Mostrando postagens com marcador Júlio Cesar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Júlio Cesar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de junho de 2025

...E SE TRUMP FOR MESMO O ANTICRISTO?

"E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia" (Apocalipse 13:1)

"E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a boca de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio"(Apocalipse 13:2)

"E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta" (Apocalipse 13:3)

"E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão" (Apocalipse 13:11)

"E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada" (Apocalipse 13:12)

"Aqui está a sabedoria. Aquele que tem discernimento calcule o número da besta, pois é número de homem; e esse número é seiscentos e sessenta e seis". (Apocalipse, 13:18)

Pode-se dizer que esta meia-dúzia de versículos está por trás de todo o alarmismo dos mercadores do templo através dos tempos; e de todos enredos de ficções literárias, teatrais, cinematográficas e musicais sobre a vinda de um anticristo.

Ultimamente foi acrescentado um pitoresco complemento à profecia, qual seja a identificação das duas bestas: a primeira seria o Hitler e a segunda, o Trump. Besteirol ambíguo tem a vantagem de poder ser interpretado ao gosto do freguês.

Há, contudo, uma reminiscência de pouco mais de dois milênios atrás que me tira o sono. E não se trata de um produto da imaginação inflamada ou calculista, mas sim de um verdadeiro acontecimento histórico, datado de 10 de janeiro de 49a.C.

Foi quando o general Júlio César, reagindo às decisões do Senado romano contra ele, gritou A sorte está lançada!, atravessou o rubicão com suas tropas e tomou o poder.

É que, apesar das guerras civis, nenhum senhor da guerra ousara até então desafiar a proibição tradicional de transpor o riacho à frente de suas legiões e chegar ao coração do reino (e, em seguida, da república) para impor-se como o novo mandachuva.
Parafraseando a frase célebre dele sobre a conquista da Gália, César ousou, viu e venceu, inaugurando o ciclo dos imperadores. 

Mas, era de esperar-se que mais dia, menos dia, alguém cederia à tentação de lançar a sorte, esperando dar-se bem.

Fico matutando que desde 9 de agosto de 1945 ninguém mais se atreveu a usar uma bomba atômica contra seu inimigo, pois as imagens dos horrores de Hiroshima e Nagasaki serviram para dissuadir até os mais empedernidos detentores dessas armas apocalípticas. 

E, quando a primeira bomba atômica soviética foi testada com sucesso em 29 de agosto de 1949, um motivo ainda mais assustador para ninguém tentar a sorte foi acrescentado: o receio de que a explosão da primeira bomba provoque reação idêntica do inimigo ou de algum aliado seu, gerando uma escalada que acabe extinguindo a espécie humana.

Na célebre crise dos misseis cubanos, em 1962, chegou-se muito perto de derrubar a primeira pedra do dominó macabro. Mas John Kennedy e Nikita Kruschev, vendo abrir-se à frente deles o abismo que poderia tragar a humanidade, recuaram no enésimo momento. E nunca mais o risco foi tão grande.

Vai sê-lo agora? O Irã possuirá mesmo uma bomba atômica pronta para lançar contra Israel? Trump pretende mesmo cumprir a ameaça de assassinar à distância o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, se o país não render-se incondicionalmente?

O certo é que a responsabilidade de evitar o pior está sobre os ombros de Trump e não nos 
do aiatolá, que já não tem mais para onde recuar, com seu país reduzido a escombros;  nem nos do corrupto Netanyhau, que deixará de ser premiê tão logo a crise chegue ao desfecho.

Só nos resta torcer para que o alarmismo supersticioso não passe mesmo de um disparate e Trump só tenha do anticristo o narcisismo exacerbado.  E, por via das dúvidas, que tal dar três batidinhas na mesa? (por Celso Lungaretti)

sexta-feira, 24 de abril de 2020

O BOZO NÃO EMPLACARÁ 2021

"...dizer que Bolsonaro não emplacará 2021 é, hoje, o óbvio. Não se trata mais de uma profecia.

A dúvida é sobre como será o dia depois do impeachment. O delírio, a ignorância, a manipulação das pessoas, essa mistura de messianismo político podem nos levar a dias sombrios. 

Os seguidores fanáticos do Bozo –mais os pastores, que perderão um futuro de vantagens– poderão atiçar a parcela do povo que manipulam, cerca de 30%, a reagir e a trocar a Bíblia pelas armas.

Espero que o impeachment se processe normalmente, mas Bolsonaro poderá levar o Brasil a tragédia talvez maior do que o coronavírus. 
.
A sorte está lançada, como diria Júlio César"(Rui Martins, em artigo para o Observatório da Imprensa cuja íntegra pode ser acessada aqui) 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

PARA LIVRAR-SE DA ENCRENCA, FLÁVIO BOLSONARO TERÁ DE CONVENCER O PAÍS DE QUE NÃO PASSA DE UM CEGO ATOLEIMADO

josias de souza
FLÁVIO BOLSONARO ENSAIA
 BORDÃO PREFERIDO DE LULA
Flávio Bolsonaro está "angustiado" com o noticiário que encostou sua biografia na movimentação bancária "atípica" do seu ex-motorista Fabrício Queiroz. 

