quarta-feira, 4 de março de 2026
COVARDES E SANGUINÁRIOS
segunda-feira, 23 de junho de 2025
POR SE PROSTRAR À POSTURA IMPERIAL DOS EUA, A ONU TEM DE SER SUBSTITUÍDA POR UM NOVO PACTO ENTRE AS NAÇÕES
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| Urge sepultar esta velha dama indigna |
domingo, 22 de junho de 2025
BOMBARDEIO DE TRUMP AO IRÃ: ACELERA-SE O CONFLITO GENERALIZADO
O discurso farsesco de condenar os países agressores - usado pela mídia contra a Rússia quando de sua invasão à Ucrânia -, caiu por terra quando Israel atacou o Irã com a justificativa de impedir o desenvolvimento de armas nucleares por parte desse país. A mídia, os EUA e seus vassalos europeus, ao invés de condenarem veementemente o ataque ilegal, buscaram não apenas justificar, mas também incentivar novos ataques. O auge desse processo ocorreu na noite deste sábado, 21/06, quando o protótipo de ditador Donald Trump ordenou o bombardeio de instalações nucleares no país persa. Cinicamente, justificou seu ataque criminoso e temerário como sendo em prol da paz.
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| Netanyahu aplica a solução final em Gaza. |
A guerra permite impor medidas de exceção, isolar os dissidentes, enviar trabalhadores para morrer nos campos de batalha e, sobretudo, manter a reprodução do capital através da economia voltada para a guerra. Em momento de crise aguda do capitalismo, é a saída burguesa para garantir a sua ditadura de classe.
Aos aiatolás a guerra é também uma aposta. Por um lado, garante o alívio da pressão política interna, mas por outro lado pode levar à derrocada de seu poder. Igual aos demais países, o regime teocrático encontra-se fragilizado e uma guerra, com vitória ou derrota, poderia levar a um levante popular. Uma invasão estadunidense ao país persa certamente significaria o fim da ditadura teocrática, mas o início de uma longa e cruel guerra, com consequências muito piores que as provocadas pela guerra do Iraque.
O melhor dos mundos seria a destruição mútua do regime islâmico de Teerã e do estado colonial israelense, pois a situação em Israel também caminha para um ponto insustentável após quase dois anos de guerra ininterrupta e um custo de vidas e de infraestrutura cada vez maior. A cada míssil iraniano que caí dos céus, a moral sionista desvanece um pouco mais.
Para completar o quadro, não podemos nos esquecer que bem próximo a Irã e Israel outro conflito bélico se desenrola, desta vez entre duas potências abertamente nucleares: Paquistão e Índia.
Gradativamente, ou nem tanto, o capitalismo vai conduzindo o mundo para a guerra generalizada, única alternativa desse sistema bárbaro e desumano para solucionar a crise insolúvel que está em sua raiz. (por David Coelho)
quarta-feira, 18 de junho de 2025
...E SE TRUMP FOR MESMO O ANTICRISTO?
segunda-feira, 7 de outubro de 2024
UM ANO DE MASSACRE NA FAIXA DE GAZA
Há exatamente um ano, o Hamas, agrupamento que luta contra a ocupação israelense da Palestina, desferiu imenso ataque ao Estado de Israel, investindo contra instalações militares, matando civis e militares, além de sequestrar indivíduos. Até hoje não ficaram claras as circunstâncias do ataque e continua sendo inacreditável que tenha sido possível invadir com tanta facilidade o território de um dos países mais fortificados e militarizados do mundo.
O que podemos dizer claramente é que o ataque foi um trunfo para Benjamin Netanyahu, o primeiro ministro israelense. Conforme disse em artigo logo após o ataque, Netanyahu foi o grande vencedor das ações do Hamas, pois encontrava-se em situação difícil com manifestações de rua, processos judiciais e uma possibilidade real de se retirar do poder. Os ataques de 7 de outubro de 2023 foram uma dádiva para ele que, a partir dali, impôs um estado de guerra em Israel, concentrando poderes em suas mãos para mobilizar uma operação militar sem precedentes.
Desde então, o regime sionista conduz sanguinário massacre contra o povo palestino na Faixa de Gaza. Até o momento, mais de 40 mil palestinos foram mortos em bombardeios e execuções sumárias, a maioria desses mortos eram crianças e mulheres. Gaza foi reduzida a escombros, não possuindo mais qualquer instalação mínima de eletricidade, água, internet ou distribuição de alimentos e remédios. Os insistentes pedidos para a entrada de suprimentos foram repetidamente negados pelo governo israelense.
É um verdadeiro genocídio, limpeza étnica praticada à luz do dia, diante de todo o mundo.Dos EUA e da Europa vêm os apoios para o massacre. O caquético Biden fornece o aparato militar e o suplemento financeiro, enquanto finge se importar com as vidas palestinas, repetindo a cantilena de um cessar-fogo próximo. Puro jogo de cena de um presidente criminoso e genocida! Na Europa, os governos reprimem manifestantes pró-Palestina, enquanto a imprensa dissemina islamofobia, mentindo que se levantar contra o Estado de Israel é antissemitismo. Discurso comprado por muitos da dita esquerda.
