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terça-feira, 31 de março de 2026

LEMBRANDO O GOLPE DO DIA DA MENTIRA DE 1964: GOULART FOI DERRUBADO PELO PETELOCO DE UM 'MAD DOG' FARDADO

N
ão há muito o que se dizer sobre a nefasta e nefanda quartelada de 1964,  que amanhã (1º de abril) estará soprando 62 velinhas ensanguentadas, num Brasil que em passado recente andou flertando de novo com o abismo, mas tomou a saudável decisão de nele não atirar-se. 

Enfim, como a História ultimamente se tornou um campo de batalha entre os que pesquisam e analisam os acontecimentos para conseguir interpretá-los e os que distorcem os acontecimentos para encaixá-los dentro de suas convicções prévias de um primarismo atroz, tentemos alinhavar o que realmente importa. 

Começando pela obviedade de que a conspiração direitista vinha de longe e quase emplacara quando da destrambelhada renúncia de Jânio Quadros.  O dispositivo golpista, contudo, ainda não estava pronto e a tentativa de aproveitamento de uma oportunidade de ocasião se revelou precipitada. 

As principais mudanças ocorridas entre aquele agosto de 1961 e o dia da grande mentira em 1964 foram:
Mourão Filho atravessou o samba 
e os golpistas o escantearam
— após a firmeza do governador gaúcho Leonel Brizola e dos cabos e sargentos das Forças Armadas ter frustrado os golpistas e garantido sua posse, o bobalhão João Goulart tudo fez para apaziguar os inimigos.

Chegou ao cúmulo de permitir que os oficiais reacionários desencadeassem um amplo expurgo na caserna, transferindo os líderes dos subalternos para bem longe das respectivas bases. 

As associações dos legalistas ainda continuaram estridentes, como convinha aos planos dos reaças de usá-los como espantalhos, mas eles passaram a ser caciques com poucos índios e poder de fogo quase nenhum;

— a participação civil no golpe, inexistente em 1961, foi buscada mediante propaganda enganosa maciça e parcerias com  a direita católica, não porque tivesse verdadeira importância no script conspiratório, mas como azeitona na empada, a fim de tornar a virada de mesa mais palatável no Brasil e, principalmente, no exterior;

— o Governo João Goulart vagava à deriva, ora inclinando-se à esquerda, ora contemporizando com a direita, o que fez os dois campos o encararem com suspeitas e não priorizarem a defesa do mandato legítimo;

— quando o atentado de Dallas atirou a presidência dos EUA no colo do caipirão Lyndon Johnson, os pratos feitos da CIA voltaram a ser engolidos na Casa Branca (dificilmente John Kennedy deixaria suas digitais impressas numa ruptura constitucional no Brasil, assim como evitou oficializar o envolvimento estadunidense na invasão da Baia dos Porcos, negando apoio aéreo aos mercenários recrutados pelos gusanos de Miami para a derrubada de Fidel Castro); e

Eu vou, eu vou, derrubar o governo agora
eu vou, pararatimbum, pararatimbum...
 
Mesmo com todos os ases e curingas nas mãos, os líderes golpistas hesitavam. Aí, o impasse foi quebrado por um ferrabrás que tinha papel secundário na conspiração: o general Olímpio Mourão Filho. 

Tratava-se de um fascistão com carteirinha assinada. Fora um dos líderes da Ação Integralista Brasileira e autor em 1937 do famoso Plano Cohen, falso rol de intenções da Internacional Comunista que os galinhas verdes colocaram em circulação para assustar milicos. 

Sedento de glória, em 1964 ele botou o bloco na rua, precipitando os acontecimentos: sem aval do Estado Maior golpista, marchou com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro.  Foi duramente criticado pelo governador Magalhães Pinto (MG), para quem tal bravata poderia ter causado um banho de sangue.

Mas, a ameaça comunista na verdade inexistia, daí a marcha pela então BR-3 (hoje rodovia BR-040) acabar sendo um passeio (vide foto acima). Dois ou três caças da FAB teriam sido suficientes para a abortarem, pois os inexperientes recrutas, que mais pareciam patos de estandes de tiro, debandariam em pânico logo à primeira rajada de metralhadora disparada sobre suas cabeças à guisa de advertência. 

Já o poderoso Partido Comunista Brasileiro se embananava todo ao acreditar que os bons militares defenderiam Goulart.
Como consequência, o partidão semeava a confusão entre a esquerda (esta ficou sabendo tarde demais que não contaria com apoio fardado nenhum contra o golpe, só dependendo da resistência que ela própria conseguisse antepor).

A traquinagem do histérico Mourão Filho não o beneficiou: o poder acabou ficando com os conspiradores históricos, articulados em torno de Castello Branco. Eles é que estavam preparados para governar.

