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domingo, 30 de março de 2025

A INCONTINÊNCIA VERBAL DO LULA PIORA CADA VEZ MAIS

E
m mais uma declaração prá lá de desastrada, o presidente Lula aprovou implicitamente o direito de conquista, mandando às favas o princípio de autodeterminação dos povos, único aceitável para os civilizados:
Eu poderia ser radical contra o Trump. Mas na medida que o Trump toma a decisão de discutir a paz entre Rússia e Ucrânia, que o [ex-presidente Joe] Biden deveria ter tomado, sou obrigado a dizer que está no caminho certo.
Faltou o Lula dizer o óbvio, qual seja que o presidente dos EUA nem de longe está sendo um mediador imparcial do conflito entre sua aliada Rússia e a heroica Ucrânia. Atua apenas no sentido de fazer os ucranianos engolirem a pílula amarga de cederem territórios em troca da cessação de uma guerra que já não conseguem mais sustentar. 

Joe Biden estava certíssimo ao tentar evitar o sucesso de uma empreitada que em tudo e por tudo fazia lembrar as anexações de Hitler na década de 1930, vergonhosamente consentidas pelo premiê britânico Neville Chamberlain, cuja política de apaziguamento da Alemanha nazista foi um completo fracasso.
Ficou provado daquela vez que bem melhor teria sido abortar o ímpeto expansionista de Hitler no nascedouro, como aconselhava Winston Churchill. Deixar o mal crescer só tornou muito mais difícil controlá-lo depois.

Compreende-se que Zelensky, após ser miseravelmente traído pelos Estados Unidos, esteja agora apenas querendo alguma fórmula de a rendição a um inimigo com imensa superioridade de forças e recursos, não parecer ser exatamente o que será: uma mera capitulação. 

O que há para elogiar-se numa infâmia dessas, Lula? (por Celso Lungaretti)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

TRUMP PODE DAR QUANTOS TIROS NO CHÃO QUISER, ESTE BLOG SE RECUSA A PULAR!

Normalmente eu estaria publicando aqui a correta dissecação que o companheiro Rui Martins fez (vide
 
aqui) das estridentes declarações de intenção do aloprado Donald Trump, desde que nelas acreditemos.

Mas, vieram à minha mente aqueles faroestes com pessoas pulando porque o bandido Ronald Reagan (também ex-presidente dos Estados Unidos) disparava tiros no chão... e, como editor deste blog, resolvi não dar quilometragem ao que me parece ser apenas a repetição do velho truque do Adolf Hitler para conquistar territórios alheios sem enfrentar resistências na década de 1930.

Alegando que a Alemanha ficara sem espaço vital para seu crescimento econômico, Hitler conseguiu fazer com que a Grã Bretanha e a França, em 1935, assistissem de braços cruzados à incorporação pelos nazistas de 90% do território de Saar (que fazia parte da Prússia e da Bavária) por meio de um plebiscito. 

A promessa de que, alcançado tal objetivo, Hitler sossegaria não passava de conversa pra boi dormir: mordendo e assoprando, utilizando-se de ameaças militares e pressões diplomáticas, ele conseguiu anexar a Áustria em 1938, novamente sem que britânicos e franceses reagissem.

O passo seguinte foi incorporar os Sudetos, região da Tchecolováquia cuja população era predominantemente alemã. Os premiês Neville Chamberlain e Edouard Daladier até ameaçaram ir à luta, mas acabaram vergonhosamente assinando o
Acordo de Munique, que permitiu à Alemanha desmembrar a Tchecoslováquia sem disparar um único tiro em março de 1939.

O novo alvo do tirano era a Polônia, daí a assinatura de um pacto de não agressão com a União Soviética (que habitualmente a protegeria). 

Mas, quando Hitler invadiu território polonês em setembro de 1939, a Grã Bretanha e a França finalmente desistiram de domesticar o conquistador insaciável e declararam guerra à Alemanha. 

São tão estapafúrdias, exageradas e inexequíveis as ameaças atuais de Trump que eu as vejo exatamente como blefes, com Trump exigindo demais para obter um pouco de mão beijada, além de fazer sua posse repercutir muito mais na imprensa mundial do que ocorreria sem ele bancar o bicho papão.

Recomendo a leitura da extensa análise do Rui sobre as bravatas trumpianas levadas a sério. Mas, não acredito que o sejam, daí estar evitando dançar só porque o fanfarrão ultradireitista alveja o chão. (CL) 

sábado, 30 de abril de 2022

DEMÉTRIO MAGNOLI QUALIFICA LEONARDO BOFF DE "PACIFISTA DE ARAQUE"

demétrio magnoli
PACIFISMOS
"Paz para a nossa época" –as palavras de Chamberlain, ao retornar da Conferência de Munique, ecoam até hoje como um signo de vergonha. 
O primeiro-ministro britânico praticava o apaziguamento, utilizando-se da linguagem do pacifismo. 

