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quinta-feira, 3 de abril de 2025

TRUMP PIROU DE VEZ E FARÁ OS EUA REGREDIREM 4 SÉCULOS EM 4 ANOS

"Tornei-me morte, o destruidor de mundos" (Baghavad Gita)
E
rrou quem supunha que Trump não passasse de um agente de Putin infiltrado na Casa Branca. Parecia, mas não era.

Na verdade, ele está mais para um agente da destruição generalizada, um novo Jim Jones que a  todos sacrificará, mas detonando principalmente os próprios Estados Unidos. 

Tem tudo a ver a afirmação de Thomas Friedman, num sentido até mais amplo do que ele pretendeu (referiu-se às inovações tecnológicas chinesas estarem ganhando das estadunidenses de goleada); "Acabo de enxergar o futuro, e adivinhem? Ele não envolve os Estados Unidos"). 

E está certíssimo o FMI, insuspeito de contaminação esquerdista, ao advertir que o tarifaço dos EUA coloca em grande risco a economia mundial. Só faltou acrescentar que quem cria monstros, acaba sendo sua primeira vítima...

Prestes a ser atingido por um vulcão, o país até agora mais poderoso do mundo está vivendo seus últimos dias de esplendor.  Ao unir praticamente o mundo inteiro contra si, Trump comprou uma briga maior do que será capaz de sustentar. 

A guerra comercial decorrente o devastará mais ainda do que a quebra da bolsa de Nova  York em 1929. Daquela vez, a consequência foi uma década inteira de penúria. Desta, há grande chance de os EUA  nunca mais voltarem a ser uma nação de primeira grandeza.

O que estamos vendo agora é apenas um novo desfecho para a guerra civil estadunidense, que parecia ter findado com a rendição dos confederados em 1865. Fato é que tal derrota jamais foi assimilada, continuou sendo uma ferida aberta e latejando até hoje. Finalmente, gangrenou de vez. 

O Norte impôs pelas armas a passagem para uma etapa superior de desenvolvimento capitalista, detonando as bases da exploração rural baseada na escravidão. E, realmente, os Estados Unidos prosperaram muito mais com a industrialização do que avançariam com sua produção de algodão e tabaco no esquema das 
plantations.

Mas, os estados do Sul tinham teoricamente o direito de não aceitarem a abolição da escravidão na marra, apenas porque isto convinha aos que queriam priorizar outras atividades econômicas. 

E, ao contrário do que aconteceu, p. ex.,  no Brasil, a produção escravagista ainda não chegara a seu fim natural (tornar-se contraproducente). Mantinha-se pujante e os brancos sulistas majoritariamente queriam que tudo continuasse como estava.

Mas, derrotados na Guerra da Secessão  e tendo se registrado, em seguida, ganho econômico com o novo modelo, não tiveram como contestar o que lhes foi imposto. E, péssimos seres humanos que eram, se vingaram na parte mais fraca, os negros, exacerbando o racismo.  Fazer com que os direitos civis dos afrodescendentes fossem respeitados quase exigiu uma nova guerra, em plena década de 1950!

Com o capitalismo ora entrando na sua fase agônica, no entanto, a grande vantagem obtida com a vitória do Norte avançado sobre o Sul retrógrado deixou de existir. E isto impulsionou a afirmação da extrema-direita, herdeira óbvia da Ku Klux Klan e outras hordas reacionárias sulistas de outrora. 

O que essa gente inculta e feia quer? Simplesmente um retorno ao autoritarismo brutal do tempo das plantations, com um retrocesso da globalização que os obtusos veem, de forma simplista, como causa da decadência de várias atividades econômicas que empregavam contingentes maiores de trabalhadores.

Megalomaníaco e autodestrutivo como Hitler, o que Trump está tentando é simplesmente fazer a História voltar para trás. Trata-se de uma proeza impossível. 

Pôde ganhar duas eleições porque os EUA já eram um país que estava decaindo sob a modernidade econômica e só conseguia evitar uma imediata debacle mediante a imposição de artificialidades que faziam outras nações arcarem com os ônus de sua perda de competitividade. O que Trump faz é simplesmente derrubar tal castelo de cartas, agilizando um acerto de contas que será pra lá de nefasto para os EUA.

Com isto, mais a enorme rejeição acarretada por medidas de força pretendidas ou praticadas, como a apropriação de territórios alheios e a violação extremada dos direitos humanos de trabalhadores estrangeiros, tudo se encaminha para uma união sem precedentes das outras nações importantes contra os EUA. Elas não têm como perderem!

Quem viver, verá. (por Celso Lungaretti)     

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

VOCÊ DISPUTARIA UMA PARTIDA DE XADREZ COM A MORTE EM TROCA DE MAIS ALGUNS MINUTINHOS ANTES DO APITO FINAL?

