sexta-feira, 31 de julho de 2009

CAI A MÁSCARA DO SARNEY. E TAMBÉM A DA "FOLHA"

Com a coluna desta 6ª feira de José Sarney na Folha de S. Paulo, intitulada O fim dos direitos individuais (ver aqui), caiu mais uma máscara que o jornal utilizava para conceder privilégios indevidos aos amigos do rei. É uma história que merece ser contada em detalhes.

Diante das evidências gritantes de que práticas ilicitas nas esferas executiva e legislativa tinham participação, acobertamento, consentimento ou omissão de José Sarney, leitores da Folha vinham manifestando, há várias semanas, sua indignação por ele manter um espaço fixo como colunista.

Um desses leitores foi meu companheiro de lutas na defesa dos direitos humanos, o promotor Jorge Marum. Associei-me à sua manifestação de repúdio, estendendo-a a Delfim Netto que, como signatário do AI-5, deu sinal verde não só para todos os genocídios e atrocidades perpetrados pela ditadura militar a partir de dezembro/1968, como também para a censura e intimidação da imprensa. Que memória curta tem a Folha!

Na verdade, não são apenas os dois que jamais deveriam ter espaços fixos como colunistas em veículo nenhum da mídia. Mesmo no caso de uma ave de outra plumagem, como Fernando Gabeira, há um óbvio conflito entre o papel de deputado envolvido nas lutas políticas e o de comentarista que opina sobre elas.

Direta ou indiretamente, poderá sempre estar advogando em causa própria. Então, o justo é que o faça nos espaços noticiosos, como parte do tiroteio político. Não num espaço opinativo, que teoricamente deveria ser reservado para analistas, tanto quanto possível, equidistantes e neutros.

Ou seja, concede-se a um ator político um espaço cativo no jornal, mas não se dá o mesmo direito aos demais atores políticos que possam sentir-se prejudicados por seus textos. Para um, visibilidade e prestígio. Para os que queiram constestá-lo, a seção de leitores, que Paulo Francis apropriadamente chamava de muro das lamentações.

DEMOCRATIZAÇÃO ABORTADA

O ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, sabe muito bem quais são as boas práticas jornalísticas e quais as que as infringem. Então, agiu certo, tanto quanto nos casos da ditabranda, da ficha policial falsa de Dilma Rousseff e da manchete alarmista sobre a gripe suína: comunicou suas críticas à redação.

Infelizmente, os leitores há muito deixaram de ser representados no jornal, que só mantém a seção do ombudsman para não passar recibo de que sua arrogância olímpica é incompatível com os limites que jornais mais sérios impõem a si próprios.

Criou tal seção, apresentou-a como um grande avanço na democratização dos meios de comunicação, depois arrependeu-se do que havia feito e a esvaziou, mantendo-a apenas como fachada.

Então, de nada adianta Carlos Eduardo estar sempre com a posição correta, salvo em benefício de sua biografia como profissional de dignidade exemplar. Mas, a única obrigação da redação da Folha tem sido a de escutar pacientemente suas ponderações; depois, age como bem entende.

Uma maneira evasiva de mascarar a contradição entre o papel de senador e o de colunista na imprensa vinha sendo a escolha, por Sarney, de temas distantes de suas preocupações e atribuições como presidente do Senado.

Assim, nas últimas semanas, com a cabeça permanentemente a prêmio, ele escreveu sobre a afirmação econômica da China, a disputa de mercado Windows/Google e o acordo nuclear EUA/Rússia, além de prestar homenagem ao falecido professor José Aristodemo Pinotti.

Tal comedimento foi para o espaço diante da evidência de que será mesmo expelido da presidência do Senado, agora que perdeu seu último sustentáculo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Aliás, ao desembarcar da canoa furada, Lula cometeu mais uma frase extremamente infeliz:
"Não é problema meu. Não votei no Sarney para ser presidente do Senado nem votei para ele ser senador no Maranhão [na verdade, Amapá]".
Depois de empenhar todo seu prestígio para tentar evitar a degola de Sarney, retardando inutilmente a única solução cabível, Lula agora dá de ombros, como se não tivesse feito uma opção desastrosa e eticamente inaceitável.

Tanto quanto no recente episódio em que andou aos sorrisos e abraços com Fernando Collor, deveria pedir humildes desculpas a quem acreditou em suas promessas e o ajudou a chegar onde ele está. Pois, não foi para isto que os militantes deram sangue, suor e lágrimas nos tempos difíceis.

DE FLEUMÁTICO A DESTRAMBELHADO

Quanto a Sarney, perdeu até a pose, usando o espaço que a Folha lhe concede para um desabafo irado:
"Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.

"Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?"
Para quem sempre recebeu tratamento diferenciado da imprensa, é de um ridículo atroz vir agora se queixar de que seu direito de resposta não foi respeitado. Bastaria Sarney ter convocado uma coletiva e todos os espaços se-lhe abririam, caso tivesse alguma resposta consistente a dar. Mas, não tinha. Só enrolava e despencou como uma fruta podre.

Já a internet só parece um "tsunami avassalador" para quem acostumou-se à conivência da imprensa burguesa diante dos maiores descalabros, como o cometido por alguém que falseia domicílio eleitoral para eleger-se senador a despeito de estar sendo merecidamente repudiado pelo seu Estado de origem.

Finalmente, cabem duas indagações à Folha de S. Paulo:
  1. considera que o jus sperniandi de Sarney é uma opinião relevante para os leitores que compram o jornal?
  2. caso contrário, que motivo ainda falta para que sua coluna seja extinta?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

GILMAR MENDES ACABOU COM A PROFISSÃO DE JORNALISTA, DIZ ALBERTO DINES

"O fim da exigência do diploma era uma fixação do empresariado jornalístico, obsessão alimentada pela má consciência do patronato durante os 21 anos de regime militar."

Alberto Dines, um dos maiores nomes da resistência jornalística à ditadura de 1964/85, é uma lenda viva da nossa (ex?) profissão.

Aos 77 anos de idade e mais de 50 de carreira, continua defendendo exemplarmente os valores humanísticos e os direitos dos cidadãos face à atuação cada vez mais crapulosa da indústria cultural.

É um privilégio continuarmos aprendendo com o mestre e seus artigos que simplesmente esgotam os temas abordados.

Caso de O tamanho do estrago, que está no ar no site do Observatório da Imprensa, sobre a lambança a que o Supremo Tribunal Federal foi compelido pelo reacionarismo e vedetismo do seu presidente Gilmar Mendes, ao decidir sobre o diploma de jornalismo.

Recomendando enfaticamente a leitura do artigo inteiro (acessar aqui), transcrevo os principais trechos:
No lugar de tornar o processo jornalístico mais claro, mais compreensível e mais eficaz, as duas decisões [do STF] – fim da Lei de Imprensa e da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão – estabeleceram uma tremenda confusão.

A pretexto de restabelecer a normalidade democrática foram criados dois vácuos legais, rigorosamente injustificados, com enorme prejuízo para a magistratura que fica sem referências para a tomada de decisões e, principalmente, para a sociedade empurrada a um perigoso ceticismo no tocante à racionalidade da nossa Suprema Corte.

No caso do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, a indústria jornalística foi parte, atuou direta e ostensivamente através de uma de suas entidades corporativas.

Agora, quando começa a ficar visível o tamanho do estrago produzido pela afoiteza da maioria dos ministros do STF, as empresas de comunicação engavetam qualquer tipo de reflexão sobre o ocorrido.

O voto do relator da matéria, ministro Gilmar Mendes, atual presidente do STF, deveria ser exposto, traduzido e discutido em detalhes.

O Meritíssimo partiu de uma premissa errada ao endossar a tese de que a exigência do diploma para o exercício do jornalismo constitui um entrave à liberdade de expressão. Entusiasmado com a sua cruzada libertária, acabou com a profissão de jornalista no Brasil.

Passou ao largo de diversos estatutos que sequer estavam mencionados na questão e passou uma borracha num pedaço da história política do país. (...) Agora, somos meros mestres cucas: quando nos for exigida uma qualificação profissional, basta escrever 'sem ofício conhecido'.

O enorme saber jurídico do relator-presidente do STF não o animou a estudar os antecedentes históricos do caso que o Estado colocara em suas mãos: ignorou que no Senado romano já existiam jornalistas (diurnarii ou actuarii, redatores das Actae Diurnae), ignorou a designação de "redatores das folhas públicas" consignada por Hipólito da Costa em junho de 1808 e, como grande apreciador da cultura alemã, ignorou que em Leipzig, 1690, um teólogo de nome Tobias Paucer apresentou uma tese de doutoramento, De relationibus novellis – O Relato Jornalístico – comprovando a sua especificidade e suas diferenças com outros gêneros narrativos. Segundo Paucer, a publicação de notícias (novellae) tem uma técnica e uma ética próprias.

Antes de determinar a extinção da profissão de jornalista confundindo-a simplisticamente com a questão do diploma, o ministro Gilmar Mendes deveria ter estudado a questão com mais cuidado e profundidade.

De nada adianta aquela formidável exibição de malabarismo jurídico nas 91 páginas do seu parecer, se o ministro Mendes não conseguiu compreender duas questões comezinhas e cruciais:

1. O fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício profissional é apenas um aspecto da questão. A especificidade da profissão de jornalista é outra. O ministro Gilmar Mendes sabe que as grandes empresas jornalísticas mantêm há décadas cursos de aperfeiçoamento para formandos de jornalismo. Viu neles apenas uma prova da deficiência acadêmica, não conseguiu enxergar neste mesmo fato a demonstração cabal de que a própria indústria reconhece a especificidade do conhecimento para o exercício do jornalismo.

2. Ao aceitar a ação proposta pelo Ministério Público Federal e o Sertesp, o ministro Mendes caiu na armadilha armada pelo seu vasto arsenal de conhecimentos. No final da argumentação, faz pesada carga contra as empresas de comunicação:

"No Estado democrático de Direito, a proteção da liberdade de imprensa também leva em conta a proteção contra a própria imprensa".

Ora, se a imprensa está envolta em suspeições por que razão Sua Excelência endossa as teses de uma corporação empresarial ainda mais suspeita?

"...hoje não são tanto os media que têm de defender a sua posição contra o Estado, mas, inversamente, é o Estado que tem de acautelar-se para não ser cercado, isto é, manipulado pelos media..."

"...os meios de comunicação de massa já não são expressão da liberdade e autonomia individual dos cidadãos, antes relevam dos interesses comerciais ou ideológicos de grandes organizações empresariais, institucionais ou de grupos de interesse."

"...o exercício da atividade jornalística está invariavelmente associado à mobilização de recursos e investimentos de peso considerável. O que, se por um lado resulta em ganhos indisfarçáveis de poder, redunda ao mesmo tempo na submissão a uma lógica orientada para valores de racionalidade econômica."

Como explicar tamanha contradição? Como conciliar este arrasador ataque aos grandes grupos de comunicação com o generoso acolhimento dos argumentos propostos por um sindicato de empresas do ramo beneficiadas por concessões públicas e notoriamente desatentas aos seus compromissos sociais?

Esquizofrenia ideológica, exercício de retórica jurídica ou a certeza de que este relatório jamais seria publicado na íntegra em veículos de grande tiragem? Qualquer que seja a explicação – certamente haverá outras menos drásticas – flagrou-se a precariedade do processo decisório vigente nesta República.

O fim da exigência do diploma era uma fixação do empresariado jornalístico, obsessão alimentada pela má consciência do patronato durante os 21 anos de regime militar. Em 1985, ao invés da purgação saneadora, a exacerbação dos piores instintos acaba por extinguir a própria profissão de jornalista.

A indústria e os industriais do jornalismo finalmente desfizeram-se dos industriários. Com o twitter são perfeitamente dispensáveis. Como diz José Saramago, com o twitter nos encaminhamos decisivamente para o grunhido. E o STF oferece o suporte legal.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

RESISTÊNCIA: MEMÓRIA, REFLEXÃO, PERSPECTIVAS

"Sometimes I feel so uninspired", lamentou-se o Steve Winwood, numa bela canção do repertório do Traffic.

Hoje, para mim, é um desses dias. Talvez porque o noticiário não esteja nada inspirador: nenhuma notícia ou artigo, dos muitos que eu li, pareceu-me acrescentar algo ao que já se sabia. E eu detesto chover no molhado.

Então, lembrei-me de uma entrevista que concedi recentemente à comunidade Ditadura Militar do Orkut (íntegra aqui) , a convite do meu bom amigo Alex Monnerat -- caso raro de jurista que é dono de comunidade dedicada a um assunto fora de sua área profissional. Ele dá uma contribuição valiosíssima para que a temática política seja discutida de forma consistente e civilizada.

Deve ter sido a entrevista mais consistente das que já participei, em várias comunidades (Palpiteiros do Orkut, Apesar de Você...1964/85, Meus Pensamentos & Entrevistas, ALN Ação Libertadora Nacional e mais duas ou três cujo nome não recordo).

Talvez algumas passagens possam interessar aos leitores deste blogue. Eis as que avaliei como mais significativas:

FERNANDO CLARO - Qual sua opinião, hoje, sobre as reais condições de quem escolheu seu caminho e o regime que se pretendia derrubar. Ou seja, a correlação de forças, como você a vê atualmente?

A correlação de forças não nos parecia tão desfavorável assim no primeiro semestre de 1969, logo após a assinatura do AI-5. Chegamos a surpreender a ditadura, que não esperava ações tão eficientes de nossa parte.
No entanto, nós também subestimamos a capacidade de reaglutinação do inimigo: com a criação da Oban para combater a luta armada em SP (depois expandida para todo o Brasil, com a disseminação dos DOI-Codi's), o aprendizado de técnicas de tortura com instrutores estadunidenses, a generalização das práticas hediondas (que atingiram um patamar de máxima bestialidade), etc., eles conseguiram tomar a dianteira da guerra, DO PONTO DE VISTA MILITAR, no 2º semestre.
O golpe de misericórdia foi a injeção maciça de recursos externos para criar uma euforia econômica em 1970. Em 1969, a própria classe média discordava dos militares, embora estivesse amedrontada demais para nos apoiar francamente. Em 1970, com investimentos na Bolsa de Valores e fusquinha na garagem, passou a aplaudir o regime. Então, em desvantagem nas duas frentes (militar e política), nossa derrota era só questão de tempo.
Mas, sempre digo nas minhas palestras que, se um milhar de resistentes não tivesse ousado confrontar aquele terrorismo de estado dantesco, seríamos um povo muito desprezível. Não ganhamos a guerra, mas salvamos a honra dos brasileiros, exatamente como a Resistência Francesa, sem cuja existência a França seria identificada com Pétain e a República de Vichy.

CARLOS - Você via na época as ações como atos de resistência ou como parte de um projeto revolucionário de tomada de poder?

Francamente! Não éramos doidos varridos. Sabíamos muito bem que a luta seria dificílima e que nenhum grupo, partido ou organização tinha condições de derrotar a ditadura sozinho.
Então, já que precisaríamos lutar em frente e os outros grupos não tinham exatamente os mesmos pontos-de-vista, o que supúnhamos era a constituição de um tipo de parlamento no "day after", para que as disputas políticas se processassem civilizadamente.
Acreditávamos que, no final da linha, prevaleceria a posição mais coerente. Mas, tínhamos clareza de que o processo revolucionário brasileiro seria bem diferente do cubano, p. ex., com um único grupo dirigente chegando ao poder.
No nosso caso, seria um saco de gatos chegando ao poder. E o exemplo da Revolução Francesa, claro, nos assustava. Não queríamos lutas políticas resolvidas à bala ou com guilhotinas. Pretendíamos aproveitar as lições da História para não incorrermos nos erros do passado.

LUCIANO - Pode-se dizer que existe um movimento da extrema direita na internet preocupada em distorcer a história do período do regime militar?

Os sites fascistas difundem aquilo que os militares concluíram a partir dos seus Inquéritos Policiais-Militares, todos eles conduzidos com a prática generalizada e exacerbada da tortura. É claro que os IPM's não têm valor legal nenhum nem servem como referência histórica.
Várias vezes já comentei que, em cada ação armada da esquerda, os IPM's relacionavam muito mais participantes do que os que realmente estiveram envolvidos na operação. Por que? Porque obtiveram essas informações de caras que estavam pendurados no pau-de-arara tomando choques. Então, o torturado só se preocupava em evitar a prisão dos companheiros, não estava nem aí para enquadramentos legais.
Se o torturador perguntava "Fulano estava no sequestro?", o torturado, percebendo que era nisso que o fdp acreditava, dizia que sim. Não se desperdiçava energia para resistir nesse aspecto. O que importava mesmo era preservar as informações que levassem a quedas e desbaratamento de nossa estrutura.
Então, os tais IPM's não passam de um samba-do-crioulo-doido. E esse pessoal de extrema direita, QUE CONSERVOU TUDO ISSO CONSIGO EM VEZ DE ENTREGAR PARA OS ARQUIVISTAS, deve até acreditar que está dizendo a verdade, nas acusações que lança contra cada um de nós.
Mas, é um rosário de fantasias. Já disseram até que eu fui jurado num tribunal revolucionário. Nem sequer conheço o militante que dizem ter sido julgado, nunca julguei ninguém na vida e não soube de nenhum tribunal convocado pela VPR durante minha militância.

FERNANDO CLARO - Será que não havia uma glamourização em decorrência do êxito da Revolução Cubana?

Nossa inspiração maior eram os tupamaros uruguaios, que conseguiam golpear a ditadura de lá e chegaram a montar uma estrutura tão eficaz que parecia imune ao desbaratamento.
Nós também tentávamos manter e fazer crescer a luta nas cidades. Pretendíamos derrubar a ditadura a partir da conjugação das lutas urbanas e rurais no país inteiro.
A coluna guerrilheira só teria função propagandística, no início. Cabia-lhe fustigar o inimigo e escapar, PROVANDO QUE OS MILITARES PODIAM SER DERROTADOS. Estávamos plenamente cientes de que, se tentássemos formar um exército no campo, ele seria esmagado pelo inimigo. A coluna deveria apenas sobreviver e servir como exemplo, não crescer.
Esta concepção, aliás, foi desenvolvida pelo Lamarca, conhecedor do poder de fogo do Exército. Já tínhamos deixado bem pra trás o foquismo dos cubanos.
De certa forma, a fuga mirabolante do Lamarca do Vale do Ribeira até lhe pareceu dar razão. Mas, ele deve ter percebido que a desigualdade de forças era tão acentuada que o passe de mágica dificilmente se repetiria. Aquela proeza foi fantástica... e única.

MARIA CAROLINA- Gostaria de saber sobre o financiamento da ditadura. Quem financiava a OBAN e os outros órgãos repressivos?