Pode-se dizer que João Goulart foi derrubado pelo peteleco de um mad dog fardado. (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 15 de outubro de 2024

ACUSAÇÃO VENEZUELANA É JOGO SUJO: O LULA NÃO VIROU AGENTE DA CIA, APENAS SE AFASTA CADA VEZ MAIS DA ESQUERDA

"
Essa esquerda da América Latina, cooptada pela CIA, tem dois porta-vozes. Quem é o porta-voz que os EUA colocam para dizer as coisas mais bárbaras contra o nosso país através da esquerda? O senhor Boric, seguido por Lula."

A acusação aos presidentes do Chile e do Brasil foi feita pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, em entrevista ao Globovisión. E o besteirol não parou por aí:
"Lula foi cooptado na prisão. Essa é a minha teoria. Ele não é mais o mesmo que fundou o PT, que fundou o movimento dos trabalhadores no Brasil.
Lula que foi preso por corrupção, que depois apareceu reabilitado como se não tivesse feito nada, ganhou a presidência, mas ganhou, senhor Lula, que tanto se mete em assuntos eleitorais na Venezuela, porque um Tribunal Eleitoral determinou sua vitória. 

Lula não é mais o mesmo que deixou a prisão, por tudo que acusa agora. Não é o mesmo em nada, nem pelo seu físico, nem pelo que expressa".
Eu, que nunca vi o Lula como um homem de esquerda, mas apenas como um reformista tentando minorar os danos do capitalismo sem dar um fim à exploração do homem pelo homem, vou defendê-lo desta vez.

Ele guinou mais ainda à direita no Lula.3, contudo é de uma coerência extrema com relação à esquerda: desde a época do sindicalismo no ABC a combate com unhas e dentes.

Maduro orientando outro podre, o procurador Saab.
F
oi, assim, o grande responsável pela vergonhosa caça às bruxas desencadeada pelo PT já nos anos 80, fase na qual o segmento dominante expeliu o máximo de tendências de esquerda que pôde. 

As que sobreviveram à primeira década foram espirrando nas seguintes.

Das dezenas que existiam, cito algumas: Ação Popular, Ala Vermelha do PCdoB, Força Socialista,   Convergência Socialista,  Organização Socialista Internacionalista, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Movimento pela Emancipação do Proletariado e Partido Revolucionário Comunista. 

Enquanto isto, as portas do partido eram escancaradas para os meros carreiristas, que só o inflaram e tornaram flácido, mas tinham a vantagem de contribuir alegremente para a desideologização do PT.

Já lembrei tudo isso noutros artigos, como este. Mas, é importante as novas gerações serem informadas de que nunca existiu um Lula de esquerda, mas tão somente um camaleão que utilizava retórica rebelde para atingir objetivos que não o eram nem um pouco.

Os arroubos demagógicos do Lula na política externa sempre serviram como uma espécie de álibi para o conservadorismo adotado nos assuntos internos. Mas o prazo de validade desses engana-trouxas de figurino populista expirou e o terceiro mandato presidencial do Lula está sendo a gota que faz o copo transbordar. 

A direita, que está ganhando por goleada o pleito atual e é desde já a franca favorita para a eleição presidencial de 2026, agradece. (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 13 de maio de 2022

UMA ONDA GENOCIDA NOS AMEAÇA – 2

(continuação deste post)
M
as os Estados Unidos, que viram, enciumados, a aproximação comercial da União Europeia com a Eurásia ao leste (Rússia e China), gostaram da petulância russa em invadir a Ucrânia e estarrecer o mundo com as atrocidades transmitidas ao vivo. 

Já a Europa se viu obrigada a recuar, temendo a pretensão russo/chinesa.

É que a Rússia, com sua economia de venda de commodities importantes mas sem expressão no PIB mundial (armas em grande parte obsoletas), cuja população não impressiona muito quando comparada à do mundo ocidental, parece um leão sem dentes, mas a rugir perigosamente o apocalipse nuclear – que é real, principalmente numa fase de desespero.  

Sem o apoio econômico e militar da China, o bloco euroasiático, que se pretendia consolidar, perdeu força. Hoje, Vladimir, o Plutinocrata, cada vez mais ansioso, mais gordo e menos atlético, tem de apelar para o sentimento patriótico do povo russo, no sentido de que este aguente as agruras da depressão econômica e da inflação russa, que já começam se fazerem notar.    

Mas este quadro de beligerância capitalista, tanto no plano econômico como no plano político e militar, afeta os dois lados. O mundo submetido ao capitalismo, que já vinha em depressão, mergulhou mais ainda nela com o surgimento da covid-19 (que ainda persiste e ressurge, como na China, além de acentuar-se com a guerra da Ucrânia). 

Vivemos um estágio aterrador da história atual, com a perspectiva sombria de conflito bélico, tal como nos períodos que antecederam as duas grandes guerras mundiais. 