Dei uma verificada no Google e constatei que a quase totalidade dos filmes recomendados para o dia de Finados é de produções alentadoras, direcionadas para aqueles que não se conformam com a perda dos entes queridos e querem acreditar que eles estejam num lugar melhor, morreram com a satisfação do dever cumprido, etcetera e tal. Besteirinhas.

Sabemos que as coisas não se passam assim. Paraíso, inferno, outra vida depois da morte, reencarnação? Conta outra. O Vinícius de Moraes disse tudo:
"A vida é pra valer. E não se engane não, tem uma só. Duas mesmo que é bom, ninguém vai me dizer que tem sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado embaixo: Deus. E com firma reconhecida!".
Então, como aqui sempre procuramos oferecer visões alternativas àquelas que, embora predominantes, expressam apenas a falta de coragem para olharmos a realidade de frente, o filme para ver no blog de hoje é um dos que melhor defenderam, em todos os tempos, a tese de que a vida NÃO vale a pena ser vivida.
Trata-se de
O sétimo selo (1956), que o grande diretor sueco Ingmar Bergman realizou  não apenas como uma condenação da idade das trevas. Sua desesperança era mesmo com o presente, embora tal visão ficasse mais fácil de ser aceita pelo público em geral se tivesse como referencial os horrores medievais.

Levando O sétimo selo às ultimas consequências, teríamos todos de seguir o exemplo do Jim Jones. Mas, há uma opção bem melhor: lutarmos para transformar a realidade dilacerante. Se eu disputasse uma partida de xadrez com a Morte, jamais tombaria o rei. Ou receberia o xeque-mate ou  continuaria tentando dar a volta por cima, ainda que fosse desesperadora a minha situação no tabuleiro. 

Dito isto, fica paradoxal eu recomendar-lhes que vejam este filme? Ora, são exatamente as visões com as quais não nos identificamos aquelas que devemos procurar. Elas nos fazem pensar. Já as idênticas às nossas, no fundo, só servem para nos sentirmos confirmados quanto ao que acreditamos. Só os vacilantes  e eternos inseguros precisam disso.

Mas, chega de divagações. Eis uma boa sinopse do filme, assinada pelo Bruno Tavares:
Antonius Block (Max Von Sydow) é um cavaleiro cruzado que retorna da guerra e depara com um país devastado pela peste. Logo ao chegar, ele passa por um encontro singular numa praia: a própria Morte (Bengt Ekerot) o vem saudar e faz seu chamado final. 
Entretanto, Antonius propõem um jogo de xadrez com a dama negra. O intuito do embate não é fugir do seu destino, mas, caso saísse vencedor, conseguir um pouco mais de tempo para postergar o inevitável. 

Ao longo da trama, acompanhamos a viagem que o Block faz com seu escudeiro, Jöns (Gunnar Björnstrand), pelo interior de sua terra. Nessa jornada, ele se depara com a fome, o fanatismo e o atraso que assolam a população.

Em busca de uma resposta divina que explique os motivos de tanto sofrimento, o cavaleiro gradativamente se abandona nos braços da desilusão.
Assistam ao filme ao invés de irem, morbidamente, dar encontrões e disputar espaço com a multidão nos cemitérios. É bem mais saudável. (CL) 
 
Acima você acessa algumas divagações sobre  O sétimo
selo; o link para assistir ao filme na íntegra é este aqui

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

EVANGÉLICOS SERÃO DETERMINANTES NO RESULTADO DA PRÓXIMA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL? NÃO.

 celso lungaretti
...PORQUE GADO A GENTE MARCA, TANGE, FERRA,
ENGORDA E MATA, MAS COM GENTE É DIFERENTE!
"pobres coitados dos quais os mercadores do templo arrancam até o último centavo"
R
ui, meu companheiro e amigo desde a vitoriosa luta pela liberdade de Cesare Battisti em 2008/2011, não posso deixar de discordar de seus temores exagerados (vide aqui) quanto a um jogo que já foi jogado e não tem volta possível: o Bozo é hoje mera rainha da Inglaterra, desmoralizado inclusive aos olhos dos seus seguidores mais obtusos. 

Doravante, ele terá de desdobrar-se em esforços para manter a si e a seus cúmplices fora das grades, enquanto o centrão governa. Nunca vai voltar a ter as chances golpistas que teve em 2019 e desperdiçou por nem de longe ser um verdadeiro líder ultradireitista, como Hitler, Mussolini e que tais. Não passa de um bufão e, como outros que deixaram a maré virar contra si (Jânio Quadros, Collor, Dilma, etc.), o tempo dos voos altos acabou para ele.  

