: 
— pela escola –na qual a Constituição deveria ser ensinada e discutida;
— pela reforma democrática do aparelho de Estado;
— pela redefinição na concessão pública de rádio e televisão;
— pelas Forças Armadas alterando os currículos, o rito das promoções e o seu papel na defesa nacional; e
— pelo crescimento econômico sustentável que dê esperanças de uma vida melhor.

O futuro não pode ser apresentado como uma versão piorada do presente. 

Quando assistimos à CPI da Pandemia, vemos que o Brasil real é o Brasil do horror. Chama a atenção a tranquilidade tanto de senadores, como de depoentes, na defesa do genocídio. 

Não é possível imputar apenas ao interesse político, em obter benesses governamentais ou porque estão pensando nas eleições do ano que vem. Não. Há uma real identificação com o negacionismo nazifascista bolsonarista. 

A bancada da Beócia na CPI é medíocre. Até aí não seria um problema. Mas eles são muito mais que medíocres: coonestam o genocídio entusiasticamente e com o apoio dos seus eleitores. 
O cinismo de uma fração da elite é patente. É difícil ter uma única explicação. Se for para o campo exclusivamente econômico é possível encontrar a resposta na intensificação do processo de concentração de renda durante a pandemia. Por mais estranho que pareça, em pleno morticínio, cresceu o número de milionários brasileiros. 

Mas não só dela. As classes médias, sempre temerosas de perder o status, não observaram que a crise poderia ser um momento de redefinir seu papel na sociedade, principalmente num país que perdeu a capacidade de crescer e gerar amplas possibilidades de mobilidade social. Porém, assistiu passivamente a tragédia, inerte, sem capacidade de reação política. 

O Brasil da terceira década do século 21 é um desconhecido. As consagradas interpretações produzidas nos anos 1930-1970 por Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro e Florestan Fernandes já não dão conta da complexidade da sociedade. 

As grandes regiões metropolitanas com seus milhões de habitantes sobrevivendo em precárias condições, sem perspectiva de um futuro melhor, em meio à violência cotidiana, distantes do mercado formal de trabalho, sem a qualificação necessária para se adaptar aos novos processos da nova revolução tecnológica, com famílias desestruturadas, são os párias da contemporaneidade. 

O bolsonarismo é produto de um país que perdeu o rumo. Se entre os anos 1930-1980 o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo ocidental, as quatro últimas décadas foram perdidas 
ou mal aproveitadas, mesmo quando a conjuntura econômica internacional foi favorável, como nos primeiros anos do século 21. A sucessão de fracassos abriu o caminho político para o extremismo tomar o poder. 

Num momento de crescimento econômico, de mobilidade social e de funcionamento adequado das instituições, o extremismo bolsonarista seria ridicularizado e não transformado em alternativa de poder. 

Desbolsonarizar o Brasil é indispensável. Não é um processo fácil, mas tem de ter um ponto de partida. 

O processo eleitoral de 2022 poderá ser o momento de repensar o Brasil. Mas com Bolsonaro na Presidência e, pior, como candidato à reeleição, isso não vai ocorrer. (por Marco Antônio Villa)

sexta-feira, 2 de julho de 2021

NESTE SÁBADO COMEÇAREMOS A ACERTAR AS CONTAS COM O MAIOR EXTERMINADOR DE BRASILEIROS EM TODOS OS TEMPOS

Não é mais possível esta festa de medalhas, este
feliz aparato de glórias, esta esperança 
dourada nos planaltos!

Não é mais possível esta festa de bandeiras, com
 guerra e Cristo na mesma posição! 

Assim não é possível, a impotência da fé, 
a ingenuidade da fé! 
As nossas carnes, as vidas, tudo, vocês venderam tudo,
as nossas esperanças, o nosso coração, o nosso
amor, tudo! Vocês venderam tudo!

Não é possível acreditar que tudo isso seja verdade! 
Até quando suportaremos? 

Até quando, além da fé e da esperança, suportaremos? 
Até quando, além da paciência, do amor, suportaremos? 
Obs. – As frases acima são todas falas do poeta Paulo Martins (Jardel Filho),
personagem principal do filme Terra em Transe, de Glauber Rocha.

domingo, 20 de junho de 2021

O GOVERNO NEGACIONISTA E GENOCIDA COMEÇOU A CHEGAR AO FIM NESTE SÁBADO

ricardo kotscho
BRASIL VAI ÀS RUAS PARA GRITAR "FORA BOLSONARO!" NO DIA DAS 500 MIL MORTES
De norte a sul, em grandes e pequenas cidades, milhares de brasileiros saíram às ruas nos mais de 400 atos de manifestações do Fora Bolsonaro! neste sábado de outono cinzento e frio, quando o Brasil chegou à marca das 500 mil vidas perdidas para a pandemia, uma trágica coincidência. 

