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domingo, 27 de abril de 2025

O GROTESCO EM BOLSONARO NÃO É UM ACIDENTE, É DOUTRINA. DAÍ ELE EXIBIR TANTO SUA PUTREFAÇÃO FÍSICA E MORAL.

O grotesco é o afeto que organiza o gozo fascista. 
E não qualquer gozo. Um gozo invertido, um prazer na destruição simbólica do outro. 

A cada imagem que escancara corpos abjetos, seja o da travesti espancada, do indígena invisibilizado, do pobre ridicularizado, a base se nutre. Ri, compartilha, venera. 

A gargalhada aqui é arma. Ela transforma a dor do outro em motivo de pertencimento. 

Como na cena em que Bolsonaro imita uma pessoa morrendo com falta de ar durante a pandemia, zombando do desespero de milhares que agonizavam sem oxigênio nos hospitais. 

Ou quando ri abertamente da morte de Rubens Paiva, desaparecido na ditadura.  

Ou ainda quando despreza e desumaniza a memória de Bruno Pereira e Dom Phillips, assassinados na Amazônia, insinuando que "isso acontece com quem vai por ali".

Em cada um desses episódios, a dor do outro é convertida em espetáculo. A agonia vira punchline. O luto se torna palanque. 

E é nesse teatro do escárnio que a base se reconhece, se reafirma, se alinha. Porque o grotesco aqui não é acidente. É doutrina. (trecho do artigo O mártir apodrece, o algoritmo alimenta: a guerra afetiva do grotesco de Bolsonaro, de Reynaldo José Aragon Gonçalves, cuja íntegra pode ser acessada no Brasil247) 
.
Observação -- esta constatação da afinidade do fascismo com as baixarias mais repulsivas e degradantes já não aparece na imprensa e nas redes sociais com a frequência de outrora, daí eu ter decidido publicar o trecho que considerei mais significativo no texto do Reynaldo Gonçalves, ao mesmo tempo que recomendo a todos que leiam o artigo na íntegra.

Vale acrescentar que o filme mais maldito do Pier Paolo Pasolini, Saló ou os 120 dias de Sodoma (1976), bate exatamente nesta tecla. Só que hoje é muito difícil de encontrar, inclusive no streaming. E exige de quem o assiste um estômago pra lá de forte. (CL)

sábado, 21 de dezembro de 2024

QUANTOS BRASILEIROS O JAIR BOLSONARO ASSASSINOU AO IMPINGIR A CLOROQUINA COMO MEDICAMENTO PARA A COVID?

A
palavra final sobre a eficácia das drogas milagrosas nas quais governantes de ultradireita andaram apostando durante a pandemia de covid 19 só foi dada agora, em dezembro de 2024. 

E confirma o entendimento que este blog foi dos primeiros a assumir e do qual jamais abdicou: a sabotagem vacinal de Jair Bolsonaro causou um número mirabolante de óbitos que poderiam ter sido evitados caso o Brasil fosse presidido por um indivíduo mentalmente equilibrado e não por um fanático atrabiliário.

Lamentamos que muitos leitores duvidassem desta conclusão por provir de meros jornalistas e não de scholars com certificações imponentes para exibir. Mas, como se trata de uma característica habitual deste blog, é um bom momento para afirmarmos que isto não se deu por palpite ou sorte. 

Bons profissionais de imprensa sabem tirar a conclusão correta quando se defrontam com posicionamentos diferentes assumidos por especialistas que divergem entre si. Foi o que aconteceu, com o blog se convencendo de que, como sustentavam grandes universidades estrangeiras, o desprezo pela evidência científica estaria ocasionando um descomunal massacre de brasileiros.  

Leiam os trechos principais do artigo abaixo e tirem suas conclusões. (CL)
.
Bolsonaro divulgando a pajelança: criminoso!
fernando reinach
O ERRO CIENTÍFICO QUE CAUSOU MORTES NA PANDEMIA 
No dia 19 de março de 2020, quando o Brasil tinha 621 casos de covid e somente 6 mortes, foi publicado um trabalho científico que sugeria que a hydroxychloriquina combinada ao antibiótico azythromicina poderia curar a doença.

Apesar de o trabalho ter sido imediatamente criticado pela comunidade científica, muitos médicos se agarraram ao resultado preliminar e passaram a utilizar essa combinação de drogas. Meses depois, o estudo foi repetido com mais de 30 mil pacientes e foi demonstrado que essas drogas não curavam a covid.

A grande maioria da comunidade médica e científica abandonou o tratamento e tentou divulgar o erro. Mas, era tarde: políticos, como Bolsonaro e Trump, haviam comprado a ideia estimulados por médicos e cientistas incompetentes ou mal-intencionados. 