A Oban nasceu clandestina. Foi criada por oficiais das Forças Armadas, com o apoio financeiro de empresários fascistas. Esses caras eram tão podres que alguns deles iam até praticar torturar por mero sadismo. Como estavam pagando, tinham direito. Foi por saber dessas histórias todas que o delegado Sérgio Fleury, quando tentou chantageá-los, acabou morto, numa das versões mais difíceis de engolir que já ouvi na vida: era dono de barco e teria caído ao no mar, afogando-se. Acredite quem quiser.
É claro que, para os defensores dos direitos humanos no exterior, foi um prato cheio poderem trombetear que o Governo brasileiro mantinha um centro clandestino de tortura... com maior poder do que o Deops, a quem teoricamente deveria caber o papel de reprimir a luta armada.
Depois, houve a morte do Chael Charles Schreier, no RJ, que escandalizou o mundo. O Chael era de ascendência judaica e os judeus têm enorme repugnância por mortes dos seus em situações que lembrem as práticas nazistas.
O Chael morreu no quartel da PE da Vila Militar, no pau-de-arara. E os altos comandantes militares concluíram que a prática de cada Arma perseguir os militantes da luta armada por sua própria conta (de olho nas recompensas dos empresários fascistas e em tudo aquilo que apreendiam conosco e depois dividiam entre si) facilitava o descontrole. No caso do RJ, p. ex., a PE da Tijuca e a da Vila Militar não colaboravam entre si, mas competiam pelas presas.
Então, resolveram botar ordem na casa: decidiram, de um lado, legalizar a Oban, transformando-a em DOI-Codi/SP, de forma que passou a receber recursos do governo (o que não impediu os empresários de continuarem dando propinas "por fora").
Do outro, unir as três Armas nesses DOI-Codi's, de forma que nenhuma unidade saísse à caça por conta própria.
E, no caso do RJ, determinaram que só participaria do DOI-Codi a equipe da PE da Tijuca. A da Vila Militar foi excluída do esquema, até como punição por ter deixado o Chael morrer.

FERNANDO CLARO - Não temos a sociedade com que sonhamos. Como você vê que seja travada a luta na atualidade e em que peca o governo Lula?

O maior pecado do Governo Lula, sem dúvida, foi o de ter adotado uma política econômica neoliberal, para gaudio dos banqueiros e dos grandes empresários.
Mas, não vejo muita saída na política oficial, tanto que nem tenho criticado muito o Lula. Presumo que qualquer outro acabaria agindo da mesma maneira, já que o poder real é o econômico, sobrando pouquíssima margem de manobra para um presidente da República fazer verdadeiras mudanças.
Em suma: o fundamental é intocável e o presidente só tem autonomia para decidir o secundário.
É hora de apostarmos na organização autônoma e não-autoritária dos cidadãos, contra o capitalismo e contra o Estado.

CAMILA - Qual o seu sonho de um país?

O meu sonho é, basicamente, o sonho original de Marx: a humanidade liberta dos grilhões da necessidade, sem fronteiras, estados nem forças repressivas, com as pessoas colaborando para o bem comum ao invés de focadas no progresso pessoal.
Depois, a repressão brutal dos exércitos estrangeiros à Comuna de Paris fez Marx retroceder um pouco, admitindo a necessidade do Estado enquanto o socialismo não se disseminasse por todo o planeta.
Só que não deu certo. As revoluções em países isolados, ou foram sufocadas, ou se desvirtuaram. Então, eu defendo a retomada do projeto de 1848: a revolução internacional e consensual (ou seja, com o aval da maioria dos trabalhadores), ao invés de revoluções nacionais e do vanguardismo.
O alerta que Trotsky lançou há um século permanece válido: "Primeiramente, o partido substituirá a classe operária. Depois. o Comitê Central substituirá o partido. Finalmente, um ditador substituirá o Comitê Central".
Então, a tese leninista de que é necessária uma vanguarda para "explicar" a revolução ao povo atrasado resultou nefasta. Os trabalhadores têm de voltar a ser o sujeito da revolução, jamais seu objeto (ou seja, os beneficiários últimos das ações desenvolvidas em seu nome).

CAMILA - Qual o seu sonho de governo?

A abolição de governos como entes separados e colocados acima da sociedade, com suas funções sendo assumidas e incorporadas à rotina diária do conjunto dos cidadãos. Em suma, uma atualização do modelo da democracia grega, em que as decisões eram tomadas pelos cidadãos reunidos em praça pública.
Aliás, vale lembrar que ser presidente, governador ou parlamentar não constituía profissão no início da própria democracia burguesa. Era uma honra e uma prestação de serviços à comunidade, não uma forma de ganhar dinheiro.
Hoje, a política oficial atrai principalmente os indivíduos que têm mentalidade criminosa mas são covardes demais para correrem os riscos inerentes ao banditismo. A escória da escória.

CAMILA - Você se identifica mais com o anarquismo e a falta de governo?

Hoje sou, sim, anarquista. Mas, eu não diria "falta de governo". O governo se tornaria desnecessário, à medida que os cidadãos gerissem a si próprios, organizando-se para prover o necessário a cada um deles, de forma que pudessem todos desenvolver-se plenamente como seres humanos.

CAMILA - Se fosse dado a você o poder de reorganizar a sociedade, os meios de produção, imprensa, enfim, tudo, como seria a sociedade dos seus sonhos?

Se o aparato produtivo fosse todo direcionado para a produção do socialmente útil, cada cidadão desfrutaria de tudo de que realmente necessita, trabalhando apenas uma fração do que trabalha agora. E lhe sobraria tempo para viver.
Isto implica a extinção de tudo que é parasitário e inútil, como instituições financeiras, propaganda, forças repressivas, etc. Quando a humanidade sair de sua pré-história, não precisará de nada disso.
Se alguém quiser depois desperdiçar seu tempo livre criando/trocando/buscando artigos de luxo, será seu direito. Mas, talvez as pessoas aprendam que gratificante mesmo é o convivío fraterno com os iguais.
Num filme de Godard, uma frase maravilhosa foi atribuída a Lênin, mas nunca consegui confirmar se é verdadeira ou criada pelo próprio cineasta: a de que a ética seria a estética do futuro.
Aliás, uma pequena amostra do que seja viver numa coletividade em que cada um se preocupava com o outro e tentava seriamente contribuir para a felicidade alheia, eu tive vivendo em comunidade alternativa, em 1971/2.
Quando você tem laços profundos com as pessoas de sua convivência, não precisa de geringonças tecnológicas nem de objetos que firmam status. Tínhamos poucos bens, mas não sentíamos falta de nada.

CAMILA - Qual era a sociedade dos seus sonhos na adolescência e quando você militou nos movimentos de esquerda?

CELSO - Exatamente aquela a que me referi acima, a visão do Marx pré-Comuna de Paris. Uma sociedade em que cada um contribuísse no limite de suas possibilidades para que fossem atendidas as necessidades materiais de todos. O reino da liberdade, para além da necessidade - ou seja, com o homem livre de grilhões materiais, podendo gastar o melhor de suas energias para atividades criativas e prazerosas, não para essa competição obsessiva do capitalismo, essa corrida de ratos em que todos acabam, de uma forma ou de outra, derrotados. Era este o ponto de chegada de nossos esforços, o que nos animava a correr os riscos e suportar as dores daquela luta desigual que travamos.

CAMILA - Mudou em relação a hoje? No que a sua vida lhe modificou?

O sonho é o mesmo, só que eu era um jovem ingênuo, hoje sou um homem sofrido. Mas, continuo considerando que se justificam todos os esforços que eu possa fazer para legar um mundo bem melhor para minhas filhas e netos. O capitalismo atual é um pesadelo, conspurca tudo que há de belo, justo, digno e idealista nos seres humanos. Estimula e faz aflorar o que as pessoas têm de pior.

CAMILA - Quais os seus conselhos aos jovens de hoje que você gostaria de ter recebido, quando também era jovem, dos mais velhos e experientes?

Talvez eu não estivesse disposto a ouvir esses conselhos. Talvez os jovens de hoje não queiram meus conselhos.
Mas, há duas lições aprendidas na minha caminhada, que eu tento passar às novas gerações: mais do que nunca, é necessário mudar o mundo, para que a vida valha realmente a pena ser vivida; mas, a empolgação nunca deve anular a reflexão, pois essas cruzadas envolvem riscos imensos.
Como dizia uma velha canção tropicalista: "É preciso estar atento e forte", pois tudo é não só "divino-maravilhoso", como também "perigoso".

WALTER - O você acha das idéias de Darcy Ribeiro, quando falava que tudo teria de partir da educação?

A verdadeira educação ajudaria muito. Mas, não essa que está aí agora.
A educação deveria ter o objetivo de formar cidadãos, no sentido maior do termo. Pessoas capazes de refletir sobre o mundo em que vivem e de nele atuarem conscientemente. Quem tem esse conhecimento mais amplo, domina facilmente as ferramentas da profissão que escolher.
No entanto, a educação foi aviltada e desvirtuada, passando a priorizar as ferramentas, as profissões; o secundário, enfim. Capacita um indivíduo para trabalhar num ramo qualquer e mais nada.
É por isso que hoje não formamos uma verdadeira elite, capaz de impor um rumo à sociedade e de evitar esse verdadeiro waterloo moral que as nossas instituições exibem. Já não temos dirigentes com visão de conjunto, apenas pessoas treinadas a pensar uma parte da parte.
Quanto à resistência à ditadura, o quadro então era bem diferente. Tínhamos, sim, uma juventude intelectualizada, brilhante e criativa. Mas, os militares tinham a força bruta, em doses descomunais. E, infelizmente, a vida real é bem diferente dos episódios bíblicos. Quase sempre é Golias quem vence Davi.
Ah, uma curiosidade: há um Colégio de São Paulo que atua exatamente na linha que eu proponho, priorizando a formação do cidadão, do líder e do dirigente da sociedade, não do mero profissional. E não tem nada de esquerdista. Pelo contrário, é rotariano. Trata-se do Colégio Rio Branco, no bairro de Higienópolis.

CAMILA - Por que uma forma de vida mais simples e mais prazeirosa, considerando o homem como ser social, são engolidas por outra que vai contra a essência do ser humano? Não é uma involução da sociedade?

Sua pergunta é ótima... mas requer uma resposta que não cabe nos limites deste papo. Se você quiser enfrentar o desafio, eu lhe recomendaria livros como A Ideologia da Sociedade Industrial e Eros e Civilização, de Herbert Marcuse; e Morte Contra Vida, de Norman O. Brown.
De uma forma extremamente simplificada, eu colocaria que a desigualdade e o espírito de competição levaram os homens a realizarem os esforços necessários para o desenvolvimento das forças produtivas. O privilégio, o ter mais do que os outros, era a cenoura que se colocava na frente dos asnos para fazê-los andar para a frente.
Até onde isso fazia sentido? Até que o homem, em sua escalada para o progresso, atravessasse a barreira da necessidade. Ou seja, até que desenvolvesse a tal ponto a capacidade produtiva, que se tornasse capaz de produzir o suficiente para suprir as necessidades básicas de todos os homens do planeta.
Chegado esse ponto, a desigualdade não teria mais papel, tornando-se inútil e odiosa. Havendo riquezas suficientes, estavam criadas as premissas para um mundo solidário e justo.
No entanto, o capitalismo organizou-se para impedir que a produção se direcionasse para o socialmente útil, que as riquezas fossem divididas equitativamente, que os homens trocassem a competição pela cooperação, que a jornada de trabalho fosse reduzida e os cidadãos tivessem mais tempo para desenvolverem-se como seres humanos.
Isto vem desde o século passado: queimas de produtos para evitar a queda de preços, desenvolvimento de burocracias e atividades parasitárias, belicismo (a produção de armamentos e munição é uma forma de mobilizar trabalho sem trazer contribuição nenhuma às pessoas).
Se se utilizassem os esforços para produzir o que é necessário e distribui-lo equitativamente, todos viveríamos infinitamente melhor. Mas, os esforços foram desviados para outras finalidades e o básico continuo faltando para boa parte da humanidade.
Assim, como nem todos têm tudo de que necessitam, continua havendo o estímulo para alguns tentarem ter mais do que os outros; e continua havendo uma fatia da produção voltada para a ostentação e o luxo, o suntuoso e o desnecessário.
E a indústria cultural, cada vez mais articulada para a manipulação científica das consciências, cumpre exatamente o papel de incutir nos seus públicos a noção de que esse mundo degradado é o único possível, e de que quem propõe alternativas não tem senso de realidade.

terça-feira, 28 de julho de 2009

NENÊS VIRAM ATRAÇÃO DE REALITY SHOW

"Telas falam colorido
de crianças coloridas,
de um gênio televisor.
E no andor de nossos novos santos,
o sinal de velhos tempos:
morte, morte, morte ao amor!"
("Milagre dos Peixes", Milton
Nascimento/Fernando Brant)

Uma estadunidense da California deu à luz oito nenês em janeiro. Acaba de autorizar a participação da filharada num reality show.

Além dos gêmeos, atuarão também os demais rebentos da fulana: seis, todos com idade inferior a nove anos.

A justiça foi acionada. Por incrível que pareça, não defendeu a privacidade dos 14 menores, nem mandou prender quem transforma criancinhas em fonte de renda. Apenas indicou um guardião para zelar pelos interesses financeiros dos óctuplos.

Que efeito terá sobre eles essa exposição tão precoce à repulsiva bisbilhotice da indústria cultural?

Não preciso de nenhuma bola de cristal para antecipar: o pior possível.

Estarão dia e noite expostos como curiosidades num aquário.

Não vão criar laços normais e sadios com as outras crianças.

Serão levados a crer que se tratam de pessoas especiais, diferentes, únicas.

Como consequência, tendem a tornar-se adultos encruados, malresolvidos, qual Michael Jackson.

Se o Sérgio Porto estivesse vivo, certamente encontraria uma definição mais acachapante ainda para a TV. Máquina de fazer doido é pouco.

Se o Paulo Francis estivesse vivo, provavelmente concluiria que, além de pamonha, o inferno agora é também medonho, de tão desumano que ficou.

Quanto mais se acentua a decadência capitalista, mais a indústria cultural cumpre o papel de emporcalhar tudo que há de belo e digno na existência humana. Nem as crianças respeita mais.

Faz-me lembrar o declínio do Império Romano. Sociedades que conseguem impedir a revolução necessária, como Roma fez com a revolta dos gladiadores, condenam-se ao lento apodrecimento.

Ao invés de avançarem para um estágio superior de civilização, desintegram-se, perdendo todas as suas referências -- inclusive as morais. E acabam preparando o advento da barbárie.

É para onde nos conduzem os malditos inutilities shows.

Fonte: BBC Brasil.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A CRISE CAPITALISTA E A IMPOTÊNCIA DOS GOVERNOS

Desempregados na fila da sopa, durante a Grande Depressão.

O filósofo francês Luc Ferry é um pensador estimulante. Chama-nos a atenção para fenômenos que estavam nos passando despercebidos e ousa questionar o chamado politicamente correto.

P. ex.: devemos, em nome do respeito às tradições de outros povos, concordar com a utilização da burca pelas mulheres de religião muçulmana? Ferry, quando ministro da Educação, a proibiu nas escolas francesas. E justifica:
"...a burca (...) não tem nada de símbolo religioso. Ela não consta em lugar nenhum na lista das obrigações determinadas pela religião muçulmana às mulheres. A burca é um sinal de vínculo ao fundamentalismo. Ela significa que as mulheres não devem ter lugar na esfera pública e que elas devem ficar em casa. Se saírem, elas têm de se dissimular. Devemos aceitar essa concepção do lugar da mulher? Respondo tranquilamente não, cem vezes não. E eu não digo isso porque defendo uma tradição cultural ocidental, mas porque penso que as mulheres simplesmente fazem parte da humanidade. Nesse tema, o relativismo é sempre cúmplice dos totalitarismos".
Entrevistado pela Folha de S. Paulo (ver aqui), Ferry foi muito feliz ao discorrer sobre a crise global do capitalismo, vindo ao encontro de algumas posições por mim defendidas. Se não, vejamos:
"Ao contrário do que se diz, não se trata de uma crise financeira, mas de uma crise econômica no sentido tradicional. A visão ingênua pela qual existem uma 'boa economia', a economia 'real' e uma economia 'ruim', a economia especulativa, não resiste à análise.

"Os países ocidentais mais industrializados, os Estados Unidos particularmente, conheceram nos anos 90 uma forte bipolarização do mundo do trabalho. Nessa época, criou-se um cenário onde havia, de um lado, trabalhadores altamente qualificados e bem-remunerados e, do outro, uma massa de trabalhadores mal paga por ser menos qualificada. Ou seja, a globalização fez as classes médias minguarem. O problema é que eram elas que geravam o crescimento e que mais consumiam.

"Foi nesse cenário que surgiu nos EUA o recurso ao endividamento maciço dos lares mais populosos e menos ricos, os famosos 'subprimes'. A partir daí não foram mais os salários das classes médias que geraram crescimento, mas o endividamento dos pobres. Em outras palavras, a riqueza passou a ser aumentada não mais a partir da riqueza em si, mas a partir de dívidas! E assim multiplicaram-se nos EUA, nos últimos 15 anos, sistemas de empréstimo de alto risco.

"Foi no contexto dessa nova lógica econômica que a crise financeira veio se inserir. Demorou até os créditos de risco serem transformados em títulos que acabaram espalhados por bancos do mundo todo e viraram, com o apoio das agências de classificação de risco, produtos financeiros de difícil leitura.

"É evidente que esse processo só aconteceu graças à cumplicidade de banqueiros, incluindo o banco central americano, que sabia muito bem o que estava acontecendo. Mas o importante é que o mundo financeiro, por mais culpado seja, não está na raiz da crise, que é antes de mais nada uma crise da economia real".
Desde o primeiro momento afirmei que se tratava da versão modernizada das crises cíclicas do capitalismo, tão bem dissecadas outrora pelos pensadores marxistas. Hoje elas podem ser represadas por mais tempo, mas não eliminadas.

Continua existindo a velha contradição entre o total de produtos oferecidos ao consumo e o poder aquisitivo dos consumidores, já que estes não recebem, como remuneração por seu trabalho, o exato valor dos bens que produziram. A velha mais-valia, enfim.

Ora, a margem de manobra do capital é hoje muito maior. Ele cria consumidores, ao conceder-lhes crédito praticamente ilimitado. Mas, claro, o elástico estica, estica, até que um dia arrebenta.

Aí, a indústria cultural vende a idéia que o capitalismo produtivo é bom e o capitalismo especulativo é ruim. Papo furado. O médico e o monstro são a mesmíssima pessoa, como no clássico de Robert Louis Stevenson.

Tal contradição é impossível de ser resolvida nos quadros do capitalismo: trata-se do sistema econômico alicerçado sobre a existência da mais-valia, quer ela se apresente com a clareza cristalina dos tempos de Marx, quer dissimulada pelos jogos de espelhos da sociedade atual.