O aspecto positivo disso tudo é que nem a guerra, nem a alternância de políticos no poder estatal burguês, nem a força bruta militar podem resolver o problema do limite interno do capital; tais contradições internas evidenciam de forma gritante a necessidade um novo tipo de relação social, que negue toda a negatividade genocida oriunda de um modelo de relação social falido e caduco, cuja forma já não se adequa ao conteúdo. 
.
O QUADRO POLÍTICO-CAPITALISTA DO BRASIL – Sob a ótica do que o capitalismo conceitua como virtudes, o Brasil vai de mal a pior. 

Temos baixos índices de crescimento econômico; dívida pública crescente e se aproximando do total do PIB anual, sobre a qual incidem juros altos; inflação elevada: desemprego estrutural; juros acentuados; alta concentração de riqueza; grandes latifúndios improdutivos, e por aí vai. 

Mas é no plano político-administrativo que estamos em condição cada vez pior. 

Temos um presidente cujo currículo depõe contra si mesmo, pois nele tudo que se vê é de fazer corar frade de pedra: 
— enorme profusão de discursos de ódio, sem proposições construtivas; 
— ameaças à integridade física de cidadãos inocentes (como aquele plano de explodir a adutora do Guandu, que lhe rendeu precoce exclusão do Exército e o rótulo de mau militar); 
— agressões às mulheres, num machismo misógino de enojar; 
— parlamentares (da base governamental, o centrão) praticando impunemente a mais descarada política do é dando que se recebe;
— aparelhamento político-militar da administração pública;
— desorganização completa na pasta da Educação (o ministério mais importante da Administração Pública e aquele que detém o maior volume da verba orçamentária), que teve cinco titulares em 40 meses do atual desgoverno, sendo o último afastado por conluio com a corrupção;
— ineficácia no Ministério da Saúde, com quatro ministros nestes tortuosos 40 meses e diante de uma pandemia avassaladora, da qual saímos como campeões de óbitos por habitantes; e
— de um enraizamento inconcebível do crime organizado na vida nacional, corrupção no aparelho policial e uma violência urbana que beira a guerra civil. 

Mas o pior é que dito governo deseja se perpetuar por meio de uma virada de mesa.

Diante da perspectiva de derrota eleitoral, ensaia-se um autogolpe totalitário de supressão das instituições burguesas (não no sentido de substitui-las por uma ordem de organização social de base, na qual o povo possa influir no próprio destino, mas de uma centralização de poder em cabeças pretensamente iluminadas, apoiadas por um tacão militar dono da verdade).

Já se comenta que tal autogolpe terá de ocorrer antes mesmo das eleições (pois o fracasso eleitoral dificultaria a operação). Então, a nova micareta (que tem tudo para fracassar de forma tão acachapante quanto a do último Dia da Pátria) seria tentada nos próximos meses, com o apoio de um núcleo fanatizado de menos de 25% da população (os boçalnaristas ignaros mais recalcitrantes) e por setores das forças armadas. 

Quando alguém tão poderoso como William Burns, diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (a famigerada CIA, useira e vezeira em armar golpes totalitários na América Latina) denuncia uma tramoia para melar o resultado das urnas no Brasil, é porque lhe chegaram ao conhecimento informações tão ou mais seguras do que aquelas que que nós mesmos temos... 

Há, hoje, um alinhamento do
Boçalnaro, o ignaro, com autocratas mundo afora. Foi assim com Donald Trump (que questionou, sem provas, o resultado das eleições estadunidenses). Já o genocida: 
— esteve com Putin às vésperas da invasão da Ucrânia (e, como o afobado come cru, quando supunha que a ameaça não se concretizaria jactou-se ridiculamente de ter influído para que a paz mundial fosse preservada); 
— esteve com o ultraconservador presidente da Hungria, Viktor Urban, a quem deu apoio; 
— agrediu grosseiramente (como sempre faz com as mulheres) Brigitte Macron, esposa de Emmanuel Macron, além de não ter adiante parabenizado o presidente francês por sua reeleição, derrotando a candidata da direita conservadora Marine Le Pen; 
— apoiou ostensivamente o candidato direitista Maurício Macri contra o vencedor Alberto Fernández, iniciando com o pé esquerdo as relações com o novo presidente argentino; e, 
— além de no passado condecorar milicianos mortos, concedeu recentemente a graça presidencial a um notório arruaceiro e ex-militar recordista de inflações disciplinares, o deputado federal Daniel Silveira.

Mas, apesar de todas estas ameaças, entendo que o Brasil e maior do que elas:
— por sua importância estratégica mundial (é um país-continente populoso e detém a Amazônia, o pulmão do mundo); 
— por possuir riquezas materiais (petróleo, ferro, alimentos, etc.) em profusão;
— pelo marcante importância cultural mundial (nos esportes, na literatura e nas artes em geral).

