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terça-feira, 14 de junho de 2022

DOR, REVOLTA E IMPOTÊNCIA

A
informação, ainda não confirmada oficialmente, sobre o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips é avassaladora, embora esperada desde que os dois desapareceram. 

Não serão as primeiras mortes na região amazônica pelos mesmos motivos e acontecem não é de hoje. 

A novidade nos dias que correm é o incentivo do governo federal à pesca ilegal, ao garimpo ilegal, ao desmatamento com exportação de madeira extraída ilegalmente, às milícias. 

Na terra sem lei em que se transformaram os morros, as favelas e as periferias brasileiras, a região amazônica e do Pantanal, a ausência proposital do Estado produz a barbárie. 

Lembremos que o psicopata que elogia torturadores, que disse não ser coveiro em plena pandemia (para a qual receitou imunidade de rebanho) e desfez das vacinas em nome da cloroquina, é o mesmo que dissemina desconfiança em torno do voto eletrônico para justificar a previsível derrota nas urnas e prega o golpe. 

E as Forças Armadas, em vez de colaborarem para tornar, de fato, a Amazônia Legal, se imiscuem onde não é papel delas, na Justiça Eleitoral. Com o que, os dois bravos humanistas são chamados de aventureiros pelo psicopata. 

O Brasil precisa reagir mesmo que já se faça tarde. Muito tarde. (por Juca Kfouri)
.
TOQUE DO EDITOR – Concordo em gênero, número e grau com o comentarista esportivo Juca Kfouri. O Brasil precisa mesmo reagir, não pode esperar a derrota eleitoral do Bozo para iniciar sua reconstrução, depois do que terão sido quatro anos de destruição fanática, premeditada e bestial.

Assim como também aplaudo a iniciativa do bravo companheiro Rui Martins, de clamar pelo impeachment já e agora. Seis meses sob o Bozo, mesmo estando reduzido à impotência com relação ao golpe que tanto sonhou dar, serão uma eternidade,

Lamento, contudo, que tal clamor esteja mesmo vindo muito tarde. A hora em que o impeachment se tornou obrigatório foi aquela em que nossos irmãos começaram a morrer como moscas por causa da condução genocida do combate à pandemia.

Falhamos miseravelmente em 2020 e 2021, então nunca deixarei de lamentar mais a imensidão de brasileiros que morreram de covid podendo ser salvos, do que dois personagens célebres que entregaram a vida por seus ideais e portanto merecem todas as nossas lágrimas e homenagens.

Só que a diferença numérica é acachapante: dois x aproximadamente 400 mil. (por Celso Lungaretti)  

terça-feira, 7 de junho de 2022

O BOZO MERECE PRISÃO OU INTERNAÇÃO? DEEM SUAS OPINIÕES!

juca kfouri
SÓ UMA JUNTA PSIQUIÁTRICA PARA SALVAR O BRASIL
J
air Bolsonaro teve mais um surto. 

Disse que não é rato (e os ratos agradeceram). 

Disse também que não vai cumprir a lei. 

É da boca para fora, como sempre, porque na hora agá, covarde, recua, entrega a arma e a motocicleta, como fez quando assaltado. 

Ele sabe que está derrotado e esperneia. 

Como o Congresso Nacional está comprado, só resta uma junta psiquiátrica para declará-lo incapacitado e botá-lo numa camisa de força. (por Juca Kfouri)

terça-feira, 28 de setembro de 2021

UM CONVÊNIO MÉDICO CUJO JURAMENTO É DE HIPÓCRITA, UM GOVERNO SAUDOSO DE AUSCHWITZ E O GOLAÇO DO JUCA KFOURI

SORDIDEZ E GANÂNCIA SEM LIMITES
O
depoimento da advogada Bruna Morato, representante de 12 médicos que denunciaram a Prevent Senior à CPI da Pandemia, revela, mais do que fatos estarrecedores, a sordidez da rede de saúde em conluio com o governo federal e setores da mídia. 

O chamado tratamento precoce não foi nada mais que medida para economizar internações e evitar a política de isolamento social, de acordo com a agenda genocida de Brasília. 

Quando se ligam todos os pontos fica claro por que a Jovem Pan, por meio de seu carro chefe, Os Pingos nos Is, sempre deu espaço aos médicos argentários que defendiam cloroquinas e outras barbaridades. 

A emissora, em busca de explorar uma concessão pública de televisão, virou corrente de transmissão do que há de pior na vida brasileira, fala apenas para uma audiência fanatizada e, mais cedo ou mais tarde, será também responsabilizada por quase 600 mil mortes no país. 

