quinta-feira, 30 de abril de 2015

"AJUSTAR PARA AVANÇAR". RUMO AO ABISMO?

O governo prepara uma campanha de propaganda para tentar convencer o povo das insuspeitadas virtudes do ajuste recessivo que lhe está sendo enfiado goela adentro. 

Vai jogar dinheiro no ralo, pois quem gosta de sofrer é masoquista. 

E a agência que produzir essas peças ignóbeis fará jus à frase célebre do José Celso Martinez Corrêa: "Os publicitários são filhos de Goebbels".

Também distribuiu internamente uma cartilha intitulada Ajustar para avançar. Faltou o complemento: como os caranguejos.


PRIORIDADE À EDUCAÇÃO NO PARANÁ DE BETO RICHA: OS PROFESSORES SÃO OS PRIMEIROS QUE APANHAM.


AINDA SOBRE A RENÚNCIA DE DILMA

Submeter-se à direita foi o erro mais desastroso de Dilma
Por que posto no blogue e remeto para meu mailing artigos como Exorto Dilma a um gesto de grandeza: a renúncia? Sei, de antemão, que textos polêmicos como este me acarretarão alguma rejeição e dificilmente vão evitar os desastres que já se vislumbram mas os atores políticos teimam em ignorar.

Respondo com outra pergunta: de que adiantaria haver passado a vida adulta inteira aprendendo a projetar e analisar cenários futuros, se não tivesse coragem para expor minhas conclusões?

Quando eu tinha 18 anos e Carlos Lamarca vislumbrou em mim uma insuspeitada aptidão para ser o primeiro comandante de Inteligência da VPR, colocou-me num rumo do qual jamais sairia. O que comecei a fazer como dever revolucionário, depois continuei fazendo tanto na defesa dos meus ideais quanto na vida profissional (a carreira jornalística). 

Então, por menor que seja a chance de alterar o rumo dos acontecimentos, considero que valha a pena apostar nela, independentemente dos benefícios ou prejuízos que advenham para mim. 

[Sempre vi a causa como maior do que as pessoas. E, por piores que sejam as perseguições movidas contra mim pelas burocracias insensíveis, jamais equivalerão às agruras pelas quais passou, p. ex., o grande Trotsky, que comandou a tomada de poder em 1917 e garantiu a sobrevivência da URSS nos campos de batalha. Quando um jornalista indagou quais eram seus sentimentos diante da usurpação dos seus louros históricos e o assassinato de seguidores e parentes, ele respondeu secamente: "Não conheço nenhuma tragédia pessoal". É um dos exemplos que me inspiram.]
O que podemos esperar de Levy? Sopa dos pobres?

Dois companheiros que recebem meus textos há anos pediram para ser excluídos da lista, solicitação que eu sempre atendo numa boa. Infelizmente, fizeram-no com extrema deselegância, como é moeda corrente na internet. 

O fracasso retumbante do stalinismo não impede que muitos até hoje sejam stalinistas em espírito, acreditando que na esquerda haja uma única linha justa e que todos os adversários, inclusive os representantes de outras tendências do nosso campo, devam ser esmagados. Quanta estreiteza!

Felizmente, ainda existem os que sabem discutir civilizadamente, como um veterano companheiro que argumentou: Dilma acreditaria numa ordem mundial mais justa e teria o apoio dos Brics neste sentido, faltando-lhe, contudo, um ministério identificado com seus propósitos. Caso contrário poderia, p. ex., anunciar uma grande virada política neste 1º de maio. 

A resposta que lhe dei serve para aclarar um pouco mais meu posicionamento. Então, resolvi postá-la aqui (sem massificá-la), como mais uma contribuição para os que ainda ousam usar a cabeça para o que ela serve: pensar.

Sou marxista da velha guarda: para mim, a identidade dos governos é dada, em primeiro lugar, pela sua política econômica. A de Joaquim Levy é totalmente inaceitável para a esquerda. 
Quando Jango enfim se posicionou à esquerda, era tarde demais.
O que eu vejo é uma presidenta insegura, que tenta se salvar do impeachment seguindo à risca o receituário neoliberal para crises financeiras, exatamente como o João Goulart tentou salvar-se da destituição dando carta branca a ministros como San Tiago Dantas e Carvalho Pinto.

E, assim como a ala esquerda da base janguista (Brizola à frente) inviabilizou os ministros "burgueses", tudo leva a crer que, quando a recessão chegar ao auge, a esquerda do PT (Lula à frente) fará com que o Levy seja expelido. Ou seja, o governo atual está marchando para os mesmos ziguezagues que derrubaram o Jango.

Conheci pessoalmente a Dilma no comecinho da trajetória de nós ambos, em outubro/1969, no congresso de Teresópolis da VAR-Palmares. Não senti firmeza nela então, nem sinto agora. Vejo-a como uma ex-revolucionária que havia involuído para mera tecnoburocrata quando o Lula resolveu torná-la presidenta do Brasil. 

Então, concordo contigo que ela não tem um ministério que a respalde para fazer o que seria certo --trilhar um novo caminho, alternativo aos terríveis ajustes recessivos que não deixam pedra sobre pedra. E também não vejo ela própria com estatura política para encabeçar uma guinada destas. Temo que a Dilma vá seguir a ortodoxia capitalista até o mais amargo fim. E que, assim procedendo, ela se direcione irreversivelmente para a destituição.
Jogo sujo contra Marina redundou no fim de feira atual

Daí a minha tese de que seria melhor ela renunciar agora do que continuar esperneando e favorecendo a acumulação de forças por parte da direita. Caso contrário, lá por agosto os adversários acabarão impondo-lhe o impeachment e nossa perda vai ser total, pois eles terão se tornado fortes como nunca estiveram nas últimas décadas.

Se você se recordar dos meus textos antigos ou consultá-los no arquivo do blogue, perceberá que eu não só favorecia uma vitória da Marina Silva, mas também a substituição da Dilma pelo Lula como cabeça de chapa. Exatamente porque tinha certeza absoluta de que o segundo mandato da Dilma seria um convite ao golpe de Estado, podendo nos acarretar uma nova ditadura. E meu pesadelo cada vez se materializa mais. Ela é muito fraca e não aguentará o rojão, ainda mais em meio a uma recessão que vai atravessar, pelo menos, os anos de 2015 e 2016 inteiros. Simples assim.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

EXORTO DILMA A UM GESTO DE GRANDEZA: A RENÚNCIA.

A esta altura, considero que o PT e Dilma Rousseff perderam quaisquer condições morais de continuarem detendo a Presidência da República.

Não por causa do mensalão e do petrolão, mas por algo muito pior: estarem dando carta branca, na formulação e execução da política econômica, a um ministro que representa a negação de tudo que o partido vem defendendo desde que surgiu. Está lá, no manifesto de fundação:
"O PT nasce da decisão dos explorados de lutar contra um sistema econômico e político que não pode resolver os seus problemas, pois só existe para beneficiar uma minoria de privilegiados".
Discípulo de Milton Friedman, neoliberal até a medula, Joaquim Levy é criatura inconteste desse sistema econômico e político que só existe para beneficiar uma minoria de privilegiados. Afora representar o Bradesco no poder, pois foi o subalterno escolhido para a vaga depois que o presidente do banco, Joaquim Trabuco, recusou o ministério.  

Um partido dos trabalhadores não pode apoiar um ajuste econômico recessivo, que sacrifica impiedosamente os explorados mas poupa o grande capital e os grandes parasitas (os herdeiros das maiores fortunas). 

Muito menos depois de ter vencido uma eleição jurando por Deus e todos os santos que jamais agiria assim, enquanto soltava os cachorros em cima de uma adversária, acusando-a de pretender entregar o Brasil para os banqueiros. As voltas que o mundo dá.

Enfim, a única saída digna neste instante é a renúncia de Dilma Rousseff.

Até porque, enquanto durar a agonia lenta de um governo que já não oferece esperança nenhuma à sociedade, cada vez mais vai crescer o prestígio da direita e será esvaziado o da esquerda. No auge da recessão, lá por agosto, a correlação de forças nos será tão desfavorável que o impeachment vai acabar acontecendo de qualquer jeito. Só não vê quem não quer.

Será muito melhor se renunciar enquanto esta ainda não parece ser a alternativa à destituição iminente (quando as coisas chegarem a tal ponto, o ato se tornará uma confissão de derrota, não uma demonstração de dignidade).

Para quê isto servirá? Para evitar que a direita se robusteça ainda mais. Enquanto durar o impasse, ela estará acumulando forças.

Antes motivo de piada cada vez que botava a cara nas ruas (lembram do Cansei?), a dita cuja agora dá de goleada nas manifestações favoráveis ao governo, cujos índices de rejeição são assustadores se levarmos em conta que ainda não estamos no olho do furacão econômico.

E, claro, em tempo de penúria brava, a direita conquistará cada vez mais adeptos, até encostar Dilma nas cordas. A verdadeira opção é entre sair com elegância neste instante ou nocauteada depois.

Antecipando-se ao impeachment com sua renúncia, Dilma abortará a apoteose direitista na qual seu impedimento se constituirá; e vai evitar que se acrescentem mais danos aos desastres acumulados até agora, recolocando a esquerda no papel que melhor desempenha: o de estilingue. Pois, como vidraça, foi estilhaçada em mil pedaços.

Torço para que Dilma seja capaz de tal gesto de grandeza. 

RODRIGO GULARTE, 42 ANOS, ASSASSINADO POR UM GOVERNO BESTIAL, UM GOVERNO DE MERDA!

Há quem considere que o estupro dos direitos humanos por parte de nações atrasadíssimas deva ser relevado, "cada povo com suas leis e seus costumes".

Eu não. Jamais! Para mim, qualquer governo que tira a vida de um ser humano por dá lá aquela palha é um GOVERNO BESTIAL, UM GOVERNO DE MERDA.

A pena capital para quem matou é uma regressão à barbárie.

A pena capital para quem não matou é simplesmente inqualificável. Assassinato com tintura de legalidade.

A INDONÉSIA TEM UM GOVERNO BESTIAL, UM GOVERNO DE MERDA. Ponto final.

domingo, 26 de abril de 2015

O "FENÔMENO LULA" É UM HÍBRIDO DE MOLUSCO COM CAMALEÃO...

Eles também se camuflam bem em ambientes vermelhos
"Diferentes espécies de camaleão são capazes de variar a sua coloração e padrão por meio de combinações de rosa, azul, vermelho, laranja, verde, preto, marrom, azul claro, amarelo, turquesa e púrpura. A mudança de cor nos camaleões tem funções na sinalização social e em reações a temperatura e outras condições, bem como em camuflagem." (Wikipedia)

O poeta Ferreira Gullar analisou o fenômeno Lula num artigo que deverá provocar muita irritação nas hostes petistas. Recomendo que todos o leiam e reflitam sobre ele.

Boa parte (há alguns exageros dos quais discordo) poderia ter sido escrita por mim. Contemporâneo da ascensão de Lula, sempre o vi como um pragmático que utilizava bandeiras ideológicas como meio para atingir seus fins, nunca as tendo verdadeiramente encarado como fins em si. Um camaleão, portanto.

Não corroborarei as acusações que amiúde ouvi, de parceria com as montadoras ou conluio com o Governo Geisel. Isso jamais foi provado.
Montadoras davam aumentos... e um pulo do gato!  

Direi apenas que o sucesso dos sindicalistas do ABC foi facilitado por convir às indústrias automobilísticas: o governo mantinha congelados os preços dos veículos e as ditas cujas aproveitaram as greves para implodir tal congelamento, exigindo que os aumentos salariais por elas concedidos fossem repassados para os preços. Ou seja, serviam-se do novo sindicalismo para abrir brechas e se tornarem exceções à rigidez oficial. Usaram os limões para fazer limonada.