Quanto aos zumbis evangélicos, são exatamente o que nós, da esquerda revolucionária, cansamos de escrever, afirmar e ridicularizar nas charges: pobres coitados dos quais, em tempos normais,  os vendilhões do templo arrancam até o último centavo. 
"é impossível prever até quando os pastores do bezerro
de ouro continuarão mantendo o controle do seu gado"
É possível, contudo, que seus antolhos comecem a cair e a falsa consciência a ruir quando a depressão econômica atingir um nível insuportável e a miséria causar tantas ou mais mortes do que a covid provocou até agora (a conta, hoje na casa de 1 milhão de óbitos em dados reais, não dos 600 mil que a subnotificação na fonte e a manipulação das totalizações impinge aos crédulos, ainda não fechou...).

Interessa ao poder econômico alimentar ilusões quanto à eleição presidencial de daqui a um ano, com a costumeira ajuda da força majoritária da esquerda (que tudo fez para sabotar a luta obrigatória pelo impeachment, cumprindo o deplorável papel de facilitador de genocídio), mas o certo é que ninguém em sã consciência pode prever quando a miséria do povo brasileiro se tornará tão insuportável que se repetirão por aqui as explosões sociais que pipocaram pelo mundo inteiro em 2019. 

E, num cenário tão cheio de incógnitas, é igualmente impossível prever até quando os pastores do bezerro de ouro continuarão mantendo o controle do seu gado. O Rui está certo de que o fanatismo cego irá até as últimas consequências, como aconteceu nos episódios de Jim Jones e de Antônio Conselheiro. Eu considero uma incógnita.
Bufão sacrílego brincando de arminha na Marcha
para Jesus
; o Bozo nunca foi um Hitler ou Mussolini.
Nada indica, contudo, que, mesmo havendo eleição em outubro de 2022 conforme o calendário eleitoral estipula, os evangélicos venham, contra todas as evidências e todas as pesquisas de opinião, a decidi-la em favor daquele que hoje não passa de um defunto político à espera do rabecão que o levará à cova ou da viatura que o conduzirá à prisão.

Deixemos os mortos enterrarem os seus mortos e cuidemos dos vivos: nossa absoluta prioridade é tirarmos grande parte do nosso povo da situação de penúria subumana a que foi reduzido pelo catastrófico governo do Bozo.

Quanto aos riscos futuros de os evangélicos se tornarem uma força política, é uma perspectiva demasiado distante para merecer nossa atenção hoje e agora. 

De qualquer forma, é possível desde já afirmar que isto só se dará sob lideranças bem diferentes, pois as atuais só querem mesmo é entrar na lista dos bilionários da Forbes. (por Celso Lungaretti)    

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sábado, 31 de julho de 2021

O ESTADÃO CONCLUI: O BOZO É UM GOLPISTA INCORRIGÍVEL E SÓ SERÁ CONTIDO POR MEIO DA APLICAÇÃO RIGOROSA DE NOSSAS LEIS

 BOLSONARO INSULTA O BRASIL 
O
presidente Jair Bolsonaro insultou o Brasil inteiro ao mobilizar as atenções do País para o espetáculo imoral e degradante que protagonizou na noite de 5ª feira (29). 

Usando recursos públicos, com transmissão pela TV Brasil e pelas redes oficiais da Presidência, desde o Palácio da Alvorada, residência oficial, e ao lado do ministro da Justiça, Anderson Gustavo Torres, Bolsonaro disseminou mentiras escandalosas para minar a confiabilidade do sistema de votação brasileiro. 

Foi um ataque direto e inequívoco à democracia.

Bolsonaro passou a semana prometendo apresentar provas – uma bomba, segundo definiu – de que as urnas eletrônicas foram fraudadas para prejudicá-lo na eleição passada. Faz três anos que Bolsonaro anuncia ter as tais provas, mas nunca as mostrou. 

Chegado o momento, o presidente passou mais tempo ofendendo o Tribunal Superior Eleitoral – em particular seu presidente, ministro Luís Roberto Barroso, acusado por Bolsonaro de impedir que haja eleições limpas, para favorecer o petista Lula da Silva – do que demonstrando a alegada vulnerabilidade do sistema.

Quando afinal resolveu exibir as tais provas, limitou-se a mostrar vídeos com falsas denúncias que circulam há anos na internet, um deles produzido por um astrólogo que diz fazer acupuntura em árvores, e a dar crédito a análises estatísticas claramente distorcidas.

Por fim, admitiu candidamente que não temos prova e que não tem como comprovar que as eleições foram ou não foram fraudadas. Bolsonaro disse haver indícios, mas nem isso foi apresentado pelo presidente.

As agências de checagem de informações e a Justiça Eleitoral trabalharam dobrado para verificar, em tempo real, todas as mentiras de Bolsonaro. Mas, na prática, é ocioso esperar que a exposição da patranha seja suficiente para constranger o presidente, pois a mentira é a essência de Bolsonaro e do bolsonarismo.