A sordidez e a ganância não conhecem limites. (por Juca Kfouri)
.
Obs. – O campo de concentração de Auschwitz é lembrado no título e na foto acima porque foi nele que os nazistas realizaram suas mais infames experiências com cobaias humanas, inclusive crianças. 

domingo, 11 de julho de 2021

SÓ O BOZO NÃO PERCEBE QUE NINGUÉM MAIS TREME FACE AOS SEUS BLEFES DE PINSCHER, BUFÃO OU BOI MANSO

leonardo sakamoto
ACUADO, BOLSONARO MOSTRA OS DENTES
E AMEAÇA ATACAR. COMO UM PINSCHER
"Meu couro é grosso", afirmou o presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta (9), em mais uma viagem de campanha pré-eleitoral paga com nossos impostos, desta vez a Caxias do Sul (RS). 

Não é o que parece. Bolsonaro sente-se acuado e não consegue esconder isso. Age como se fosse um pinscher. 

Quando acreditar estar em perigo, o diminuto cachorrinho mostra os dentes, rosna, fica uma fera e ameaça partir para o ataque. 

Quem não conhece o currículo do bicho, fica assustado. Mas precisamos nos lembrar: um pinscher é pequeno como um... pinscher. 

Da mesma forma, um bufão é apenas um bufão, desde que as instituições da República, incluindo as Forças Armadas, obedeçam à Constituição Federal e não aos delírios autocráticos de um clã. 

Com as acusações de que teria prevaricado diante das denúncias de corrupção envolvendo seu governo na compra da vacina indiana Covaxin para proteger aliados no Congresso Nacional e de que teria fomentado a contaminação em massa da população em busca de imunidade de rebanho, gerando mais de 530 mil mortes, Bolsonaro vai perdendo apoio inclusive entre seus seguidores mais fiéis. 

A rejeição ao seu governo atinge recorde: 51% segundo o Datafolha. Considerando apenas sua gestão (sic) da pandemia, o número vai a 56%. Para estancar isso, vai à guerra. Mostra os dentes, rosna, fica uma fera, ameaça partir para o ataque. 

Xinga os institutos de pesquisa – de índices de desemprego às taxas de desmatamento, o bolsonarismo tem o péssimo hábito de culpar o termômetro pela febre. 

Chama de imbecil o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, por ele defender que a urna eletrônica é segura e introdução do voto impresso, como defendido por Jair, apenas tumultua o processo. 

Afirma que as eleições do ano que vem serão fraudadas e que já há um ganhador escolhido, mesmo sem prova alguma. Tenta jogar os militares contra a CPI da Covid, que tem descoberto a presença de a presença de alguns coronéis em esquemas de compra fraudulenta de vacinas ao lado de prepostos do centrão

Ameaçar com um golpe de Estado é uma forma de preparar o terreno para questionar os resultados no ano que vem se eles não forem do seu agrado e também uma cortina de fumaça sobre os negacionismos, as sacanagens, os cambalachos e as rachadinhas de seu governo. 

E, claro, é uma tentativa de garantir o controle sobre o assunto que está em destaque na sociedade. 

As manchetes dos principais jornais e portais desta sexta estavam inundadas de frases de um presidente que disse, literalmente, ter cagado para os questionamentos da CPI feitos a ele, que xinga membros de outros poderes, que insinua que poderia não permitir eleições. 

A imprensa está certa em destacar tudo isso porque não há como não dar espaço para Bolsonaro tentando implodir a democracia. 
Parece, portanto, que ele consegue o seu objetivo. 

Contudo, a estratégia de tentar sequestrar a agenda pública fazendo sangrar a República tem um custo, porque desgasta a sua própria imagem junto ao cidadão médio. Este quer viver e quer emprego – coisas que Bolsonaro não se esforça em garantir, tirando o corpo fora quando o assunto é a reconstrução da economia. 

Não é à toa que, neste momento, a maioria da população acha que o presidente é incompetente, despreparado, indeciso e pouco inteligente. Mas também falso, desonesto e autoritário, segundo a pesquisa Datafolha

Após o Senado ser ameaçado pela cúpula das Forças Armadas, em meio à investigação de corrupção na saúde que atinge militares, finalmente seu presidente, Rodrigo Pacheco, veio a publico para defender a instituição, o Tribunal Superior Eleitoral e a democracia. E Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, afirmou que as eleições vão, sim, acontecer. Quer Jair queira ou não. 

Se o Poder Legislativo e o Judiciário garantirem freios constitucionais ao Palácio do Planalto, e as Forças Armadas pararem de baixar a cabeça para o presidente, lembrarão à sociedade que o pinscher ladra, mas não morde. (por Leonardo Sakamoto)
TOQUE DO EDITOR – Há tempo venho escrevendo que o Bozo poderia mesmo ter daado um autogolpe... em 2019. Mas, como ele pouco ou nada mudou desde quando entregava moto e arma para bandidos, faltou-lhe ousadia para aproveitar a chance, que passou e jamais ressurgirá no seu horizonte.  

