Mostrando postagens com marcador João Doria Jr.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador João Doria Jr.. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de agosto de 2022

HADDAD QUER REPETIR AS CARAVANAS ELEITORAIS DO LULA. CADÊ O CARISMA?!

Haddad: só funcionou bem como poste
em 2012, mas perdeu em 2016 e 2018
E
stá no  noticiário que Fernando Haddad, candidato a perder também a eleição para governador de São Paulo,  tentará repetir as caravanas eleitorais do Lula, viajando por municípios do interior que costumam não constar da relação dos redutos eleitorais priorizados. 

Os marqueteiros tiveram esta brilhante ideia ao constatarem, mediante sondagens internas, que os eleitores paulistas se lembravam mais do Haddad como derrotado no pleito presidencial de 2018 do que como ex-prefeito de São Paulo (2013/2016) .

Deveriam estar espocando champanhes, pois quem se recorda dele como burgomestre paulistano foi exatamente quem lhe negou a reeleição: Haddad é caso único de prefeito que, na vez seguinte não chegou sequer ao 2º turno, pois João Doria liquidou a fatura logo na primeira rodada.

O motivo foram duas medidas do politicamente correto Haddad que irritaram profundamente eleitores paulistanos que não moram na Vila Madalena:
1. impôs um limite de velocidade ridicuolamente baixo nos trechos das rodovias que entravam na cidade ou dela saíam, o que criou um verdadeiro pandemônio. Nunca vi tanto acidente nesses trechos como naquela época. Caminhoneiros e motoristas conhecedores de onde existiam os radares reduziam  a velocidade quando iam passar por eles, mas logo em seguida enterravam o pé no acelerador, surpreendendo os que desconheciam tal detalhe.  E, claro, também o faziam quando estavam deixando o trecho paulistano. Isto, mais os congestionamentos terríveis das marginais na hora do rush ou quando ocorria acidente, reduziu a cinzas o filme do Haddad;
Boulos tinha energia e carisma para
vencer; Lula preferiu um borocochô
 
 
2
implantou faixas exclusivas para ciclistas em avenidas e ruas de intenso movimento, sem levar em conta que a imensa São Paulo tem área mais de seis vezes maior que a da diminuta Amsterdam. E essas faixas geralmente só serviam para algo nos fins de semana e feriados. Em dias úteis passava 1 bicicleta a cada 5 minutos (pelo menos era a impressão que eu tinha enquanto ficava mofando na pista comum abarrotada de automóveis avançando com rapidez de lesmas...).

Haddad foi um dos fatores importantes para a vitória do horroroso Bozo na trágica eleição de 2018, pois, com zero de carisma, impressionava muito menos os eleitores despotizados do que o bufão estridente.    

Tenho absoluta certeza de que, com Ciro Gomes ou Guilherme Boulos como candidato, a chance de vitória antifascista teria sido muito maior. Mas o Lula, embriagado com seu êxito em impingir os postes Dilma Rousseff e o próprio Haddad, em 2010 e 2012 respectivamente, acreditou que pudesse repetir a mágica e o resultado foi... genocida no poder.

Incrivelmente, o dono do PT vai bisar o fracasso agora, quando poderia ter feito uma aposta muito mais segura com o Boulos. 

Já o Ciro Gomes, inconformado com a puxada de tapete que levou do Lula em 2018, não fará mais alianças com o petismo enquanto o jenio reformista der as cartas. (por Celso Lungaretti) 

domingo, 27 de fevereiro de 2022

CADÊ MINHA VACINA, DORIA? SEU PLANO INFALÍVEL FLOPOU?

Doria colheu um resultado frustrante demais...
E
terno cansadinho, o governador paulista João Doria Jr. parece ter cansado também do plano infalível de fazer do coronavírus seu grande cabo eleitoral na disputa presidencial de 2022.

Em 2020, quando o presidente genocida tudo fazia para sabotar a imunização dos brasileiros, Doria esmerou-se em descolar vacinas por conta própria, ganhando por goleada a competição com o Ministério da (negação da) Saúde para ver quem vacinava antes, mais e melhor. Humilhou o adversário.

Vieram as pesquisas de intenção de voto com que os feios, sujos e malvados profissionais de política (petistas inclusos) acenaram com o oásis de uma eleição distante para evitar que caísse para os cidadãos comuns a ficha de que deveriam é estar ocupando-se em tempo integral da imediata remoção de um presidente desprovido até de sanidade mental para continuar exercendo o cargo.

Dória não bombou como esperava e ainda hoje permanece patinando abaixo de 5%. O resultado desse banho d'água fria em suas ambições, eu o constatei neste sábado, 26.  