Nos meses seguintes, centenas de milhares de pessoas foram tratadas com essa combinação em vez dos tratamentos comprovados que já estavam aparecendo. E pior, essa crença atrasou os investimentos governamentais em vacinas e a adoção de medidas de prevenção. 

É difícil calcular o número de mortes relacionadas a esse erro, mas não é impossível que sejam dezenas de milhares. [Há fontes estrangeiras que falam em centenas de milhares!]
...só agora, mais de quatro anos e meio depois, a revista científica que publicou o resultado resolveu cancelar a publicação original, retirando formalmente o trabalho da literatura científica. A demora se deveu à recusa do autor principal a admitir o erro.

Uma investigação revelou que pacientes que morreram sob o tratamento foram omitidos das estatísticas. Além disso, o acordo dos pacientes para participar do teste não foi obtido. Com essas constatações, três dos autores pediram para ter seus nomes removidos da publicação. 

Mas, o líder do laboratório, Didier Raoult, ainda se recusava a admitir os erros. Finalmente a revista, a revelia do autor, cancelou a publicação e Didier se aposentou.

Erros como esse ocorrem na ciência, mas raramente envolvem descobertas que têm um impacto tão imediato na sociedade, e dificilmente levam tantos anos para serem corrigidos. Agora, a comunidade científica embarcou numa busca dos motivos que levaram a adoção desses medicamentos inúteis...
Didier Raoult, o cientista obcecado com a cloroquina

...O que me impressiona é como grande parte das pessoas, desesperadas com a chegada da pandemia, se agarrou nas pequenas esperanças. Muitos amigos correram para comparar essas drogas e estocar em casa. Outros acreditaram que simples máscaras de pano segurariam o vírus sem qualquer evidência científica.

O desespero é uma reação normal do ser humano frente a uma ameaça desconhecida e letal. O triste foi a incapacidade da comunidade científica de separar o joio do trigo, ajudando os governos e a população a tomar medidas baseadas em evidências científicas e a abandonar tratamentos comprovadamente ineficazes ou prejudiciais. 

Mesmo as vacinas, que no final resolveram o problema, saíram da pandemia com sua imagem e reputação arranhadas.

Da próxima vez precisamos fazer melhor. É inaceitável que demore quatro anos e meio para retirar definitivamente da literatura científica um trabalho com conclusões erradas. (por Fernando Reinach, biólogo, PHD em Biologia Celular e Molecular pela Cornell University e autor de A Chegada do Novo Coronavírus no Brasil)

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

O BRASIL SE AVACALHA CADA VEZ MAIS

"
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. 

Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo" (Bertold Brecht)
Segundo as mais recentes pesquisas eleitorais, os candidatos mancomunados com Jair Bolsonaro estão liderando a caça aos votos para prefeito em 23 das 103 maiores cidades brasileiras (aquelas que têm mais de 200 mil eleitores) e os apoiados por Lula, em míseros 16.

Isto nos leva a uma constatação estarrecedora: a de que uma parcela significativa do nosso eleitorado continua mesmerizada pelo causador da morte de aproximadamente 400 mil brasileiros que teriam sobrevivido à covid caso o presidente da República não fosse um sabotador da vacinação. 

Por este crime inominável qualquer nação que se desse ao respeito já o teria trancafiado pelo resto da vida numa prisão. Ele continuar até hoje em liberdade é um verdadeiro acinte. 

A única comparação que me vem à mente é a de um Hitler sobrevivendo à derrota nazista e não sendo sequer punido por suas monstruosidades.
Antes mesmo de Lula iniciar seu terceiro mandato, o David Coelho e eu já denunciávamos que os poderosos tinham chegado a um acordo podre, segundo o qual o palhaço psicopata, de imediato, se tornaria apenas inelegível,  enquanto seus processos criminais seriam tocados em passo de lesma.

Por ter aceitado tal barganha Lula merece estar agora exatamente como está: com menos prestígio do que um flagelo do povo brasileiro.  

De resto, aproveito para reiterar que a tentativa circense de golpe de estado em 08.01.2023 também justificaria uma pena de prisão perpétua para Bolsonaro, mas nunca poderá ser considerada o pior de seus crimes. 

Exterminar coitadezas numa escala de centenas de milhares será sempre mais grave do que vandalizar os edifícios dos podres Poderes. (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 29 de agosto de 2023

GOSTARIA DE CRER QUE ERA O DIA DA GRAÇA DO FAUSTÃO. MAS QUEM ASSINA CHEQUE EM BRANCO UM DIA ACORDA DEBAIXO DA PONTE

No último grande festival de música popular realizado antes da decretação do Ato Institucional nº 5, o IV da TV Record, Sérgio Ricardo foi obrigado a alterar versos de sua Dia da Graça por imposição da censura.