Constato agora que demorou uma eternidade, mas muitos articulistas do nosso lado vão chegando à mesmíssima conclusão: já debocham das sucessivas ameaças desse palhaço reduzido à impotência, mas que continua insistindo em gritar lobo! quando salta aos olhos que nenhum lobo atenderá a seu chamado.  

O Sakamoto, acima, não só compara o Bozo a um pinscher, como lhe atira na cara que um bufão é apenas um bufão.

Já o Juca Kfouri (vide aqui) foi buscar em Getúlio Vargas uma comparação gauchesca apropriada como sarcasmo para os blefes ridículos do Bozo: guampada de boi manso, ou seja chifrada sem contundência suficiente para machucar o agredido.

Também venho afirmando há bom tempo que o Bozo já morreu politicamente mas não se deu conta disto, pois, lerdo de raciocínio, a ficha só lhe cairá quando o rabecão institucional chegar para recolher o que dele restou. Acreditam agora? (por Celso Lungaretti
O prevaricador genocida também range, ruge, 
morde, mas não passa de um tigre de papel...

sexta-feira, 9 de julho de 2021

JUCA KFOURI DESAFIA BOLSONARO

DÊ O GOLPE, GARGANTA RASA!
O
Garganta Rasa volta a ameaçar, acuado, denunciado, em queda vigorosa nas pesquisas, cada vez mais isolado no Brasil, cada vez mais pária no mundo civilizado. 

Ignorante, orgulhoso de jamais ter lido um livro, desconhece o que Getúlio Vargas chamava de guampada [chifrada] de boi manso

Garganta Rasa não assusta mais ninguém. Destruiu tanto que o que restou de apoio são escombros, gente desqualificada entre:
— empresários desonestos, fraudadores;
— comunicadores vendidos, tristemente expostos em atos de bajulação explícita; 
— políticos gananciosos do centrão e redondezas; e fundamentalistas ignorantes, uma redundância. 
Cabos eleitorais de pescoços grossos, bíceps grandes e cérebros raquíticos repetem as bazófias do Garganta Rasa, prontos para a luta. 

PMs indisciplinados, provocadores infiltrados, imaginam entrar em cena para não deixá-lo só, sem se dar conta que não contam, tão poucos são. 

Dê o golpe, Garganta Rasa

Chame as Forças Armadas e ordene que fechem o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal, calem a imprensa independente, e, não se esqueça, matem os tais 30 mil que há tanto tempo lhe incomodam – se é que alguns deles não estão entre os 530 mil que seu governo genocida e corrupto já matou. 

Comece por Fernando Henrique Cardoso, é claro!, este perigoso agente do comunismo internacional (desculpe, ex-presidente, ser herói com seu pescoço…). 

Só não deixe o golpe a cargo do general Eduardo Pazuello, porque aí será um convite ao fracasso. 

Winston Churchill dizia que a guerra é assunto sério demais para deixar nas mãos dos militares, por isso melhor será encomendá-lo ao ministro Paulo Jegues, aquele que tem a fórmula para acabar com a fome no Brasil – assim como o Garganta Rasa sabe que para diminuir a poluição basta ir menos ao banheiro, com o que ameniza-se, também, a crise hídrica. 

Demorou, Gargantão, mas o país acordou para o maior erro já cometido em mais de 500 anos de existência. E nem mais o bufão de cabelo amarelo está na Casa Branca para deixá-lo brincar de golpe. 

Mas é capaz que os próximos passos da história lhe deem razão e não aconteça eleição em 2022. 

Com o seu nome nela, bem entendido, ou fora do segundo turno, porque não o atingirá, ou até mesmo no primeiro, porque o impeachment chegará antes. 

Nesta segunda hipótese, é provável que possa ver a contagem dos votos colhidos pelas urnas eletrônicas de dentro da cadeia, porque
rachadinha é crime, dar guarida a milicianos é crime, ameaçar a democracia é crime, não necessariamente nessa ordem. 

Enfim, fica aqui o desafio, a provocação de alguém desarmado, incapaz de disparar um tiro: dê o golpe! 

A bala lhe sairá pela culatra como coice na nuca, Cavalão! (por Juca Kfouri)
TOQUE DO EDITOR – Peço aos leitores que desculpem o mau gosto nas charges, mas nem os cartunistas nem eu elegemos o indivíduo que assim se expressa nas suas ridículas lives semanais, como acabou de fazer nesta 5ª feira (8), extravasando seu ódio pela CPI que está desconstruindo uma a uma as mentiras com as quais tenta manter-se no poder apesar dos gravíssimos crimes e das terríveis lambanças cometidos durante seu desgoverno. (CL

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

PESAM MAIS AS ALEGRIAS QUE DEVEMOS AO REI PELÉ NOS GRAMADOS OU AS BOLAS FORA DO CIDADÃO EDSON ARANTES NO DIA A DIA?

