segunda-feira, 23 de outubro de 2023
PERCEBEMOS QUE A SELEÇÃO BRASILEIRA E O SANTOS CHEGARAM AO FUNDO DO POÇO QUANDO TOMAM CHOCOLATES DE 7x1
segunda-feira, 7 de agosto de 2023
O TRAVESSEIRO MORAL DA POLÍTICA
Há quem se confronte permanentemente com os próprios critérios morais elevados e balizem seu comportamento a partir de uma ética consentânea com tais padrões. Esses dormem o sono dos justos, ainda que exaustos pela difícil jornada de andarem na contramão de uma ordem de relação social flagrantemente injusta.
Há quem concebe determinados padrões morais questionáveis e os elege equivocadamente como corretos e que, a partir desses, formatam um código ético igualmente equivocado, mas encosta sua cabeça no travesseiro e dorme de imediato e tranquilamente entendendo que faz o certo.
Mas há os que conscientemente adotam um padrão moral execrável e a partir dele se comportam dentro de um padrão ético no qual elegem como correto aquilo que julgam ser o melhor para si, independentemente dos efeitos colaterais danosos causados aos seus semelhantes, e dormem como alguém que tomou uma dose cavalar de soníferos, assim agindo por não conhecerem o que seja a inconsciência dos seus atos.
Vamos classificar as hipóteses do padrão de conforto do travesseiro acima consideradas como sendo, pela ordem, aquela do primeiro parágrafo como classe A, a do segundo como classe B e a do terceiro como classe C para que os leitores deste artigo compreendam melhor o que consideramos como qualificações de comportamentos sociais.
A política institucional costuma ser uma máquina de deturpação de consciências morais e éticas e é sob tal prisma que fazemos a análise.
Quando se entra para jogar uma competição esportiva, por exemplo, na qual estão definidas as regras do jogo, e a peleja transcorre dentro dos critérios previamente estabelecidos de igualdade de direitos e obrigações, não se pode reclamar da derrota culpando a bola ou o campo, que foi a mesma/o para todos, ou outro fator igualmente similar para os competidores.
Assim ocorre na política da democracia burguesa, formatada e decantada equivocadamente como um padrão igualitário, justo e coletivo de escolha de dirigentes políticos, de tal modo absorvida e compreendida como tal e como oportunidade de igualdade de condições para todos que é comumente tida como um padrão ético e moral aceitável.
Os políticos mais argutos, sejam eles representantes do capital - a grande maioria, sempre -, ou de interesses corporativos setorizados, ou ainda, de seus próprios interesses empresariais - quando se metem a ser, concomitantemente, representantes políticos de si mesmos como empresários -, enquadram-se na classe “C” do nosso padrão de conforto de travesseiro.
Para estes políticos, Brasília é o Jardim do Éden, sem pecado original, pintado por Michelângelo. Lá eles têm poder político capaz de definir a direção das verbas discricionárias, que são aquelas destinas às obras e atendimento às demandas sociais que excedem os gastos como a manutenção das instituições da opressão do Estado.
Há as verbas cujos destinos são previamente determinados, ou seja, o chamado dinheiro carimbado do orçamento da União, destinadas ao custeio da manutenção da estrutura opressora do Estado, que absorvem grande parte do orçamento dito público; o restante das verbas é destinado à manipulação eleitoreira.
Além do poder, que é o que mais cobiçam tais politiqueiros, existem os altos salários, salas VIPs nos aeroportos, moradias confortáveis e gratuitas, carros oficiais à disposição, festas e solenidades nas quais convivem com membros da alta burguesa - diplomatas de vários países, representantes de corporações empresárias poderosas, altos magistrados, etc. - e secretárias bilingues que lhes assistem.
Os políticos novatos da esquerda institucional - há exceções cada vez mais raras que confirmam a regra -, mesmo aqueles que são eleitos pelas lutas dos movimentos populares nos quais se destacam, ao chegarem em Brasília se deparam com um cenário diferente daquele que julgavam atuar.
Os Deputados Federais dessa esquerda cedo descobrem serem peões num tabuleiro de xadrez em que somente as peças predominantes têm valores e potências especiais, e suas falas para plenários vazios, nos quais tiram fotos e gravam discursos direcionados para os seus eleitores, não têm grande importância, a não ser para a legitimação de um jogo desigual no qual quem eles representam - o povo das lutas que os elegeram - estão previamente derrotados.
