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quinta-feira, 2 de maio de 2024

O DESABAFO DE UM JORNALISTA AMIGO DE SENNA: "QUEM É QUE PÁRA A MÁQUINA DE FAZER DINHEIRO DA FÓRMULA 1?".

Se for procedente uma denúncia do jornalista Roberto Cabrini, que então cobria o circo da F-1, podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que foi a ganância capitalista que matou Ayrton Senna. 

Isto porque, um dia antes do acidente fatal, o piloto Roland Ratzenberger teria morrido NA PISTA, segundo o próprio Senna confidenciou ao Cabrini antes de sofrer o mesmo destino. 

Então, aquele GP não poderia jamais ter sido realizado, pois a lei italiana proíbe o prosseguimento da programação quando ocorre uma morte nos treinos livres e provas classificatórias anteriores ao evento principal. 

"Mas, quem é que pára a máquina de fazer dinheiro da Fórmula 1?", indagou Cabrini, na entrevista ontem (dia 1º) divulgada pelo UOL.

A escapatória para que não fossem frustrados os interesses comerciais envolvidos teria sido, portanto, a de FALSEAREM o momento da morte de Ratzenberger, dando o óbito como se tivesse ocorrido no hospital! 
Ratzenberger perdeu os sentidos e desacordado expirou

Tomando-se tal trapaça como verdadeira, e Cabrini não é nenhum inconsequente, decerto muitos outros pilotos e dirigentes de equipes terão tomado conhecimento de que o GP de San Marino deveria ser cancelado..., mas se omitiram.

Inverossímil? Nem tanto. Se até as circunstâncias do assassinato do ex-presidente dos EUA John Kennedy foram deturpadas de forma clamorosa... 

Refiro-me, obviamente, ao fato de a versão oficial atribuir a autoria dos disparos apenas a Lee Harvey Oswald, apesar das muitas evidências balísticas de que não poderia ter havido um único atirador (a menos que a bala fosse mágica). Negarem a existência de um complô foi o cúmulo da desfaçatez!

A versão fake sobre onde Ratzenberger expirou seria muito mais fácil de montar e sustentar. Não passaria de outra confirmação de que, no capitalismo, a grana é o valor supremo e nosso direito à vida vem depois. 

E isto não precisamos que Freud nos explique, Jair Bolsonaro  pode fazê-lo a contento. Afinal, para que não fossem paralisadas atividades econômicas, ele não vacilou em incentivar os incautos a saírem às ruas no auge da pandemia de covid, arriscando-se a morrer para que o capital sobrevivesse .(por Celso Lungaretti)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

2022 ESTÁ NO INÍCIO, MAS NÓS JÁ ESCOLHEMOS A CHARGE DO ANO


Dá um baita alívio perceber que, afinal, não sou o único comentarista político que mantém suas convicções mesmo quando a esmagadora maioria está contra, seja por credulidade com relação às versões oficiais, seja por medo de as confrontar.

Muito cedo percebi que havia algo de podre, não no reino da Dinamarca, mas sim no episódio da suposta facada que decidiu a eleição presidencial de 2018 em favor de um indivíduo que não tinha sequer condições mentais para ocupar tal cargo e que, se não houvesse encontrado uma justificativa para fugir dos debates eleitorais, teria sido neles destruído, como quase foi pelo Guilherme Boulos no segundo deles e indiscutivelmente o foi pela Marina Silva no terceiro.

A ignorância crassa que ele cansa de exibir como presidente teria sido fatal para o candidato. A única salvação era tirá-lo do alcance de quem lhe atirasse na cara, ao vivo e em cores, o quanto carecia dos mais elementares conhecimentos sobre tudo que não fossem as lições de malandragem aprendidas nas ruas onde reinam as milícias e do parasitismo característico do baixo clero (que foi o único saldo  de suas três décadas de atuação fisiológica no Legislativo).