Foi a segunda grande manifestação popular contra Bolsonaro em menos de um mês, um grito de libertação e esperança do povo brasileiro depois de passar quase um ano e meio sofrendo em silêncio as consequências dos desmandos e das omissões de um governo negacionista, que boicotou as vacinas enquanto pôde e preferiu oferecer toneladas de cloroquina, além de continuar até hoje contra o uso de máscaras e o distanciamento social, na contramão das autoridades sanitárias de todo o mundo. 
Ainda esta semana, em sua live semanal, o presidente teve a coragem de colocar em dúvida a eficácia das vacinas e defender a imunidade de rebanho como a melhor forma de combater a pandemia. Ou seja, você precisa pegar o vírus para se salvar da doença. 

O tal gabinete paralelo montado no Palácio do Planalto, sob o comando do presidente, continua mandando no Ministério da Saúde, mesmo depois de ser desmascarado pela CPI da Covid, que está mostrando ao Brasil e ao mundo que aqui houve uma matança programada. 

Quantos destes 500 mil brasileiros não precisariam ter morrido? Quantos mais ainda vão morrer? 

Se, desde o início da pandemia, o governo federal não tivesse menosprezado a gravidade da doença e assumido a coordenação nacional do combate à pandemia, convocando médicos e cientistas em lugar de palpiteiros interessados como os doutores de Bolsonaro, certamente hoje muitas famílias não precisariam ir aos cemitérios para velar os seus mortos. 

Ainda que tomando todos os cuidados, milhares de brasileiros perderam o medo e se uniram nas ruas para dar um basta a tantas barbaridades – e esse é o fato político mais importante desde o início da pandemia.  

Por mais que queira negar a dimensão desses protestos e fazer comparações infantis com as motociatas do capitão, daqui para a frente o governo saberá que o país ainda tem um povo com vergonha na cara e coragem para mudar o seu destino, que não é gado para ser tangido sem tugir ao matadouro.

Não haverá propaganda oficial nem dinheiro público correndo a rodo nos palácios e gabinetes capaz de mudar a história de horror que vivemos nestes tempos sombrios, em que a ignorância venceu a ciência e as mentiras superaram os fatos. 

Quem foi às ruas é gente de todas as gerações, etnias, gêneros, partidos e classes sociais, das capitais e das cidades do interior (e até do exterior!), que não perderam a esperança de acabar com esse pesadelo e resgatar nosso orgulho de ter nascido aqui. 

Em São Paulo, com suas bandeiras de todas as cores, máscaras e faixas pedindo impeachment, bicicletas em lugar de motos, muitos jovens e até crianças com suas famílias, a grande manifestação se espalhou por toda a avenida Paulista. 

Só não chamou a atenção da Globo News, que preferiu ouvir seus comentaristas no estúdio em lugar de repórteres nas ruas e demorou para entrar ao vivo. A CNN, que transmitiu por horas ao vivo a motociata bolsonarista da semana passada, também limitou-se a dar flashes. A TV Globo continuava passando o Caldeirão do Huck 
Como na campanha das Diretas Já, no século passado, o povo saiu na frente e a televisão brasileira vem a reboque, quando já não dá mais para esconder o que acontece. 

Não queremos mais ser um país pária, que banaliza as mortes e nos faz passar vergonha nos fóruns internacionais, com um presidente que chegou a fazer propaganda da cloroquina dos seus amigos em reunião do G 20.

Bolsonaro e seus generais um dia vão pagar por seus atos, mas ninguém trará de volta as vidas perdidas e os sonhos desfeitos. 

No final da tarde, a manifestação já ocupava toda a avenida Paulista e muita gente continuava chegando, apesar da ameaça de chuva, seguindo rumo ao centro da cidade. 

Sábado, o governo negacionista e genocida começou a chegar ao fim. A civilização vencerá a barbárie e a vacina vencerá a cloroquina. Vai ser uma festa. 