Uma questão a ser aprofundada pelos historiadores é o motivo da mudança de postura de Lula: como sindicalista, hostilizava a esquerda e tudo fazia para evitar que ela, invadindo a sua praia no ABC, contaminasse as lutas sindicais; ao decidir criar seu partido político, chamou-a para negociar, pois dela necessitava para dar amplitude nacional à nova agremiação.

Quanto ao mago Colbery do Couto e Silva, após definir as linhas mestras do projeto de distensão política do Governo Geisel, ele tratou de levantar a bola dos adversários preferíveis no quadro futuro. Assim, p. ex., comunicou pessoalmente ao mandachuva da Folha de S. Paulo que a censura seria em breve levantada, aconselhando-o a adotar uma postura mais crítica e independente no seu principal jornal, para evitar que O Estado de S. Paulo surfasse sozinho nas ondas da abertura.
Eles se dividiram e a classe dominante reinou

Ainda seguindo sua lógica de dividir para reinar, Golbery via com bons olhos a ascensão de Lula como contraponto à liderança bem mais radical de Leonel Brizola. Foi o que acabou ocorrendo: o PT cresceu e o PDT encruou. As ambições e personalismo do nosso lado deram vida fácil ao outro lado.

Para a esquerda, foi trágico: juntos, Brizola e Lula poderiam ter levado a redemocratização bem mais adiante, provavelmente até evitando a transição sob total controle da classe dominante em que se constituiu a eleição indireta de Tancredo Neves: uma saída pela ditadura pela porta dos fundos.

Enfim, tais circunstâncias ajudaram Lula a chegar aonde chegou mas, sem provas consistentes, não podemos considerá-lo nada além de um homem bafejado pelo destino. Como o continuaria sendo, aliás. Paradoxalmente, até o seu pior momento acabou lhe trazendo um benefício: a autonomia de voo.

Os Zés Dirceu e Genoíno acreditavam que conseguiriam tutelar Lula indefinidamente, mas não contavam com o escândalo do mensalão, que esgarçou a liderança de ambos. Embora já tivessem flexibilizado em muito os ideais que professavam, os dois continuavam, basicamente, marxistas; haviam desistido do combate sem tréguas à burguesia, mas, pelo menos, tentavam trilhar um terceiro caminho entre a intransigência revolucionária e a capitulação incondicional ao inimigo. Tinham se tornado, digamos, bolivarianos light.
Zé Dirceu perdeu ascendência

Quando Lula ficou por sua própria conta, acabaram os últimos resquícios de pudor e o PT não parou mais de prostrar-se à burguesia no que realmente conta, a política econômica. Nunca dantes neste país os grandes capitalistas, banqueiros à frente, obtiveram lucros tão escandalosos. A retórica de esquerda se tornou apenas um engana-trouxas a ser utilizado no período eleitoral e devolvido ao arquivo morto logo em seguida, ao se montarem as equipes ministeriais.

Eu ainda tinha um tiquinho de esperança em Dilma Rousseff, tanto que combati José Serra com todas as minhas forças em 2010 (gato escaldado, preferi não apoiar explicitamente alguém que para mim era uma incógnita, daí haver optado por apenas bater pesado no tucano que, tanto como governador de São Paulo quanto na campanha presidencial, havia guinado com tamanho ímpeto à direita que chegava a lembrar o corvo Carlos Lacerda).

A pusilanimidade de Dilma em episódios cruciais --como quando ignorou a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos a respeito dos executados do Araguaia, criando a Comissão Nacional da Verdade como contraponto propagandístico e não a respaldando nos episódios em que brucutus militares desafiaram a CNV ostensivamente, ou como quando fechou os ouvidos ao pedido de asilo de Edward Snowden-- matou as minhas últimas ilusões.

Sabia muito bem o que viria num segundo mandato de Dilma, tanto que cansei de escrever que ela faria o serviço sujo exigido pelo poder econômico (promover o ajuste recessivo da economia) da mesmíssima forma e com a mesmíssima insensibilidade de Marina Silva ou Aécio Neves.

Será que algum dos dois ousaria entregar a pasta da Fazenda a um Chicago boy tão convicto do seu papel de lambe botas da burguesia quanto Joaquim Levy?
Ele continua fazendo o mesmo que fazia no Bradesco

Será que, com uma Marina Silva no poder, os movimentos sociais engoliriam tão passivamente um ministro que é o mais feroz carrasco dos explorados enquanto garante sono tranquilo para os grandes exploradores (banqueiros em primeiro lugar) e os grandes parasitas (como os herdeiros das maiores fortunas)?

Enfim, mudando um pouco a frase celebre de Marx no 18 brumário de Louis Bonaparte, o fenômeno Lula começou como epopeia, foi evoluindo como farsa e pode até terminar como tragédia, embora o mais provável seja o fim do ciclo lulista (e de sua consequência piorada, Dilma) não com estrondo, mas com um suspiro.

sábado, 25 de abril de 2015

VEJA NO BLOGUE O MELHOR FILME SOBRE O MOVIMENTO OPERÁRIO EM TODOS OS TEMPOS: "OS COMPANHEIROS".

Às vésperas de mais um dia 1º de maio, tenho a satisfação de finalmente conseguir postar aqui, completo e legendado, aquele que considero o melhor filme sobre o movimento operário em todos os tempos: Os companheiros (1963), de Mario Monicelli, com Marcello Mastroianni no papel de um professor militante que vai ajudar os operários de uma indústria têxtil de Turim a realizarem sua primeira greve contra a exploração extrema a que eram submetidos no final do século retrasado. 

Na década de 1960, conheci a fábrica no qual meu pai trabalhou durante a vida inteira (o Cotonifício Crespi, um dos primeiros marcos da industrialização de São Paulo, no bairro paulistano da Mooca) e era praticamente idêntico ao mostrado no filme: enorme, mal iluminado, mal ventilado, com uma poeira sufocante que me fez tossir instantaneamente. Quando assisti a Os companheiros, logo me ocorreu que era enorme o atraso brasileiro, a ponto de nossas indústrias se parecerem tanto com as da Europa de quase sete décadas atrás.

Outra lembrança marcante é a de que, quando nossa Frente Estudantil Secundarista começou a pegar no breu em 1968, negociei com o cinema de arte Bijou (na praça Roosevelt, centro de São Paulo) a realização de sessões de Os companheiros nas manhãs de domingo. Exibíamos o filme para os jovens recrutas e promovíamos rápidos debates no final, como parte do programa de conscientização política. 

Aproveito para incluir a apresentação deste filmaço no excelente blogue português My Two Thousand Movies (*), do meu amigo virtual Francisco Rocha:  

O cenário é uma fábrica têxtil em Turim, no final do século XIX. Cerca de 500 trabalhadores suportam turnos de 14 horas, debaixo de situações extremas, desde o calor, poeira, o perigo de sofrer um acidente de trabalho, e são mal pagos. Um dos trabalhadores fica com a mão mutilada por uma máquina, situação que serve de impulso para que os outros, pelo menos, pensem mudar as condições de trabalho. 

Talvez graças à sorte ou ao destino, um professor e socialista chamado Sinigaglia (Marcello Mastroianni) está de passagem pela cidade (em fuga de crimes políticos), e oferece uma ajuda na organização dos trabalhadores. Segue-se uma greve, que se arrasta por várias semanas, testando a vontade dos trabalhadores...

Esta sinopse faz o filme parecer mais um melodrama sobre as más condições das classes trabalhadoras. Na realidade, é muito mais do que isso, e o que o faz ser tão brilhante e surpreendente é a forma como é apresentado, tornando-o também numa obra de entretimento. Além da tragédia, também há um pouco de romance, comédia, farsa, comentário social. O argumento e o trabalho de realização fazem um trabalho magistral, ao desenvolver várias personagens em vários sub-plots numa história bastante multidimensional. 

A maioria dos filmes politicamente orientados são polêmicos, o que por vezes os distancia do grande público. "I Compagni" é tão envolvente, tão animado, tão cheio de personagens vibrantes, que o aspecto da mensagem da história funciona a um nível quase sublimar.

Mario Monicelli (mais conhecido no território da comédia) e o produtor Franco Cristaldi tiveram de ir até à Iugoslávia para encontrar uma fábrica em pleno funcionamento, com as suas dezenas de teares movidos por um motor a vapor, e ativados por eixos de transmissão. O edifício da fábrica parece um acidente prestes a acontecer. Com figurinos e cenários tão rigorosamente preparados e um look típico do século XIX a ser muito bem mantido, desde os quartos baratos alugados pelo trabalhadores, aos restaurantes chiques onde Niobe (Annie Girardot) encontra os seus clientes.


* o Francisco Rocha, aliás, está apresentando no seu blogue o ciclo Consciência de classe e luta, com filmes como Sacco e Vanzetti, Norma Rae, Actas de Marusia e o próprio Os companheiros. Ele os introduz de forma admirável e fornece links para download.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O HOMEM BIÔNICO E O PREJUÍZO FARAÔNICO

Seriado de TV cujo primeiro episódio completou 40 anos no último mês de janeiro, O homem de 6 milhões de dólares vai ter uma versão cinematográfica, com Mark Wahlberg no papel que celebrizou Lee Majors.

Os valores, contudo, serão atualizados: o filme vai se chamar O homem de 6 bilhões de dólares

Para evitar mal entendidos, sugiro aos exibidores brasileiros que incluam este esclarecimento no material promocional: não confundir com o Sr. Corrupção da Petrobrás...

Primeiramente, porque continua havendo grande diferença entre dólares e reais, entre os senhores do mundo e seus lacaios.

E depois, porque a série não se refere a 6 bilhões jogados no ralo, mas sim a uma quantia bem utilizada.

Por aqui, esta grana preta só serviu mesmo para quantificar a corrupção que alguns dirigentes petistas juravam não existir na Petrobrás. Doravante, cada vez que fizerem afirmações igualmente estapafúrdias, teremos 6 bilhões de motivos para botar as barbas de molho.

Quanto à companhia emblemática do nacionalismo tupiniquim, suponho que não vá trombetear o novo recorde como sempre fez com os outros. E nem precisará: um prejuízo de R$ 21,6 bilhões é tão exagerado que todo mundo toma conhecimento imediato.

Como a quota da corrupção foi de R$ 6,2 bilhões, suponho que devamos atribuir os R$ 15,4 bilhões restantes à má gestão.

É para isto que servem as gerentonas?!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

POR ENQUANTO, ESTAMOS F... E MAL PAGOS. ADIANTE, CONTINUAREMOS F... E NOS PAGARÃO UM TANTINHO MAIS.

O ministro da Recessão, Joaquim Mãos de Tesoura, continua tratando os brasileiros como infantilizados. Dá declarações acentuadamente evasivas e ligeiramente otimistas, que servem como matéria-prima para a rede de blogueiros amestrados disseminar esperanças totalmente sem noção. Eis um exemplo:
"O resultado do PIB mostrou que a gente está em uma transição. Começa a haver recuperação das exportações. No ano passado, a contribuição das exportações e importações foi neutra, uma compensou a outra. Neste ano, esperamos que haja recuperação das exportações e que o setor externo possa ajudar o crescimento da economia. Nos últimos anos não foi assim, então esta pode ser uma mudança positiva".
Alguém sentiu firmeza? Eu não. Mas, este nem-sim-nem-não-muito-pelo-contrário foi suficiente para vários tolos ou charlatães começarem a profetizar recuperação econômica. Me engana que eu gosto.

