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sexta-feira, 3 de abril de 2026

BRASIL PODE SURPREENDER NESTA COPA: EM VEZ DE CAIR NAS QUARTAS-DE-FINAL, LEVA JEITO DE QUE CAIRÁ NAS OITAVAS

Está rindo do que? De ter encontrado
otários que ignoravam sua decadência?
 
Publicar neste blog as campanhas da seleção brasileira quando conquistou Copas do Mundo acabou sendo uma crueldade.

Ao rememorarmos  ou tomarmos conhecimento do magistral futebol jogado pelos nossos escretes em 1958 e 1970, inevitavelmente o comparamos com a Incrível Seleção Brancaleone da atualidade. 

Desde  2023, segundo o Superscore, o Brasil disputou 35 partidas, entre jogos oficiais e amistosos. Embora enfrentasse principalmente os adversários fracos que a CBF escolhia para encher os cofres e não visando à preparação para competições realmente importantes, venceu 15, empatou 10 e perdeu 10. 

Seu aproveitamento foi de míseros  52,4%, índice que  o coloca na 39ª posição entre os 48 selecionados já classificados para o Mundial de 2026, atrás dos poderosos Marrocos, Senegal, Irã, Argélia, Uzbequistão, Costa do Marfim, Turquia, Congo, Iraque, Tunísia, Haiti, Panamá e Cabo Verde. Pior, impossível.

Sob o comando do técnico Tite (2016-2022), pelo menos ficamos em primeiro lugar nas duas eliminatórias sul-americanas disputadas e conquistamos a Copa América de 2919. Aproveitamento?  80,7%.

Seus sucessores foram o interino Ramon Menezes, o mediano Fernando Diniz, o técnico de clubes Dorival Júnior e o superado Carlo Ancelotti.

O italiano estava encerrando seu ciclo no Real Madrid e, nos clássicos contra o Barcelona, vinha de perder os últimos quatro, sendo dois por goleadas, além da humilhante média de quatro gols sofridos por partida. Competições vencidas: nenhuma. 

Evidentemente, a equipe madrilenha só o liberou com tanta facilidade porque não o queria mais.  

Com Ancelotti no banco, o Brasil disputou 10 partidas, venceu 5, empatou 2 e perdeu 3. Seu aproveitamento é de 56,6%. Pelos critérios do ranking da Superscore, ficaria em em 34ª lugar,
.
Minha análise de maio/2025 continua em pé:
Temos formado ultimamente uma geração de jogadores mal resolvidos, que prometem muito e entregam pouco, com carências gritantes em várias posições da defesa e do meio de campo.

Com o revolucionário Jorge Jesus talvez acontecesse um milagre, (...) mas a escolha do convencional Ancelotti só reforça a impressão de que, tanto quanto Bolsonaro, está além de qualquer possibilidade de salvação. 
Por último: o que mais falta ao nosso selecionado é um meio-campista do nível do Didi, Ademir da Guia ou Gerson, que faça a ligação defesa/ataque com inteligência e brilhantismo. 

Messi, p. ex., foi o grande destaque da Argentina campeã do mundo de 2022 e escolhido como o melhor jogador do Mundial, apesar da idade avançada para um futebolista (35 anos). 

Já o Neymar, quando era jogador, quebrava o galho. Mas hoje ele não passa de um embromador com canelas de vidro. 

E os clubes brasileiros deixaram de formar tais meio-campistas porque querem, acima de tudo, vender seus craques para o exterior.  

Então, que se danem os torcedores! Os preferidos do mercado são os dribladores e a prioridade é sempre atender os compradores em potencial. (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 9 de março de 2026

NO CLÁSSICO MINEIRO, O IMPORTANTE NÃO É VENCER NEM COMPETIR. É SOBREVIVER.


A frase o importante não é vencer, mas competir, atribuída ao Barão de Coubertin (fundador dos Jogos Olímpicos modernos), enfatiza a valorização do esforço, da superação pessoal e dos valores éticos em detrimento do resultado final. 

Ela promove a ideia de que a participação honesta e o desenvolvimento pessoal são o que realmente importa, e não a vitória a qualquer custo.

Faltou ensinar isto aos gladiadores do Atlético Mineiro x Cruzeiro. Eles protagonizaram a maior pancadaria nos campos de futebol que me lembro de ter visto na vida. Tanto que o clássico mineiro terminou com 23 expulsões (!).

Assim caminha a desumanidade. (CL)

Clique aqui para assistir, no Youtube, às
cenas deprimentes da barbárie em campo

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

"O FUTEBOL DEVERIA SER UM ESPAÇO DE PAIXÃO, COMPETIÇÃO E UNIÃO, NUNCA DE DISCRIMINAÇÃO!" BRAVO, HUGO SOUZA!

