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quarta-feira, 31 de maio de 2023

SÓ FALTA O ARTHUR LIRA EXIGIR QUE O LULA ENGRAXE O SAPATO DELE

 
Deu no Estadão:
"O presidente da Câmara, Arthur Lira, mandou um duro recado, na noite desta 2ª feira, 29, ao Palácio do Planalto: quer a demissão do ministro dos Transportes, Renan Filho. 
Lira ficou furioso com um tuíte do senador Renan Calheiros, que é seu adversário político e pai do ministro. Na postagem, Calheiros escreveu que Lira é caloteiro, desvia dinheiro público e bate em mulher. 
Inconformado com os ataques, o presidente da Câmara avisou os articuladores políticos do presidente Lula que, enquanto Renan Filho não sair, a vida do governo na Câmara ficará ainda mais difícil..."
Se o que a colunista Vera Rosa ouviu tiver sido uma informação de bastidores e não apenas um boato em circulação nos círculos políticos, fica comprovado que eu não exagerei nem um pouco no meu post da madrugada daquele mesmo dia (vide aqui), ao afirmar, p. ex., que "Arthur Lira é o presidente de fato do Brasil, enquanto o estupefato Lula parece conformar-se com o papel de rainha da Inglaterra".
É óbvio que, caso o ultimato tenha mesmo existido, o vazamento para a imprensa deverá impedir que Lula cumpra imediatamente a ordem recebida. As aparências devem ser sempre salvas nesses episódios.

Mas, quem é do ramo e acompanha a política nacional sem as ilusões dos leigos, certamente terá avaliado que, conforme o velho aforismo italiano, "se non è vero, è ben trovato" (se não é verdadeiro, é bem inventado).

A que ponto chegou a imagem do Lula, com a insistência em obter um terceiro mandato para lustrar seu ego, sem a mínima autocrítica quanto às condições que ainda teria para exercê-lo e quanto à conveniência de manter-se o Brasil dividido ao meio, com a perpetuação da maldita polarização entre esquerda e direita!

Aliás, está acontecendo o que sempre temi: com o palhaço genocida  voltando a ser nada e a ultradireita murchando a olhos vistos, o que teremos de enfrentar daqui em diante vai ser uma direita sem as loucuras, estridências e vulnerabilidades do Bozo. O inimigo agora tem uma liderança bem mais qualificada, que atende pelo nome de Arthur Lira. (por Celso Lungaretti)   

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

TÃO DESASTRADO QUANTO CRIMINOSO, O BOZO LEVANTOU A BOLA PARA CPI DA COVID MARCAR UM ÚLTIMO PONTO DEVASTADOR

eliane cantanhêde
AFIRMAÇÃO  DE BOLSONARO SOBRE 
VACINA E AIDS DEU ÚLTIMO GÁS À CPI
O presidente Jair Bolsonaro deu um presentão para o gran finale da CPI da Covid: a mentira absurda, chocante e irresponsável de que duas doses de vacinas provocam aids na Inglaterra foi a derradeira prova cabal do negacionismo patológico e da ação criminosa do presidente na pandemia.

Bolsonaro deu um tiro no próprio peito e a CPI afirma-se como a mais bem-sucedida da história contemporânea, com um trabalho incansável, um relatório final sólido e já com uma vitória concreta: foi graças a ela que o Brasil se livrou do contrato da Precisa e das negociatas da Davati com o governo.

Se entrou na pandemia com a tese da gripezinha, resfriadozinho, histeria da mídia, Bolsonaro chega ao fim da CPI como quem usou o cargo e os meios públicos para atacar a medicina e a ciência, promover aglomerações, remédios ineficazes para a covid e a tese da imunidade de rebanho que, no caso, significa: Deixa morrer!.

Se fez o que jamais poderia, não fez o que tinha obrigação de fazer: liderar os brasileiros a usarem máscaras e álcool em gel, fazerem isolamento social e se vacinarem. Não. Foi o oposto: Bolsonaro desdenhou da Pfizer e da Janssen, atacou a Coronavac do Butantã e dedicou-se a fake news.

Dizer que vacina causa aids pode ter sido a mais grotesca, mas está longe de ser a única. 
Sua
live foi desmentida pela Inglaterra e por todas as entidades científicas e médicas sérias, além de retirada do Facebook, do Instagram e do YouTube, que bloqueou a conta do presidente do Brasil por sete dias. Outro vexame no mundo.

Mais nada, porém, é inacreditável quando se trata de Jair Bolsonaro, que já retirou máscara de criança em público, promoveu aglomerações golpistas e sem máscara diante do Planalto e até do QG do Exército, atribuiu mentirosamente ao TCU um estudo negando o número de mortos, empurrou generais a se vacinarem escondidos, fingiu que não viu e não sabia da roubalheira na Saúde.

