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sábado, 11 de janeiro de 2025

FUZILARIA CONTRA ASSENTAMENTO DO MST SINALIZA QUE A EXTREMA-DIREITA NÃO DESISTIU DO GOLPE

O ataque ao assentamento Olga Benário do MST, que surpreendeu 20 trabalhadores e líderes rurais, assassinando covardemente três deles, deve ser visto como provocação da extrema-direita para insuflar uma beligerância que lhe permita continuar acumulando forças para um golpe de Estado. O objetivo  de estabelecer nova ditadura continua em pé.

Salta aos olhos que, controlando o Congresso Nacional e se beneficiando da crescente rejeição ao Governo Lula, a direita convencional é franca favorita para conquistar a presidência da República em 2026.

Mas isto não basta para os extremistas de direita que, como em 1964, querem mesmo é obter um poder ilimitado. Daí eles estarem investindo em atentados, na esperança de suscitar reações contrárias; ou seja, seu objetivo é gerar uma espiral de violência política que lhes sirva como pretexto para mais uma virada de mesa. 

Lula corre sério risco de não terminar o mandato caso continue dando respostas frouxas aos sucessivos desafios ultradireitistas. A situação só não está pior porque os atentados a bomba desses terroristas (cujo impacto político seria muito maior) têm flopado. 

Mas, enquanto os responsáveis por essa onda terrorista não forem identificados e presos, a tendência é eles produzirem estridência cada vez maior.

E enquanto o principal golpista do 08.01 permanecer em liberdade, continuará servindo como exemplo de que a determinação das autoridades em aplicar todo o rigor da lei contra os aloprados de direita é quase nenhuma. Isto só os estimula a barbarizarem e a matarem em escala cada vez maior. (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 18 de outubro de 2022

O "SALVE-SE QUEM PUDER" HÁ DE VIRAR "SALVEMO-NOS A NÓS TODOS" – 2

(continuação deste post)
Damares, a que viu Cristo na goiabeira...
fenômeno brasileiro da eleição de personagens caricatos como Damares Alves (Senado) e Eduardo Pazuello (deputado federal mais votado), dentre outros, explicita o caráter perverso de setores elitistas da nossa população, seja porque detêm capital, seja por estarem culturalmente dominados pelo fetichismo da mercadoria .

Cresce mundialmente o equivocado sentimento ultraconservador nazifascista diante do fracasso da social-democracia em querer humanizar o capitalismo. Não se entende que o que está em jogo não é uma questão de forma, mas de conteúdo.

Não há forma política, bem ou mal intencionada, que sobreviva satisfatoriamente à mediação social capitalista, alicerçada e efetivada pelas categorias valor, dinheiro, mercadorias, mercado, trabalho abstrato, Estado, política eleitoral e partidos políticos, etc.

A questão imperiosa neste momento de exaustão de tal modelo é a de conteúdo: impõe-se a adoção de outro modo de produção social, compatível com o atual estágio do saber tecnológico.

Ora, como disse corretamente Marx, é o modo de produção que define o caráter das sociedades.

Uma sociedade cujo modo de produção se assenta num critério subtrativo dessa mesma produção, transformada pelos administradores do capital  na abstração valor sob a forma-mercadoria, em obediência à própria lógica autotélica e ditatorial de crescimento constante do dito cujo até o limite de sua saturação (como agora ocorre), não pode ser outra coisa senão a fantasmagórica, bárbara e cruel realidade do salve-se quem puder ora em curso.
O "uns mandam e outros obedecem" Pazuello

Tais políticos toscos e estapafúrdios, com seus preconceitos retrógrados próprios à superficialidade dos aventureiros de ocasião, tendem a uma volta ao passado mais recente (que era ruim, mas menos catastrófico do que o presente), 

Surfando no medo que a população tem do desconhecido, conseguem convencer expressivos contingentes a aceitarem as suas cantilenas racistas, homofóbicas, odiosas, xenófobas, misóginas, etc. Dão, assim, sobrevida avelharias que deveriam estar definitivamente superados, mas não estão.

Esta é a explicação para a volta ao velho, como se a invenção da roda fosse um desserviço à humanidade.

Não pensem os nossos leitores que estamos todos imunes a tais equívocos. Não foi a Alemanha culta que embarcou na canoa genocida da 1ª e 2ª guerras mundiais, curvando-se às iniciativas dos seus governos (o do imperador Guilherme 2º e o do ditador Adolf Hitler)?

Não foram os alemães que engoliram a pílula da supremacia branca ariana, aceitando insensivelmente a perseguição racista de judeus que, mesmo sendo membros de famílias instaladas havia muito tempo no país, passaram a ser presos, torturados e exterminados? 

[Não esquecendo outras perseguições igualmente odiosas, como as movidas contra homossexuais, ciganos, alguns povos eslavos, partidários da esquerda, sindicalistas, Testemunhas de Jeová, etc.]

