Menos ainda depois de, na mesma semana, o contra-almirante Barra Torres reagir a ataques do presidente, o Exército reforçar diretrizes contra a covid na contramão de Bolsonaro e o general Silva e Luna, da Petrobras, lembrar que cabe ao Executivo fazer políticas públicas.
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
OS MILITARES, OS EVANGÉLICOS E O CAPITAL PULAM DO BARCO DO BOLSONARO, MAS NÃO CAEM NO DO LULA
Menos ainda depois de, na mesma semana, o contra-almirante Barra Torres reagir a ataques do presidente, o Exército reforçar diretrizes contra a covid na contramão de Bolsonaro e o general Silva e Luna, da Petrobras, lembrar que cabe ao Executivo fazer políticas públicas.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
MILITARES NUNCA ESTIVERAM SUBMERSOS
Pode-se mesmo pensar estarem os militares tencionando sua relação com o presidente genocida, pois, na mesma semana, o chefe do Exército impôs normativa requisitando vacinação do corpo militar e proibindo a publicação de notícias falsas.
Nada mais falso, contudo. Na realidade, esta leitura é fruto de uma apreciação superficial dos acontecimentos.
| Quando se tratava de conseguir o cargo, valia tudo para bajular o chefe. |
A própria Anvisa, do incensado Barra Torres, várias vezes se submeteu à vontade bolsonarista, seja ao não impor medidas mais duras de restrição, ou quando não condenou aberta e oficialmente o uso da cloroquina e outros elixires do presidente, ou até mesmo ensejando, na época do debate em torno das vacinas Coronavac e Sputinik, o máximo possível de atrasos para a aprovação das vacinas chinesa e russa.
Para além da Covid, a Anvisa tem sido, sob o comando de Barra Torres, a terra dos sonhos para o latifúndio e sua festa de agrotóxicos, com liberações recordes de substâncias comprovadamente tóxicas e deletérias para a saúde humana e para o meio ambiente.
| Sempre lembraremos de Pazuello e sua frase emblemática: "Um manda, outro obedece" |
Mais do que isso: Bolsonaro tem tudo para não apenas não se reeleger, mas também como jogar na desgraça para sempre todos os seus apoiadores mais próximos.
Neste cenário, a alternativa é seguir a dica número um dos marketeiros e reposicionar a marca. Convém então vestir a máscara de defensor da racionalidade e da honra.
Por isso, Barra Torres, após ter aceitado passear sem máscara com Bolsonaro em 2020, se sujeitado às humilhações em lives ao lado dele e ter engolido calado os ataques contra a Anvisa em 2021, em 2022 vira o grande herói do serviço público.
Outros heróis virão, na senda das pesquisas eleitorais. (por David Emanuel Coelho)
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
CUSTOU, MAS OS ALTOS OFICIAIS CANSARAM DAS PALHAÇADAS DO CAPITÃO ALOPRADO E O ESTÃO BOTANDO NO SEU LUGAR
O presidente queria um desmentido quanto às fake news e à exigência de vacinas, mas o comandante explicou a ele num café da manhã que apenas alinhou suas medidas com as da Defesa. Está tudo lá. Bolsonaro iria bater de frente com mais um ministro, o general Braga Netto, seu apoiador?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
QUEIROGA, QUE POR SERVILISMO RETARDA A VACINAÇÃO DE CRIANÇAS, ESCOLHEU O SEU LUGAR NA HISTÓRIA: A LIXEIRA.
O que não tem sido o caso de Barra Torres e da Anvisa, que colocam a saúde coletiva acima dos interesses eleitorais e ideológicos de Bolsonaro.