Os votos sempre minoritários da esquerda institucional parlamentar somente legitimam uma escolha de pretensos representantes do povo, numa ópera-bufa em que eles mais se parecem com polichinelos bem-intencionados.
Brasília é uma máquina política de desconstruir revolucionários.
Lembro-me do impacto que me causou um certo episódio por mim vivido. Acompanhei a Prefeita Maria Luíza, então ainda no PT como eu, em algumas viagens à Brasília, entre elas a uma audiência na Presidência do Banco do Brasil, como meros pedintes sem qualquer poder de pressão, desejoso de que fossem liberadas verbas retidas por conta a impagável dívida pública municipal da qual aquela instituição financeira era credora.
Dependíamos da liberação das verbas, de certo modo, até para a continuidade do exercício do mandato, por conta das constantes ameaças de destituição do cargo naquela que era a primeira experiência petista de governo, posto que as Prefeituras das capitais eram completamente dependentes de verbas estaduais e federais, já que ainda não vigia a Constituição Federal de outubro de 1988, que somente consagraria a autonomia financeira dos Municípios no ano seguinte. Vivíamos sob os resquícios da ditadura militar.
Pois bem. Fomos convidados para almoçar no restaurante da Presidência e, num gesto de cordialidade de quem está pedindo sem poder exigir o cumprimento do que pedira, fomos almoçar junto com o Presidente do Banco do Brasil, que se mostrava feliz em mostrar aos seus pares a sua acompanhante, a bela Prefeita de Fortaleza, como se fosse um troféu de guerra.
Naquele recinto espaçoso estavam alguns Ministros, diplomatas, parlamentares, figurões da mídia - lembro-me da presença do filho de Flávio Cavalcanti, da TV, e outros representante do show bussines brasileiro.
Cardápio à la carte variado - de lagosta a pratos típicos; carta de vinhos antigos; talheres de prata e pratos de porcelanas folheados à ouro com o emblema do banco; garçons bilingues de luvas e black tie; e todo um confortável rigor na mobília.
Diante de tal ostentação, lembrei-me das favelas e dos bairros pobres de Fortaleza e, ao invés de me sentir lisonjeado por estar ali, como na música de Raul Seixas, senti-me no lugar errado. E compreendi a forma pela qual Brasília encanta os menos avisados a respeito da sedução do poder político ali em vigor.
Hoje compreendo perfeitamente as razões pelas quais fomos expulsos do PT e a incompatibilidade de posturas revolucionárias diante da convivência com a democracia burguesa e da conciliação que se faz necessária para ali sobreviver. Ali há que se fufucar, que é o termo ora usado em Brasília para significar a adesão recíproca aos Ministérios de Lula em alusão ao o novo Ministro André Fufuca, atualmente Deputado Federal pelo PP do Maranhão. Esse mesmo PP é aquele partido do ex-Deputado Pedro Corrêa, delator das tenebrosas transações do petrolão, o que é suficiente para mostrar o quanto o lulismo sempre volta ao mesmo lugar.
Com honrosas exceções, os políticos da esquerda institucional enquadram-se na classe “B” do nosso padrão desconforto de travesseiro.
Entretanto, existem os imprescindíveis revolucionários, sempre menosprezados pelos membros da classe C e B do referido padrão, como se fossem doidivanas inconsequentes ou ingênuos por não aderirem ao establishment ou tentarem comê-lo pelas beiradas.
Os revolucionários se situam na classe A do padrão de conforto do travesseiro, mesmo quando se lhes oferecem um mero colchonete de palha sobre uma esteira de vime para dormir nos cárceres estatais dos seus adversários. (por Dalton Rosado)
quarta-feira, 8 de março de 2023
CAIU A CASA BOLSONARISTA!
No jargão policial costuma se dizer que a casa caiu quando um criminoso é flagrado da prática de um crime e vai preso.
No caso da dupla Boçalnaro, o ignaro, e Michele, a
evangelista, com o flagrante de recebimento de presentes dados pelo corrupto e
sanguinário governo saudita de Mohammed Bin Salman, sem declaração para o fisco, com parte deles apropriado privativamente e outra apreendida pela Receita
Federal graças à firmeza profissional de um fiscal alfandegário, falta apenas a
prisão para a configuração da máxima acima referida.
A cada dia que passa as desculpas do casal se evidenciam
como esfarrapadas e contraditórias, como alguém que mente e precisa cada vez
mais de outras mentiras para negar o fato, até tudo ficar ridiculamente
evidente.