A letra falava num "dia de alegria", com "a cidade diferente da normalidade", sem os acontecimentos habituais daquela época turbulenta: "nenhum militar de arma em punho", "nenhum estudante morreu", "nenhum inocente foi julgado e ninguém se matou". 

Mas, bem no finalzinho, o autor da inesquecível trilha musical de Deus e o Diabo na Terra do Sol esclarece que se tratava de um "canto que eu conto pra mentir, de 1º de abril".

Já os acontecimentos positivos daquele dia hipotético seriam, entre outros, estes: "retoma o povo o seu lugar na praça", "o Brasil exportou toda banana e o café solúvel", "funcionários e operários ganham novo aumento" e... "o novo coração do paciente batendo apaixonadamente pela enfermeira"..

Bem, o Faustão viveu o seu dia da graça neste 27/08 e muitos textos pipocaram pela imprensa discutindo a possibilidade de a lista de pacientes à espera de transplante do coração haver sido por ele furada.

Como nunca tive tal lista em mãos, não posso, em sã consciência, dizer se anteontem existiam ou não pacientes mais merecedores do transplante além daquele que, em primeiro lugar na relação, teria desistido da graça a ele concedida.  

Mas, como se trata de uma questão de vida ou morte e como existe uma clamorosa tendência a se privilegiarem no Brasil os magnatas, os poderosos e os famosos em questões desse tipo, afirmo que só  ingênuos descartam a possibilidade de autoridades da área médica, ou de quaisquer outras áreas, se vergarem ao populismo reinante no país. 

Aqui é o fim do mundo, Torquato Neto dixit e eu canso de repetir.

Então, também nessa dramática escolha entre os que vão viver e os que vão morrer deveria haver alguém isento verificando se as decisões tomadas foram imparciais como teriam obrigatoriamente de ser. 

Ou seja, uma espécie de ombudsman ou ouvidor, como existem no jornalismo e em várias outras atividades. 

Nada contra o Faustão, que parece ser uma pessoa de bem. Não me desagrada nem um pouco a sua salvação. 

Mas, se havia 386 pessoas esperando por um coração, é pertinente indagarmos se era mesmo ele a segunda mais necessitada de uma solução imediata.

O sistema de seleção (vide aqui) parece estar imune a intervenções por baixo do pano para que sejam contemplados os mais iguais. A coisa dependeria toda de médicos e computadores. Só que...
...só que nestes tristes trópicos, depois de todas as decepções que tivemos durante a recente pandemia, ficamos logo com uma pulga atrás da orelha quando um famoso parece ter sido beneficiado indevidamente. 

Se foi clamorosamente falseada a quantidade de óbitos resultantes da covid, a ponto de grandes órgãos de imprensa terem de formar uma equipe conjunta para conferir as totalizações do Ministério da Saúde (o que só dificultava a manipulação dos dados na reta de chegada, mas nada podia fazer quando municípios e estados já tivessem enviado os números devidamente maquilados), então tudo é possível.   

No Brasil, quem assina cheque em branco um dia acorda embaixo da ponte. E quem põe as mãos no fogo acaba maneta  (por Celso Lungaretti)
A canção Dia da Graça está na altura de 4:06

sexta-feira, 5 de maio de 2023

QUANDO TERMINA A EMERGÊNCIA MUNDIAL DEVIDO AO COVID, É PRECISO RELEMBRAR OS CRIMES DE JAIR BOLSONARO CONTRA O POVO BRASILEIRO

 


Nesta sexta-feira, dia 05/05, ocorreu um fato histórico. Chega ao fim, por determinação da OMS - Organização Mundial da Saúde - a Emergência Mundial de Saúde devido à Covid-19. Teoricamente, a pandemia continua existindo, pois o vírus permanece sendo uma ameaça concreta e se transmitindo caso não sejam tomadas medidas de proteção, sendo a principal a vacina, mas, na prática, o pior da tragédia passou. 

Oficialmente, cerca de 7 milhões de pessoas teriam perdido a vida ao redor do planeta, mas estimativas apontam para mais de 15 milhões. Os números reais nunca saberemos, porém, devem ser em quantidade ainda maior que a estimada, pois o impacto do vírus foi dizimador nas regiões mais miseráveis e populosas do planeta, como a Ásia e a África, lugares onde sequer o censo estatístico possuí poder. 

No Brasil, as cifras oficiais apontam para 700 mil mortes, mas calculando em estimativas, tranquilamente o número bateu 1 milhão. Mortes evitáveis, ou seja, que seriam passíveis de terem sido evitadas, são pelo menos 30-40% do total. 

