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terça-feira, 8 de novembro de 2022

DANIEL ALVES SERÁ BOI DE PIRANHA? BODE NA SALA? OU O TITE ERROU FEIO?

S
ejamos sinceros: a grita contra a convocação de Daniel Alves para o Mundial decorre em grande parte da posição por ele adotada, de apoio à micareta golpista do 7 de setembro de 2021, quando postou foto com a bandeira nacional e repetiu o slogan favorito do mito que virou mico – aquele lema que, implicitamente, se alinha com o último refúgio dos canalhas e com a mercantilização da fé.

Eu, que sempre vi artistas populares, esportistas e celebridades como pessoas que eventualmente são boas naquilo que as projetou, mas cuja opinião vale tanto quanto a de qualquer mortal em tudo o mais, nunca dei nem dou a mínima para as besteiras que saem da boca de analfabetos políticos inofensivos (aqueles que não passam à ação, ou seja, pelo menos não escoiceiam os alfabetizados).

Prefiro louvar as honrosas exceções, como Sócrates, Vladimir e Casagrande, grandes futebolistas que conseguiram ser maiores ainda como cidadãos quando isto foi necessário.  Esses me surpreenderam. 

Os pequenos oportunistas capazes de dar quaisquer contrapartidas por favores governamentais e os caçadores de holofotes que dizem qualquer aberração para serem falados, ainda que mal falados, não passam da regra (a mediocridade). 

Muito ódio se acumulou nesses quatro anos de trevas, destruição e mortes inúteis. Temos de sair desse ambiente sufocante, antes que todos viremos lobos de nossos semelhantes.

É óbvio que a miniatura brasileira de Hitler jamais pode ser perdoada, pois uns 400 mil zumbis se ergueriam das covas para nos fustigar. Mas a poeira que o vento arrastou para um lado e para outro pode ser deixada de lado. É insignificante demais para que nos ocupemos dela.
Se foi uma jogada maquiavélica do Tite, os
cronistas esportivos caíram como patinhos

Antes eram 22 os convocados para as Copas do Mundo, agora são 26. Tite provavelmente escolheu Daniel Alves como boi de piranha (ou colocou um bode na sala) para que não fossem alvejados aqueles que ele pretende realmente botar pra jogar.

Se foi por isto, até que conseguiu. Não há unanimidade quanto a quem foi injustiçado e quem faltou convocar. 

Gabigol poderia ter sido o mais chorado, só que nunca igualou, com a camisa canarinha, seus desempenhos no Flamengo – além de estar fazendo, mesmo no rubro-negro, uma temporada meia boca em 2022.

De quebra, parece que a presença de Daniel Alves desanuvia o ambiente. Se é desse tipo de bufão que aqueles 25 marmanjões carecem para não ter tremedeira diante das responsabilidades, por que não?

Por último: não houve idêntica unanimidade na rejeição ao palhaço infinitamente mais nefasto que um eleitorado bovinizado convocou em 2018 para emporcalhar a faixa presidencial. Esperava-se goleada no último dia 30 e o placar ficou em míseros 50,9% a 49,1%. Uma lástima!

A tradição brasileira continua sendo de agressividade contra os pequenos pavões e tibieza diante das aves de rapina. Já passou da hora disso mudar. (por Celso Lungaretti)    

domingo, 22 de dezembro de 2019

ONTEM NÃO TEVE GOL DO GABIGOL

Toque do editor
Assim como a maioria dos seres humanos, sonho com uma repetição de tempos melhores, em todos os sentidos. Até no futebol. 

Quero demais ver novamente os sul-americanos no topo e os europeus, com toda a sua grana, curvando-se aos lampejos geniais de nossos Pelés, Garrinchas e Maradonas.

Então, finda a decisão do Mundial de Clubes, com a derrota pra lá de honrosa do melhor dos representantes brasileiros desde a conquista corinthiana em 2012, não tive a mínima vontade de teclar meu desalento.

Mas, como venho sempre colocando algo no blog sobre as grandes decisões futebolísticas, hoje, tendo esfriado a cabeça, resolvi trazer para cá a mais consistente e equilibrada análise que encontrei na blogosfera, a do Mauro Cezar Pereira.