Então, depois que o mundo inteiro pagar o preço da irracionalidade capitalista nesta crise, novos mecanismos reguladores serão instituídos para disciplinar o mercado financeiro e a indústria cultural venderá a ilusão de que Mr. Hyde nunca mais dará as caras. Foi o que aconteceu depois do crash de 1929 e da década inteira de depressão subsequente.

Ora, todos aqueles erros que nunca mais seriam cometidos, o foram novamente na atualidade. E, se não nos livrarmos do capitalismo, o Dr. Jekyll voltará a virar monstro daqui a umas tantas décadas. É simples assim.

PODER POLÍTICO x PODER ECONÔMICO

Na entrevista hoje publicada, Ferry veio ao encontro de outra tese que eu e muitos esposamos: a de que o poder Executivo é hoje satelizado pelo capitalismo globalizado e não serve como ferramenta para mudarmos a sociedade num sentido anticapitalista:
"No universo globalizado em que estamos mergulhados, as ferramentas tradicionais das políticas nacionais se tornam cada dia menos relevantes. O maior fenômeno desta virada de século é a impotência pública, o fato de nossos políticos terem perdido praticamente todo o poder diante de um desenvolvimento globalizado que lhes escapa por toda parte. É o grande problema da política moderna: a questão hoje não é mais somente o que fazer, mas principalmente como recuperar o controle, como recuperar um pouco de poder e de margem de manobra.

"[Um grande desafio é] resolver o problema duplo levantado pela crise. Primeiro: como reatar com um crescimento acarretado pela riqueza verdadeira, e não pelo endividamento. Segundo: como recuperar o controle sobre um mundo globalizado que nos escapa por todos os lados, tanto no plano econômico como no ecológico".
Trocando em miúdos: os governos são impotentes para impedirem que o capitalismo continue gerando depressões econômicas e desastres ecológicos cada vez piores.

E, acrescento eu, continuarão sendo-o até que a humanidade morra abraçada com o capitalismo.

A alternativa é os cidadãos comuns, independentemente dos governos, agindo em nome da sobrevivência da nossa espécie, tomarem seu destino nas mãos, construindo uma economia baseada no atendimento das necessidades humanas e na convivência harmoniosa com o meio ambiente.

Mas, terão de fazer isto logo, antes que os danos causados pela componente destrutiva do capitalismo ultrapassem o ponto de não-retorno.

domingo, 26 de julho de 2009

UMA EPIDEMIA MAIS GRAVE QUE A GRIPE SUÍNA: A DE MAU JORNALISMO

Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico.

A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal.

Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça.

Longe disto. Em comparação com as grandes pestes do passado, a gripe suína é refresco.

Vale lembrar, p. ex., que a gripe espanhola matou quase 2% da população brasileira, no final da década de 1920: aproximadamente 300 mil pessoas.

Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Aí o que fica evidenciado é a má fé da imprensa.

Vejam o caso da cidade de São Paulo: o número de óbitos ainda não chega a oito.

Pois bem, em maio eu alertei (ver aqui) que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano -- ou seja, oito por dia!

Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário.

Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes, pelo menos até agora. Só fez diminuir um pouco o turismo.

Vamos ver se a imprensa manterá o mesmo comportamento leviano caso o público venha a desertar consideravelmente das salas de espetáculos, comprometendo as receitas dos cadernos de variedades.

De resto, tenho a satisfação de louvar, mais uma vez, o corajoso trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, que ousou neste domingo qualificar o estardalhaço promovido por seu jornal em torno da gripe suína como irresponsável (ver aqui).

Seu comentário é uma verdadeira aula de ética jornalística. Vale a pena reproduzir os principais trechos:
"A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008.

"O título da chamada, na parte superior da página, dizia: 'Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses'. A afirmação é taxativa e o número, impressionante.

"Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento.

"Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica.

"O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde 'estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (...) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (...). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões'.

"É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.

"Mas não. Quem foi à página C5 (...) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).

"O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem 'adequadas' e que 'informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial'."

sábado, 25 de julho de 2009

ROTA CONTINUA EXALTANDO A DITADURA MILITAR

Em outubro/2008, enviei carta aberta ao governador José Serra (ver aqui), protestando contra os elogios que a Rota (ex-Rondas Extensivas Tobias de Aguiar) fazia, em sua página virtual, à atuação por ela desenvolvida durante a ditadura militar, quando apoiou o arbítrio.

Historiei a atuação dessa unidade da Polícia Militar, criada para combater a guerrilha urbana e que, depois de massacrados os combatentes da resistência à ditadura, passou a aplicar os mesmos métodos de torturas e assassinatos contra criminosos comuns.

Lembrei que o excelente livro Rota 66, do colega jornalista Caco Barcellos, documentara "4.200 casos de assassinatos cometidos pela Rota nas décadas de 1970 e 1980, tendo como vítimas, quase sempre, jovens pobres, pardos e negros (muitas vezes sem antecedentes criminais)".

E cheguei ao fulcro da questão: a Rota continuava destacando, com indisfarçável orgulho, os atentados que cometeu contra a democracia (ver, aqui, os itens História do Batalhão e Os Boinas Negras).

Reproduzi vários trechos da página virtual, como este:
"Mais uma vez dentro da história, o Primeiro Batalhão Policial Militar 'Tobias de Aguiar', sob o comando do Ten Cel Salvador D’Aquino, é chamado a dar seqüência no seu passado heróico, desta vez no combate à Guerrilha Urbana que atormentava o povo paulista".
Aliás, tal batalhão, antes mesmo de dar origem à Rota, já cumprira papel deplorável na quartelada de 1964, atuando como força auxiliar dos golpistas das Forças Armadas. E isto também era objeto de louvação virtual:
"Marcando, desde a sua criação, a história desta nação, este Batalhão teve seu efetivo presente em inúmeras operações militares, sempre com participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens, podendo ser citadas, dentre outras, as seguintes campanhas de Guerra: (...) - Revolução de 1964, quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, dando início à ditadura militar com o Presidente Castelo Branco".
Era, comentei, "a voz do passado que continua ecoando no presente, à custa dos impostos pagos pelos contribuintes paulistas".

E conclui assim a carta ao Serra:
"...em nome do seu passado de exilado e em consideração ao passado de todos nós que permanecemos aqui e fomos barbarizados, peço-lhe que, pelo menos, determine que as peças de comunicação do seu Governo passem a ser as aceitáveis numa democracia. Isto se não lhe apetecer tomar a atitude mais pertinente, que já está atrasada em um quarto de século: desativar a Rota!".
Comprovando que, na contramão do exemplo inesquecível do companheiro-presidente Salvador Allende, Serra agora trata os ex-companheiros com empáfia de governador, ele nem sequer se dignou a responder.

Recebi uma enxurrada de mensagens de defensores da Rota, incluindo ameaças ostensivas ou veladas, enviadas tanto ao meu e-mail quanto aos meus dois blogues.

Minha resposta a essa campanha articulada foi o artigo Não desviarei da Rota (ver aqui), de dezembro/2008. Reafirmei tudo que anteriormente dissera e acrescentei:
"...aconselho a Rota a apagar do seu site as loas a operações por ela desenvolvidas durante a ditadura, as quais, em todo o mundo civilizado, hoje têm uma imagem tão negativa quanto as chacinas da Gestapo".
Em janeiro/2009, o portal Brasil de Fato fez uma reportagem na esteira de minhas denúncias (ver aqui), ouvindo o oficial de Planejamento e Operações da Rota, 1º Tenente Gerson Pelegatti, que qualificou as exaltações à ditadura militar como "um grande equívoco" e prometeu tirar a página do ar para que seja feita "uma limpeza geral".

Disse que a identificação com a ditadura não correspondia mais ao pensamento dos policiais. E garantiu que as correções seriam feitas com a máxima rapidez possível.

Pois bem, um semestre depois continua tudo na mesma, com a página da Rota carecendo ainda de "uma limpeza geral" para removerem-se as imundícies denunciadas por mim e pelo Brasil de Fato.

O tenente Pelegatti faltou com a palavra, não cumprindo sua promessa de corrigir o "grande equívoco". Aonde foi parar a honra militar?

Quanto a José Serra, não se mostrou à altura nem da sua posição atual de governador numa democracia, nem do seu passado de presidente da UNE e de refugiado político.

Para mostrar-se confiável ao grande empresariado, ele não hesita em renegar seus valores mais sagrados de outrora. Chegou ao ponto de autorizar a invasão do campus da USP por parte dos efetivos mais truculentos da PM!

Uma Presidência da República compensará essa completa descaracterização de quem já defendeu os ideais mais nobres e se norteava pelo espírito de justiça?

Prefiro ficar com o Evangelho:
"Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?" (Mateus, 16:26)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

ISRAEL NEGA A SEUS CIDADÃOS ÁRABES O ACESSO À PRÓPRIA HISTÓRIA

A foto é do gueto de Varsóvia, mas poderia ter sido tirada na Gaza atual.

A população árabe minoritária do estado de Israel terá educação de povo dominado.

Foi o que decidiu o ministro da Educação de Israel, Gideon Saar, ao determinar que seja excluída do currículo escolar a versão palestina para os conflitos com os israelenses em 1948.

A criação do estado de Israel, na visão dos palestinos, foi uma Nakba (catástrofe).

O ministro, pertencente ao partido radical de extrema-direita Likud, afirmou não haver "razão alguma para que, no currículo escolar oficial de Israel, a criação do Estado seja apresentada como uma catástrofe".

E acrescentou: "O sistema de educação não deve contribuir para abalar a legitimidade do Estado".

Já para o deputado Ahmed Tibi, do partido Raam-Taal, a criação do Estado de Israel foi mesmo "uma catástrofe do ponto de vista humano, social, politico e nacional", pois "famílias foram destruídas e expulsas ou fugiram, casas foram destruídas, pessoas foram mortas".

Tinha sido a civilizada então ministra Yuli Tamir que introduzira o tema da Nakba no currículo escolar, argumentando que "os alunos árabes, que fazem parte do povo palestino, devem ter acesso às informações relevantes para a sua história".

As novas autoridades israelenses optaram por negar aos palestinos sua identidade e apagar-lhes o passado.

Assim, há duas semanas, o ministro dos Transportes Israel Katz, também do Likud, determinou a alteração da grafia dos nomes das cidades do país em todas as placas de trânsito.

As placas, que eram escritas em hebraico, árabe e inglês, passarão a mostrar apenas os nomes hebraicos das cidades.

Jerusalém vai ser chamada apenas de Yerushalaim, com a supressão do nome árabe da cidade, Al Quds.

Os fanáticos do Likud parecem não se dar conta de que o mundo inteiro já assistiu a esse filme, com a única diferença de que as vítimas usavam estrelas de Davi costuradas nas roupas e os vilãos ostentavam suásticas. O roteiro, entretanto, era igualzinho.

E o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa fase de declarações sumamente infelizes, afirmou que não deseja terminar seu mandato sem visitar Israel. Para conhecer o que, isso?! Vai sorrir para os ministros do Likud e abraçá-los, como fez com Collor?

Depois dos massacres na faixa de Gaza e destas atitudes opressivas contra a comunidade palestina, o brasileiro ideal para visitar Israel é o Brilhante Ustra. Lá estará entre iguais. (Fonte: BBC Brasil)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

GOVERNO REDUZ TAXA SELIC, MAS BANCOS NÃO DIMINUEM O ÁGIO

O editorial de hoje da Folha de S. Paulo veio ao encontro de uma afirmação jocosa sobre o presidente Lula: a de que ele é o pai dos pobres e a mãe dos banqueiros.

Com seu eficiente serviço de pesquisas e acompanhamento dos indicadores da economia, o jornal permite-nos dimensionar bem a quantas anda o ágio bancário no Brasil.

Evidentemente, refere-se ao ágio pelo eufemismo de spread, definindo-o como "a diferença entre o que as instituições financeiras pagam aos depositantes pela captação de seus depósitos e as taxas que cobram em empréstimos".

Ora, desde os primórdios da humanidade aqueles que emprestam dinheiro com a condição de receberem de volta um valor maior são denominados agiotas.

Aliás, durante o feudalismo a Igreja Católica fazia sérias restrições à agiotagem. Depois, adequou-se ao espírito do tempo -- no caso, aos valores capitalistas.

Já que estou abrindo um parêntesis, aproveito para manifestar minha estranheza quanto a dois versos do "Pai Nosso" que, em algum momento das últimas décadas, foram alterados.

Quando aprendi a oração, em criança, pedia-se-Lhe que perdoasse "as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores". Era assim que se rezava e era assim que eu lia a oração nas cartilhas, livros, prospectos, etc.

Não me lembro o exato instante em que me dei conta de que se estava rezando de outro jeito: "perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido".

Afora a maneira antiga ter um certo viés anticapitalista (as dívidas que os outros têm conosco devem ser perdoadas, para que Deus perdoe as nossas, em sentido metafórico) e a atual inócua como placebo, a própria sonoridade piorou, a construção se tornou artificial; "nossos devedores" é muito mais direto e impactante do que "a quem nos tenha ofendido".

De uma coisa tenho certeza absoluta: se tudo que está na Bíblia realmente existe, o lugar dos banqueiros é no inferno, junto com os torturadores, traficantes e pedófilos.

Pois fazem o trabalho do diabo, tentando os homens para levá-los à perdição; arrancando até o último centavo dos pobres desesperados, independentemente do choro das crianças e do desamparo dos anciãos; exercendo um ofício que desperdiça esforços, desviando-os de finalidades socialmente úteis e nada de bom acrescentando à vida das pessoas, pois sua faina é tão parasitária como a de uma lombriga no corpo humano.

Parêntesis fechado, voltemos às informações do editorial da Folha:
  • o ágio bancário brasileiro, hoje em torno de 30 pontos percentuais, há anos vem sendo o mais alto do mundo(!);
  • é 11 vezes superior ao praticado nos países desenvolvidos;
  • é cinco vezes mais alto que o das nações em desenvolvimento.
Pisando em ovos, como é a postura habitual da imprensa quando alude aos grande agiotas, vulgo banqueiros, o editorial da Folha (ver aqui) aplaude a nova redução da taxa Selic, mas observa:
"O principal problema da política monetária nos últimos meses tem sido garantir que as quedas da taxa Selic se traduzam em reduções para os tomadores finais de empréstimos, de forma a criar um ambiente efetivamente favorável à retomada da atividade econômica."
Trocando em miúdos, o principal problema é que o governo está fazendo o que as grandes casas de agiotagem, vulgo bancos, sempre pediram: a redução dos juros básicos.

Mas, elas não fazem o que sempre prometeram que fariam: emprestar a mais gente e cobrar juros menores dos tomadores de empréstimos.

Há mais de um mês, no seu programa radiofônico semanal Café com o Presidente, Lula reclamava:
"...não basta taxa Selic cair. É importante que ela caia, mas é importante que o spread bancário diminua no Brasil. O spread ainda está muito alto, o spread ainda está seletivo..."
Então, só podemos concluir que a redução da taxa Selic, sem contrapartida dos sanguessugas, continuará servindo apenas para aumentar-lhes escandalosamente os lucros.

É o que eles vêm fazendo desde o ano passado, quando o Governo, tentando minorar os efeitos em nosso país da crise global do capitalismo, liberou R$ 100 milhões em depósito compulsório, começou a diminuir a Selic e reduziu os impostos sobre operações financeiras.

Como reagiram então os abutres? Aumentaram a oferta de crédito e o baratearam, para manter o nível da atividade econômica, evitando o agravamento da recessão?

Não, zelaram apenas pelos próprios interesses: preferiram engordar em quase 50% as provisões para créditos duvidosos, visando nada perderem durante a emergência nacional.

Depois de anunciarem, mês após mês, recordes obscenos de faturamento ao longo do Governo Lula, os usurários não abrem mão de um grama sequer da banha acumulada nos cinco anos e meio de vacas gordas.

Firme como geléia, o Governo Lula faz com que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal ofereçam juros mais baixos do que o mercado em seus empréstimos, na vã esperança de que os bancos privados ajam da mesma forma.

Ou seja, acredita em disciplinar os vampiros pela via da concorrência, como está nos manuais capitalistas.

Finge ignorar que, na prática, a teoria é outra: aqui no Brasil, os bancos só amenizam suas práticas predatórias quando governos que não sejam sejam seus serviçais (nem bananas...) os forçam a isto.

Às boas, nunca se conseguiu concessão nenhuma dos nossos Shylocks, mais implacáveis ainda que o mercador de Veneza.

Daqui a alguns meses, o nosso bom Lula virá reclamar de que, "surpreendentemente", as medidas de boa vontade do Governo não produziram os resultados esperados.

Me engana que eu gosto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O OUTRO LADO E O BENEFÍCIO DA DÚVIDA

No final de 1968, procurando emprego na Folha de S. Paulo, fiquei conhecendo um senhor que estava à espera de ser chamado para sua reunião: o diretor do jornal santista do Grupo Folha, a Cidade de Santos. Batemos um papo e ele até me ofereceu uma vaga na sua redação, caso eu estivesse disposto a morar no litoral.

Seu nome: Antonio Aggio Jr.

Na década seguinte, ele se tornou diretor da Folha da Tarde, cuja redação, dizia-se, mantinha ligações perigosas com a repressão política.

Trabalhando em assessorias de imprensa, eu escutava alusões a isto. Mas, o jornalista apontado como aliado dos órgãos de segurança era o encarregado de cobrir a área militar, Carlos Dias Torres. Não me lembro de ter ouvido citarem o nome do Aggio nessas conversas.

Corta para 2004. Desempregado e em situação de extrema penúria, eu estava travando luta pública, principalmente via internet, para que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça cumprisse seus próprios critérios quanto à ordem de prioridade dos julgamentos.

Tais critérios, que me beneficiariam, estavam sendo desrespeitados. E a reparação da União era minha última esperança de dar a volta por cima e reconstruir a vida.

Expedindo e-mails em todas as direções, a partir de listagens encontradas aqui e ali, enviei mensagem a um site chamado O Jornal. Para minha surpresa, quem respondeu foi o Aggio. O site era (e é) dele.

Passou a colocar no ar tudo que lhe mandava. E, num e-mail, revelou que, embora nunca tivesse simpatizado com os ideais revolucionários, respeitava e tentara ajudar jornalistas que resistiam à ditadura, principalmente sua amiga Lenita Miranda de Figueiredo (do PCB), a quem teria salvado de ser assassinada nos porões do regime.

Quando soube das acusações que a historiadora Beatriz Kushnir lhe fazia, de que a Folha da Tarde noticiara na véspera a morte do militante Joaquim Seixas (do MRT, pai de Ivan Seixas), pedi-lhe explicações.

O Aggio desmentiu, garantindo que os principais jornais paulistas, disponíveis no Arquivo do Estado, comprovam que o óbito foi noticiado simultaneamente por todos eles.

Enfim, sabendo como se passavam as coisas no tempo da ditadura, a minha impressão é de que o Aggio equilibrou-se, como a maioria dos jornalistas em redações importantes, na corda bamba.