Pelé deixou de ser unanimidade para os torcedores comuns quando se negou a atuar pela seleção brasileira em 74, alegando respeito aos que haviam pagado para ver suas partidas de despedida
.
dalton rosado
PELÉ
Não me furto a confrontar-me publicamente com os dramas de consciência dos meus sentimentos.

Geralmente tais conflitos aparecem como contradição entre o que é tido como politicamente correto e o que vai no funda da minha alma.

Tenho questionado muito a política ao longo dos últimos anos, identificando como política todo o enquadramento a partir de uma matriz do pensar que nos remete a jogar um jogo dentro de regras preestabelecidas. 

Tal como na história do ovo de Colombo, há que se quebrar a sua casca para o estabelecimento de novos fazeres. O pensar fora da caixa nos permite a elaboração de pensar o novo sem as amarras do velho, e com tal postura descortinar um ampliado horizonte de possibilidades. 

Isto posto, vamos à análise do meu conflito de consciência pessoal em torno do tema Pelé.

O meu lado politicamente correto condena o maior atleta do século passado.  
Já os politizados o criticavam desde 70. Médici explica

O meu lado de menino que era apaixonado por futebol (e ainda sou, apesar de compreender que ele se tornou, predominante e infelizmente, uma mercadoria, embora eventualmente ainda se manifeste como arte esportiva) e acordava agarrado ao melhor presente recebido do meu pai na pré-adolescência, uma bola de couro, agradece todas as alegrias dadas por Pelé, de 1958 até meus 20 anos, em 1970.

Foi assistindo ao recém-lançado filme Pelé e vendo e ouvindo o sempre lúcido jornalista esportivo Juca Kfouri que entendi melhor o porquê do conflito da dubiedade de meus sentimentos em relação ao Pelé. 

Pelé, tal como Roberto Carlos, um o rei do futebol e outro, o da música pop, sempre se esquivaram de emitir opiniões políticas mais polêmicas, mesmo sendo celebridades cujas palavras poderiam calar fundo na consciência popular brasileira. 

Celebridades têm o direito de se omitirem sobre questões de relevância nacional? Ficarem em cima do muro lhes é negado, ainda que não entendam muito do assunto, justamente porque, mesmo evitando admitir, eles têm lá, sim, suas preferências pessoais, que deveriam ser francamente expostas aos que os idolatram. Não deveriam deixar que os seus interesses midiáticos os fizessem menores como cidadãos. 

Mas, como leigos que são em política e voltados inteiramente para os seus talentos artísticos, devemos minimizar os danos de suas omissões de opiniões e posicionamentos, bem como analisar os contextos nos quais tais omissões se dão. 

Concordo com que foi brilhante o posicionamento de Muhammad Ali, em se negar a ir para a guerra do Vietnã, dizendo que os vietnamitas nunca lhe haviam feito nenhum mal, e que, ao subir ao ringue para uma luta de boxe, travava guerra bem maior: uma afirmação contributiva para a sua etnia num país que a segregava socialmente.
Ali e Pelé: contextos diferentes

Mas concordo, principalmente, com Juca Kfouri quando ele diz que Muhammad Ali vivia num país que respeitava as regras do jogo democrático-burguês, as quais, embora leoninas, são bem diferentes da bestialidade de uma ditadura militar. 

Pelé vivia no Brasil dos anos 60, momento de sua exuberância esportiva, quando estávamos sob terrorismo de Estado, circunstancia que diferencia profundamente o contexto dos dois grandes ídolos esportivos, o de lá e o de cá.

Caso Pelé, com seu prestígio internacional que vinha desde o Mundial da Fifa de 1958, e reiterado com as incríveis façanhas suas e do Santos mundo afora (até parou uma guerra africana quando por lá se apresentou!), poderia ter-se manifestado contra as barbaridades que eram cometidas contra o povo brasileiro?

Claro que sim, poderia e deveria; mesmo que isto prejudicasse em muito sua trajetória futebolística no Brasil. Mas ele não quis isso, infelizmente. Devemos crucificá-lo por tal omissão? 

Não, isto seria excessivo, embora possamos lamentar a sua postura de quase sempre dizer simbolicamente amém a um sistema que segregava a sua etnia. 

As exceções ficam por conta de episódios como o de dedicar seu milésimo gol às crianças do Brasil (isto no ano de 1969, quando a fúria assassina do regime estava no auge!); ou quando pugnou rogando love, love, love nos EUA, com os punhos cerrados (mas com o dedo indicador para cima).  

Tais posturas de inconformismo ocorreram, contudo, episodicamente, além de se terem dado de modo muito genérico, beirando a demagogia bem comportada e politicamente correta. 

Entretanto, não podemos esquecer as imensas alegrias que Pelé deu ao povo brasileiro, ainda que a euforia da conquista do tri no Mundial Fifa de 1970 fizesse ouvidos moucos para os gritos dos torturados e assassinados nas celas da ditadura. 