Por inspiração dele, bolsonaristas tumultuam voos sem máscara, açoitam e jogam carros contra cruzes pelos mortos e batem no peito para dizer que não tomam vacina e concordam com e daí?, não sou coveiro, vamos parar de mimimi e este não é um país de maricas.
.
I
NTEGRANTES
. A CPI consolidou a imagem do seu presidente, Omar Aziz; jogou luzes sobre a garra do vice, Randolfe Rodrigues; revelou uma bancada feminina indispensável, com Simone Tebet, Eliziane Gama, Soraya Thronicke, Leila do Vôlei e Zenaide Maia, colega médica de Otto Alencar, Humberto Costa e Rogério Carvalho; e lucrou muito com a experiência política do senador Tasso Jereissati e profissional dos delegados Alessandro Vieira e Fabiano Contarato.

Renan Calheiros, o relator, foi a escolha mais surpreendente e continua sendo a mais polêmica, mas sua capacidade política foi decisiva. Soube ouvir, avançar, recuar, buscar o consenso. E, fosse o relator João, Pedro ou Simone, o que realmente interessava era a investigação e o que realmente interessa é o resultado. Ambos impecáveis.

A CPI pede o indiciamento de 78 pessoas, entre filhos do presidente, ministros, ex-ministros, militares, líder do governo na Câmara, funcionários do Ministério da Saúde, reverendo e quadrilhas que vendiam vacinas inexistentes, bem como o governador e o ex-secretário de Saúde do Amazonas, onde pessoas morreram sem oxigênio. Mas o grande réu é o presidente da República.

A bola está com a PGR, para os que têm foro privilegiado, como Bolsonaro, e a Câmara, para os crimes de responsabilidade. Cada um que olhe o relatório final, a Constituição, as leis e as próprias consciências. 
As famílias, amigos e amores dos 606 mil mortos estarão observando e aguardando, junto com toda a Nação brasileira.
(por Eliane Cantanhêde)

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

RIA, PALHAÇO! RIA E MORRA ENGASGADO COM SUAS GARGALHADAS INSENSÍVEIS!

ricardo kotscho
ACUSADO DE CRIME EM SÉRIE CONTRA O PRÓPRIO POVO, A GARGALHADA DE FLÁVIO BOLSONARO
20 de outubro de 2021: um dia de horror e vergonha que não vamos esquecer tão cedo. 

De todas as barbaridades e atrocidades do presidente da República durante a pandemia, denunciadas no relatório final da CPI da Covid, a mais revoltante do dia aconteceu pouco antes de começar a leitura pelo relator Renan Calheiros, quando perguntaram ao senador Flávio Bolsonaro qual seria a reação do pai dele.
"Eu acho que ele recebeu da seguinte forma: você conhece aquela gargalhada dele? Hahahahaha! Que não tem o que fazer de diferente disso".
Essa seria a cena final de um filme sobre os seis meses da CPI que revelou ao Brasil e ao mundo o conjunto da obra sinistra de um governo, que praticou crimes em série contra o seu povo e a humanidade, como está no relatório, com mais de mil páginas de provas testemunhais e documentais: 
— seja, no início, negando a gravidade da pandemia;
— seja, depois, gargalhando ao imitar pessoas que morriam asfixiadas com falta de ar em Manaus, por falta de oxigênio;
— seja, mais tarde, debochando dos maricas que usavam máscaras e mantinham o isolamento social;
— seja espalhando o tempo todo fake news contra as vacinas, com a ajuda dos filhos; e
— ainda,  desfilando em motociatas, palanques, churrascos e jet skis, enquanto o povo morria nos hospitais superlotados, deixando um rastro de mais de 600 mil vítimas pelo caminho. 

Ao mesmo tempo em que era lido o relatório no Senado, como se não tivesse mais o que fazer, Bolsonaro prosseguiu em sua campanha reeleitoral discursando em Russas, no interior do Ceará, onde teve a coragem de dizer o seguinte sobre a CPI: 
"Nada produziram, a não ser o ódio e o rancor entre alguns de nós. Mas sabemos que não temos culpa de absolutamente nada, fizemos a coisa certa desde o primeiro momento"
Se e quando for levado aos tribunais, para ser julgado pelos nove crimes de que é acusado, dentre os quais infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular e emprego irregular de verbas públicas, não sei se Bolsonaro dará a famosa gargalhada, imitada com orgulho pelo filho mais velho. 

Flávio, aliás, também indiciado, junto com os irmãos Carlos e Eduardo, como integrantes do núcleo de comando da produção e disseminação de fake news durante a pandemia. 

Segundo levantamento feito pelo UOL, o presidente poderá pegar até 40 anos de cadeia se for condenado por todos os seus crimes que constam do documento. 
"Madeira de dar em doido/ vai descer até quebrar:/ é a 
volta do cipó de aroeira/ no lombo de quem mandou dar" 
O relatório final não trouxe nenhuma novidade com relação a tudo que já sabemos desde a primeira sessão da CPI, em abril, com transmissão pela TV, mas ouvir durante mais de duas horas o relator encadeando os fatos que levaram a essa grande tragédia humanitária, foi devastador e me deu uma tristeza profunda. 