Algum tipo de concessão todos acabavam fazendo. Mas, até por saberem que o mundo dá muitas voltas, eram poucos o que se comprometiam com os excessos mais gritantes e que poderiam mais tarde ser-lhes cobrados.

Concedo-lhe o benefício da dúvida em relação a essa terrível acusação que a Kushnir lhe lançou. Se existem os jornais daqueles dias, são eles que darão a palavra final sobre quem está com a razão. É simples assim.

E, como sempre segui o princípio jornalístico de ouvir os dois lados de uma questão, aconselhei o Aggio a escrever também um livro, oferecendo aos leitores do presente e do futuro um contraponto à versão da Kushnir. Assim, os pratos da balança ficarão equilibrados.

Tudo isto vem a respeito de um digno editorial que o Aggio colocou no ar em seus dois sites: Caso Battisti: Estado de Direito ou insanidade ditatorial? (ver aqui)

Além de publicar o excelente artigo do Rui Martins que caracteriza o procedimento do Supremo Tribunal Federal como uma "vergonha internacional", Aggio o complementou com um candente protesto de sua própria lavra. Vale a pena citar alguns trechos:
"[O refúgio é] ato unilateral que, dentro do nosso ordenamento jurídico, depende tão somente de decisão do Poder Executivo, isto é, do presidente da República e seu ministro da Justiça. E, além do mais, está conforme a tradição política brasileira quanto a tais casos.

"Mas, o 'asilado' continua preso, à espera da palavra final do Supremo Tribunal Federal – STF, uma aberração que agride a mente de qualquer cidadão dotado de senso comum, principalmente num País que garante liberdade aos piores assassinos enquanto aguardam o trânsito em julgado. E também concede indenizações e pensões a pessoas acusadas, no passado, da prática de crimes idênticos aos atribuídos pela Itália a Battisti.

"Também é muito estranho que, enquanto se perde em decidir até questiúnculas entre vizinhos devido à presença de animais de estimação em condomínios, o STF – a mais alta corte brasileira – procrastina um caso grave com o réu preso, da mesma forma que ignora a desesperadora situação dos milhares de desvalidos à espera (inútil) do pagamento de precatórios pelos municípios, Estados e União.

"Não morro de amores por Cesare Battisti, ou melhor, pelo que ele pode ou não ter feito na Itália. Essa é outra questão, algo subjetiva por sinal. Mas, daí a tolerar que alguém, seja lá quem for, ignore a Constituição Cidadã para atrair os holofotes da mídia, enquanto mantém um ser humano padecendo no cárcere... Isso não se faz nem com os bichos.

"Quando se intenta interpretar um texto de maneira contrária ao que nele está expresso, ocorrem aberrações. E, no caso de Battisti, o julgador parece colocar-se acima da letra da Constituição e da lei. A coisa toda está malcheirosa! Ou Battisti é um asilado político ou um reles homicida estrangeiro. Quanto a sua primeira situação, não resta dúvida, como também com relação ao fato de que, em tal condição, ninguém jamais deveria permanecer encarcerado nem por um dia, enquanto um grupinho de iluminados pelos holofotes da mídia fatura a torto e a direito sobre a sua desgraça. A quem interessa isso? À Nação? Ao povo brasileiro?"

terça-feira, 21 de julho de 2009

TEMPO DE INCOERÊNCIA

"A verdade é revolucionária", afirmou Rosa Luxemburgo.

Há um mês recebi esta mensagem do valoroso companheiro Luiz Aparecido ("ex-preso politico e até hoje militante do glorioso PCdoB", como faz questão de ressaltar):
"Acabei de assistir hoje, domingo, dia 21 de junho de 2009, no Canal Brasil da SKY e repetido por outros canais de assinatura, o documentario, 'Tempo de Resistencia', onde inumeros revolucionarios dão seu depoimento sobre a resistencia dos combatentes brasileiros à Ditadura. Entre os depoimentos sinceros e emocionantes (...) há tambem o de Darci Rodrigues. Este ultimo me chocou ao repetir a cantilena mentirosa e falsa, de que o campo de treinamento da guerrilha da VPR, no Vale do Ribeira no inicio dos anos 70, no interior de São Paulo, foi entregue pelo quem ele chama de traidor, Celso Lungaretti.

"É mais que a hora, de exigir dos produtores e diretores do documentario que façam, em nome da verdade histórica, o esclarecimento que historiadores como Jacob Gorender e a própria vida ja fizeram: Celso Lungaretti não foi o delator que entregou o local do treinamento para a repressão. Como esta informação se tornou publica e abrange, atraves do documentario exibido no 'Canal Brasil' e outros veiculos, fórum de seriedade histórica, é necessário mais uma vez isentar o Lungaretti desta perfidia e se for o caso, até entrevistarem o Celso e outros companheiros da época, para apontar o verdadeiro delator daquele fato.

"As torturas barbaras e humilhantes que nós revolucionarios fomos submetidos nos porões da ditadura, devem ser denunciadas sempre, assim como a verdade dos fatos que elas originaram. Se alguns e não foram poucos, fraquejaram e abriram companheiros e ações, os fatos devem ser esclarecidos. Mas uma mentira não pode destruir a reputação, a honra, a vida e a coragem de quem teve a audacia e o desprendimento humano de enfrentar, armados ou não, o aparato selvagem da ditadura.

"Dou meu depoimento publico da honestidade e coragem histórica de Celso Lungaretti...".
Passei exato um mês esperando que os responsáveis pela acusação, a partir dos e-mails que lhes enviei, dessem uma solução digna ao episódio. Como nada fizeram, só me resta tornar público o que houve, deixando aos leitores as conclusões.

Preso em instalações militares e impossibilitado de me defender, fui em 1970 acusado pela Vanguarda Popular Revolucionária de haver delatado a área na região de Registro (SP) em que Carlos Lamarca e outros militantes treinavam guerrilha. A repressão deslocou milhares de soldados para lá, mas alguns companheiros escaparam como civis, outros embrenhando-se nas matas. A fuga destes últimos, comandada por Lamarca, foi, indiscutivelmente, uma das maiores proezas militares da História brasileira.

Quando fui libertado, nada havia mais a fazer. A falsidade passava por verdade e eu não tinha como conseguir provas para sustentar minha versão, nem tribunas para apresentá-la, em meio à censura e à intimidação reinantes.

Quando a engrenagem de terrorismo de estado começava a ser desmontada, fui entrevistado por veículos como a revista IstoÉ e o jornal Zero Hora (RS), relatando, então, as torturas sofridas durante os dois meses e meio que passei incomunicável nos cárceres da ditadura e que me causaram uma lesão permanente.

Mas, o foco dessas reportagens não era o episódio de Registro e, como eu ainda não conseguira nenhuma prova de minha inocência, não insisti para que delas constasse minha refutação.

Em 1984, no entanto, Marcelo Paiva fez-me tal acusação nas páginas da Folha de S. Paulo e eu não poderia deixar de exigir direito de resposta. Travamos polêmica e eu expus pormenorizadamente o que eu realmente fizera e os fatos de que tinha conhecimento.

Ainda sem provas, era minha versão bem sincera do que se passara:
  • participei da equipe precursora que foi implantar uma escola de guerrilhas à altura do km. 254 da BR-116;
  • a área foi considerada inadequada e abandonada em dezembro/1969;
  • voltei para o trabalho urbano exatamente por desconhecer a localização da área seguinte, na qual o trabalho prosseguiu (caso contrário, por motivos de segurança, não poderia ter saído de lá);
  • ao contrário do que o Lamarca me fez crer, a área 2 não se localizava a centenas de quilômetros de distância, mas apenas a 16;
  • em abril/1970, ao ser preso e muito torturado, revelei a localização da área 1, por avaliar que seria informação inútil para a repressão, mas serviria para eu me recompor e ganhar tempo, enquanto preserva informações realmente importantes;
  • talvez, como Marcelo Paiva sustentou, a partir dessa área 1 tivessem descoberto alguma ligação com a área 2, mas a responsabilidade, aí, seria de erro cometido pela própria VPR na instalação dos campos.
Em 2004, a prova que tanto me fazia falta finalmente caiu nas minhas mãos, quando Ivan Seixas, em seu site Resgate Histórico, publicou um relatório secreto de operações do II Exército, cuja existência eu desconhecia.

Dele constava, explicitamente, a informação de que duas equipes do DOI-Codi foram deslocadas para Registro a fim de apurar minha informação sobre a área 1 e voltaram relatando que não havia mais atividades no local; enquanto isso, novas informações, decorrentes de prisões posteriores, forneceram à repressão a localização exata da área 2.

Estava tudo lá, preto no branco. Meu próprio temor de haver contribuído indiretamente para a descoberta da área 2 era infundado. A coisa se passara de outra maneira, felizmente para mim.

Enviei os textos de minha polêmica com Marcelo Paiva e a cópia desse relatório para alguns historiadores. Jacob Gorender, com sua dignidade exemplar, assumiu a responsabilidade de esclarecer o episódio, a partir desse material e de outros documentos sigilosos que informou possuir.

Duas semanas depois, enviou carta à Folha de S. Paulo e a O Estado de S. Paulo, comunicando:
"Na primeira edição do meu livro 'Combate nas Trevas' (...) escrevi (...) que Celso Lungaretti forneceu ao Exército a primeira informação sobre um campo de treinamento de guerrilheiros da VPR em Jacupiranga, no vale do Ribeira. (...) Não obstante, no mês corrente, Celso Lungaretti contatou-me, por via telefônica, para chamar a minha atenção para o fato de que dera a aludida informação sob tortura e sabendo que o campo de treinamento onde estivera se encontrava desativado havia dois meses. O relatório do comandante do 2º Exército na época, general José Canavarro Pereira, co-assinado pelo general Ernani Ayrosa da Silva, sobre a Operação Registro (localidade do vale do Ribeira), confirma que, efetivamente, aquele campo de treinamento fora desativado. Sucede, no entanto, que, quase simultaneamente, chegaram ao 2º Exército informações procedentes do 1º Exército, com sede no Rio de Janeiro, de que um novo campo de treinamento de guerrilheiros, adjacente ao anterior, se encontrava em atividade. (...) A respeito dessa segunda área, nenhuma responsabilidade cabe a Celso Lungaretti, que ignorava a sua existência. Sua vinculação com o episódio restringiu-se, por conseguinte, à informação sobre a área que sabia desativada, fornecida, segundo afirma, sob tortura irresistível."
A publicação desta carta do Gorender na Folha de S. Paulo (ver aqui) abriu caminho para o lançamento do meu livro Náufrago da Utopia
(ver aqui). Eu considerei acertadas minhas contas com a História e passei priorizar as lutas presentes, ao invés de ficar remoendo o passado.

Aí foi lançado o documentário Tempo de Resistência, com a insólita acusação do ex-companheiro Darcy Rodrigues. Em meados da década atual, ninguém sequer cogitava traição da minha parte. Torturado com relatórios médicos e lesão para apresentar não pode ser confundido com os cabos Anselmos da vida.

Mandei mensagem ao autor do livro que serviu de base para o filme, Leopoldo Paulino ( leopoldo@leopoldopaulino.com.br ), esclarecendo não só que a acusação era infundada, como que Darcy Rodrigues tinha um motivo pessoal, não político, para fazê-la, sendo que a desavença entre nós dois era conhecida e constava até de livro de um jornalista sobre o período.

Leopoldo Paulino nada respondeu. E, como o documentário teve pouca repercussão nos cinemas, acabei deixando pra lá.

Sua exibição na TV a cabo, entretanto, está atingindo público mais amplo. Então, voltei a protestar, pedindo-lhe que fizesse algum tipo de retificação ou esclarecimento.

Também contatei o cineasta André Ristum ( andreristum@yahoo.com ), diretor do filme, que respondeu:
"Para a realização deste documentário eu e minha empresa fomos contratados pelo Leopoldo Paulino, para executar a obra baseada em seu livro.

"Assim, conforme contrato assinado entre nós, o responsável pelo conteúdo, seja do ponto de vista das informações passadas seja do ponto de vista legal, é o próprio Leopoldo Paulino.

"Eu, até pela minha pouca idade, não poderia jamais me responsabilizar por informações a respeito de uma época que não vivi e pouco conheço.

"Peço então que se comunique diretamente com o Leopoldo, ou com o Darcy...".
Mas, em entrevista posterior à que concedeu para o filme (ver aqui), o próprio Darcy deixou de sustentar a antiga acusação:
"[Darcy] Discorre também sobre o erro de haver levado para o campo pessoas, que não estavam totalmente convencidas dessa necessidade e de outras, que não tinham conhecimento completo da organização. Cita um caso: 'Celso Lungaretti foi para a primeira área, não se deu bem, voltou para a cidade e nem conheceu a segunda' [grifo meu]."
Em respeito à trajetória de luta do Darcy, optei por considerar suficiente este seu reconhecimento da minha inocência. Melhor passarmos uma borracha em acontecimentos tão distantes quanto deprimentes.

Quanto a Paulino, falhou como revolucionário, pois foi duas vezes alertado de que cometia uma injustiça contra outro revolucionário e em ambas se omitiu: nem corrigiu seu erro, nem sustentou sua posição. Apenas calou.

E falhou como escritor que pretende historiar a resistência, já que não teve a mínima preocupação prévia de ouvir quem sofria grave acusação, nem se dispôs a apresentar o outro lado quando isto lhe foi depois formalmente solicitado.

Segundo um jurista que me-é solidário, caberiam três providências legais neste caso, que poderiam até ser tomadas simultaneamente:
  1. "a formalização de um pedido de direito de resposta ao Canal Brasil, que foi o veículo pelo qual esta afronta à sua imagem foi desferida";
  2. "o pedido judicial para que este documentário seja editado, sob pena de sua execução em território nacional ser proibida, com cominação de multa caso a ordem venha a ser descumprida";
  3. "o pedido de reparação por danos morais, contra os produtores do documentário e o próprio difamador, já que tal veiculação já está lhe causando problemas e constrangimentos".
Mas, depois de haver lutado tanto por uma noção mais elevada de Justiça, estaria faltando com meus princípios se recorresse a uma instância do Estado que execro, contra outro ex-militante da resistência.

É no tribunal das consciências que tais atitudes devem ser julgadas. Então, preferi apenas expor os fatos, para que cada leitor tire suas conclusões e, se quiser, tome alguma atitude.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CASO BATTISTI: VERGONHA INTERNACIONAL.

Brilhante como sempre, Rui Martins se posiciona contra a insólita decisão do Supremo Tribunal Federal de manter indefinidamente preso o escritor italiano Cesare Battisti, mesmo depois dele ter conquistado o status de refugiado no Brasil.

Se o STF pretende, com uma única decisão, revogar a Lei do Refúgio e a jurisprudência que ele próprio estabeleceu em episódios anteriores, deveria ao menos conceder liberdade provisória a Battisti ou marcar logo seu julgamento, prometido por Gilmar Mendes desde fevereiro.

O que não pode é manter detido, por omissão, inépcia e/ou má fé, quem deveria estar solto desde janeiro. Isto nada mais é do que abuso de autoridade -- cuja gravidade aumenta por estar sendo cometido pela mais alta corte do País.

Daí a importância do artigo de Rui Martins, que publico e subscrevo na íntegra. (Celso)

CASO BATTISTI: VERGONHA INTERNACIONAL.

Rui Martins (*)

Vai fazer oito meses que o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu o asilo político ao italiano Cesare Battisti, preso no Rio e depois transferido para Brasília. A decisão do ministro da Justiça não foi cumprida porque o presidente do Supremo Tribunal Federal considerou de sua competência libertar ou não Battisti e praticamente invalidou a decisão do ministro Genro, submetendo-a uma decisão posterior do STF, deixando claro sua intenção de extraditar Battisti.

Nesse meio tempo, o governo Berlusconi envolveu-se em diversos escândalos, instaurou uma política anti-imigrantes de extrema-direita, propos a criação de milícias de cidadãos para ajudarem na repressão aos imigrantes semelhantes às milícias fascistas, e Roma passou a ter um prefeito neo-fascista. É esse governo, cujo mandatário é mesmo acusado de se envolver com menores, que fez pressão sobre o Brasil para obter a extradição de Battisti, utilizando mentiras e distorcendo fatos.

Ora, enquanto o STF contesta a decisão de um ministro, no limite de uma crise institucional, um homem continua preso. Entretanto, essa privação de liberdade de um homem por decisão do presidente do STF, quando seu alvará de soltura deveria ter sido concedido no dia seguinte à decisão do ministro Genro, já ultrapassou as medidas do tolerável por um Estado de direito.

A prisão de Cesare Battisti ao arrepio dos direitos humanos é hoje uma vergonha internacional. É toda estrutura de nossa justiça que é posta em cheque e vivemos, neste momento, uma situação digna de uma ditadura, de um país sem respeito às suas próprias leis, e que ignora as garantias individuais baseadas em preceitos internacionais.

Que país é este onde a decisão de um ministro é ridicularizada pelo supremo juíz, que decide, por sua própria vontade, como se não existissem leis brasileiras ou internacionais, manter um homem preso para agradar um governo estrangeiro ? É preciso que a OAB, que as associações de direitos humanos, que a Secretaria dos Direitos Humanos denunciem o STF por abuso de poder, por manter no cárcere um homem que já recebeu do Ministério de Justiça o estatuto de refugiado político.

O Brasil está desrespeitando direitos básicos de um refugiado político concedido pela ONU através do Alto Comissariado pelos Refugiados e, ao mesmo tempo, mostrando ao mundo um desequilíbrio na sua estrutura institucional.

É necessária uma rápida correção e se as associações brasileiras de direitos humanos enviarem uma representação ao Alto Comissariado da ONU, em Genebra, denunciando a manutenção de um refugiado político na prisão, sem outra justificativa senão o desejo do presidente do STF de extraditá-lo, esperando o melhor momento para isso, esse escândalo assumirá as proporções necessárias para que o STF autorize sua liberdade. (Fonte: http://www.diretodaredacao.com/)

* ex-correspondente do Estadão e da CBN, Rui Martins é autor de "O Dinheiro Sujo da Corrupção". Está baseado em Berna, colaborando com jornais europeus e com o site Direto da Redação.

domingo, 19 de julho de 2009

PSICOPATOLOGIA DA VIDA COTIDIANA

Tal qual a gripe suína, a praga das telenovelas também nos chegou do México, com "O Direito de Nascer" (1964)

Neste sábado, passei por uma experiência nova na minha vida: fiz um curso para poder batizar minha filhinha.

Foi pitoresco. Primeiramente, por terem dado uma roupagem nova ao que eu pensava que seria apenas uma tediosa aula de catolicismo. Houve debate, uso de power-point, etc.

Achei meio decepcionante que o padre não desse o ar de sua graça, deixando a incumbência para os voluntários da pastoral respectiva. Meio assim como se fôssemos segunda divisão, só merecendo atenções especiais no próprio dia do batismo.