A barbárie capitalista está instalada mundialmente e a expressão mais visível de sua presença é a injustificada agressão à Ucrânia por parte do ditador capitalista russo sob o pretexto ridículo de proteger a própria Ucrânia contra o nazismo, com o qual ele se identifica na prática.
Em tempos melhores, a eleição de esquisitices era só
uma galhofa (leia mais sobre o Cacareco
aqui)

É supostamente para proteger ucranianos que Putin os dizima com mísseis lançados de grandes distâncias, atingindo tanto combatentes que defendem o próprio país quanto crianças e civis inocentes! 

É a inversão equivocada de conceitos que faz com que uma Damares da fé mercantilzada, o supremacista bilionário Donald Trump, a fascista assumida Giorgia Meloni e a ultraconservadora francesa Marine Le Pen sejam eleitos (ou quase isto). 

Trata-se de um detestável fenômeno mundial, chocante por tais péssimos cidadãos estarem recebendo votos de pessoas zelosas dos seus comportamentos profissionais e familiares, bem como de religiosos (tanto os recatados quanto os fundamentalistas) que fazem vistas grossas à violência armada ou matam em nome de Jesus Cristo.

Boçalnaro, o ignaro, está mais próximo do seu antigo colega de farda Hugo Chávez do que pensam muitos dos seus incautos eleitores (existem, contudo, os que têm consciência disto, tanto nas casernas belicistas quanto nos ambientes supremacistas e financeiros).

Mas o salve-se quem puder ainda há de se transformar em salvemo-nos a nós todos, coletivamente.

Tudo só depende de nós, pois. como disse John Lennon, "se você quiser, a guerra acaba amanhã". (por Dalton Rosado)

terça-feira, 23 de agosto de 2022

ANTES ERA "QUE VENÇA O MELHOR!". AGORA É "QUE VENÇA O MENOS EXECRADO!"

eliane cantanhêde
SEM ALEGRIA NEM PROPOSTAS, ESTA É A
 ELEIÇÃO DO MEDO DE GOLPES E RETROCESSOS
E
sta não é uma eleição alegre, propositiva, na base do ganhe o melhor

Até aqui, o que prevalece são ataques e falta de compromisso, numa competição insana sobre a rejeição, e chama a atenção o medo que a manutenção do presidente Jair Bolsonaro e a volta do PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva despertam nos brasileiros.

Pela pesquisa Quaest para a Genial Investimentos, 45% têm medo de mais um governo Bolsonaro e 40%, da volta de Lula ao poder, o que comprova uma das muitas peculiaridades da atual eleição: a forte, intensa, busca por uma 3ª via que não veio.

Demanda para o produto havia de sobra, mas os líderes políticos foram incapazes de produzir tal produto, engalfinhados em disputas internas, guerrinhas de vaidades, interesses pessoais se sobrepondo ao interesse nacional. Quando finalmente apresentaram opções, era tarde demais.

Colocados frente a frente pelo início oficial da campanha, na semana passada, e mais ainda pela estreia da propaganda eleitoral de rádio e televisão, na próxima 6ª feira, Bolsonaro e Lula tratarão de falar bem deles próprios, mas principalmente de falar mal um do outro. Vai ser um festival de ataques, desconstrução, fake news.

A Justiça Eleitoral, que já está sobrecarregada com as acusações vazias e irresponsáveis, lideradas pelo presidente da República, contra a eficiência e a segurança das urnas eletrônicas, terá um trabalho gigantesco até outubro para reagir o mais rápido possível às mentiras e à irresponsabilidade criminosa. E não apenas entre os candidatos à Presidência, porque esse horror vai decantar pelos Estados.
Bolsonaro vai bater firme nas teclas que mais disparam o medo da volta do PT, como:
— a corrupção;
— as alianças com as ditaduras de Cuba, Venezuela e Nicarágua;
— o fiasco de regimes mais à esquerda, como o da Argentina; e
— o empoderamento de pautas como aborto, LGBTQIA+ e drogas.

Mas Lula também tem arsenal contra o principal rival, já que boa parte do eleitorado teme:
— a incapacidade do presidente de investir e executar medidas de combate à pobreza e à fome;
— o acirramento do discurso de ódio contra minorias;        
— o despreparo para enfrentar crises, como a pandemia; 
— o risco de golpes que paira no ar; e 
— o isolamento internacional.

Assim, o que vem pela frente, até a eleição, é uma guerra sem fim entre os dois candidatos, as suas campanhas e, o pior, esse estado de espírito está sendo levado à sociedade brasileira pelas redes sociais.

Nem Deus e as religiões estão sendo poupados, empurrados para o centro da arena eleitoral, num país desde sempre multirracial e multirreligioso. 