Afinal, a Justiça Eleitoral já demonstrou inúmeras vezes que o sistema de votação, um dos mais modernos do mundo, é confiável e totalmente auditável. Ou seja, se tivesse um mínimo de boa-fé, Bolsonaro já teria abandonado suas acusações a respeito das urnas eletrônicas.

É muito provável, portanto, que Bolsonaro continue sua campanha para minar a democracia, ao lançar dúvidas sistematicamente sobre a lisura das eleições e ao informar, de forma clara, que não pretende aceitar o resultado do pleito do ano que vem, caso perca.

Evidência disso é que, no mesmo pronunciamento em que pretendeu desmoralizar o sistema de votação, Bolsonaro convocou sua militância a ir às ruas protestar contra o atual sistema de votação, jactando-se: 
"Eu tenho certeza, se eu pedir ao povo no dia tal, comparecer na Paulista, em São Paulo (...), vai comparecer 1 milhão de pessoas lá."
E emendou: 
"Se a demonstração popular não sensibilizar as autoridades do Brasil, o que podemos esperar? Que o povo se revolte? Queremos isso?".
Trata-se de ameaça explícita de insurreição. Ao agir dessa maneira, Bolsonaro torna-se tóxico para a democracia e, convém lembrar, para quem a ele se alia.

Não faz muito tempo, acreditava-se que os militares da ativa e da reserva que integram o governo fossem capazes de moderar o presidente, um insubordinado desde seus tempos de Exército. Se tentaram, fracassaram.

Agora, imagina-se que o centrão, na figura do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, conseguirá refrear os ímpetos liberticidas de Bolsonaro, no mínimo para evitar um impeachment. 

Contudo, na mesma semana em que nomeou Ciro Nogueira, Bolsonaro:
— chocou o País com seu pronunciamento golpista contra o sistema de votação;
— reiterou suas acusações levianas contra a Justiça Eleitoral;
— disse que o Supremo Tribunal Federal cometeu crime ao defender o princípio federativo no combate à pandemia de covid-19;
— e, de quebra, chamou os eleitores de Lula da Silva de jumentos. 

Bolsonaro, portanto, é caso perdido. Mesmo que quisesse, não saberia ser moderado. O conflito permanente é seu combustível, e arruinar a democracia, sua meta.

Nesse caso, só a lei é capaz de moderar Bolsonaro. Está na hora de aplicá-la.
(editorial d'O Estado de S. Paulo de 31/07)
TOQUE DO EDITOR – Não publiquei este editorial apenas pelo fato de o vetusto jornalão estar 100% certo na sua conclusão de que o genocida precisa ter seus ímpetos golpistas refreados com todo o rigor da lei (há multidões de articulistas e editorialistas escrevendo o mesmo!), mas sim porque se trata do veículo brasileiro mais representativo do, digamos, conservadorismo civilizado.

Ou seja, tal editorial é um indício de que existe um segmento importante da burguesia chegando à mesmíssima conclusão. Com enorme demora, parece que os poderosos vão percebendo que precisam nos livrar do louco que colocaram no Palácio do Planalto. 

Talvez já o tivessem feito se o Brasil possuísse bombas atômicas e nosso presidente, como o dos EUA, pudesse ordenar sua utilização.  
Jim Jones era fichinha: matou só 918!
Pois, de indivíduos com insanidade mental num grau tão acentuado como Bolsonaro, deve-se sempre esperar o pior.

Ele é um Jim Jones em potencial e, quando for inevitavelmente afastado do cargo, leva todo jeito de que tentará causar a maior destruição possível. (por Celso Lungaretti) 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

O CAPITALISMO AGÔNICO É AMBIENTE IDEAL PARA A MAXIMIZAÇÃO DAS INSANIDADES

dalton rosado
A ESQUIZOFRENIA SOCIAL CAPITALISTA
O
sujeito automático da forma-valor embrutece os indivíduos sociais transformados em cidadãos num processo comparável com a esquizofrenia patológica mental. 

Os cidadãos recebem ordens de uma forma de relação social abstrata que se incorpora concretamente sob a forma de mercadorias, impondo-lhes códigos comportamentais alheios à sensatez humana. 

Como se admitir a liberação das relações sociais normalizadas num país que não tem vacinas, com isto provocando um aumento do morticínio já em curso e um caos médico-hospitalar-pandêmico como o que se observa hoje na Índia, onde os cadáveres são cremados nas fogueiras acesas em plenas ruas, por falta de crematórios e logística de sepultamentos em cemitérios? 