Estou com 71 anos, mas não sou nem de longe um idoso que perca o sono por medo de morrer; apavora-me, contudo, a possibilidade de contaminar minhas filhas quando vêm passar os fins-de-semana comigo e consideraria humilhante transmitir a peste para meus vizinhos de hospedaria. Então, por desencargo de consciência, tenho cumprido o calendário vacinal à risca.

Fui, portanto, ao posto de saúde para tomar a quarta dose da vacina, exatos quatro meses depois da terceira. E a  resposta que eu recebi foi na linha do devo, não nego, pagarei quando puder.
...para quem sonhava tão alto?

Ou seja, a funcionária incumbida da triagem confirmou que o correto seria mesmo eu ser novamente vacinado ontem, mas, acrescentou ela, até agora a prefeitura paulistana não tem repassado em 2022 vacinas suficientes para o cumprimento do cronograma. Então, só estão sendo vacinados os imunodeficientes e as crianças.  

Orientou-me a aguardar a divulgação de um novo escalonamento da vacinação, isto, claro, quando houver novamente vacinas suficientes. Até lá, conclui eu, só me restará torcer para que o atraso não comprometa a eficácia das doses anteriores.

Por incrível que pareça, o Ministério (da negação) da Saúde continua atuando em ritmo de tartaruga, apesar de estar mais do que comprovado o imperativo da vacinação.

O desempenho recente do Doria, hoje desinteressado pelo que não demonstrou ser um trunfo eleitoral de primeira grandeza,  pode ser verificado no site do governo estadual dedicado ao combate à pandemia: nele se percebe claramente a desaceleração da vacinação a partir não exatamente de 2022, mas sim de novembro de 2021! 

Ressalve-se, em favor de Dória, que ele se mostrou competente na defesa do seu interesse, algo de que o Bozo, recordista absoluto de tiro no pé, jamais será capaz. Mas a mudança recente de  postura diz muito sobre o seu caráter.

O fato é que ele não sabe nem qual o país que pretende presidir, como ficou muito claro, p. ex, quatro meses atrás no município paraibano de Guarabira, quando pediu que levantassem os braços os cidadãos locais que já tinham visitado Dubai (!)...
De tão malsucedido, o plano infalível de 2007 lhe acarretou uma década de ostracismo
Ele é um privilegiado, tem acesso às informações que importam e sabe analisá-las. Mas, esquece sempre de que a maioria dos brasileiros é bem diferente: viaja frequentemente na maionese e é capaz de engolir as mais estapafúrdias
fake news

Caso contrário, as intenções de voto no Bozo, só por ter ele tratado o povo a pontapés na pandemia e se tornado o maior assassino de nossa gente em todos os tempos, já teriam caído a zero (isto no caso de suas vítimas e respectivas famílias não o haverem submetido ao mesmo tratamento dado pelos italianos a um de seus ancestrais ideológicos, o Mussolini).

De resto, assim como superestimou a colheita de votos que lhe adviria de ter personificado interesseiramente o governador-modelo em 2020 e 2021, ele também errou por completo nos seus cálculos de 2007, quando acreditou que Lula seria apeado da presidência pelo escândalo do mensalão e tentou pavonear-se com penas que, na verdade, não lhe pertenciam.

Assim, articulou o Movimento Cansei, com a pretensão de reeditar a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade de 1964; mas, apesar da maciça propaganda na TV, foi um fracasso total, conforme avaliei no meu balanço de então.
Existindo oportunidades, sempre haverá
oportunistas dispostos a tudo para aproveitá-las

O vexame foi tamanho que o manteve durante cerca de uma década no ostracismo, desaparecido da política enquanto tocava suas atividades empresariais.

O impeachment de Dilma Rousseff lhe deu novo fôlego. Aproveitou  a maré reacionária para eleger-se prefeito da capital em 2016 e governador do Estado (com apoio do Bolsonaro) em 2018.

Mas, sempre o mesmo afobado comendo cru, quis dar um passo maior do que as pernas, sem perceber que seu cacife só seria suficiente para, no máximo, tentar a reeleição. (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 8 de março de 2021

A SOCIOPATIA A SERVIÇO DO GENOCÍDIO – 1

A psicanálise define como sociopatia a ocorrência de transtornos comportamentais manifestados num comportamento antissocial.

Isto não no sentido tradicional, apenas da dificuldade de relacionamento pessoal com seus semelhantes, mas no sentido de conduta individual insurgente a partir da quebra de regramentos ou tomada de decisões impulsivas sem que o agente se sinta culpado pelos danos que causa. 

Os sociopatas podem, ainda, resvalar para atitudes criminosas que denotam falta de consciência social. 

Quem você identificaria, no Brasil de hoje, com tal perfil? 