Eleições e governos passam, as cicatrizes ficam. (por Eliane Cantanhêde, n'O Estado de S. Paulo)

sexta-feira, 13 de maio de 2022

UM JOVEM FANÁTICO POR GAMES TENDE A TORNAR-SE ULTRADIREITISTA FANÁTICO?

ruy castro
JOGOS NADA INOCENTES
N
ão entendo de games, nunca me dei ao respeito de jogá-los e nunca me interessei por eles. 

Quando surgiram, nos anos 70, eu só conhecia o mundo letrado, racional e cartesiano em que nascera. 

Nesse mundo, duas premissas levavam a uma conclusão e, mesmo que às vezes se bagunçasse a velha ordem do começo, meio e fim, só quem pensasse existia. 

Os games pareciam dispensar a pessoa de pensar e, ainda assim, garantiam a sua existência. Era sedutor demais e não admira que muitos jovens se entregassem.

Como os jogos perdão, games existiam numa dimensão à parte, o mundo adulto não os via como ameaça. Afinal, que mal fazia um fliperama em que uma galinha atravessava a rua no meio do trânsito e o jogador tinha de fazê-la esgueirar-se entre os carros antes de ser achatada? 
  
Mas os games perderam a inocência e, mesmo quando se tornaram incrivelmente violentos, tratando de invasões, confrontos e táticas de guerra, o mundo real não se tocou.

Segundo o sociólogo britânico Jamie Woodcock, talvez o primeiro a atentar para os games na política, a direita, mais afeita à cultura online, se apropriou deles para disseminar sua pregação, o que explica a súbita epidemia mundial de negacionismo, supremacismo e neonazismo.

Os games não são de direita, mas uma ativa facção de seus usuários, sim. E, nesse ponto, diz Woodcock, a direita está muito à frente da esquerda e dos liberais.

A torrente de
fake news, disparos em massa e discursos de ódio são suas ferramentas, como bem sabemos no Brasil. Some-se agora a campanha suja contra o voto eletrônico.

Enquanto cochilamos, a direita conhece bem os botões a apertar. (por Ruy Castro)

quarta-feira, 4 de maio de 2022

AVACALHOU DE VEZ!

rui martins
O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO
Não importa quem pronunciou a frase, se foi o presidente da França, Charles De Gaulle, ou o embaixador do Brasil naquele país, sendo mal compreendido pelo correspondente do Jornal do Brasil.

Seja quem tiver sido, a frase voltou à atualidade com força total: "O Brasil não é um país sério".

Depois das manifestações promovidas pelas organizações e partidos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no 1º de maio, ficou evidente um desrespeito flagrante às regras básicas da democracia brasileira, estabelecidas na Constituição de 1988.

Senão vejamos: uma das principais palavras de ordem nos comícios eleitorais, embora ainda não autorizados por lei, era a de intervenção militar. 

Ora, em situações normais, como a do Brasil de hoje, não existe qualquer problema maior capaz de justificar uma intervenção federal. Inexiste uma situação de caos, de rebelião ou de insurreição que justificasse um pedido de estado de sítio ou qualquer tipo de intervenção pelo presidente. 

E, em todo caso, um pedido desse tipo, embora possa ser feito pelo presidente, teria de se enquadrar dentro da legalidade constitucional e ser aprovado em regime de urgência, 48 horas, pela Câmara Federal e pelo Senado, cuja competência inclui aprovar, mas igualmente suspender a intervenção.

Porém, os manifestantes fantasiados de verde-amarelo não pediam intervenção federal, mas uma intervenção militar, que na linguagem mais direta significa golpe. Ou seja, manifestavam-se em favor de uma intervenção direta do poder presidencial e das Forças Armadas com o fechamento de todo tipo de Poder Legislativo resultante de eleições gerais, bem como o fechamento de todo o Poder Judiciário, a começar pelo Supremo Tribunal Federal.

Depois desse tipo de intervenção, o detentor do poder federal ou do comando das Forças Armadas já não se configura como um presidente normal, mas como um ditador. Para governar, nomeia pessoas de sua confiança como interventores, acabando assim com o regime democrático vigente. 

Se no momento atual, com todos os órgãos de controle, fiscalização e vigilância, existe uma corrupção generalizada, imagine-se um Estado nas mãos de um ditador com seus interventores nos Estados, nas empresas e nos órgãos ligados à Federação.

Outros manifestantes e oradores referiam-se ao voto eletrônico, apoiando Bolsonaro nas suas declarações e insinuações de não aceitar uma derrota por esse sistema de votação. Esqueceram-se, ou fingem ter esquecido, que a Justiça Eleitoral já decidiu a manutenção do voto eletrônico por ser seguro e confiável. 

Noutras palavras, se Bolsonaro for reeleito, tudo bem com o voto eletrônico; se perder, terá havido fraude e Bolsonaro, à maneira de Donald Trump, incitará seus apoiadores à desordem para provocar a intervenção militar ou golpe. E caso alguns resistam, convocará seus seguidores para a luta armada.