Só acrescentaria que, se a superioridade do Chelsea sobre o Corinthians foi muito maior que a do Liverpool sobre o Flamengo, Tite conseguiu incutir nos seus comandados um espírito vencedor que faltou aos rubronegros: eles acreditaram o tempo todo na vitória, não se intimidaram com as situações claras de gol evitadas por defesas monumentais de Cássio e souberam aproveitar cirurgicamente uma das poucas chances que criaram.

Guerrero: oportunismo e frieza na maior chance do timão 
Jorge Jesus se mostrou um treinador mais benéfico para o futebol do que o Adenor, ao encarar corajosamente, de igual para igual, o melhor time do mundo. 

Mas, isto obrigou os jogadores do Flamengo a se superarem em campo, devido à maior qualidade individual dos adversários. E, assim como os briosos mexicanos do Monterrey, eles se cansaram, foram incapazes de manter o ritmo até o fim e aí o Liverpool se impôs.

Já o Corinthians de Tite, jogando fechado e apostando nos contra-ataques, manteve o fôlego. 

E, com exceção de uma vacilada incrível do experiente Chicão no comecinho da partida, nenhum dos seus jogadores pareceu sentir o peso da responsabilidade, ao contrário de Bruno Henrique e Gabigol, que se esforçaram como nunca mas não conseguiram brilhar como sempre.
Vacilada do Chicão, primeiro milagre do Cássio
Para encerrar, desejo ao Galvão Bueno uma ótima aposentadoria... o quanto antes! 

Foi simplesmente irritante ele procurar fazer do Mister o bode expiatório da derrota (que se começou a desenhar mais ou menos a partir dos 30 minutos do 2º tempo), atribuindo a perda do controle da partida por parte do Flamengo às substituições de Everton Ribeiro e Arrascaeta. 

No instante mesmo em que aconteciam, eu já percebi que a causa era a queda de rendimento físico de ambos e a necessidade de remontar o time, colocando jogadores descansados em campo, para a provável prorrogação. Foi exatamente o que o Mister explicou mais tarde. 

Mas, claro, Galvão precisava fornecer consolos baratos aos espectadores, tratando-os como crianças incapazes de assimilar os acontecimentos desagradáveis da vida. É o que ele sempre faz. (por Celso Lungaretti)
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mauro cezar pereira
PATAMAR ELEVADO DO FLAMENGO FICOU
 CLARO, SÓ QUE O LIVERPOOL ESTÁ ACIMA
Também com oportunismo e frieza, Firmino foi o algoz do Fla
Jogar contra o campeão europeu e tarefa complexa, especialmente quando este também e o melhor time do momento, caso deste Liverpool que perdeu apenas uma das 56 últimas partidas que fez pela Premier League, o mais difícil campeonato nacional do planeta. 

Uma equipe que no atual campeonato inglês jogou 17 vezes, empatou uma (fora de casa, em Old Trafford, com o maior rival, Manchester United) e venceu 16! 

Foi contra esse adversário que o Flamengo se impôs por boa parte dos 90 minutos em Doha, especialmente no 1º tempo. Teve a posse, jogou bola, colocou o Liverpool em seu próprio campo, marcando, por tanto tempo que antes do intervalo era de 59% o tempo de posse da pelota dos rubro-negros. 

O time brasileiro jogava com coragem, não se limitava a atuar fechado em sua defesa, esperando uma chance. 
Gabigol com cãibras: Flamengo foi minado aos poucos
Mas uma equipe como a campeão da Europa, forte e habituada a jogar do mesmo jeito, sem se descontrolar, mesmo quando em dificuldades, sabe que em algum momento devera recuperar o domínio da partida. 

"Eles não se desconcentravam, mantiveram a calma, a forma de jogar", ressaltou o capitão Diego, com longa experiencia de futebol europeu, após o encerramento da decisão do Mundial de Clubes da Fifa

O Flamengo perdeu e isso obviamente não satisfaz, não deixa a torcida feliz, embora ela tenha motivos para estar orgulhosa de uma apresentação ousada, enquanto a condição física permitia. 

Fora a Flórida Cup, foram 74 jogos na temporada do time carioca; o Liverpool chegou ao seu cotejo 30º na atual e, como ela termina em maio, não deve passar de 60 apresentações. Isto pesou no decorrer do jogo. 

