Mostrando postagens com marcador Vlad Dracul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vlad Dracul. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de novembro de 2021

ALGUMAS IDIOTICES ABSOLUTAS – 1

A irracionalidade coletiva tem amiúde se manifestado historicamente, contrariando a máxima segundo a qual a voz do povo é a voz de Deus.

Não foi a voz do povo que condenou Jesus Cristo à morte por crucificação? 

Não foi a voz do povo alemão que elegeu e apoiou Adolf Hitler, endossando seu discurso de ódio e a entronização de todo um retrocesso civilizatório na culta e disciplinada Alemanha?

Não é o povo que aceita participar da guerra e matar outros seres humanos que sequer conhece?

Não é o povo que, com memória amnésica, acredita nos políticos salvadores da pátria e sua cantilena de que atuariam como paladinos do combate à corrupção com o dinheiro público?

Não é um grupamento de fanáticos religiosos que aceita cometer suicídio coletivo como forma de abreviar a chegada ao reino dos Céus, como fizeram na Guiana os devotos de Jim Jones? 

Não é o povo que chama de burro o técnico de futebol ou outro esporte qualquer quando não entrega os resultados ansiados, depois de ainda na véspera se referir a ele como um gênio da raça
A verdade é que Deus deve sentir-se muito mal representado ao tomarem como dele a voz da irracionalidade coletiva. Certamente deve ter sido por isso que seu filho mandou que atirasse a primeira pedra na mulher na mulher adúltera aquele que nunca tivesse pecado... 

Assim, resolvemos analisar alguns comportamentos de indivíduos sociais ou da coletividade que se constituem nas mais simbólicas e incontestáveis provas de irracionalidades coletivas aceitas como naturais e como tal absorvidas consensualmente (com uma ou outra vozes discordantes).
A IRRACIONALIDADE DO TRÂNSITO – Nas grandes cidades mundo afora, o tempo de deslocamento de uma lugar para outro é irritantemente lento em razão dos congestionamentos de veículos. 

Com o desenvolvimento da indústria automobilística e sua irracional preservação como fonte de produção de valor, um único indivíduo ocupa com seu carro o espaço diminuto das ruas e avenidas, engarrafando-as e dificultando o ágil fluxo de transporte. 

Ao invés de usarem-se de um ponto a outro somente veículos grandes que possam transportar confortavel e rapidamente muitas pessoas ao mesmo tempo (caso dos ônibus e metrôs), os endinheirados fazem questão de dirigir o seu próprio veículo, ainda que isto implique o estresse causado pela paralisia do tráfego e prejuízo coletivo (contraditoriamente, sob o capital
tempo é dinheiro...) 

Tal irracionalidade obedece ao interesse econômico de uma lógica de mediação social saturada, mas que insiste em permanecer vigente, mesmo com o combustível desses veículos que se arrastam pelas vias congestionadas provocando o efeito estufa, causa cientificamente comprovada do aquecimento global.

Há toda uma engrenagem de produção de valor (forma de mediação social em si irracional) que envolve a disponibilização de peças de reposição, baterias, pneus, postos de combustíveis, etc., impingindo ditatorialmente à coletividade a aceitação de tamanha destrutibilidade social e vital, bem como a irracionalidade contida em tal comportamento.

O homem dito moderno da sociedade da mercadoria é tão lento no seu deslocamento quanto o era o que só dispunha de carroças; trata-se de uma regressão comportamental, agora acrescida de um ecocídio irracional. 
A NEGAÇÃO AO USO DE VACINAS – Se um camponês analfabeto diz que ao ser vacinado alguém vira jacaré, todos riem, atribuindo tal diatribe à ignorância do pobre coitado. 

Mas quando é o presidente da República quem solta tal zurro criminoso ao microfone em cadeia de emissoras de difusão e em discurso à coletividade, não dá para rirmos; temos é de nos indignarmos contra o genocídio que tal mensagem tendia a causar (e efetivamente causou). 

O atraso na compra de vacinas e o uso preventivo de remédios sem eficácia como a cloroquina fez aumentar em mais de 200 mil pessoas o número de vítimas fatais, configurando-se mesmo como um genocídio, que é a morte de grandes contingentes humanos por ação ou omissão voluntária de quem a provocou. 

Não há como inocentar-se Boçalnaro, o ignaro desta culpa, que certamente o fará ser lembrado para sempre como um Vlad Dracul empalador ou como um Átila flagelo de Deus.... 

Além de causar tal genocídio, o negacionismo com relação às vacinas (cuja eficácia hoje se evidencia na diferença gritante entre o número de casos de covid em cidades com vacinação eficiente como São Paulo e nas governadas por prefeitos obtusos e fanáticos) é uma burrice governamental sem tamanho.   