Cartazes também empunhados pelos apoiadores de Bolsonaro pediam o fechamento do STF, numa repetição do que se pretendia fazer já no 7 de setembro em Brasília. 

Trata-se do tema preferido do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira, condenado por suas incitações à violência contra os ministros do STF, mas perdoado pelo Bolsonaro. O fechamento do STF faz parte do programa previsto pelos golpistas, no caso de se consumar o golpe com intervenção militar.

Nessa enumeração da falta de seriedade nos atuais órgãos governamentais deve-se incluir também o poder religioso, agora infiltrado e fazendo parte da estrutura política do país. 

Os pastores evangélicos da chamada bancada da Bíblia agiram contra os preceitos cristãos ao se posicionarem contra a condenação do agitador golpista Daniel Silveira e, demonstrando falta total de seriedade, criticaram o voto do pastor-ministro do STF, André Mendonça, contrário à violência.

Diante disso, um democrata estrangeiro perguntaria:
"Mas, no Brasil se pode atacar a Constituição, convocar atos de rua para se organizar a destruição da democracia, incitar os militares a se posicionarem contra as instituições? Usar a Bíblia e o púlpito das igrejas para defender um golpe? Não existem órgãos encarregados de proteger e zelar pelo respeito à Constituição e à democracia contra seus detratores?"
Existem sim, responderíamos. Existem a Procuradoria Geral da República, a Justiça Eleitoral e os deputados,  senadores, todos eles completamente omissos, ineficazes, incapazes de aplicar a lei em defesa da democracia. Mas, o que fazer? 

Como dizia De Gaulle e devem dizer também o Macron e o Biden, 
"O Brasil não é um país sério". (por Rui Martins)

segunda-feira, 2 de maio de 2022

GOLPISMO DE BOLSONARO DUELA COM NAFTALINA DE LULA NO 1º DE MAIO

"...polarizado à direita..."
O
s antecipados atos concorrentes de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro neste 1º de Maio serviram para dar um desenho claro do desolador cenário político brasileiro a cinco meses da eleição mais importante desde a redemocratização de 1985.

Primeiro, a clareza: eles giraram em torno dos dois líderes da corrida eleitoral até aqui, refletindo o que o mundo político já precificou: apenas uma grande surpresa mudará a sensação de que está sendo disputado um 2º turno antecipado entre os rivais.

A tibieza das outras forças políticas brasileiras em apresentar algo melhor que a autofagia ao eleitor se mostra em seu esplendor. Claro, tudo pode mudar se o Imponderável de Almeida (primo do Sobrenatural) se apresentar, mas a esta altura isso é apenas acadêmico.

Já a desolação decorre principalmente pela atitude golpista explícita adotada pelo presidente da República, que, no mesmo dia, participou de dois atos em que os manifestantes pediam o cancelamento do Judiciário ou coisa pior, pelo que se viu no caixão com a efígie de Alexandre de Moraes na orla do Rio.

Claro, será argumentado que Bolsonaro pegou leve, evitou ataques diretos ao Supremo, moderou o tom. Mas, num país normal, estaríamos falando em impedimento de tal conduta. Como os atos paroxísticos do 7 de setembro do ano passado já mostraram, enquanto carne houver no osso do Executivo, a tolerância com o intolerável grassará.

É uma crise institucional contratada, claro, essa que Bolsonaro já desenhou com giz de cera, em traços grosseiros que falam sobre urnas eletrônicas. 
"...envelhecido à esquerda..."
centrão finge que não é com ele, dada a proverbial carne em forma de emendas e Fundo Eleitoral garantidos, mas na hora em que a eleição estiver contestada, isso não será algo seletivo para a Presidência –os votos de seus integrantes estarão no mesmo alvo.

Parece importar pouco o risco real de violência eleitoral e situações-limite de ruptura. Bolsonaro, como o Curinga de Christopher Nolan, é neste enredo um agente do caos. Com a diferença de que não há Batman no filmeco brasileiro (felizmente, aliás).

O Supremo tem cometido erros táticos que só pioraram o cenário. A transformação do caso Daniel Silveira pelas mãos bolsonaristas numa refrega sobre liberdade de expressão é tão farsesca quanto perigosa. 

A presença de um sujeito com a roupa do nativista americano do 6 de janeiro de 2020 a seu lado no palanque do Rio é um lembrete meio ridículo, mas real, dos riscos colocados aqui.

À clareza em campo, adiciona-se a desolação. Lula, como concorrente à frente de Bolsonaro, teoricamente teria a obrigação de assumir a dianteira também no embate democrático. Apesar de todas as suas falhas em defesa de liberdades, como o desprezo pela imprensa em seus anos de poder explicita, não há registro de seu lado de nada parecido com o que Bolsonaro faz.