Mesmo tendo se deixado enganar nas eleições de 2018 por um discurso apologético das torturas praticadas pela ditadura militar; mentiroso nas suas promessas de combater a corrupção (tida erroneamente como causa principal dos nossos males) e beneficiado pelo episódio da facada Mandrake, o povo brasileiro saberá, dessa vez, barrar o famigerado golpismo ultradireitista. 

A verdade é que a deterioração econômica e institucional da democracia burguesa que dá sustentação ao capitalismo está necessitando ser discutida e superada, mas por instrumentos de poder popular e de relação social elevados, bem como por uma produção social seja voltada para o seu povo.

Somos ricos materialmente, e precisamos poder usufruir dessa riqueza. 

Quarteladas kitsch, nunca mais! O golpe não passará! (por Dalton Rosado)
Dalton Rosado é o autor desta exaltação musical da Amazônia

sábado, 19 de dezembro de 2020

O QUE OS BRASILEIROS MAIS QUEREM SABER SOBRE 2021 É QUANTO DURARÁ O DESGOVERNO. MEU PALPITE: ATÉ MAIO

J
ohn Kennedy, que não comia na mão da CIA e barrou o fornecimento de apoio aéreo para a invasão da Baia dos Porcos pelos cubanos emigrados e mercenários por eles pagos, condenando-a ao fracasso, foi assassinado em 22 de novembro de 1963. 

No mesmo dia tomou posse o vice Lyndon Johnson, caipirão texano que engoliu as lorotas alarmistas da CIA e deu sinal verde para o golpe militar de 1º de abril de 1964.

Ou seja, 130 dias depois, da troca de presidente estadunidense resultou um fruto podre no Brasil.

Hoje temos um presidente com flagrantes traços de insanidade mental, embora falte um laudo psiquiátrico para determinar se ela é de tal gravidade que, se esta joça fosse um país sério, o incapacitaria para o exercício do cargo.

Um presidente flagrantemente responsável por dezenas de mortes evitáveis decorrentes da pandemia, pois sabotou desde o primeiro dia o combate científico ao coronavírus, tudo fazendo para dificultar/desacreditar as medidas necessárias e estimular decisões disparatadas do povaréu desinformado (desde a crença em remédios milagrosos até o temor à vacina).

Um presidente flagrantemente culpado por, com suas medidas e declarações na contramão da civilização, ter tornado o Brasil um pária entre as nações, motivo de chacotas, desprezo e indignação dos outros povos.

Um presidente que flagrantemente está maximizando, com sua desgovernança inspirada numa visão arcaica e fanática da realidade, a depressão econômica que devastará o mundo e o Brasil (o Brasil mais ainda do que o mundo) em 2021, tida desde já pelos expertos como mais terrível do que a Grande Depressão dos anos 30.

Tendo Joe Biden sido eleito exatamente como alternativa civilizada ao Bolsonaro selvagem de lá, bem pode acontecer que a troca na Casa Branca acabe influenciando de novo os rumos da política brasileira, favorecendo o afastamento do Trump tresloucado de cá.

Uma vez foi para melhor, em 1945, quando os EUA pressionaram fortemente nos bastidores para a saída de um ditador que tinha vários pontos em comum com aqueles que os estadunidenses haviam derrotado nos campos de batalha da 2ª Guerra Mundial.

A seguinte foi para pior, em 1964, condenando-nos a 21 anos de trevas.

Mas, há uma diferença significativa: sem o empurrãozinho que os estadunidenses deram na História, colocando-a na direção que lhes apetecia, nada teria ocorrido de realmente desastroso para o Brasil. Vargas acabaria mesmo caindo e a derrubada de João Goulart não passou de uma artificialidade forjada por golpistas que, desde a década anterior, conspiravam neste sentido.

Agora, pelo contrário, quanto mais alongar-se o mandato do pior presidente brasileiro de todos os tempos, não só genocida como totalmente inepto, mais nosso povo sofrerá, pois nada indica que a administração do tsunami econômico que vem por aí será diferente da sua administração catastrófica da covid-19.
E, vale lembrar, os EUA continuam sendo a única potência mundial capaz de socorrer o Brasil em 2021, quando estivermos no olho do furacão. Nem o bloco europeu, nem a China, nem a Rússia, por motivos diversos, cumprirá tal papel.  

Leio que, enquanto Biden e seu pessoal não querem saber do Bolsonaro nem pintado de anjo, políticos oposicionistas brasileiros já estão deles se aproximando e sendo bem recebidos.

E não deixou de ser surpreendente a firmeza com que a quase totalidade dos ministros do Supremo desta vez reagiu às pirraças assassinas do Bolsonaro relativas à vacinação. Há algo no ar além dos aviões de carreira, diria o Barão de Itararé. 

