domingo, 27 de abril de 2025
O GROTESCO EM BOLSONARO NÃO É UM ACIDENTE, É DOUTRINA. DAÍ ELE EXIBIR TANTO SUA PUTREFAÇÃO FÍSICA E MORAL.
terça-feira, 28 de janeiro de 2025
AINDA ESTOU AQUI É UM RETRATO DESPOLITIZADO E REVISIONISTA DA DITADURA MILITAR
Importante colocar que o filme não é sobre Rubens Paiva, mas sobre Eunice Paiva e todo ele se passa por sua perspectiva. Somos apresentados a uma típica família de classe média do Rio de Janeiro dos anos 1970, quase de margarina, frequentadora das praias de Copacabana, que adora recepcionar os amigos, com planos para construir uma nova casa e cuja filha se prepara para estudar em Londres. A ditadura aí é um detalhe, surgindo furtivamente nos caminhões com soldados ou na blitz responsável por atrasar o retorno da filha para casa. De resto, tudo vai bem.
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| Em Ainda Estou Aqui a ditadura aparece para atrasar o retorno das pessoas para casa. |
Em certo sentido, há um realismo aqui, pois uma parte considerável da classe média brasileira daqueles períodos de falso milagre econômico deveriam mesmo viver a dolce vita, só tropeçando na ditadura ocasionalmente. Mesmo os trabalhadores, esmagados pelo arrocho, estavam siderados pela economia aquecida e a popularização da TV, item antes de luxo. Os revolucionários, isolados, amargavam a derrota das guerrilhas e iam caindo uns atrás dos outros.
Contudo, a família retratada não é qualquer uma, mas a família de um ex-deputado do PTB, ex-exilado, retornado ao país com a promessa de não se envolver mais em política. Não eram raros os retornos de exilados após fazerem acordos com os militares. Um exemplo notório é de Álvaro Vieira Pinto, antigo diretor do ISEB - Instituto Superior de Estudos Brasileiros -, considerado inimigo mortal pelos golpistas de 1964 e que, após ficar no exílio na Iugoslávia e no Chile, retorna ao Brasil em 1968 para nunca mais sequer publicar um artigo de jornal com seu nome. Outros voltam e, além de abdicarem de suas atividades políticas ou intelectuais, também se curvam diante dos ditadores, caso de Geraldo Vandré, cuja submissão aos militares após seu retorno é conhecida.
Cada com seus acordos para voltar à pátria-mãe. Porém, Rubens Paiva parece não ter cumprido sua parte do trato e volta a se imiscuir na política, para surpresa de sua esposa. O filme não mostra quais seriam as atividades políticas de Rubens Paiva, fica o dúbio nos telefonemas para ele, nas entregas noturnas e nas reuniões reservadas em seu escritório. Lembremos que o filme transcorre na perspectiva de Eunice, então, na realidade, tal modo dúbio nos é apresentado por ela mesma. Mas aí reside um ponto crucial na trama do longa, pois essa dubiedade fica lançada na tela para justificar que a prisão de Rubens teria sido injusta, pois o ex-deputado não estaria envolvido em política. Algo semelhante também é sempre reafirmado no caso de Herzog, ele não estaria envolvido em política.
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| O drama familiar é retratado de forma contida. |
Ora, qual o fundo disso? Uma sutil reafirmação que a mobilização política contra o regime militar era de fato um crime, agravado em caso de envolvimento com a luta armada. Algumas cenas de Ainda Estou Aqui, inclusive, reafirmam esse pecado da luta armada. No fim, é a visão mdbista de oposição consentida ao regime sendo reafirmada: a oposição só pode ser institucional, compactuando com as diretrizes políticas, econômicas e sociais da ditadura, particularmente sua guerra contra os subversivos.
A crença no sistema jurídico da ditadura, inclusive, é reafirmada quando Eunice - seria candidamente? - sugere ir à polícia denunciar o desaparecimento de seu marido e quando o caminho do habeas corpus é insistentemente apresentado com uma fé quase religiosa. Mais uma vez, o espectador fica com a impressão que não se está em uma ditadura, mas em um regime político como qualquer outro em que uma simples carteirinha da OAB tem imensos poderes sob a milicada. Até a imprensa parece ser livre, pois Eunice fala abertamente ao jornalista sob seu caso e chega mesmo a criticar a censura. Em uma cena de puro delírio histórico, Cid Moreira, âncora do Jornal Nacional da Globo, é ouvido narrar que presos políticos foram libertos em troca do embaixador suíço sequestrado pela guerrilha. É difícil acreditar que o doutor Roberto Marinho deixasse que seu principal telejornal lesse um texto falando em presos políticos ao invés de subversivos ou terroristas. Tal cena, sutil, é exemplificadora do revisionismo histórico do filme, tentando livrar a imagem da Globo que, conforme é de conhecimento geral, funcionava como canal oficioso da ditadura.