A
pós salvar o Corinthians de ser eliminado pela Portuguesa em partida do Paulistão no último domingo (22), tendo defendido uma penalidade máxima no tempo normal e duas cobranças na decisão por pênaltis, Hugo Souza deu uma lição de comportamento ao Vini Jr.

Grande responsável pelo triunfo corinthiano, ele foi xingado por torcedores à saída do gramado: sem dente; passa fome; vai cortar esse cabelo, seu piolhento e favelado

Hugo evitou fazer estardalhaço despropositado ou provocações desnecessárias Vini Jr., pelo contrário, dá sempre a impressão de que esteja capitalizando a ocorrência para valorizar-se como profissional, afora preocupar-se demais com palavras que não matam e de menos com a máfia das apostas, que mata os brothers de fome. 

Só no dia seguinte Hugo Souza se manifestou, em nota distribuída à imprensa e redes sociais:
"...Trata-se de uma situação grave, que ultrapassa qualquer limite esportivo e atinge princípios fundamentais de respeito, dignidade e igualdade. 
O racismo é crime e precisa ser tratado com a seriedade que exige. 
Episódios como esse não podem ser relativizados, naturalizados ou ignorados. 
Infelizmente, [os xingamentos racistas ainda são} uma realidade enfrentada por muitas pessoas pretas diariamente, dentro e fora do esporte. 
Repudio de forma veemente qualquer manifestação preconceituosa e reforço meu compromisso com a luta por uma sociedade mais justa e consciente. 

O futebol deveria ser um espaço de paixão, competição e união, nunca de discriminação. 

Espero que o caso seja apurado com rigor na esfera jurídica e que medidas exemplares sejam tomadas. O combate ao racismo é uma responsabilidade de todos".

A Federação Paulista de Futebol deplorou o ocorrido e a Portuguesa prometeu punir os autores. 

De forma discreta, sem a estridência bombástica do Vini Jr., o goleiro não deixou os insultos passarem em branco, mas também não deu importância exagerada a desabafos de torcedores com a cabeça quente após uma desclassificação. (por Celso Lungaretti) 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

SELEÇÃO BRASILEIRA BATEU EM BÊBADO E CONTINUA SENDO INCÓGNITA PARA A COPA

Nunca aprovei a postura do quanto pior, melhor no futebol. 

Derrotas no nosso esporte mais popular não aproximam o povo da conscientização política, apenas o tornam inseguro como os vira-latas, que temem o tempo todo ser chutados pelos seres desumanos.

A seleção canarinho foi campeã do mundo pela primeira vez quando eu tinha sete anos. Acostumei-me às goleadas contra os gringos, à alegria do povo que, afinal, via nosso país ser o melhor em alguma coisa. 

Com o brasileiro não há quem possa era mais do que uma marchinha comemorativa. Passamos a acreditar euforicamente nisso.

Gostaria que tal ainda fosse a realidade Mas não é e eu me recuso  a ser manipulado. Então, não entrarei no clima de agora vai! que a indústria cultural fará tudo para fabricar em mais esta Copa do Mundo. 

Pode até ser que o escrete engrene de verdade, mas os 5x0 contra a Coréia não garantem absolutamente nada. 

Continuaremos carentes de meio-campistas que pensem o jogo e organizem o time. A Argentina só quebrou a sequência de vitórias europeias porque tinha o Messi; nós  não temos nenhum.

Neymar é carta fora do baralho e, até agora, não surgiu algum jogador com o mesmo talento que ele tinha. Em jogos grandes, contra as fortes defesas europeias, alguém assim nos fará falta.

Ademais, irrita-me profundamente que, Copa após Copa, a seleção entre no período que antecede o Mundial batendo em bêbados para incutir no povo um otimismo despropositado. 

Chega de enganações, ainda mais quando se repetem sempre as mesmas! 

Caso, p. ex., a de convocarem pelo menos um jogador do Corinthians, dada a importância do apoio da fiel torcida; só que a escolha recai sobre o goleiro, pois, segundo reserva, dificilmente jogará.  

Esta é minha opinião. Posso mudar se o selecionado do Ancelotti golear um adversário de verdade no rumo da Copa. Mas perder do incipiente Paraguai e depois aplicar um chocolate num eterno perdedor da Ásia é o típico me engana que eu gosto . (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 2 de junho de 2025

CERTA ESTAVA A IGREJA, AO CONSIDERAR PECAMINOSA A USURA! HOJE, OS AGIOTAS LEGALIZADOS FICAM SE ACHANDO...