Pelé colocou, sozinho, o Brasil no mapa mundial, a ponto de ficarem sabendo no exterior que éramos do país do futebol e de Pelé, e que nossa capital não era Buenos Aires. Lá atrás, Eder Jofre e Maria Ester Bueno haviam dado uma mãozinha.
As estilísticas bicicletas do Pelé: inimitáveis (o Dalton que o diga...)
Agradeço a Pelé a alegria que me proporcionavam as matinês do cinema de minha cidade de então (Mossoró-RN), quando era exibido o
Canal 100: deliciava-me aquele maravilhoso samba do baiano Luiz Bandeira, na deliciosa orquestração de Valdir Calmon (que bonito é) fazendo o fundo musical das bicicletas do Pelé. Aliás, ao tentar imitá-las, quebrei o braço numa queda desajeitada... 

Agradeço a Pelé a alegria daquele jogo final contra a Itália em junho de 1970, quando já em Fortaleza e cursando a Faculdade de Direito da UFC, fui convidado por um colega ricaço para assistir ao jogo numa televisão com transmissão instantânea, colorida, regada a uísque importado e salgadinhos, para dali sairmos em passeata pela Beira-Mar eufórica.

Naquele dia tomei todas, sem saber exatamente por que e ignorando que futuros companheiros meus estavam sendo presos e torturados ao lado de outros dos quais apenas ouviria falar depois. Nunca mais os veria (como Bergson Gurjão Farias, que morreu no Araguaia).

À altura eu era apenas um rapaz latino americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, vindo do interior. Ouvia, ainda tímido, na mesma Faculdade e ano, as músicas recém tiradas do forno pelos cearenses Belchior, Ednardo e Fagner (este último apoiou Bolsonaro na eleição presidencial, mas já recuperou a lucidez); do piauiense Jorge Melo; e do meu amigo Rodger Rogério. 
Terá sido Messi o último sul-americano melhor do mundo?

Gostava muito das criações e interpretações do chamado
Pessoal do Ceará, mas ainda não possuía as informações que depois me fariam sentir a necessidade de colocar os meus serviços de futuro advogado a serviço do povo. E agradeci a Pelé por ele existir.

Talvez a minha inconsciência de jovem ingênuo que passava batido pela manipulação futebolística do sistema, naquele momento em que a ditadura era mais brutal, fosse parecida com aquela de quem era atleta dedicado full time à sua atividade esportiva, como Pelé. 

Acho mais relevante para uma análise e juízo de valor de caráter, a rejeição do reconhecimento de Pelé a uma filha fora do casamento, que era a sua cara; ninguém merece ser rejeitado(a) como tal. 

Mas, quando coloco na balança de ganhos e perdas, concluo que pesa mais o primeiro prato. É isto que meu coração decide e não devo mentir para mim mesmo para fazer média com o politicamente correto, até porque a política é a engenhoca que faz com que toleremos todo o escravismo milenar. 

Obrigado, Pelé: 
— pelas inesquecíveis alegrias que você me deu até meus verdes 20 anos;
— por ter lavado a alma de todo o povo brasileiro, que viu no menino pobre e negro a imagem de sua própria vitória e a afirmação de que tudo é possível, apesar das imensas dificuldades;
— por estar noutra galáxia em termos de futebol, acima de Maradona, Messi, Di Stefano, de todos os grandes craques brasileiros e mundiais de todos os tempos.

Finalmente, reiterando minha gratidão, peço que me perdoe pelo nível de exigência que minha consciência social lhe faz, recriminando-o pela omissão diante do que você poderia e deveria ter concomitantemente sido. Aí você seria ainda maior. (por Dalton Rosado)

terça-feira, 10 de novembro de 2020

JUCA KFOURI: O PRESIDENTE MILIONÁRIO DO CLUBE DOS PATIFES FOI EXPULSO PELA TORCIDA DA CASA BRANCA QUE EMPESTOU

juca kfouri
QUANDO A DERROTA SE CONSUMOU, O MUNDO CIVILIZADO EXPLODIU
DE ALEGRIA
Foram madrugadas e mais madrugadas. Noites insones. E o placar não se alterava. Faltavam seis pontos. Duas cestas de três. Uma diferença igual ao 7 a 1. Parecia tão fácil. E nada!

Quando, enfim, a derrota se consumou, o mundo civilizado explodiu de alegria.

Sim, o mundo civilizado saudou menos o vitorioso e se alegrou mais por causa de quem perdeu.

Nada contra quem venceu, principalmente por ela. Time grande, sem dúvida, cujo triunfo, em regra, deveria ser comemorado como tal. Só que qualquer um seria melhor que o derrotado, razão pela qual, excepcionalmente, os rojões explodiram pelos céus do planeta em regozijo pelo fim de quem, patético, não sabe nem perder.

A criança mimada, o presidente milionário do clube dos patifes, expulso pela torcida da poderosa Casa Branca que empestou, está fora do jogo, incapaz de participar do segundo tempo, como é quase regra no campeonato que disputou.