Bolsonaro chegou a incentivar a invasão
por sua horda de hospitais para provar a
falsidade da Pandemia. 
A matança no Brasil, o segundo país onde mais se morreu pela Covid, deve ser inteiramente debitada à postura adotada por Jair Bolsonaro. Não se trata aqui apenas de lembrar suas frases infelizes ou sua briga com ministros e governantes, na realidade, a ação do ex-presidente foi um verdadeiro programa governamental de exterminar brasileiros através do vírus. Por trás deste verdadeiro planejamento da morte estava o ideal de neoliberalismo radicalizado - uma espécie de anarcocapitalismo- de que a liberdade está acima de tudo, inclusive da própria vida humana, a liberdade do capital, bem entendido. 

Pois foi em nome da economia que o finado governo do fujão boicotou uma a uma as medidas sanitárias capazes de minorar o quadro drástico vivido no período. A gravidade da doença foi minimizada, fake news foram distribuídas para fazer a população crer que a doença era uma invencionice comunista. Remédios foram receitados sem qualquer evidência científica e, por fim, quando a vacina foi desenvolvida, foi implementada forte campanha para desmotivar o povo a ir tomar sua dose. 

Não foram erros, destemperos, ignorância ou mesmo mau aconselhamento, foi um projeto sistemático de aplicar a ideia do cada um por si e de que os verdadeiramente fortes sempre sobreviverão. Tal ideia estava em harmonia com o ideal do bolsonarismo de desregulação total da sociedade, liberando por completo a luta de todos contra todos. O ação governamental na Pandemia não se diferenciou no essencial de sua ação quanto ao meio ambiente, quanto aos indígenas, aos trabalhadores, às mulheres, etc. É apenas outro braço do programa neoextrativista onde regras e restrições só servem para atrapalhar o Empreendedor

Até quando ele zombará dos brasileiros?
Daí a máxima do ex-presidente covarde: "Melhor perder a vida do que a liberdade!". Mais de um milhão de brasileiros morreram para manter a liberdade, do capitalista continuar explorando o povo e a natureza.

Por essas ações, Bolsonaro ainda não respondeu. É preciso pressão imensa para que seus crimes não fiquem impunes. O mesmo deve ser dito quanto aos generais, capitães, tenentes e coronéis que participaram no descalabro e hoje parasitam cargos políticos Brasil afora ou estão de volta à ociosidade dos quartéis. O Brasil não pode repetir a Anistia de 1979, sob pena de jamais vir a ser um país minimamente estruturado em sua legalidade. (por David Emanuel Coelho)  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

PASTORA, E POR TODOS QUE SUFOCARAM SEM VACINAS, VOCÊ TAMBÉM REZOU?

"
Michelle Bolsonaro, caída ao chão de joelhos enquanto três dúzias de fanáticos entoam um Pai Nosso em frente ao Alvorada e Jair se mantém de pé na perfeita imitação de sua própria estátua de madeira, é a brutal estética de uma derrota.

Estética que tem no bolsonarista grudado ao para-brisa do caminhão e vestido em camisa amarela outra simbólica representação do fracasso. 

O fiasco de um golpe, o malogro da crueldade, a ruína de um projeto nazi-fascista de Brasil. 

O fim de um governo desumano, perverso, sinistro, funesto, aterrador, tétrico, tenebroso, macabro. 

Acaba aos prantos e de joelhos na grama do Alvorada" (Milly Lacombe, sobre um vídeo bolsonarista que, por ser emblemático da debacle ultradireitista, viralizou nas redes sociais)
Em 1963,  Jorge Ben já dava a dica: menina bonita não chora 

sábado, 17 de dezembro de 2022

DO PUTIN PARA O BOZO: "AGUENTA ESSA BARRA COMO HOMEM, PÔ!!!"

guilherme seto
BOLSONARO TEVE RECAÍDA NA TRISTEZA E
DEVE PARAR POR TRÊS MESES, DIZEM ALIADOS
Após ensaiar movimentos de saída da reclusão em que mergulhou desde a derrota para Lula, Jair Bolsonaro afundou novamente na tristeza com a proximidade de sua saída dos palácios da Alvorada e do Planalto, dizem aliados mais próximos que estiveram com ele nos últimos dias.

O presidente vinha indicando que poderia encerrar a reclusão por meio de aparições breves e discursos aos seus seguidores, mas esse movimento foi interrompido. Isto porque, segundo eles, a movimentação de deixar esses espaços fez com que caísse a ficha de que está se afastando de fato da presidência.
Eles afirmam que Bolsonaro tem planejado ficar longe da política nos três primeiros meses do ano.

Além de deprimido e inconformado com a derrota, que ele atribui à interferência do STF, ele tem reclamado de cansaço acumulado da campanha eleitoral. (por Guilherme Seto)
.
TOQUE DO EDITOR – Tadinho! Causou a morte horrível de centenas de milhares de seres humanos e não consegue segurar as lágrimas quando se lembra desses momentos felizes...