L
eila Pereira, uma Scrooge (*) de saias, pensa que manipula as leis do país como os banqueiros manipulam as economias dos coitadezas que caem em suas garras.

Não satisfeita com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva haver denunciado o atacante cruzeirense Dudu, ex-Palmeiras, por tê-la ofendido (só que os insultos foram mútuos...), ainda pediu punição rigorosa contra ele por entender que lhe foi mais desrespeitoso por sua condição de mulher, não tendo feito o mesmo ao ser dispensado por Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro.

Só que isto não passa de suposição, uma dentre tantas possíveis. Por que não conjeturarmos, p. ex., que o Dudu não gostaria de sair na porrada com outro homem por receio de ficar com o olho roxo,  daí ter preferido evitar tal risco? 

O certo é que a Dona Banqueira está acostumada a que todos aceitem tais chutes nas nuvens como se fossem golaços do Vitor Roque. 

Outra ridicularia foi a interpretação que a procuradoria do STJD deu a esta mensagem do Dudu: 
Os usurários (1520), de Quentin Massys.
O caminhão estava pesado e mandaram eu sair pelas portas do fundo!!! Minha história foi gigante e sincera diferente da sua sra @leilapereira Me esquece VTNC.
Mostrando que tem a mente muito suja, o(a) responsável decifrou as quatro letrinhas como iniciais de
Vá Tomar No Cu. O Dudu alega que o significado é Vim Trabalhar No Cruzeiro. Pode até não ser, mas nada prova que não seja. 

O nome disso é predisposição à hostilidade. Os punitivistas sempre escolhem a pior interpretação possível, pois são uns casmurros sem o mínimo senso de humor, invariavelmente querendo ferrar o próximo.

Que é também o que os financistas fazem, só que geralmente com mais sutileza do que a Dona Banqueira. (por Celso Lungaretti).
* Ebenezer Scrooge, o avarento visitado por fantasmas no Conto de Natal do Charles Dickens. 

domingo, 4 de maio de 2025

O PLANETA BOLA TAMBÉM JÁ TEM A SUA SANTÍSSIMA TRINDADE

O pai foi o Pelé, principal futebolista do século passado.

O filho é o Messi, que  disputa com Pelé o título de GOAT (melhor de todos os tempos).

O espírito santo inspira Lamine Yamal, que ameaça superar  ambos.

Filho de um marroquino que casou com uma moça da Guiné Equatorial, Yamal tinha sete anos quando a família se mudou para Barcelona. Logo estava jogando na base do Club de Fútbol La Torreta e chamando a atenção dos olheiros do Barcelona fc.

Percebido como um dos melhores produtos das categorias de base do Barça, foi escolhido pelo grande Xavi Hernández, técnico da equipe juvenil, para treinar com a equipe principal na temporada 2022-23.

Estreou em abril de 2023, quando estava com 15 anos e nove meses, tornando-se, em todos os tempos, o quinto jogador mais jovem a atuar em La Liga. 
Foi também em 2023 que chegou tanto à seleção espanhola sub-17, quanto ao escrete principal.

Hoje com 17 anos e 9 meses, é titular do Barcelona e da seleção espanhola, deslumbrando o mundo com golaços (como o marcado na semifinal da Champions contra a Internacional), recordes de assistências e um amplo repertório de jogadas desconcertantes.
Atuando principalmente na ponta-direita, com liberdade para flutuar até o miolo, é um driblador tão endiabrado quanto o inesquecível Mané Garrincha, mas sem debochar dos joões que surgem no seu caminho e são instantaneamente deixados para trás.

É difícil prever se será maior do que o Pelé e o Messi, mas se trata, com certeza, do único dos futebolistas famosos da atualidade com potencial para tanto. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 28 de março de 2025

O CORINTHIANS AGORA TEM TIME PARA DISPUTAR TÍTULOS. MAS, ATÉ QUANDO?

P
restes a completar seis anos sem ganhar títulos, o Corinthians finalmente pôs fim ao constrangedor jejum, conquistando o campeonato paulista com vitória de 1x0 e empate por 0x0 contra o Palmeiras. 

Não foram grandes partidas, mas mobilizaram as respectivas torcidas como há muito não se via em São Paulo; o fato de estarem enfrentando o maior rival pesou mais do que a pouca importância do chamado Paulistinha na atualidade. 

Agora quem tem de aturar os buchichos sobre decadência é o Palmeiras, cujo apogeu sob Abel Ferreira ficou mesmo para trás: desde que o treinador português assumiu em 2020, o Palmeiras não passava em branco, consecutivamente, pela Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e campeonato paulista. Acaba de o fazer.