Mas, a senhora que conduziu os trabalhos levava jeito para a coisa. O treinamento de professora ajudou.

Fiquei pasmo ao perceber que, depois de pedir aos participantes, umas 30 pessoas, que falassem um pouco sobre si mesmos, ela começou a chamar cada um para o diálogo... pelo nome!

Em situações análogas, eu seguramente não consigo associar o nome à imagem de 10 pessoas. Sou sempre obrigado a disfarçar, pois sei que cada um acredita ter importância suficiente para merecer um desempenho melhor da minha memória.

Mas, são facetas que nos acompanham desde o início. No primário, já levava mais tempo que os demais para memorizar o nome dos colegas. Talvez como contrapartida por ter memória excelente em outros departamentos.

DA PIEGUICE MEXICANA À LAVAGEM CEREBRAL DA GLOBO - Debateu-se o que está errado no mundo de hoje e o que fazer para melhorá-lo, com cada um tendo oportunidade de proferir frases muito originais sobre Deus, amor, paz, família, etc.

Parece que tudo mudará da água para o vinho se nos comportarmos melhor nas esferas social e familiar.

Foram citadas situações de telenovelas para ilustrar algumas ponderações. Eu, apaixonado pelo cinema desde as matinês do pulgueiro do meu bairro, nunca as suportei.

Quando estreou a chatíssima O Direito de Nascer, importada do México pela então TV Tupi no sintomático ano de 1964, vi metade do primeiro capítulo e concluí: é melodrama arrastado. Desde então, e já lá se vão quatro décadas e meia, nunca precisei alterar minha opinião quanto ao ritmo arrastado e à mediocridade intrínseca (só deixou, em parte, de ser melodrama).

É claro que, visitando pessoas, tive de suportar o que assistiam, então nunca perdi totalmente o contato com as novelas. E também nunca deixei de ser acometido por bocejos, que, por educação, disfarço o melhor que posso.

Pude perceber que, quando o filão passou a ser dominado pela rede Globo, as novelas redefiniram o seu papel: saíram dos clichês melosos/folhetinescos apropriados para pessoas simplórias (escola mexicana) e viraram um reforço da auto-estima para quem vive existências insípidas.

Ou seja, mostram personagens comuns fazendo coisas comuns e vivendo situações comuns, como se isso fosse importante.

Deixaram de destacar o inusitado, o aventureiresco, o genial, aquilo que são e fazem os indivíduos superiores.

Passaram a ser um mero espelho dos telespectadores. Para que estes fiquem iludidos, achando que sua existência banal e insípida não é tão banal e insípida assim. Que a poça de água parada em que o capitalismo os condena a viver é, pelo contrário, um mar grandioso.

TRABALHO ALIENADO, O DOMÍNIO DE SATÃ? - Voltando ao catecismo modernizado de ontem, chamou-me também a atenção que ninguém, absolutamente ninguém, falou sobre aperfeiçoar-se e melhorar como ser humano em sua esfera profissional.

Será que não têm consciência de que a sociedade em que vivem os obriga a utilizarem suas piores aptidões na luta pela sobrevivência?

Ou, o que é mais provável, já não conservam a mínima ilusão quanto a isto, admitindo que, na caça à grana, vale tudo e tudo se justifica?

É uma das acusações mais terríveis que Marx lançava ao capitalismo: de ter aniquilado a possibilidade do trabalhador realizar-se com seu trabalho.

O artesão medieval enxergava-se naquilo que produzia. Seu talento e sua sensibilidade estavam incorporados aos frutos do seu labor. Cada um deles tinha uma maneira própria, diferente, de fazer as mesmas coisas (móveis, objetos).

Essa mentalidade sobreviveu durante as primeiras etapas do capitalismo, pelo menos fora do ambiente das grandes fábricas -- nas quais a produção em série já tornava o proletário totalmente alienado do produto final, em que nada via de realmente seu. O grande cineasta René Clair, depois plagiado por Charlie Chaplin (Tempos Modernos, 1936), fez uma crítica devastadora das linhas de montagem, em A Nós, A liberdade (1931).

Lembro-me do meu avô, pequeno fabricante de móveis, depois de um dia estafante, recusando uma mesinha de jogo já embalada e pronta para zarpar. Quando terminava o expediente dos funcionários, o dele continuava, saindo com sua kombi para fazer as entregas.

Mesmo assim, não aceitou que a mercadoria seguisse com um risquinho que provavelmente passaria despercebido ao cliente. Disse, aludindo ao fato de que a empresa levava o sobrenome da família: "Esta mesa tem meu nome. E meu nome não circula riscado por aí".

Ahora, no más. São raríssimos os profissionais que têm orgulho e verdadeiro zelo em relação ao que fazem. A imensa maioria só quer ganhar logo a grana para poder ir fazer aquilo de que realmente gosta. O trabalho, mais do que nunca, virou castigo bíblico, a canga que se suporta para sobreviver.

Ou, simplificando o que disse o filósofo Norman O. Brown: nos desempenhos profissionais, pertencemos inteiramente ao diabo (para ele, sinônimo do capitalismo).

O que ainda temos de Deus dentro de nós, só pode aflorar, esporadicamente, nas esferas social, familiar e amorosa.
Related Posts with Thumbnails