É preciso ser muito perna de pau para perder mesmo com a maioria dos juízes ao seu lado, além do poderio da máquina sob seu comando.

Alijado com requintes de crueldade, a goleada deixada para os acréscimos da partida, as últimas cartadas vindas pelo correio neste mundo digital.
Deixa uma porção de viúvas, todas incapazes de olhar além dos próprios umbigos, dinheiristas, gananciosas, abjetas, geneticamente mentirosas. Não há VAR que as salve...

...Não sejamos ingênuos, o mundo, e o Brasil, especialmente, seguirão palcos da injustiça da fome, da falta de moradia, de saúde, de educação, do racismo, homofobia, machismo, desrespeito ao meio ambiente, da minoria milionária e da maioria excluída.

Mas, ao menos, com esperança, outra vez.

Até o gênio da raça Darcy Ribeiro não teria vergonha de estar ao lado dos vencedores.

Oxalá o próximo dia 15 signifique o começo da reação contra o obscurantismo também por aqui.

É hora de virar o jogo. (por Juca Kfouri) 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

UMA VEZ FLAMENGO, FLAMENGO ATÉ MORRER! (no entanto, quem morre pelo Flamengo deixa as famílias à míngua...)

juca kfouri
ENCENAÇÃO DE DIRIGENTES DO
FLAMENGO BEIROU O SURREAL
Como estão as famílias do acidente com o voo da Chapecoense?

E as da tragédia em Brumadinho?

Estão como estão seis e meia das famílias dos dez garotos que morreram carbonizados no centro de treinamentos do Flamengo no dia 8 de fevereiro do ano passado –neste sábado fará um ano.

Lembremos: a queda do avião assassino na Colômbia, que estava em situação totalmente irregular, aconteceu no dia 28 de novembro de 2016 e matou 71 pessoas; a destruição de Brumadinho, por desleixo dos responsáveis da Vale, deu-se em 25 de janeiro de 2019, e deixou 270 mortos.
Nos três casos:
— as famílias que fizeram acordos não tiveram outra saída por estarem com a corda no pescoço; 
— a direção da Chapecoense, alvo da empatia mundial, nunca mais agiu como dela se esperava; 
— até empresas que perderam jornalistas, como a Fox, são objeto de ações na Justiça até hoje; e 
— a Vale gasta milhões em campanhas na TV para tentar explicar o inexplicável, mas não zera a conta como seria obrigatório.

Porque os executivos à frente da Chapecoense, da Vale e do Flamengo não estão preocupados com os que morreram e, sobretudo, com os que dependiam dos que morreram, seja porque perderam seus arrimos de família, seja porque, no caso das crianças rubro-negras, significavam a esperança de dias melhores.

A vida parece não valer nada diante do dinheiro.

O pronunciamento de três cartolas da Gávea no último sábado (1º), feito na TV Fla com perguntas evidentemente sob medida, causou a chamada vergonha alheia, para não dizer asco. 
Frieza pouca é bobagem. Do presidente do clube, Rodolfo Landim, ao CEO Reinaldo Belotti, passando pelo vice jurídico, Rodrigo Dunshee de Abranches, a encenação beirou o inacreditável, o surreal.

Em vez de receberem a imprensa para uma verdadeira entrevista, preferiram se esconder por meio de pronunciamento encomendado e falsa seriedade, em demonstração de insensibilidade raramente vista até mesmo no sujo mundo do futebol.

Dos responsáveis por armazenar crianças em contêineres da gestão passada, aos atuais cartolas, o que se vê é a busca desesperada em se eximir, tirar o corpo, numa aposta mórbida em que as vitórias no campo apagarão a exigência de justiça e de indenizações.

Dessas situações em que se tem vergonha de fazer parte da mesma geração de tais seres que se parecem com os humanos, mas pouco têm a ver com estes.

Longe de achar que a situação é de fácil resolução, porque não é.

Mas bastaria agir com transparência e, sobretudo, com convincentes gestos solidários, por meio de comunicação permanente com as famílias e com a sociedade, para angariar a compreensão de todos e encaminhar a solução com a rapidez que o caso exige.

Porque o Flamengo não é a Chapecoense, com todo respeito, e muito menos é a Vale.

São dezenas de milhões de brasileiros ofendidos e preocupados com o despreparo gerencial do clube para tratar de tema tão delicado.

Está nas mãos da diretoria do Flamengo impedir que 2019 fique marcado não como o ano do heptacampeonato brasileiro, e do bicampeonato da Libertadores, mas como o das dez mortes no Ninho do Urubu.

Deixem o futebol nas mãos de Jorge Jesus porque ele tem mostrado que sabe como tratá-lo ao lado do vice-presidente da área, Marcos Braz.