Provavelmente, a mesma ficha que há muito caiu para mim –a de que o Brasil será levado à explosão social e ao caos se a presidência da República continuar acéfala em 2021– já está caindo para os donos do PIB e seus parceiros estrangeiros. E, quando isto se tornar consensual, as consequências não tardarão.

Biden será empossado no dia 20 de janeiro. Caso a História se repita, 130 dias depois, no finzinho de maio, o Brasil estará se livrando de outra aberração, tão vergonhosa para nós quanto o foi a escravidão. E se isto acontecer antes, melhor ainda! (por Celso Lungaretti)    

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

LULA, DILMA ET CATERVA NÃO SABIAM, MAS EM JUNHO/2013 FOI SELADO SEUS DESTINOS

david emanuel coelho
E A VERDADE IMPORTA?
"O Lula é a espuma da história… ele nunca desce
ao fundo. A cabeça do Lula está dentro
do sistema" (Leonel Brizola) 
Alguns ainda acreditam ter sido Jair Bolsonaro o disseminador das fake news na política brasileira. Ledo engano. Lula e o Partido dos Trabalhadores já criam fake news muito mais bem elaboradas há anos, quiçá décadas. 

O PT já contou com nomes do naipe de Florestan Fernandes, mas hoje se ancora em sub intelectualidades iguais a Márcia Tiburi e Jesse Souza. Não poderia ser diferente, visto que a decadência política é sempre acompanhada por uma decadência intelectual. 

E nesta decadência intelectual ancora-se a miséria do lulopetismo em sua posição diante da realidade. Não é preciso ser muito perspicaz para perceber o nível de alienação presente na cabeça de Lula e companhia limitada.

A raiz da decadência intelectual do lulopetismo está em sua transformação num aparato eleitoral. Deixou de importar ao partido e seus militantes a transformação, por mínima que seja, do país, passando a ser apenas priorizada a busca incessante por cargos e vitórias eleitorais. Vencer eleição passou a ser o fim supremo.
Lula diz que "teve dedo de fora" nos protestos de junho/2013... 

Ora, num contexto desses, é obvio que toda análise crítica da realidade só poderia ser escamoteada e demonizada. Quem nunca ouviu os lulopetistas choramingando não é hora de criticar, você está fazendo o jogo da direita, etc.? 

Esta renúncia a debater o mundo real é explicada pelo deslocamento da ênfase política de modificar as estruturas sociais para tão somente adequar-se a elas. O lulopetismo não almeja mais aprofundar a compreensão do mundo real, porque seu objetivo agora é apenas o de encaixar-se nele. 

Neste quadro, deixou de importância o entendimento racional da realidade brasileira e entrou em cena sua maquiagem. Saiu de cena Florestan Fernandes, entrou Duda Mendonça.

O marketing, e não a sociologia, passou a ser a ferramenta intelectual do lulopetismo. E, como sabemos, para o marketing só importa uma coisa: vender o produto, mesmo que com o sacrifício da verdade. 

Os fatos, a verdade, o mundo concreto, a sociedade real, tudo isso deixou de importar para o lulopetismo. Só contavam as alianças para a próxima eleição, as pesquisas do DataFolha e Ibope, o quanto Sarney estava feliz ou insatisfeito com seu pedacinho do governo. 
...mas os dedos que se viam segurando os cassetetes eram "de dentro"...
No entanto, como num filme de terror, algo sombrio foi crescendo e ganhando força nos subterrâneos da vida social brasileira, bem longe dos olhares deslumbrados dos ex-operários que haviam se tornado ocupantes de palácios dos governos. 

Os sinais foram ignorados. As contradições, caladas. Os avisos, tachados de radicalismo. Mas, chegou a hora em que a realidade se impôs diante dos estupefatos dublês de comissariados, os quais não souberam o que dizer ou pensar. Ficaram atordoados e assim estão até hoje. 

O monstro deu as caras em junho de 2013, começando por São Paulo e logo no restante do país. O alimento do monstro foram vários: especulação imobiliária, transporte público de péssima qualidade, serviços públicos insatisfatórios, humilhação diária nas periferias, subempregos, corrupção, etc. 

Ao contrário da crença comum, as manifestações de junho de 2013 não começaram por causa de vinte centavos e sim devido à bárbara e desproporcional repressão da Polícia Militar aos manifestantes do Movimento Passe Livre. 

As imagens de jovens desarmados, pacíficos e muitos até já rendidos, sendo massacrados pela PM paulista correram o país; a indignação foi unânime e o povo se levantou em peso contra o Estado sanguinário e seu braço militar. 
...e de dentro eram os dedos que disparavam balas de borracha.