Enfim, como depressão é coisa séria, está certíssimo em afastar-se das atividades milicianas, parasitárias e demenciais (pois política, para ele, não passa disso) por uns tempos. 

Só que três meses é pouco. Por que não três décadas?

Ou, melhor ainda, por 40 anos, a pena de reclusão máxima admitida pelas leis brasileiras. 

Seria um final da linha gratificante para quem sempre teve como objetivo primordial na vida não precisar trabalhar e poder sobreviver à custa do erário. 

Talvez até ele parasse com esse chororô de maricas, avacalhação suprema para quem a cada instante dava murros no peito e berrava que era imbrochável! (CL)
"Quem é homem vai comigo/ Quem é mulher fica e chora/
'Tou aqui quase contente/ Mas agora vou-me embora"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

ANISTIAR O BOZO?! NINGUÉM JAMAIS MATOU TANTOS BRASILEIROS QUANTO ELE...

"
Se prevalecer essa absurda proposta de anistiar Jair Bolsonaro pelos crimes cometidos, ele será tratado como um político normal, que cometeu alguns erros, podendo conviver com a democracia. Ora, qualquer pessoa de boa fé sabe que isso não é verdade. 

Seu uso das regras democráticas é instrumental, ele não se identifica com a democracia. Pelo contrário, não faltam exemplos de suas declarações neofascistas e mesmo em favor dos movimentos neonazistas. 

Se tivesse alcançado seu intento, Jair Bolsonaro seria um ditador tão ou mais sanguinário do que Pinochet" (por Liszt Benjamin Vieira, que lutou contra a ditadura militar nas fileiras da VPR e foi um dos 40 presos políticos libertados em troca do embaixador alemão em julho de 1970)
As famílias de cerca de 400 mil brasileiros que morreram sufocados por
falta de vacinas contra a covid pedem castigo para o sabotador da vacinação 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

TER DÓ DE QUEM CAUSOU TÃO HEDIONDO MORTICÍNIO DE BRASILEIROS? JAMAIS!

juca kfouri
O CHORO DO MILICIANO GENOCIDA
A distância, como se sabe, torna tudo mais difícil. 

Acompanhar o sofrimento alheio, então, às vezes fica insuportável.

É como sinto ao ler:
— que o genocida anda chorando em cerimônias militares, como fazem os maricas;
— que está com erisipela na perna, mas não sou dermatologista;
— que nem a Seleção Brasileira ele está acompanhando, assim como não podem acompanhá-la calculadas 350 mil pessoas que morreram por falta de vacinas. 

Fico mesmo preocupado aqui no Catar, diria até comovido, com a dor milicial. 

E cada vez mais convencido de que aqui se faz e aqui se paga. 

Aliás, ele nem começou, de fato, a pagar. (por Juca Kfouri)

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

RICHARLISON É O ÍDOLO QUE O BRASILEIRO MERECE APÓS TANTO SOFRIMENTO

R
icharlison é o cara, disse Galvão. Repetiu uma, duas vezes. O elogio do narrador veio firme no primeiro gol do camisa nove da seleção brasileira na estreia do grupo na Copa do Mundo, quinta (24), contra a Sérvia. 

Mas quando Richarlison marcou, de voleio, o segundo, Galvão perdeu até a voz. 

O Twitter também. Colegas de escola ressurgiram da casa do chapéu pra falar dele. Minha mãe ligou. Filha, conta pra sua avó que você foi até a casa da família dele

Mas a reação mais bonita foi a da tia de Richarlison, Audiceia. É o nosso menino, do meio do mato, remelento, brilhando na seleção, gritou ela numa mensagem de voz. Essa pegou. Porque Richarlison –que em casa é Charlinho– é um menino muito bom. 

Ter escarafunchado a vida dele me fez conhecer um cara especial, querido por todo mundo, amado pela tia, pelos primos, pelo pai, pela mãe, pelos vizinhos que não o veem há anos, pelos molequinhos que jogam bola no campinho de futebol da cidade e sequer o conhecem. Richarlison é unânime. 

Ele aparece em Nova Venécia [cidade natal dE Richarlison no ES, com cerca de 50 mil habitantes, distante 80 km da capital Vitória] de vez em quando. Passa pela mesma rua em que morou quando criança e repete o gesto gentil que costumava fazer quando via alguma senhorinha abarrotada de sacolas de supermercado.  
Richarlison com a família durante rápida
passagem por Nova Venécia, 5 anos atrás
Criou um time de futebol na cidade, financiou pesquisas para a vacina contra a covid-19 e usou da própria imagem para incentivar as pessoas a se vacinarem.