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| Roberto Marinho deixava que seu telejornal falasse em presos políticos? |
Outra cena emblemática é um soldado dizendo a Eunice não concordar com o tratamento por ela recebido na prisão. Ou seria não concordar com as próprias torturas e com a ditadura em geral? O filme deixa, mais uma vez, a dubiedade. Fato é que o famoso tira bom entra em cena aqui para, em mais um revisionismo, defender que nem todas as forças armadas compactuavam com aqueles crimes. Ora, os militares contrários ou tinham sido expulsos em 1964 ou haviam ido para a luta armada. Embora possa ser verídica a presença dos compassivos militares ao lado das câmaras de tortura - igual aos compassivos nazistas dos campos de extermínio - sua presença em tela não visa outra coisa senão limpar a imagem dos militares.
Mesmo os militares maus, no retrato dicotômico apresentado em tela, são mostrados como praticamente lordes. Um é doutor em paranormalidade, outro adora brincar com crianças, um terceiro pede desculpas por colocar o capuz em Eunice. Claro, tudo pode estar relacionado à condição de classe da protagonista, mas, lembremos, Rubens foi barbaramente torturado e morto muito provavelmente pelos mesmos agentes tão gentilmente retratos para o espectador. Vejamos o clássico Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia, filmado durante a ditadura, para ter um retrato mais efetivo de quem eram os agentes da repressão.
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| O peso político do desaparecimento de Rubens Paiva é diluído. |
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| É inabalável a fé na legalidade, seja a da ditadura... |
Mais que isso, na Nova República vivemos no melhor dos mundos, em que a verdade do período de chumbo é restituída, bastando se lutar para cumprir a constituição, conforme se diz em uma cena. A mensagem exibida na tela, após o fim do filme, contudo, relativiza o clima otimista do final ao indicar que os militares foram denunciados, mas não condenados. Por que não encenar isso e apenas exibir enquanto mensagem? Talvez porque esse fato desminta a própria mensagem final, ao ressaltar as contradições profundas da redemocratização.
Ao final, Walter Salles e a Globo entregam um filme despolitizado, um drama familiar comum em que a ditadura militar brasileira é apenas um eco distante. O peso político do desaparecimento de Rubens Paiva é diluído como se fosse um equívoco jurídico. A fé na institucionalidade é reforçada, seja em 1971, seja em 1996, seja em 2014, com uma confiança acrítica nas leis e na constituição, seja ela a imposta pelos generais-ditadores, seja ela a costurada com a burguesia reacionária.
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| ...seja a da Nova República. |
O filme tem tudo para sair premiado do Oscar de 2025 pois é exatamente o tipo de produção tão amada pela indústria cultural de Hollywood e pelo imperialismo estadunidense. Aliás, outro grande ausente nas duas horas do filme é justamente os EUA, aparecendo apenas sutilmente nos dólares contados por Eunice já em cena passada durante o período democrático. Em 1996 o Brasil avançava com as medidas neoliberais de FHC e o capital financeiro internacional ia sendo santificado por aqui. Cena aleatória ou mais uma mensagem?
Walter Salles e a Globo nos entregam um melodrama familiar revisionista que, embora tenha seus méritos técnicos, não esconde sua vocação liberal. A respeito do tenebroso período da ditadura militar sempre haverão outros filmes melhores. (por David Coelho)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2024
...VEIO A MOÇA E CONTINUOU!
Ingenuamente, acreditei que sempre haveria uma guerra tão justa assim à espera de mim, quando me sentisse velho demais para travar o bom combate.
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| Também depondo na auditoria da Marinha, um dia depois daquela foto famosa da Dilma |
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| Batizamos tais cartazes de imortais da Oban. Eu sou o sétimo da lista. |
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
ERA APENAS OUTRA SÓRDIDA MENTIRA DAS 'VIÚVAS DA DITADURA'. AGORA PASSOU A SER UMA INSINUAÇÃO PRESIDENCIAL
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| Atestado de óbito recente: morte causada pelo Estado brasileiro |
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| Fernando: morto sem sepultura |
domingo, 31 de março de 2019
A DITADURA COMEÇOU A RUIR COM O MARTÍRIO DE VLADIMIR HERZOG
Isto para não falar dos executados a sangue-frio e dos que tombaram sob os tiros da repressão, às vezes sem esboçarem a mínima reação, como Carlos Marighella.