As manifestações negacionistas no Brasil, mesmo que os seguidores do Boçalnaro, o ignaro tenham manipulado as imagens para o contingente de bovinizados parecer maior, são emblemáticas, pois mostram uma parcela da população teleguiada pelo sujeito-automático da forma-valor, que a impele ao suicídio coletivo. 

Tal estágio de loucura grupal não é fenômeno novo. 

Na Alemanha nazista, a maioria dos cidadãos se surpreendeu quando começaram os bombardeios aliados sobre Berlim, porque fora convencida de que a superioridade aérea germânica impediria qualquer ataque aéreo.

O fanatismo hitlerista, incentivado pela propaganda radiofônica, pelos majestosos bandeiraços com suásticas e pelas solenidades em que figurões nazistas personificavam força e poder em encenações bem estudadas levavam a população ao delirante convencimento da superioridade ariana, que deveria servir como exemplo e guia para a humanidade. 

Tratava-se de uma lavagem cerebral coletiva martelando que a espécie humana poderia evoluir a partir dos padrões da mitologia ariana; o bombardeio de mistificações e a recuperação econômica faziam a junção das falsas virtudes com a real prosperidade ocorrida a partir da ascensão ao poder institucional de Adolf Hitler em 1933, após a aguda penúria subsequente à derrota na 1ª Guerra Mundial, à hiperinflação de 1923 e a Grande Depressão iniciada em 1929. 

Era o cenário perfeito para uma loucura coletiva manipulada por um partido racista e militarista, que terminou por provocar uma nova guerra mundial e matar cerca de 3% da população do planeta; tal percentual corresponderia, hoje, a cerca de 220 milhões de pessoas, ou seja, 60 vezes mais que os aproximadamente 3,.32 milhões de mortos até agora pela covid-19. Por que um fanático religioso como Jim Jones conseguiu convencer 918 pessoas ao cometimento do suicídio coletivo, na floresta amazônica da Guiana, como forma de todos ganharem o reino dos Céus? 

Por que pilotos japoneses, os kamikazes, tomavam o cálice da vida eterna e da honra patriótica antes de entrarem num avião bomba a ser implodido contra os navios de guerra dos aliados?

Por que os fundamentalistas islâmicos ateiam bombas às suas cinturas e as explodem, matando centenas de pessoas em nome de uma prometida vida eterna com haréns de belas virgens à sua disposição e outros privilégios?
Tudo isto aconteceu (e ainda acontece) em nome de crenças políticas e/ou religiosas que impelem tais crédulos ao fanatismo cego, embotando as suas mentes de forma a vedar-lhes o questionamento dessas lorotas infames. 

Temos, portanto, de compenetrarmo-nos do perigo que representa o fanatismo decorrente de conjunturas sociais depressivas manipuladas por falsos profetas que conseguem aliar o interesse da classe dominante na manutenção da dominação e a ignorância popular sobre as complexas causas de base dos seus infortúnios.  

O capitalismo, na fase atual de sua decomposição orgânica e funcional, é o ambiente propício para a disseminação ilimitada de insanidades.

Quando vejo quem tem parentes nas UTIs de covidados e, ainda assim, defende o fim do isolamento a partir da falsa dicotomia entre morrer pela infecção ou por falência dos seus negócios e perda de privilégios, compreendo melhor como funciona a mente humana diante desse processo esquizofrênico que corresponde ao comando externo do capital e sua irracionalidade, ainda bem presente na nossa segunda natureza, dita racional. 

O raciocínio simplório de um trabalhador de salário-mínimo que afirma ser contra a existência de entidades de defesa dos direitos humanos em razão dos direitos humanos das vítimas de violências urbanas, derivando de conceitos retrógrados e conservadores generalizações descabidas e desqualificadas, fico a pensar quão fácil é se manipular consciências incapazes de fazer análises mais profundas dentro de um contexto social mais abrangente e complexo.  

Os dois comportamentos têm a mesma origem, mesmo que sob racionálias diferenciadas:
Para quem será o causador da morte de centenas de 
de milhares, o assassino de 918 não passa de amador
— tanto o do empresário temeroso da falência dos seus negócios e com ela dos seus privilégios;
— como o do trabalhador oprimido que crê na redenção do seus sofrimentos a partir de bravatas conservadoras e superficiais como as que os boçalnaristas do gabinete do ódio  e respectivas redes espalham entre seguidores energúmenos. 

Estes, por sua vez, creem piamente que as dificuldades presentes se devam aos governantes anteriores, como se tudo se circunscrevesse a uma questão de gerenciamento governamental e o Boçalnaro fosse mesmo um messias, tal qual os pastores da mercantilização da fé aclamam

Os dois raciocínios têm um mesmo viés que lhes garante alguma credibilidade: a ignorância sobre o devir que podemos alcançar; e o medo do desconhecido, que leva os desafortunados desejaram uma volta ao passado sofrido, mas, ainda assim, menos ruim do que o presente devastador. 