Como foi possível tudo isso acontecer no nosso país, durante quase 20 meses, sem que as instituições e a sociedade civil fossem capazes de conter a tempo esse morticínio planejado no Palácio do Planalto pelos jagunços da catedral da morte (nas palavras de Renan Calheiros)?! 

Como é que temos ainda 2 em cada 10 brasileiros apoiando este governo demente e desumano, e indo às ruas para defendê-lo? 

Bolsonaro conseguiu, ao mesmo tempo, multiplicar as mortes na pandemia, ao combater as medidas de isolamento social, as vacinas e o uso de máscaras, e arrebentar a economia, com a ajuda do aloprado Posto Ipiranga, que está mais preocupado com o mercado e as off shores do que com a fome que grassa no país. 

Nunca tinha visto em minha já longeva vida pessoas correndo atrás dos caminhões de lixo para pegar restos de comida e fazer filas nos açougues em busca de ossos de boi e carcaças de frango.
"A risada dos presentes, pelo amor de Deus,/ traz o sono a minha
gente, pelo Zebedeu/ e eu encerro a cantoria, pelo amor de
Deus,/ mandando vocês à merda, pelo Zebedeu!"
Só se via isso em países que estão em guerra, como aconteceu com minha mãe, nos anos 30 e 40 do século passado, quando ela recolhia cascas de batata e outras iguarias nos lixões para fazer sopa nos bunkers da Alemanha nazista, em luta contra o resto do mundo. 

Aqui, vivemos uma insólita guerra de um desgoverno contra o seu próprio país, como a CPI mostrou, com abundância de provas e fatos reais jogados na nossa cara. A gargalhada de Flávio Bolsonaro, imitando o pai, foi um tapa na minha cara e, imagino, de todos nós. Não vai dar para esquecer. 

Com a palavra, a Justiça! 

Vida que segue. (por Ricardo Kotscho)

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

"CRIMINOSO CONTRA A HUMANIDADE" NÃO É "HOMICIDA"? MESMO TENDO BOLSONARO EXTERMINADO 120 MIL BRASILEIROS?

elio gaspari
A CLOROQUINA QUE AMEAÇA A CPI
O
s senadores da CPI trabalharam direito. Mostraram as conexões do charlatanismo com a picaretagem e a má administração da saúde numa pandemia que já matou mais de 600 mil pessoas. Num país onde o presidente da República falou na gripezinha e reclamou dos maricas que se protegiam contra o vírus, isso é muita coisa.

Na reta final, como se tivesse tomado cloroquina, a CPI foi vitimada pelos efeitos colaterais provocados pelo teatro que lhe deu fama.

Uma coisa foram as investigações, em cuja retaguarda trabalhou uma infantaria competente. Outra foi o espetáculo que mostrava ao vivo e a cores charlatães, picaretas e profissionais de saúde honestos. 

Ele produziu também momentos de policialismo e teatro. Mesmo assim encurralou a retórica do negacionismo do governo, do ministro-general Pazuello e de seu sucessor, o coronel Queiroga, da cepa dos senhores de engenho. 

Quando Queiroga mostrou o dedo, não foi apenas mal educado. Acima de tudo informou que ao presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia não restava outra forma de expressão.

Um relatório com mais de mil páginas resultará em manchetes. Depois cairá na vida real do Judiciário. Denunciar Bolsonaro como genocida poderá ser um grito de revolta. Passarão os meses e, com toda probabilidade, nenhum tribunal aceitará essa tipificação. 

Fica-se então numa situação em que ele parecerá ter sido exonerado, quando o próprio trabalho da CPI terá mostrado que foi incompetente, mistificador e negacionista. O polivalente general Luiz Eduardo Ramos chegou a pedir à imprensa que não mostrasse tantos sepultamentos. Basta.

Noves fora as picaretagens em torno das vacinas, da cloroquina da Prevent e da Hapvida, Bolsonaro foi acometido pela síndrome que contaminou o bunker de Hitler entre abril e maio de 1945. 

Com os russos nos subúrbios da cidade, os maganos do Reich brigavam entre si e cultivavam fórmulas milagrosas para sair da encrenca em que haviam se metido. 

Só não admitiam a rendição incondicional exigida pelos aliados. No palácio do capitão acreditou-se em poções mágicas e em imunidade de rebanho. Só não se acreditou na letalidade do vírus.

A busca dos estrondos poderá envenenar as conclusões da CPI. Mais valerá uma denúncia baseada em fatos apurados do que uma acusação que se desmanchará no ar. 

Os senadores tiveram nas mãos o óbvio ululante que, por ululante, pode parecer pouco. Todo mundo tem direito a 15 minutos de fama. A CPI deu aos seus integrantes 15 semanas e todo mundo ganhou com isso. Não há motivo para exagerar.
Nos últimos 120 anos o Brasil, além da pandemia da
gripe espanhola, penou duas grandes epidemias, a da febre amarela em 1903 e a da meningite em 1974. Em ambas apareceram charlatães da marquetagem, mas em nenhuma das duas a Presidência foi contaminada pelo negacionismo.

