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domingo, 30 de janeiro de 2022

MENORES, LOUCOS E BOZOS NÃO RESPONDEM POR SEUS CRIMES NO BRASIL

bruno boghossian
BOLSONARO AMPLIA CICLO DE
CRIMES DE SUA AVENTURA GOLPISTA
A Polícia Federal acrescentou mais um crime à ficha de Jair Bolsonaro. 

A delegada Denisse Ribeiro afirma que o presidente participou, em agosto passado, do vazamento de um inquérito sobre a invasão de sistemas do Tribunal Superior Eleitoral. Além dele, foram enquadrados o deputado Filipe Barros e um ajudante de ordens do Planalto.

O episódio desenhou mais uma peça da máquina de infrações montada pelo presidente e seus aliados. Segundo a polícia, Barros usou o posto de relator da PEC do voto impresso para pedir acesso à papelada sobre o ataque feito ao TSE em 2018. Em seguida, Bolsonaro e o deputado divulgaram numa rádio o conteúdo do inquérito sigiloso.

A violação identificada pela PF foi cometida para municiar outra investida criminosa do presidente. Embora aquela invasão ao sistema do TSE não tenha provocado prejuízos à votação ou à contagem de votos, Bolsonaro distorceu o conteúdo dos documentos para reforçar seu ataque às urnas eletrônicas.

O presidente passou meses espalhando mentiras sobre o sistema de votação no país, com o intuito de fabricar desconfiança sobre as eleições de 2022. O objetivo final era abrir caminho para um terceiro crime: desestabilizar o processo de escolha de um novo governo e arranjar uma maneira de permanecer no poder em caso de derrota nas urnas.

Bolsonaro se especializou em desrespeitar a lei para obter ganhos políticos. A PF e o Supremo até provocaram dores de cabeça nos últimos tempos, mas o presidente apostou na boa vontade da Procuradoria-Geral da República, do comando da Câmara e da estrutura de um governo que opera para acobertá-lo.

Com a impunidade garantida, Bolsonaro deu sequência à série e aproveitou para descumprir uma ordem judicial. Na sexta (28), ele faltou ao depoimento que deveria dar à PF para explicar o vazamento do inquérito sobre o ataque hacker ao TSE. O drible pode configurar crime de responsabilidade, mas o presidente sabe que não será incomodado. (por Bruno Boghossian)

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O CIRCO DO BOZO ANUNCIA MARATONA GRATUITA DE PALHAÇADAS NO DIA 7, PARA CRIANÇAS E ADULTOS QUE NÃO CRESCERAM

P
residente que trombeteia aos quatro ventos que seus zumbis realizarão manifestações golpistas três semanas adiante (vide aqui), mesmo com seu prestígio em frangalhos e seu governo reduzido à impotência enquanto as crises se agravam cada vez mais, um e outros sem poder de fogo para abalar república nenhuma, certamente quer é ganhar a parada no grito.

Ou seja, tenta é apavorar aqueles que se opõem às suas maluquices, na esperança de que lhe deem carta branca para consumar de vez a destruição nacional. Hitler agia assim e seus blefes funcionaram durante bom tempo, mas o nosso palhaço sinistro já deu mostras cabais de que não passa de uma repetição da História como farsa.

Melhor mesmo, em tais situações, é pagar pra ver. E melhor ainda seria as autoridades conscientes e equilibradas que ainda restam acelerarem os trâmites do afastamento do poder de quem não tem as mais remotas condições éticas, intelectuais e mentais de conduzir o País.  

Por que perco tempo e desperdiço espaço do blogue com esse besteirol de hospício? Porque, infelizmente, isto ainda é notícia neste Brasil que derrete e se desconstrói em marcha acelerada. A degringola foi tamanha que, agora, muito humano bípede se deixa contagiar pela sinistrose insuflada por desumanos quadrúpedes. 

Digo, repito e aposto minha reputação em que a tentativa de transformar o circo mambembe em circo dos horrores fracassará rotundamente. 
Isto porque não passa de um blefe da banda podre das Forças Armadas, em conluio com os vira-latas do empresariado (em especial os predadores ambientais), sob o comando de um doido varrido com tradição de amarelar nos momentos cruciais, tudo isso num país feito em cacos pela covid e pela depressão econômica.

Aqueles cujo QI ainda se expressa em números positivos sabem muito bem que o Brasil será varrido pela explosão social se não for rapidamente encontrada uma solução para colocar-se a pandemia afinal sob controle e para o povo ter alguma possibilidade de sobreviver à penúria que se intensificará cada vez mais, tanto no presente semestre quanto 2022 adentro. 

Dá para sairmos desse buraco por nós mesmos, sem um mínimo apoio do mundo civilizado (esse que hoje nos vê como motivo de chacotas e de repulsa)? Não, mil vezes não! 

Então, um golpe tipo república das bananas só pioraria o que já é calamitoso. O caminho para a salvação nacional começa pela remoção da insanidade encarnada no Bozo. 

