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domingo, 8 de setembro de 2024

A DEMONSTRAÇÃO DE FRAQUEZA DO BOLSONARO VAI ACELERAR A PERDA DA CONDIÇÃO DE LÍDER DA EXTREMA-DIREITA

Jair Bolsonaro tentou reagir ao declínio de sua influência política dando demonstração de força no Dia da Pátria, mas o tiro saiu pela culatra. 

Em fevereiro último, o gado reunido em sua micareta na avenida Paulista totalizara cerca de 185 mil reses; agora, contudo, o rebanho ficou reduzido a uns 45 mil quadrúpedes (ambas as contagens são do Monitor do Debate Político da USP).

Isto exatamente quando Pablo Marçal desponta com força como o seu provável sucessor no comando da extrema-direita brasileira. 

Ou seja, tratou-se de um péssimo momento para ele dar tamanha demonstração de fraqueza. Quem estava em cima do muro e tem um mínimo de perspicácia já saberá para qual lado descer, o que vai reforçar a desmontagem do circo dos horrores do palhaço psicopata.

E, se sua pregação de anistia para os golpistas do 08/01 visava obviamente a própria impunidade, o recado que as ruas passaram para o Judiciário é exatamente o oposto: pode marcar logo os vários julgamentos pendentes do presidente mais crapuloso do Brasil em todos os tempos, pois pouca reação popular haverá.

Os "patriotas" apoiam a interferência falaciosa de
um magnata estrangeiro nos assuntos brasileiros
 

Aliás, são exatamente as sucessivas demonstrações de fraqueza que explicam o abandono a que ele está sendo relegado pelos antigos devotos. A sucessão delas os fez perceber que, apesar de suas bravatas ridículas, nunca foi o ferrabrás que tentava aparentar.

Assim, engatilhou golpes nos Dias da Pátria de 2021 e 2022, brochando miseravelmente nas duas ocasiões. 

Só assumiu o risco de botar o bloco na rua quando já perdera a reeleição, mas tratou de colocar-se antecipadamente  a salvo na Disneylândia, torcendo de longe para o sucesso da tentativa mas evitando deixar suas digitais nela impressas. 

Finalmente, reencenou a farsa da radicalização neste 7 de setembro, na esperança de fidelizar a boiada, mas cometeu o pecado capital  de centrar seu fogo num alvo menor. 

Aparentemente, muitos que o seguiam na esperança de ganharem uma boquinha no governo federal não gostaram de vê-lo direcionar suas principais diatribes contra um mero ministro do Supremo. 

"Nem a cabeça do Lula esse bundão ousa mais pedir", devem ter concluído.  Então, passaram recibo de que as palhaçadas do Bozo provocam cada vez menos risos. (por Celso Lungaretti)    

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

A FAMIGLIA BOLSONARO ESTÁ EM PÂNICO: PABLO MARÇAL AVANÇA PARA SER O NOVO MALVADO FAVORITO DA EXTREMA-DIREITA.

N
uma única semana, o ultradireitista Pablo Marçal deu um salto gigantesco nas pesquisas de intenção de voto para prefeito de São Paulo, passando a ser visto e temido pela famiglia Bolsonaro como a maior ameaça atual ao seu futuro político.  

E isto no que tange não apenas  à anistia ilegal e inconstitucional que o palhaço psicopata espera obter do Congresso Nacional para disputar a presidência da República em 2026, quanto à sua própria chance de êxito em tal eleição.

[A segunda hipótese, evidentemente, no caso de o Brasil avacalhar-se em definitivo e admitir a candidatura do responsável indiscutível pelo maior extermínio de brasileiros em todos os tempos: os cerca de 400 mil que teriam sobrevivido à covid se a presidência não estivesse sendo exercida por um sabotador da vacinação.] 

Por que Pablo Marçal assusta tanto seus iguais? A melhor explicação que encontrei é a de Celso Rocha de Barros neste artigo simplesmente brilhante. Sua conclusão:
Na disputa de qual parlapatão é mais crível fazendo cara de mau...
"...a guerra civil na extrema-direita prova que há riscos em recrutar seus eleitores apenas por estímulos emocionais de curto prazo, por choques de adrenalina causados por ofensas e grosserias, por reflexos de autodefesa diante de ameaças imaginárias. Deu certo para Bolsonaro até aparecer alguém com ainda mais disposição do que ele para mentir, para ofender, para chocar pela baixeza".
É bom que já haja quem analise o fenômeno sem papas na língua. A vitória do Bozo em 2018 apenas confirmou o que Charles De Gaulle disse  (ou lhe imputam erroneamente) quando da chamada guerra da lagosta, seis décadas atrás: "O Brasil não é um país sério". 

