Maria Luiza Bogo Lopes, uma jovem de Indaiaí (SC), com 18 anos de idade e grávida de sete meses, morreu após procurar atendimento médico em dois hospitais por quatro vezes, a primeira em 30 de março. O bebê também morreu.
O caso parece ser de negligência médica. Conheço um mais chocante ainda.
Visitando a minha mãe na Mooca, no final do século passado, li num jornal de bairro que uma mulher, após ter dado à luz duas vezes, estava tendo sérios problemas com a terceira gestação.
Procurou ajuda num hospital municipal da Vila Alpina, que atuava em parceria com uma associação de defensoras do parto natural. Graças à pressão delas, foi-lhe negada por quase um dia inteiro a cesárea que pedia aos berros por causa da dor que sofria. Finalmente, ela e o bebê morreram.
O caso ficou por isso mesmo, embora eu o tenha denunciado para toda a cidade de São Paulo. Quem se interessa pela morte de uma mãe de família pobre, que não conseguia sequer bancar uma cesárea? Quase ninguém.
Infelizmente, não sendo advogado, o que fiz foi pouco para que tais fanáticas fossem julgada por homicídio culposo. Meus textos não foram suficientes.
(por Celso Lungaretti)
Nenhum comentário:
Postar um comentário