A de outros jornalistas, como Mário Alves e Joaquim Câmara Ferreira, não despertou tamanha comoção na época. E ambos morreram de forma igualmente chocante: Câmara Ferreira se atracando com os torturadores para forçar um ataque cardíaco, enquanto Mário Alves sofreu um verdadeiro massacre, chegando a ser empalado com um cassetete dentado.
Para seus integrantes, oferecia ganhos fabulosos e, no caso dos militares, a perspectiva de ascensão meteórica na carreira.
Na VPR e VAR-Palmares, p. ex., cada combatente dispunha de um substancial fundo de reserva, que deveria ser mantido intocado até uma circunstância extrema, como a de ele ficar descontatado e ter de fugir do País.
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| A missa para Herzog que a ditadura não ousou impedir |
- o cansaço dos cidadãos que viviam sob terror policial desde 1969 e já não aguentavam mais o clima de autoritarismo e intolerância, mesmo porque, visivelmente, não havia mais uma ameaça verdadeira ao regime;
- a resistência dos jornalistas, que afinal se avolumou; e
- e a coragem dos líderes religiosos de três confissões, que correram todos os riscos para, com a realização de uma missa ecumênica pela alma de Herzog na catedral da Sé, impedirem que mais esse assassinato fosse acobertado pela ditadura.
Em 1979/81, a ação dos grupos paramilitares de direita se intensificou, com novos ataques a entidades e cidadãos ilustres (como o jurista Dalmo de Abreu Dalari) e até os bizarros incêndios de bancas de jornais em que eram vendidas publicações alternativas.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
TODOS BRIGAM, NINGUÉM TEM RAZÃO E A VENEZUELA ESFARELA. BASTA!
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| Juan Guaidó vai acumulando forças... |
Além da subjugação política, o princípio fundamental básico, comum a tais ditaduras de direita e de esquerda é o modo de relação social fundado nas categorias capitalistas; é o modo de produção social feito a partir dessas categorias.
Neste sentido, a ditadura venezuelana não é diferente das democracias liberais que lhe impõem embargos econômicos, infelicitando ainda mais o seu povo. A diferença é meramente superficial, política, pois consiste apenas no modo de ascensão ao poder estatal. Ainda que divirjam na relação com o capital (estatista ou privatista), não o negam na sua essência constitutiva.
Afinal, os objetivos políticos ditatoriais ou liberais a serviço do capital são priorizados independentemente da fome e da miséria que provoquem, além de se igualarem no resultado final: a segregação social, mesmo que não seja intencional.
Todas as ditaduras ou regimes liberais vivem sob a égide do segregacionismo patrocinado pela dinâmica comum às categorias capitalistas (trabalho abstrato; dinheiro como expressão numérica do valor; mercadoria; mercado; Estado e política) e são, por fim, idênticas na essência econômica, diferindo apenas na condução política.
Mas, como a política é serviçal da ordem econômica fetichista, reificada, ditatorial, todas essas formas políticas terminam por ser também ditatoriais, sejam elas camufladas pela democracia burguesa, na qual se escolhe algo que já foi previamente escolhido, sejam impostas pelo jugo das botas militares.
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| ...enquanto Maduro sua para conservar o apoio dos militares... |
A situação da Venezuela é caótica do ponto de vista econômico, o que constitui combustível altamente inflamável para a turbulência política.
O espiritualista Nicolás Maduro e seus adeptos não conhecem o pensamento libertário da crítica da economia política de Marx, embora se digam de esquerda. Estão presos a conceitos do grande venezuelano Simon Bolívar, cujas guerras de independência libertaram vários países sul-americanos do colonialismo espanhol no século 19.
Tais conceitos, contudo, foram soterrados pela poeira do tempo. O que está em pauta hoje é um universalismo solidário, e não mais o patriotismo nacionalista xenófobo de outrora.
O capital foge como o diabo da cruz de conduções políticas estatizantes e as nações liberais, submissas à lógica do capital, logo se apressam em impor embargos econômicos aos países politicamente dissidentes, inviabilizando o que já é ruim pela própria natureza.