O Fundo Monetário Internacional, no seu encontro da semana passada, colocou os pingos nos ii: o PIB brasileiro deverá ter evolução negativa em 2015 (-1%) e baixo crescimento no restante da década: 0,9% em 2016, 2,2% em 2017, 2,3% em 2018, 2,4% em 2019 e 2,5% em 2020. 

Segundo as previsões do FMI, que costumam dar certo ou chegarem perto disto, a tendência é de que não atinjamos, na atual década, nem sequer metade do crescimento alcançado na década passada, que foi de 3,6% ao ano.

A recessão será brava em 2015 e 2016, com os quatro anos seguintes trazendo algum alívio, mas ainda nos deixando bem longe dos cenários comparativamente auspiciosos da década anterior. Ou seja, de imediato, estamos f... e mal pagos; adiante, continuaremos f..., mas nos pagarão um tantinho mais.

É esta a recuperação econômica que podemos esperar de Joaquim Levy e dos grandes senhores do capitalismo?! Se nem assim ousarmos chutar o pau da barraca, é exatamente aquilo que merecemos!

E, por favor, não me venham com as habituais teorias conspiratórias: o FMI e a burguesada querem mais é respaldar Levy e favorecer sua política econômica. Só que não são levianos a ponto de fazerem coro ao oba-oba engana-trouxas que a rede virtual chapa branca difunde... ajudando a enfiar goela dos brasileiros adentro o neoliberalismo tardio mais perverso e desumano!

"Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36)

Que adianta à Dilma salvar o mandato inteiro e perder o seu espírito revolucionário, tornando-se dócil serviçal dos que antes combatia? (Celso 23:04)

Para encerrar: delenda est Levy. Com a ressalva de que o Chicago Boy do governo petista não deve ser destruído como Cartago mas, tão somente, destituído.

Uma canção de 1968 que cai como uma luva nos dias de hoje...

terça-feira, 21 de abril de 2015

CRÔNICA DE APOLLO NATALI: "AS PRIMEIRAS ROUBALHEIRAS A GENTE NUNCA ESQUECE!"

Os ratos se banqueteiam desde o Brasil Colônia
Todo homem é fraco e ladrão, disse o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza. Está nos Ditos Portugueses Dignos de Memória

Filho bastardo do abade João de Sousa –que não levava a sério o celibato e teve sete rebentos–, Tomé, nada bobo, tratou de embolsar adiantados seus salários de 400 mil reais por ano, ao ser nomeado governador. 

Cada burocrata que vinha ao Brasil exigia do rei salários adiantados. Havia o real e o cruzado. Um utilizado pela população no dia-a-dia e o outro para grandes transações monetárias. Pesando 3,5 gramas de ouro, o cruzado valia 400 reais. 

Mesmo no vermelho, foi o dinheiro da coroa que sustentou a instalação de um governo militar no Brasil, chamado de Governo Geral, para tomar posse da terra definitivamente, defendê-la contra invasores, principalmente franceses, cobrar impostos e aplicar a justiça real no Brasil. 

Até 1549, a então Terra de Santa Cruz vivera sob o signo do arbítrio. Por sugerir ao rei João III o envio de governadores gerais, o conde da Castanheira, Dom Antonio de Ataíde, foi considerado o homem que mudou o Brasil. João III é chamado o colonizador do Brasil. Duarte da Costa, acusado de corrupção, foi o segundo governador e Mem de Sá, acusado de corrupção, o terceiro. 

Será a corrupção a mais tradicional instituição brasileira? 
Acompanharam Tomé de Souza em sua viagem ao Brasil, entre outros letrados: 
  • Antonio Cardoso de Barros, primeiro provedor-mor da Fazenda do Brasil, nosso primeiro ministro da Fazenda, pois burocrata da Casa dos Contos em Portugal e donatário da capitania do Ceará, acusado de corrupção por desvio de dinheiro do Tesouro Régio; 
  • Pero Borges, primeiro ouvidor-geral do Brasil, ex-corregedor de Justiça e desembargador, acusado de corrupção por desvios do dinheiro do Tesouro Régio. Meteu no bolso 114.064 reais das obras de um aqueduto. Apesar de ficha suja, foi nomeado ouvidor e sua mulher Simoa da Costa, ganhou do rei pensão anual de 40 mil reais; 
  • D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil, acusado de corrupção e criador de uma onda de indignação por cobrar dos fieis pela absolvição dos seus pecados. Estimulava mesmo a prática do pecado para cobrar a absolvição. Os próprios pecados, o bispo Sardinha os pagou no litoral da Paraíba, quando do naufrágio de seu navio Nossa Senhora da Ajuda, rumo a Portugal. Todo seu ouro foi por água abaixo e Sardinha foi devorado pelos caetés; 
  • Fernão Pires, padre degredado, assassino confesso e um dos principais aliados de Sardinha, acusado de corrupção
  • Gomes Ribeiro visitador da costa do Brasil, acusado de corrupção
Sardinha, o bispo corrupto, foi devorado. Castigo divino?
Com Tomé de Souza aportou aqui uma intrincada teia de um funcionalismo público ineficiente e corrupto, dotado da voracidade de um sistema tributário pesado e injusto.

As autoridades judiciárias e fiscais que, a partir de março de 1549, iriam desembarcar no Brasil com a missão de instalar o Governo Geral, enquadravam-se no perfil de governo que se exercia em Portugal. Embora recebessem altos salários, burocratas engordavam seus rendimentos com propinas e desvio de verbas púbicas. 

A máquina administrativa não era apenas ineficiente, mas corrupta. O número de funcionários destacados para cumprimento de qualquer função revelava-se, na maioria dos casos, bem superior ao necessário para a realização do trabalho. Os oito navios da armada de Tomé de Souza traziam em seus assoalhados mais de 500 expedicionários, entre burocratas, marinheiros, soldados, degredados, serviçais. 

E em 1º de maio de 1549 iniciam-se as obras da construção da cidade de Salvador, a primeira cidade brasileira feita com planejamento, licitação e contratação de empreiteiras. Parte dos 120 milhões de reais gastos na construção foi desviada. 

Eram oito ruas retas perpendiculares e transversais, com praça central, igreja, prédios para os governantes, cadeia, tudo em pau a pique cobertos com folhas de palmeiras e bem mais tarde com telhas.   

O governador corrupto Duarte da Costa
Salvador foi erguida com os esforços de artesãos, pedreiros, indígenas, degredados, e os orelhados. A estes, cortaram-lhe as orelhas em Portugal, como forma de identificação do tipo de crimes que cometeram.  

Artesãos, um punhado deles, cujas habilidades eram indispensáveis à construção da nova cidade, eram comandados pelo mestre de obras Luis Dias, arquiteto de renome, decano dos arquitetos brasileiros, responsável pelo projeto da primeira capital do Brasil, que não pediu adiantado seus salários e nunca os recebeu, vivendo de escambos no Brasil. 

Todo o meio milhar de viajantes que lotaram os navios da expedição de Tomé de Sousa recebiam salários, entre 360 a 1.200 reais, burocratas, marinheiros, pilotos, grumetes, pajens, soldados, estes em número de 600, degredados, 400 deles, obrigados a  perambular nus pela colônia, portanto sem bolsos para guardar seus salários de 330 reais. Além da alimentação, todos ganharam um litro e meio de vinho por dia na viagem.  

Em 1º de novembro de 1549 a festa de Todos os Santos marca a inauguração informal da primeira capital do Brasil.  Dois anos depois, o número de funcionários era tanto –“folgam todo o tempo”, disse Tomé de Souza– que houve necessidade de pôr ordem na casa. Fundiram-se cargos e extinguiram-se outros.

Com o segundo governador geral, Duarte da Costa, acusado de corrupção, vieram, entre outros acusado de corrupção, seu filho Dom Álvaro da Costa. Tido como um dos mais incompetentes governadores, apesar dos concorrentes, Duarte da Costa cuidou apenas de seus lucros. Temia-se que destruísse o pouco que estava feito por Tomé de Sousa e que favorecesse mais ainda os pecados e vícios do primeiro governo. Cobrava um imposto compulsório de quem o processasse. Nada fez para deter os franceses que se espalhavam por toda a costa do Brasil. 
As nativas se ofereciam e os filhos ilegítimos eram legião

Duarte da Costa deixou a mulher em Portugal e preferiu trazer seu filho Álvaro da Costa, jovem e galanteador guerreiro em África que formou com seus amigos um bando de arruaceiros em Salvador permanentemente dispostos a intimidar pela força das armas ou do atrevimento quem quer que ousasse se interpor em seu caminho. Apedrejavam casas e telhados. Álvaro dormia com mulheres casadas. Ganhou do pai uma capitania. 

Quem pagou por desvios de verbas foi o escrivão Rodrigo de Freitas, que cumpriu quatro anos de prisão. No auge do confronto entre Duarte da Costa e o bispo Fernandes Sardinha, um sempre acusando o outro de corrupção, os tupinambás atacaram Salvador, quando 13 aldeias indígenas foram destruídas, e 3 mil indígenas foram escravizados, expulsos e mortos. Foi a Guerra de Itapuã

Mem de Sá, o terceiro e último governador, foi um dos 13 filhos ilegítimos do cônego Gonçalo Mendes de Sá que, como se nota, também não queria nada com o celibato. Acometido de um mal chamado medo da pobreza, Mem de Sá tornou-se o homem mais rico do Brasil no século XVI e o mais acusado de corrupção. Preocupado com a crescente ambição do irmão, o poeta Sá de Miranda enviou-lhe poesias incitando-o a abandonar as tentações do Paço Real e gozar de sua liberdade em lugar tranqüilo.

Comandando uma única nau com 336 pessoas, Mem de Sá suportou oito meses menos dois dias de vicissitudes no mar, até chegar a Salvador. Submetia-se aos exercícios espirituais dos jesuítas, que incluíam autoflagelação. Com os rigores da lei reservados aos indígenas rebeldes, Mem de Sá deu início a uma administração rígida e moralista, proibiu o jogo, a vadiagem, a embriaguez e as visitas dos colonos às aldeias. Baniu a antropofagia entre os indígenas que viviam próximos a Salvador, forçando-os a viver em aldeamentos sob controle dos jesuítas. Tratou de encurtar as demandas judiciais e aplacar antigos ódios. Também forçou os funcionários públicos a trabalharem mais.

Mem de Sá inclusive providenciou uma devastadora ofensiva contra as tribos insurretas do Recôncavo, ao fim da qual, restavam na imensa mata, 160 aldeias incendiadas, mil casas arruinadas pelo fogo, campos assolados e tudo passado a fio de espada. Calcula-se que pelo menos 6 mil indígenas tenham sido mortos ao longo da chamada Guerra de Paraguaçu. Os massacres perpetrados em setembro de 1558 foram uma espécie de preliminar, revelando com que ferocidade e disposição Mem de Sá iria tratar da expulsão dos franceses instalados no  Rio de Janeiro, embora aquela guerra fosse se prolongar por uma década e lhe custasse as mortes de um filho e de seu sobrinho predileto.  

Os navios dos governadores não trouxeram mulheres e a tirania do impulso sexual deixou colonos e nativos sem saberem para onde correr. Andavam nuas e depiladas, as nativas, e se ofereciam. Os padres participavam do banquete da carne. Por conseguinte, filhos e mais filhos bastardos passaram a povoar  a Baia de Todos os Santos, que passou a ser chamada de Baia de Todos Os Pecados. Os ruídos que mais se ouviam era o balançar das redes. E assim, compulsivamente, por imposição da mãe natureza, se fez a miscigenação. 