Certamente você pensou no mesmo personagem que eu, a menos que esteja tão incapaz de reconhecer nas atitudes do dito cujo tal enquadramento. Neste último caso, é você quem está precisando de um psicanalista que lhe ajude a fazer uma autocrítica sem sentir-se idiota ou culpado. 

Para que você tome consciência do que estamos sendo vítimas no Brasil, com um timoneiro desastrado em meio a uma tempestade mundial, vamos aos fatos.  

Depois de uma ano pífio em termos de economia e marcado pela negação das promessas de campanha, bem como por  conflitos de relacionamentos entre sua equipe de governo, tivemos em 2019:
— um aumento de apenas 1,1% no Produto Interno Bruto, menor que o de 2018 (1,8%);
— nenhuma privatização relevante de empresas públicas como havia sido prometido;
— frequentes denúncias de permanência das práticas da velha política na atuação dos políticos do baixo clero, que não possuem cacife para a corrupção grossa e têm de satisfazer-se com meras rachadinhas  (comissões sobre os salários de funcionários fantasmas);
— igualmente frequentes notícias de prisões e mortes de notórios milicianos, aqueles mesmos que, em passado não muito distante, eram homenageados em sessões solenes, recebiam regalos (graças aos cofres públicos) e tinham seus parentes e amigos empregados (em cargos públicos) pelo clã agora enquistado na Presidência da República;
— farta distribuição de vagas governamentais para militares da reserva, amiúde chamados a substituir os profissionais especializados em cargos técnicos;
— conflito entre o nacionalismo militarista patriótico estatizante e o liberalismo clássico daquele que fora apelidado de posto Ipiranga e tido como gestor absoluto da economia brasileira (o empresariado da avenida Paulista acreditou nesse pato).

Veio o ano de 2020 e a pandemia. Aí evidenciou-se de vez a idiossincrasia que apenas se delineava. Vamos novamente ao fatos. 

Ainda em março de 2020, quando surgiram os primeiros casos de mortes no Brasil por infecção virótica da covid-19, que surgira na China (pelo menos como informação original), o presidente Boçalnaro, o ignaro, garantiu:
"As mortes por coronavírus não serão maiores do que as que foram provocadas pelo H1N1 no ano passado".

Esta primeira afirmação negacionista foi feita por quem não tinha base científica nenhuma para fazê-la. 

Boçalnaro não mencionou análise ou testemunho de qualquer profissional da área, o que deixa claro ter ele se inspirado tão somente em intuição pessoal. 

Naquele momento  (9 de março de 2020) as mortes já eram 941, quase 150 a mais do que as 746 causadas por H1N1 em 2019. Errou por ignorância ou manipulação da informação? Se você cravar as duas hipóteses tem grande chance de acertar. 

Foi também quando ele afrontou a ciência pela primeira vez (continuaria a fazê-lo sem o menor pejo), ao caminhar sem máscara nem cautela pelas ruas de Brasília, contrariando o seu próprio ministro da Saúde, médico que teve de suportar calado o pouco caso com que suas recomendações eram tratadas pelo presidente a quem servia.

Estava escancarada a contradição entre um governante imprudente e o médico experiente, seu subordinado em cargo de confiança. 

No microfone aberto afirmou bravateiro: 
"Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar nesse sentido, ou seria acometido, quando muito, de uma gripezinha ou resfriado, como bem disse aquele conhecido médico [o dr. Drauzio Varella, só que vários meses antes, quando a periculosidade da covid-19 ainda era ignorada] da conhecida televisão [a Globo]".  
Tal bravata, além de atrapalhar os esforços preventivos do Ministério da Saúde, que seguia  e da Organização Mundial da Saúde, também desrespeitava os mortos e seus familiares, muitos deles bem mais jovens do que o presidente e sem nenhuma comorbidade. Foi o segundo atestado de negacionismo genocida.

Posteriormente reafirmou a sua rejeição do isolamento social, que já estava sendo amplamente adotado na Europa diante do avanço impressionante das infecções e mortes. É o que, com enorme hipocrisia, está por trás da seguinte afirmação:
"Eu tenho o direito constitucional de ir e vir, e ninguém vai tolher a minha liberdade!"
É baseado em tais premissas que ainda hoje vemos alguns fanáticos seguidores do mico afirmarem que os obedientes ao isolamento são escravos do comunismo e do Doria, numa confusão conceitual de fazer inveja ao grande Sergio Porto e seu Samba do crioulo doido

Mas, no fundo, é só manipulação do gado bolsonarista, que acredita em qualquer baboseira. Então, o melhor paralelo musical é com a letra daquele antigo samba do Alcides Gerardi, segundo a qual "Camelô, na conversa, ele vende algodão por veludo/ Não tem bronca, porque neste mundo tem bobo pra tudo". (por Dalton Rosado)
(continua neste post)
Related Posts with Thumbnails