ARQUIVO

NUVEM DE TAGS

#naovaitercopa 12 anos de escravidão 16 de abril 1929 1968 1984 1ª Guerra Mundial 1º de maio 2ª Guerra Mundial 3º mandato 6ª Feira Santa 6º Congresso Nacional do PT 7 de setembro A Barca do Sol A Internacional A Marselhesa A Tribuna da Imprensa A Verdade Sufocada Abap Abel Ferrara Abelardo Barbosa Aberto da Austrália Abílio Diniz Abin aborto Abradic Abraham Lincoln Abreu Sodré absolutismo abstenção aburguesamento abuso de autoridade abuso de poder abuso de poder econômico Academia Brasileira de Letras Academia de Agulhas Negras ACM Acnur acordão acordão salva-políticos Acordo de Paris Adail Ivan de Lemos Adalto Alves Adam Smith Adélio Bispo de Oliveira Adhemar de Barros Adib Jatene Adidas administração de crises Adolf Eichmann Adolf Hitler Adolfo Pérez Esquivel Adolpho Bloch Adoniran Barbosa Adriana Tanese Nogueira Adriano Diogo Aécio Neves Aedes aegypti AES Eletropaulo Afeganistão Afonsinho Africa África do Sul Agatha Christie Agência Estado Agenda Brasil Agildo Barata agio agiotagem agiotas Agnelo Queiroz agnotologia Agora São Paulo Agostinho dos Santos agronegócio agrotóxicos AGU Água de Meninos AI-5 aiatolá Khomeini AIG AJD ajuste fiscal ajuste recessivo Al Capone Al Pacino Al Qaeda Ala Vermelha do PCdoB Aladino Félix Alain Delon Alain Prost Alain Resnais Alain Tanner Alan Parker Alan Woods Albert Camus Albert Einstein Albert Sabin Albert Speer Alberto Dines Alberto Fujimori Alberto Goldman Alberto Helena Jr. Alberto Piovesan Alberto Torregiani Alberto Youssef Alceu Valença Alcides Gerardi Alcione Aldemir Bendine Aldo Moro Aldo Rebello Aldo Rebelo Aldous Huxley Alec Baldwin Aleister Crowley Além da Imaginação Alemanha alerta Alex Silveira Alex Solnik Alexander Fleming Alexander Soljenítsin Alexandre de Moraes Alexandre Dumas Alexandre Frota Alexandre Magno Alexandre Nardoni Alexandre Padilha Alexandre Schwartsman Alexandre Tombini Alexandre Vannuchi Leme Alexandrino Alencar Alexis de Tocqueville Alexis Tsipras Alfredo Attié Alfredo de Assis Alfredo Sirkis Alfredo Stroessner Algel Parra Ali Kamel Ali MacGraw Alice Cooper Allan Abreu Almeida Garrett Almir Ribeiro ALN Aloízio Mercadante Aloysio Nunes Alquimedes Daera alterações climáticas Aluízio Palmar Alvarenga e Ranchinho Alvaro Dias Álvaro Dias Alvaro Uribe Amapá Amaral Netto Amarildo Amazonas Américo Fontenelle Amicus Ana Amélia Ana Corbisier Ana Helena Tavares Ana Luíza Anai Caproni anarquismo Anastasio Somoza Anatole France Anatoly Karpov Anderson Gomes Anderson Silva Andre Agassi André de Oliveira André Esteves André Lara Resende André Malraux André Mauro Andre Ristum André Rocha André Singer Andrea Matarazzo Andrea Neves Andrea Pirlo Andrei Konchalovsky Andrés Iniesta Andrés Manuel López Obrador Andrés Sanchez Andrew Lloyd Weber Andrzej Wajda Andy Murray Andy Warhol Angel Parra Angela Davis Ângela Maria Angela Merkel Angeli Angélica Lovatto Angelino Alfano Ângelo Goulart Villela Angelo Longaretti Angra Anibal Barca Aníbal Silvany Filho anistia Anistia Internacional Anita Garibaldi Anita Leocadia Aniz Abraão David Annie Girardot ano novo Anões do Orçamento anos de chumbo Ansa Anselm Jappe Anselmo Duarte ANTF Anthony Garotinho Anthony Hopkins Anthony Quinn anticomunismo profissional Antígone antissemitismo Antoine Lavoisier Antonio Bernardini Antonio Cabrera Antonio Callado Antonio Claudio Mariz de Oliveira Antônio Conselheiro Antonio De Salvo Antônio Fernando Moreira Antonio Ferreira Pinto Antonio Gades Antonio Gaudi Antonio Gramsci António Guterres Antonio Hamilton Mourão Antonio Julio de Menezes Neto Antônio Marcos Antônio Maria Antônio Nássara Antonio Negri Antonio Nogueira da Silva Filho Antonio Nunes Antonio Palocci Antonio Patriota Antônio Prado Antonio Prata Antonio Prestes de Paula Antônio Ribas Antonio Roberto Espinosa Antônio Roberto Espinosa Antuerpio Pettersen Filho Ao Pé do Muro Aparício Torelly apartheid apartheid social APCF apedrejamento Apeoesp Apocalípse Apocalypse Now Apollo Natali Apolônio de Carvalho aposentadoria aquecimento global Arábia Saudita Araguaia arapongas arbitrio arbítrio Arembepe Arena Argentina Ariano Suassuna Aristides Baltas Aristóteles armamentismo Armand Assante Armando Monteiro armas de fogo armas químicas Arnaldo Bloch Arnaldo Dias Baptista Arnaldo Jabor arquiduque Francisco Fernando Arrigo Barnabé arrocho fiscal arrocho recessivo Art Garfunkel artes marciais Arthur C. Clarke Arthur Chioro Arthur Harris Arthur José Poerner Arthur Penn Arthur Soffiati Arthur Vannucci Ary Barroso Ary Toledo asilo político Assembléia Constituinte Ássis Chateaubriand Assis Valente Atahaulpa Yupanqui Atahualpa Yupanqui atentado à liberdade de expressão atentado à liberdade de opinião atentado de Bolonha atentado de Sarajevo atentado do Riocentro atentado do WTC atentado em Juiz de Fora Átila Atlético Mineiro Audálio Dantas Augusto Boal Augusto Buonicore Augusto Cury Augusto dos Anjos Augusto Nunes Augusto Pinochet Augusto Trump Aureliano Chaves Auriluz Pires Siqueira Auschwitz automobilismo autoritarismo Aymoré Moreira Ayres Britto Ayrton Senna Aziz Ab´Sáber B. B. King Baader Meinhof Babá Baby Doc Duvalier Baden Powell bafômetro Baggio Baia dos Porcos bairro da Mooca bairro do Bixiga Bajonas Teixeira de Brito Jr. Baltasar Garzón Ban Ki-moon Banco Central Banco del Mutuo Soccorso Banco Santos bancos bancos públicos Banda de pau e corda Barack Obama Barão de Coubertin Barão do Rio Branco barbárie Barcelona barriga jornalística Bartolomeo Vanzetti Bartolomeu Lourenço de Gusmão Baruch Espinosa Bashar al-Assad basquete Batalha de Itararé Bateau Mouche Batman Baú do Celsão Bauru BBB BBC Brasil BBC History Channel beagles Beatles Beatriz Kushnir bebê-diabo Bebeto Beija-Flor de Niilópolis Bela Lugosi Belchior Ben Kingsley Benedicto Lacerda Benito Di Paula Benito Mussolini Benjamin Franklin Bento XVI Berlinale Bernard Fresson Bernardo Bertolucci Bernardo Bittar Bernardo Mello Franco Bernie Sanders Bertold Brecht Bertold Brecht besteirol Bete Mendes Beth Carvalho Betinho Betinho Duarte Beto Richa Bibi Andersson Bíblia bicicletas Biggs Bill Ayers Bill Clinton Billy Blanco Billy the Kid Billy Wilder bingos biodiversidade biografias não autorizadas Biro-Biro bisbilhotice Bispo Fernandes Sardinha bitcoin black blocs Black Friday Blecaute blitzkrieg blog Os Divergentes blogosfera blogue de resistência blogueiro blogues blogues governistas bloqueios selvagens blues BNDES boate Kiss Bob Dylan Bob Woodward Bobby Sands Bocage boimate Boko Haram bolchevismo Bolívia Bolsa Família bolsa-agronegócio bolsa-banqueiro bolsa-empresário Bom Senso FC bombardeio de Dresden bombas de fragmentação bombeiros boneco Pixuleco Bonifácio de Andrada Boris Casoy Boris Fausto Bóris Iéltsin Boris Karloff Boris Sagal bossa nova Botafogo de Futebol e Regatas Bovespa boxe Brad Pitt Bradesco Bradley Manning Braguinha Bram Stoker Branco Brasil Brasil 247 Brasil Colônia Brasil: Nunca Mais Breno Altman Brexit Brian Winter Brics Brigadas Vermelhas brigadeiro Eduardo Gomes Brigitte Bardot Brilhante Ustra Bruce Lee Bruno Andrade Góis da Silva Bruno Barreto Bruno Boghossian Bruno Carazza dos Santos Bund Buster Keaton Cabo Anselmo Cabo Bruno Cabo Daciolo cabo Polvorelli cabo Povorelli Cabral caça às bruxas Cacá Diegues Cacareco Cacaso Caco Caco Barcellos Caco Barcelos Caetano Veloso Cainquiama Caio Prado Jr. Caio Silva de Souza caixa 2 Caixa Econômica Federal Câmara Federal Camargo Corrêa Camboja Cambridge Analytica Camili Cienfuegos caminhoneiros Camões Campeonato Brasileiro Campeonato Paulista Campo Salles câncer Cândido Portinari candomblé cangaço Cansei Cantata Santa Maria de Iquique Canudos Capinam capitalismo capitalismo chinês capitalismo de estado capitalismo liberal capitão Augusto Sampaio de Oliveira Capitão Guimarães capoeira Caravaggio Cardeal de Richelieu Caríbdis Carl Bernstein Carl Gustav Jung Carl von Clausewitz Carla Jiménez Carlinhos Cachoeira Carlito Tevez Carlo Collodi Carlo Puerto Carlos Alberto Bettoni Carlos Alberto Parreira Carlos Amarilla Carlos Árabe Carlos Bolsonaro Carlos Brickmann Carlos Câmara Pestano Carlos Castañeda Carlos Chagas Carlos Drummond de Andrade Carlos Eugênio da Paz Carlos Fernando dos Santos Lima Carlos Franklin da Paixão Araújo Carlos Franklin Paixão de Araújo Carlos Galhardo Carlos Gardel Carlos Giannazi Carlos Góes Carlos Heitor Cony Carlos Lacerda Carlos Lamarca Carlos Lungarzo Carlos Lyra Carlos Marighella Carlos Pitta Carlos Ramos Carlos Reichenbach Carlos Rutischelli Carlos Saura Carlos Vereza Carmen Costa Carmen Lúcia Carmen Miranda Carnaval Carrefour Carta ao Povo Brasileiro Carta aos Brasileiros Carta Capital CartaCapital Cartel de Cali Cartel de Medellín cartolagem cartunismo Carvalho Pinto Casa da Morte de Petrópolis Casagrande casamento civil igualitário Caso Dreyfus Caso Ferreirinha Caso Isabella Caso Proconsult Caso Santo André Caso Watergate cassação Cássio Cassius Marcellus Clay Castello Branco Castro Alves Catalunha catenaccio italiano Catulo da Paixão Cearense Cauby Peixoto caudilhismo Cazuza CBF CBF. Fifa CCC CDDPH CDHM Ceará Cecil B. DeMille Cecília Meireles celibato Celso Amorim Celso Bandeira de Mello Celso da Rocha Barros Celso da Rocha Miranda Celso Daniel Celso de Mello Celso Furtado Celso Luiz Pinho Celso Lungaretti Celso Pitta Celso Rocha de Barros Celso Russomanno celulares Cenimar censura centrão Cesar Benjamin César Roldão Vieira Cesar Romero Cesare Battisti Cesare Beccaria cesárea Cezar Peluso CGU chacina da Lapa chacina de Ribeirão Pires chacina do Salgueiro chacinas Chael Charles Schreier Champions Chapecoense charlatanismo Charles Baudelaire Charles Bronson Charles Chibana Charles Darwin Charles De Gaulle Charles Dickens Charles Elbrick Charles Fourier Charles Fourrier Charles Gordon Charles Manson Charles Perrault Charles Schultz Charlie Chaplin Charlie Hebdo Chaves Che Guevara Chemnitz Chernobil Chico Anysio Chico Buarque Chico de Assis Chico Lopes Chico Mendes Chico Whitaker chikungunya Chile China Chiquinha Gonzaga Choi Soon-il Chris Weidman Christian Fittipaldi Christine Lagarde Christopher Lee Chuck Berry Chung Mong-joon CIA Cícero Cícero Araújo ciclovias Cid Gomes Cidadão Kane ciências do comportamento Cila cine Belas Artes Cinecittà cinema cinema brasileiro cinema marginal cinema novo Circe circuitos marginais Ciro Gomes Cisjordânia civilidade Clara Nunes Clarice Herzog Clarice Linspector Clarice Zeitel Vianna Silva Clark Gable classe média Claude Chabrol Claude Levy Strauss Claude Monet Claudia Cardinale Claudia Hammond Claudio Abramo Cláudio Antônio Guerra Cláudio Bongiovani Claudio Carsughi Cláudio Humberto Claudio Julio Tognolli Cláudio Lembo Cláudio Manuel da Costa Cláudio Marques cláusula de barreira Clécio Luís Clint Eastwood Clive Barker Clóvis Rossi clube Hebraica Clube Militar CMI CNBB CNE CNI CNJ CNT cobaias cobaias humanas Código Hays Colé colégios militares Colina Colômbia Colônia Cecília colonialismo combustíveis Comissão da Verdade Comissão de Anistia Comissão de Direitos Humanos Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos Comissão Interamericana de Direitos Humanos Comitê de Direitos Humanos da ONU complô Comuna de Paris Comunidades Eclesiais de Base comunismo comunismo primitivo Conan Doyle Conare Conceição Costa Neves Conceição Lemes conciliação de classe conciliação de classes Conde De Gobineya Condepe Condorcet Congresso em Foco Congresso Nacional Conrado Hübner Mendes conspiração Constituição Federal constrangimento ilegal cônsul Nobuo Okushi consulta popular Conte Lopes contestação conto contos da carochinha contracultura Contran convênios médicos Convergência Socialista convulsão social Coojornal Copa das Confederações Copa Davis Copa do Mundo Coréia do Norte Coréia do Sul Corinthians Cornel West Coronel Sebastião Castro Coronel Telhada Coronel Ubiratan coronelismo Correio Braziliense Correio da Manhã Correios corrida armamentista corrupção Corte Interamericana de Direitos Humanos Corumbá Cosa Nostra cosmologia Costa Concordia Costa e Silva Costa Gravas Costa-Gravas cotas raciais Cotonifício Crespi country music Coutinho CPC da UNE CPEM CPI CPI da Petrobrás CPI do Cachoeira CPI dos Bingos CPMF crack cracolândia Cream Crefisa criacionismo crianças enjauladas nos EUA crime contra a humanidade crime do colarinho branco Criméia Almeida crimes de guerra crimes hediondos crise da subprime crise do subprime crise dos mísseis cubanos crise hídrica Cristiane Brasil Cristiano Machado Cristiano Ronaldo Cristina Hoyos Cristina Kirchner Cristina Lôbo Cristovam Buarque Cristovão Colombo Cristóvão Colombo Cristovão Tezza crítica e autocrítica Crítica Radical Croácia crônica crônica. João Gilberto Cuba Cúpula Conservadora das Américas curandeirismo Curió Curly Howard CUT Cya Teixeira d. Agnelo Rossi D. Aloísio Lorscheider D. Flávio Cappio D. Helder Câmara D. Paulo Evaristo Arns D. Pedro Casaldáliga D. Pedro I D. Waldyr Calheiros Dª Solange Dagobah Dalmo Dallari Dalmo de Abreu Dallari Dalton Rosado Dalton Trumbo Damaris Lucena Damiano Damiani Dan Kahan Dan Mitrione Daniel Aarão Reis Daniel Cohn-Bendit Daniel Dantas Daniel Ortega Daniel Ziblatt Daniela Lima Daniela Toledo de Prado Danielle Brant Danilo Dante Alighieri Dante de Oliveira Danton Darcy Rodrigues Dario Argento Darlan Menezes Abrantes DataFolha David C. Mitchell David Carradine David Emanuel de Souza Coelho David Goodis David Lean David Lynch David Mamet David Nasser David Ricardo David Warner Dayane de Oliveira Dê ouro para o bem do Brasil Débora Diniz Deborah Fabri Deborah Fabri. Michel Temer decapitação delação premiada Delcídio do Amaral Delegado Francischini Delfim Netto Deltan Dallagnol Delúbio Soares DEM Demétrio Magnoli democracia democracia ateniense democracia burguesa democracia-cristã Demônios da Garoa Denatran dengue Denis César Barros Furtado Denis Diderot Dennis Hopper Denys Arcand Deops deportação depressão econômica deputado João Alves Dércio Marques Dercy Gonçalves Desafia o nosso peito desastre ambiental desembargador Abel Gomes desemprego desertificação desigualdade econômica desigualdade social deslizamentos desmatamento desmilitarização do policiamento Desmond Tutu desobediência civil desordem Desperta-Te Oh Romeno despoluição do Tietê desqualificação desumanidade Deutsche Welle Devanir de Carvalho Devra Davis Di Stéfano Dia da Consciência Negra Dia da Pátria Dia das Crianças Dia das Mães Dia dos Pais Dia Mundial do Rock dialética Diane Keaton Dias Toffoli Didi Diego Costa Diego Maradona Diego Simeone Dilma Dilma Rousseff Dinamarca dinheiro Dino Buzzati Dino Risi Dino Rizi Diógenes Carvalho Diogo Salles Direito à Memória e à Verdade direito ao trabalho direito de manifestação direito de opinião direitos civis direitos humanos direitos previdenciários direitos trabalhistas diretas-já Direto da Redação discriminação discurso de ódio dissidentes cubanos distopia ditabranda ditadura ditadura argentina ditadura militar dívida pública Django Djavan doações empresariais DOI-Codi Dolores Duran Dolores Ibarruri Dom Luís Gastão de Orléans e Bragança domicílio eleitoral domingo sangrento Domingos Dutra Domingos Jorge Velho dominicanos Don Siegel dona Solange Donald Sutherland Donald Trump Donga Dops Dorival Caymmi Douglas Fairbanks DPZ Duarte da Costa Duda Mendonça Dulce Maia Dulce Pandolfi Dunga Dustin Hoffman Dylan Thomas Eça de Queirós ECA-USP ECA/USP ecologia economia política Eddie Vedder Edemar Cid Ferreira Eder Jofre Edgar Allan Poe Edgar Morin Edgard Leuenroth Edgard Rice Burroughs Edgardo Bauza Edifício Joelma Edinho Silva Edir Macedo Edison Lobão Editora Imprima Edmund Burke Ednalva Franco Ednardo Ednardo D'Ávila Melo Edouard Bernstein Edson Fachin Edson Luís de Lima Souto Edu Lobo Eduard Bernstein Eduardo Eduardo Alves da Costa Eduardo Azeredo Eduardo Campos Eduardo Cunha Eduardo Galeano Eduardo Gomes Eduardo Gonçalves de Andrade Eduardo Guimarães Eduardo Leite Eduardo Mahon Eduardo Moniz Eduardo Neves de Castro Eduardo Rodrigues Vianna Eduardo Sabóia Eduardo Suplicy Eduardo Villas Bôas educação educação popular educação religiosa Edward Bernstein Edward Dmytryk Edward Snowden Edwin Sutherland efeito estufa Egberto Gismonti Egito Ehrenfried von Holleben Eike Batista Eisenstein El País Elba Ramalho eleições eleições 1989 eleições 2002 eleições 2010 Eleições 2012 eleições 2014 eleições 2016 eleições 2018 Eleonora de Lucena Eleonora Menicucci Eleonora Menicucci de Oliveira Eletrobrás eletrochoques Eli Wallach Eliane Brum Eliane Cantanhede Eliane Cantanhêde Eliane Cantenhêde Elias Élie Halévy eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 Elio Gaspari Elio Petri Élio Petri Eliot Ness Elis Regina Elisa Quadros Eliseu de Castro Leão Eliseu Padilha Elizabeth Lorenzotti Elizeth Cardoso Ellen Gracie Eloísa Samy Elomar Elvira Lobato Elvis Presley Elza Soares Em Tempo emancipação humana Emanuel Neri embargo econômico emenda fiscal Emerson Emerson Fittipaldi emigrantes Emile Zola Emilio Estevez Emílio Fontana Emílio Médici Emílio Odebrecht Emílio Santiago Emir Sader Emmanuel Macron empreiteira OAS empreiteiras Enéas Carneiro Eneida Ennio Morricone Enrico Fermi ensino entropia entulho autoritário Enzo G. Castellari Enzo Peri episódio algoz e vítima Epoca Equador Erasmo Carlos Eremias Delizoicov Eric Burdon Eric Clapton Eric Hobsbawn Érica Kokay Érico Borgo Ernest Borgnine Ernest Hemingway Ernesto Araújo Ernesto Fraga Ernesto Geisel Ernesto Laclau Ernesto Sábato Ernst Bloch Ernst Jünger Ernst Thälmann escândalo Proconsult Escola Base escola sem partido escolas-padrão escracho escravidão escutas telefônicas Esopo Espanha espionagem espiritismo Espírito Santo ESPN espontaneísmo esportes Esquadrão da Morte esquerda petista esquerda zeladora estado estado de bem estar social Estado do bem-estar social Estado Islâmico Estado Novo estado policial Estados Unidos estatização estatolatria Estatuto da Criança e do Adolescente Estatuto da Criança e do Adolescentes Estatuto do Idoso estelionato estelionato eleitoral Estevam Hernandes estigmatização estupro ET de Varginha ETA etanol Ethel Rosenberg Étienne La Boétie Ettore Scola EUA Euclides da Cunha Eugène Delacroix eugenia Eugênio Aragão Eugênio Bucci Eugenio Evtuchenko Eugênio Gudin Eunício Oliveira Eurico Gaspar Dutra Eurípedes eutanásia Evander Holyfield Evaristo da Veiga evasão de divisas Everardo Dias Evo Morales ex-presos políticos excomunhão execuções Exército existencialismo êxodo dos venezuelanos exploração da fé extradição Ezequiel Neves F-1 Fabiana Leibl Fabiano Silveira Fábio Almeida Fábio Carille Fábio Hideki Harano Fábio Konder Comparato Fábio Raposo Fábio Seixas Fabrício Chaves fábulas Facebook fake news Falha de S. Paulo falha técnica falsidade ideológica falsificação da História falta d'água falta de creches fanatismo fanatismo religioso Fantástico Farc fascismo Fausto De Sanctis Fausto Macedo Fausto Silva favela favelização FBI Febeapa Febraban Federico Fellini Federico Garcia Lorca Felipão Felipe