Se 
Boçalnaro queria pelo menos evitar que os números pífios da economia em seu governo piorassem ainda mais (desde 2019 a variação do PIB vem ficando aquém da verificada sob Michel Temer, o temerário), adotou a estratégia errada.

Ao negar o necessário look-out, desaconselhar o uso de máscaras, distribuir o inócuo kit covid e promover insensatas aglomerações dia sim, outro também, ele acabou agravando o problema: a economia parou!

Mas só com muito custo parte dos seguidores de pretenso mito, os chamados bolsominions, abandonaram as teses suicidas do seu guru, e muitos se vacinaram às escondidas. É que o ser humano tem um instinto de sobrevivência que às vezes ganha de sua irracionalidade obtusa. Ainda bem. 

Mas não é só aqui que a negação da vacina ganhou adeptos. Nos Estados Unidos, país que tem vacinas para si e para dar aos outros, e ainda paga bônus a quem quiser se vacinar, tem uma parte da população que se recusa a fazê-lo. É graças a isso que por lá as mortes continuam renitentes, ainda que em números bem menores do que no auge da pandemia, quando Trump também sabotava a vacinação.  
Negar a obviedade dos efeitos benéficos da vacina, principalmente quando tal negação vem de quem tem a responsabilidade governamental de defendê-la, ou corroborar a negação por parte de profissionais da medicina, desconhecendo-a como modo profilático social, é crime de responsabilidade. Não há outro nome.

Sempre agradeço a Albert Sabin, o sábio descobridor da vacina contra a poliomielite (bactéria que aleijou até o presidente estadunidense Franklin Delano Roosevelt), o fato de ter evitado aleijões de pessoas mundo afora a partir da vacinação massiva da população ainda na infância. 

É graças à sua descoberta que não temos mais ninguém padecendo a discriminação de que são vítimas os atingidos por tal enfermidade. Os cientistas descobridores das vacinas são os verdadeiros heróis contra o negacionismo e a obtusidade coletiva insanos. (por Dalton Rosado)
(continua neste post)
"That's All Right Mama", de Arthur krudup, na versão do Dalton

sexta-feira, 25 de junho de 2021

SEGUNDO RUY CASTRO, O BOZO FEZ DE NÓS UM PAÍS "DE MERDA" (OU, COMO DIZ O DITO CUJO, "DE MARICAS, IDIOTAS E OTÁRIOS")

ruy castro
A TERRA TREME SOB BOLSONARO
Um dia, quando se escrever a história do Brasil à luz da macheza de alguns presidentes, será instrutivo ler a respeito de, entre outros, Floriano Peixoto, Arthur Bernardes, Getulio Vargas, João Batista Figueiredo, Fernando Collor e Jair Bolsonaro:
— alguns, como Floriano, Figueiredo e Collor, eram grosseiros, cafajestes;
— outros, como Bernardes e Getulio, falavam macio para esconder a crueldade;
— todos, um dia, bateram o pau na mesa presidencial; e
— todos ficaram mal na história.

Mas nenhum tão primário, estúpido e cruel quanto Bolsonaro. 

Seu estilo de governar às bofetadas, inspirado em Átila, Vlad Dracul e Mussolini, já é um marco na história da boçalidade:
— n
inguém, em tão pouco tempo, desrespeitou tanto uma nação e seu governo, suas instituições e sua dignidade;
— ninguém nos reduziu tão bem a um país de merda –ou, segundo o próprio Bolsonaro, de maricas, idiotas e otários;
— ninguém rebaixou tanto o Brasil aos olhos internacionais;
— ninguém tornou tão difícil ser brasileiro em terras estrangeiras, por ter de responder por um país que não reconhecemos nem é mais nosso;
— ninguém nos tornou tão irreconhecíveis aos nossos próprios olhos –a cada dia que o deixamos no poder, nos acanalhamos como povo; e
— ninguém levou tantos de nós à morte, de maneira tão consciente e premeditada, contando com a nossa omissão e insensibilidade.

Jair Bolsonaro faz tudo isto cercando-se de capangas de bíceps e pescoços ameaçadores, peritos em armas de fogo, oriundos dos quartéis, academias e esgotos, muitos cavalgando motocicletas. 

Ele próprio é um centauro a motor, metade cavalo e a outra metade também. Se alguém o desafia, os políticos a seu soldo se juntam e partem para a intimidação. 

Mas a terra treme sob ele a uma palavra –corrupção.

É a hora. A partir de agora, diante das denúncias que começam a vir à tona, é que saberemos o seu quociente de macheza. (por Ruy Castro)

quarta-feira, 17 de abril de 2019

BOLSONARO DETONA 700 CONSELHOS DA SOCIEDADE CIVIL COM UMA CANETADA SÓ

Ôps, foto errada. Este é o Átila, não o Bolsonaro. Só o modus operandi é que é parecido...
ricardo kotscho
JÁ ESTAMOS CAMINHANDO PARA UMA NOVA DITADURA?
Numa só canetada, ao completar 100 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro, também chamado de mito, acabou na semana passada com mais de 700 conselhos da sociedade civil organizada.