Há grande chance de, desta vez, o Abel cumprir o que vem ameaçando faz algum tempo: voltar para Portugal. Pois o time por ele montado está fazendo água por todos os lados e o gajo não vem encontrando a fórmula da remontagem  
Como desgraça pouca é bobagem, o melhor jogador palmeirense, Estevão, está indo para o Chelses.

Quanto ao Corinthians, tem neste instante um time capaz de desafiar a provável hegemonia do Flamengo... desde que não seja desfigurado já na próxima janela de transferências. 

Parece que Garro e Yuri Alberto já receberam excelentes propostas do exterior e foram convencidos por Memphis Depay a ficarem mais um pouco, até que o Corinthians conquistasse algum título.

O próprio Depay também deverá voltar a ser objeto do desejo de grandes clubes europeus, agora que ficou comprovada sua recuperação da lesão que o mantinha afastado dos gramados desde julho de 2024. 

Quanto ao Hugo Souza, o goleiro-sensação cujas defesas de pênaltis têm sido fundamentais para a boa fase corinthiana, por enquanto jura amor eterno ao timão. Outros já o fizeram no passado e depois não resistiram ao canto dessas mesmas sereias. (por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

O QUE OS OUTROS JORNALISTAS NÃO ESCREVERAM SOBRE O ZAGALLO

Para Médici, seria uma saia justa dividir os holofotes
do tri com um comunista. Os cartolas o atenderam...
É irritante a tendência bem brasileira de se passar pano nas facetas menos lisonjeiras de um famoso quando ele morre, postura criticável até mesmo num cidadão comum e simplesmente inaceitável em jornalistas. 

Estes últimos, em especial os da imprensa escrita, deveriam priorizar a verdade, ao invés de vergarem-se às conveniências, fazendo coro às coberturas quase sempre louvaminhas e apologéticas dos meios eletrônicos.

Zagallo foi mais coadjuvante do que protagonista durante a vida inteira, então não havia motivo para estender-me agora sobre ele. Mas, faço questão de lembrar o que tantos outros omitiram:
— como campeão mundial em 1958 e 1962, não passava de um carregador de piano para os jogadores decisivos brilharem. Só atuou porque Vicente Feola e Aymoré Moreira, respectivamente, optaram por um novo esquema tático (o 4-3-3), com Zagallo recuando para auxiliar na marcação e encorpar o meio-de-campo. Se a opção fosse pelo ponta-esquerda convencional do 4-2-4, Pepe teria ficado com a vaga, pois, como atacante, era imensamente superior;
— dirigido por Saldanha, dito João Sem Medo, o escrete deitou e rolou nas eliminatórias do Mundial de 1970, com as então chamadas feras do Saldanha goleando impiedosamente os adversários. Mas, o ditador Médici não queria que a seleção o tivesse como técnico nos gramados do México, por causa de sua notória proximidade com o PCB. Então, os solícitos cartolas armaram uma arapuca para descartá-lo, incitando o técnico flamenguista Yustrich a dar repulsiva declaração à imprensa, na qual fez referência a uma suposta infidelidade da esposa do Saldanha. Este saiu atrás do ofensor para tirar satisfações, dando pretexto para seu afastamento. Quem foi o técnico politicamente confiável que acabou herdando o cargo? O Zagallo.
Quando Médici pediu Dadá Maravilha no escrete, Saldanha
disse: "Ele não escala a seleção, nem eu escalo ministério".
Zagallo obedeceu ao ditador, mas deixou Dario na reserva
— em situações como essa, a cartolagem só derruba um treinador quando já tem outro engatilhado e concorde para assumir a vaga. Embora Yustrich houvesse sido levado a crer que, feito o serviço sujo, seria ele o agraciado, seu autoritarismo no trato com os jogadores era tão acentuado que lhe acarretava forte rejeição. A opção por um treinador mais palatável era pra lá de previsível e isto já deveria estar nos planos dos golpistas;
— a seleção tricampeã mundial foi a que Saldanha moldou nas eliminatórias, quando reergueu a confiança dos brasileiros (abalada pelo fiasco de 1966). A grande novidade foi a formação do chamado quadrado mágico (Gerson, Tostão, Pelé e Rivellino), mas ela não se deveu a Zagallo, que preferia Edu como ponta-esquerda. Os líderes do elenco, contudo, forçaram a escalação do jovem da patada atômica  e o Brasil fez sua Copa mais memorável, dentre todas as que venceu;
— em 1994 Zagallo, qualquer que fosse seu rótulo oficial, não passou do principal auxiliar de Carlos Alberto Parreira e é sabido que sua influência foi grande para que o técnico adotasse posturas excessivamente cautelosas, culminando no horroroso espetáculo que foi a final contra a Itália: 0x0 durante 120 minutos, mais a pífia vitória nos pênaltis; e
— jamais pode ser esquecida a infame expulsão do grande goleiro Barbosa, quando este, já septuagenário, tentou visitar a concentração do escrete em 1994. 