Mas o petista preferiu usar o Dia do Trabalho para fazer um discurso cheirando a naftalina de carnavais passados, em sindicalês quase puro. 
"...esvaziado de interesse real da população..." 

OK, ele falava aos seus, entre eles o proverbial
Paulinho da Farsa Sindical, como todo petista gostava de chamar nos anos 1990. Mas o momento pede mais.

Do ex-presidente, além dos epítetos que só fazem crescer o Pokémon bolsonarista (fascista, genocida), só se ouviram promessas trabalhistas e a negação da privatização da Eletrobrás, tema tão candente para o eleitorado. 

Isto para não falar na nossa Petrobrás, cujos efeitos do amor de petistas e aliados é sabido na casa dos bilhões de reais e não, isto não foi perdoado ainda pela Justiça.

Eis o desenho político do Brasil neste feriado em pleno domingo: esvaziado de interesse real da população, polarizado à direita e envelhecido à esquerda, para cada um cantar sua vitória no Twitter. (por Igor Gielow)

segunda-feira, 18 de abril de 2022

O OLAVO DE CARVALHO DO PUTIN SÓ PODERIA SER UM ULTRADIREITISTA

ALEKSANDR DUGIN, O "RASPUTIN DE PUTIN", QUE
MOLDOU SUA VISÃO SOBRE A RÚSSIA E O MUNDO
N
a Rússia, costuma se dizer que para compreender o presidente Vladimir Putin é preciso primeiro entender o modo de pensar de Aleksandr Dugin.

O analista e estrategista, conhecido por suas visões ultranacionalistas, é considerado por alguns o pensador mais influente da Rússia.

E por causa de sua ascendência sobre o presidente russo, alguns o chamam de Rasputin de Putin, em referência a Grigori Rasputin, o místico que cativou a corte imperial da Rússia um século atrás.

Acredita-se que Dugin seja o cérebro por trás da anexação da Crimeia por Putin em 2014. Anos atrás, ele também argumentou que a intervenção militar no leste da Ucrânia – que ele chama de Novorossiya (Nova Rússia) – era necessária "para salvar a autoridade moral da Rússia".

Agora, quando o mundo assiste à invasão russa da Ucrânia, muitos estão revisitando as ideias de Dugin e sua influência nas ações de Putin.

O IMPÉRIO EURASIANO  – A filosofia de Dugin é conhecida como eurasianismo.

Dugin sustenta que a Rússia ortodoxa não é nem oriental nem ocidental, mas uma civilização separada e única, um império eurasiano engajado numa batalha por seu lugar de direito entre as potências mundiais.

E a principal missão dessa civilização, acredita Dugin, deve ser desafiar a dominação estadunidense do mundo.

Suas teorias receberam apoio tanto da nova direita na Europa quanto da alt right (direita alternativa) nos EUA.

Nascido em Moscou em 1962, Dugin trabalhou como jornalista antes de se envolver na política pouco antes da queda do comunismo.
O monstro de Dugin é um criminoso de guerra... 
Em 1987, durante o segundo ano de Mikhail Gorbachev no cargo, Dugin juntou-se à liderança da notória organização nacionalista russa antissemita Pamyat, e serviu como membro do Conselho Central do grupo.

No início da década de 1990, quando a União Soviética estava perto do fim, Dugin começou a assumir um papel político mais proeminente.

Ele formou uma associação com patriotas estatistas no campo comunista e foi, por um breve período, próximo a Genadii Zyuganov, líder do Partido Comunista da Federação Russa.

O especialista político russo John B. Dunlop escreveu que em 1991, quando a URSS entrou em colapso, Dugin conheceu um importante escritor neofascista com laços com militares das Forças Armadas russas, Aleksandr Prokhanov, cuja revista Den serviu para difundir as ideias da oposição vermelho-marrom (socialista-fascista).

"Dugin logo emergiu como um dos principais ideólogos da Den'", observa Dunlop.

Mas, de acordo com Dunlop, foi em 1998 que a carreira de Dugin deu um salto quando ele foi nomeado conselheiro geopolítico de Gennadii Seleznev, que era presidente da Duma e um dos principais políticos russos.

Um ano depois, Dugin fundou o Centro de Experiência Geopolítica em Moscou.

Num artigo em sua revista Elementy, ele explicou que o centro poderia se tornar "um instrumento analítico da plataforma eurasiana para assumir, simultaneamente, a administração presidencial, o governo da Federação Russa, o conselho da Federação e a Duma".

Suas ideias e estratégias pareciam estar ganhando apoio em 2000, quando ele conheceu Gleb Pavlovskii, um dos principais ideólogos do governo do então recém-eleito presidente Vladimir Putin.
...o do Steve Bannon. o golpista mais trapalhão da História...
E a influência de Dugin ficou evidente quando Putin declarou publicamente naquele ano que "a Rússia sempre se viu como um país eurasiano".