Quem quiser saber mais, e com fartura de detalhes, sobre as roubalheiras e promiscuidade que marcaram a infância do Brasil, leia A Coroa, a Cruz e a Espada, do historiador Eduardo Bueno, Editora Objetiva. (por Apollo Natali)

DA GRÉCIA PARA O BRASIL: EU SOU VOCÊ AMANHÃ.

"...no final de 2009, a Grécia estava enfrentando uma crise propelida por dois fatores –alta dívida e custos e preços inflacionados que reduziam a competitividade do país.

A Europa respondeu com empréstimos que mantiveram o caixa grego solvente, mas apenas sob a condição de que a Grécia adotasse políticas econômicas extremamente dolorosas. Elas incluíam cortes de gastos e aumentos de impostos que, se aplicados na mesma proporção aos Estados Unidos, envolveriam valor de US$ 3 trilhões anuais.

Também houve cortes de salários em uma escala difícil de conceber, com uma redução média de 25% nos vencimentos ante seu pico.

Esses imensos sacrifícios supostamente deveriam produzir recuperação. Em lugar disso, a destruição do poder aquisitivo aprofundou a crise, criando sofrimento em escala semelhante ao da Grande Depressão e severos problemas humanitários.

No sábado, visitei num abrigo de moradores de rua, e ouvi histórias dolorosas sobre um sistema de saúde em colapso, e pacientes recusados por hospitais por não poderem pagar uma taxa de atendimento de cinco euros, ou recebendo alta sem medicação porque os estoques das clínicas se esgotaram e elas não têm caixa para o repor; e muito mais.

A situação vem sendo um pesadelo interminável, e mesmo assim a elite política grega, determinada a se manter parte da Europa e temerosa das consequências de uma moratória e do abandono do euro, manteve sua adesão ao programa imposto pelos credores ano após ano. 

Por fim, o público grego não conseguia suportar mais. Porque os credores estavam exigindo ainda mais austeridade –em uma escala que bem poderia derrubar a economia em mais 8% e empurrar o desemprego a 30%—, o país votou no Syriza, um movimento genuinamente de esquerda (e não de centro-esquerda), que prometeu mudar o rumo do país."

Trechos de um artigo de Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia, que expõe magistralmente como um país pode ser destruído pelos ajustes recessivos ditados pela ortodoxia neoliberal. É para onde Joaquim Levy nos levará, se consentirmos.

Discordo de Krugman, contudo, quando ele sonha com uma solução a partir da implausível boa vontade de credores. A única saída está na revolta dos devedores, confrontando a iniquidade extrema com que a lógica desumana das coisas está sendo imposta aos homens.

Nestes tristes tempos presentes, o capitalismo terminal e putrefato é o inimigo supremo da civilização e a mais terrível ameaça à sobrevivência da espécie humana.

Ou acabamos com ele, ou ele acabará conosco. É simples assim.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

DIA AZIAGO

Hoje foi outro 16 de abril, não tão terrível para mim quanto aquele de 1970, pois nenhum conseguirá sê-lo, mas que fez questão de provar-me que existem, sim, dias aziagos, e fez questão de lembrar-me como são tênues os fios que nos ligam, e a nossos entes queridos, à vida!

Peguei minha filhinha na escola e trafegava por uma óbvia preferencial quando um Peugeot saiu em altíssima velocidade de uma travessa, fez uma curva temerária à esquerda, abalroou um Vectra que ia na mesma direção, foi arremessado para a pista contrária pela qual eu vinha chegando, detonou a porta do motorista e toda a lateral do meu Celta, e acabou indo chocar-se com veículos estacionados.

Se eu chegasse naquele trecho cinco segundos antes, é possível que, ao invés de cruzar a pista, me apanhasse pelo lado do passageiro, acertando em cheio a cadeirinha da princesa. A hipótese me dá calafrios até agora.

Estando mais desgovernado ainda, talvez não só afundasse a porta, mas também me afundasse.

Enfim, posso considerar-me até afortunado por não ter havido ferimento nenhum, apenas o enorme susto que minha menina levou e a deixou tão atônita. O primeiro grande perigo a gente nunca esquece.

Nos próximos anos, talvez eu passe o 16 de abril inteiro na cama...

PARTIDO ADMITE TESOUREIRO P/ INÍCIO IMEDIATO

Não é exigido diploma nem experiência prévia, apenas muita criatividade e mente aberta para soluções heterodoxas. Com registro em carteira e comissões muito acima da média do mercado. Os benefícios incluem assistência jurídica gratuita e auxílio-detenção. Enviar currículos p/ a caixa postal 288 - Brasília/DF, a/c de Alexandre Stavisky.

SILÊNCIO (uma crônica de Apollo Natali)

Gostaria de gritar para o mundo contra essa afirmação maluca de que o silêncio é ouro! Às vezes, às vezes. 

E também gostaria de berrar para o mundo contra essa outra convicção doida de que quem cala, consente. De onde vem você que diz isso, do mundo da lua? 

Quem cala não consente e nem deixa de consentir. Quem cala não se sabe o que acontece. Muito ao contrário, quem cala pode não estar consentindo nunca. 

Ou pode? Ninguém admite consentir nada, quanto mais em silêncio. Pode acontecer de dar branco e a voz não sair.

O silêncio, senhores e senhoras, não se sabe o que é. Pode ser tanta coisa. Traição. Covardia. Medo. Perversidade. Sarcasmo. Sadismo. Caridade. Benevolência. Sabedoria. Falta de sabedoria. 

Pode ser ouro, sim, quando o parente língua-comprida se cala e não se intromete em nossas vidas, marchando sobre nossas salas de visitas como um bárbaro. 

O silêncio pode ser emoção intensa contida. Paixão recolhida. Ressentimento. Meditação. Pausa para raciocínio matemático.

O silêncio pode acometer tanto o amigo quanto o inimigo. Cisma calada do que é certo e do que é errado. Indecisão do culpado ou do inocente. Mágoa calada, que não berra. 

Quem cala pode estar descansando de apanhar da vida. Pode estar ruminando o bem. Ou o mal. 

Uma inimizade gratuita pode ser silenciosa. Uma boa amizade pode ser silenciosa. Um ódio pode ser longo, duradouro, lento, doloroso e silencioso. Quem se mantém em silêncio pode estar dizendo com a alma eu te amo.

Sim, é isso, oh, minha bela amada, que se mandou um dia, um dia belíssimo, oh, de magnífica felicidade, deixando-me enfim em liberdade. Em silêncio, consentindo ou não consentindo, sabe Deus. Ela jurou que não retornaria jamais. Teria ido tarde ou cedo? Quem sabe? Por que se calou? Se calou por quê?

Quem cala pode estar recebendo a extrema-unção.

Pode estar sentindo medo. Terror. Opressão. Estás consentindo o que, irmão meu, irmã minha? Quem cala pode estar tentando ser harmonioso e aí está uma belíssima postura silenciosa. 

Quem silencia pode estar aprendendo. Ouvindo. Gemendo. Chorando. O grito também é um choro. O choro em silêncio também é um grito. 

Quem cala pode estar se sentindo ameaçado de morte. E está consentindo o quê? Calar ou gritar é instinto de sobrevivência em ação. O cúmulo da educação é morrer em silêncio.

Então, não me venham com essa historieta curta, grossa, medíocre, pobre, inverossímil, absurda, vexatória, irritante, ridícula de que quem cala, consente e de que o silêncio é ouro.

Existe o sábio silêncio e o burro silêncio. Diz-se também que pelas tuas palavras serás salvo e pelas tuas palavras serás justificado. Pelo teu silêncio serás salvo e pelo teu silêncio serás justificado. 

O tal do foro íntimo também nos obriga a silenciar. Ou a falar. Tanto quem fala ou deixa de falar, quebra o silêncio ou deixa de quebrar, consente ou deixa de consentir, está no mato sem cachorro, irmãos e irmãs minhas em breve peregrinação por este mundo mau.

Quantas benditas vezes desejaríamos ter calado? Ou falado? Ou gritado? Ou consentido? Ou não ter consentido? 

E seu estivesse calado neste preciso momento, teria dado a minha (com licença) opinião sobre o silêncio? 

E vocês, se não tivessem feito um generoso silêncio diante destas minhas embaraçadas linhas, teriam ouvido o que eu quis dizer? 

Isso não quer dizer que tenham consentindo ou deixado de consentir e nem que seu caridoso silêncio tenha sido ouro. Ou não. 

Despeço-me com a incômoda sensação de que, tendo aberto a boca, consenti que entrasse mosquito nela. Ou não?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

LILIPUTIANO DE CARVALHO DEMITE O GULLIVER CARSUGHI

Fiquei estarrecido ao ler, neste belíssimo post do Menon, a notícia da demissão do decano dos comentaristas esportivos em atividade no Brasil, Claudio Carsughi.

Italiano de Arezzo, Carsughi tem 82 anos, radicou-se no Brasil em 1946 e quatro anos depois já estava cobrindo o Mundial da Fifa para o Corrière dello Sport. Segundo ele próprio, só na Jovem Pan trabalhou quase 60 anos.

Ele atribui sua saída à direitização da JP:
"A rádio está passando por uma mudança de perfil. Ela assumiu uma postura de direita, que nunca tinha tido. Sempre se ouvia os dois lados. Hoje tem uma posição frontalmente contrária ao PT, à Dilma, ao Lula. Talvez com isso espere o retorno publicitário com empresas do mesmo perfil".
Faz sentido, se levarmos em conta, p. ex., o artigo que reproduzi aqui, de enorme dignidade, que me levou a prestar um merecido tributo ao velho mestre.
Carsughi e o falecido Aluani Neto entrevistando Fittipaldi

Meu recado a ele é: não ligue para a pequenez desses mimadinhos que passam a vida inteira tentando provar-se merecedores do que meramente herdaram e quase sempre fazem encolher de ano a ano, até as empresas falirem ou tornarem-se nanicas. Eles têm inveja dos titãs porque dinheiro nenhum do mundo os colocará no nível dos verdadeiramente grandes. 

Do clã, Paulo Machado de Carvalho é o único que deixou sua marca na história do esporte e do jornalismo.  O filho é aquele que pode ter destruído um vídeo do Geraldo Vandré por mera pirraça (hipótese que levantei aqui). E o neto foi quem conseguiu ofender todos os jornalistas dignos deste nome com uma atitude de estultice e ingratidão inqualificáveis. 

Tomara que a antipatia que ele está granjeando seja a pá de cal para uma emissora que há muito perdeu a identidade e o rumo.

domingo, 12 de abril de 2015

A BASTILHA NÃO CAIRÁ NA AVENIDA PAULISTA

A imagem é impressionante...
O DataFolha inquiriu 2.834 brasileiros sobre um eventual impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Não considero que, como andei lendo em espaços petistas, fosse vedado ao jornal fazê-lo por inexistirem neste momento razões jurídicas para o impedimento presidencial.

Isto não retira de qualquer cidadão ou entidade o direito de dar entrada num pedido de impeachment, desperdiçando o seu tempo, pois o processo não será aberto. Igualmente, nada existe de ilegal na realização e divulgação de pesquisas a respeito de como o homem comum encara tal questão, desde que os resultados não sejam fraudulentos.

Foi melancólico constatarmos, mais uma vez, o sentimento de impotência do nosso povo diante do sistema, que continuam encarado como algo inacessível, inatingível e impermeável à pressão popular: 83% acreditam que Dilma estava ciente da roubalheira na Petrobrás (57% a veem como conivente e 26% como impotente diante da corrupção) e 63% responderam sim à indagação sobre se o Congresso deveria abrir um processo de impeachment para afastá-la da Presidência. No entanto, 64% duvidam de que ela venha a ser efetivamente afastada. A gente somos inútil...