Ele havia sido injustamente estigmatizado e feito bode expiatório do maracanazo  (inclusive por ser afrodescendente, tanto que disseminou-se a partir daí o preconceito de que goleiros negros sempre falhariam nos momentos decisivos). 
"Alegria do povo", Garricha encantou o mundo com
a pureza do seu amor pelo futebol. Não o merecemos.



O pobre Barbosa, após tanto sofrer por causa de uma única decisão errada (adiantou-se para interceptar o provável cruzamento do ponta Ghighia, pois assim nascera o tento de empate dos uruguaios, mas o atacante surpreendeu-o ao arrematar para o gol), ainda foi exposto e humilhado, 44 anos depois (!), como 
pé frio

Os jornalistas que cobriam o dia a dia em Teresópolis garantiram que tal atitude, raríssima num indivíduo cordial como Parreira, teve como forte instigador o Zagallo, que era, sabidamente, um homem supersticioso ao extremo.

É óbvio que Zagallo também teve lá seus méritos. Mas eles já foram desmedidamente exaltados pelos meus colegas, a ponto de um deles pretender que haja sido o segundo jogador mais importante da seleção canarinha em todos os tempos, acima até de Garrincha,  que carregou seu escrete nas costas em 1962 (feito só igualado pelo Maradona em 1986). 

Que enorme disparate! Quanta ingratidão com o genial Mané!

Enfim, faltava mostrar este outro lado do endeusado da vez, para restabelecer o equilíbrio que os textos jornalísticos, mesmo os necrológios, sempre deveriam ter. (por Celso Lungaretti)

sábado, 6 de janeiro de 2024

A SELEÇÃO BRASILEIRA NÃO FICARÁ FORA DAS COMPETIÇÕES DA FIFA E O DINIZ JÁ ERA

O esgoto está em polvorosa, com os ratos que o habitam disputando o poder a dentadas. 

Mas, como esses repulsivos roedores  não se suicidam, podemos ter a certeza de que o futebol brasileiro permanecerá incluído em todas as competições da Fifa.

Ao repor na presidência da CBF o ratão dela afastado pela justiça comum, o ministro Gilmar Mendes, do STF, abriu caminho para a solução do problema. 

Os interventores da Fifa que virão botar ordem na casa depois de amanhã (2ª feira, 8) já não vão ter justificativa nenhuma para aplicarem uma punição rigorosa às nossas seleções.

A entidade máxima do futebol mundial não admite que os Judiciários locais intervenham nas decisões esportivas? Mas, a intromissão da Justiça do RJ não existe mais, evaporou como a sentença suíça contra o técnico Cuca. 

Depois desta semana não sobrou nada nem para jogar no lixo, o que, aliás, era mesmo o que tinha de ser feito:
— o futebol viraria um hospício se os togados de cada estado (e por que não os de cada município?) se pusessem a impor suas decisões à confederação nacional;
— a justiça voltaria ao tempo do direito divino dos reis se réus pudessem ser condenados sem a presença de um defensor (em último caso, os helvéticos deveriam ao menos ter indicado um advogado de ofício para o Cuca, mas deixaram uma porta aberta para a impugnação da sentença, talvez porque não pretendessem mesmo tê-lo preso, tanto que poderiam pedir sua extradição quando ele jogava em 1990 no Valladolid, contudo não mexeram uma palha).   

Ninguém precisa ser um adivinho para deduzir que a Fifa se dará por satisfeita com o fato de que o rato deposto já foi reposto e a certeza de que as facções litigantes agora resolverão o problema de outra maneira, dentro da esfera esportiva, provavelmente com a convocação de uma assembleia geral da CBF.

Quanto ao técnico, também já existe uma certeza: Fernando Diniz está fora. Mostrou-se juvenil ao insistir no seu sistema inflexível tanto nas eliminatórias para o Mundial de seleções quanto na única vez em que o Fluminense teve a chance de conquistar o Mundial de clubes. Tchau e bença.

Já o Dorival Jr., uma vez confirmado como técnico pelo presidente interino (está na cara que logo será deposto de novo, só que da próxima vez isto vai ser feito da maneira que a Fifa aceita), quem quer que o substitua como o novo rato de esgoto mor, não ousará tumultuar ainda mais o ambiente descartando-o.
Se o Dorival Jr. quer mesmo acrescentar ao seu currículo uma passagem pelo comando do selecionado brasileiro, é agora ou nunca. 
Aos 61 anos, não terá outra chance. 