As manifestações do MPL se avolumaram de meras centenas para milhões e milhões, graças à truculência desembestada das tropas do governador Geraldo Alckimin, secundadas pelas do prefeito paulistano Fernando Haddad; tal truculência, vale lembrar, veio ao encontro da sede de sangue que dava o tom dos editorais dos reacionários O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. 

Lembro muito bem do primeiro dia de manifestações em Belo Horizonte, onde vivo. Após a primeira semana quente em São Paulo, chocados com as cenas exibidas na TV e na Internet, estudantes da UFMG se juntaram ao então Comitê Popular da Copa – o qual lutava em favor dos desalojados por motivo da Copa do Mundo de 2014 – e convocaram uma manifestação para o dia do primeiro jogo da Copa das Confederações em Belo Horizonte. Outras manifestações semelhantes foram marcadas Brasil afora. 

Diante da primeira barreira do batalhão de choque da PM de Minas Gerais, dividi o fone de ouvido com um colega e ouvi a jornalista da rádio Itatiaia anunciar a histórica manifestação em Belo Horizonte, com cerca de 50 mil pessoas. 

A Avenida Antônio Carlos, uma das maiores da capital, foi completamente tomada em suas mais de 16 pistas, com pessoas subindo às passarelas para observar o quilométrico cordão humano, concentração só vista em dias de jogos do Cruzeiro ou do Atlético (pois o carnaval de BH à época ainda não tinha se tornado o hit de hoje). 
Bola levantada para o prefeito petista; ele não marcou o ponto
Até hoje não recebi meu pagamento da CIA por ter participado tanto daquela manifestação quanto das que vieram depois. 

Tampouco lembro de terem sido pagos os estudantes, favelados, desabrigados, professores, motoristas, policiais civis, desempregados, moradores de rua, trabalhadores da construção civil, funcionários de escritórios e tantos outros que desceram às ruas naquelas semanas para expor sua indignação não apenas com um governo, mas com um sistema falido e desesperançoso. 

Talvez o grupelho de ricaços que marchavam ao fim da manifestação, bem longe das bombas e da bestial repressão, tenham recebido algum pagamento em suas já gordas contas. 

E o que demandavam todas essas pessoas? Explicitamente, saúde e educação melhores. Implicitamente, um novo sistema social e econômico.

A cúpula lulopetista, campeã do socialmente justo, foi pega de surpresa mas não ficou sem fazer nada. De Brasília, Dilma tomou uma decisão: mandou mais tropas para reprimir os manifestantes – e assegurar a festa da Fifa –, enquanto jurava de pés juntos que continuaria obedecendo ao princípio da responsabilidade fiscal. 

Ah, também prometeu uma reforma política, mas logo esqueceu da promessa, sob ameaça de ver senadores e deputados federais engrossando as manifestações nas ruas de Brasília. 
Dilma escolheu o seu lado. E não era o dos manifestantes 

Lula, Dilma et caterva certamente não sabiam, mas ali foi selado o destinho deles. As ruas deram uma chance final ao lulopetismo e este preferiu permanecer em seu mundinho palaciano. 

O impeachment da Dilma, a Lava-Jato, a prisão de Lula, a eleição de Bolsonaro, tudo isso foi parido naquele momento decisivo em que Dilma foi à TV e se disse fiel à plutocracia nacional. 

Esta sentiu o cheiro de sangue e, qual um tubarão, começou a planejar seu ataque à presa. 

Em primeiro lugar, com a providencial ajuda do lulopetismo, tratou de sufocar a rebelião que ameaçava se tornar uma revolução. 

Sem povo, foi o momento do passo seguinte, com a criação de vários movimentos fakes, emuladores da estética e da forma de organização dos movimentos populares que puxaram as manifestações em 2013. 

Vem pra Rua, Revoltados Online, MBL, etc, todos pseudo movimentos populares criados em escritórios dos Estados Unidos e da Avenida Paulista, com a benção dos jornalões brasileiros e muito dinheiro escuso, passaram a tomar as ruas do Brasil, agora vazias, para pedir o impeachment da presidente e lutar contra a corrupção. 
"o lulopetismo continuava acreditando que seria poupado"
Mesmo nesta altura do campeonato, o lulopetismo continuava alienado, acreditando piamente que seria poupado pela plutocracia nacional, até porque agora tocava as tão exigidas reformas. 

Não havia se apercebido de que a burguesia brasileira tinha outros planos e que agora o lulopetismo e até mesmo seu irmão gêmeo, o PSDB, não se faziam mais necessários. Era hora de liquidar o país. 

Sem entender nada, paralisado por sua estupefação, o lulopetismo não pôde voltar para si mesmo e para sua história, muito menos analisar o que deu errado. Ouvindo seus marqueteiros, chegou à única conclusão possível: o produto é sempre bom, se ele não vende é porque foi sabotado por alguém. 