Rodrigues Alves, o presidente à época da revolta da vacina, mandou atirar contra a tropa rebelada que marchava em direção ao palácio e acabou com a crise. 

Andou-se para trás. Talvez para o tempo do Império, quando o poderoso Bernardo Pereira de Vasconcelos foi para a tribuna do Senado para reclamar que se exageravam os efeitos da epidemia de febre amarela. Seis dias depois, morreu, de febre amarela. (por Elio Gaspari)
TOQUE DO EDITOR Embora no final da noite desta 3ª feira (19) o relator Renan Calheiros tenha cedido às pressões daqueles membros da CPI da Covid que queriam ver registrados os assassinatos em massa resultantes da atuação do Bozo, mas não ousavam qualificá-lo de homicida ou genocida, mas apenas de criminoso contra a humanidade, o que soa mais ameno para o povão, decidi publicar o artigo do Gaspari, anterior a tal capitulação pra lá de vergonhosa, porque ele é esclarecedor.

Vá lá que não se imputasse ao carrasco dos brasileiros o cometimento de um genocídio, que a Lei 2.889, de outubro de 1956, tipifica como ato "com a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso". 

Se constasse da dita lei
grupo etário, aí o enquadramento decerto caberia, pois Bolsonaro cansou de demonstrar total desprezo pela vida dos idosos e de agir em consonância com seu preconceito.

Mas o simples fato de a Comissão constatar que a atuação governamental causou a morte de 120 mil brasileiros (o número real foi bem maior!), num governo em que um boçal tresloucado manda e as vaquinhas de presépio obedecem, não deixa dúvidas nenhuma quanto à identidade do responsável por tal matança em larguíssima escala.

É por estas e outras pusilanimidades que o nosso povo está submetido, há 33 meses, ao tacão de um indivíduo:
— que não seria sequer aceito como candidato a presidente num país realmente civilizado;
— que cometeu na campanha eleitoral crimes suficientes para não ser empossado; e
— que, em poucos meses de mandato já tinha acumulado outros tantos crimes (de gravidade bem maior do que as pedaladas fiscais da Dilma), mais do que suficientes para a abertura do processo de impeachment.

Afora as gritantes evidências de que um simples laudo médico idôneo já o afastaria do cargo.
 
(por Celso Lungaretti)

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL DA CPI: POR QUE PAROU? PAROU POR QUÊ?

amanda pupo
CPI ADIA LEITURA DE RELATÓRIO APÓS DIVERGÊNCIA
EM INDICIAR BOLSONARO POR HOMICÍDIO QUALIFICADO
Após o Estadão revelar a íntegra do relatório final da CPI da Covid (vide aqui), o presidente da comissão, senador Omar Aziz, decidiu adiar a leitura do parecer. 

Inicialmente, a reunião estava marcada para esta 3ª-feira, 19, com votação no dia seguinte. Agora, a nova data será na quarta-feira, 20, e a votação, na próxima terça-feira, 26.

Um dos pontos que levaram ao adiamento, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem, é a decisão do relator, senador Renan Calheiros, de indiciar Bolsonaro por homicídio qualificado, revelada pela reportagem do Estadão

Estadão apurou que o presidente teria reclamado com Aziz dessa intenção de Renan. Interlocutores de Bolsonaro afirmaram que homicídio é algo que todas as pessoas entendem o que é e, se isso for adiante, Bolsonaro ficará marcado como assassino, o que seria muito difícil de ser revertido na opinião pública. 

O senador Aziz, no entanto, negou enfaticamente ao Estadão a existência de qualquer conversa com Bolsonaro sobre o relatório. Aziz disse que essa informação "vem de uma fonte mentirosa" e reforçou que ele não conversa com o governo sobre assuntos de interesse do Planalto. 

O senador também esclareceu que a decisão pelo adiamento foi tomada em conjunto entre ele e o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues. Os dois avaliaram que o prazo para a votação do relatório, marcada inicialmente para apenas um dia após a leitura, poderia gerar questionamentos por parte de senadores e prejudicar o resultado final da comissão.

Conforme o Estadão publicou com exclusividade neste domingo, o relatório final da CPI conclui que o governo de Jair Bolsonaro agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de milhares de pessoas. 

“O governo federal criou uma situação de risco não permitido, reprovável por qualquer cálculo de custo-benefício, expôs vidas a perigo concreto e não tomou medidas eficazes para minimizar o resultado, podendo fazê-lo. Aos olhos do Direito, legitima-se a imputação do dolo”, diz trecho da peça, que tem 1.052 páginas e ainda pode ser alterada até a sua apresentação formal na CPI.

Numa mudança de entendimento, o texto passou a imputar a Bolsonaro e ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello o crime de homicídio qualificado. Até então, o relatório atribuía aos dois o crime de homicídio comissivo – praticado por omissão. O argumento da CPI é de que Bolsonaro sabia dos riscos que oferecia à população e os assumiu. 