Massa Felipe Mello feminismo Ferdinand Lassale Ferenc Puskás Fernanda Montenegro Fernanda Tórtima Fernandinho Fernando Albán Fernando Alonso Fernando Baiano Fernando Barreto Fernando brant Fernando Canzian Fernando Claro Fernando Collor Fernando de Barros e Silva Fernando Dutra Pinto Fernando Gabeira Fernando Haddad Fernando Henrique Cardoso Fernando Henrique da Silva Fernando Holiday Fernando Lugo Fernando Meligeni Fernando Pessoa Fernando Pimentel Fernando Pomarici Fernando Rodrigues Fernando Sabino Ferreira Gullar ferrolho suíço Festa do Peão de Boiadeiro festas juninas festivais da Record Festival de Cinema de Berlim fetichismo da mercadora feudalismo FHC FIC Fidel Castro Fiesp Fiesta Fifa Filinto Muller Filipinas Fillinto Muller filme O Jovem Karl Marx filmes para ver no blogue filósofo Sócrates fim do fator previdenciário fim dos jornais impressos Financial Times Fino da Bossa Fiodor Dostoievski física fisiologismo flamenco Flamengo Flávia Piovesan Flávio Itabaiana Florestan Fernandes flotilha Fluminense FMI Folha de S. Paulo Fome Zero Fonajuc Força Expedicionária Brasileira Força Pública Força Sindical Ford forma-valor formação de quadrilha Foro de São Paulo foro privilegiado Fortaleza Fórum Econômico Mundial Fórum Paulista de Desenvolvimento Fórum Social Mundial França Francenildo Costa Francenildo dos Santos Francesco Rosi Francesco Schettino Francis Ford Coppola Francis Fukuyama Francis Hime Francisco Alves Francisco Bosco Francisco de Oliveira Francisco Foot Hardman Francisco Franco Francisco Manuel da Silva Francisco Rocha Francisco Romero Franco Montoro Franco Nero Franco Zeffirelli Franco Zefirelli François Hollande François Mitterrand François Truffaut Frank Sinatra Frank Zappa Franklin Delano Roosevelt Franklin Martins Franklin Maxado Franz Kafka fraude eleitoral Fred Vargas Fred Zinneman Freddie Francis Freddie Perdigão Frei Betto Frei Caneca frei Tito Frenke Petry Frente Parlamentar Frente Povo Sem Medo Frente Sandinista de Libertação Nacional frete Friedrich Engeles Friedrich Engels Friedrich Nietzche Fritz Lang Fukushima Fukuyama Fulgêncio Batista Fundação João Mangabeira Fundação Perseu Abramo fundamentalismo charlatão fundamentalismo religioso fundos de pensão futebol G20 gabinete de crise Gabriel Chalita Gabriel Chalitam Gabriel Garcia Marque Gabriel Jesus Gal Costa Galileu Galvão Bueno Gamal Abdel Nasser ganchos garis Garotos Podres Garrincha Garry Kasparov Gary Cooper gastança Gastone Righi gastos militares Gato Barbieri gays Gaza Geddel Vieira Lima Geert Wilders Gene Hackman general Aléssio Ribeiro Souto General Augusto Heleno Pereira General Eduardo Villas Bôas General Hamilton Mourão general Machado Lopes General Maynard General Motors General Sérgio Etchegoyen Gengis Khan genocídio Georg Friedrich Hegel George 5º George Bush George C. Scott George Foreman George Harrison George Hilton George Kennan George Orwell George Romero George Roy Hill George Santayana George Simenon George Soros George W. Bush Georges Bidault Georges Braque Georges Danton Georges Wolinski geração 68 geração de empregos Geração Maldita Gerald Ford Geraldo Alckmin Geraldo Azevedo Geraldo D'El Rei Geraldo Del Rey Geraldo Vandré Geraldo Vietri Gerard Depardieu Gerard Piqué Gerhard Berger Germanine Greer Gerson de Oliveira Nunes Gerson Theodoro de Oliveira Gert Grofé Jr. Getúlio Vargas Ghiggia Giacomo Matteotti Gian-Maria Volonté Gianfrancesco Guarnieri Gianluigi Buffon Gil Moura Gilberto Carvalho Gilberto Dimenstein Gilberto Freire Gilberto Freyre Gilberto Gil Gilberto Kassab Gilberto Maringoni Gilberto Occhi Gilles Lapouge Gillette Gillo Pontecorvo Gilmar dos Santos Neves Gilmar Mendes Gilmar Rinaldi Gilson Dipp Gilson Theodoro de Oliveira Giocondo Dias Giordano Bruno Giorgio Napolitano Giovanni Bucher Giovanni Falcone Giuliana Vallone Giuliano Genna Giuliano Montaldo Giuseppe Garibaldi Giuseppe Lampedusa Gladiadores do Alter Glauber Rocha Glauber Braga Glauber Rocha Glaucemir Oliveira Gleisi Hoffmann Glesi Hoffmann globalização GloboNews Glória Kreinz Glória Maria Glória Pires Goethe Goffredo da Silva Telles Jr. Gol Golbery do Couto Silva Goldstone goleiro Aranha goleiro Barbosa goleiro Bruno golpe de 1964 golpe de 1964 x 50 anos golpe de Estado golpismo Gonçalves Dias Gonzaguinha Google Google Earth Goubery do Couto e Silva governo de união nacional Graças Foster Grace Mendonça Graciliano Ramos Graham Greene grampos Grande Otelo grandes tragédias Grécia Greenpeace Greg Lake Gregório Bezerra Gregório de Matos Gregório de Mattos Gregório Duvivier Gregório Fortunato Gregory Peck greve greve de fome greve de osasco greve geral greve geral de 1917 Grigori Rasputin Grigori Zinoviev gripe suína Grundisse Grupo Guararapes Grupo JBS Grupo Krisis Grupo Oficina Grupo Pão de Açúcar Grupo Rumo grupos de extermínio Guam Guantánamo Guarda Civil guerra civil guerra da lagosta guerra de extermínio guerra do Vietnã guerra híbrida guerrilha do Araguaia guerrilha do Vale do Ribeira guerrilha na internet guerrilha urbana Gueto de Gaza Gueto de Varsóvia Guido Mantega Guilherme Afif Domingos Guilherme Boulos Guilherme de Almeida Guilherme Duvivier Guilherme Fariñas Guimarães Rosa Guiné Equatorial Gustav Franz Wagner Guy Corneau Guy Debord Gylmar dos Santos Neves H. G. Wells H. L. Mencken H. P. Lovecraft habitação hackers Haiti Hamas Hamilton Almeida Hammer Hanna-Barbera Hannah Arendt Hans Christian Andersen Haroldo Lobo Harry Houdini Harry Shibata Harry Truman Hebe Mattos Hector Babenco Hegel Heitor dos Prazeres Heitor Villa-Lobos Helder Barbalho Helena Chagas Helena de Lima Heleny Guariba Hélio Bicudo Hélio Rubens de Arruda e Miranda Hélio Schwartsman Hélio Vannucci Helmut Kohl Heloísa Helena Helvio Soto Henfil Henning Boilesen Henning Mankell Henri Falcón Henri-Georges Clouzot Henrique Alves Henrique Canary Henrique Lott Henrique Meirelles Henrique Pinto Henrique Pizzolato Henrique Pizzolatto Henry David Thoreau Henry Fielding Henry Fonda Henry Ford Henry Kissinger Henry Sobel Hephzibah Anderson Heraldo Pereira Herbert Marcuse Herivelton Martins Herman Benjamin Herman Voorwal Herman Voorwald Hermann Goering Hermeto Pascoal Hermínio Linhares Hermínio Sacchetta Hervê Cordovil high school Hildegard Angel Hillary Clinton Hino da Independência Hino Nacional Brasileiro hiperinflação alemã Hipócrates Hiroshima História Holanda Hollywood Holocausto homem novo Homero homofobia homossexualismo Honduras Honoré de Balzac Horacio Cartes horóscopo Hosni Mubarak Hosny Mubarak Howard Fast Hugo Carvana Hugo Chávez Hugo de Abreu Human Rights Watch humanismo Humberto Costa Humberto Pereira da Silva humor Humphrey Bogart Ian Fleming Iara Iavelberg IBGE Ibrahim Sued Ideli Salvatti identitários IFMS Igor Fuser Igor Gielow Igor Tamasauskas Igreja Católica Igreja Renascer Igreja Universal iHarry Berger Ilíada imagem imigração italiana imigrantes IML Immanuel Kant Imola impeachment impeacment impedimento imperador Nero imperialismo Império Romano imprensa in memorian Inácio Araújo incêndio do Museu Nacional Inconfidência Mineira incontinência verbal indenizações independência argelina Índia ìndia indignados Indio da Costa Indonésia indulto indústria bélica indústria cultural indústria da multa inelegibilidade Inês Etienne Romeu inferno pamonha inflação Inglaterra Ingmar Bergman Inquisição Instagram Instituto Ipsos Instituto Lula Instituto Royal insubmissão militar integralismo Intentona Comunista Internacional Socialista internacionalismo revolucionário internet Interpol intervenção federal intervenção militar Inti-Illimani intolerância intolerância religiosa inundações invasão da Baía dos Porcos IPCC IRA Irã Iraque Irmãos Grimm Irmãos Marx Irmãos Wright Isa Grinspum Ferraz Isaac Asimov Isaac Bashevis Singer Isaac Deutscher Isabel Fleck Ismar C. de Souza Isobel Goudie Israel IstoÉ Istvan Mészáros István Mészáros Itália Italo Mereu Itamar Assumpção Itamar Franco Itamaraty Itaú Ivan Lendl Ivan lessa ivan Lins Ivan Pinheiro Ivan Rebloff Ivan Sartori Ivan Seixas Ivan Valente Ives Gandra Martins Ivo Herzog Ivo Sartori J. Edgar Hoover J. K. Rowling jabaculê Jack Arnold Jack Nicholson Jack Palance Jacob Gorender jacobinismo Jacqueline Myrna Jacqueline Onassis Jacques Brel Jacques Massu Jader Barbalho Jadson Jaguar Jaime Guzmán Jair Bolsonaro Jair Marchsini Jair Rodrigues Jairo Ferreira Jairo Nicolau Jairzinho Jamal Khashoggi James Bond James Braddock James Coburn James Dean James Joyce James Stewart James Stuart Mill James Wright Janaína Paschoal Jandira Feghali Jane Fonda Jânio de Freitas Jânio Quadros Janis Joplin Jaques Wagner Jarbas Passarinho Jardel Filho Jards Macalé Jari José Evangelista Jason Robards Jason Stanley JBS Jean Asselborn Jean Baudrillard Jean Cocteau Jean Gabin Jean Meslier Jean Wyllys Jean-Jacques Annaud Jean-Jacques Rousseau Jean-Louis Trintignant Jean-Luc Godard Jean-Marie Le Pen Jean-Paul Belmondo Jean-Paul Sartre Jean-Pierre Melville Jefferson Airplane jeitinho brasileiro Jerry Lewis Jerusalém Jerzy Kosinski Jesse Owens Jessé Souza jesuítas Jesus Christ Superstar Jesus Cristo Jethro Tull Ji-Xiaoping jihadismo Jim Capaldi Jim Jones Jim Morrison Jimi Hendrix Jimmy Carter Jimmy Connors Jirau Jo Cox Joachim Low Joan Baez Joan Manuel Serrat Joan Miró João Acácio Pereira João Amazonas João Amoêdo João Baptista Figueiredo João Batista de Andrade João Bosco João Cabral do Melo Neto João Dantas João Dias João Dória Jr. João Gilberto João Goulart João Goulart Filho João Grandino Rodas João Havelange João José Reis João Otávio de Noronha João Paulo Cunha João Pedro Stedile João Pereira Coutinho João Pessoa João Saldanha João Santana João Vaccari Neto Joaquim Barbosa Joaquim Câmara Ferreira Joaquim Cerveira Joaquim Levy Joaquim Nabuco Joaquim Pedro de Andrade Joaquim Seixas Joaquim Silvério dos Reis Joaquin Pérez Becerra Joe Cocker Joe Frazier Joe Hill Joe Louis Joel Rennó Joel Silveira Joelmir Beting Joesle Batista Joesley Batista jogador Romero jogador Vida Jogos Panamericanos Johan Cruyff John Carpenter John Carradine John Doone John Ford John Frankenheimer John Huston John Kennedy John Kenneth Galbraith John Le Carré John Lennon John Maynard Keynes John Mc Cain John Milton John Reed John Sebastian John Steinbeck John Stuart Mill John Wayne Joice Hasselmann Joice Lima Jon Bon Jovi Jonathan Swift Jorge Adoum Jorge Amado Jorge Ben Jorge Castañeda Jorge Jose Fernandez Jorge Kajuru Jorge Mautner Jorge Sampaoli Jorge Semprún Jornal da Tarde Jornal do Brasil Jornal dos Jornais Jornal Nacional jornal O Estado de S. Paulo jornal ROL jornalismo jornalismo de esgoto José Alencar José Anibal José Antonio Nogueira Belham José Araújo da Nóbrega José Arbex Jr. José Bonifácio de Andrada e Silva José Caldas da Costa José Carlos Barreto José Carlos Bumlai José Carlos Capinam José Carlos Dias José Dari Krein José Eduardo Cardozo José Ely de Miranda José Fábio Rodrigues Maciel José Genoíno Jose Giovanni José Goldemberg José Guimarães José Ismael Pedrosa José Janene José Lavecchia José Lewgoy José Luís Del Roio José Luiz Datena José Lungaretti José Maria Dalcin José Maria Eymael José Maria Marin José Marques de Melo Jose Marti José Marti José Martinez José Milbs José Mourinho José Mujica Josè Nilton Dalcim José Osório de Azevedo Jr. José Padilha José Raimundo da Costa José Roberto Arruda José Roberto de Toledo José Roberto Malia José Roberto Mendonça de Barros José Ronaldo Tavares de Lira e Silva José Saramago José Sarney José Sérgio Gabrielli José Serra José Tóffoli José Wellington Diógenes José Wilker José Zaragoza Joseba Gotzon Josef Mengele Josef Stalin Joseita Ustra Josemaría Escrivá Joseph Blatter Joseph Goebbels Joseph McCarthy Joseph Stalin Josias de Souza Josué de Castro Jotabê Medeiros Jovem Pan Joyce Juan Carlos Osorio Juan Goytisolo Juan Manuel Fangio Juarez Guimarães de Brito Juca Chaves Juca Kfouri Judas Iscariotes Judiciário juiz Marcelo Bretas juiz Sérgio Moro juizados de pequenas causas Jules Bianchi julgamento de Nuremberg Julian Assange Júlio Bressane Júlio Cesar Júlio Gomes Júlio Lancelotti Júlio Mesquita Julius Martov Julius Rosenberg Juscelino Kubitschek Justiça justiça social Juventude Hitlerista Kakay kardecismo Karl Kautsky Karl Leibknecht Karl Marx Karl Polanyi Karl Rappan Kátia Abreu Kátia Sastre Keith Carradine Kevin Kevin Anderson Khader Adnan kibutz Kim Jong-il Kim Jong-un Kim Kataguiri King Crimson Kirk Douglas kit gay Klaus Kinski Klaus Maria Brandauer Kris Kristoferson Ku Klux Klan Kurt Cobain Kurt Vonnegut Jr. Ladislau Dowbor Laerte Braga laicidade do ensino laicidade do Estado Lake and Palmer Lamartine Babo Lampião Landell de Moura Larry Fine las locas de la plaza de mayo Latam Lau Siequeira Laudo Natel Laura Carvalho Laura Hernandez Norambuena Laura Lungaretti Lauren Bacall lavagem cerebral lavagem de dinheiro lavoura cafeeira Lawrence da Arábia Lázaro LDO Leandro Colon Leandro Fortes Leandro Narloch Leci Brandão Lecy Brandão Lee J. Cobb Lee Jae-Yong Lee Majors Lee Van Cleef Legião Urbana Lehman Brothers Lei Antiterrorismo Lei Áurea Lei da Anistia Lei da Ficha Limpa Lei da Mordaça Lei de Abuso de Autoridade Lei Falcão Lei Rouanet Lei Seca leis especiais da Itália Lênin Lennox Lewis Léo Pinheiro Leo Szilard Leon Russell Leon Tolstoi Leon Trotsky Leonard Cohen Leonardo Amorim Leonardo Boff Leonardo da Vinci Leonardo Sakamoto Leonardo Sciacia Leonel Brizola Leonel Mello Leônidas de Esparta Leônidas Pires Gonçalves Leopoldo Paulino LER-QI Lev Kamenev Levy Fidélix Lewis Carroll LGBT Libelu liberalismo liberdade de expressão Líbia Lidu Lilian Celiberti Lima Duarte limpeza Lina Wertmüller linchamento linchamento virtual Lindbergh Farias Lindsay Anderson Lino Sabbadin Lino Ventura Lionel Jospin Lionel Messi Lira Neto lista negra literatura literatura infantil literatura infanto-juvenil Little Richard Liverpool Livro dos Heróis da Pátria Lluís Llach Lobão locaute Loreena McKennitt Loris Karius Los Hermanos loterias Louis Malle Louis Pasteur Lourenço Diaféria LSN Luc Ferry Lúcia Coelho Luciana Genro Luciano Bivar Luciano Huck Lúcio Flávio Vylar Lirio Lúcio Funaro Lucky Luciano Ludgero Pereira da Silva (Lidu) Lufthansa Luigi Magni Luis Advis Luís Alberto de Abreu Luis Buñuel Luís Carlos Trabuco Luís Cláudio Lula da Silva Luís Favre Luís Francisco Carvalho Filho Luís Inácio Adams Luís Nassif Luís Roberto Barroso Luis Vicente León Luís XV Luiz Antonio Fleury Filho Luiz Antonio Marrey Luiz Aparecido Luiz Carlos Azenha Luiz Carlos Cancellier Luiz Carlos Maciel Luiz Carlos Prestes Luiz Eduardo Greenhalgh Luiz Eduardo Merlino Luiz Eduardo Rocha Paiva Luiz Eduardo Soares Luiz Egypto Luiz Felipe Lampreia Luiz Flávio D'Urso Luiz Fux Luiz Gonzaga Luiz Gonzaga Belluzzo Luiz Gushiken Luiz Maklouf Luiz Ruffato Luiz Suarez Luiz Vieira Luiz Weberm Luíza Erundina Luiza Frischeisen Lula Lula-lá luta armada luta de classes Lyda Monteiro da Silva Lyndon Johnson má fé macartismo Machado de Assis maconha Madre Teresa de Calcutá Mafalda Vannucci Lungaretti Mafia máfia dos ingressos Magalhães Pinto Magno Malta Mahatama Gandhi Mahatma Gandhi Mahmoud Ahmadinejad maio de 68 maioridade penal Mais Mais Médicos Major Curió Malcom X malhação do Judas Manfrini manifestações de protesto Manifesto do Partido Comunista maniqueísmo Mano Brown Mano Menezes Manoel Henrique Ferreira Manuel Fiel Filho Manuel Henrique Ferreira Manuel Zelaya Manuela D'Avila Mao Tsé-Tung Mappin maracanazo maracutaia Maradona Maranhão Marçal Mendes Marcel Camus Marcel Duchamp Marcel Proust Marcelinho Carioca Marcello Mastroianni Marcello Siciliano Marcelo Marcelo Coelho Marcelo Crivella Marcelo Damato Marcelo Freixo Marcelo Gomes Marcelo Leite Marcelo Miller Marcelo Odebrecht Marcelo Paiva Marcelo Roque Marcha da Família Marcha da Maconha Marcha das Vadias Márcio França Márcio Holland Márcio Leite de Toledo Márcio Moreira Alves Marcio Pochmann Márcio Thomaz Bastos Marco Altberg Marco Antonio Villa Marco Antonio Zago Marco Archer Marco Aurélio Garcia Marco Aurélio Mello Marco Aurélio Nogueira Marco Brutus Marco Feliciano Marco Licínio Crasso Marco Lucchesi Marco Polo Del Nero Marconi Marcos Augusto Gonçalves Marcos Lisboa Marcos Mariano Marcos Nobre Marcos Nunes Filho Marcos Troyjo Marcos Valério Marcos Wilson Lemos Marcus André Melo Marcus Willis Marechal Erwin Rommel Marechal Tito Margaret Thatcher Margareth Thatcher Margarethe von Trotta Maria a Louca Maria Alice Setubal Maria Amélia Teles Maria Antonieta Maria Bethânia Maria das Graças Lima Maria de Lourdes Rollemberg Mollo Maria do Carmo Brito Maria do Rosário Maria Esther Bueno Maria Izabel Azevedo Noronha Maria Lúcia Fattorelli Maria Lúcia Victor Barbosa Maria Luíza Fontenele Maria Odette Maria Padilha Maria Schneider Maria Vitória Benevides Mariana Schreiber Marie Le Pen Mariel Mariscot Marielle Franco Marilena Chauí Marilene Rosa da Silva Marília Medalha Mariluz Pereira Jorge Marilyn Monroe Marin Cilic Marina Silva Marine Le Pen Marinha Marinho Guzman Mário Alves Mario Amato Mário Amato Mario Carroza Mário Covas Mário de Freitas Mário Faustino Mário Gobbi Mário Lima Mário Magalhães Mário Marsillac Mario Monicelli Mario Puzo Mário Schapiro Mário Sérgio Conti Mário Sérgio Pontes de Paiva Mário Soares Mário Thomaz Bastos Mario Vargas Llosa Mário Wallace Simonsen Maris Spektor Marisa Letícia Marisa Monte Mark Knight Mark Twain Marlon Alberto Weichert Marlon Brando Marquês de Maricá Marta Suplicy Martin Luther King Martin Niemöller Martin Ritt Martin Scorcese Martin Sheen Marvel Comics Marx marxismo Mary Shelley Marzieh Vafamehr Masp massacre de My Lay massacre do Carandiru Massafumi Yoshinaga matança em Manaus Mateus Ferreira da Silva Matheus Baraldi Magnani Mathias Alencastro Matias Spektor Matteo Salvini Maurice Plas Maurício Costa Maurício do Valle Mauricio Hernandez Norambuena Maurício Kubrusly Mauricio Macri Mauro Iasi Mauro Marcondes Mauro Santayana Max Bauer Max Horkheimer Max Von Sidow Max Weber Maximilian Robespierre Maysa Matarazzo Mbappé MBL MDB Medalha Brigadeiro Tobias Medalha do Pacificador medicina medicina mercantilizada médicos cubanos medievalismo mega-sena Megaupload Mem de Sá memória familiar Memorial da Resistência Memórias de uma guerra suja Mendonça Filho Meneghetti Menon mensalão mensalão. Michelle Bachelet mercantilização Mercosul MES messianismo Mesut Özil Michael Burawoy Michael Cacoyannis Michael Hardt Michael Jackson Michael Roberts Michael Schumacher Michael Winner Michel Foucalt Michel Piccoli Michel Platini Michel Temer Michelangelo Antonioni Michelangelo Buonarroti Michelle Bachelet Mick Tyson microcefalia Mídia Sem Máscara migrantes Miguel Arraes Miguel de Cervantes Miguel Jorge Miguel Reale Miguel Srougi Miguel Urbano Rodrigues Mike Pence Mike Pompeo Mike Tyson Mikhail Bakunin milagre brasileiro milícias do Rio de Janeiro militarismo Millôr Fernandes Milton Buzetto Milton Friedman Milton Nascimento Milton Neves miniconto Ministério dos Esportes ministérios Mino Carta Miriam Leitão