Facada encenada, com erros gritantes e furos maiores do que crateras de vulcões, a imprensa não a investigou. Como? Por quê? Era a farsa dos sonhos de qualquer jornalista investigativo que se prezasse.

Por um destino insólito, a VPR fez de mim, em 1969, quando eu tinha apenas 18 anos, o primeiro comandante de Inteligência de uma organização guerrilheira no Brasil. Militante dedicado, tratei de, a duras penas, ir aprendendo o ofício que jamais cogitara exercer. 

Depois, como jornalista, pude observar os bastidores da nossa política na condição de espectador privilegiado, completando meu aprendizado.

Então, em 2018 não tive a mais remota dúvida de que a cortina de silêncio que baixou sobre o episódio se devia à pura e simples intimidação fardada. Não consigo imaginar nenhum outro motivo que fizesse os colegas da grande imprensa engolirem sapo tão descomunal.

Mas, objetam alguns simplórios que ainda acreditam na lisura da democracia burguesa, se facada não houve e médicos dela trataram (ou fizeram qualquer outra cirurgia, aquela sim necessária), como uma patranha dessas teria passado batida?

Ora, tudo é permitido depois que a democracia estadunidense, cantada em prosa e verso como um modelo de perfeição, quis fazer-nos crer que:
— 
um presidente assassinado num fogo cruzado teria sido vítima de um único atirador (o homem de borracha daquelas HQs antigas?); e
— que um notório suspeito de ligações com a máfia teria conseguido entrar armado num estacionamento lotado de policiais e balear um prisioneiro que se constituía num arquivo vivo capaz de provocar um tsunami político, e isto sem que nenhum dos agentes o impedisse. 

Então, saúdo o Jota Carneiro que, com sua genial charge, mostrou-me que nem tudo está perdido no trem fantasma brasileiro.

Resistir é preciso, viver não é preciso. (por Celso Lungaretti) 

segunda-feira, 14 de junho de 2021

O VELHINHO TRANSVIADO DO PLANALTO NÃO CANSA DE EXIBIR VIGOR FÍSICO, SALVO QUANDO FUGIA DOS DEBATES ELEITORAIS

Bolsonaro deve ver-se como igual ao Marlon Brando
O
 presidente da República do Brasil mais sem noção da liturgia do cargo em todos os tempos passa o mandato descumprindo seus deveres oficiais e desperdiçando tempo com exibições ridículas de vigor físico. 

Alguém considera aceitável o exemplo de um idoso inconformado com a própria idade (66 anos) e que tenta parecer mais jovem montando a cavalo, praticando jet ski ou imitando a juventude transviada da década de 1950? 

Nem parece aquele candidato que, no pleito presidencial de 2018, fugia dos debates eleitorais alegando não ter condições de saúde para deles participar, mesmo quando os médicos já o autorizavam a fazê-lo...  

Aliás, é discutível que, caso houvesse realmente sido ferido pela suspeitíssima facada que lhe forneceu justificativa para a fuga, ele pudesse dar tais exibições hoje. 

E é paradoxal os motoqueiros estarem contribuindo para a sabotagem sanitária de quem tinha tanto apreço por sua moto que em 1995 entregou docilmente para a bandidagem a dita Honda Sahara de 350 cilindradas, assim como sua pistola Glock calibre 380, fazendo lembrar o filme O Valente Treme-Treme...

Aliás, cabe aqui um parêntese: embora o vídeo Facada no Mito haja exposto uma série enorme de inconsistências no episódio que decidiu aquela catastrófica eleição, nenhum grande jornal, revista, emissora de TV ou mesmo jornalista investigativo independente aproveitou pauta tão óbvia.
Qual destes quatro será o imbroxável
motoqueiro idoso que liderou a baderna?
Faz supor que ela implicaria sério risco de vida para os profissionais de imprensa ou de retaliações econômicas contra as empresas de comunicação.  