Estadão apurou, contudo, que Renan pretende manter essa definição, a não ser que isto prejudique a aprovação de seu relatório. O senador disse que jornal que da sua parte “está tudo definido” no texto e que agora é avaliar o que seus companheiros pensam a respeito. 

Outro ponto de impasse no colegiado é o indiciamento do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Nesse caso, é o próprio relator que resiste à essa conclusão, por considerar que na CPI não houve apoio nem mesmo para ele prestar depoimento, quanto mais para o indiciamento. 

Braga Netto, então chefe da Casa Civil no início da pandemia, era o coordenador do grupo interministerial criado pelo Palácio do Planalto para cuidar da gestão da pandemia. 

O presidente da CPI afirmou ao Estadão/Broadcast que o adiamento não está relacionado a eventuais discordâncias sobre pontos do relatório. “Não é discordância. É porque o que vazaram, vazaram pontualmente, e só as tipificações, a gente não tem o embasamento”, disse ele, que afirma não haver tido acesso ao relatório até o momento. “Nenhum senador viu o documento ainda”, afirmou...  (por Amanda Pupo, repórter d'O Estado de S. Paulo em Brasília) 
TOQUE DO EDITOR Depois de manchetear em sua edição dominical a conclusão do relator da CPI da Covid, Renan Calheiros de que o principal responsável pela morte evitável de pelo menos 120 mil brasileiros (tudo indica que o número real seja algo entre o dobro e o quádruplo disto) cometeu homicídio qualificado, pois tinha mesmo a intenção de matar, o jornalão serviu-se de sua página digital para, às 15h51 do próprio domingo, informar,  que:
— o desgoverno federal passara imediatamente a pressionar a CPI, para que não o homicida não fosse apresentado como tal, embora Deus e o mundo saibam que ele o é mesmo, seguramente o pior em todos os tempos no Brasil; e
— a apresentação do relatório foi adiada para os membros da comissão decidirem que tipo de concessão vão fazer, aliás desnecessariamente, pois o poder de pressão dos que pressionam blefando (ou blefam pressionando) derreteu definitivamente no último Dia da Pátria, quando o até então presidente trocou a faixa presidencial pela coroa de rainha da Inglaterra, enquanto, em cerimônia reservada, a corja empoderada bradava: O rei Bozo está morto, longa vida ao Rei Centrão!.

Fica assim comprovado que a reportagem estava correta e que o jornalão tivera mesmo acesso ao relatório tal como ele se apresentava na véspera. Sabe-se lá como ficará depois da sessão de maquilagem a que será submetido.
"Na praça não cabe disputa/ Se toca quem sabe tocar"
E, como a notícia vespertina foi publicada com a assinatura de uma simples repórter, evidencia-se o constrangimento do Estadão, pois pode ter alertado o inimigo nº 1 de todos os brasileiros civilizados de que Renan ousara mesmo dar nome aos bois.

Esperei até hoje, pois se tratava, evidentemente, de um tema obrigatório para o editorial da edição seguinte... e nada! Como o ditador Figueiredo, o vetusto jornalão parece querer que esqueçamos o que ele mancheteou.

Fica a pergunta: quem, afinal, vazou o relatório? A primeira impressão é de que o autor da proeza foi alguém a quem interessava que a reação bolsonarista se iniciasse no próprio domingo, e não dias depois.

E, neste caso, o Estadão terá sido usado pelo vazador, agarrando o furo com tamanha ansiedade que esqueceu de indagar: a quem beneficia?

Erro que, como humilde repórter, jamais cometi quando lá trabalhava, por considerar uma humilhação suprema ser feito de correia de transmissão pelos personagens sórdidos que tentavam plantar notícias, verdadeiras ou falsas, por meu intermédio. (por Celso Lungaretti)
"Não guardo mágoa/ Não blasfemo, não pondero/
Não tolero lero-lero/ Devo nada pra ninguém"

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

GRAVÍSSIMO: 200 BRASILEIROS MORRERAM AO SERVIREM DE COBAIAS NUMA PESQUISA DE ALTO RISCO NO AMAZONAS.

O
relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, já antecipou que, "com certeza", vai pedir o indiciamento do genocida Jair Bolsonaro "pelo que praticou", detalhando:
"Nós utilizaremos os tipos penais do crime comum, do crime de responsabilidade, do crime contra a vida, do crime contra a humanidade e estamos avaliando, com relação aos indígenas, [se cabe] a utilização do [da acusação de] genocídio".
Com o relatório prestes a ser entregue, Calheiros acaba de receber da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura o que leva todo jeito de ser a cereja do bolo.

É que a Unesco denunciou 200 mortes de voluntários numa pesquisa clínica patrocinada pela rede de hospitais privada Samel, com outra droga que o Bozo supunha ser milagrosa, a proxalutamida. Foi "uma das infrações éticas mais graves e sérias da história da América Latina", segundo a agência.