Assim, a sabotagem ressurge das catacumbas da história: a única resposta possível para o fracasso retumbante da aventura lulopetista só poderia ser a intervenção na História de forças alheias, alienígenas, malvadas, diabólicas e inimigas da bem-aventurança. Do mesmo jeito que o mal só acontece por força do diabo, a política só dá errado por ação da CIA: 
— se não fosse a CIA, o povo não teria ido às ruas aos milhões; 
— se não fosse a CIA, a corrupta plutocracia nacional não teria conspirado para a queda da Dilma;
— se não fosse a CIA, Eduardo Cunha não teria ameaçado explodir o governo; 
— se não fosse a CIA, jornalões e emissoras de TV não teriam feito campanha em prol do impeachment;
— se não fosse a CIA, os trabalhadores não teriam dado as costas ao PT;
— se não fosse a CIA, o povo teria ido em peso às ruas para brigar contra o impeachment.;
— se não fosse a CIA, um patético e obscuro juiz de Curitiba não teria colocado o poderoso Lula na cadeia;
— se não fosse a CIA, um desqualificado deputado, famoso por dormir no Congresso, não teria sido eleito presidente da República. 

Ah, se não fosse a poderosa e mística CIA… 

Nesta hora, vemos o tamanho da incompetência do lulopetismo, pois, mesmo estando no poder desde 2003, não conseguiu montar serviços de inteligência capazes de detectar em tempo hábil tão titânica ação da CIA. Não conseguiu nem mesmo se dar conta de que o telefone da presidente da República estava sendo grampeado pela CIA… foi preciso um jornalista revelar isso.
"precisou um jornalista revelar a espionagem à presidente"

Ou será que suas próprias forças de inteligência eram da CIA e o governo não sabia? Quiçá o próprio governo fosse da CIA e este papo da CIA agindo seja um plano elaborado pela CIA para não percebermos a ação da CIA! 

Pensando nisso, eu também posso criar minha fake news. 

Na década de 1970, o regime militar criou um sindicalismo pelego. Para isto, recrutou inúmeros operários para serem a direção sindical, sobretudo na próspera região do ABC. Parte destes operários foi mandada para os EUA, a fim de participar de cursos de formação junto ao sindicalismo oficialista daquele país. 

No entanto, secretamente, também eram treinados pela CIA em técnicas de sabotagem, desmobilização operária e militância anti-comunista. A estratégia era dominar os sindicatos e impedir o avanço de forças comunistas ou revolucionárias entre a massa trabalhadora. 

Este grupo de lideranças sindicais contou com o apoio de lideranças da Igreja Católica, preocupada com o avanço comunista entre os trabalhadores latino-americanos. O Vaticano, então, dá aval à criação das comunidades eclesiais de base, nas quais padres anti-comunistas formam lideranças populares na arte de lutar socialmente dentro da ordem. 

Quando o milagre econômico gora e milhões de trabalhadores passam a pressionar o regime em gigantescas greves, estas lideranças formadas pelo programa consorciado entre EUA, milicos e Igreja assume a ponta e manobra a insatisfação popular para o campo seguro da negociação patrão-empregado. Rejeitam tanto a saída revolucionária, quanto o reentrada das antigas lideranças exiladas em 1964. 
Carta aos Brasileiros: uma rendição incondicional
A muito custo, conseguem conter a peãozada e logo formam um partido político, no qual se misturam laivos socialistas com moralidade católica e uma pitada de crítica social. Absorvem grande parte da esquerda nacional, menos Brizola e seu grupo, que passa a ser inimigo mortal deles, como era da ditadura. 

Falam tudo e não falam nada. Aos poucos, vão colocando para fora os mais radicais e abandonando qualquer pretensão de mudar a realidade. Cada vez dão menos importância a princípios e bandeiras, só querem vencer as eleições, seja com qual discurso for. 

Quem presta é marginalizado ou expulso e quem não presta é colocado pra dentro e ganha papel de destaque. Chega, enfim, o momento em que repetem a velha frase do ministro do AI-5 (uma ave de mau agouro) e, mandando às favas qualquer escrúpulo de consciência, e assinam um documento chamado Carta aos Brasileiros. Ficariam fiéis a ela até o fim. 

Quando saem do poder, deixam atrás de si uma terra arrasada nas forças de esquerda e um país em frangalhos. O povo não tem outra opção senão devolver ao poder aos milicos ditadores, os mesmos que foram tirados há mais de 30 anos. 

Mas não era esse justamente o plano desde o começo? Não foi para isso que foram treinados? A CIA, com sua habilidade geopolítica, já se adiantava décadas no futuro e previa o colapso de seu regime fantoche no Brasil e a ascensão de forças contestadoras. Não seria melhor antecipar-se e pôr em execução um plano de longo prazo para liquidar estas forças por dentro? No fim, a História regressaria e o regime fantoche voltaria nos braços do povo. 