Richarlison faz questão de reiterar que, pelo muito que já passou na vida, não pode fechar os olhos quando a coisa pega pra quem é pobre. E geralmente é pra quem é pobre que a coisa pega. 

Ele já foi pobre. Quando morou com a tia Audiceia, numa casa em ruínas que alagava a cada chuva, dormia amontoado com os primos e tios num quarto e vendia picolé pra completar a renda. 

Richarlison é politizado. Se manifestou sobre o apagão que afetou o Amapá, sobre as queimadas no Pantanal, protestou contra a morte de George Floyd; levanta tópicos sobre racismo e cuida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Pede comida na mesa do povo e educação de verdade para as crianças que menos têm. Richarlison e suas ações beneficentes ganharam o prêmio Community Champion, da Associação de Jogadores Profissionais da Inglaterra.

É hora de o brasileiro respirar um pouco depois de tanta angústia: uma pandemia que levou mais de 600 mil pessoas, que enclausurou gente em casa e desestabilizou mais um monte, devastou até o ânimo pelo que viria depois. Ainda não era clima de Copa, até Richarlison arrebentar ontem e escancarar que o clima de Copa está dentro da gente. 

Talvez o respiro possa ser no acolhimento de um ídolo que luta com o povo contra o que agride valores e vivências de quem é brasileiro. 

Por que não adotar Richarlison como ídolo da redenção que o Brasil merece? Que, nacionalmente, Richarlison também vire
Charlinho
.
(por Talyta Vespaque é repórter de Esporte
no UOL, após ter passado pelo Portal R7
e pelo site da revista Veja)

domingo, 27 de fevereiro de 2022

CADÊ MINHA VACINA, DORIA? SEU PLANO INFALÍVEL FLOPOU?

Doria colheu um resultado frustrante demais...
E
terno cansadinho, o governador paulista João Doria Jr. parece ter cansado também do plano infalível de fazer do coronavírus seu grande cabo eleitoral na disputa presidencial de 2022.

Em 2020, quando o presidente genocida tudo fazia para sabotar a imunização dos brasileiros, Doria esmerou-se em descolar vacinas por conta própria, ganhando por goleada a competição com o Ministério da (negação da) Saúde para ver quem vacinava antes, mais e melhor. Humilhou o adversário.

Vieram as pesquisas de intenção de voto com que os feios, sujos e malvados profissionais de política (petistas inclusos) acenaram com o oásis de uma eleição distante para evitar que caísse para os cidadãos comuns a ficha de que deveriam é estar ocupando-se em tempo integral da imediata remoção de um presidente desprovido até de sanidade mental para continuar exercendo o cargo.

Dória não bombou como esperava e ainda hoje permanece patinando abaixo de 5%. O resultado desse banho d'água fria em suas ambições, eu o constatei neste sábado, 26.  

Estou com 71 anos, mas não sou nem de longe um idoso que perca o sono por medo de morrer; apavora-me, contudo, a possibilidade de contaminar minhas filhas quando vêm passar os fins-de-semana comigo e consideraria humilhante transmitir a peste para meus vizinhos de hospedaria. Então, por desencargo de consciência, tenho cumprido o calendário vacinal à risca.

Fui, portanto, ao posto de saúde para tomar a quarta dose da vacina, exatos quatro meses depois da terceira. E a  resposta que eu recebi foi na linha do devo, não nego, pagarei quando puder.
...para quem sonhava tão alto?

Ou seja, a funcionária incumbida da triagem confirmou que o correto seria mesmo eu ser novamente vacinado ontem, mas, acrescentou ela, até agora a prefeitura paulistana não tem repassado em 2022 vacinas suficientes para o cumprimento do cronograma. Então, só estão sendo vacinados os imunodeficientes e as crianças.  

Orientou-me a aguardar a divulgação de um novo escalonamento da vacinação, isto, claro, quando houver novamente vacinas suficientes. Até lá, conclui eu, só me restará torcer para que o atraso não comprometa a eficácia das doses anteriores.

Por incrível que pareça, o Ministério (da negação) da Saúde continua atuando em ritmo de tartaruga, apesar de estar mais do que comprovado o imperativo da vacinação.

O desempenho recente do Doria, hoje desinteressado pelo que não demonstrou ser um trunfo eleitoral de primeira grandeza,  pode ser verificado no site do governo estadual dedicado ao combate à pandemia: nele se percebe claramente a desaceleração da vacinação a partir não exatamente de 2022, mas sim de novembro de 2021! 

Ressalve-se, em favor de Dória, que ele se mostrou competente na defesa do seu interesse, algo de que o Bozo, recordista absoluto de tiro no pé, jamais será capaz. Mas a mudança recente de  postura diz muito sobre o seu caráter.