Mais um medicamento que se comprovou inócuo contra o coronavírus, a proxalutamida não passa de um bloqueador de hormônios masculinos ainda em desenvolvimento pela farmacêutica chinesa Kintour, cujo emprego contra tumores de mama e próstata está sendo estudado, não havendo, portanto, comprovação científica. No mês passado a Anvisa vetou o uso da proxalutamida contra a covid.

Ou seja, 200 brasileiros morreram como cobaias em pesquisa de alto risco, tendo sido o crime praticado no Amazonas, onde os sucessores brasileiros do carrasco nazista Josef Mengele acreditavam que estariam a salvo da vigilância da imprensa. 

Mas, tal abominação chegou ao conhecimento da Unesco e certamente horrorizará o mundo (o que, aliás, não vai ser novidade, tratando-se do desgoverno do palhaço sinistro). 

Se nem assim forem iniciados os procedimentos para o urgente afastamento de Bolsonaro da presidência da República, é melhor devolvermos logo o Brasil para os portugueses. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

LULA REVELA O SEU PROGRAMA: REPETIR TUDO QUE JÁ DEU ERRADO, FAZENDO FIGA PARA O DESFECHO AGORA SER DIFERENTE

Eunício votou a favor do impeachment da Dilma, mas Lula já
esqueceu (por conveniência política, ele perdoou até o Collor)

Após haver-se mantido distante dos atos Fora Bolsonaro e nada tendo feito em prol do impeachment do presidente genocida, Lula ressurge no noticiário em confabulações com a alta cúpula do velho caciquismo emedebista, como o ex-presidente do Senado Eunício de Oliveira.

Inclusive, Lula resolveu convocar os petistas às ruas – nos fins de semana – para conversarem com a população. Deve ser por coincidência que tal propósito está vindo à baila exatamente quando estamos a um ano das eleições gerais de  2022. 

Assim, após ter sido fundamental na manutenção de Bolsonaro no poder, Lula começa a costurar seu próximo governo, indiferente à mortandade e à miséria geral dos brasileiros. 

Fingindo ignorância, faz comparações esdrúxulas entre seu governo e o governo bozista, como se houvesse condições de simplesmente transladar os condicionantes da primeira década do século para a atual. Ou seja, promove uma mistificação acrítica, vendendo o que não pode entregar. 

De acordo com fontes da mídia, ele já estaria inclusive conjeturando nomes para presidirem o Senado e a Câmara Federal, sendo Renan Calheiros e o próprio Eunício, por enquanto, seus preferidos para tais postos.
Dirigentes petistas têm visão negativa da gestão de Dilma, mas, de público, taxaram
o impeachment de golpe, evitando com isto fazerem autocrítica dos erros cometidos
 
Em resumo, Lula vai demonstrando implicitamente seu
programa político: repetir o que fez vinte anos atrás. Percorrer mais uma vez o caminho que nos levou ao desastre chamado Jair Bolsonaro. 

Sem terem absorvido as lições da história nem analisado com lente crítica os acontecimentos pós-2013, muito menos refletido a fundo sobre as causas e condições do Impeachment de Dilma, Lula e o PT caminham para um replay bizarro dos erros anteriores. 

Eivado de misticismos, afastado da racionalidade e atrelado à mais crua politicagem, podemos estar assistindo a gestação, por parte do lulopetismo, de outra crise catastrófica para o país. (por David Emanuel Coelho) 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

MESMO APÓS A COMPROVAÇÃO DO GENOCÍDIO E IDENTIFICAÇÃO DOS SEUS AUTORES, ELES CONTINUARÃO IMPUNES?

 rui martins
CPI, PMs, REELEIÇÃO OU GOLPE
A
Comissão Parlamentar de Inquérito avança e torna cada vez mais evidente o plano de Bolsonaro com seu gabinete secreto, composto de charlatães. 

Eles pretendiam expor a grande maioria da população brasileira ao contato direto com o coronavírus, tudo a fim de não paralisar a economia com o confinamento ou o fique em casa indicado pela Organização Mundial da Saúde.

Seria o plano da imunização coletiva, pela qual as pessoas, sem utilizarem máscaras nem álcool, iriam passando umas às outras o vírus. 

Em pouco tempo, todos os brasileiros teriam pegado a gripezinha. Só os mais fracos, os mais velhos e os mais pobres poderiam ter complicações e morrer. Mas, como se dizia, ninguém morre antes da hora!.

Além disso, era a solução mais barata e mais econômica. Enquanto os outros países estariam paralisando a economia e gastando os tubos para criarem ou comprarem vacinas, o Brasil promoveria a imunização coletiva com o comércio e indústrias funcionando. 

Só que, na prática, os hospitais ficaram cheios, não era gripezinha, os membros metidos a sabidos do gabinete secreto eram mais do que charlatães, eram idiotas mesmo e, por enquanto, não se sabe ainda quem estaria ganhando comissões com a venda da cloroquina.

Essas revelações da CPI e o meio milhão de mortos vão contaminar o presidente Bolsonaro e provocar o impeachment? Renan e Azis que perdoem minha incredulidade. E uma prisão do ministro contra o Meio-Ambiente, Ricardo Salles, contrabandista de madeira de lei, contaminaria o presidente e seus asseclas?
Pelo jeito não, porque nessa área política talvez funcione a tal da imunização coletiva!