"Não fiz nada de errado", escreveu o primogênito de Jair Bolsonaro na penúltima nota oficial que emitiu sobre o caso. "Sou o maior interessado em que tudo se esclareça pra ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é, envolvendo meu ex-assessor." 

"Não sei o que é", eis o miolo da argumentação. Logo que Fabrício Queiroz reaparecer para dar a sua versão sobre a encrenca, Flávio Bolsonaro talvez possa parar de correr para, finalmente, ocorrer. Nessa hora, considerando-se o ensaio, o filho mais velho do capitão erguerá a fronte, atualizará o tempo do verbo e afirmará: "Eu não sabia!" 

Ironicamente, Flávio Bolsonaro decidiu ladrilhar o caminho que leva ao bordão preferido de Lula uma semana depois de ter relatado aos jornalistas uma conversa tranquilizadora que tivera com seu ex-motorista. Vale a pena reproduzir a declaração feita por ele na sexta-feira da semana passada: 
"Hoje, o Fabrício Queiroz conversou comigo, fui cobrar esclarecimentos dele sobre o que estava acontecendo. A gente não tem nada a esconder de ninguém. Ele me relatou uma história bastante plausível, me garantiu que não haveria nenhuma ilegalidade nas suas movimentações".
Desde então, o personagem que não tinha "nada a esconder" brinca de esconde-esconde, sonegando esclarecimentos a uma plateia cada vez mais atônita.

"A concentração de parte do salário de assessores em uma única conta caracteriza o conhecido cachorro. Coisa
muito comum na corrompida política
parlamentar brasileira.

Cui prodest? A quem aproveita?

A solução tem sido a cassação do mandato
inelegibilidade! Simples."
(Roberto Requião)

De acordo com relatório do Coaf, pelo menos nove assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio realizavam depósitos na conta de Fabrício. E ele acha que é uma boa ideia migrar da "história bastante plausível" para um reles "não sei o que é".

O sucesso da estratégia de Flávio Bolsonaro depende do seu talento para a auto-desmoralização. Na bica de assumir o posto de senador da República, o filho do futuro inquilino do Planalto terá de convencer o país de que não é o jovem inteligente e astuto que todos supunham. Não, não. Absolutamente. Trata-se de um sujeito que trata a si mesmo como um cego meio atoleimado.

Incapaz de perceber a encrenca que se formava sob o seu nariz, o primeiro-filho recorre agora à velha tática de culpar a radiografia em vez de tratar da doença:   

"A mídia está fazendo uma força descomunal para desconstruir minha reputação e tentar atingir Jair Bolsonaro", declarou.

Nesse ritmo, Flávio Bolsonaro pode até se dissociar de eventuais trampolinagens do ex-motorista. Mas arrisca-se a ser processado pelo PT por plágio. (por Josias de Souza)
.
"O que dá pra rir, dá pra chorar / Questão só de peso e medida /
 Problema de hora e lugar / Mas tudo são coisas da vida"

terça-feira, 13 de setembro de 2016

A HIPOCRISIA ESCANCARADA NO JULGAMENTO DO CORRUPTO

"Até tu, Brutus?"
(Júlio César, imperador romano, ao
ser apunhalado por antigos aliados, 
inclusive seu afilhado Marco Brutus) 
O libelo acusatório do deputado federal Eduardo Cunha, a sua defesa e o seu julgamento equivaleram a um tonitruante espetáculo circense sem graça (e que me perdoem pela analogia os valorosos artistas de circo). O enfim cassado é a mais clara tradução do significado da instituição parlamentar brasileira, forte concorrente ao título de campeã mundial da hipocrisia. 

Todos os membros da institucionalidade constituída pelos poderes do Estado proclamam à exaustão a importância de suas instâncias para a democracia, como se essa última fosse o inquestionável estágio da busca da isonomia soberana da participação social. A repetida necessidade desta afirmação somente evidencia a inconsistência daquilo que é afirmado. 

Mas, o que é mesmo a democracia e seus representantes parlamentares?

Inculcam-nos certos valores, martelando-os ad nauseam, como se fossem sacralizados e a sua contestação, um sacrilégio, passível de condenação ao fogo do inferno. O conceito de democracia e seu parlamento é um deles. 

O que dizer de uma instituição como o parlamento brasileiro, no qual (conforme Cunha admitiu, sem nenhum pejo, na tribuna) cerca de 1/3 dos membros estão sendo processados por corrupção? 

O que dizer desses julgadores de dedo sujo a apontarem para um seu colega mais hábil na corrupção (sabe-se que que muitos deles recebiam propinas e favores do próprio Cunha), condenando-o hipocritamente?

O que dizer do processo eletivo maculado pela compra de votos, com o poder econômico elegendo deputados a bel-prazer? Pode-se obter votação expressiva mesmo não contando com a mínima penetração popular e sendo absolutamente desconhecido pela grande maioria dos seus eleitores, desde que se possua recursos suficientes para encher as urnas com os votos originários dos chamados currais eleitorais, em perfeita comunhão de interesses com prefeitos igualmente corruptos...