Vida que segue, para quem sobreviveu, agora com mais esperança de que todo o mal um dia acaba. (por Ricardo Kotscho) 

sexta-feira, 18 de junho de 2021

AS MANIFESTAÇÕES DE AMANHÃ CONTRA BOLSONARO FARÃO DESLANCHAR A RESISTÊNCIA AO GENOCÍDIO

Um dilúvio de manifestantes tomou a avenida
Paulista no último dia 29. Amanhã serão mais
S
erão realizadas por todo o país neste sábado (19/06) manifestações populares exigindo o afastamento de Jair Bolsonaro da presidência da República que verdadeiramente não exerce nem jamais exerceu. 

Isto porque, desde o primeiro dia do seu catastrófico mandato, ele vem se omitindo dos deveres do cargo e se portando como um agitador insano de extrema-direita, empenhado tão somente em destruir os fundamentos da vida civilizada no Brasil e, assim, criar condições para um golpe de Estado.

A expectativa é de se constituírem nas maiores de 2021 e até dos dois anos e meio desse desgoverno atual, pois a lista de forças empenhadas na organização dos atos supera em muito a dos protestos anteriores. 

Desta vez até o PT apoia a iniciativa da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, embora ainda não tenha anunciado se Lula já superou suas dúvidas hamletianas e estará presente no palco principal da luta contra o genocídio em curso. 

Que venha e seja bem-vindo, pois livrarmo-nos do  exterminador de brasileiros é agora mil vezes mais importante do que a eleição marcada para daqui a 16 intermináveis meses visando decidir-se quem assumirá a presidência em 2023, caso o calendário eleitoral não vá pelos ares até lá, detonado pela explosão social e pelo caos que se aproximam. 

Caso o mandato de Bolsonaro sobreviva às centenas de milhares de óbitos evitáveis que sua incompetência e sabotagem estão acrescentando às mortes inevitáveis da pandemia, a tendência é que, administrando a crise econômica da mesma forma demencial e destrambelhada, cause outro morticínio em larga escala.
Tomarmos armas hoje beneficiaria o inimigo,
mas, mesmo sem elas, resistir é preciso!
 

As próximas semanas serão as mais propícias para determos a contagem regressiva rumo ao imponderável, até porque a CPI da Covid está prestes a
levantar o véu sobre quem lucrou desmedidamente com dispêndios governamentais estapafúrdios durante a pandemia. 

Casos dos recursos desperdiçados em doses astronômicas da inócua cloroquina e na encomenda a toque de caixa e preços exorbitantes da vacina indiana, que nem sequer o aval da Anvisa tinha na ocasião.

Daqui a alguns meses será tarde demais para evitarmos que o Brasil fique em cacos e os brasileiros pobres, principalmente, sejam ceifados como moscas. 

Quem quiser evitar o pior enquanto há tempo não pode deixar de comparecer ao ensaio geral deste sábado pois, lembrando o alerta musical de Gilberto Gil noutra situação em que uma tempestade se formava no horizonte, é preciso ter coragem e aplaudir o pessoal!  (por Celso Lungaretti) 

domingo, 7 de junho de 2020

O RECADO DAS RUAS FOI DADO: FORA, BOZO!

O grandioso ato no Largo da Batata comprovou: os donos das ruas de São Paulo agora são os antifascistas!
Sim, ainda temos pandemia. E mais de 35 mil brasileiros morreram até agora, apesar de o governo Bolsonaro tentar ocultar os dados.

No entanto, cada vez mais pessoas tomam consciência de que derrotar  o vírus  passa por derrotar tal governo. Pois a atitude genocida do presidente  está estimulando a ampliação no número de mortes no país.

Ele não apenas desconsiderou a gravidade da pandemia, como também fez tudo para dificultar o auxílio financeiro às classes mais pobres do Brasil. Seu descaso com a vida dos brasileiros mostra claramente a personalidade de um sociopata. 

Cercado por militares igualmente genocidas, começou agora a destruir também o Ministério da Saúde e a sonegar dados sobre a evolução da doença. Como se fosse um Hitler piorado, decidiu cair levando consigo todos os brasileiros que puder.
Dura derrota para Bolsonaro foi este seu bastião também ter caído nas mãos do povo: Brasília!
Por isso, mesmo correndo risco de contaminação, milhares de pessoas decidiram ir às ruas neste domingo (7), em inúmeras  manifestações por todo o Brasil. 