Não escapou nem o Conade (Conselho Nacional das Pessoas Deficientes).

Entre todas as maluquices e indignidades cometidas até agora pelo governo do capitão de olhos arregalados, o mais grave para mim foi este decreto, um verdadeiro AI-5 redivivo, que acabou com os conselhos criados desde a redemocratização do país.
Este também não! Este é o Gengis Khan. Quase igual...
O mais impressionante nisso é que a demolição deste sustentáculo da democracia participativa não gerou maiores reações da sociedade civil, como se fosse uma coisa normal.

...Despencando em todas as pesquisas, ele se volta cada vez mais para o núcleo duro do seu eleitorado, os chamados bolsonaristas de raiz, a extrema direita brasileira que lhe dava 20% dos votos na campanha presidencial, antes da facada e da prisão de Lula, que decidiram a eleição.

E o que se poderia esperar de quem tem como seus ídolos e modelos políticos figuras abomináveis como Pinochet e Stroessner? De um deputado do baixo clero que sempre defendeu a ditadura e as torturas do regime militar, tendo como guia o coronel Brilhante Ustra e Olavo de Carvalho?
Nem este. Onde já se viu confundi-lo com o Vlad Dracul?!

Chegamos a um ponto de esquizofrenia política que já tem muita gente achando que só os generais, liderados pelo vice Mourão, podem salvar o Brasil de uma nova ditadura.

O fim dos conselhos foi um passo emblemático deste governo paramilitar para afrontar o Estado de Direito, o respeito às liberdades individuais e o direito de organização e participação da sociedade num regime democrático.

Para Bolsonaro, as conquistas sociais e civilizatórias dos últimos anos são um apenas um estorvo na sua escalada autoritária, em que só ele quer mandar no pedaço, como se o Brasil fosse uma propriedade privada dele.

Acabar com os radares nas estradas, o liberou geral das armas, as seguidas agressões aos órgãos de defesa do meio ambiente, tudo isso faz parte de uma estratégia ensandecida do quanto pior, melhor, que antes era uma arma da oposição, não dos governos.

Acreditando mesmo que é um mito e que cumpre uma missão divina. parece que o presidente joga no caos generalizado para ver o circo pegar fogo e depois surgir como o salvador da pátria.
Ei-lo, finalmente! Não o grande ditador (fala sério!), mas uma caricatura do dito cujo. Bingo!
Ele mesmo falou em Washington que primeiro é preciso destruir para depois começar a construir um novo Brasil.

A destruição já começou, mas ninguém sabre o que virá no lugar dos escombros. (por Ricardo Kotscho)

domingo, 15 de julho de 2018

O HINO ROMENO É BELO, VIRIL E ALTANEIRO. SERVE TAMBÉM PARA DESPERTAR VAMPIROS

Ancestral polêmico: Vlad, o empalador
"Saindo um pouco dessa história dos hinos da França e da Croácia,  você poderia postar aqui o hino da Romênia, o Desperta-te Romeno, que é  um hino nacional  lindo!" 

Quem fez esta sugestão foi um bom amigo virtual, o Leandro Benfatti. Fui dar uma verificada e gostei; é viril e altaneiro, como um hino deve ser (a onda do politicamente correto não determina minhas opções estéticas...).

Assim como nosso uvirandu, o hino romeno tem um verso que é uma piada pronta. Se "deitado eternamente em berço esplêndido" pisa no calo dolorido do atraso que parece ser nossa sina, "desperta-te, oh romeno, deste sono de morte" nos remete a um antepassado dos romenos, Vlad Dracul, o empalador, que inspirou as histórias de vampiro do conde Drácula e até emprestou seu nome ao personagem fictício. 
Ceausescu com Fidel Castro nos anos 60

Uma lembrança mais louvável da Romênia é que foi a única nação do bloco soviético a recusar-se a participar da infame invasão da Checoslováquia para sufocar a Primavera de Praga, em 1968. 

Com discernimento político e coragem pessoal, o presidente Nicolae Ceaușescu ousou, inclusive, condenar publicamente a iniciativa, qualificando-a de "um grande erro e um perigo grave para a paz na Europa e para o destino do comunismo no mundo". 

Eis o hino:
.
"No braço armado a fogo dos nossos paladinos, / Liberdade ou morte!
bradamos veementes / (...) Melhor morrer na luta, mas cobertos de
glória, / do que outra vez ser escravos em nossa terra ancestral!"
Related Posts with Thumbnails