E, como vai negociar em posição de força, pode exigir uma sólida garantia de que permanecerá no cargo até o fim do Mundial de 2026, bem como plenos poderes para manter os roedores afastados do vestiário, dando a última palavra sobre todas as decisões futebolísticas relativas ao escrete.

Um bônus para os torcedores brasileiros seria a certeza de ver a seleção finalmente livre do parasita Neymar, que, com uma pirraça pueril, fez com que Dorival Jr. fosse demitido do Santos em 2010, quando desenvolvia ótimo trabalho. 

Portanto, ele sabe muito bem quão nefasta é a influência do eterno menino mimado sobre qualquer elenco de adultos. (por Celso Lungaretti) 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

FAZ UM ANO QUE PELÉ MORREU E DAQUI A 9 MESES TRANSCORRERÁ MEIO SÉCULO DESDE O FIM DE SUA CARREIRA. O QUE FALTA DIZER?

Fim da linha na Vila Belmiro...
A rasgação de seda que presenciamos hoje (29/12), primeiro aniversário da morte do cidadão Edson Arantes do Nascimento, e que deverá se repetir daqui a 10 meses no cinquentenário da última partida do jogador Pelé (em 02/10/1974, sem marcar gol num Santos 2x0 Ponte Preta), é de virar o estômago. 

Houve até um comentarista esportivo afirmando que o Pelé é o maior brasileiro de todos os tempos!

Da minha parte, sendo o Brasil um país tão carente de indiscutíveis grandes homens e mulheres, eu limitaria a escolha aos poucos que desempenharam um papel histórico realmente significativo e tiveram a coragem de morrer por seus ideais. Carlos Lamarca, Carlos Marighella, Chico Mendes, Frei Caneca, Tiradentes e Zumbi dos Palmares são os mais conhecidos.
   
Quanto ao Pelé, foi o maior futebolista brasileiro até 1974 e passou os 38 anos seguintes deitado sobre os louros do passado. Afora que, lembrando uma frase do clássico Era uma vez no Oeste, de Sergio Leone, "ele fala(va) quando deveria calar, e cala(va) quando deveria falar".

Uma ocasião em que Pelé deveria ter optado por permanecer calado: quando inventou que não disputara a Copa do Mundo de 1974 por discordar da ditadura militar.

Para quem o conheceu bem, a desculpa simplesmente não colou. Deu para todos percebermos que ele, com a visão majestática que tinha de si mesmo, preferiu não correr o risco de sua última participação em Mundiais da Fifa ser um baita fracasso; melhor sair por cima, com a gloriosa conquista do Mundial de 1970.

Sua primeira alegação foi a de que já se despedira oficialmente da Seleção Brasileira, com direito a partida comemorativa e muitas homenagens, de forma que voltar atrás equivaleria a ter enganado o público. 

Mesmo com a cabeça quente por causa da derrota na semifinal contra a Holanda (será que, com Pelé presente, o Brasil não teria conseguido construir um placar favorável no 1º tempo, quando a partida foi equilibrada?), os torcedores e cronistas esportivos aceitaram a justificativa.
...e catando um punhado de dólares.

O caldo, contudo, entornou em 1975: com problemas financeiros, Pelé aceitou uma oferta intere$$ante do estadunidense New York Co$mo$ e voltou ao futebol, não dando a mínima para os torcedores que haviam pagado ingresso nas suas partidas de despedida.

Alguns passaram a encará-lo como mercenário. Então, a posteriori, ele saiu pela tangente, dando como motivo secreto de sua decisão a indignação com a ditadura. Eis como ele passou a contar a história:
"Pediram para eu voltar para a seleção, eu não voltei. Eu já tinha me despedido do Santos, mas eu estava bem demais. Mas o [ditador Ernesto] Geisel, a filha dele, veio falar comigo para eu voltar e jogar a Copa de 74. 

Por um único motivo não aceitei: estava infeliz com a situação da ditadura no país. Estava preocupado com o momento. Em apoio ao país, eu recusei, pois estava muito bem (físico e técnico) e poderia jogar em alto nível".
Mas, por que a ditadura não lhe causara horror no auge do terrorismo de Estado (1970) e o incomodava tanto quando as matanças e a tortura brava já tinham diminuído (1974)? Como esta contradição foi percebida por muitos críticos de suas declarações, ele bolou outra saída pela tangente, que também não justificou nada:
"A ditadura estava exigindo demais do povo. Em 1970 era diferente, a seleção era comandada pelo Zagallo, mas o [Carlos Alberto] Parreira e o [Cláudio] Coutinho eram do Exército, e a situação era melhor".
Se alguém entendeu, me explique como a situação poderia ser melhor graças à presença de dois capitães do Exército como preparador físico e supervisor, afora o major-brigadeiro que comandou a delegação e o major do Exército que foi seu principal assistente...
Antes de 1974 ele ignorava as torturas?! 