Só podemos agradecer o heroísmo dessas pessoas que, mesmo expondo-se ao perigo, saíram às ruas para defender os interesses maiores do povo brasileiro.

Saíram às ruas para pregar o afastamento do presidente e também para lutar contra o racismo que tão impregnado ainda está em nossa sociedade.

Racismo, inclusive, que é responsável por ampliar o número de óbitos pela Covid-19 entre os negros: eles constituem a maioria esmagadora dos trabalhadores precarizados que não possuem outra opção que não a de buscar nas ruas o necessário para a sobrevivência familiar, mesmo sabendo que estão sujeitos à fatalidade.
No Rio de Janeiro a luta contra o racismo foi destacada
Na verdade, a luta contra o racismo e a luta contra Bolsonaro são a mesma coisa, pois ele é o grande promotor do racismo no Brasil. 

Quando incentiva as pessoas a saírem da segurança de suas casas para trabalhar, sem importar-se com sua possível contaminação, ele está mexendo justamente com o emocional da parte mais pobre e precarizada da população, ou seja, os negros. Isso transforma seu ato praticamente numa ação de limpeza étnica, ou seja, puro genocídio.

Daí as manifestações de hoje se haverem tornado, praticamente, uma ação de sobrevivência.

É este, fora de dúvida, o grande triunfo de tais protestos, que mobilizaram número gigantesco de participantes. Seu sucesso pode ser melhor dimensionado quando se observa quão poucos bolsonaristas ousaram  sair às ruas. Um número bem diminuto, poucas dezenas de cabeças de gado.

O contraste foi claro. O povo brasileiro, massivamente, está contra Bolsonaro e seu projeto destrutivo. A tendência é de que o movimento doravante só cresça, apesar da permanência da pandemia. 
Belô também repudiou o presidente em franco declínio

Com isto Bolsonaro prova do seu próprio veneno, pois não foi ele quem, apesar das recomendações sanitárias, convocou seus apoiadores a irem às ruas? Isto só serviu para que ele provasse o gosto amargo de vê-las tomadas por seus opositores.

Apenas a pressão popular será capaz de derrubar Bolsonaro. mas não devemos exigir apenas sua remoção. É imperativa sua prisão e julgamento pelos crimes cometidos durante  a pandemia e mesmo antes. 

Não podemos e não devemos repetir os erros da redemocratização de 1985. A queda do Bolsonaro deve ser por nós encarada como um ponto de partida, não como ponto final. Nada de ficarmos a reboque das forças liberais que apenas querem retirar o vilão mais identificado como tal pela coletividade, para que o restante possa permanecer tudo como está.

É preciso irmos além,  atacando as bases estruturais que fomentam e possibilitam a ascensão de Bolsonaros.

Mas, já existe o que comemorarmos: o pontapé inicial foi dado e, pelo jeito, a partida poderá se resolver em pouco tempo, com uma massacrante  vitória dos democratas.

E a prudência manda ficarmos mais atentos do que nunca, pois um animal acuado é sempre mais perigoso. 

A luta só começou. Por isso, para todos aqueles que puderem e quiserem, é preciso ir às ruas já! Fora, Bolsonaro! 
.
(David Emanuel 
de Souza Coelho) 

sábado, 25 de abril de 2020

O PAPEL DE SERVIS ADMINISTRADORES DO CAOS CAPITALISTA CONDIZ CONOSCO? – 2

(continuação deste post)
Pandemia = comunavírus. O energúmento garante!
Incapaz de, apesar de todos os instrumentos institucionais que lhe são fornecidos e da ajuda dos ricos beneficiários privados, dar viabilidade mínima à ordem social capitalista, a direita procura transferir a responsabilidade pelo caos social que ela administra. É o que lhe resta como desculpa. 

Ainda nesta semana, o energúmeno ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo afirmou sem corar, que a crise sanitária é um fenômeno comunavírus, como se um microrganismo virótico (como tantos outros que vêm afligindo a humanidade através dos tempos) fizesse opções ideológicas! Os terraplanistas e exotéricos de plantão zurraram sua concordância. Desse jeito estamos bem arrumados... 

O que ele não diz, mas está no subtexto de sua nota oficial repudiada pelos diplomatas do Itamaraty e demais seres pensantes, é que o coronavírus está a explicitar a ingovernabilidade a partir de critérios de uma relação social fundada na riqueza abstrata paralisada. 