Caso contrário, nos direcionaremos para o imponderável, com enorme chance de despencarmos no abismo. É simples assim. (por Celso Lungaretti

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

YES, THEY HAVE BANANAS

Era um dia novembro de 1920 numa República Democrática dos Estados Unidos das Bananas. 

O então presidente, que já ocupava o cargo havia quatro anos, tinha a pretensão de se perpetuar no poder e governar indefinidamente.

Mas, a Constituição do país determinava eleição a cada quadriênio e ele não pudera rasgá-la oficialmente, como queria.

Confiante de que o país estava se tornando o primeiro entre seus pares de toda a região e supondo que ganharia facilmente o pleito, aceitou submeter-se ao processo eleitoral. Afinal, deduzia, os seus intentos despóticos seriam mais facilmente concretizados com a legitimação do voto popular.

O seu desejo inconfessado era o de não desocupar o poder de maneira nenhuma.  Mas, narcisista exacerbado, considerava-se o macho alfa capaz de seduzir o eleitorado como o fizera com todas as mulheres na sua trajetória de vida.

Levava em conta também o poder econômico e militar que detinha, aliado ao seu pretenso charme de homem midiático. De tudo isso lhe vinha a certeza de que o adversário com gosto de sopa de chuchu seria incapaz de o derrotar. Julgava-se imbatível

Convocou, portanto, eleições, renunciando ao tradicional aumento do tempo de mandato a partir de um decreto proposto por seus aliados no Senado, casa em que detinha maioria. 

Tudo parecia estar indo bem, embora houvesse rumores de que a insatisfação na periferia do palácio presidencial e sede do governo, denominada Casa Amarela, ainda latente, começava a crescer perigosamente. 

O inesperado, contudo, estava à espreita do presidente Ronaldo Topete (apelido que lhe adviera de sua vasta cabeleira). 

Ele, vale acrescentar, era dono de um conglomerado de empresas de imobiliárias, turismo, hotelaria e de comunicação, mas costumava não pagar impostos dos seus lucros, aproveitando os limites de uma lei que ele mesmo apoiara no Congresso. 

De repente, uma praga nos bananais da região comprometeu 90% da produção de bananas, que era a base da economia do seu país. 

Além do mais, a pobreza das nações vizinhas, também atingidas pela praga, desconstruiu todo o discurso de pujança e prosperidade do Ronaldo Topete, alavancando a candidatura do oposicionista José Banana, que ressurgiu das cinzas e começou receber maciço apoio dos plantadores de bananas.
Durante os movimentos reivindicativos dos bananeiros, um policial mais afoito na proteção do princípios racistas e xenófobos do seu líder, repetindo o que sempre acontecia, quis mostrar serviço ao chefe e matou inadvertidamente um representante dos bananeiros, de forma cruel e covarde.

Assim, a crise econômica, aliada à praga agrícola e à revolta popular contra a truculência policial, minou aquilo que parecia um poder monolítico indestrutível, e as coisas começaram a ruir inexoravelmente.

A presidência do país, que procurava manter uma aura de isenção e imparcialidade debaixo de uma pomposa solenidade de poder, vendo seus atos e versões questionados, passou a mentir descaradamente, em flagrante contradição com a realidade dos fatos. 

Veio a eleição e, surpreendentemente, o José Banana venceu as eleições por uma inesperada e confortável margem de votos. 

O presidente Ronaldo Topete, que considerava a Casa Amarela como propriedade sua, reagiu tal qual qualquer menino rico ameaçado de ficar sem seu brinquedo predileto: declarou que a eleição havia sido fraudada e não respeitaria seu resultado.

É claro que a vitória do José Bananas, consumada nos variados locais de votação e sob a vigilância de todos, inclusive dos partidários do Ronaldo Topete, não podia ser contestada. 

Mas a birra do presidente continuou, demostrando quão ridículas eras as suas fanfarronices, a tal ponto que conseguiu, com suas estapafúrdias teses conspiratórias, rachar a opinião dos próprios apoiadores.

Entretanto, ele tinha também seguidores tão obtusos quanto fanatizados, que se consideravam os mais autênticos dentre todos. E estes resolveram botar pra quebrar com bananas bem menos saudáveis (de dinamite), implodindo o processo eleitoral da república bananeira.

O resultado foi a morte de uma funcionária do governo baleada e de outros cidadãos por emergências médicas. Mas, mesmo com a transição do poder, não houve a prisão do Ronaldo Topete por conspiração contra a ordem democrática vigente, o que demonstrou cabalmente a fragilidade do verticalizado poder democrático-burguês na república bananeira.

Verificou-se, também, a vulnerabilidade da moeda nacional diante dos surpreendentes episódios de apego ao poder e a fragilidade da farsa democrática. O país entrou em depressão econômica profunda, gerando questionamentos sobre tudo o que ocorrera como prenuncio da fim de uma era bananeira. (por Dalton Rosado)
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