O pior eu deixei para o fim. Trata-se da coluna
O dia em que Pelé não ajudou presos políticos e se disse contra o comunismo (do competente Ricardo Perrone, leia a íntegra aqui). Eis o principal:
"...oito presos políticos trancafiados em Santos assinaram um dramático apelo por sua liberdade escrito em 60 linhas. Foi caprichosamente feito para ser entregue a Edson Arantes do Nascimento. 
O grupo solicitava que o Rei do Futebol usasse seu prestígio para pedir que Médici concedesse a eles indulto presidencial a fim de que não precisassem cumprir o restante da pena. Eles tinham sido condenados em 1969. 
Pelé não atendeu ao pedido, e a carta ainda foi parar nas mãos da polícia da ditadura. Está preservada no Arquivo Público do Estado de São Paulo, que guarda os documentos do Dops e do Deops... 
O episódio rendeu uma conversa tête-à-tête entre policiais que serviam à ditadura e Pelé (que),  ao dissociar sua imagem dos presos, afirmou ser contra o comunismo e alheio à convulsão política vivida pelo país naquela época! 
'Esclareceu ainda o esportista que, durante jogos que realizou no México, Colômbia e Bogotá foi assediado por comunistas para assinar manifestos contra o nosso governo, com o que não concordou por ser contrário ao comunismo', diz trecho do informe, datado de 21 de outubro de 1970..."
O exemplo que ele não seguiu
Ou seja, da vez em que o Pelé deveria falar, apelando ao ditador Médici pela libertação daqueles oito pobres coitados (sindicalistas de Cubatão, que decerto foram procurá-lo por provirem de outro município da baixada santista e que nem de longe poderiam ser considerados perigosos subversivos...), ele calou, vergonhosamente. 

E a paúra transparece nas respostas dadas aos agentes da repressão, aparentemente ignorando que seu prestígio mundial o colocava a salvo de quaisquer maus tratos, intimidações e retaliações.

Certa vez, indagado sobre a omissão do Pelé em questões ligadas ao racismo, o lendário Muhammad Ali deu uma resposta sutil: alguém ser um grande esportista já é mais do que suficiente; se, além disto, trava as lutas do seu povo, é também um grande homem.

Pele foi somente um um grande esportista. E, enquanto eu estiver por aqui, continuarei lembrando seu outro lado, pois a minha mais profunda convicção sempre foi a de que, sobre os mortos, só se deve falar... a verdade, seja ela boa ou má! (por Celso Lungaretti)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

O SENSACIONAL LUISITO SUÁREZ, OS VELHOS FILHOS DA PUTA DA FIFA E A COBRANÇA DE PÊNALTI SEM A ANSIEDADE DO PELÉ E ZIDANE

Não me lembro de jogador estrangeiro que haja despertado tanta simpatia e admiração ao atuar no Brasil quanto o uruguaio Luisito Suárez. 

Fustigado por dores crônicas no joelho, precisando de infiltração cada vez que entrou em campo, ele foi o principal motivo de o Grêmio haver conquistado o vice-campeonato do Brasileirão logo no ano em que retornava à série A. 

Dos 63 gols marcados pelo tricolor gaúcho, nada menos de 29 foram de sua autoria, afora 17 assistências. Ou seja, 73% dos tentos do Grêmio se deveram às suas finalizações e seus passes. Um assombro, ainda mais em se tratando de um jogador baleado de 36 anos.

Tão querido Suárez era que os torcedores gremistas aceitaram numa boa sua relutância em cumprir os dois anos de contrato, em meados da atual temporada. E o respeitaram ainda mais por sua decisão de concluir pelo menos o primeiro ano, suportando estoicamente as dores que se evidenciavam em suas expressões sofridas ao longo das partidas.

Embora diga que ainda vai consultar a família antes de decidir se continuará atuando, a aposta nos meios esportivos é a de que aceitará o convite de Messi para retomar a velha parceria dos tempos do Barcelona, agora juntos no estadunidense Inter Miami. 
Pelé deixou perceber para que lado chutaria e Andrada quase defendeu 
Afinal, trata-se de um time que disputou 34 partidas em cada uma da suas últimas temporadas, o que daria a Suárez uma possibilidade de sobrevida no futebol. Com o calendário tipo do boi só se perde o berro a que são submetidos os jogadores no Brasil, nem pensar! Só por milagre não estouraria de vez em 2024.