Aposto que algum dia o questionamento dessa mais do que provável farsa ainda ocorrerá, pois a versão oficial é tão inverossímil quanto a de que Lee Harvey Oswald tenha sido o único assassino de John Kennedy em 1963, apesar das evidências balísticas gritantes de que o presidente dos EUA foi alvo de fogo cruzado. Fecha parêntese.
.
A ÚLTIMA LOROTA Os especialistas em disseminação de fake news a serviço de Bolsonaro espalharam nas redes sociais que o Guinness havia confirmado quebra de recorde mundial na micareta motoqueira do último sábado (12): 1.324.523 motos teriam participado.

Só que essa mentira cabeluda não é encontrada em lugar nenhum do Guinness e a estimativa da Secretaria da Segurança Pública de SP é de que apenas 12 mil motocicletas tenham provocado o pandemônio que infernizou várias vias da Grande São Paulo e (até!) a rodovia dos Bandeirantes.

Ou seja, os plantadores de lorotas simplesmente multiplicaram por algo em torno de 110 o número real de motoqueiros laçados pelo velhinho transviado do Planalto para maximizarem a mortandade da covid. (por Celso Lungaretti)

sábado, 21 de dezembro de 2019

ATÉ BOLSONARO DESCARTA A VERSÃO DE ATENTADO COMETIDO POR UM LOUCO, DIZENDO QUE FOI "CONSPIRAÇÃO"

Por incrível que pareça, nem oposição nem imprensa ousaram admitir que a versão oficial sobre a facada ou facada em Bolsonaro (que continuarei encarando como uma incógnita até haver um esclarecimento real e cabal do episódio) não se sustentava em pé. 

Apenas Lula, em duas entrevistas, furou a corrente da pusilanimidade generalizada. À BBC apenas afirmou ter dúvidas sobre se houvera mesmo facada.

Já à TVT ele explicou pormenorizadamente o porquê de sua desconfiança:
"...aquela facada... pra mim tem alguma coisa muito estranha... uma facada em que não aparece sangue em nenhum momento... uma facada em que o cara que dá a facada é protegido  pelo segurança do Bolsonaro. Eu conheço segurança de palanque, [se fosse  comigo] eu teria que pular em cima do segurança".
E, pasmem, agora o próprio Bolsonaro veio a público declarar que existiu alguma coisa diferente daquilo que um lado martelou na cabeça dos brasileiros enquanto o outro se fingia de morto. Eis o que ele disse:
"Houve, sim, uma conspiração. O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses".
De que conspiração houve, nunca tive a mais remota dúvida, pois jamais nego o que vejo com os próprios olhos, nem deixo de sustentar minhas convicções quando são sólidas como neste caso. O vídeo A Facada no Mito é simplesmente irrefutável

Fantasiosa é apenas a menção à mão da esquerda, a qual nada tinha a ganhar e tudo a perder com uma inconsequência dessas (aliás, um dos erros gravíssimos do PT foi subestimar as chances de o Bolsonaro ser levado ao poder pelas tramoias e ilegalidades dos donos do PIB, confiante que estava de que alguém tão insignificante só estaria correndo para não chegar, mas, isto posto, por que haveria de atentar contra a vida dele?).

Do Bolsonaro se pode esperar tudo, até que tenha falado o que não deveria por causa daquela velha compulsão que alguns criminosos têm de serem desmascarados.

Eis o que escrevi quando o infausto episódio, fundamental para a vitória de um candidato sem qualificação política, intelectual nem moral para o cargo, completava um ano, no último dia 6 de setembro (hoje não mudaria uma única palavra):
.
O documentário levanta várias dúvidas pertinentes e reconstitui, de forma impecável, a facada em si. 

Quem o assiste, conclui inevitavelmente que se tratou, o tempo todo, de uma ação concertada entre Adélio Bispo de Oliveira, seguranças do candidato, personagens estranhos que circulavam o tempo todo ao redor dando assessoria e... o próprio Bolsonaro. 