Certamente, um plano magistral da CIA. Ou seria apenas fake news? Os lulopetistas que respondam. (por David Emanuel de Souza Coelho)

quinta-feira, 28 de março de 2019

JOÃO GOULART FOI DERRUBADO PELO PIPAROTE DE UM MAD DOG FARDADO

Não há muito o que se dizer sobre a nefasta e nefanda quartelada de 1964, que neste 1º de abril soprará 595 velinhas ensanguentadas, num Brasil que andou flertando de novo com o abismo, mas o rechaçou definitivamente no último 7 de setembro, quando a maracutaia golpista do Bozo flopou de forma ridícula. 

Enfim, como a História ultimamente se tornou um campo de batalha entre os que pesquisam e analisam os acontecimentos para conseguir interpretá-los e os que distorcem os acontecimentos para encaixá-los dentro de suas convicções prévias de um primarismo atroz, tentemos alinhavar o que realmente importa. 

Começando pela obviedade de que a conspiração direitista vinha de longe e quase emplacara quando da destrambelhada renúncia de Jânio Quadros.  O dispositivo golpista, contudo, ainda não estava pronto e a tentativa de aproveitamento de uma oportunidade de ocasião se revelou precipitada. 

As principais mudanças ocorridas entre agosto de 1961 e o dia da grande mentira em 1964 foram:
  • após a firmeza do governador gaúcho Leonel Brizola e dos cabos e sargentos das Forças Armadas ter frustrado os golpistas e garantido sua posse, o bobalhão João Goulart tudo fez para apaziguar os inimigos. Chegou ao cúmulo de permitir que os oficiais reacionários desencadeassem um verdadeiro expurgo na caserna, transferindo os líderes dos subalternos para bem longe das respectivas bases (suas associações continuaram ruidosas, como convinha aos planos desses reaças, mas não poderosas, pois, dispersos, passaram a ser caciques com poucos índios);
Mourão Filho, macaqueando MacArthur
  • a participação civil no golpe, inexistente em 1961, foi buscada mediante propaganda enganosa maciça e parcerias com  a direita católica, não porque tivesse verdadeira importância no script conspiratório, mas como azeitona na empada, a fim de tornar a virada de mesa mais palatável no Brasil e, principalmente, no exterior;
  • o Governo João Goulart vagava à deriva, ora inclinando-se à esquerda, ora contemporizando com a direita, o que fez os dois campos o encararem com suspeitas e não priorizarem a defesa do mandato legítimo; 
  • quando o atentado de Dallas atirou a presidência dos EUA no colo do caipirão Lyndon Johnson, os pratos feitos da CIA voltaram a ser engolidos na Casa Branca (dificilmente John Kennedy deixaria suas digitais impressas numa ruptura constitucional no Brasil, assim como evitou oficializar o envolvimento estadunidense na invasão da Baia dos Porcos, negando apoio aéreo aos mercenários recrutados pelos gusanos de Miami para a derrubada de Fidel Castro); e 
  • o hegemônico Partido Comunista Brasileiro se embananava todo ao acreditar que militares legalistas defenderiam Goulart e, como consequência, semeava a confusão entre a esquerda (esta ficou sabendo tarde demais que não contaria com apoio fardado nenhum contra o golpe, só dependendo da resistência que ela própria conseguisse estruturar).
Mesmo com todos os ases e curingas nas mãos, os líderes golpistas hesitavam. Aí, o impasse foi quebrado por um ferrabrás que tinha papel secundário na conspiração: o general Olímpio Mourão Filho.

Tratava-se de um fascistão com carteirinha assinada. Fora um dos líderes da Ação Integralista Brasileira e redator do famoso Plano Cohen, falso rol de intenções da Internacional Comunista que os galinhas verdes colocaram em circulação como espantalho para assustar milicos.
Recrutas passeando pela BR-3, qual patos em estande de tiro

Sedento de glória, ele botou o bloco na rua, precipitando os acontecimentos: sem aval do Estado Maior golpista, marchou com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio de Janeiro.  Foi duramente criticado pelo governador Magalhães Pinto (MG), para quem sua bravata poderia ter causado um banho de sangue.

Mas, porque a tão trombeteada ameaça comunista na verdade inexistia, a marcha pela então BR-3 (hoje rodovia BR-040) acabou sendo um passeio. Dois ou três caças da FAB teriam sido suficientes para a abortarem, pois os inexperientes recrutas debandariam em pânico logo à primeira rajada de metralhadora disparada sobre suas cabeças à guisa de advertência.

A traquinagem do histérico Mourão Filho não o beneficiou: o poder acabou ficando com os conspiradores históricos, articulados em torno de Castello Branco.

Pode-se dizer que João Goulart foi derrubado pelo piparote de um mad dog fardado. (por Celso Lungaretti)
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