Nesse caso, sem impeachment só restará a possibilidade de uma derrota de Bolsonaro nas eleições. As pesquisas de opinião estão mostrando uma queda da popularidade do presidente e uma vitória de Lula nas próximas eleições. 

Será que podemos acreditar como vitória certa e segura? O conhecido Frei Betto não tem bola de cristal e nem usa turbante, mas recentemente teve visões inquietantes (vide aqui).

A polarização da campanha eleitoral poderá nos levar de volta a 2018, ressuscitando tudo quanto se dizia sobre Lula e o PT. Até lá o desmatamento da Amazônia já começará a dar lucros aos ruralistas. Os pastos para os rebanhos bovinos e as plantações de soja se transformarão no eldorado prometido por Bolsonaro aos seus fiéis, que esquecerão rapidamente os mais de 700 mil e quase um milhão de mortos causados pelo genocida. 

Ainda não haverá tempo para se saber ter mudado o clima na região amazônica, com seca e estiagem, e os ruralistas com os evangélicos promoverão churrascos eleitorais em homenagem ao imorrível, ao som de gospels e gritos de Aleluia! e Glória a Deus!.

Mesmo sem Ricardo Salles, prosseguirá o corte das árvores seculares da Amazônia, com madeira de lei vendida a baixo preço, enriquecendo numerosos madeireiros, pois a atual falta de madeira fará muitos europeus esquecerem seus compromissos com a defesa das florestas. Pelo menos durante alguns anos, haverá necessidade de mão-de-obra para cortar milhões de árvores… se Bolsonaro for reeleito.

E o papel da esquerda e do centro-esquerda contra Bolsonaro? Numa previsão pessimista do clima eleitoral, é provável o uso de violência e ameaças pelos fanáticos bolsonaristas nas cidades pequenas contra quem não quiser votar em Bolsonaro. 

E aqui surge o projeto de reformulação das polícias militares, cujos comandos deixarão de ser escolhidos pelos governadores e poderão ser submetidos ao comando único do presidente da República.

Sabendo-se que a maioria das polícias militares estaduais já têm representação política e de tendência bolsonarista, no caso de uma próxima aprovação dessa lei, cujo relator na Câmara Federal é o paulista capitão Augusto, da chamada bancada da bala, elas não se submeterão aos governos estaduais. 

Se aprovada antes das eleições, essa reformulação das PMs poderá levar a um golpe. Se aprovada depois da reeleição de Bolsonaro, ela poderá ser desvirtuada e levada a agir como a Gestapo ou SS do governo alemão nazista, para silenciar a oposição.

Diante desse quadro nada animador, a melhor hipótese seria a das conclusões da CPI levarem a um pedido de impeachment? Sem dúvida, porém, ninguém pode garantir um afastamento sem agitação social como ocorreu no caso de Dilma. 

A derrota de Trump levou muitos de seus seguidores a invadir o Capitólio, na tentativa frustrada de iniciar um levante social. Ora, Trump foi o modelo para Bolsonaro, cujos fanáticos seguidores, poderão ir mais longe. Não se pode esquecer ter sido facilitada a aquisição de armas, talvez com esse objetivo. (por Rui Martins)

quinta-feira, 13 de maio de 2021

UM HOSPÍCIO CHAMADO BRASIL

Suspeitar ter dado caruncho no cérebro do presidente Bolsonaro, como alguns têm deixado transparecer em suas críticas e comentários, talvez não seja a melhor maneira de se chegar a uma análise da realidade brasileira. 

É preciso ter coragem, ir além, pois a crise parece ser mais ampla. O general De Gaulle, com aquele narigão de francês capaz de sentir muito mais além do cheiro, já teria chegado à conhecida conclusão de que o Brasil não é um país sério. E se o mal for ainda pior?

E se os brasileiros, além de não sermos sérios (e isto todos nós já sabemos desde a infância), estivermos sofrendo de uma degenerescência coletiva, não diagnosticada mas grave e altamente transmissível, que deforma a realidade, dificulta a percepção das coisas e nos leva ao ridículo diante do mundo sem percebermos?

Alguns exemplos concretos? Vamos lá. A imprensa informou nestes dias ter havido um desmatamento recorde na Amazônia: 580 km2. Tal número é assustador e, com ligeiras variações, vem se acumulando mês a mês desde a chegada de Ricardo Salles ao posto de ministro do Meio-Ambiente.

Quem é Ricardo Salles? No site da revista Fórum vem uma descrição nada abonadora — ex-militante do DEM, incentivador do assassinato de sem terra e defensor dos latifundiários, o ministro do Meio Ambiente que mente no currículo, tenta se esquivar da responsabilidade pelo aumento exponencial das queimadas que estão destruindo a Amazônia
Como o pastor Milton Ribeiro, ministro da Educação, Ricardo Salles também estudou na Universidade Presbiteriana Mackenzie, porém não frequentou e nem tem título de Mestre em Direito Público pela Universidade de Yale, como constava inicialmente de seu currículo. Ainda segundo a Fórum, Ricardo Salles é uma espécie de ministro antiambientalista.