Diante da guerra de agressão russa na Ucrânia, o discurso pacifista está de volta. Como em 1938, seus mais destacados arautos não querem a paz, mas um desfecho específico da guerra.

Chamberlain não era um pacifista. O apaziguamento, estimulado pela parcela da elite britânica simpática a Hitler, sintetizava um desastrado cálculo estratégico: direcionar as forças alemãs para um confronto mutuamente destruidor com os soviéticos. 

Os pacifistas aplaudiram a entrega dos Sudetos tchecos, que exibiam como um preço de liquidação para obter a paz universal. "Chamberlain fez a coisa certa em Munique", declarou Bernard Shaw, a figura icônica do pacifismo.

"Se Zelenski tivesse dito há tempos que não iria entrar na Otan, teria evitado a guerra", tuitou o teólogo Leonardo Boff. 

Os fatos desmentiram, de imediato, a profecia contrafactual do piedoso humanista. Na segunda semana da guerra, Zelenski aceitou trocar a paz por um estatuto de neutralidade geopolítica da Ucrânia –mas a Rússia rejeitou a oferta, exigindo a transferência da Crimeia, do Donbass e do sul ucranianos à sua soberania.

Putin deflagrou uma guerra de conquista alegando que a Ucrânia não passa de uma extensão da Rússia. 
Boff está de acordo com o conceito que sustenta a invasão. No seu tuíte, a frase estende-se do seguinte modo: "...a guerra e a carnificina que os russos estão fazendo, destruindo uma parte de si mesmos, pois Ucrânia e Rússia foram sempre uma só terra".

Shaw não era apenas um pacifista célebre, mas também –algo geralmente esquecido– um admirador de Hitler, Stalin e Mussolini. 

Na quarta semana da guerra, Boff transitou da exigência inicial de neutralidade ucraniana para uma posição mais realista, que replica os objetivos de Putin: 
"Me pergunto se tem sentido Zelenski sacrificar todo um povo numa guerra que sabe não poder ganhar. Para poupar seu povo caberia, não uma rendição, mas uma negociação mesmo com concessões". 
Assim, de passagem, Boff conta-nos que não é Putin, mas Zelenski, que sacrifica todo um povo.

Putin imaginou que, por não ser uma nação legítima, a Ucrânia capitularia sem luta. Viu, no lugar disso, uma nação inteira se levantar contra o poderoso invasor. 

Na sua infinita bondade, Boff solicita a Zelenski que faça a vontade de Moscou, entregando-lhe vastos territórios –e, com eles, as populações que os habitam. Seu pacifismo, como o de tantos outros, é uma encenação destinada a divulgar os pretextos e as narrativas do chefe do Kremlin.
"Shaw não era apenas um pacifista célebre, mas
também um admirador de Hitler, Stalin e Mussolini"

Diante da decisão dos EUA, junto com outros 42 países, de fornecer armas pesadas à Ucrânia, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, passou a acusar a Otan de promover uma guerra por procuração contra a Rússia. 

Os pacifistas de araque repetem, sílaba por sílaba, as cínicas sentenças de Lavrov. De fato, ignoram a Carta da ONU, que condena a guerra de conquista e avaliza o direito à autodefesa coletiva –ou seja, o direito de nações não beligerantes de contribuir para o esforço de guerra de um país invadido.

Na Ucrânia, mais que o destino de uma nação soberana, joga-se o futuro da ordem mundial edificada em 1945 pelas potências vencedoras da 2ª Guerra Mundial, inclusive a URSS. Um triunfo em terras ucranianas impulsionaria Putin a prosseguir sua escalada de guerras imperiais na Moldávia e nos países bálticos, sob o álibi de proteger os russos do exterior. 

Segundo a lógica de Boff, em nome da paz, cada uma dessas nações deveria desistir da soberania e de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas. O pacifismo do nosso Shaw, como o do Shaw original, é propaganda de guerra. (por Demétrio Magnoli)

quarta-feira, 27 de abril de 2022

O BOZO ENSAIA UMA VIRADA DE MESA. METERÁ OS PÉS PELAS MÃOS DE NOVO?

rui martins
GOLPE: A CONTAGEM REGRESSIVA JÁ COMEÇOU.
N
esta altura, não podemos mais fechar os olhos. 

Se existiam algumas dúvidas sobre o projeto golpista do presidente Jair Bolsonaro, elas foram desfeitas com sua decisão inequívoca de provocar uma crise institucional ao desafiar o Supremo Tribunal Federal, concedendo o perdão ao deputado federal Daniel Silveira, mesmo antes de divulgada sua condenação a 8 anos e nove meses. 