E tratem o caso das famílias como a prioridade número um para tirar tamanha mancha do manto sagrado. (por Juca Kfouri)
A canção obrigatória quando enfocamos casos como estes, da 
desumanidade extrema dos que detêm o mando sob o capitalismo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

SOBRE RESSENTIDOS E LOBOS

juca kfouri
BOLA PLANA
Bate uma certa tristeza quando, p. ex., chorar a morte de Kobe Bryant é criticado porque em Belo Horizonte morreram mais pessoas.

Ou quando se comover com as homenagens feitas nos EUA a um dos maiores ídolos do esporte mundial rende comentários sobre as mortes que o governo norte-americano promove mundo afora.

Será que cabe mesmo comparar?
Do mesmo modo, embora sem a mesma insensibilidade, apenas com a mesma ignorância, é triste ver que, quando se diz ser desumano fazer atletas jogar futebol sob o sol do meio-dia, alguém diz que desumano é morar embaixo do viaduto ou que jogos de tênis sob sol levam quatro horas. 

Outra vez, compara-se laranja com avestruz.

Por que há pessoas que fazem questão de se revelar tão cruas? Não poderiam, ao menos, guardar para si? 
.
Toque do editor — este desabafo do Juca Kfouri, decerto magoado com comentários recebidos no seu blog, eu também poderia ter escrito, só alterando os exemplos.

Uma das minhas maiores decepções no presente século foi ter sonhado com o papel grandioso que a internet poderia cumprir, levando conhecimento a um povo dele tão carente e dando aos que não são proprietários de veículos de comunicação a oportunidade de tornar menos desiguais as batalhas pela formação das consciências, como aconteceu no Caso Battisti.

Vê-la transformada numa rinha de desqualificadores atrozes e numa feira das vaidades de quem quer trombetear seus primarismos sem se dar à dura labuta do aprimoramento pessoal (apreender a civilização e aprender a pensar criticamente), me deixa inconsolável. 
(por Celso Lungaretti) 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

JOÃOZINHO NOVE E BOZO 38

"...Doria, agora apelidado de Joãozinho Nove..."
Na efervescência de 1968, Pier Paolo Pasolini (1922-1975), cineasta e poeta, italiano e comunista, escreveu que entre os estudantes e os soldados que os reprimiam ele ficava com os segundos, filhos da classe operária e não da burguesia.

Era um equívoco, como equivocado estava o então presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, Lula, quando disse, ao programa Vox Populi, da TV Cultura, em 1978, que não queria misturar estudante com operário no ABC paulista. 

Pasolini morreu assassinado, e não há registro de seu arrependimento pelo que disse.

Lula evoluiu. Há quem tenha regredido, e muito.

Fernando Henrique Cardoso era um intelectual de esquerda cuja ética da responsabilidade weberiana conduziu ao centro e o oportunismo, quiçá ciúmes de Lula, o levou à direita a ponto de apoiar João Agripino Doria. Este sempre ocultou o lado escondido na cassação do pai pelo golpe de 1964.

O Doria pai, deputado do Partido Democrata Cristão cuja grande contribuição ao país foi a de ter criado o Dia dos Namorados, cópia do Valentine’s Day americano —com a diferença de que lá é comemorado no dia 14 de fevereiro, e aqui em 12 de junho—, não por acaso era apelidado de João Dólar.
"Bozo 38 vive sob o manto dos milicianos e das rachadinhas"
O verniz democrata do filho, agora apelidado de Joãozinho Nove em alusão ao massacre de Paraisópolis, ou Carandiru Yuppie, se desfez ao disputar espaço na extrema-direita com Jair Bolsonaro e Wilson Witzel depois da miséria eleitoreira do Bolsodoria.

Miséria da qual nem os intelectuais gostam e que redunda em barbáries como a do Carandiru, em 1992.

Ser de direita é opção tão legítima como ser de esquerda ou de centro, com todos os seus matizes.

Só não vale ser uma coisa e fingir ser outra, porque leva o eleitor a escolher gato por lebre, como aconteceu com o eleitorado paulistano na última eleição para prefeito, erro corrigido na capital paulista no pleito para o governo do estado, mas ainda cometido no interior.

Bozo 38 também mente compulsivamente ao se dizer contra a corrupção, mas viver sob o manto dos milicianos e das rachadinhas, assim como ao defender os princípios da família e trocar de mulher como de camisa de clube de futebol, talvez porque sua misoginia prepondere, do mesmo modo que se vinga do Exército, que o recusou, ao expô-lo sem reservas.

Como pai disse preferir ter um filho morto a ter um filho gay; embora, felizmente, nada de mais grave tenha acontecido em sua casa.

Só Freud explicaria. (por Juca Kfouri)

terça-feira, 3 de setembro de 2019

O BOLSONARO DO FUTEBOL ESTÁ NA RUA DA AMARGURA. FALTA O FELIPÃO DA POLÍTICA...