Ademais, tem um povo tão embasbacado diante do autoritarismo que já elegeu abominações como Jânio Quadros, Fernando Collor e Jair Bolsonaro. além de sujeitar-se docilmente a 15 anos de ditadura sob Vargas e a 21 anos de ditadura sob os generais.

A grande novidade deste mês do cachorro louco, contudo, foi apenas e tão somente o que eu já venho cantando em prosa e verso desde a tentativa circense de golpe de estado no 08.01.2023: que Jair Bolsonaro seria fatalmente substituído por outra aberração qualquer como principal líder da extrema-direita brasileira. Agora já sabemos quem vai para o trono.
...o Bozo, após as brochadas de 2021, 2022 e 2023, não dá nem pra saída.

E isso não foi nenhuma adivinhação ou fruto de profundas análises acadêmicas. Bastava o bom conhecimento que tenho das trajetórias tanto dos chefões fascistas do século passado quanto dos que seguem seus passos no século atual; ele me dava a certeza de que, para liderar tal malta ignara, seria sempre necessário alguém com uma forte imagem de valentia e truculência.

Então, depois de o bufão amarelão haver convocado duas vezes seu gado para o golpe (nos Dias da Pátria de 2021 e 2022), refugando vergonhosamente na hora H; e de haver engatilhado a terceira tentativa para quando estivesse a salvo na Disneylândia, deixando os seguidores no Brasil a sofrerem as consequências no seu lugar, era impensável que continuasse a liderá-los. 

Inevitavelmente haveria de surgir quem desempenhasse o papel de Brucutu com a credibilidade que ele perdera. 

E esse alguém tomaria o seu lugar, como o Pablo Marçal está avançando para tomar. Quem viver, verá. (por Celso Lungaretti)
 

terça-feira, 12 de abril de 2022

EXISTE MESMO RISCO DE GOLPE E GUERRA CIVIL?

As charges são do Jota Camelo
A semana andou assustada com um anunciado risco de golpe de Bolsonaro, no fim do ano, para não entregar o poder em janeiro de 2023, no caso de ser derrotado. 

É para levar a sério ou faz parte da tática do presidente? Desde sua posse, Bolsonaro acena aos seus seguidores com uma ditadura, seguidores decepcionados depois do fracasso do 7 de setembro.

Mas, desta vez não há mais lugar para adiamentos. Faltam apenas seis meses para as eleições e as pesquisas, embora possam errar, assinalam uma rejeição majoritária de Bolsonaro. 

Caso se confirme a derrota, no final de outubro, Bolsonaro terá dois meses para fazer as malas e limpar as gavetas. A menos que decida colocar em prática aquela velha marchinha carnavalesca, daqui não saio, daqui ninguém me tira (ainda mais com quatro filhos!)…

Ora, como se quisesse assegurar aos seus seguidores sua permanência em Brasília, Bolsonaro enviou seu recado, mesmo na sua linguagem disléxica, enaltecendo a necessidade do povo armar-se, pois só aceitará eleições com votos contados e não nas urnas eletrônicas, dispondo-se mesmo a sacrificar sua vida por isso. 

Essa conversa de exigir voto impresso já parecia ultrapassada e foi reaberta na última viagem ao Rio Grande do Norte. 

Bolsonaro foi eleito diversas vezes deputado federal com voto eletrônico e nunca se queixou. Porém, logo depois de derrotar Haddad para a presidência, inventou a história de que, com voto impresso, teria sido eleito no 1º turno. 
E vem utilizando sempre esse mesmo argumento, a fim de criar nos seus cegos seguidores a insana ideia de irregularidades nas apurações por antecipação. 

Ou seja, Bolsonaro vai disputar as eleições afirmando aos seus eleitores já estar eleito, caso contrário será tramoia e roubo de votos.

O argumento é o mesmo utilizado por Trump contra Biden. Nas eleições estadunidenses, Trump fazia a campanha eleitoral como vitorioso, convencendo seus seguidores de que uma derrota só poderia ser manipulação. 

Ao ser derrotado, Trump incitou seus eleitores a invadir o Congresso a pretexto de fraude eleitoral e impedir a confirmação da vitória de Joe Biden. Cerca de 600 fanáticos, seguidores do movimento QAnon, chegaram a invadir o Capitólio e só não mataram senadores por eles terem se escondido. Mesmo assim, cinco pessoas morreram.