A decisão foi elaborada no Planalto, ao chegar ao Bolsonaro a informação de que o ministro terrivelmente evangélico André Mendonça não iria pedir vista do processo e assim impedir o julgamento do parlamentar delinquente. A informação só não dizia que Mendonça iria votar pela condenação de Daniel Silveira, embora com uma pena mais leve.

Para Bolsonaro, que se vangloriava de já ter seus 20% no STF e esperava chegar a mais de 50% depois de reeleito, a insubmissão do seu pupilo escolhido, mais do que uma bofetada, foi uma traição e a percepção de que pelos meios legais não chegará à maioria na suprema corte à maneira de Donald Trump. 

A partir da divulgação da quase unanimidade na condenação de Silveira, este sim um fiel seguidor e também golpista, Bolsonaro, ainda com as bochechas quentes, quis revidar logo a seguir, mesmo que para isso precisasse passar por cima da Constituição.  
Com a pressa, não sabendo temperar e modular sua raiva, praticou o que se poderia chamar de perdão por antecipação, falha jurídica que invalida legalmente o ato.

Exceto se, diante dos dentes e da fúria do Bolsonaro,
o Supremo amarelar e recuar como Chamberlain diante de Hitler, comentou ironicamente o editor deste blog, ao tomar conhecimento pela Mônica Bergamo de que alguns ministros do STF pensavam em retomar o diálogo com Bolsonaro em lugar de:
— isolarem-se;
— entrincheirarem-se à espera do fim de todos os prazos no processo de Daniel Silveira; ou
— transferirem ao Tribunal Superior Eleitoral a questão da inelegibilidade do parlamentar e à Câmara dos Deputados a decisão sobre sua perda de mandato.

A crise tomou maior corpo depois do ministro de o STF Luís Roberto Barroso ter feito uma análise (talvez inoportuna) da situação brasileira, num encontro virtual promovido por uma universidade alemã, o Brazil Summit Europe. 

Uma frase desagradou a Bolsonaro: a de que as Forças Armadas estão orientadas para colocar em dúvida a fiabilidade do processo eleitoral brasileiro. Ao externar as constantes citações de Bolsonaro sobre fraudes nas eleições decorrentes do voto eletrônico, na verdade jamais ocorridas, Barroso indiretamente alertou quanto à razão pela qual Bolsonaro poderá provocar e desencadear uma crise institucional, no caso – evidente no momento – de uma derrota nas eleições. 

Não falou nomeadamente em golpe, mas no que considerou como uma tragédia para a democracia brasileira.  Barroso citou momentos graves, nos quais se pediu o fechamento do Congresso e do STF, em badernaços com a participação do próprio Bolsonaro.

Barroso externou também sua preocupação com a politização das Forças Armadas, colocando em risco a democracia, mas acentuou que nestas três décadas de restabelecimento da democracia, as ditas cujas têm mostrado um comportamento exemplar. 

Mas lembrou que Bolsonaro foi expurgando do governo, coisa nunca antes ocorrida, profissionais militares respeitadores da Constituição, como Santos Cruz, Maynard Santa Rosa e Fernando Azevedo.

O clima ficou tenso quando o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio de Oliveira, obedeceu (segundo noticiou incisivamente o blogueiro Josias de Souza) ordem de reagir, dada pelo Bolsonaro 

O momento não é dos melhores para uma imagem dura das Forças Armadas, depois do escândalo das compras de Viagra e próteses penianas. Nesta altura, está evidente a intenção do Bolsonaro de rejeitar uma derrota nas urnas em outubro e suas recentes declarações de que possui um exército civil armado, já haviam mostrado suas intenções golpistas.

Os apelos feitos por Bolsonaro há alguns meses, para que seus seguidores comprassem armas em lugar de feijão, sem esquecermos o símbolo da arminha na campanha eleitoral de 2018, reforçam a atual desconfiança de que tente recorrer às milícias e aos seus seguidores mais fanáticos, ao se ver derrotado. 

Mesmo porque, caso as Forças Armadas não garantam o resultado das urnas, a oposição a Bolsonaro provavelmente será apanhada de calças curtas, sem haver se preparado para enfrentar um golpe. 

A hipótese remota de uma guerra civil no Brasil só pode ser imaginada no caso de os seguidores bolsonaristas desejarem usar as armas contra o presidente eleito e serem impedidos pelas Forças Armadas.

Não havendo oposição legal militar ao desrespeito do resultado das urnas por Bolsonaro, seus seguidores, em número muito maior que os de Donald Trump no ataque ao Capitólio, poderão criar o caos em Brasília e noutras cidades. 

Uma aprovação do perdão concedido por Bolsonaro e consequente ilibação do deputado delinquente Daniel Silveira, um dos principais instigadores dos ataques contra o STF e seus ministros, corresponderá a uma autorização expressa, a uma carta branca para que se concretizem os atos pelos quais foi condenado.