Miro Teixeira miséria misoginia missão mísseis cubanos Missões Bolivarianas mitologia Mitsubishi MMA MMDC MMPT Moa do Katendê Moçambique modernidade Modesto Carvalhosa Modric Moe Howard Mohamed Salah Moisés Naim Molina Dias monarquia Mônica Bergamo Monica De belle Monica Lewinsky Mônica Moura Mônica Veloso monolitismo monopólio da comunicação monopolização Monteiro Lobato Montesquieu Monty Python Monza Moody Blues moral revolucionária moralismo rançoso Moreira da Silva Morro da Providência Mort Walker mortos e desaparecidos Políticos motos Movimento movimento estudantil movimento hippie movimento negro Movimento Negro Unificado movimento operário Movimento Passe Livre Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista movimento secundarista Moysés Pinto Neto MPB MPF MR-8 MRT MST MTST Muammar Gaddafi muçulmanos Muddy Waters Muhammad Ali Mulheres contra Bolsonaro multas para pedestres Mundial de 1950 Mundial de 2014 Mundial de 2018 Mundial de 2022 Mundial de Clubes da Fifa Mundial Fifa Mundial Fifa de 1958 Mundial Fifa de 1962 Mundial Fifa de 1966 Mundial Fifa de 1970 Mundial Fifa de 1994 Mundial Fifa de 2010 Mundial Fifa de 2014 Mundial Fifa de 2018 Muricy Ramalho muro de Berlim muro de Berlin música Músicos e canções que iluminaram a minha vida Nabil Bonduki nacional desenvolvimentismo nacional-desenvolvimentismo nacionalismo Nagasaki Naji Nahas Nana Caymmi Naná Vasconcelos Naomi Osaka Napoleão Bonaparte Napoleão Maia Nara Leão narrativa do golpe Nasser Nat King Cole Natal Natal mercantilizado Natalie Cole Natan Donadon Nathan Rothschield naufrágio da fragata Medusa Náufrago da Utopia nazismo Neil Ferreira Neil Young Nelsinho Piquet Nelson Barbosa Nelson Dantas Nelson de Sá Nelson Gonçalves Nelson Guimarães Machado da Silva Nelson Jobim Nelson Mandela Nelson Ned Nelson Pereira dos Santos Nelson Piquet Nelson Rodrigues Nelson Xavier neo-desenvolvimentismo neo-pentecostais neo-realismo italiano neofascismo neoliberalismo neonazismo nepotismo Nestor Cerveró Nestor Kirchner Netflix Neto Neusah Cerveira Neville D'Almeida New York Times Newton Cruz Newton Rodrigues Ney Matogrosso Neymar Ngaire Woods Nicarágua Nicola Sacco Nicolae Ceaușescu Nicolas de Chamfort Nicolas Maduro Nicolas Sarkozy Nicolau 2º Nicolau Maquiavel Nigel Forage Nike Nikita Kruschev Nikolai Bukharin Nilma Gomes Nilton de Albuquerque Cerqueira Nilton Santos Nino Manfredi Nise da Silveira Nizan Guanaes No Nukes Noam Chomsky Noam Chosmky Noel Rosa Noite Ilustrada Norbert Hofer Norberto Bobbio Nordeste Norma Bengell Norman Jewison Norman Mailer Norman O. Brown Noruega Nosso Tempo Notícias Populares nouvelle vague nova esquerda Nova República Nova York Novak Djokovic NSA Nuno Crato O O Capital O caso dos dez negrinhos O Dia Seguinte O Direito de Nascer O Estado de S. Paulo O Globo O Gobo O Pasquim O Rebate O Vampiro de Dusseldorf OAB Oban Obdulio Varela obscurantismo Observatório da Imprensa Occupy Occupy Walt Street Octavio de Lazari Jr. Octavio Frias de Oliveira ocupação ocupação da reitoria Odebrecht Oded Grajew Odete Lara Odete Moro Odilon Guedes Odisseia OEA Ofensiva do Tet Oh Bela Pátria Nossa Olavo Bilac Olavo de Carvalho Olavo Hanssen Olavo Setubal Olga Benário Olimpíadas Olimpíadas de 1936 Olímpio Mourão Filho Olinda Oliver Hardy Olívia Byington Olivier Assayas Olivier Clerc Olívio Dutra Olympio Mourão Filho ombudsman onda conservadora Onofre Pinto ONU Opera Mundi Operação Bandeirantes Operação Boca Livre Operação Condor Operação Greenfield Operação Hashtag Operação Jacarta Operação Lava-Jato Operação Mãos Limpas Operação Pajuçara Operação Satiagraha Operação Timóteo Opinião Opportunity Opus Dei Orestes Quercia Organizações Globo Orlando Lovecchio Filho Orlando Silva Orlando Yorio Orlando Zapata Orquestra Armorial Orson Welles os cinco de Cambridge Os Miseráveis Os Mutantes Os Trapalhões Os Três Patetas Osama Bin Laden OSB Oscar Oscar Niemeyer Oscar Schmidt Oscar Wilde Oscarito Osmar José Serraglio Osmar Santos Osmir Nunes Osny Silva Osório Duque Estrada ossadas de Perus Osvaldo Peralva Oswaldo Caldeira Otávio Augusto Otávio Frias Filho Otávio Mesquita Othman Abu Sabha Othon Bastos Oto Glória Otto Maria Carpeaux Otto von Bismarck P.T. Barnum Pablo Escobar Pablo Ortellado Pablo Picasso Pacto Hitler-Stalin Padre Antônio Vieira Paes Landim país basco palestinos Palhinha Palmares Palmeiras Pan 2015 Panair do Brasil Pancho Villa Panteras Negras Pão de Açúcar Paolo Rossi Paolo Taviani papa Bento XVI Papa Doc Duvalier papa Francisco papa João Paulo II papa Paulo VI Papa Pio XII Papai Noel Paquistão Paracaíma Paraguai Paraíba paralisação paralisação dos caminhoneiros Paraná parasitismo Paris Paris Saint Germain Park Geun-hye Parlamento Europeu Partido Humanista parto humanizado parto normal Páscoa passagens aéreas Passe Livre passeata dos 100 mil pastor Feliciano Pastoral da Terra Pat Garrett Patria y Libertad Patrícia Campos Mello Patrick Mariano patrulheiros cricris Paul Cèzzane Paul Krugman Paul McCartney Paul Newman Paul Simon Paul Singer Paul Valéry Paul Verhoeven Pauline Réage Paulinho Paulinho da Força Paulinho da Viola Paulo Abrão Paulo André Paulo Arantes Paulo Autran Paulo Cesar Pereio Paulo César Peréio Paulo Cesar Pinheiro Paulo César Pinheiro Paulo César Saraceni Paulo Coelho Paulo de Tarso Venceslau Paulo Egydio Martins Paulo Francis Paulo Freire Paulo Guedes Paulo Henrique Amorim Paulo Henrique Ganso Paulo Henrique Porto de Oliveira Paulo Lacerda Paulo Machado de Carvalho Paulo Malhães Paulo Maluf Paulo Paim Paulo Pimenta Paulo Rabello de Castro Paulo Ricardo Paulo Roberto Costa Paulo Sérgio Nascimento Paulo Sérgio Pinheiro Paulo Skaf Paulo Soledad Paulo Soledade Paulo Teixeira Paulo Thiago Paulo Vannuchi Paulo Vanzolini Paulo Villaça Paulo Vinícius Coelho PC Farias PCB PCBR PCC PCdoB PCF PCI PCO PDS PDT PE da Vila Militar PEC 241 PEC 51/2013 PEC 55 peculato pedaladas fiscais pedofilia pedreiro Amarildo Pedrinho Matador Pedro Barrientos Nuñez Pedro Cardoso da Costa Pedro Cinemaxunga Pedro Corrêa Pedro Del Picchia Pedro Franco de Campos Pedro Moreira Salles Pedro Parente Pedro Paulo Barrientos Pedro Pomar Peitolina Pelé pena de morte pena de prisão Penitenciária Federal de Mossoró pensamento crítico pensamento único pentecostalismo Pep Guardiola Percival de Souza Péricles Maranhão perseguição religiosa perseguidos políticos Perseu Abramo Pérsio Arida Pete Sampras Pete Townshend Peter Cushing Peter Finch Peter Fonda Peter Frampton Peter Fry Peter Lorre Peter Mair Peter O'Toole Peter Sampras Peter Sellers Peter Sinfeld Petrarca Petrobrás petrolão petroleiros petróleo PF PFL PGR Philip K. Dick Philippe Coutinho Piauí PIB Pier Paolo Pasolini Pier-Paolo Pasolini Pierluigi Torregiani Piero Leirner Pierre-Joseph Proudhon Pieter Bruegel Pietro Mutti Pimenta Neves Pinheirinho Pink Floyd pinochetazo pintura Pio XII Pixinguinha PL 2.960 PL 499/2013 Plano Cohen Plano Real planos de saúde Platão Playboy Playmen Plínio Corrêa de Oliveira Plinio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Plínio de Arruda Sampaio Jr. Plínio Marcos Plínio Salgado PM PMDB PNDH-3 PNE pobreza POC Podemos Poder Negro podologia poesia poesias Pol Pot Pol-Pot polícia assassina polícia do pensamento Polícia Federal política brasileira politicamente correto poluição Pôncio Pilatos populismo porca assassina Porfírio Diaz Porfirio Lobo Portal da Transparência porto de Mariel Portugal Portuguesa de Desportos pós-verdade Powers Boothe PP PR PRC pré-sal preconceito Premeditando o Breque Prêmio Nobel de Literatura presidenta Preta Gil Previdência Social Primavera Árabe Primavera de Paris Primavera de Praga prisão domiciliar Priscila Pereira privataria privatizações Procon procurações forjadas Procure Saber professores Projeto "Sítio Brotando a Emancipação" Projeto Proteger Pronatec propaganda eleitoral gratuita propaganda enganosa propinoduto proposta de emenda constitucional protecionismo protestos de junho de 2013 Protestos Euromaidan Protógenes Queiroz Proudhon PSB PSD PSDB psicanálise psicologia PSL PSOL PSTU PT PTB publicidade Publio Lentulus Cornelius PUC pugilistas cubanos pulseiras do sexo punições PV quatro de Salvador queda da Bastilha Queen Queermuseu Quentin Tarantino Quilapayun Quilapayún quilombolas Quincy Jones Quino Rachel Sheherazade racionamento de água racismo Rafael Braga Vieira Rafael Correa Rafael Correia Rafael Nadal Rafael Trujillo Rafaela Silva Raí Raices de America Raíces de America Raimundo Fagner Rainer Maria Rilke rainha da Inglaterra rainha Margrethe II Rajendra Kumar Pachauri Ramon Mercader Ramona Matos Rodriguez Randolfe Rodrigues Raoul Peck Raquel Dodge Raquel Landim Raquel Rolnik Raul Amaro Nin Ferreira Raul Castro Raúl Castro Raul Jungmann Raul Salles Raul Seixas Ray Bradbury Ray Charles Raymond Aron Raymundo Araujo Raymundo Faoro RDD Real Madrid realities shows Rean Alcir Nunes da Silva recall Receita Federal Recep Tayyip Erdogan recessão Red Por Ti America Rede Rede Avaaz Rede da Legalidade Rede Democrática Rede Globo redes sociais redução da jornada de trabalho referendo referendo revogatório reforma da Previdência reforma ministerial reforma trabalhista reforma tributáira reformas constitucionais reformas de base reformismo refugiados refugio refúgio refundação da esquerda refundação do PT Regimento Escola de Cavalaria Regina Duarte Reginaldo Faria Reginaldo Leme Regis Debray regressão regulação da mídia Reinaldo Azevedo Reinaldo José Lopes Reino Unido Reinold Stephanes religião Renan Calheiros Renan Filho Renato Augusto Renato Consorte Renato Duque Renato Janine Ribeiro Renato Mrtinelli Renato Sérgio de Lima René Clair renúncia reparações repressão República de Salò República de Weimar resistência retirantes retroativo reverendo Moon revista Música revista Piauí revolta árabe revolução revolução bolivariana Revolução Constitucionalista revolução cubana Revolução dos Cravos Revolução Francesa revolução internacional Revolução Soviética Reynaldo Bignone Reynaldo Lungaretti Reza Aslan rhythm and blues Riane Mnochkine Ricardo Amaral Ricardo Balthazar Ricardo Barros Ricardo Cucciola Ricardo de Aquino Ricardo Hausmann Ricardo Kotscho Ricardo Lewandowski Ricardo Melo Ricardo Saud Ricardo Senra Ricardo Teixeira Riccardo Cucciolla Richard Attenborough Richard Boone Richard Burton Richard Matheson Richard Nixon Richard Widmark Rick Falkvinge Riddick Bowe Ridley Scott Ringo Starr Rinus Michels Rio 16 Rio 2016 Rio Comprido Rio de Janeiro Rio-2016 Rivaldo Rivelino Rivellino River Plate Robert A. Heinlein Robert Altman Robert Crumb Robert De Niro Robert Duvall Robert Enrico Robert Fripp Robert Graves Robert Heinlein Robert Kennedy Robert Kurz Robert Louis Stevenson Robert McNamara Robert Silverberg Roberto Avallone Roberto Azevedo Roberto Campos Roberto Carlos Roberto Civita Roberto Farias Roberto Gurgel Roberto Jefferson Roberto Landell de Moura Roberto Macarini Roberto Mader Roberto Mangabeira Unger Roberto Martins Roberto Micheletti Roberto Requião Roberto Romano Roberto Rossellini Roberto Santos Roberto Setúbal Roberto Teixeira Robin Hood Robin Williams Robinson Faria robotização rock Rod Serling Rodrigo Constantino Rodrigo Duterte Rodrigo Gularte Rodrigo Janot Rodrigo Maia Rodrigo Rocha Loures Rodrigo Vianna Roger Abdelmassih Roger Corman Roger Federer Roger Machado Roger Molina Roger Pinto Roger Vadim Roger Waters Rogério Ceni Rogério Duprat Rogério Favreto Rogério Gentile Rogério Micale Rogério Sganzerla Rojo Rolando Astarita rolezinhos Rolling Stones Roman Polanski Romarinho Romário Romênia Romero Jucá Romeu Tuma Romolo Valli Ronald Biggs Ronald Reagan Ronaldinho Ronaldinho Gaúcho Ronaldo Caiado Ronaldo Cunha Lima Ronaldo Fenômeno Rosa Luxemburgo Rosa Parks Rosa Weber Rosaria Murillo Roseana Sarney Rosi Campos Rosinha Garotinho Roswitha Scholz Rota Roy Ward Baker RP Rubem Biáfora Rubens Ewald Filho Rubens Lemos Rubens Motta Filho Rubens Paiva Rubens Valente Rubin Carter Rui Barbosa Rui Castro Rui Facó Rui Falcão Rui Martins Rui Pimenta Russia Rússia Rutger Hauer Ruth Cardoso Ruy Braga Ruy Castro Ruy Guerra Ryke Geerd Hamer S&P Sá de Miranda Sabesp Sabóia Sacheen Littlefeather Saddam Hussein Sakineh salário-mínimo Salvador Allende Sam Peckinpah Sam Raimi Samarco samba Sampa Samuel Fuller Samuel Johnson Samuel Pessôa Samuel Wainer San Tiago Dantas Sandra Gomide Sandy Sansung Santa Claus Santa Maria Santana Santiago Andrade Santiago Ilídio Andrade Santo Dias Santos Dumont Santos F.C. São Francisco São Francisco de Assis São Nicolau São Paulo São Paulo antiga São Paulo Futebol Clube São Tiago Dantas Sarah Palin Sargento Kondo satanização Satoru Nakajima saúde Saulo Laranjeira SBT sci-fi Se.... Sean Connery Sean Goldman sebastianismo Sebastião Caixeta Sébastien Japrisot Secos e Molhados Secretaria da Segurança Pública de SP sectarismo segregação racial Segunda-Feira Negra segurança pública Seleção Brasileira Senado senador João Ribeiro senhoras de Santana Sepúlvedra Pertence sequestro Serena Williams Sergei Eisenstein Sérgio Bianchi Sérgio Cabral Sergio Corbucci Sergio Donati Sérgio Ferro Sergio Fleury Sérgio Fleury Sergio Gabrielli Sergio Leone Sergio Moro Sérgio Moro Sérgio Porto Sergio Ramos Sérgio Rezende Sérgio Ricardo Sérgio Rodrigues Sérgio Silva Sergio Sollima serial killer série Os 50 anos da Primavera de Paris Severino Cavalcanti sexo casual Seymour Melman Shaker Aamer Shakira Sharon Tate Sheridan Le Fanu Sherlock Holmes Shifter Shindo Renmei Shirley Bassey Sidney Lumet Sidney Miller Sidney Muller Sidney Poitier sífilis sigilo da fonte Sigmund Freud Silas Malafaia Silvia Suppo Silvio Berlusconi Sílvio Frota Sílvio Poggi Nunes Silvio Santos Sílvio Santos Sílvio Tendler símbolos religiosos Simon Bolivar Simone Simone de Beauvoir Simunic sinalizador Sinclair Lewis sindicalismo Síndrome da China Sintusp sionismo Síria Sisa Sísifo sistema solar sites fascistas sítio de Atibaia Sivuca Slavoj Zizek SNI social-democracia socialismo socialismo num só país socialismo real sociedade alternativa sociedade de consumo sociofobia Sócrates Sofia Loren Sófocles Solano Ribeiro Soledad Viedma solidariedade solidariedade revolucionária soneto Sônia Amorim Sônia Hernandes Soninha Francine SP; Pelé Spartacus Sport Club Recife spread stalinismo Stan Laurel Stan Wawrinka Standard & Poor's Stanislaw Jerzy Lec Stanislaw Ponte Preta Stanley Kubrick Stefan Zweig Stephen Hawking Stephen King Steve Bannon Steve Jobs Steve Reeves Steve Winwood Steven Levitsky Steven Mnuchin Steven Spielberg STF STJ STJD STM Stroessner Stuart Angel Suárez submarino nuclear sucessão Suécia Suely Vilela Sampaio Suetônio Sun Tsé Sun Tzu Super Bowl suplício de Tântalo SUS Susan George Suzana Singer Sylvio Costa Sylvio Frota Syriza T. E. Lawrence T. S. Eliot tabagismo Taça Libertadores Tácito tacocracia Taffarel tai chi chuan Taís Araujo Taís Moraes Talebã Tancredo Neves tapetão Tarso Genro Tasso Jereissati Tata Martino Tatiana Parra taxação dos ricos TCU teatro Teatro de Arena teatro Lira Paulistana teledrama teleférico do Morro do Alemão Tempo de Resistência tenentismo dos anos 20 tenentismo togado tênis Tenório Cavalcanti Teóphile Gautier Teori Zavascki teoria da conspiração terceirização Terence Fisher Terence Hill Teresa Lajolo Tereza Cristina Tereza Cruvinel Ternuma terrorismo terrorismo islâmico TFP The Animals The Doors The Economist The Guardian The Who Theo de Barros Theodor Adorno Thiago de Mello Thiago Silva Thomas Edison Thomas Hobbes Thomas Morus Thomas Piketty Thomas Robert Malthus Three Mile Island Ticiana Villas Boas Tim Harford Tim Jackson Tim Maia Tim Rice Tiradentes Tiririca Titanic Tite Tito Costa Tocantins Tom Jobim Tom Zé Tomas Milian Tomasso Buscetta Tomasz Pierscionek Tomé de Souza Toninho Vespoli Tonino Valerii Tony Goes Tony Osanah Toquinho torcida única torcidas organizadas de futebol Torino Torquato Jardim Torquato Neto Torquemada tortura Tortura Nunca Mais torturadores torturas Tostão touradas trabalho trabalho alienado trabalho escravo Traffic traficantes tráfico de drogas tragédia aérea Tragédia de Superga tragédia humanitária transações suspeitas trânsito transposição Tratado de Brest-Litovski Tratado de Versalhes TRF-4 Tribuna da Imprensa tribunais de pequenas causas tribunais do crime Tribunal de Haia triplex do Guarujá Troia Tropa de Elite tropicalismo trote trotskismo Trotsky Troy Davis truculência TSE TSE. TCU Tunísia tupamaros Turquia TV TV Tupi Twitter U2 Ucrânia udenismo UDN UDR UFABC UFC UFSC Ugo Giorgetti Ugo Tognazzi Ultima Hora Ultimate Fighting Ulysses Guimarães umbanda Umberto Eco UnB UNE Unesco União Europeia Unibanco Unicef Universidade da Califórnia Universidade de Stanford Universindo Dias UOL urbanismo Ursal URSS Uruguai US Open USA For Africa Usina de Letras usineiros USP usura utilitarismo utopia Vagner Freitas Vahan Agopyan Valdemar Costa Neto Valdir Simão Valdo Cruz vale-tudo Valerio Zurlini Valor vandalismo Vandeck Santiago Vanderlei Cordeiro de Lima Vanderlei Luxemburgo Vanessa Gonçalves VAR-Palmares Vara de Família Vaticano Vavá Veja vemprarua vendeta Venezuela Venina Velosa da Fonseca Vera Lúcia Vera Magalhães Vera Vassouras Vicente Feola Vicente Leporace Vicente Matheus Victor Hugo Victor Jara Victor Orbán vida artificial Vida Contra Morte Vila Ré Vincent Price Vinícius de Moraes Vinícius Mota Vinícius Mota. Estado Islâmico Vinícius Torres Freire violência violência doméstica violência policial violência urbana Violeta Parra Viomundo Virgílio Gomes da Silva Vírus Zika Vito Genovese Vitor Belfort Vitor Martins de Araújo Vitor Nuzzi Vittorio Arrigoni Vittorio Gasmann Vittorio Gassman Vittorio Taviani Vlad Dracul Vladimir Arras Vladimir Herzog Vladimir Maiakovski Vladimir Palmeira Vladimir Putin Vladimir Safatle vodu Volkswagen Voltaire voto branco voto facultativo voto nulo voto obrigatório VPR vudu Wadih Damous Wagner Moura Wal Walderice Santos da Conceição Waldir Maranhão Waldomiro Diniz Walt Disney Walter Franco Walter Hugo Khouri Walter Lippman Walter Maierovitch Walter Pomar Walter Salles Walter Silva Walther Moreira Salles Warren Beatty Washington Olivetto Washington Quaquá Wellington Menezes Werner Herzog Wes Craven Wesley Batista Wesley Venâncio western WhatsApp Wikileaks Wilhelm Reich Willem Dafoe William Peter Blatty William Randolph Hearst William Shakespeare William Styron William Waack William Wollinger Brenuvida Willian Willy Brandt Wilman Villar Wilson Batista Wilson Simonal Wimbledon Winston Churchill Wolfgang Petersen Woodstock Woody Allen wu chu xadrez Xavi Hernandez Xavi Hernández xenofobia Xi Jinping Xico Graziano Xuxa Xuxa Meneghel Xuxa Menehel Yeda Crusius Yelena Isinbayeva Yevgeni Preobrazhensky Yoani Sánchez Yoram Kaniuk Yves Montand Zagallo Zagalo zagueiro Bigode Zé Celso Zé Dirceu Zé Elias Zé Keti Zé Maria Zé Simão Zeca Afonso Zeca Baleiro Zeca Pagodinho Zelão Zelota Zezé Motta Zico zika Zilda Arns Zinedine Zidaine Ziraldo Zito Zuenir Ventura Zumbi Zuzu Angel Zygmunt Bauman