Nas duas vezes em que Adélio Bispo de Oliveira arremeteu para o ato culminante, Bolsonaro gesticulou levantando o braço e... desguarnecendo a área do corpo em que receberia a facada ou facada. Mera coincidência? Acredite quem quiser...

Mas, é possível uma conspiração com tantos personagens dar certo no Brasil de hoje? Ora, se deu certo nos Estados Unidos de 1963, mesmo sendo um país bem menos crédulo com relação às versões oficiais, por que tanto espanto? 

Aliás, há semelhanças perturbadoras: no atentado contra John Kennedy usaram um dono de night club envolvido com a máfia e ciente de que adiante morreria de câncer (Jack Ruby) para queimar o arquivo chamado Lee Harvey Oswald, suposto único atirador de um inconfundível fogo cruzado, o que não difere muito de um doido de pedra assumir o papel de vilão inimputável.  (por Celso Lungaretti)
Facada no Mito, o vídeo que não quer calar

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

BOLSONARO PODE NÃO TER ENVOLVIMENTO CRIMINAL COM A MORTE DE MARIELLE, MAS A RESPONSABILIDADE MORAL É INDISCUTÍVEL!

Afinal, o que foi esse imbróglio sobre a menção ao presidente Jair Bolsonaro no curso das investigações sobre a bestial execução da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes?

O que passou para o distinto público foi que o porteiro do edifício por algum motivo se equivocou, uma possibilidade já descartada pelas autoridades vazou e a TV Globo, tomando conhecimento de que Bolsonaro poderia ter algum papel no episódio, correu a noticiar isto, lastreada unicamente no testemunho do tal porteiro.

O próprio Bolsonaro descarta que tenha havido má intenção por parte do funcionário e aponta como alvos para seus militantes tresloucados o governador Wilson Witzel, cuja polícia estaria forçando a barra para colocá-lo na berlinda, e a Globo.

Mas, será isto mesmo que aconteceu? Como termos certeza?

Temo que só adiante saberemos se há algo mais além dessa narrativa tão conveniente para a auto-vitimização do velho e combalido leão... ôps, quer dizer, do presidente. Fiquei um pouco confuso ao ver tantas hienas ao seu redor, pelo menos até perceber que boa parte das hienas eram comadres dele e não inimigas.
Assim como até hoje não me convence o atentado tão conveniente (decidiu a eleição!) que teria sido cometido contra Bolsonaro. Afinal, mais inverossímil ainda é a lorota estadunidense de que o fogo cruzado que matou John Kennedy teria sido proveniente de um único atirador, e mais de meio século depois essa patranha ainda é mantida como a verdade oficial nas bandas de lá. 

Abusa-se demais de teorias da conspiração hoje em dia e yo no creo en la mayor parte, mas já tive muitas comprovações de que hay las brujas. Sem dúvida, las hay...

Então, pelo que aprendi nos três anos e meio de atuação profissional na Coordenadoria de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes, é igualmente possível que 1) Bolsonaro estivesse inteirado do atentado contra Marielle; ou que 2) não tivesse a mais remota noção do que se planejava. 

No segundo caso, seríamos obrigados a concluir que o alardeado profissionalismo da Globo não passa de lenda, pois não se levanta uma lebre dessas no noticioso de maior repercussão sem ter algo além do testemunho de um porteiro.

No primeiro caso, de uma operação abafa bem sucedida, teríamos de indagar: qual haveria sido a moeda de troca capaz de fazer a Globo recuar de forma tão humilhante? 

Pois, no melindroso assunto milícias, verdadeiro calcanhar de Aquiles do clã Bolsonaro, havia munição de sobra para uma emissora poderosa como a Globo dar a volta por cima.

Desde o primeiro momento escrevi (botei no título!) que não dá pra dizer que Bolsonaro esteja envolvido, mas completei com uma indagação fundamental: pode um parça de milicianos presidir o Brasil?.