Posteriormente, Dugin disse que a fala de Putin foi "histórica, grandiosa e revolucionária" e que mudou "tudo".

Desde então, Dugin atua como professor na Universidade Estatal de Moscou, planejando cursos para instituições militares russas e frequentemente aparecendo nos principais canais de televisão russos.

Em 2015, o governo dos EUA o sancionou por sua proximidade com o Kremlin e sua aparente influência na anexação da Crimeia no ano anterior.

LIVRO SEMINAL – Dugin fundou o Partido Eurasia em 2001 para promover suas ideias eurasianas.

Ele então disse que o movimento enfatizaria a diversidade cultural na política russa e se oporia à "globalização ao estilo americano, e também resistiria a um retorno ao comunismo e ao nacionalismo".
...e o criado por Olavo de Carvalho, um palhaço genocida.

Foi em 1997 que ele publicou Os fundamentos da geopolítica: o futuro geopolítico da Rússia, um livro seminal no qual ele expõe os detalhes para a Rússia reconstruir seu poder global.

Alguns analistas dizem que o livro marcou a visão de Putin sobre a Rússia e seu lugar no mundo e que todos os generais do exército russo o leram em algum momento.

Nele ele escreve que, para atingir seus objetivos geopolíticos, a Rússia precisará de "desinformação, desestabilização e anexação". Além disto, ele ressalta que os agentes russos devem fomentar divisões raciais, religiosas e regionais dentro dos EUA, ao mesmo tempo em que promovem facções isolacionistas naquele país.

Também indica que no Reino Unido as operações psicológicas devem se concentrar em exacerbar as rupturas históricas com a Europa continental (duas décadas antes do Brexit, a saída britânica da União Europeia) e os movimentos separatistas na Escócia, País de Gales e Irlanda.

Dugin também argumenta que a Europa Ocidental deve ser atraída para a Rússia por seus recursos naturais: petróleo, gás e alimentos, enquanto a Otan entra em colapso por dentro.

E escreveu, ainda, que um dos alvos das anexações da Rússia deveria ser a Ucrânia. Sua ideia é que uma Ucrânia independente impede que a Rússia se torne uma superpotência transcontinental.

"A Ucrânia como Estado independente com certas ambições territoriais representa um grande perigo para toda a Eurásia", escreve ele, e "sem resolver o problema ucraniano, geralmente não faz sentido falar sobre política continental".

Muitos veem as ações da Rússia nos últimos anos – intromissão nas eleições dos EUA e no processo do Brexit, e em conflitos como os da Geórgia ou do leste da Ucrânia  como um exemplo da influência das ideias eurasianistas de Dugin sobre Putin e seus colaboradores.
Somados, eles fundiram a cuca dos matemáticos, que não entendiam como 1+1+1
podia dar zero. Mas, acabaram percebendo que se tratava da soma de três nulidades...
A VERDADE RUSSA – Para alcançar essa "nova realidade russa", Dugin se baseia numa estrutura filosófica cuidadosamente construída, na qual a verdade é tratada como algo relativo.

"A verdade é uma questão de crença", disse Dugin em entrevista ao programa Newsnight da BBC em 2017. "A pós-modernidade mostra que em toda suposta verdade a única coisa que conta é o que você acredita."

"Então, acreditamos no que fazemos, acreditamos no que dizemos. E esta é a única maneira de definir a verdade. Portanto, temos nossa verdade russa especial e você tem que aceitá-la", disse ele.

E acrescentou: "Se os EUA não querem iniciar uma guerra, deve-se reconhecer que os EUA não são mais um único mestre".

"E [com] a situação na Síria e na Ucrânia, a Rússia está dizendo aos EUA: 'Não, vocês não são mais os chefes'. Essa é a questão de quem governa o mundo. Só a guerra pode realmente decidir isso."

O colunista David Von Drehle escreveu no Washington Post em março que o trabalho de Dugin vem de uma tentativa de se resgatar um suposto passado glorioso russo após o declínio soviético.
Putin tenta recriar um passado glorioso, anterior 
à derrota na 1ª Guerra Mundial; sem chance.
 

"Dugin pertence à longa linhagem de teóricos políticos que inventaram um passado forte e glorioso 
– imbuído de misticismo e obediência às autoridades – para explicar um presente fracassado. O futuro depende de se reivindicar esse passado do presente liberal, comercial e cosmopolita (comumente representado pelo povo judeu). Pensadores desse tipo tiveram seu auge um século atrás, diante da destruição da Europa após a 1º Guerra Mundial", afirma o autor.

E, argumenta Von Drehle, assim como dos destroços da 1º Guerra surgiram os movimentos nacionalistas, fascistas e até o nazismo na Europa, "Dugin conta essencialmente a mesma história de uma perspectiva russa".