O contrário dessa ingovernabilidade é a produção social sob critérios humanitários e de solidariedade que se contraponham à ilogia do capital, sendo este  o temor que faz com que governantes. tanto os mais ortodoxos quanto os mais flexíveis, optem por expor a sociedade à morte para dar vida ao capital agonizante. 
"as genocidas diretrizes sanitárias do Bolsonaro"

A confirmação de que somente poderemos sobreviver dentro de critérios de solidariedade humana e de uma produção social livre das amarras limitadas da produção baseada no lucro e não na satisfação das necessidades humanas – eis o que mais preocupa os donos da política, parte dos donos do saber e, principalmente, os donos do dinheiro.

O que atemoriza os submissos servos da ordem capitalista e seus beneficiários é a possibilidade de o povo acordar da letargia e engodo representados pela aceitação como justo daquilo que é injusto pelo direito natural (não o direito codificado), começando pelo instituto da propriedade.

Os critérios do direito de posse, com a necessidade de uso dos bens socialmente produzidos prevalecendo sobre a acumulação desses bens como mercadorias visando à multiplicação do capital, são completamente diferente do pretenso direito de propriedade, nada além de uma tentativa de convencer a todos dos benefícios de uma relação social maléfica, na qual a igualdade de acesso ao patrimônio e às oportunidades é inexiste.

Aos anticapitalistas cabe contestarem e confrontarem diariamente tais conceitos, mesmo sendo um processo de esclarecimento demorado e de difícil compreensão por parte de uma população majoritariamente empobrecida e com pouca ou nenhuma instrução escolar (muitos sequer sabem ler). 
"bolsonaristas e seus aliados de aluguel batem cabeça"
Em contrapartida, tal procedimento embute a certeza da dignidade de propósitos e do sucesso de longo prazo.

Isto não significa que devamos assistir passivamente à autodestruição do capitalismo por seus próprios fundamentos. Pelo contrário, há inúmeras atitudes que podem ser tomadas para acelerar tal processo, fora dos governos e parlamentos, desde que o norte das ações anticapitalistas seja o correto. 

Ao invés, p. ex., de lutar-se pela melhora dos salários (como fazem os sindicatos nestes tempos de desemprego estrutural) ou clamarmos por maior oferta de empregos com o reaquecimento da economia (uma unanimidade política, inclusive na esquerda), devemos mobilizar a todos, principalmente os 12 milhões de desempregados, para a ocupação de fábricas falidas e viabilização de atividades produtivas fora da lógica do lucro. 

A bandeira do Fora, Bolsonaro é correta. Contra ela se posicionam figuras como Roberto Jefferson e outros da mesma laia, remanescentes do mensalão, aos quais se aliou amoralmente o PT em nome da governabilidade sob o capitalismo. Aliás, o partido está nos devendo até hoje uma autocrítica desses desvios, que causaram estupefação e vergonha nos que acreditaram um dia que o PT fosse  capaz de conduzir a classe operária ao paraíso.

Os bolsonaristas e seus aliados de aluguel  (como era mesmo aquele blablablá sobre dar-se um fim à velha política?) batem cabeça mais do que nunca e, após a saída do Mandetta e do Moro,  é dado como certo o afastamento também do Paulo Guedes, antes de o governo desabar de fez.  
A remoção do Bozo não se deverá à esquerda

Sua defesa, atualmente, se restringe a grupelhos de políticos. Aspirantes à posição antes ocupada nas mídias sociais pela hoje dissidente Joice Hasselsemann pregam a transferência das responsabilidades pelo caos para o Congresso Nacional e os governadores que resistem às genocidas diretrizes sanitárias do Bolsonaro.
  
Mas, ainda que o impeachment venha a acontecer brevemente (o que é possível e desejado), ele resultará mais da abissal incompetência do insignificante deputado pinçado no baixo clero para fazer o serviço sujo requerido por empresários e políticos conservadores e por uma classe média insatisfeita e formadora de opinião, sendo então conduzido à presidência da República mediante uma inaudita manipulação eleitoral via internet, com o uso e abuso da falaciosa bandeira do combate à corrupção. 

A esquerda, que quase sempre se manteve como mera espectadora dos acontecimentos, chegou até a negar o imperativo da remoção do Bolsonaro, só se dando conta da insustentabilidade de tal posição agora em abril.