Fato é que o time inglês mereceu vencer, criou as melhores chances e fez o goleiro Diego Alves trabalhar mais do que Alisson. Mas com um pouco de sorte e pontaria, Lincoln poderia empatar no finalzinho da prorrogação, após passe de Vitinho. Mandou para fora. 

Jorge Jesus: substituições se deveram ao cansaço
Não, o Flamengo não pode reclamar da sorte, ela lhe sorriu. O que faltou então? Tempo. São cinco meses de Jorge Jesus contra quatro anos, dois meses e oito dias de Jurgen Klopp nos reds

A partida do time brasileiro mostrou que, sim, e possível desafiar equipes poderosas da Europa nesses duelos. Mas para vencê-las encarando-as, saindo para o jogo, como fez o Flamengo e jamais se havia visto antes, e necessário avançar mais, chegar a um estagio mais alto. 

O Flamengo está, sim, noutro patamar no Brasil e em relação a boa parte do continente. E ele é elevado, mas ainda bem abaixo dos melhores times de futebol do mundo.  (por Mauro Cezar Pereira)

domingo, 24 de novembro de 2019

CAMPANHA DOS CRONISTAS ESPORTIVOS DE DIREITA NÃO DERRUBA TITE. E ELE PODE LIVRAR-SE DA NEYMARDEPENDÊNCIA

Bruno Henrique e Gabigol vivem momento mágico
O que todos comentam é a virada eletrizante do Flamengo sobre o rival argentino nos minutos finais da partida que decidia a Copa Libertadores da América.

O que não vi ninguém dizer é que o maior talento futebolístico surgido no Brasil desde Neymar cumpriu com louvor o seu rito de passagem e deve agora livrar Tite da incômoda dependência de um único e complicadíssimo fora-de-série.

Também nisto derrotamos a Argentina, que não tem, no horizonte visível, nenhuma revelação capaz de pôr fim à Messidependência. Só mesmo la pulga poderá levar os hermanos a conquistarem seu terceiro caneco em 2022; se ele estiver contundido ou sentir o peso da idade até lá, serão mais quatro anos na fila. Simples assim.

Já o Brasil, tudo leva a crer, superará com vantagem a Neymardependência. Bruno Henrique é também um fora-de-série, e solidário como a prima donna infantilizada nunca foi e jamais será, ainda que pare de se contundir a cada três meses e não se envolva mais em escândalos, reerguendo sua carreira das cinzas.
Tite poderá deixar de ser babá de marmanjo
A Conmebol, uma vez na vida, acertou: BH foi mesmo o melhor jogador desta Libertadores. 

Eu acrescentaria que, com sua jogada magistral no primeiro gol contra o River Plate, decidiu a final. Aberta a porteira entraria toda a boiada, até porque os argentinos, numa eventual prorrogação, estariam pra lá de inferiorizados, tanto na parte física quanto na anímica.

E o ganho para Tite não foi só este. Gabigol se afirmou como um goleador muito melhor do que Roberto Firmino, Douglas Costa e (o pior de todos) Gabriel Jesus. Com grande chance de vir a disputar a titularidade com outra auspiciosa revelação, o Rodrygo do Real Madrid.

Gerson também fez por merecer uma chance de mostrar seu futebol vestindo a amarelinha;  e Everton Ribeiro e Rodrigo Caio, de voltarem a fazê-lo. Os três nem de longe são inferiores aos atuais reservas (já BH e Gabigol estão um degrau acima, como fortíssimos candidatos à titularidade).

E, por falar em Tite, vou tirar um gênio da garrafa: a campanha infernal de parte da crônica esportiva contra ele tem tudo a ver com o ocupante do Palácio do Planalto ser hoje um reaça exacerbado.
Bozo adoraria que o técnico do escrete fosse seu correligionário

Durante todo o tempo em que trabalhei nas redações, os maiores focos da direita no jornalismo sempre foram as editorias de Polícia e de Esportes. Saí no fim de 2003, mas tudo indica que ainda o sejam, com algumas louváveis exceções.

O certo é que Tite assumiu a Seleção Brasileira quando, nas eliminatórias do último Mundial, estávamos fora da zona de classificação, com 9 pontos ganhos e ridículo aproveitamento de 50% dos disputados nas seis rodadas. Era grande o temor de que, pela primeira vez na História, não nos classificássemos para uma Copa.