O fato é que ele não sabe nem qual o país que pretende presidir, como ficou muito claro, p. ex, quatro meses atrás no município paraibano de Guarabira, quando pediu que levantassem os braços os cidadãos locais que já tinham visitado Dubai (!)...
De tão malsucedido, o plano infalível de 2007 lhe acarretou uma década de ostracismo
Ele é um privilegiado, tem acesso às informações que importam e sabe analisá-las. Mas, esquece sempre de que a maioria dos brasileiros é bem diferente: viaja frequentemente na maionese e é capaz de engolir as mais estapafúrdias
fake news

Caso contrário, as intenções de voto no Bozo, só por ter ele tratado o povo a pontapés na pandemia e se tornado o maior assassino de nossa gente em todos os tempos, já teriam caído a zero (isto no caso de suas vítimas e respectivas famílias não o haverem submetido ao mesmo tratamento dado pelos italianos a um de seus ancestrais ideológicos, o Mussolini).

De resto, assim como superestimou a colheita de votos que lhe adviria de ter personificado interesseiramente o governador-modelo em 2020 e 2021, ele também errou por completo nos seus cálculos de 2007, quando acreditou que Lula seria apeado da presidência pelo escândalo do mensalão e tentou pavonear-se com penas que, na verdade, não lhe pertenciam.

Assim, articulou o Movimento Cansei, com a pretensão de reeditar a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade de 1964; mas, apesar da maciça propaganda na TV, foi um fracasso total, conforme avaliei no meu balanço de então.
Existindo oportunidades, sempre haverá
oportunistas dispostos a tudo para aproveitá-las

O vexame foi tamanho que o manteve durante cerca de uma década no ostracismo, desaparecido da política enquanto tocava suas atividades empresariais.

O impeachment de Dilma Rousseff lhe deu novo fôlego. Aproveitou  a maré reacionária para eleger-se prefeito da capital em 2016 e governador do Estado (com apoio do Bolsonaro) em 2018.

Mas, sempre o mesmo afobado comendo cru, quis dar um passo maior do que as pernas, sem perceber que seu cacife só seria suficiente para, no máximo, tentar a reeleição. (por Celso Lungaretti)

domingo, 6 de fevereiro de 2022

OS COMUNISTAS NÃO COMEM CRIANCINHAS VIVAS. O BOZO, SIM!

leonardo sakamoto
VACINAÇÃO DE CRIANÇAS SERIA MAIS RÁPIDA
NÃO FOSSE A SABOTAGEM DO BOLSONARO
A
pesar de o Brasil ter atingido neste sábado (5) a marca de 70,26% de sua população vacinada com duas doses contra a covid-19, o que representa 150.934.583 de cidadãos, a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos segue lenta em boa parte do país. 

A sabotagem e a incompetência de Jair Bolsonaro e seu governo são os principais responsáveis por isso. Mas o negacionismo e a displicência de muitas famílias também contribuem. 

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa, 2.901.799 crianças receberam a primeira dose. Pode parecer muito, mas o número representa apenas 14,15% do total desse grupo. Claro que a vacinação não é igual – enquanto em São Paulo, o índice é cerca de o dobro disso, em Roraima é de 2%.

Considerando que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do glorioso Sistema Único de Saúde é capaz de vacinar cerca de 3 milhões de almas diariamente, é menos uma questão da capacidade instalada e mais dos incapazes no poder. 

Três ações do presidente da República e equipe foram fundamentais para que chegássemos a esse ponto:
1. Bolsonaro dedicou-se arduamente a espalhar mentiras sobre a segurança da vacina e para desincentivar pais e mães a levarem seus filhos para serem protegidos. Usou a própria filha nessa batalha de desinformação, dizendo que não vacinaria a pobre coitada.
2. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e assessores fizeram o possível para atrasar o início do processo de vacinação, endossando a versão picareta do presidente em nome da manutenção de seus empregos e criando até uma inútil consulta pública quando a Anvisa já havia dado o aval para a aplicação do imunizante. 
3. O governo federal atrasou a compra de vacinas e a organização da logística para a sua distribuição em território nacional. Contratos com a Pfizer e o Instituto Butantan poderiam ter sido adiantados, mas estamos falando de um governo voltado a seus seguidores negacionistas, não à maioria da população. Agora falta imunizante, o que para muitas famílias é desesperador. 

O negacionismo do presidente soou como música aos ouvidos de terraplanistas biológicos – há até gente brigando na Justiça para não vacinar seus filhos. O que é um absurdo, uma vez que a lei brasileira considera obrigatório que os responsáveis por crianças as levem para serem imunizadas. 
VACINAÇÃO É OBRIGATÓRIA, APESAR DE O BOLSONARISMO DIZER QUE NÃO – Após o Ministério da Saúde anunciar, no dia 5 de janeiro, a liberação da vacina da Pfizer contra a covid-19 para crianças, bolsonaristas celebraram a afirmação do órgão de que a imunização não seria obrigatória para essa faixa etária. O que é mentira. 