Não vou discorrer longamente sobre a crônica policial do
fato, basta lembrar que a cada dia mais aparecem documentos afirmando que um lote conseguiu
passar clandestinamente e foi recebido pelo próprio Bolsonaro, e outro foi
apreendido pela alfândega, como vem sendo noticiado pela imprensa policial com
detalhes contraditórios tais como:
- o Presidente afirma nunca ter pedido, nem recebido joias
sauditas, mas passou recibo de tal recebimento de um dos lotes;
- ao invés de
incorporar as joias recebidas ao patrimônio da União, como é de praxe para
presentes recebidos em função do cargo e da representação, foi apropriada
privativamente;
- que agora, e muitos meses após a apreensão de um outro
pacote de joias, a primeira dama Michele, a evangelista, afirma desconhecer a posse de tanto patrimônio e que nem as mesmas lhe haviam sido presenteadas,
mas o próprio governo fez várias tentativas de liberação de tais preciosidades
cujo valor somente foi revelado quando de uma avaliação para posterior leilão
da Receita Federal, pois o caso se arrasta desde 2021;
- que o Ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque,
afirmou, meses atrás, que recebeu, sem protocolo, o que seria um presente
saudita para a primeira dama, mas a
beneficiária nada sabia a respeito do caríssimo presente;
- que o valiosíssimo presente era transportado na mochila de
um servidor público, e que somente foi detectado após verificação por máquinas
apropriadas para raio x de tais tipos de objetos;
- que, que, que,
que...
A corrupção em razão do exercício de cargos públicos importantes é notória e não podia ser diferente numa estrutura estatal que dá apoio a uma outra e definitiva corrupção: a forma-valor, responsável por subtrair o tempo valor do trabalhador e proporcionar a acumulação do capital pelo capitalista, o qual aparece como benfeitor social por dar o emprego aos explorados por ele. A fonte de sua riqueza é a própria exploração.
Mas há diferenças sobre o destino da corrupção, pois há quem
pratica a corrupção com o objetivo de ficar rico pessoalmente e há quem quer
fortalecer a estrutura partidária. Em ambos os casos, tal comportamento é
conceitualmente criminoso, além de moralmente e eticamente condenável.
Boçalnaro, o ignaro, e Michele, a evangélica, não têm
partidos políticos, nem estruturas orgânicas caras, e se sustentam/sustentaram
politicamente numa ideologia política de conceitos anticivilizatórios e
retrógrados que calam fundo na inconsciência social e no niilismo populacional,
principalmente sobre o que está posto como relação social e institucional, que
não é mesmo coisa santa.
Neste ponto, o casal se diferencia do nazifascismo clássico
que tinha uma estrutura de poder, apesar de identidades quanto à ligação com
milícias - tal como eram os camisas pardas-, militarismo fanático, como as SS,
entre outras muitas identidades conceituais sobre costumes, raças,
homossexualismo, etc.
É por isto que a corrupção boçalnarista é privada, primária,
baseada no enriquecimento pessoal e se alia com gente igual a Valdemar da Costa
Neto, que quer dinheiro e poder para negociações tenebrosas a partir do
parlamento, sempre pronto para o toma lá da cá.
Aliás, dizem que por conta do episódio desgastante das joias, Michele, a evangélica, já foi rifada como pretensa doce encarnação do
boçalnarismo no PL. Os ratos são sempre os primeiros a abandonar o navio...
O PT joga o jogo. Não é por menos que o mesmo Valdemar da Costa Neto, hoje demonizado, foi condenado no mensalão e era à época - desde o vice José Alencar, do PL - uma aliado que se virou contra o próprio partido de Lula. Nisto, Valdemar é coerente: está sempre do lado do governo, qualquer que seja ele, desde que lhe paguem o pedágio.
Mas não pensem que a direita brasileira está morta e
sepultada.
A cadela fascista está sempre no cio e
amanhã, se já não der para seguir com Boçalnaro, o ignaro, por sua completa
primariedade política e fanfarronice obtusa apoiada por filhos zero à esquerda,
que mais parecem os sobrinhos do capitão das antigas revistas em quadrinhos,
tentará continuar com um direitista tão populista como aparentemente sério e
probo a serviço de tudo que é retrocesso civilizatório, como era um Sérgio Moro
antes de cair a sua máscara de caráter.
Além de genocida, ficou demonstrado na CPI da Covid o quão corrupto poderia ter sido a compra de vacinas que não foram adquiridas em tempo hábil, o que transformou o Brasil no campeão de mortes em números relativos - temos 3% por cento da população mundial e 11% de mortes - e o terceiro em números absolutos, perdendo apenas para a Índia e os Estados Unidos.