Vivemos um momento de tensão social causada pela conjunção destes dois fatores explosivos: 
1. a depressão capitalista causada pelo limite interno de sua expansão, sem a qual ele colapsa, agravada por fatores extemporâneos como a depressão causada pelo isolamento social necessário face à pandemia; 
2. o estresse aliado às paranoias decorrentes do impressionante número de vítimas fatais do coronavírus, maximizado no Brasil pela obtusidade irresponsável de um governante bronco e insensível. 

A tensão social cria falsas dicotomias. 
A mais importante delas é a oposição entre democracia burguesa e suas instituições incapazes de solucionar os problemas sociais em razão de que atuam sob um pressuposto de mediação social exaurido (o capitalismo) e a defesa de tais instituições como barreira de contenção de uma ditadura militar ou civil. 

Tais correntes de pensamento se digladiam como se não fosse possível a existência de alternativa às a ambas. Elas representam as margens estreitas que comprimem o rio e torna violenta a sua correnteza que tudo arrasta (Bertold Brecht). 

Há que se romper a aprisionamento do pensar, pois só assim se viabilizará uma alternativa social que represente a superação do estágio inferior da nossa racionalidade atual. (por Dalton Rosado)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

KOTSCHO: "SE A ONDA DO IMPEACHMENT PEGAR DE VEZ, NÃO HAVERÁ ARTHUR LIRA, NEM GENERAL OU CENTRÃO QUE SEGURE!"

ricardo kotscho
JAIR JIM JONES VOLTA A PREGAR O SUICÍDIO COLETIVO
Farinha do mesmo saco: o presidente Jair Bolsonaro...
"
Digo a vocês, não me importo de quantos gritos vocês tenham que ouvir, não importa quanto choro agonizante. A morte é um milhão de vezes melhor do que mais 10 dias desta vida. 
.
Se vocês soubessem o que está adiante de vocês... se soubessem do que está diante de vocês, ficariam felizes de estarem partindo nesta noite" (palavras do pregador estadunidense Jim Jones, na noite de 18 de novembro de 1978, em que levou ao suicídio coletivo 909 fiéis da sua comunidade religiosa na Guiana). 
.
"Faço um apelo aos governadores. É minha opinião, não estou dizendo que está certa ou errada. A política de fechar tudo e ficar em casa não deu certo. O povo brasileiro é forte. O povo brasileiro não tem medo do perigo", pregou nesta 5ª feira, 28, o presidente Jair Bolsonaro em discurso feito na cidade sergipana de Propriá, durante a inauguração de uma ponte).

Era mais uma crítica ao isolamento social, na contramão do que vem sendo adotado pela maior parte dos governadores do país e do mundo, no auge da segunda onda desta pandemia que já deixou mais de 220 mil mortos e mais de 9 milhões de contaminados no Brasil. 

A comparação de Bolsonaro com Jim Jones não é criação minha, mas faz sentido. Foi feita pelo articulista David Nemer, na revista americana Salon, em abril último, quando escreveu:
...e o pastor exterminador Jim Jones. 

"Da mesma forma como Jones convenceu seus seguidores a tomarem uma bebida envenenada com cianeto, Bolsonaro leva seus apoiadores ao mesmo caminho ao incentivá-los a usar cloroquina como solução contra o coronavírus, assim como criticar o isolamento social em meio à pandemia. 
.
Embora essa história de Jim Jones possa parecer incomum, ela representa a materialização de como as pessoas podem ser manipuladas quando alguém tira proveito de seus medos e vulnerabilidades".
.
Isso foi antes de nosso JJJ dizer para as pessoas tomarem cuidado com a vacina chinesa do Doria porque poderiam virar jacarés, os homens começarem a falar fino e a barba crescer em mulheres. 

Bolsonaro não perde uma chance de negar a gravidade da doença –apenas uma gripezinha, que já está no finalzinho– protestar contra o uso de máscaras e o isolamento social, provocando aglomerações por onde passa, atacar os governadores que zelam pela saúde das suas populações e pregar a reabertura total do comércio. 

Pois foi exatamente isso que provocou a grande tragédia do Amazonas, onde no final do ano passado o governador irresponsável cedeu à pressão de comerciantes e de políticos, entre eles os filhos do presidente, superlotando os hospitais que ficaram sem oxigênio. 

                                                       .
"Se eu fosse um dos muitos de vocês, obrigados a ficar em casa, ver a esposa com três, quatro filhos, e eu não ter, como chefe do lar, como levar comida para a casa eu me envergonharia. E eu sempre disse lá atrás que a economia anda de mãos dadas com a vida. A vida sem recursos, sem emprego, torna-se muito difícil", pontificou em Propriá, com um discurso cada vez mais demagógico e populista, sem mencionar os 14 milhões de trabalhadores que não conseguem arrumar emprego. 