Essa história seria de que "antes de a modernidade arruinar tudo, um povo russo espiritualmente motivado prometeu unir a Europa e a Ásia num único grande império, apropriadamente comandado por russos étnicos. No entanto, um império concorrente de individualistas corruptos, coletores de dinheiro, liderado pelos EUA e o Reino Unido, tolheu o destino da Rússia e da Eurásia". (fonte: BBC News)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

NOS EUA COMO CÁ, OS ULTRADIREITISTAS QUEREM QUE AS PESSOAS MORRAM PARA SUAS CHANCES ELEITORAIS SOBREVIVEREM

paul krugman
AS MENTIRAS VIRAIS QUE SEGUEM MATANDO
U
m ano atrás, parecia razoável esperar que, já no início de 2022, estaríamos falando na covid usando o pretérito, ao menos enquanto grande problema de saúde e qualidade de vida. 

Vacinas eficazes foram desenvolvidas com velocidade milagrosa; certamente, um país sofisticado como os Estados Unidos encontraria uma maneira de distribuir essas vacinas amplamente e  rapidamente.

Então, por que não superamos a pandemia? Parte do problema tem sido a criatividade da evolução do vírus. A variante Delta nos chocou com sua letalidade; agora, a Ômicron nos choca com sua facilidade de transmissão. 

Ainda assim, poderíamos e deveríamos ter nos saído melhor. E a principal razão de não termos conseguido isso foi o poder das mentiras de motivação política.

Antes de entrar nos detalhes dessas mentiras e do estrago provocado por elas, quero deixar algo bem claro: sim, esta é uma questão política.

Sei que não sou o único comentarista a enfrentar reações negativas por enfatizar a natureza partidária da resistência às vacinas. 

Somos constantemente lembrados que muitos estadunidenses não vacinados não são fanáticos do Partido Republicano, que há diferentes motivos pelos quais as pessoas recusam as vacinas ou ainda não as procuraram. Tudo isso é verdadeiro, mas a política desempenhou um papel crucial e crescente.
Observemos, p. ex., um levantamento da KFF realizado em outubro, revelando que 60% das pessoas não vacinadas se declaravam republicanas, em comparação a apenas 17% que se identificavam como democratas. 

Ou a valiosa análise de Charles Gaba dos dados no nível dos condados, mostrando que em média cada ponto porcentual extra de apoio a Trump nas eleições de 2020 corresponde a uma redução de aproximadamente meio ponto na taxa de vacinação de um condado.

Mas como a política conseguiu enfraquecer tanto aquilo que deveria ter sido um milagre da medicina? Identifico três importantes mentiras que continuam sendo repetidas pelos políticos republicanos e pela mídia de direita.

Primeiro, temos a alegação segundo a qual o coronavírus não seria nada de mais. Seria de se esperar que tal alegação já tivesse sido esquecida, levando em consideração que mais de 800 mil estadunidenses morreram de covid desde o dia em que Rush Limbaugh comparou este vírus a uma gripe comum.

Mas tal ideia continua circulando. Figuras políticas como Marco Rubio fazem pouco da resposta à variante Ômicron, descrevendo-a como histeria irracional, porque a nova cepa parece provocar um número relativamente baixo de hospitalizações entre a população totalmente vacinada. 
Em 1876 (febre amarela no carnaval) era assim.
O Bozo e seus cúmplices querem ver a reprise.

Ele logo deixa de lado esta qualificação, algo que o levantamento da KFF indica ter iludido milhões de republicanos não vacinados, que se dizem pouco preocupados com uma doença que deveria preocupá-los, e muito.

E os comentaristas conservadores explodiram de raiva quando o presidente Biden destacou, com razão, que o coronavírus ainda é extremamente perigoso para quem não tomou a vacina; Tucker Carlson acusou Biden de tratar os não vacinados como sub-humanos.

Em seguida: a alegação segundo a qual as vacinas são ineficazes. Se a dose de reforço funciona, por que ela não funciona?  publicaram no twitter os republicanos da comissão judiciária da Câmara.

O que eles querem apontar, supostamente, é o fato de a variante Ômicron produzir um imenso número de novas infecções, ao mesmo tempo ignorando cuidadosamente as evidências maciças de que mesmo quando os estadunidenses vacinados são infectados, sua probabilidade de hospitalização (ou morte) é muito inferior à dos não vacinados.

Finalmente, temos a alegação segundo a qual tudo não passa de uma questão de liberdade, e a decisão de tomar a vacina ou não deveria ser tratada como qualquer escolha individual. P. ex., o governo de Greg Abbott, no Texas, usou este argumento como base de um processo que busca impedir o governo federal de obrigar o uso de máscaras entre a população. 