Al Capone, que durante a lei seca e a depressão dos anos de
1920/1930 nos Estados Unidos, matou e extorquiu à vontade, somente foi
processado por uma mera sonegação de imposto de renda, modo pelo qual o sistema
foi capaz de colocá-lo na cadeia.
Será que o casal Boçalnaro, o ignaro, e Michele, a
evangelista, serão condenados pela justiça apenas por míseros R$ 16,5 milhões
em joias apreendidas, uma fichinha em relação à compra de 51 milhões em
imóveis à vista e em dinheiro vivo sem comprovação, rachadinhas,
entre outros crimes de corrupção que a história ainda haverá de demonstrar?
O capital é corrupto, apesar de descriminalizado, e a
corrupção política é o subproduto indesejado por sua lógica totalitária, posto
que quer o estado economicamente saudável e a seu serviço, sem concorrência
paralela. (por Dalton Rosado)
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
LULA AGORA PAGA O PREÇO DE NÃO TER FEITO A OBRIGATÓRIA AUTOCRÍTICA
Falta a ambos a sabedoria de Juscelino Kubitschek: "Não tenho compromisso com o erro".
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
DEBATE CONSTRANGEDOR: DISCUTIU-SE O QUE É PIOR, GENOCÍDIO OU CORRUPÇÃO?
O que ambos omitem: nem o mensalão e o petrolão poderiam haver ocorrido sem a anuência do Lula e da Dilma, nem o orçamento secreto teria drenado tantos e tão vultosos recursos do Tesouro caso Bolsonaro se opusesse.
quarta-feira, 21 de setembro de 2022
A ONU JÁ ESTÁ LIVRE DO BOZO; O BRASIL TERÁ DE ESPERAR ATÉ 2023.
Um país imaginário no qual se produzem muitos cereais para serem exportados, embora (e isso Bolsonaro não disse) cerca de 30 milhões de pessoas passem fome.
sábado, 3 de setembro de 2022
IMPERDÍVEL: RICARDO KOTSCHO FAZ O ESCÁRNIO FÚNEBRE DO BOZO!
Nenhuma motociata, por mais monstruosa que seja, será capaz de lhe devolver o respeito da maioria população e do mundo civilizado.
sexta-feira, 2 de setembro de 2022
...E SE DECRETASSEM QUE OS BRASILEIROS DEVERIAM ANDAR DE QUATRO?
"Se baixassem um decreto mandando a gente andar de quatro –qual seria a nossa reação? Nenhuma......Cada um de nós trataria de espichar as orelhas, de alongar a cauda e ferrar o sapato. No primeiro desfile cívico, o brasileiro estaria trotando na Presidente Vargas, solidamente montado por um Dragão de Pedro Américo. E seria lindo toda uma nação a modular sentidos relinchos e a escoicear em todas as direções".
quarta-feira, 31 de agosto de 2022
A FAMÍLIA BOLSONARO É A VERSÃO MAMBEMBE DA FAMIGLIA CORLEONE
"...os benefícios de uma empreiteira, entregues na modalidade de reforma de um imóvel na praia e reconhecidos numa delação, suscitaram a prisão de Lula, prisão esta que Bolsonaro faz questão de relembrar na campanha eleitoral.
A ironia – ou a incrível desfaçatez – é que Jair Bolsonaro e sua família não têm problemas apenas com um único imóvel na praia.
Levantamento realizado pelo site UOL, a partir de dados públicos, revelou que, desde os anos 90, o presidente, seus irmãos e seus filhos negociaram nada menos que 107 imóveis, dos quais pelo menos 51 foram adquiridos total ou parcialmente com uso de dinheiro vivo. Em valores corrigidos pelo IPCA, o montante pago em dinheiro vivo equivale a R$ 25,6 milhões".É o que todos os perspicazes sabíamos, mas poucos tiveram coragem de dizer ou escrever, como eu fiz.
Deslumbrado, Lula supôs que se beneficiaria de idêntica complacência por parte dos policiais e magistrados. Talvez acreditasse ser mesmo uma metamorfose ambulante, como chegou a afirmar. E, singelamente, forneceu um trunfo formidável para os adversários políticos o crucificarem.
Mas, os piores bandidos eram os outros, como aquele ignorantão capaz de qualificar de presidiário quem nunca esteve cumprindo pena num presídio e que até agora só tem evitado as grades porque compra sua provisória impunidade com cargos e verbas públicas.