Ou seja, não se deveria reduzir o assunto a uma mera novela policial, mas sim colocar em questão as ligações perigosas do presidente da República do Brasil com uma organização criminosa responsável por um sem-número de crimes hediondos, que foi criada com o pretexto de eliminar bandidos, mas, na verdade, apenas substituiu aqueles que exterminava e acabou tomando conta do mercado.

Eu já disse e repito, Pablo Escobar chegou até a ser deputado, mas nem a Colômbia aguentou por muito tempo a humilhação mundial de manter um notório narcotraficante no seu Legislativo.

E o senador italiano Giulio Andreotti esperneou um bocado, mas seu passado ilustre e sua idade avançada não impediram que sua carreira política fosse destruída quando ficou comprovado seu envolvimento com a Máfia.

Toda a promiscuidade pregressa (escancarada!) dos Bolsonaros com as milícias do Rio de Janeiro os tornaria inelegíveis para mandatos executivos e legislativos em qualquer país que se desse ao respeito.

Mas este, claro, não é o caso do Brasil. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

UM ANO ATRÁS, UMA FACADA PROVIDENCIAL FACILITOU A VITÓRIA DE BOLSONARO, AO LIVRÁ-LO DOS DEBATES ELEITORAIS

"...aquela facada... pra mim tem alguma coisa muito estranha... uma
facada em que não aparece sangue em nenhum momento...
uma facada em que o cara que dá a facada é protegido
 pelo segurança do Bolsonaro. Eu conheço 
segurança de palanque, [se fosse 
comigo] eu teria que pular 
em cima do segurança"
Esta declaração do Lula na entrevista que deu à TVT em junho último foi rechaçada de forma furibunda por um general do governo e tratada com sarcasmo por analistas da grande imprensa, como se não fosse possível levar-se a cabo uma conspiração para simular atentado a um candidato medíocre e fazê-lo ganhar uma eleição que jamais venceria se fosse obrigado a participar dos debates eleitorais que o estavam destruindo (nos dois primeiros, únicos em que deu o ar de sua desgraça, havia sido levado às cordas por Guilherme Boulos e mandado à lona pela Marina Silva).
Atentado a Bolsonaro suscita dúvidas que foram ignoradas

Mantenho a posição que assumi desde o dia em que foi postado no Youtube o vídeo A facada no mito (vide aqui meu artigo de então): enquanto não me provarem que o documentário seja fake, continuarei confiando nos meus olhos e crendo que de fake neste episódio só existiu o proveniente daqueles que, durante a campanha, utilizaram o fake numa escala nunca antes vista no Brasil.

O documentário levanta várias dúvidas pertinentes e reconstitui, de forma impecável, a facada em si. Quem o assiste, conclui inevitavelmente que se tratou, o tempo todo, de uma ação concertada entre Adélio Bispo de Oliveira, seguranças do candidato, personagens estranhos que circulavam o tempo todo ao redor dando assessoria e... o próprio Bolsonaro. 

Nas duas vezes em que Adélio Bispo de Oliveira arremeteu para o ato culminante, Bolsonaro gesticulou levantando o braço e... desguarnecendo a área do corpo em que receberia a facada ou facada. Mera coincidência? Acredite quem quiser...

Mas, é possível uma conspiração com tantos personagens dar certo no Brasil de hoje? Ora, se deu certo nos Estados Unidos de 1963, mesmo sendo um país bem menos crédulo com relação às versões oficiais, por que tanto espanto? 
Em ambos há perguntas que não querem calar
Aliás, há semelhanças perturbadoras: no atentado contra John Kennedy usaram um dono de night club envolvido com a máfia e ciente de que adiante morreria de câncer (Jack Ruby) para queimar o arquivo chamado Lee Harvey Oswald, suposto único atirador de um inconfundível fogo cruzado, o que não difere muito de um doido de pedra assumir o papel de vilão inimputável.  