É preciso lembrar ao presidente que, com a morte, a vida se torna impossível. A seguirem seus conselhos, os devotos de Propriá poderão fazer da cidade uma nova Manaus. 

Em certos momentos, o presidente delira e mente ao afirmar que, desde setembro do ano passado, "fizemos compromisso com vários laboratórios e as vacinas começaram a chegar. E vão chegar para toda a população num curto espaço de tempo". 
.
Que compromissos? Com quais laboratórios? De que tamanho é o curto espaço de tempo? 

Em setembro, Bolosonaro ainda fazia campanha contra as vacinas; seu Ministério da Saúde só se mexeu em dezembro quando o governador de São Paulo, João Doria, anunciou o início da vacinação para janeiro, com a Coronavac do Instituto Butantan, que o presidente perjurava. 

Até agora, só chegaram 2 milhões de vacinas de Oxford trazidas pela Fiocruz e, pelo andar da carruagem da vacinação, o Brasil levará 4 anos para imunizar toda a população. Quantos sobreviverão? 

Relatório divulgado nesta 5ª feira pelo Lowy Institute, centro de estudos de Sydney, na Austrália, revelou que o país teve a pior gestão pública durante a pandemia. Entre 98 governos avaliados, o Brasil ficou em último lugar. 

Se dependesse só da iniciativa de Bolsonaro & Pazuello, o seu general da Saúde, a vacinação só começaria em março, como ele previa, com o Brasil registrando mais de mil mortos por dia. 

Exilado desde sábado em Manaus, em sua segunda viagem ao Amazonas, não se sabe o que Pazuello fez lá até agora. A crise na saúde continua do mesmo tamanho. 

Na primeira viagem, antes do colapso dos hospitais no Estado, Pazuello ainda levou 120 mil comprimidos de cloroquina para tratar a população, quando já se sabia que faltaria oxigênio nas UTIs. 

Na volta a Brasília, Eduardo Pazuello poderá ser o primeiro general da ativa a prestar depoimento na Polícia Federal, a pedido do Supremo Tribunal Federal, que abriu uma investigação sobre a atuação dele no combate à pandemia. 

Graças ao amigo procurador-geral Augusto Aras, 
JJJ, o chefe e mentor de Pazuello, não será investigado, mas agora cada vez mais devotos, segundo as pesquisas, estão descobrindo quem é o principal responsável pelo Brasil ficar em 98º lugar no ranking dos países na gestão da pandemia, e estão pulando fora do barco bolsonarista. 

A seguir nesta toada, logo o Brasil alcançará o 1º lugar no número de óbitos e de casos, hoje ocupado pelos Estados Unidos, mas logo isso pode mudar com a determinação do governo Joe Biden de vacinar um milhão de pessoas por dia. 

Previsão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que foi manchete do Globo: Mutação do coronavírus achado em Manaus deve se espalhar e causar megapandemia. 

No Brasil de JJJ, o que já é assustador sempre pode piorar. 

O que vai acabar antes: o coronavírus ou o governo Bolsonaro? Agora um está nas mãos do outro. Há controvérsias... 
Se a onda do impeachment, que vem crescendo, pegar de vez, não haverá Arthur Lira, nem general ou Centrão que segure. 

Vida que segue. (por Ricardo Kotscho)
Filme dirigido em 1980 por William A. Graham sobre a Tragédia da
Guiana, com o pastor Jim Jones induzindo ao suicídio quase
mil fiéis. Era um amador. O Bozo fez o mesmo com
dezenas de milhares de brasileiros...

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

ALEMÃES QUE VOTASSEM EM HITLER NO INÍCIO DE 1945 SERIAM COMPLETOS IMBECIS. IDEM, OS ELEITORES DE TRUMP EM 2020

A vitória de Joe Biden sobre Donald Trump, que deveria ser acachapante, acaba dependendo dos votos a serem apurados na reta de chegada.

Mesmo que ganhe, como parece ainda ser a possibilidade mais plausível, o placar apertado lançará sombras terríveis sobre o futuro da humanidade.

Boa parte dos estadunidenses simplesmente se viu diante de um cenário parecido com aquele que se apresentava aos alemães no início de 1945, quando o país era invadido pelas forças soviéticas na frente oriental e pelos exércitos dos EUA, Inglaterra e França na ocidental, sem nenhuma escapatória além da rendição.

Já pensaram se, naquele momento, a Alemanha fizesse uma eleição para escolher seu dirigente máximo e Hitler ainda recebesse votos de dois quintos dos eleitores? 

Pois é o que se constata da totalização informal da imprensa início de tarde: Biden com 44% e Trump chegando aos 40%.