A Venezuela está a um passo de uma guerra civil; de uma invasão militar como a da Baía dos Porcos (Cuba, 1961), executada por mercenários a soldo de exilados cubanos e dos EUA; de uma invasão direta a pretexto da alegada ilegitimidade do poder de Nicolás Maduro; ou da própria destituição de Maduro pelos militares venezuelanos, se estes decidirem que seus interesses serão melhor servidos pelo presidente interino do que pelo ditador de plantão.
A história se repete como farsa. Tudo é possível, inclusive a permanência duradoura desse estado de coisas, e nenhuma das hipóteses dadas tem viés emancipacionista.
A esquerda politicista estatizante insiste em defender Maduro, um presidente despótico, como se fosse anticapitalista. Finge ignorar que, apesar das diatribes lançadas contra o imperialismo estadunidense (que existe, sob a égide do capital), Maduro lhe vende seu petróleo, em troca dos dólares vitais para a manutenção da combalida economia venezuelana.
A direita, por sua vez, denuncia os horrores sofridos pelo povo venezuelano, sem olhar para o próprio rabo.
Grassa a fome, dada a escassez de produtos alimentares para grande parte da população ou a falta de dinheiro para comprá-los no câmbio negro. A inflação venezuelana fez a sua moeda desaparecer, num testemunho loquaz do que representa a mediação social pelo dinheiro, expressão numérica, materializada do valor.
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| ...e o êxodo é alternativa à penúria e à guerra iminente |
A esquerda positiva as categorias capitalistas e o arbítrio em nome da repulsa ao capital, sem perceber que dele faz parte; a direita, que se vê às voltas com a falência mundial dos seus postulados, nega o arbítrio embora o pratique, hipocritamente.
Que autoridade têm os Estados Unidos para derrubar pela força o ditador Maduro quando apoia ditadores como o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, que mandou matar a sangue frio o jornalista dissidente Jamal Kahashoggi?
Que autoridade tem o presidente destrumpelhado para falar do sofrimento do povo venezuelano quando quer expulsar do seu país até mesmo os filhos de imigrantes que tenham nascido em solo estadunidense (sem falar nos campos de concentração que criou na fronteira como México)?
Que autoridade tem a União Europeia para se dizer solidária com o povo venezuelano que sofre as agruras de uma ditadura (embora apoie os embargos econômicos contra a Venezuela) quando trata os imigrantes de suas antigas colônias como se fossem rejeitos humanos?
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| Chora pelos venezuelanos, mas faz os mexicanos chorarem |
Que autoridade tem o sistema de crédito mundial para se imiscuir em questões políticas internas da Venezuela quando cobra juros extorsivos aos países pobres (mesmo que suas dívidas sejam menores, em termos absolutos e relativos, que as dos países ricos) mas cobra juros menores incidentes sobre a estratosférica dívida pública e privada desses mesmos ricos, adotando uma diferenciação ultrajante, causadora do aprofundamento da miséria social da periferia capitalista?
Que autoridade tem um governo que estimula ações dos supremacistas brancos assassinos para servir de palmatória justicialista do mundo e dizer a quem deve reconhecer ou deixa de reconhecer o governante de um outro país, interferindo dessa forma nas turbulentas questões internas de outras nações?
O que se discute aqui não é o mérito ou demérito de um governo que está maduro para cair por suas próprias inconsistências (sem esquecermos os embargos econômicos), mas a hipocrisia de um sistema que quer sempre ver à frente dos governos dos países pobres os dirigentes que lhe sejam submissos e priorizem os interesses do capital hegemônico mundial em fim de feira.
Aos emancipacionistas não cabe a defesa de Maduro e seu governo despótico, mas a denúncia de sua identidade de base econômica com aqueles que o querem derrubar; mas cabe a denúncia da hipocrisia dos que apontam o seu dedo sujo para a Venezuela.
Ser emancipacionista é não temer a verdade, e buscá-la sempre, ainda que tal bandeira seja difícil de ser empunhada e custe sacrifícios.
Uma relação na qual possa fluir o verdadeiro interesse coletivo emudecedor das vontades minoritárias mesquinhas, e que contribua para uma educação social conceitual calcada nas virtudes humanas eternas.
Basta de hipocrisia!
Basta de falsa dicotomia entre projetos políticos que são similares na sua essência!
Basta da burrice expressa num modo de produção que sempre foi ruim e que agora se mostra, ademais, anacrônico!
Basta de manipulação das consciências populares!
Basta de poder (vertical ou não)!
Basta! (por Dalton Rosado)


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