A direita não tem o menor pejo em demonizar os seus representantes no momento em que eles se mostram incapazes de cumprir a função que lhe foi designada, principalmente quando sua serventia era apenas momentânea, com prazo de validade previamente estipulado, como é o caso do Boçalnaro, o ignaro

A nós cabe engrossarmos essa torrente pró impeachment que cada vez mais se avoluma, mas sem nenhuma pretensão ao exercício do poder no aparelho de Estado, por tudo de deplorável que ele sempre representou e exacerba agora, no seu estágio de sobrevivência por aparelhos. (por Dalton Rosado)

quinta-feira, 23 de abril de 2020

PEDINDO A ADESÃO DE TODOS AO "FORA, BOLSONARO", LULA ENFATIZA QUE AS INSTITUIÇÕES JÁ DEVERIAM TER REAGIDO

"É preciso começar o Fora, Bolsonaro porque não é possível a gente permitir que ele destrua a democracia. As instituições já deveriam ter reagido. 

A única coisa que o Bolsonaro não faz é dizer onde está o Queiroz e quem mandou matar a Marielle"
(Lula nesta 4ª feira, 22, pregando a remoção do presidente miliciano, conforme a nova orientação do PT. Já existem 24 pedidos de impeachment do sabotador do combate
à pandemia sob análise do Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal)

terça-feira, 21 de abril de 2020

O BOLSONARO NÃO MANDA MAIS NADA. VIROU UM ESTORVO. O QUE FAZER COM ELE?

A tosse foi a melhor parte do discurso
Da ala militar do Planalto ao STF, do Congresso aos governadores, ganhou força esta semana uma pergunta que ninguém consegue responder no momento: o que fazer com Bolsonaro? 

Se ainda havia dúvida de que ele já não tem mais a menor condição de governar o país, agora não resta mais nenhuma, depois da grotesca micareta golpista de domingo (19), em frente ao QG do Exército. 

Bolsonaro virou apenas um estorvo, que não governa mais o país. Hoje (21), ele já não deu nem a tradicional paradinha no portão do Alvorada para mostrar que ainda é o presidente. 

O melhor retrato do fim de feira do seu governo foram duas fotos publicadas pela própria família no fim de semana. 

Numa delas aparece Bolsonaro, ao lado do seu estado-maior, o 01, o 02 e o 03, comendo espigas de milho numa mesa sem toalha, antes de Bolsonaro ir para o QG apoiar a manifestação de seus devotos, que pediam intervenção militar, a volta do AI-5 e o fechamento do Congresso e do STF. 

As faixas eram todas estranhamente iguais, confeccionadas no mesmo bunker que a PGR agora quer investigar. 

Na caçamba de uma camionete, o ainda presidente fez um discurso de dois minutos, sem pé nem cabeça, interrompido por um acesso de tosse. 

Os coveiros agradeceram aliviados
Na outra foto, depois do ato contra a democracia, Bolsonaro está no sofá no Alvorada, de camiseta, calção e chinelos, assistindo a uma live do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, que já chefiou a tropa de choque de Fernando Collor, nos derradeiros dias de seu governo, pouco antes antes do impeachment. Mau sinal, má lembrança. 

Jefferson foi o único líder político que saiu em defesa do presidente, o que dá uma ideia do seu isolamento, após quase 16 meses de mandato. 

Na mesma noite de domingo, o filho Carluxo divulgou o vídeo de um grupo de seguidores de Bolsonaro num estande de tiro, disparando uma fuzilaria de balas e gritando Mito!

A milícia digital do 02, que mobiliza um exército de robôs para convocar carreatas e atos de apoio ao presidente, é hoje a principal base de sustentação do presidente, que ainda tem o apoio de um terço do eleitorado, segundo as pesquisas. 

Esse é o principal entrave para responder à pergunta sobre o que fazer com Bolsonaro, já que a maioria da população está em suas casas de quarentena, com medo da pandemia do coronavírus que se alastra pelo país. 

O coronavírus acabou, ironicamente, dando uma sobrevida ao governo, que já estava em frangalhos antes de a pandemia chegar ao Brasil. 

Só nesta 3ª feira (21), lideranças do PT, reunidas por vídeo conferência com Lula, decidiram aderir ao movimento do Fora, Bolsonaro, que por enquanto só existe nas bolhas das redes sociais, em que o bolsonarismo é imbatível.
A fala do 1º esqueleto alude a estarmos chegando a 3 mil mortos
Alternando a cada dia papéis de carrasco e de vítima, de apoiador do golpismo e de defensor da democracia, como mostrou a genial cartunista Laerte, o presidente improvável segue criando cortinas de fumaça e muita confusão para alimentar seu gado fiel e tentar manter o controle de um poder que já perdeu, mas não entrega. 