Não surpreendeu a ninguém o apoio do técnico Luiz Felipe Scolari ao deputado ultradireitista Jair Bolsonaro na última eleição presidencial: o treinador limitado, autoritário e truculento tem muitas afinidades com o político idem, idem e quase idem (há muito de propaganda enganosa nas suas bravatas). 

Pode-se dizer que o gaúcho à moda antiga Felipão é o machão que o paulista acariocado Bozo gostaria de ser. Como técnico do Grêmio, p. ex., calou a boca do congênere palmeirense Vanderlei Luxemburgo com um tapa em pleno estádio Olímpico.

Já do capitão motosserra só se conhecem agressões contra mulheres e contra o fracote Randolfe Rodrigues. Mas, quando a parada era mais indigesta, optou por obedientemente entregar arma e moto à bandidagem, preferindo preservar a vida do que a imagem.

Curiosamente, foi o outro bolsonarista do Palmeiras, o jogador Felipe Melo, quem precipitou a nova desgraça de Scolari: um dos recordistas mundiais de cartões vermelhos e amarelos, o bolsominion dos gramados (como o apelidou Juca Kfouri) novamente estava suspenso quando seu time mais dele carecia. Esta tem sido sua sina desde que, com muito rancor e nenhum juízo, enterrou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010.

A facilidade com que, na semana passada, o Grêmio virou o jogo contra o Palmeiras em plena arena paulista, frustrando novamente o sonho do Mundial que os alviverdes jamais conquistaram, foi decisiva para a demissão do Felipão, que acabou tendo o destino habitual dos que criam corvos: olhos bicados.
Mas, perguntarão os leitores, por que tanta bronca do velho treinador? É porque ele simboliza muito daquilo que eu mais deploro no esporte e na vida.

Eu tinha sete anos quando os brasileiros gritamos pela primeira vez a Taça do Mundo é nossa!. Acompanhei, atento e maravilhado, toda a trajetória da geração de ouro do futebol brasileiro. 

E jamais deixei de colocar a arte como um ingrediente indispensável para eu gostar de times e selecionados.

Apesar do meu coração corinthiano, nunca deixei de assistir às partidas que podia do Santos do Pelé, do Botafogo do Mané, do Cruzeiro do Tostão, do Flamengo do Zico, da laranja mecânica do Cruyff, do Napoli do Maradona, do Barcelona do Messi e outros esquadrões que ganhavam sem deixarem de proporcionar espetáculos deslumbrantes.

Cheguei a tirar férias como torcedor do meu time quando o treinador Mário Sérgio Pontes de Paiva, em 1993-95,  mandava seus pupilos fazerem faltas leves (evitando expulsões) o tempo todo, para o jogo dos adversários mais fortes não fluir, na esperança de marcar um gol numa bola vadia e segurar até o fim o placar mínimo. Eu acompanhava o resultado das partidas pelo jornal e mais nada.

Scolari nunca passou de um Mário Sérgio um pouco melhorado. Tornava seus times guerreiros (com uma rispidez bem próxima da deslealdade) e defensivistas, contando fazer gols principalmente à custa de bolas paradas e do jogo aéreo. Os jogadores mais emblemáticos do estilo Felipão foram o paraguaio Arce (um lateral direito muito hábil nos cruzamentos) e Jardel (centroavante alto e grande cabeceador). 

Para quem preza apenas a vitória, o Grêmio de Felipão, Arce e Jardel bastava. Para mim, era a quintessência do antifutebol.

A conquista do Mundial de 2002 foi o auge e o canto do cisne do Felipão, que nada mais faria de notável, até porque a revolução catalã, pouco depois, expeliu da divisão de elite do futebol mundial os treinadores meramente pragmáticos. 

E Scolari, quanto à estratégia de jogo, sempre foi zero à esquerda, como ficou evidenciado ao sofrer a pior derrota e a maior goleada que um selecionado principal brasileiro amargou em mais de um século de História e mais de mil partidas disputadas.

Antes, salvava-se nos aspectos táticos e motivacionais. Agora, nem isto. 

Queimou-se em 2012 no Palmeiras por ter passado às turbas organizadas os nomes de jogadores baladeiros a fim de que estas os disciplinassem, mas sua trairagem vazou para os delatados e ele ficou sem ambiente de trabalho, com o vestiário de pernas pro ar (metade do grupo o defendia e metade o execrava). Deixou o time  em marcha acelerada para a série B do Brasileirão.  

Desta vez, culpou os atletas pela desclassificação na Libertadores e eles, como era pra lá de previsível, arrastaram-se em campo domingo, enquanto os do Flamengo voavam.

Se tivesse parado na hora certa, seria lembrado como o pentacampeão de 2002 e não como a bruxa dos 7x1. Faltou-lhe humildade e simancol para sair enquanto estava por cima. (por Celso Lungaretti)
"Oi, zum, zum, zum, zum, zum, está faltando um.
Oi, zum, zum, zum, zum, zum, está faltando um"
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