BOLA PLANA
Bate uma certa tristeza quando, p. ex., chorar a morte de Kobe Bryant é criticado porque em Belo Horizonte morreram mais pessoas.
Ou quando se comover com as homenagens feitas nos EUA a um dos maiores ídolos do esporte mundial rende comentários sobre as mortes que o governo norte-americano promove mundo afora.
Será que cabe mesmo comparar?
Será que cabe mesmo comparar?
Do mesmo modo, embora sem a mesma insensibilidade, apenas com a mesma ignorância, é triste ver que, quando se diz ser desumano fazer atletas jogar futebol sob o sol do meio-dia, alguém diz que desumano é morar embaixo do viaduto ou que jogos de tênis sob sol levam quatro horas.
Outra vez, compara-se laranja com avestruz.
Por que há pessoas que fazem questão de se revelar tão cruas? Não poderiam, ao menos, guardar para si?
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Toque do editor — este desabafo do Juca Kfouri, decerto magoado com comentários recebidos no seu blog, eu também poderia ter escrito, só alterando os exemplos.
Uma das minhas maiores decepções no presente século foi ter sonhado com o papel grandioso que a internet poderia cumprir, levando conhecimento a um povo dele tão carente e dando aos que não são proprietários de veículos de comunicação a oportunidade de tornar menos desiguais as batalhas pela formação das consciências, como aconteceu no Caso Battisti.