É tudo tão bem planejado que isso não pode ter saído só da cabeça dele e dos três filhos reunidos em torno das espigas de milho. 

Bolsonaro já não sabe mais o que fazer para o Brasil descobrir logo o que fazer com Bolsonaro. 

Eu não sou coveiro, respondeu, quando um repórter lhe perguntou sobre a confusão no número de mortos pela Covid-19 divulgada pelo Ministério da Saúde. 

É agora apenas um golpista que mia, como o definiu, com muita precisão, o editorial da Folha de S. Paulo nesta 3ª feira.

Até quando, meu Deus?

Vida que segue. (por Ricardo Kotscho)

sábado, 18 de abril de 2020

COM O PERDÃO DA PALAVRA, ESTA POSTURA DO LULA ANTIGAMENTE SERIA CHAMADA DE "QUERER GOZAR COM A PICA DOS OUTROS"

"...se Bolsonaro continuar cometendo crimes de responsabilidade, tentando levar a sociedade para o matadouro, que é o que ele está fazendo, eu acho que as instituições precisarão achar um jeito de resolver o problema. Isso significa que precisaremos de um impeachment" (Lula, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, aparentemente sem dar-se conta de como soa ridículo o líder de um partido de oposição negar apoio à luta pelo impeachment presidencial e depois pretender que as instituições achem um jeito de resolverem elas o problema)

sábado, 11 de abril de 2020

O PT FOI 'FORA DITADURA' NAS 'DIRETAS-JÁ' E JOGARÁ SUA HISTÓRIA NO LIXO SE AGORA MANTIVER A OPÇÃO PELO 'FICA BOLSONARO'

Fundação do PT, que em 1980 era combativo e fiel à sua origem: em momentos como o das... 
Como filiado de primeira hora ao Partido dos Trabalhadores, naquela fase em que ainda eram coletadas assinaturas para a obtenção do seu registro na Justiça Eleitoral; e também como um dos primeiros a se desligarem, decepcionado com os rumos que o PT tomou (de expurgar as tendências de esquerda e de se afastar cada vez mais da luta de classes, trocada pela conciliação de classes), acredito ter alguma responsabilidade por aquilo que se tornou o partido ao qual pertenci durante quase uma década.

Então, em momentos cruciais, sempre apoio os que tentam recolocar o PT no rumo traçado em seu manifesto de fundação ("O PT buscará conquistar a liberdade para que o povo possa construir uma sociedade igualitária, onde não haja explorados nem exploradores", etc.), no qual se definia explicitamente como uma força anticapitalista.

Se hoje o PT está  em queda livre, isto se deve às várias encruzilhadas nas quais escolheu o caminho errado, sempre o da direita, até ter-se tornado pouco mais do que uma força auxiliar do capitalismo.
...diretas-já, nunca seria o fura-greve de uma causa justa!
E agora a direção nacional do PT comete outro erro histórico de extrema gravidade, ao negar apoio à luta pelo afastamento do presidente que está destruindo o Brasil e que, ao sabotar as medidas de combate à pandemia, vai produzir um genocídio sem precedentes em nosso país, propiciando o morticínio em larga escala de pobres e idosos (principalmente). 

Tal posicionamento equivale a deixar o impeachment para o Dia do São Nunca, tudo levando a crer que seu real motivo seja o cálculo eleitoreiro do Lula de que, permanecendo na Presidência, Bolsonaro será o adversário ideal para ele derrotar em 2022.

Então, pelo que valer (se servir de algo) o meu apoio, ele vai todo para o grupo de parlamentares petistas que acaba de lançar um manifesto no sentido de que, numa decisão com características bem próximas da que o partido tomou em 1983 quando assumiu a bandeira das diretas-já, não faça exatamente o contrário neste momento em que enfrentamos novamente o mesmíssimo inimigo.

Quem conhece meu passado de lutas sabe que a lista de signatários do manifesto inclui indivíduos dos quais guardo profundas mágoas (p. ex., um deles me chamou de cachorro louco por praticar a solidariedade revolucionária, outro covardemente fez pressão de bastidores para que me negassem a palavra num evento para o qual eu fora convidado). 