A contagem regressiva para o golpe já começou e a deputada Carla Zambelli quer também reforçar o caos com sua proposta de anistia para outros bolsonaristas foras da lei, como Roberto Jefferson e Allan dos Santos (blogueiro golpista refugiado nos EUA). 

Não se trata de um delírio, já não existem mais dúvidas: é este o plano de Bolsonaro face a uma derrota na eleição de outubro. (por Rui Martins)

segunda-feira, 25 de abril de 2022

O SUPREMO AMARELA E VAI RECUAR. IGUALZINHO AO CHAMBERLAIN...

Neville Chamberlain apertando a mão de Hitler
em 1938, após entregar-lhe a Checoslováquia.
mônica bergamo
SOB RISCO, STF DEVE CAVAR TRINCHEIRA, MAS RETOMAR DIÁLOGO
 COM BOLSONARO
 E CONGRESSO,
 DIZEM MINISTROS 
O indulto de Jair Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira, condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por ataques feitos a integrantes da Corte, levou ministros a uma reflexão mais profunda sobre a evolução dos atritos com o presidente da República.

A conclusão é que o tribunal sofreu o baque, mas deve defender suas posições com firmeza. Ao mesmo tempo, precisa reabrir com urgência o diálogo com o governo e com o Congresso Nacional.

De acordo com magistrados ouvidos pela coluna, o ato de Bolsonaro pegou o tribunal totalmente de surpresa –o que não ocorreria se a corte mantivesse canais de comunicação com o Palácio do Planalto.

Já o endosso tácito dado ao indulto pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, deixou clara a falta de apoio e o isolamento do STF nessa questão –algo até então inédito, já que Bolsonaro sempre perdia os embates políticos com o Supremo.

Pacheco disse, em nota, que o indulto deve ser cumprido. Lira recorreu ao próprio tribunal para argumentar que a palavra final da cassação do mandato de Silveira, uma consequência de sua condenação penal, deve ser da Câmara.

"Quem imaginava isso?", diz um dos magistrados. "Fomos todos surpreendidos. É preciso dialogar mais e avaliar melhor o contexto político", segue.

Um segundo ministro afirma que a falta de diálogo com o governo Bolsonaro e com o Congresso Nacional, uma marca do atual presidente do STF, Luiz Fux, impediu que os magistrados percebessem o ânimo de Bolsonaro, de se contrapor à condenação até o limite de suas possibilidades. E fez com que o tribunal fosse pego completamente desprevenido quando ele decretou o indulto.

Um terceiro ministro compara a situação a uma guerra –com o STF claramente sob ameaça pelo mais recente bombardeio de Bolsonaro.

O momento, diz, não seria o de avançar em um contra-ataque. Mas, sim, o de recuperar fôlego.

"É a hora de o Supremo consolidar suas posições, cavar trincheiras e ficar dentro delas esperando para ver o que acontece. Não é momento de avançar", diz o magistrado, fazendo um paralelo com a fase da 1ª Guerra Mundial que ficou conhecida como guerra das trincheiras.

Nela, cada lado do conflito, mais do que movimentar tropas, se preocupou em defender as posições conquistadas.

"Os soldados ficaram meses e meses nessas escavações, esperando, até a hora do armistício final", segue o ministro. "É isso o que o STF precisa fazer", diz.

A partir dessa posição, a Corte precisa voltar a conversar com o universo político.

O diálogo, segundo os magistrados que ouvimos, é institucional e ajuda na manutenção de um ambiente de maior harmonia entre os poderes.
"As pessoas não podem achar que isso é errado", segue um outro magistrado. "O Supremo tem que conversar com o governo, com parlamentares. Não podemos passar a ser vistos como inimigos. A solidariedade ao Supremo não se construirá com notas oficiais, mas com conversas permanentes."

A corte, por outro lado, tem o tempo a seu favor.

Os ministros não têm prazo para tomar qualquer decisão definitiva sobre o indulto de Bolsonaro.

Uma das possibilidades é o STF considerar num primeiro momento, p. ex., que ele não valeria até o fim da tramitação do processo contra Daniel Silveira. A defesa do deputado ainda pode oferecer vários recursos à condenação dele.

A corte pode ainda delimitar sua própria decisão, deixando ao Tribunal Superior Eleitoral a palavra final sobre a inelegibilidade do parlamentar, e para a Câmara o veredicto sobre a perda do mandato. (por Mônica Bergamo, com Bianka Vieira, Karina Marias e Manoella Smith, na Folha de S. Paulo)
"...e mesmo quem não tem coragem pra suportar, tem
que arranjar também coragem pra suportar..."
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