O Estatuto da Criança e do Adolescente afirma que "é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias", o que é o caso do produto desenvolvido para crianças pela Pfizer, que faz parte do PNI. 

Ao mesmo tempo, a Constituição Federal trata expressamente como dever do Estado manter a criança a salvo de qualquer forma de negligência e, ao mesmo tempo, garantir seu direito à vida, à saúde e às convivências comunitária e familiar. 

O Supremo Tribunal Federal acordou, em julgamento de 17/12/2020, que a obrigatoriedade da imunização não caracteriza violação à liberdade de consciência e que o poder público pode impor aos cidadãos que recusem vacinação medidas restritivas previstas em lei. 

E, acompanhando sua decisão anterior, a corte reafirmou que a questão da proteção à saúde não é monopólio da União. 

Considerando que a vacinação é obrigatória, se o governo federal não quiser implementar medidas restritivas de direitos aos não-vacinados, estados e municípios podem criar. 

Isso não significa que pessoas serão arrastadas na base da força bruta a se vacinar, como na revolta da vacina, no início do século 20. Mas a Suprema Corte afirmou que medidas indiretas podem ser tomadas, proibindo o acesso a lugares de quem nega a imunização, como locais de trabalho, à matrícula escolar ou a benefícios sociais. 

Dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 mostram que, do início da pandemia até o dia 6 de dezembro, 301 crianças entre 5 e 11 anos morreram pela doença e 6.163 diagnósticos positivos foram registrados. 

Deve ser horrível ter na consciência a morte de um filho ou uma filha por consequência do próprio negacionismo diante da vacinação contra covid-19. Pois esse é o tipo de arrependimento para o qual não há cura. (por Leonardo Sakamoto)

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

OS MILITARES, OS EVANGÉLICOS E O CAPITAL PULAM DO BARCO DO BOLSONARO, MAS NÃO CAEM NO DO LULA

melhor do mundo para bolsonaristas e petistas é manter a polarização entre o continuísmo e a volta ao passado. 

Tudo que o presidente Jair Bolsonaro sonha é disputar com o ex-presidente Lula. Tudo o que Lula pretende é ter Bolsonaro como adversário. Nenhum dos dois quer ouvir falar em 3ª via.

Sim, se a eleição fosse hoje, daria Lula no 1º turno ou ele e Bolsonaro no 2º. O problema é que a eleição não é hoje e há milhões de brasileiros incomodados e se sentindo emparedados entre as duas soluções.

E os monoblocos vão se desfazendo no ar, porque em todos os segmentos da sociedade há divisões, dúvidas, insatisfação. Vale para a maioria, com menor renda e escolaridade, mas também para setores com grande reverberação.

Pode-se dizer que os militares são incorrigivelmente bolsonaristas? Não, depois de Bolsonaro se sentir compelido a demitir o ministro da Defesa e os três comandantes. 

Menos ainda depois de, na mesma semana, o contra-almirante Barra Torres reagir a ataques do presidente, o Exército reforçar diretrizes contra a covid na contramão de Bolsonaro e o general Silva e Luna, da Petrobras, lembrar que cabe ao Executivo fazer políticas públicas.

É possível insistir em que os evangélicos estão com Bolsonaro? Não. Há evangélicos e evangélicos, que se dividem entre designações, graus de seriedade, regiões e segmentos sociais. Os mais pobres, p. ex., sentem na pele os efeitos da política econômica – ou da falta dela.

E o capital, continua com Bolsonaro? Banqueiros, grandes empresários, líderes do agronegócio não passaram a troco de nada a defender democracia, Amazônia e justiça social, até em manifestos. Foi um movimento tumultuado, mas deixou uma evidência: há insatisfações e muita conversa.

Quem decide eleição é o povo, mas militares, evangélicos, banqueiros, empresários e o agronegócio moderno caíram do outro lado, o de Lula? Provavelmente, não. Há uma enorme aflição com Bolsonaro, mas isso não apaga a desconfiança quanto a Lula, petrolão, ligações com Venezuela, Cuba...
Logo, o eleitorado desiludido de Bolsonaro hoje está no limbo (ou
num mato sem cachorro), assim como, em 2018, o eleitor do PT que ficou chocado com o petrolão e o eleitor que se descolou do PSDB. Há espaço, sim, para buscar uma 3º via pé no chão, que trabalhe mais contra a crise e menos para ampliar confrontos ideológicos. 

Uma opção preguiçosa a essa busca é ceder à polarização. Outra é o melancólico voto nulo de 2018. (por Eliane Cantanhêde, n'O Estado de S. Paulo)
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