Mas, há situações em que a importância histórica da linha de ação a ser adotada fala mais alto do que a identidade de quem defende tal ou qual posição. Esta é uma delas.

Por último, estou me posicionando individualmente e não como editor do blog porque quis dar inteira liberdade para os colaboradores fixos e os leitores se manifestarem a respeito. 

As opiniões pertencentes ao campo da esquerda serão respeitadas e publicadas, na íntegra ou no fundamental; e as de defensores do capitalismo e de todas as desumanidades a ele inerentes, avaliadas caso a caso. (por Celso Lungaretti)

EM DEFESA DA VIDA, FORA BOLSONARO!
1. A política do governo Jair Bolsonaro diante da expansão do coronavírus desmascara seu servilismo frente aos interesses capitalistas mais sórdidos. Sua atuação é marcada por seguidos ataques ao isolamento social e pela adoção de medidas destinadas a proteger, acima de tudo e de todos, os lucros dos oligopólios bancários. Esse comportamento criminoso configura ato de sabotagem contra a saúde pública e a economia popular, representando o mais grave perigo ao povo e à nação em nossa história recente.
2. As atitudes do ex-capitão e sua administração são um capítulo previsível do projeto neoliberal que tomou de assalto o comando do Estado em 2016, através do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O desmonte do Estado e dos serviços públicos, a desidratação financeira do SUS e a precarização das relações de trabalho, entre outros fatores, tornaram o país mais vulnerável para enfrentar situações de crise sistêmica, como a provocada pela pandemia em curso. 
A cada pronunciamento, um panelaço. Por que ele insiste?
Mesmo diante do risco de um genocídio sanitário, Bolsonaro e seus asseclas reafirmam a opção por proteger os privilégios dos mais ricos. Nesse caminho antinacional, antipopular e antidemocrático, acelerando o desmonte final da Constituição de 1988, confronta-se contra o pacto federativo, reforça a transição para um Estado policial e amplia a tutela militar.
3. Está se tornando evidente, para a maioria do povo brasileiro, que a guerra contra o coronavírus somente poderá ser realmente vencida se for colocado um fim ao governo Bolsonaro, com sua substituição por uma alternativa democrática e popular capaz de aplicar um programa de reconstrução nacional que rompa com o neoliberalismo. Para além de medidas emergenciais que estão na ordem do dia, o país precisa de um novo rumo para se reerguer, derrotando a hegemonia do capital financeiro e a subordinação ao modelo neocolonial.
4. “Fora Bolsonaro” é a palavra de ordem, já gritada a plenos pulmões nas principais cidades do Brasil, que expressa a única possibilidade de defender a vida do povo. Diante de tantos crimes e violências, é legitimo o direito de colocar abaixo um governo que pode levar à morte, por doença ou miséria, milhões de brasileiros e brasileiras. Não se trata apenas de trocar um presidente farsesco e ditatorial, mas de mandar à lata de lixo da história todo o seu governo e o projeto que encarna, devolvendo à soberania popular o destino sobre o futuro da nação.
5. Feitas essas considerações, o Partido dos Trabalhadores orienta toda a sua militância, dirigentes, parlamentares e gestores, nas condições que forem possíveis, ao engajamento na luta pela implementação do programa de emergência e pelo fim imediato do governo Bolsonaro. Devemos fortalecer todas as iniciativas convocadas pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, atraindo novos setores e impulsionando ações unitárias.
Até quando o deixaremos desacreditar a quarentena?
6. O programa de emergência é instrumento fundamental para o combate ao vírus e para a sustentação econômico-social dessa jornada. Elaborado pelo PT e demais partidos de esquerda, consolidado pelas FBP e a FPSM, também contribui para unificar o campo democrático-popular, desmascarar o governo Bolsonaro e demarcar diferenças com as medidas insuficientes propostas pela oposição de centro-direita, pressionando por providências mais avançadas.
7. Estamos diante de uma batalha histórica: os povos de todo o mundo somente se libertarão da peste viral e seus desastres se forem capazes de avançar no combate ao sistema capitalista e por uma nova ordem mundial, enterrando a longa e desumana dominação dos interesses imperialistas. O Partido dos Trabalhadores, a esquerda brasileira e os movimentos populares de nossa terra mais uma vez estarão à altura de participar dessa batalha com firmeza, generosidade e espírito unitário..
FORA BOLSONARO!
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