Haverá no mundo presidente de algum país que nomeie um conhecido antiambientalista para cuidar justamente da proteção ambiental? Não, só se tiver enlouquecido, pois incumbir um antiambientalista de proteger as florestas da Amazônia é o mesmo que colocar um lobo para cuidar de um rebanho de ovelhas.

Podemos até imaginar Ricardo Salles com seu charuto de rico e óculos tartaruga saltitando de alegria diante da queimada das árvores amazonenses, como um Nero caboclo. 

E no dia seguinte, com a maior cara-de-pau, pedir ao presidente Biden e à comunidade internacional US$ 1 bilhão para arcar com os custos das medidas destinadas à proteção da Amazônia contra incêndios e comércio da madeira de árvores derrubadas.

Será que o ministro incendiário e desmatador pensa estar enganando trouxas? Não. O ministro Salles pirou. Está com arteriosclerose ou demência precoce. Deve ter jogado no lixo aquela ameaça dos 40 mais importantes supermercados europeus, de boicotarem suas importações do Brasil caso continuem os incêndios e exploração madeireira nas áreas de proteção ambiental.

Quase no mesmo dia, Bolsonaro, enraivecido com a CPI destinada a averiguar sua irresponsabilidade criminosa na gestão sanitária da pandemia do coronavírus, já causadora de quase meio milhão de mortes, decidiu denunciar o país responsável. Seria a China! 

Uma acusação sem provas, mas capaz de provocar uma perigosa e onerosa reação, pois a China é um dos principais países importadores de quase tudo quanto o Brasil produz. 

Seria uma catástrofe ainda pior à do boicote programado pelos supermercados europeus. O homem não tem sequer ideia dos estragos causados por seus delírios verbais.

Foi um grave sintoma de desequilíbrio mental, agravado por ter feito uma delirante denúncia: a de que vivemos uma guerra química, bacteriológica e, se atrapalhando ao dizer, radiológica

Se estivesse perto de algum médico do manicômio do Juqueri, o diagnóstico seria imediato: o homem está doidinho, com sintomas de mania de perseguição pelos chineses, agravado com perda de memória, ao dizer radiológica quando talvez quisesse dizer nuclear

Alguns comentaristas ironizaram: seria a guerra entre as rádios, Jovem Pan contra Globo?

E como definir a aceitação pelo general Eduardo Pazuello, sem nenhuma formação médica ou sanitária, ao ser nomeado para comandar o Ministério da Saúde num momento de crise? Vaidade, interesse ou desejo de ajudar Bolsonaro? Nada disso: delírio total, agravado por ter sido o aplicador da tática cloroquina contra o inimigo coronavírus. 

Nem ele e nem Bolsonaro ganham comissões da indústria farmacêutica fabricante da cloroquina; a inclusão no kit covid desse remédio preventivo, na verdade mera enganação, é mais um sinal revelador do delírio mental. Loucura!

Há outros sintomas de loucura no governo, nos propagadores do gabinete do ódio, entre os evangélicos e na oposição? Sem dúvida, basta uma rápida busca. 

O que dizer da ministra Damares, que também divulgava currículo incorreto, ao falar de seu encontro com Jesus na goiabeira?
E o pastor Silas Malafaia, sempre enfurecido, de dedo em riste com sintomas graves de
delirium tremens, excitando os bolsonaristas, esquecido do evangelho paz e amor?

Não é uma cena digna de um teatro de dementes, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, dando piruetas para não responder às perguntas do relator da CPI, Renan Calheiros? 

Os bolsonaristas nas ruas, enrolados em bandeiras brasileiras (em infração às regras de uso da bandeira), gritando como histéricos chavões contra os esquerdopatas, sem saberem sequer o significado das palavras empregadas? 

Dispostos a fazerem tudo que tiver de ser feito, como dizem e escrevem até em suas faixas, num comportamento servil e canino, num tipo de adesão maluca no caso de uma tentativa de golpe armado pelo doido-chefe e presidente?

Enquanto prossegue a CPI, investigando a responsabilidade criminosa do Bolsonaro, os prováveis candidatos à presidência ignoram a probabilidade ou possibilidade de um impeachment, mostrando preferir uma campanha eleitoral contra Bolsonaro e não contra o atual vice-presidente, Hamilton Mourão. Um sintoma de que vivem num mundo à parte, longe da realidade.

Em síntese, esses exemplos são suficientes para mostrar haver hoje no Brasil um clima geral de loucura coletiva. O Brasil se transformou num grande hospício. 

Se em 1917, o presidente Delfim Moreira era considerado um
louco passivo, querendo mesmo criar galinhas no jardim do antigo Palácio do Catete (RJ),a demência hoje é coletiva. 

Com a diferença de haver alguns doidos ativos e perigosos no poder. (por Rui Martins)
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