A opinião é coerente com a atitude: de uma população que já ultrapassa a casa de 200 milhões, só cerca de 1,5% (uns 3 milhões) estão saindo às ruas para defender o que 63% consideram justificável. 

Novidade? Não. A mesma desproporção vem se evidenciando ao longo de toda nossa História, desde o trágico abandono a que foram relegados os inconfidentes, passando pelos acordos de elites que culminaram na independência, na abolição da escravidão, na proclamação da República e no fim das ditaduras getulista e dos generais. 
...mas ainda estamos muito longe disto.

Nosso hino deveria mencionar de um povo abúlico, o resmungo resignado, não de um povo heroico, o brado retumbante...

A triste verdade é que o homem comum brasileiro, quanto muito, secundou tais processos, mas não foi sujeito de nenhum deles. Produzimos, sim, nossos aspirantes a Simon Bolivar e Giuseppe Garibaldi, mas eles morreram no patíbulo (Tiradentes), sob o fogo cruzado de tocaieiros (Marighella) ou executado depois de rendido (Lamarca), sem multidões ao seu lado, pois foram bem poucos os que se dispuseram a correr os mesmos riscos.

Então, Dilma pode dormir tranquila quanto a este aspecto: não serão os manifestantes da avenida Paulista que a vão derrubar, muito menos por causa do petrolão

Só mesmo o agravamento da recessão (que, seguindo à risca a ortodoxia neoliberal, Joaquim Levy nos está enfiando goela adentro) poderá fazer os carneiros rugirem. E isto é coisa que, se vier a suceder, só ocorrerá do segundo semestre em diante, quando a penúria atingir o auge.

Curtam sem restrições a nova atração dominical, mas também sem ilusões: por enquanto, ninguém está tomando nenhuma Bastilha.

sábado, 11 de abril de 2015

MINISTERIÁVEIS

A Dilma se reelegeu na bacia das almas e, pimba! Entregou o comando da economia a um Chicago Boy que quer ser Milton Friedman quando crescer.

A Dilma levou uma sova nas ruas em 15 de março e, pimba! Entregou o comando da política ao maior partido fisiológico do Brasil.

Se a Dilma tomar outra tunda neste domingo... pimba

Deus nos livre de quem poderá vir por aí:
  • Jair Bolsonaro na Pasta da Justiça;
  • Pastor Feliciano na dos Direitos Humanos;
  • Ali Kamel na de Igualdade Racial;
  • Brilhante Ustra na Defesa;
  • e outros que tais (ou seja, ideologicamente situados à direita de Gengis Khan).
A pergunta que não quer calar é: se a Dilma resolveu abdicar do exercício coerente do poder, por que não larga a Presidência de uma vez?!
Related Posts with Thumbnails