Para os jovens que nunca ouviram falar ou não sabem direito como se deu a maior farsa judicial da História (eu poderia citar muitas outras, igualmente com falhas gritantes e que igualmente prevaleceram porque os poderosos conseguiram impor sua vontade), vale darem, na janelinha abaixo, uma conferida num dos muitos filmes que pulverizaram a falácia, sem que disto resultasse qualquer consequência prática.

Trata-se de JFK – a pergunta que não quer calar, dirigido por Oliver Stone em 1991, com Kevin Costner no papel de um procurador de Justiça honesto, desses que não encontramos em certas forças-tarefas cá do Brasil. (por Celso Lungaretti)

quinta-feira, 20 de junho de 2019

JAIR BOLSONARO – A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Atentado contra John Kennedy foi real, mas não se deu como a versão oficial tenta fazer crer.
"aquela facada... pra mim tem alguma coisa muito estranha... tem uma coisa muito estranha. Uma facada que não aparece sangue em nenhum momento, uma facada em que o cara que dá a facada é protegido pelo segurança do Bolsonaro... eu conheço segurança de palanque... (se fosse comigo) eu teria que pular em cima do segurança"

Esta declaração de Lula numa entrevista à TVT foi rechaçada de forma furibunda por um general do governo e tratada com sarcasmo por analistas da grande imprensa, como se não fosse possível levar-se a cabo uma conspiração para simular atentado a um candidato medíocre e fazê-lo ganhar uma eleição que jamais venceria se fosse obrigado a participar dos debates eleitorais que o destruiriam, como já se evidenciara nos dois primeiros e únicos nos quais deu o ar de sua desgraça, sendo levado às cordas por Guilherme Boulos e mandado à lona pela Marina Silva.
Atentado a Bolsonaro suscita dúvidas que foram ignoradas

Mantenho a posição que assumi desde o dia em que foi postado no Youtube o vídeo A facada no mito (vide aqui meu artigo de então): ele levanta várias dúvidas pertinentes e reconstitui, de forma irrefutável, a facada em si, comprovando que se tratou, o tempo todo, de uma ação concertada entre Adélio Bispo de Oliveira, seguranças do candidato, personagens estranhos que circulavam o tempo todo ao redor dando assessoria e... o próprio Bolsonaro, que nas duas vezes em que Adélio Bispo de Oliveira arremeteu para o ato culminante, gesticulou levantando o braço, para desguarnecer a área do corpo fixada como alvo 

Neste ponto, o meticuloso trabalho de reconstituição dos realizadores do vídeo logrou êxito total: quem conhece bem como transcorrem as manifestações de rua e assiste com ânimo isento, conclui de imediato que foi realmente uma farsa (assim como Lula concluiu, pois percebe-se claramente que sua tão contestada declaração se baseou no vídeo). Vejam e constatem:
Mas, é possível uma conspiração com tantos personagens dar certo no Brasil de hoje? Ora, se deu certo nos Estados Unidos de 1963, mesmo sendo um país bem menos crédulo em relação às versões oficiais, por que tanto espanto? 
Em ambos há perguntas que não querem calar
Aliás, parece que o know how não muda nunca: se no atentado contra John Kennedy usaram um canceroso terminal (Jack Ruby) para queimar o arquivo chamado Lee Harvey Oswald, suposto único atirador de um inconfundível fogo cruzado, desta vez serviram-se de um doido de pedra para fazer o papel de vilão inimputável.  

Para os jovens que nunca ouviram falar ou não sabem direito como se deu a maior farsa judicial da História (eu poderia citar muitas outras, igualmente com falhas gritantes e que igualmente prevaleceram porque os poderosos conseguiram impor sua vontade), vale darem, na janelinha abaixo, uma conferida num dos muitos filmes que pulverizaram a falácia, sem que disto resultasse qualquer consequência prática: JFK – a pergunta que não quer calar, dirigido por Oliver Stone em 1991, com Kevin Costner no papel de um procurador de Justiça honesto, desses que não encontramos em certas forças-tarefas cá do Brasil.
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