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sexta-feira, 5 de maio de 2023

QUANDO TERMINA A EMERGÊNCIA MUNDIAL DEVIDO AO COVID, É PRECISO RELEMBRAR OS CRIMES DE JAIR BOLSONARO CONTRA O POVO BRASILEIRO

 


Nesta sexta-feira, dia 05/05, ocorreu um fato histórico. Chega ao fim, por determinação da OMS - Organização Mundial da Saúde - a Emergência Mundial de Saúde devido à Covid-19. Teoricamente, a pandemia continua existindo, pois o vírus permanece sendo uma ameaça concreta e se transmitindo caso não sejam tomadas medidas de proteção, sendo a principal a vacina, mas, na prática, o pior da tragédia passou. 

Oficialmente, cerca de 7 milhões de pessoas teriam perdido a vida ao redor do planeta, mas estimativas apontam para mais de 15 milhões. Os números reais nunca saberemos, porém, devem ser em quantidade ainda maior que a estimada, pois o impacto do vírus foi dizimador nas regiões mais miseráveis e populosas do planeta, como a Ásia e a África, lugares onde sequer o censo estatístico possuí poder. 

No Brasil, as cifras oficiais apontam para 700 mil mortes, mas calculando em estimativas, tranquilamente o número bateu 1 milhão. Mortes evitáveis, ou seja, que seriam passíveis de terem sido evitadas, são pelo menos 30-40% do total. 

Bolsonaro chegou a incentivar a invasão
por sua horda de hospitais para provar a
falsidade da Pandemia. 
A matança no Brasil, o segundo país onde mais se morreu pela Covid, deve ser inteiramente debitada à postura adotada por Jair Bolsonaro. Não se trata aqui apenas de lembrar suas frases infelizes ou sua briga com ministros e governantes, na realidade, a ação do ex-presidente foi um verdadeiro programa governamental de exterminar brasileiros através do vírus. Por trás deste verdadeiro planejamento da morte estava o ideal de neoliberalismo radicalizado - uma espécie de anarcocapitalismo- de que a liberdade está acima de tudo, inclusive da própria vida humana, a liberdade do capital, bem entendido. 

Pois foi em nome da economia que o finado governo do fujão boicotou uma a uma as medidas sanitárias capazes de minorar o quadro drástico vivido no período. A gravidade da doença foi minimizada, fake news foram distribuídas para fazer a população crer que a doença era uma invencionice comunista. Remédios foram receitados sem qualquer evidência científica e, por fim, quando a vacina foi desenvolvida, foi implementada forte campanha para desmotivar o povo a ir tomar sua dose. 

Não foram erros, destemperos, ignorância ou mesmo mau aconselhamento, foi um projeto sistemático de aplicar a ideia do cada um por si e de que os verdadeiramente fortes sempre sobreviverão. Tal ideia estava em harmonia com o ideal do bolsonarismo de desregulação total da sociedade, liberando por completo a luta de todos contra todos. O ação governamental na Pandemia não se diferenciou no essencial de sua ação quanto ao meio ambiente, quanto aos indígenas, aos trabalhadores, às mulheres, etc. É apenas outro braço do programa neoextrativista onde regras e restrições só servem para atrapalhar o Empreendedor

Até quando ele zombará dos brasileiros?
Daí a máxima do ex-presidente covarde: "Melhor perder a vida do que a liberdade!". Mais de um milhão de brasileiros morreram para manter a liberdade, do capitalista continuar explorando o povo e a natureza.

Por essas ações, Bolsonaro ainda não respondeu. É preciso pressão imensa para que seus crimes não fiquem impunes. O mesmo deve ser dito quanto aos generais, capitães, tenentes e coronéis que participaram no descalabro e hoje parasitam cargos políticos Brasil afora ou estão de volta à ociosidade dos quartéis. O Brasil não pode repetir a Anistia de 1979, sob pena de jamais vir a ser um país minimamente estruturado em sua legalidade. (por David Emanuel Coelho)  

quinta-feira, 3 de junho de 2021

O GENOCIDA DESFIA SUAS MENTIRAS DESCARADAS E DESCULPAS ESFARRAPADAS. AS PANELAS ABAFAM A LENGA-LENGA

josias de souza
BOLSONARO FALA EM REDE NACIONAL COMO
PRESIDENTE SEM COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA
Em rede nacional de rádio e televisão, Bolsonaro reagiu ao cerco que se forma em torno do seu projeto de reeleição com um discurso de presidente sem comprovação científica. 

A boa notícia é que o índice de desfaçatez do orador não aumentou. Continua nos mesmos 100%. 

Falou mal dos outros, bem de si e do seu governo. Teve a voz abafada pelo som das panelas, trilha sonora do resto do seu mandato. 

Bolsonaro despejou no tapete da sala dos lares brasileiros uma miscelânea confusa de temas —da Copa América à Ceagesp, estatal de alimentos de São Paulo. 

O enchimento de linguiça obscureceu as duas poses principais. O orador celebrou como conquista pessoal o bom resultado da economia no trimestre passado e prometeu vacinar até o final do ano todos os brasileiros que desejarem. No primeiro caso, soou como oportunista. No segundo, como usurpador.

Bolsonaro exagerou no oportunismo ao insinuar que o PIB cresceu acima do esperado por conta dos seus conselhos para que os maricas não ficassem em casa. Deve-se o grosso da reação da economia à alta das commodities no mercado internacional, não ao consumo dos brasileiros que são forçados a desafiar o vírus cotidianamente. 

O capitão usurpou realização alheia ao prometer vacinas como se a CPI da Covid não tivesse descoberto nada sobre os 130 milhões de doses que ele impediu que o Ministério da Saúde comprasse da Pfizer e do Butantan em agosto de 2020. 

Oito em cada dez doses de vacinas espetadas nos braços dos brasileiros saíram do Instituto Butantan. Confundindo amnésia com consciência limpa, Bolsonaro finge que nunca disse que jamais compraria a vacina chinesa do Doria

O presidente repetiu a lorota segundo a qual o Brasil é o quarto país que mais vacina no planeta. Essa fantasia considera o número absoluto de brasileiros que receberam a primeira dose da vacina. A imunização só é obtida após a segunda dose. E o sucesso da vacinação é medido pelo percentual da população vacinada. 

Hoje, receberam a primeira dose 22% dos brasileiros. As duas doses, menos de 11%. A ansiada imunidade coletiva só será alcançada depois que mais de 70% dos brasileiros forem vacinados.

Graças ao atraso da entrada do Brasil na corrida por vacinas, a imunização caminha em ritmo de lesma bêbada. Em vez de avançar, recua. Em maio, aplicaram-se 4,1 milhões de doses a menos em comparação com o mês anterior. Queda de 16%.  
Fantasiado de Zé Gotinha, Bolsonaro demonizou os governadores: 
"O nosso governo não obrigou ninguém a ficar em casa, não fechou o comércio, não fechou igrejas ou escolas e não tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais"
Ao confundir ciência com ficção científica, o orador se abstém de informar que as restrições sanitárias são impostas pelo vírus, não por governadores malvados. 

As pesquisas, o barulho das panelas e os gritos de Fora, Bolsonaro! sinalizam que é cada vez menor o número de brasileiros dispostos a suportar ofensas à inteligência alheia. (por Josias de Souza)
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