ARQUIVO

NUVEM DE TAGS

#naovaitercopa 12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1ª Guerra Mundial 1º de maio 2ª Guerra Mundial 3º mandato 6º Congresso Nacional do PT 7 de setembro A Barca do Sol A Internacional A Marselhesa A Tribuna da Imprensa A Verdade Sufocada Abap Abel Ferrara Abílio Diniz Abin aborto Abradic Abraham Lincoln Abreu Sodré abstenção aburguesamento abuso de autoridade abuso de poder abuso de poder econômico Academia de Agulhas Negras ACM Acnur acordão acordão salva-políticos Acordo de Paris Adail Ivan de Lemos Adalto Alves Adam Smith Adhemar de Barros Adib Jatene Adidas administração de crises Adolf Eichmann Adolf Hitler Adolfo Pérez Esquivel Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves Aedes aegypti AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa África do Sul Agatha Christie Agência Estado Agenda Brasil agio agiotagem agiotas Agnelo Queiroz agnotologia Agora São Paulo Agostinho dos Santos agronegócio agrotóxicos AGU AI-5 aiatolá Khomeini AIG ajuste fiscal ajuste recessivo Al Capone Al Pacino Al Qaeda Ala Vermelha do PCdoB Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Alan Parker Alan Woods Albert Camus Albert Einstein Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Helena Jr. Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alceu Valença Alcides Gerardi Alcione Aldemir Bendine Aldo Moro Aldo Rebello Aldo Rebelo Aldous Huxley Aleister Crowley Além da Imaginação Alemanha alerta Alex Silveira Alexander Soljenítsin Alexandre de Moraes Alexandre Dumas Alexandre Frota Alexandre Magno Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Tombini Alexandre Vannuchi Leme Alexandrino Alencar Alexis de Tocqueville Alexis Tsipras Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Ali Kamel Alice Cooper Almeida Garrett Almir Ribeiro ALN Aloízio Mercadante Aloysio Nunes alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga e Ranchinho Alvaro Dias Alvaro Uribe Amaral Netto Amazonas Américo Fontenelle Amicus Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anatoly Karpov Anderson Silva Andre Agassi André Esteves André Lara Resende André Mauro Andre Ristum André Rocha André Singer Andrea Matarazzo Andrea Neves Andrea Pirlo Andrei Konchalovsky Andrés Iniesta Andrés Sanchez Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Angela Davis Ângela Maria Angela Merkel Angelino Alfano Ângelo Goulart Villela Angelo Longaretti Angra Anibal Barca Aníbal Silvany Filho anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia Aniz Abraão David Annie Girardot ano novo Anões do Orçamento anos de chumbo Ansa Anselm Jappe Anselmo Duarte Anthony Garotinho Anthony Hopkins Anthony Quinn Antígone Antoine Lavoisier Antonio Cabrera Antonio Claudio Mariz de Oliveira Antônio Conselheiro Antonio De Salvo Antônio Fernando Moreira Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Gaudi Antonio Gramsci Antonio Hamilton Mourão Antônio Maria Antônio Nássara Antonio Negri Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Palocci Antonio Patriota Antônio Prado Antonio Prestes de Paula Antônio Ribas Antonio Roberto Espinosa Antônio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Ao Pé do Muro Aparício Torelly apartheid apartheid social APCF apedrejamento Apeoesp Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aposentadoria aquecimento global Arábia Saudita Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arembepe Arena Argentina Ariano Suassuna Aristides Baltas Aristóteles armamentismo Armand Assante Armando Monteiro armas químicas Arnaldo Bloch Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor Arrigo Barnabé arrocho fiscal arrocho recessivo Art Garfunkel artes marciais Arthur C. Clarke Arthur Chioro Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Toledo asilo político Assembléia Constituinte Ássis Chateaubriand Assis Valente Atahaulpa Yupanqui Atahualpa Yupanqui atentado à liberdade de expressão atentado à liberdade de opinião atentado de Bolonha atentado de Saravejo atentado do Riocentro atentado do WTC Átila Atlético Mineiro Augusto Boal Augusto Cury Augusto dos Anjos Augusto Nunes Augusto Pinochet Aureliano Chaves Auriluz Pires Siqueira automobilismo autoritarismo Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber B. B. King Baby Doc Duvalier Baden Powell bafômetro Baggio Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon Banco Central Banco Santos bancos Banda de pau e corda Barack Obama Barão de Coubertin barbárie Barcelona barriga jornalística Bartolomeo Vanzetti Bartolomeu Lourenço de Gusmão Baruch Espinosa Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Bateau Mouche Batman Baú do Celsão Bauru BBB BBC Brasil BBC History Channel beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Beija-Flor de Niilópolis Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benito Di Paula Benito Mussolini Benjamin Franklin Bento XVI Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bernardo Mello Franco Bernie Sanders Bertold Brecht Bertold Brecht besteirol Bete Mendes Beth Carvalho Betinho Betinho Duarte Beto Richa Bibi Andersson Bíblia bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy Blanco Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro bisbilhotice Bispo Fernandes Sardinha bitcoin black blocs Black Friday blitzkrieg blog Os Divergentes blogosfera blogue de resistência blogueiro blogues blogues governistas blues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bob Woodward Bobby Sands Bocage boimate bolchevismo Bolívia Bolsa Família bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário Bom Senso FC bombas de fragmentação bombeiros boneco Pixuleco Bonifácio de Andrada Boris Casoy Boris Karloff bossa nova Botafogo de Futebol e Regatas Bovespa boxe Bradesco Bradley Manning Bram Stoker Brasil Brasil 247 Brasil Colônia Brasil: Nunca Mais Breno Altman Brexit Brics Brigadas Vermelhas brigadeiro Eduardo Gomes Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bruno Andrade Góis da Silva Bruno Carazza dos Santos Bund Cabo Anselmo Cabo Bruno cabo Polvorelli cabo Povorelli Cabral caça às bruxas Cacá Diegues Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Caio Prado Jr. Caio Silva de Souza caixa 2 Caixa Econômica Federal Câmara Federal Camargo Corrêa Camboja Camili Cienfuegos Camões Campeonato Brasileiro Campo Salles câncer candomblé cangaço Cansei Cantata Santa Maria de Iquique Capinam capitalismo capitalismo de estado capitalismo liberal capitão Augusto Sampaio de Oliveira Capitão Guimarães Caravaggio Cardeal de Richelieu Carl Bernstein Carl von Clausewitz Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlito Tevez Carlo Collodi Carlo Puerto Carlos Alberto Parreira Carlos Amarilla Carlos Brickmann Carlos Câmara Pestano Carlos Castañeda Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carlos Eugênio da Paz Carlos Fernando dos Santos Lima Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Galhardo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Góes Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Lyra Carlos Marighella Carlos Pitta Carlos Reichenbach Carlos Rutischelli Carlos Saura Carmen Costa Carmen Lúcia Carmen Miranda Carnaval Carrefour Carta ao Povo Brasileiro Carta aos Brasileiros Carta Capital CartaCapital cartolagem cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Casagrande casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Proconsult Caso Santo André Caso Watergate cassação Cassius Marcellus Clay Castello Branco Castro Alves Catalunha Catulo da Paixão Cearense Cauby Peixoto Cazuza CBF CBF. Fifa CCC CDDPH CDHM Ceará Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso da Rocha Miranda Celso Daniel Celso de Mello Celso Furtado Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Pitta Celso Rocha de Barros Celso Russomanno celulares Cenimar censura Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesare Battisti cesárea Cezar Peluso CGU chacina de Ribeirão Pires chacinas Chael Charles Schreier Chapecoense charlatanismo Charles Bronson Charles Chibana Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Fourrier Charles Gordon Charles Manson Charles Perrault Charles Schultz Charlie Chaplin Charlie Hebdo Chaves Che Guevara Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Lopes Chico Mendes Chico Whitaker chikungunya Chile China Chiquinha Gonzaga Choi Soon-il Chris Weidman Christian Fittipaldi Christine Lagarde Christopher Lee Chuck Berry Chung Mong-joon CIA Cícero Cícero Araújo ciclovias Cid Gomes Cidadão Kane cine Belas Artes Cinecittà cinema cinema marginal circuitos marginais Ciro Gomes Cisjordânia civilidade Clara Nunes Clarice Linspector classe média Claude Chabrol Claude Levy Strauss Claude Monet Claudia Cardinale Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Claudio Carsughi Cláudio Humberto Claudio Julio Tognolli Cláudio Lembo Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi clube Hebraica Clube Militar CMI CNBB CNE CNI CNJ cobaias cobaias humanas Código Hays Colé colégios militares Colina Colômbia Colônia Cecília colonialismo Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comissão Interamericana de Direitos Humanos complô Comuna de Paris Comunidades Eclesiais de Base comunismo comunismo primitivo Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes conciliação de classes Condepe Congresso em Foco Congresso Nacional conspiração constrangimento ilegal cônsul Nobuo Okushi consulta popular Conte Lopes contestação conto contos da carochinha contracultura Contran convênios médicos Convergência Socialista convulsão social Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Coréia do Norte Coréia do Sul Corinthians Cornel West Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio da Manhã Correios corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Corumbá Cosa Nostra Costa Concordia Costa e Silva Costa-Gravas cotas raciais Cotonifício Crespi country music Coutinho CPC da UNE CPEM CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPI dos Bingos CPMF crack cracolândia Cream Crefisa crime contra a humanidade crime do colarinho branco Criméia Almeida crimes de guerra crise da subprime crise do subprime crise dos mísseis cubanos crise hídrica Cristiano Machado Cristiano Ronaldo Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristovam Buarque Cristóvão Colombo crítica e autocrítica Crítica Radical crônica Cuba curandeirismo Curió CUT Cya Teixeira d. Agnelo Rossi D. Aloísio Lorscheider D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dª Solange Dagobah Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Dalton Trumbo Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Mitrione Daniel Cohn-Bendit Daniel Dantas Daniela Toledo de Prado Danilo Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes DataFolha David C. Mitchell David Carradine David Emanuel de Souza Coelho David Goodis David Lean David Lynch David Mamet David Nasser David Ricardo David Warner Dayane de Oliveira Dê ouro para o bem do Brasil Deborah Fabri Deborah Fabri. Michel Temer decapitação delação premiada Delcídio do Amaral Delfim Netto Deltan Dallagnol Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia burguesa democracia-cristã Demônios da Garoa Denatran dengue Dennis Hopper Denys Arcand Deops deportação depressão econômica deputado João Alves Dércio Marques Dercy Gonçalves Desafia o nosso peito desastre ambiental desembargador Abel Gomes desemprego desigualdade econômica desigualdade social deslizamentos desmilitarização do policiamento Desmond Tutu desobediência civil desordem despoluição do Tietê desqualificação Devanir de Carvalho Devra Davis Di Stéfano Dia da Consciência Negra Dia da Pátria Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock Diane Keaton Dias Toffoli Didi Diego Costa Diego Maradona Diego Simeone Dilma Dilma Rousseff dinheiro Dino Buzzati Dino Risi Dino Rizi Diógenes Carvalho Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direito de manifestação direitos civis direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já Direto da Redação discriminação dissidentes cubanos distopia ditabranda ditadura ditadura argentina ditadura militar dívida pública Django Djavan doações empresariais DOI-Codi Dolores Duran Dolores Ibarruri Dom Luís Gastão de Orléans e Bragança domingo sangrento Domingos Dutra Domingos Jorge Velho dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Donald Trump Donga Dops Dorival Caymmi Douglas Fairbanks DPZ Duarte da Costa Duda Mendonça Dulce Maia Dulce Pandolfi Dunga Dustin Hoffman Dylan Thomas Eça de Queirós ECA-USP ECA/USP ecologia economia política Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edgard Leuenroth Edgard Rice Burroughs Edgardo Bauza Edifício Joelma Edinho Silva Edir Macedo Edison Lobão Editora Imprima Ednardo Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edson Fachin Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Eduardo Alves da Costa Eduardo Azeredo Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Galeano Eduardo Gomes Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Mahon Eduardo Moniz Eduardo Rodrigues Vianna Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy educação educação popular educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden Edwin Sutherland efeito estufa Egberto Gismonti Egito Ehrenfried von Holleben Eike Batista Eisenstein El País Elba Ramalho eleições eleições 1989 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 eleições 2018 Eleonora de Lucena Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira eletrochoques Eli Wallach Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elias eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 Elio Gaspari Elio Petri Élio Petri Eliot Ness Elis Regina Eliseu de Castro Leão Eliseu Padilha Elizabeth Lorenzotti Elizeth Cardoso Eloísa Samy Elomar Elvira Lobato Elvis Presley Elza Soares Em Tempo Emanuel Neri embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi emigrantes Emilio Estevez Emílio Fontana Emílio Médici Emílio Odebrecht Emir Sader empreiteira OAS empreiteiras Enéas Carneiro Eneida Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entropia entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Burdon Eric Clapton Eric Hobsbawn Ernest Hemingway Ernesto Geisel Ernesto Laclau Ernst Jünger escândalo Proconsult Escola Base escolas-padrão escracho escravidão escutas telefônicas Esopo Espanha espionagem espiritismo Espírito Santo ESPN espontaneísmo esportes Esquadrão da Morte esquerda petista esquerda zeladora estado estado de bem estar social Estado Islâmico Estado Novo estado policial Estados Unidos estatolatria Estatuto da Criança e do Adolescente Estatuto da Criança e do Adolescentes Estatuto do Idoso estelionato estelionato eleitoral Estevam Hernandes estigmatização ET de Varginha ETA etanol Ethel Rosenberg Étienne La Boétie Ettore Scola EUA Eugène Delacroix Eugênio Aragão Eugênio Bucci Eugenio Evtuchenko Eugênio Gudin Eurico Gaspar Dutra Eurípedes eutanásia Evander Holyfield Evaristo da Veiga evasão de divisas Everardo Dias Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções Exército exploração da fé extradição Ezequiel Neves F-1 Fabiana Leibl Fabiano Silveira Fábio Almeida Fábio Carille Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fábio Seixas Fabrício Chaves fábulas Facebook Falha de S. Paulo falha técnica falsificação da História falta