No primeiro semestre de 2024, inúmeras ocupações de campi universitários foram registrados nos EUA e na Europa para exigir o rompimento das relações comerciais dessas instituições com Israel. A resposta das elites estadunidenses e europeias foi uma dura repressão e uma forte campanha de censura e perseguição aos estudantes mobilizados. Os mesmos que diziam defender a plena liberdade de expressão, se adiantaram para exigir censura sob a justificativa de combater o antissemitismo.
Já no Brasil, a dita esquerda sionista tentou defender o massacre aos palestinos, mas logo caminhou para o isolamento diante da carnificina assistida. Mesmo assim, sua influência é sentida, tendo ela conseguido bloquear o apoio à causa palestina dentro do PSOL - o partido mais sionista da esquerda. Figuras iguais a Boulos, Bella Gonçalves (Belo Horizonte) e Talíria Petrone (Niterói) trataram de ficar mudas diante da situação na Faixa de Gaza. A última, inclusive, chegou ao disparate de publicar em redes sociais propaganda em que Bill de Blasio, ex-prefeito de Nova York e notório apoiador de Israel, pede votos para ela! O descaramento e a podridão moral se tornaram regra em um partido surgido para ser um novo horizonte para a esquerda.O governo Lula, por sua vez, assumiu correta postura de denúncia do massacre e teve a coragem de qualificar Netanyahu enquanto um genocida, para ódio da nossa mídia sionista. Contudo, tal ação ficou apenas no discurso, pois o Brasil não rompeu relações com Israel e mesmo manteve negociações de materiais bélicos com aquele país. Como de hábito, Lula e seu grupo se restringiram ao discurso.
Neste exato momento, Israel avança em uma guerra contra o Líbano e contra o Irã. O Oriente Médio está prestes a ser engolfado por uma gigantesca e avassaladora guerra. Longe de ser um movimento restrito ao contexto daquela região, é mais uma etapa da escalada bélica mundial, cujos epicentros hoje estão lá e na Ucrânia. O capitalismo em crise avança paulatinamente para uma guerra mundial a fim de salvar a si mesmo.
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| Com o imprescindível Babá, em defesa da Palestina. |
Nossa solidariedade completa ao povo palestino em sua luta pela libertação do julgo sionista! (por David Coelho)
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
EXTREMA DIREITA VAI ÀS RUAS DA INGLATERRA LINCHAR ÁRABES E IMIGRANTES
Na última semana, algumas cidades da Inglaterra foram palco de verdadeiros progroms comandados pela extrema-direita e que tinham por alvo imigrantes e populações árabes, tudo após um boato espalhar que o autor do assassinato de três meninas no dia 29 de Julho em Southport seria um imigrante islâmico.
Hordas de houligans tomaram as ruas, comandados por nazistas, supremacistas brancos, nacionalistas e outros istas reacionários para atacar mesquistas, casas de árabes, hotéis onde se abrigavam imigrantes e mesmo linchar mulçumanos em plena rua, fazendo lembrar claramente os bárbaros atos perpetrados pelos nazistas na Alemanha, sempre, claro, com a conivência aberta ou velada da polícia que ou nada fazia ou interferia de forma leve, quase pedindo desculpas por fazer seu trabalho repressivo. 
Supremacista branco é preso durante
"manifestações" da extrema-direita, certamente
era eleitor de Boris Johnson...
Tais ações não podem de modo algum serem consideradas como esporádicas ou sem fundamento. Antes, são o resultado direto da contínua pregação islamofóbica da direita europeia, ampliada pela mídia, e justificada seja no mito da islamização da Europa, seja na guerra ao terror. De fato, há muito tempo que a islamofobia substituiu o antissemitismo enquanto discurso racista predominante das burguesias daquele continente, dado a extensa população árabe que vive por lá e a existência do estado terrorista de Israel, uma base militar ocidental encravada no Oriente Médio.
Na realidade, o sionismo trabalha em favor da propagação da islamofobia, defendendo as barbaridades cometidas por Israel ao mesmo tempo que criminaliza a resistência palestina e tacha seus esforços de terroristas. O árabe é caracterizado por cruel, fanático e incivilizado, inimigo da suposta democracia liberal cuja única representação no Oriente Médio seria o estado israelense. Afinal, não foram as palavras de Netanyahu que a luta contra os palestinos seria uma luta da civilização versus a barbárie? Uma bela civilização, de fato, na qual se fazem linchamentos em plena rua! A única verdade é essa, enquanto a mídia e os governos conservadores da Europa falam diuturnamente sob o antissemitismo, quem de fato é apedrejado são os árabes.
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| ... que queria enviar imigrantes árabes para Ruanda. |
Desse modo, não podemos ficar surpresos da repetição da história, pois a única coisa possível ao capitalismo gerar em épocas de abalo terminal é ódio, mortes e destruição. (por David Coelho)
quinta-feira, 27 de junho de 2024
ISRAEL AINDA CHORA O HOLOCAUSTO, MAS NÃO PASSA DE UM GENOCIDA BESTIAL QUE AGORA SE ATRIBUI DIREITO AO MASSACRE
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| Trechos selecionados e editados do artigo Pensar após Gaza, do Vladimir Safatle |
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