O que dizer da escolha de Cunha para presidir a Câmara dos Deputados, processo no qual tiveram papel revelante os milhões surrupiados em tenebrosas transações envolvendo empresas estatais e companhias privadas, numa relação direta de apadrinhamento com o governo?     

Um dos deputados que defendiam Cunha disse, sem temer as palavras e de um modo que não alteraria o gráfico de nenhum detector de mentiras, que estava ali fazendo uma defesa confortável do acusado porque não tinha dor de consciência, ou seja, se considerava igual ao dito cujo e por isto estava a apoiá-lo, diferentemente dos seus pares. 

A sua altivez contrastava com a hipocrisia de muitos desses pares. Talvez tenha sido o momento de maior lucidez, pelo reconhecimento explícito do que estava a ocorrer naquela encenação circense, na qual se sacrificava um corrupto para se salvar a instituição corrompida e os demais corruptos, seus pares. 
Na meca do capitalismo mundial, os EUA, o candidato que mais arrecada fundos para a sua campanha é tido como aquele que detém maior prestígio eleitoral capaz de leva-lo à vitória, numa demonstração explícita de que é o poder econômico a síntese e a essência desse engodo chamado democracia. 

No Brasil, apesar de tudo ocorrer da mesma forma, a justiça eleitoral encena um arremedo de combate ao poder econômico, mera pantomima para inglês ver. Lá nos States não há tanto cinismo, pelo menos.  

A democracia é antidemocrática e o espetáculo teatral da cassação de Cunha não passou do final de longos meses de encenação de uma ópera bufa, servindo como a explicitação insofismável de que a democracia, tanto quanto o capitalismo, constituem uma inversão da realidade

Deputados eleitos sem a legitimidade de soberania de vontade dos que o escolheram, beneficiários em sua grande maioria de tudo que é maracutaia descoberta ou encoberta neste Brasil de tantas desigualdades sociais, travestiram-se de julgadores da corrupção: uma ironia somente cabível num sistema que nega o mais ínfimo senso de justiça social! Esses são os representantes do povo. 

Costumo dizer que o Estado existe para regulamentar, manter e induzir a existência do capitalismo, o qual é uma forma de relação social segregacionista. Em assim sendo, todos os seus construtos institucionais se formatam à sua imagem e semelhança. 

A análise que ora fazemos da forma e conteúdo do parlamento brasileiro (e mundo afora, ainda que possa haver melhor qualificação nos países onde a dependência do povo em relação ao poder econômico é menos acentuada e o nível de escolaridade, maior), se estende às outras esferas do poder. 

O poder Executivo é o centralizador das ações administrativas do Estado e, por isto mesmo, aquele que detém as funções básicas do Estado acima referidas. 

O poder Judiciário e a força de coerção estatal para o cumprimento das leis legiferadas pelo parlamento, com a composição ideológica que ora tem. Portanto, o Judiciário se transforma no cutelo dos poderosos, ainda que seus membros lavem as mãos tal como Pilatos no credo, e como se estivessem cumprindo aquilo que lhes foi determinado pela lei advinda da vontade popular, por representação de legislador eleito pelo povo. Daí resulta que o direito e sua aplicação pelo Judiciário, como tudo no mundo capitalista, seja a inversão da realização do ideal de justiça. 

O capital é opressor e o Estado, enquanto seu instrumento jurídico-institucional, não passa da face legitimadora da opressão. O parlamento, consequentemente, não poderia ser diferente do que é. (Por Dalton Rosado)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A MÚSICA DO DIA VAI PARA O JOSÉ SERRA...

Já passou da hora do Serra pendurar as chuteiras
...que passou meses alimentando especulações sobre um voo para outro ninho,  mas, por absoluta falta de quem lhe oferecesse perspectivas melhores, acaba de anunciar que continuará com os tucanos. Eles o tolerarão desde que não atrapalhe quem realmente conta: o Aécio Neves e o Geraldo Alckmin.

Passou vexame idêntico ao do decadente goleiro Júlio Cesar, que o técnico Felipão, teimoso como uma mula, insiste em continuar chamando para a Seleção. Depois de cair com seu time para a 2ª divisão do futebol inglês, ele tentou de todas as formas cavar uma transferência que o mantivesse na elite, mas ninguém o quis. Acabou resignando-se a cumprir seu contrato, mas agora é o Queens Park Ranger que não o quer mais, conforme o técnico declarou, aconselhando-o a dar logo o fora.

Assim como os caciques do PSDB devem estar chorando lágrimas de sangue por, nem desta vez, terem conseguido se livrar do Serra...

Ninguém melhor do que o  tucano da triste figura, portanto, para ser  homenageado  com esta velha marchinha carnavalesca que o Francisco Alves cantava:

"Eu assisti de camarote
O teu fracasso
Palhaço, palhaço!
(...) No livro de registro desta vida
Numa página perdida
O teu nome há de ficar
Registram-se os fracassos
Esquecem-se os palhaços
E o mundo continua a gargalhar"
Related Posts with Thumbnails