d'água falta de creches fanatismo fanatismo religioso Fantástico Farc fascismo Fausto De Sanctis Fausto Macedo Fausto Silva favela favelização FBI Febeapa Febraban Federico Fellini Federico Garcia Lorca Felipão Felipe Massa feminismo Ferenc Puskás Fernando Alonso Fernando Baiano Fernando Barreto Fernando brant Fernando Canzian Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique da Silva Fernando Holiday Fernando Lugo Fernando Meligeni Fernando Pessoa Fernando Pimentel Fernando Pomarici Fernando Rodrigues Ferreira Gullar festas juninas festivais da Record feudalismo FHC FIC Fidel Castro Fiesp Fiesta Fifa Filinto Muller Filipinas Fillinto Muller filme O Jovem Karl Marx filmes para ver no blogue filósofo Sócrates fim do fator previdenciário fim dos jornais impressos Financial Times Fino da Bossa Fiodor Dostoievski flamenco Flamengo Florestan Fernandes flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Força Expedicionária Brasileira Força Pública Força Sindical Ford forma-valor Foro de São Paulo Fortaleza Fórum Econômico Mundial Fórum Paulista de Desenvolvimento Fórum Social Mundial França Francenildo Costa Francenildo dos Santos Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francis Hime Francisco Alves Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Francisco Manuel da Silva Francisco Rocha Franco Montoro Franco Nero Franco Zefirelli François Hollande François Mitterrand François Truffaut Frank Zappa Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Freddie Perdigão Frei Betto Frei Caneca frei Tito Frenke Petry Frente Parlamentar Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fritz Lang Fukushima Fukuyama Fulgêncio Batista Fundação João Mangabeira Fundação Perseu Abramo fundamentalismo religioso fundos de pensão futebol G20 gabinete de crise Gabriel Chalita Gabriel Chalitam Gabriel Garcia Marque Gabriel Jesus Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garrincha Garry Kasparov Gary Cooper gastança Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gays Gaza Geddel Vieira Lima Geert Wilders Gene Hackman General Maynard General Motors Gengis Khan genocídio George 5º George Bush George C. Scott George Foreman George Harrison George Hilton George Kennan George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George Soros George W. Bush Georges Bidault Georges Braque Georges Danton Georges Wolinski geração 68 geração de empregos Geração Maldita Geraldo Alckmin Geraldo Azevedo Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Gerard Depardieu Gerard Piqué Gerhard Berger Germanine Greer Gerson de Oliveira Nunes Gerson Theodoro de Oliveira Getúlio Vargas Ghiggia Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gianluigi Buffon Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilberto Maringoni Gilles Lapouge Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Gilson Theodoro de Oliveira Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giuliana Vallone Giuliano Genna Giuliano Montaldo Giuseppe Garibaldi Giuseppe Lampedusa Gladiadores do Alter Glauber Rocha Glauber Braga Glauber Rocha Gleisi Hoffmann Glesi Hoffmann GloboNews Glória Kreinz Goethe Goffredo da Silva Telles Jr. Gol Golbery do Couto Silva Goldstone goleiro Aranha goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpismo Gonzaguinha Google Google Earth Goubery do Couto e Silva governo de união nacional Graças Foster Grace Mendonça Graciliano Ramos Graham Greene grampos Grande Otelo grandes tragédias Grécia Greenpeace Greg Lake Gregório Bezerra Gregório de Matos Gregório de Mattos Gregório Duvivier Gregório Fortunato Gregory Peck greve de fome greve de osasco greve geral greve geral de 1917 Grigori Rasputin Grigori Zinoviev gripe suína Grundisse Grupo Guararapes Grupo Krisis Grupo Oficina Grupo Pão de Açúcar Grupo Rumo Guam Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta guerra do Vietnã guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha na internet guerrilha urbana Gueto de Gaza Gueto de Varsóvia Guido Mantega Guilherme Afif Domingos Guilherme Boulos Guilherme de Almeida Guilherme Duvivier Guilherme Fariñas Guimarães Rosa Guiné Equatorial Gustav Franz Wagner Guy Corneau Guy Debord Gylmar dos Santos Neves H. G. Wells H. P. Lovecraft habitação hackers Hamas Hamilton Almeida Hammer Hannah Arendt Hans Christian Andersen Haroldo Lobo Harry Houdini Harry Shibata Harry Truman Hector Babenco Hegel Heitor dos Prazeres Heitor Villa-Lobos Helder Barbalho Helena Chagas Helena de Lima Heleny Guariba Hélio Bicudo Hélio Rubens de Arruda e Miranda Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henning Mankell Henri-Georges Clouzot Henrique Alves Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pinto Henrique Pizzolato Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fielding Henry Fonda Henry Ford Henry Sobel Hephzibah Anderson Heraldo Pereira Herbert Marcuse Herivelton Martins Herman Benjamin Herman Voorwal Herman Voorwald Hermann Goering Hermeto Pascoal Hermínio Linhares Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hildegard Angel Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro hiperinflação alemã Hipócrates Hiroshima História Holanda Hollywood Holocausto homem novo Homero homofobia homossexualismo Honduras Horacio Cartes horóscopo Hosni Mubarak Hosny Mubarak Howard Fast Hugo Carvana Hugo Chávez Human Rights Watch Humberto Costa humor Ian Fleming Iara Iavelberg IBGE Ibrahim Sued Ideli Salvatti IFMS Igor Fuser Igor Gielow Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger imagem imigração italiana imigrantes IML Immanuel Kant Imola impeachment impeacment impedimento imperador Nero imperialismo Império Romano imprensa in memorian Inconfidência Mineira incontinência verbal indenizações independência argelina Índia indignados Indio da Costa Indonésia indulto indústria bélica indústria cultural indústria da multa Inês Etienne Romeu inflação Inglaterra Ingmar Bergman Inquisição Instituto Lula Instituto Royal insubmissão militar Intentona Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário internet Interpol intolerância intolerância religiosa inundações invasão da Baía dos Porcos IPCC Irã Iraque Irmãos Grimm Irmãos Wright Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Bashevis Singer Isaac Deutscher Isabel Fleck Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros István Mészáros Itália Italo Mereu Itamar Assumpção Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Lendl Ivan lessa ivan Lins Ivan Pinheiro Ivan Rebloff Ivan Sartori Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Martins Ivo Herzog Ivo Sartori J. Edgar Hoover jabaculê Jack Arnold Jack Nicholson Jacob Gorender jacobinismo Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jader Barbalho Jadson Jaguar Jaime Guzmán Jair Bolsonaro Jair Marchsini Jair Rodrigues Jairo Ferreira Jairo Nicolau Jairzinho James Bond James Braddock James Coburn James Dean James Joyce James Stuart Mill James Wright Jandira Feghali Jane Fonda Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jari José Evangelista Jason Robards JBS Jean Cocteau Jean Gabin Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jefferson Airplane jeitinho brasileiro Jerry Lewis Jerusalém Jerzy Kosinski Jesse Owens Jessé Souza jesuítas Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jethro Tull jihadismo Jim Capaldi Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jimmy Connors Jirau Jo Cox Joachim Low Joan Baez Joan Manuel Serrat Joan Miró João Amazonas João Baptista Figueiredo João Batista de Andrade João Bosco João Cabral do Melo Neto João Dantas João Dias João Dória Jr. João Gilberto João Goulart João Grandino Rodas João Havelange João José Reis João Otávio de Noronha João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pereira Coutinho João Pessoa João Saldanha João Santana João Vaccari Neto Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquim Nabuco Joaquim Seixas Joaquim Silvério dos Reis Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Joel Rennó Joelmir Beting Joesle Batista Joesley Batista jogador Romero Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carpenter John Carradine John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Kenneth Galbraith John Lennon John Maynard Keynes John Mc Cain John Milton John Reed John Steinbeck John Wayne Joice Hasselmann Joice Lima Jon Bon Jovi Jonathan Swift Jorge Adoum Jorge Amado Jorge Ben Jorge Jose Fernandez Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Sampaoli Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais Jornal Nacional jornal ROL jornalismo jornalismo de esgoto José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Araújo da Nóbrega José Arbex Jr. José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Carlos Bumlai José Eduardo Cardozo José Ely de Miranda José Fábio Rodrigues Maciel José Genoíno Jose Giovanni José Goldemberg José Ismael Pedrosa José Janene José Lavecchia José Lewgoy José Luís Del Roio José Maria Eymael José Maria Marin José Marques de Melo Jose Marti José Marti José Martinez José Milbs José Mourinho José Mujica José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Roberto Malia José Roberto Mendonça de Barros José Ronaldo Tavares de Lira e Silva José Saramago José Sarney José Sérgio Gabrielli José Serra José Tóffoli José Wellington Diógenes José Wilker José Zaragoza Joseba Gotzon Josef Mengele Josef Stalin Joseita Ustra Josemaría Escrivá Joseph Blatter Joseph Goebbels Joseph McCarthy Joseph Stalin Josias de Souza Josué de Castro Jotabê Medeiros Jovem Pan Joyce Juan Goytisolo Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes Judiciário juiz Marcelo Bretas juiz Sérgio Moro juizados de pequenas causas Jules Bianchi julgamento de Nuremberg Julian Assange Juliana Lungaretti Júlio Bressane Júlio Cesar Júlio Lancelotti Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Justiça justiça social Juventude Hitlerista kardecismo Karl Kautsky Karl Leibknecht Karl Marx Karl Polanyi Kátia Abreu Keith Carradine Kevin Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kim Kataguiri King Crimson Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Kris Kristoferson Ladislau Dowbor Laerte Braga laicidade do Estado Lake and Palmer Lamartine Babo Lampião Landell de Moura las locas de la plaza de mayo Latam Laudo Natel Laura Hernandez Norambuena Laura Lungaretti lavagem cerebral lavagem de dinheiro lavoura cafeeira Lawrence da Arábia Lázaro LDO Leandro Colon Leandro Fortes Leci Brandão Lecy Brandão Lee J. Cobb Lee Jae-Yong Lee Majors Lee Van Cleef Legião Urbana Lehman Brothers Lei Antiterrorismo Lei Áurea Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei da Mordaça Lei de Abuso de Autoridade Lei Falcão Lei Rouanet Lei Seca leis especiais da Itália Lênin Lennox Lewis Léo Pinheiro Leo Szilard Leon Russell Leon Tolstoi Leon Trotsky Leonard Cohen Leonardo Amorim Leonardo Boff Leonardo da Vinci Leonardo Sakamoto Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leônidas Pires Gonçalves Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélix Lewis Carroll LGBT Libelu liberalismo liberdade de expressão Líbia Lidu Lilian Celiberti Lima Duarte limpeza Lina Wertmüller linchamento Lindbergh Farias Lino Sabbadin Lino Ventura Lionel Jospin Lionel Messi Lira Neto lista negra literatura literatura infantil literatura infanto-juvenil Little Richard Livro dos Heróis da Pátria Lluís Llach Lobão Loreena McKennitt Los Hermanos loterias Louis Malle Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Lúcia Coelho Luciana Genro Luciano Huck Lúcio Flávio Vylar Lirio Lúcio Funaro Lucky Luciano Lufthansa Luigi Magni Luis Advis Luís Alberto de Abreu Luis Buñuel Luís Carlos Trabuco Luís Cláudio Lula da Silva Luís Favre Luís Francisco Carvalho Filho Luís Inácio Adams Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luis Vicente León Luiz Antonio Fleury Filho Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Cancellier Luiz Carlos Maciel Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gonzaga Luiz Gonzaga Belluzzo Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Suarez Luiz Vieira Luíza Erundina Lula Lula-lá luta armada luta de classes Lyda Monteiro da Silva Lyndon Johnson má fé macartismo Machado de Assis maconha Madre Teresa de Calcutá Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad maio de 68 maioridade penal Mais Mais Médicos Major Curió Malcom X Manfrini manifestações de protesto Manifesto do Partido Comunista Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Henrique Ferreira Manuel Zelaya Manuela D'Avila Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo maracutaia Maradona Maranhão Marçal Mendes Marcel Camus Marcel Duchamp Marcelinho Carioca Marcello Mastroianni Marcelo Coelho Marcelo Crivella Marcelo Freixo Marcelo Leite Marcelo Miller Marcelo Odebrecht Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Márcio França Márcio Holland Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Marcio Pochmann Márcio Thomaz Bastos Marco Altberg Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Archer Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Brutus Marco Feliciano Marco Licínio Crasso Marco Polo Del Nero Marconi Marcos Augusto Gonçalves Marcos Lisboa Marcos Mariano Marcos Nunes Filho Marcos Troyjo Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Marcus Willis Marechal Erwin Rommel Marechal Tito Margaret Thatcher Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria a Louca Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria de Lourdes Rollemberg Mollo Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Izabel Azevedo Noronha Maria Lúcia Fattorelli Maria Luíza Fontenele Maria Odette Maria Schneider Maria Vitória Benevides Marie Le Pen Mariel Mariscot Marilene Rosa da Silva Marília Medalha Mariluz Pereira Jorge Marilyn Monroe Marina Silva Marine Le Pen Marinha Mário Alves Mario Amato Mário Amato Mario Carroza Mário Covas Mário de Freitas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Lima Mário Magalhães Mário Marsillac Mario Monicelli Mario Puzo Mário Sérgio Conti Mário Sérgio Pontes de Paiva Mário Soares Mário Thomaz Bastos Mario Vargas Llosa Mário Wallace Simonsen Marisa Letícia Marisa Monte Mark Twain Marlon Alberto Weichert Marlon Brando Marquês de Maricá Marta Suplicy Martin Luther King Martin Ritt Martin Scorcese Martin Sheen Marvel Comics Marx marxismo Mary Shelley Marzieh Vafamehr Masp massacre de My Lay massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga matança em Manaus Mateus Ferreira da Silva Matheus Baraldi Magnani Maurice Plas Maurício Costa Maurício do Valle Mauricio Hernandez Norambuena Maurício Kubrusly Mauricio Macri Mauro Iasi Mauro Marcondes Mauro Santayana Max Bauer Max Horkheimer Max Von Sidow Maximilian Robespierre Maysa Matarazzo MBL MDB Medalha Brigadeiro Tobias Medalha do Pacificador medicina medicina mercantilizada médicos cubanos medievalismo mega-sena Megaupload Mem de Sá Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja Mendonça Filho Meneghetti Menon mensalão mensalão. Michelle Bachelet mercantilização Mercosul Michael Burawoy Michael Jackson Michael Roberts Michael Schumacher Michael Winner Michel Foucalt Michel Platini Michel Temer Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson microcefalia Mídia Sem Máscara migrantes Miguel Arraes Miguel de Cervantes Miguel Jorge Miguel Urbano