Sem grande criatividade, Bolsonaro quer adaptar o mesmo cenário de Trump caso perca as eleições. Porém, com número bem maior de atores, contando para isso com seus seguidores devidamente armados. 

O gesto da arminha e as leis tornando possível a posse de armas já eram uma ideia inicial de provocar uma guerra civil durante o mandato ou no seu encerramento, caso não fosse reeleito. 

Quem outrora disse ser necessário matar uns 30 mil opositores, quem contribuiu substancialmente para as mais de 650 mil mortes na pandemia da covid por propor remédio ineficaz e não comprar vacina logo no começo do surto, não vai incomodar-se com mais óbitos numa guerra civil.

Causou alguma apreensão essa perspectiva de golpe armado, mesmo porque as principais redes sociais mostraram essa possibilidade. 

Muito bolsonarista se armou, muitos clubes de tiros foram criados e o fanatismo bolsonarista não diminuiu, ao contrário, foi incentivado. 

Poderia também ocorrer uma utilização dos evangélicos com a utilização maciça de fake news. Não é nenhum delírio imaginar os milicianos já existentes se encarregando de organizar esses grupos de civis, sem se esquecer da possibilidade de uma adesão militar.  

Seria talvez importante imaginar-se, desde já, como evitar a transformação das ameaças de Bolsonaro num dramático pesadelo. 

Medidas preventivas legais que garantam a manutenção da ordem, o respeito ao resultado das urnas, medidas que impeçam o caos no final do ano e consolidem definitivamente a democracia no Brasil. (por Rui Martins)

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O CIRCO DO BOZO ANUNCIA MARATONA GRATUITA DE PALHAÇADAS NO DIA 7, PARA CRIANÇAS E ADULTOS QUE NÃO CRESCERAM

P
residente que trombeteia aos quatro ventos que seus zumbis realizarão manifestações golpistas três semanas adiante (vide aqui), mesmo com seu prestígio em frangalhos e seu governo reduzido à impotência enquanto as crises se agravam cada vez mais, um e outros sem poder de fogo para abalar república nenhuma, certamente quer é ganhar a parada no grito.

Ou seja, tenta é apavorar aqueles que se opõem às suas maluquices, na esperança de que lhe deem carta branca para consumar de vez a destruição nacional. Hitler agia assim e seus blefes funcionaram durante bom tempo, mas o nosso palhaço sinistro já deu mostras cabais de que não passa de uma repetição da História como farsa.

Melhor mesmo, em tais situações, é pagar pra ver. E melhor ainda seria as autoridades conscientes e equilibradas que ainda restam acelerarem os trâmites do afastamento do poder de quem não tem as mais remotas condições éticas, intelectuais e mentais de conduzir o País.  

Por que perco tempo e desperdiço espaço do blogue com esse besteirol de hospício? Porque, infelizmente, isto ainda é notícia neste Brasil que derrete e se desconstrói em marcha acelerada. A degringola foi tamanha que, agora, muito humano bípede se deixa contagiar pela sinistrose insuflada por desumanos quadrúpedes. 

Digo, repito e aposto minha reputação em que a tentativa de transformar o circo mambembe em circo dos horrores fracassará rotundamente. 
Isto porque não passa de um blefe da banda podre das Forças Armadas, em conluio com os vira-latas do empresariado (em especial os predadores ambientais), sob o comando de um doido varrido com tradição de amarelar nos momentos cruciais, tudo isso num país feito em cacos pela covid e pela depressão econômica.

Aqueles cujo QI ainda se expressa em números positivos sabem muito bem que o Brasil será varrido pela explosão social se não for rapidamente encontrada uma solução para colocar-se a pandemia afinal sob controle e para o povo ter alguma possibilidade de sobreviver à penúria que se intensificará cada vez mais, tanto no presente semestre quanto 2022 adentro. 

Dá para sairmos desse buraco por nós mesmos, sem um mínimo apoio do mundo civilizado (esse que hoje nos vê como motivo de chacotas e de repulsa)? Não, mil vezes não! 

Então, um golpe tipo república das bananas só pioraria o que já é calamitoso. O caminho para a salvação nacional começa pela remoção da insanidade encarnada no Bozo. 

Caso contrário, nos direcionaremos para o imponderável, com enorme chance de despencarmos no abismo. É simples assim. (por Celso Lungaretti
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