Tendo iniciado sua trajetória em 2005, el pistolero foi vitorioso e goleador destacado em todas as equipes pelas quais passou  (duas vezes o Nacional do Uruguai, mais Ajax, Liverpool, Barcelona, Atlético de Madrid e Grêmio), tendo sido, contudo, exposto ao opróbrio mundial pela Fifa, ao sofrer uma punição extremamente exagerada e preconceituosa no Mundial de 2014.

È que ele mordeu o ombro do zagueiro italiano Chielini quando os dois se enroscaram e foram ao chão numa disputa de bola. 
A cavadinha do Zidane quase fez enfartarem os torcedores franceses  
Coisa de briga de moleques, mas os grotescos anciãos da Fifa, embora tivessem notório telhado de vidro no item corrupção, aplicaram-lhe esta pena degradante: 
— suspensão por nove partidas, 
— banimento por quatro meses de qualquer atividade relacionada ao futebol, e
— proibição de sequer permanecer na concentração com seus colegas durante as partidas restantes daquela Copa do Mundo.

Um dos únicos presidentes sul-americanos eleitos pela esquerda que se comportaram como tais no exercício do poder (o chileno Salvador Allende foi o outro), o grande José Mujica saiu em defesa do conterrâneo Suárez, qualificando, sem papas na língua, os dirigentes responsáveis por tal iniquidade de velhos filhos da puta. Memorável.

Vejam nas janelinhas dois momentos inesquecíveis de Suárez no Grêmio:
Tripleta de Suárez deixou a confiança dos botafoguenses em cacos
— a tripleta (quem fala hat trick são os macaquitos do Tio Sam!) contra o Botafogo, virando a partida de 3x1 contra para 4x3 a favor; e
— os dois gols na despedida contra o Fluminense (vitória do Grêmio por 3x2).

Uma curiosidade é a de que, numa ocasião importante, Suárez mostrou muito mais sangue frio do que Pelé e Zidane. 

O rei, antes de marcar seu milésimo na contagem oficiosa que a Fifa não reconhece, passou em branco contra o Bahia e decidiu encerrar a angustiante expectativa cobrando um pênalti contra o Vasco no Maracanã. Mas bateu mal e o goleiro Andrada por um tris deixou de defender (daí ter esmurrado o chão de tanta raiva!).

Já Zinedine Zidane, que vinha tendo uma Copa do Mundo impecável em 2006, foi, logo no início da final contra a Itália, cobrar triunfalmente um pênalti usando cavadinha... e viu a bola chocar-se com o travessão, quicar por pouco dentro do gol e voltar para o campo, deixando todo mundo na dúvida sobre se tinha ou não transposto a linha fatal. 
No jogo de despedida, Suárez fez golaço até ao cobrar pênalti.  
Para completar, caindo numa repulsiva provocação do zagueiro Materazzi no finzinho da prorrogação, Zidane agrediu-o e foi expulso, desfalcando a França na decisão por pênaltis em que ela foi derrotada.

Já Suárez, que nunca havia marcado um gol no Maracanã, deixou para fazê-los exatamente na despedida contra o Flu. Grand finale mais completo, impossível!

O primeiro esperando no seu campo um lançamento em profundidade e saindo com a velocidade de um menino para levá-la até a área, driblar o goleiro e marcar com muito estilo.

Depois, cobrando um pênalti de forma mais elegante ainda, com a cavadinha perfeita que Zidane foi incapaz de dar e com a frieza que faltou a Pelé. (por Celso Lungaretti) 
  
O técnico Renato Gaúcho presenteou Suárez com um DVD dos seus gols
de outrora, como se pudessem equiparar-se aos do craque uruguaio! 

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

FIM DA LINHA PARA O NEYMAR

Nem nas Arábias o Neymar consegue mais fingir que continua sendo um jogador de futebol: a direção do Al-Hilal vai suspender a inscrição dele para poder contratar outro estrangeiro, pois já tem o máximo de gringos (8) que as normas locais permitem. 

Supõe-se que, uma vez recuperado da sua 19ª cirurgia, o Neymar seja vendido para qualquer clube presidido por um doido varrido ou doado para o Íbis, o pior time do mundo.

Ignora-se se, mesmo assim, ele continuará sendo convocado pelo Fernando Diniz para a seleção brasileira. 

Isto porque, mesmo quando o óbvio é ululante, inexiste a certeza de que a CBF se curvará à evidência dos fatos.. 

Casa Bandida do Futebol  tem razões que a própria razão desconhece. 

E, sinceramente, não percebo em Diniz personalidade suficiente para confrontá-la, ainda mais quando  ele almeja, acima de tudo, tornar-se o técnico definitivo do escrete. (CL)
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