Rodrigues Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro militarismo Millôr Fernandes Milton Friedman Milton Nascimento Milton Neves miniconto Ministério dos Esportes ministérios Mino Carta Miro Teixeira miséria missão mísseis cubanos Missões Bolivarianas mitologia Mitsubishi MMA MMDC Moçambique modernidade Modesto Carvalhosa Moisés Naim Molina Dias monarquia Mônica Bergamo Monica Lewinsky Mônica Moura Mônica Veloso monolitismo monopólio da comunicação monopolização Monteiro Lobato Montesquieu Monty Python Monza Moody Blues moral revolucionária moralismo rançoso Moreira da Silva Morro da Providência mortos e desaparecidos Políticos motos Movimento movimento estudantil movimento hippie movimento negro Movimento Negro Unificado movimento operário Movimento Passe Livre Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista movimento secundarista Moysés Pinto Neto MPB MR-8 MRT MST MTST Muammar Gaddafi muçulmanos Muddy Waters Muhammad Ali multas para pedestres Mundial de 1950 Mundial de 2014 Mundial de 2018 Mundial de Clubes da Fifa Mundial Fifa de 1958 Mundial Fifa de 1962 Mundial Fifa de 1966 Mundial Fifa de 1970 Mundial Fifa de 2010 Mundial Fifa de 2014 Mundial Fifa de 2018 Muricy Ramalho muro de Berlim muro de Berlin música Músicos e canções que iluminaram a minha vida nacional desenvolvimentismo nacional-desenvolvimentismo nacionalismo Nagasaki Naji Nahas Naná Vasconcelos Napoleão Bonaparte Napoleão Maia Nara Leão Nasser Nat King Cole Natal Natal mercantilizado Natalie Cole Natan Donadon Nathan Rothschield naufrágio da fragata Medusa Náufrago da Utopia nazismo Neil Ferreira Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Barbosa Nelson de Sá Nelson Gonçalves Nelson Guimarães Machado da Silva Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Piquet Nelson Rodrigues neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo neonazismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Neto Neusah Cerveira Neville D'Almeida Newton Cruz Newton Rodrigues Neymar Nicola Sacco Nicolas de Chamfort Nicolas Maduro Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nigel Forage Nike Nikita Kruschev Nikolai Bukharin Nilma Gomes Nilton de Albuquerque Cerqueira Nilton Santos Nino Manfredi Nise da Silveira Nizan Guanaes No Nukes Noam Chomsky Noam Chosmky Noel Rosa Norbert Hofer Norberto Bobbio Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova República Nova York Novak Djokovic NSA Nuno Crato O Capital O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Rebate O Vampiro de Dusseldorf OAB Oban Obdulio Varela obscurantismo Observatório da Imprensa Occupy Occupy Walt Street Octavio Frias de Oliveira ocupação ocupação da reitoria Odebrecht Oded Grajew Odete Lara Odete Moro Odilon Guedes OEA Olavo Bilac Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olimpíadas de 1936 Olímpio Mourão Filho Olinda Olívia Byington Olivier Clerc Olívio Dutra Olympio Mourão Filho ombudsman onda conservadora Onofre Pinto ONU Opera Mundi Operação Bandeirantes Operação Boca Livre Operação Condor Operação Greenfield Operação Hashtag Operação Lava-Jato Operação Mãos Limpas Operação Pajuçara Operação Satiagraha Operação Timóteo Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Organizações Globo Orlando Lovecchio Filho Orlando Silva Orlando Yorio Orlando Zapata Orquestra Armorial Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Os Três Patetas Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Niemeyer Oscar Schmidt Oscar Wilde Oscarito Osmar José Serraglio Osmar Santos Osmir Nunes Osny Silva Osório Duque Estrada ossadas de Perus Osvaldo Peralva Otávio Frias Filho Otávio Mesquita Othman Abu Sabha Othon Bastos Oto Glória Otto Maria Carpeaux Otto von Bismarck Pablo Escobar Pablo Ortellado Pablo Picasso Pacto Hitler-Stalin Padre Antônio Vieira Paes Landim país basco palestinos Palhinha Palmares Palmeiras Pan 2015 Panair do Brasil Pancho Villa Panteras Negras Pão de Açúcar Paolo Rossi Paolo Taviani papa Bento XVI Papa Doc Duvalier papa Francisco papa João Paulo II papa Paulo VI Papa Pio XII Papai Noel Paquistão Paraguai Paraná parasitismo Paris Park Geun-hye Parlamento Europeu parto humanizado parto normal Páscoa passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patria y Libertad Patrick Mariano Paul Cèzzane Paul Krugman Paul McCartney Paul Newman Paul Simon Paul Singer Paul Verhoeven Pauline Réage Paulinho da Força Paulinho da Viola Paulo Abrão Paulo André Paulo Arantes Paulo Autran Paulo César Peréio Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Coelho Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Henrique Porto de Oliveira Paulo Lacerda Paulo Machado de Carvalho Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Paim Paulo Pimenta Paulo Rabello de Castro Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Soledad Paulo Teixeira Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini Paulo Villaça PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PCO PDS PDT PEC 241 PEC 51/2013 PEC 55 peculato pedaladas fiscais pedofilia pedreiro Amarildo Pedro Cardoso da Costa Pedro Cinemaxunga Pedro Corrêa Pedro Del Picchia Pedro Franco de Campos Pedro Moreira Salles Pedro Paulo Barrientos Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte Pep Guardiola Percival de Souza Péricles Maranhão perseguição religiosa perseguidos políticos Perseu Abramo Pérsio Arida Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Frampton Peter Fry Peter Lorre Peter Mair Peter O'Toole Peter Sellers Peter Sinfeld Petrarca Petrobrás petrolão petróleo PF PFL PGR Philip K. Dick PIB Pier-Paolo Pasolini Pierluigi Torregiani Pierre-Joseph Proudhon Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd pintura Pio XII Pixinguinha PL 2.960 PL 499/2013 Plano Cohen Plano Real planos de saúde Platão Playboy Playmen Plínio Corrêa de Oliveira Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 PNE pobreza POC Podemos Poder Negro podologia poesia poesias Pol Pot Pol-Pot polícia assassina Polícia Federal política brasileira politicamente correto poluição Pôncio Pilatos populismo porca assassina Porfírio Diaz Porfirio Lobo Portal da Transparência porto de Mariel Portugal Portuguesa de Desportos pós-verdade Powers Boothe PP PR PRC pré-sal preconceito Premeditando o Breque Prêmio Nobel de Literatura presidenta Preta Gil Previdência Social Primavera Árabe Primavera de Paris Primavera de Praga Priscila Pereira privataria privatizações Procon procurações forjadas Procure Saber professores Projeto Proteger Pronatec propaganda enganosa propinoduto proposta de emenda constitucional Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB psicanálise psicologia PSOL PSTU PT PTB publicidade Publio Lentulus Cornelius PUC pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quino racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Rafael Trujillo Rafaela Silva Raí Raices de America Raíces de America Raimundo Fagner rainha da Inglaterra Rajendra Kumar Pachauri Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Randolfe Rodrigues Raoul Peck Raquel Dodge Raquel Landim Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raul Salles Raul Seixas Ray Bradbury Ray Charles Raymundo Araujo Raymundo Faoro RDD Real Madrid realities shows Rean Alcir Nunes da Silva recall Receita Federal Recep Tayyip Erdogan recessão Red Por Ti America Rede Democrática Rede Globo redução da jornada de trabalho referendo referendo revogatório reforma da Previdência reforma ministerial reforma trabalhista reformas constitucionais reformas de base reformismo refugiados refugio refúgio refundação da esquerda refundação do PT Reginaldo Faria Reginaldo Leme Regis Debray regulação da mídia Reinaldo Azevedo Reino Unido Reinold Stephanes religião Renan Calheiros Renan Filho Renato Augusto Renato Consorte Renato Duque Renato Mrtinelli René Clair renúncia reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência retirantes retroativo reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução revolução bolivariana Revolução Constitucionalista revolução cubana Revolução dos Cravos Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Bignone Reynaldo Lungaretti Reza Aslan rhythm and blues Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Balthazar Ricardo Barros Ricardo de Aquino Ricardo Kotscho Ricardo Lewandowski Ricardo Melo Ricardo Saud Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Burton Richard Matheson Richard Nixon Richard Widmark Rick Falkvinge Riddick Bowe Ridley Scott Ringo Starr Rio 16 Rio 2016 Rio de Janeiro Rio-2016 Rivelino Rivellino River Plate Robert A. Heinlein Robert Altman Robert Crumb Robert De Niro Robert Duvall Robert Fripp Robert Graves Robert Kennedy Robert Kurz Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Avallone Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Landell de Moura Roberto Macarini Roberto Mader Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Santos Roberto Setúbal Roberto Teixeira Robin Williams robotização rock Rod Serling Rodrigo Constantino Rodrigo Duterte Rodrigo Gularte Rodrigo Janot Rodrigo Maia Rodrigo Rocha Loures Rodrigo Vianna Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Roger Waters Rogério Ceni Rogério Duprat Rogério Gentile Rogério Micale Rogério Sganzerla Rolando Astarita rolezinhos Rolling Stones Roman Polanski Romarinho Romário Romero Jucá Romeu Tuma Ronald Biggs Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosa Parks Rosa Weber Roseana Sarney Rosi Campos Roswitha Scholz Rota Roy Ward Baker RP Rubem Biáfora Rubens Ewald Filho Rubens Lemos Rubens Motta Filho Rubens Paiva Rubens Valente Rubin Carter Rui Castro Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Rutger Hauer Ruth Cardoso Ruy Castro Ruy Guerra Ryke Geerd Hamer S&P Sá de Miranda Sabesp Sabóia Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Sam Peckinpah Sam Raimi Samarco samba Sampa Samuel Fuller Samuel Pessôa Samuel Wainer San Tiago Dantas Sandra Gomide Sandy Sansung Santa Claus Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Santos Dumont Santos F.C. São Francisco São Francisco de Assis São Nicolau São Paulo São Paulo antiga São Paulo Futebol Clube São Tiago Dantas Sarah Palin Sargento Kondo satanização Satoru Nakajima saúde sci-fi Sean Connery Sean Goldman sebastianismo Sebastião Caixeta Sébastien Japrisot Secos e Molhados Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo segregação racial Segunda-Feira Negra Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro Sepúlvedra Pertence sequestro Sergei Eisenstein Sérgio Bianchi Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Donati Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Gabrielli Sergio Leone Sergio Moro Sérgio Porto Sérgio Ricardo Sérgio Rodrigues Sérgio Silva Sergio Sollima serial killer Severino Cavalcanti sexo casual Seymour Melman Shaker Aamer Shakira Sharon Tate Sheridan Le Fanu Sherlock Holmes Shifter Shirley Bassey Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Muller Sidney Poitier sífilis sigilo da fonte Sigmund Freud Silas Malafaia Silvia Suppo Silvio Berlusconi Sílvio Frota Sílvio Poggi Nunes Silvio Santos Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar Simone Simone de Beauvoir sinalizador Sinclair Lewis Síndrome da China Sintusp sionismo Síria Sisa Sísifo sistema solar sites fascistas Sivuca Slavoj Zizek SNI social-democracia socialismo socialismo num só país socialismo real sociedade alternativa sociedade de consumo Sócrates Sofia Loren Sófocles Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade solidariedade revolucionária soneto Sônia Amorim Sônia Hernandes Soninha Francine SP; Pelé Spartacus spread stalinismo Standard & Poor's Stanislaw Jerzy Lec Stanislaw Ponte Preta Stefan Zweig Stephen King Steve Bannon Steve Jobs Steve Reeves Steve Winwood Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel Suárez submarino nuclear sucessão Suécia Suely Vilela Sampaio Suetônio Sun Tzu Super Bowl SUS Susan George Suzana Singer Sylvio Costa Syriza T. E. Lawrence T. S. Eliot tabagismo Taça Libertadores Tácito tacocracia tai chi chuan Taís Araujo Taís Moraes Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Tasso Jereissati Tata Martino taxação dos ricos TCU teatro Teatro de Arena teatro Lira Paulistana Tempo de Resistência tenentismo togado tênis Tenório Cavalcanti Teóphile Gautier Teori Zavascki terceirização Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Doors The Economist The Guardian The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thomas Edison Thomas Morus Thomas Piketty Thomas Robert Malthus Three Mile Island Ticiana Villas Boas Tim Harford Tim Jackson Tim Maia Tiradentes Tiririca Titanic Tite Tito Costa Tom Jobim Tom Zé Tomasso Buscetta Tomé de Souza Toninho Vespoli Tonino Valerii Tony Osanah Toquinho Torino Torquato Jardim Torquato Neto Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho trabalho alienado trabalho escravo Traffic traficantes tráfico de drogas tragédia aérea Tragédia de Superga trânsito transposição Tratado de Versalhes Tribuna da Imprensa tribunais de pequenas causas tribunais do crime Tribunal de Haia Tropa de Elite tropicalismo trote trotskismo Trotsky Troy Davis TSE TSE. TCU Tunísia tupamaros Turquia TV TV Tupi U2 udenismo UDN UDR UFC Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães umbanda Umberto Eco UNE Unesco União Europeia Unibanco Universidade da Califórnia Universidade de Stanford Universindo Dias UOL urbanismo URSS Uruguai Usina de Letras usineiros USP usura utopia Vagner Freitas Valdir Simão Valdo Cruz vale-tudo Valerio Zurlini Valor vandalismo Vandeck Santiago Vanderlei Cordeiro de Lima Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vaticano Veja vemprarua vendeta Venezuela Venina Velosa da Fonseca Vera Magalhães Vera Vassouras Vicente Feola Vicente Leporace Victor Hugo Victor Jara vida artificial Vida Contra Morte Vila Ré Vincent Price Vinícius de Moraes Vinícius Mota Vinícius Mota. Estado Islâmico Vinícius Torres Freire violência doméstica violência policial violência urbana Violeta Parra Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vírus Zika Vito Genovese Vitor Belfort Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Gassman Vittorio Taviani Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Maiakovski Vladimir Palmeira Vladimir Putin Vladimir Safatle vodu Volkswagen Voltaire voto branco voto facultativo voto nulo voto obrigatório VPR vudu Wagner Moura Waldir Maranhão Waldomiro Diniz Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Maierovitch Walter Pomar Walter Silva Walther Moreira Salles Warren Beatty Washington Olivetto Washington Quaquá Wellington Menezes Werner Herzog Wes Craven Wesley Batista Wesley Venâncio western Wikileaks Wilhelm Reich Willem Dafoe William Randolph Hearst William Shakespeare William Styron William Waack William Wollinger Brenuvida Willy Brandt Wilman Villar Wilson Batista Wilson Simonal Wimbledon Winston Churchill Wolfgang Petersen Woodstock wu chu xadrez Xavi Hernandez Xavi Hernández xenofobia Xi Jinping Xico Graziano Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yelena Isinbayeva Yevgeni Preobrazhensky Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo Zagalo zagueiro Bigode Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Keti Zé Maria Zé Simão Zeca Pagodinho Zelão Zelota Zico zika Zilda Arns Zinedine Zidaine Ziraldo Zito Zumbi Zuza Homem de Mello Zuzu Angel Zygmunt Bauman