O governo Abbott também pediu por mais ajuda federal para o Texas, onde a taxa de vacinação é muito baixa em parte porque Abbott impediu o setor privado de exigir comprovantes de vacinação para enfrentar uma alta nos casos de covid e decorrentes hospitalizações. Falta dizer alguma coisa?
Leitores atentos terão notado que, além de falsas, essas alegações republicanas se contradizem de muitas maneiras. Podemos ignorar a covid graças às vacinas, que, aliás,
não funcionam

Vacinar-se é uma decisão individual, mas sonegar às pessoas as informações necessárias para que tomem tal decisão com sabedoria é um vil ataque à sua dignidade. 

É tudo uma questão de liberdade e livre mercado, mas essa liberdade não incluiria o direito das empresas privadas de protegerem seus próprios funcionários e clientes.

Então, vemos que nada disso faz sentido, a não ser se percebermos que a obstrução dos republicanos à vacina não é fruto de uma ideologia coerente e sim da busca pelo poder. Uma campanha de vacinação bem-sucedida seria uma vitória para o governo Biden, e por isso teve de ser enfraquecida com o uso de qualquer retórica disponível.

É claro que a estratégia antivacinação funcionou politicamente. A persistência da covid ajudou a manter o clima sombrio nos EUA, o que sem dúvida prejudica o partido que está na Casa Branca. Daí os republicanos que fizeram tudo ao seu alcance para impedir uma resposta eficaz à covid não terem hesitado nem por um segundo em responsabilizar Biden pelo fracasso em acabar com a pandemia.

E o sucesso da destrutiva politização da vacina é, em si, profundamente horripilante. Parece que o cinismo completo compensa, mesmo se promovido ao custo das vidas de seus apoiadores. 
(por Paul Krugman, economista estadunidense agraciado em 2008 com o Prêmio Nobel de Economia, escritor e colunista do New York Times)

terça-feira, 3 de agosto de 2021

O BOZO BLEFA, AMEAÇANDO COM UM GOLPE QUE NÃO PODE DAR, NEM TEM CORAGEM PARA DAR; BARROSO PAGA PRA VER.

J
air Bolsonaro tinha a faca e o queijo na mão para dar seu sonhado golpe de Estado em 2019, mas não ousou porque jamais foi algo além de uma farsa, um rato que ruge. 

Quem quiser saber melhor do que estou falando, informe-se sobre a escalada ao poder por parte de Hitler, Mussolini, Pinochet e outros ultradireitistas competentes, comparando-as em seguida à desse ridículo vacilão que sempre me fez lembrar aquela música de 1969 do Vinícius de Moraes e Baden Powell, o Canto de Ossanha ("Vai! Vai! Vai!, não vou/ Vai! Vai! Vai!, não vou").

O que mais, por sinal, poderia esperar-se de um militar que (suprema humilhação!) entregou docilmente arma e moto para a bandidagem?

O trem da História partiu da estação e o genocida jamais terá outra chance de nele embarcar:
— perdeu suas bandeiras (o combate à corrupção, a intenção de dar fim à velha políticao liberalismo na economia, etc.);
— desiludiu a maior parte dos seguidores, para as quais já caiu a ficha de que caíram no conto do salvador da pátria; e 
— vê suas chances eleitorais em 2022 minguarem cada vez mais.

Ninguém que tenha miolos ainda acredita nele. E o apoio que compra com recursos públicos evaporará assim que os realmente poderosos decidirem como livrar-se dele e quem ou o que botarão no lugar.

Agora, finalmente, uma alta autoridade teve brios para reagir aos seus surtos desvairados, o presidente do TSE e ministro do STF Luís Roberto Barroso. 

Ele convenceu seus pares e, por unanimidade, a Justiça Eleitoral determinou a abertura de inquérito administrativo para investigar os ataques golpistas do Bozo às urnas eletrônicas e também a remessa do indescritível show de mentiras, grosserias e ignorância crassa no qual se constitui a live da última 5ª feira (29) para ser incorporada ao inquérito das fake news que tramita no Supremo.    

É mais uma volta no parafuso, deixando antever que o circo dos horrores está cada vez mais próximo do encerramento da temporada. E única surpresa é tantos terem se omitido durante tanto tempo diante de alguém que é tão pouco, menos do que nada. (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 19 de julho de 2021

NEM TODOS OS MILITARES SÃO COOPTÁVEIS

"Nosso Dom Quixote caipira não passa de premeditado ator de picadeiro, a provocar contestações radicais num circo mambembe na Esplanada dos Ministérios.

De forma insana, para a satisfação de asseclas e seguidores de suas ações idiotas e demagógicas, manifesta-se e gesticula como o personagem criado pelo escritor espanhol"
(Sérgio Xavier Ferolla, tenente-brigadeiro reformado e ex-presidente do STM, que qualifica Bolsonaro de "psicótico presidente")
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