Como podem indivíduos supostamente racionais votarem num presidente simplesmente catastrófico, que não resolveu nenhum dos graves problemas do país e criou muitos outros, sendo, inclusive, responsável pela maximização do morticínio da covid-19, que já atinge a assombrosa casa de 230 mil óbitos!
O país mais rico do planeta está sendo o que pior administrou a crise do coronavírus, embora possuísse recursos mais do que suficientes para evitar tantas mortes desnecessárias e as quase 9,5 milhões de contaminações!

E o que é pior: a culpa de Trump é simplesmente indiscutível, já que tudo fez para destruir o satisfatório sistema de saúde legado por seu antecessor.

Então, ainda que Biden prevaleça, temos de refletir longamente sobre os motivos que levam tanta gente a optar pelo salto no abismo.

Como não tenho obrigação de agradar ninguém, opino que boa parte da humanidade tem sua vida limitada a horizontes tão exíguos que coloca a vingança contra os que lhes são superiores (os civilizados) acima do próprio instinto de sobrevivência.

São como aqueles idiotas que acompanharam Jim Jones para o suicídio. E o pior é que tudo fazem para nos arrastar juntamente com eles para o nada! 

A humanidade vive um momento decisivo. Ainda nem nos livramos da pandemia, que inclusive recrudesce em vários países, como estamos na iminência de enfrentar a pior depressão econômica desde a dos anos 1930.

E, como desgraça pouca é bobagem, acentuam-se os indícios de que as alterações climáticas produzirão doravante efeitos cada vez mais devastadores.

A salvação de nossa espécie dependerá de nossa capacidade de nos unirmos para a sobrevivência. Se, a todos esses perigos acrescentar-se a loucura selvagem dos neofascistas, dividindo-nos quando mais precisamos nos somar, nossas chances diminuirão drasticamente.

A queda de Trump pode ser o primeiro passo para começarmos a tomar as decisões corretas enquanto ainda há tempo; ou a última chance desperdiçada.

E, mesmo que escapemos desta vez, estaremos muito longe da hora de cantar vitória. Muitos outros terríveis desafios teremos adiante. (por Celso Lungaretti) 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

EIS COMO A BÍBLIA MANDA RESPONDERMOS AOS FALSOS MESSIAS: "APARTAI-VOS DE MIM, VÓS QUE PRATICAIS A INIQUIDADE!"

O messias que causou a morte de 909 seguidores...
ruy castro
BOLSONARO JONES
Em novembro de 1978, um americano, James Warren Jones, 47 anos, reverendo da seita Templo do Povo, fundada por ele mesmo, induziu seus 909 seguidores numa comunidade agrícola chamada Jonestown, na Guiana, a cometerem suicídio em massa, tomando suco de frutas (sabor uva) misturado com cianeto. 

Os primeiros a morrer foram as 276 crianças do local, envenenadas pelos pais. Em seguida, estes se deitaram e tomaram a beberagem fatal. Ato contínuo, Jim Jones, como passou à história, se matou com uma bala na cabeça.

Seu argumento para convencer os fiéis a morrer foi uma ameaça de invasão da comunidade por um suposto inimigo, nunca devidamente definido, que os escravizaria e submeteria a lavagem cerebral. O conteúdo das pregações de Jones era confuso e envolvia marxismo, budismo e metodismo, tudo embrulhado em roupagem messiânica ao estilo de Stalin ou Hitler. 
...e o que está a caminho de quebrar o seu recorde macabro.

Não por acaso, sua mãe, quando ele nasceu, em 1931, na rural e atrasada Indiana, dizia ter dado à luz um messias. Jones também devia se ver assim, porque parecia acreditar no que dizia. 

O fato é que nenhum outro líder carismático levou tantos seguidores —quase mil, de uma só vez e a uma simples ordem— tão cegamente à morte. Até agora.

Jair (já de batismo Messias) Bolsonaro pode bater o recorde de Jim Jones. Sua audácia em contrariar a ciência, a OMS, as medidas mundiais e o bom senso, insistindo em levar seus apoiadores a expor-se ao coronavírus, não é muito diferente de propor um suicídio coletivo.

É verdade que ele é o primeiro a seguir o próprio conselho. Sai à rua, deixa-se tocar e circula entre possíveis infectados como se fosse à prova de contágio. Ao desfilar sua autoproclamada invulnerabilidade, parece querer provocar um holocausto particular, como o de Jim Jones.

Jones, pelo menos, foi até o fim. Bolsonaro, para ser coerente, também terá de ir. E não será por falta de bala. (por Rui Castro)
Longa-metragem dirigido por Stanley Nelson em 2016, Jonestown: vida e
morte no templo do povo é uma boa reconstituição cinematográfica
desse que se constituiu num dos massacres mais bizarros da História
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