Com Tite conquistamos 32 pontos em 36 possíveis (88,9%), um assombro! A campanha memorável encheu de esperanças o povo brasileiro.

Veio o Mundial e a base daquele escrete caíra acentuadamente de produção, seja por contusão (Neymar, Renato Augusto – Daniel Alves foi cortado antes) ou má fase técnica (Gabriel Jesus, Paulinho, Marcelo).
Tite também merece uma 2ª chance
Embora a desclassificação diante da Bélgica por 1x2 tenha sido um banho de água fria no entusiasmo recém-conquistado da torcida brasileira, uma análise isenta leva necessariamente à conclusão de que aquele escrete, mesmo com algumas alterações que Tite deveria ter efetuado (Gabriel Jesus, Fernandinho e Paulinho foram indefensáveis, os jogadores errados na partida errada), caso sobrevivesse às quartas-de-final, só passaria pelos franceses por milagre...

Desde então, a única competição importante disputada por Tite foi a Copa América – e o Brasil ganhou.

Os amistosos caça-niqueis continuaram sendo o que sempre foram, uma completa irrelevância em termos técnicos. Mesmo assim, os bolsonaristas da crônica esportiva satanizaram Tite tanto quanto puderam, num esforço concentrado para derrubá-lo antes das eliminatórias para a próxima Copa, que começarão no semestre que vem.

Face à inexistência de opções tão promissoras assim no Brasil (o mais cotado era o Renato Gaúcho, sobre cujo Grêmio o Flamengo do mister tem passado como um trator...) ou no exterior (os técnicos de ponta dificilmente aceitariam, Sampaoli foi muito pior do que Tite no último Mundial e nada conquistou no Santos, Jorge Jesus seria doido varrido se trocasse a condição de unanimidade no Mengão pela de incógnita na Seleção).

Tite, agora com um elenco bem melhor nas mãos, merece uma segunda chance, tanto quanto Telê Santana em 1986; e ainda é a nossa melhor opção, por mais ruídos que faça a charanga ultradireitista. (por Celso Lungaretti)

JAMAIS EXISTIRÃO FESTAS TÃO COMOVENTES QUANTO AS DOS TIMES DO POVO!

Foi bonita a festa, , fiquei contente!

Lembrei-me do time que mais me empolgou na vida, o da democracia corinthiana. Eu, que ia pouco aos estádios, nunca frequentei tanto o Pacaembu e o Morumbi quanto naquela época. 

Ver Sócrates e Zenon jogando era uma experiência única: em quase todos os lances, a decisão que eu percebia ser a melhor lá do alto da arquibancada correspondia à que eles tomavam no gramado. 

Nunca esquecerei um contra-ataque do Corinthians em que o doutor mirou o tempo todo o ponta-direita, chegou a apontar-lhe para onde deveria correr, então a marcação adversária acreditou e foi junto. Aí, sem um olhar sequer, ele deu um passe perfeito para onde adivinhava que o  ponta-esquerda se encontraria e este, livre e solto, estufou as redes.

Mas, retomando o fio da meada, o timão de quatro décadas atrás e o Flamengo de hoje se assemelharam na concretização da vitória quando os adversários, cansados, já não conseguiam fechar todos os espaços como antes.

A frequência com que aquele Corinthians definia as partidas no 2º tempo sempre me pareceu ter muito a ver com a inteligência privilegiada do Sócrates. Sem preparo físico para correr o tempo todo, certamente ele reservava suas energias para quando poderia ser mais decisivo.
O Fla que acaba de conquistar a América não se programou para fazer isto, mas acabou fazendo. 

Emparedados na primeira etapa pelo esquema tático perfeito do técnico Marcelo Gallardo, os flamenguistas ouviram do seu treinador, no intervalo, as palavras mais oportunas: além de instrui-los sobre detalhes específicos, reergueu-lhes a confiança ao ressaltar que os rivais não aguentariam manter a mesma intensidade durante a partida inteira, então cabia-lhes evitar o desânimo e a afobação, esperando o momento em que as oportunidades inevitavelmente surgiriam.

Mas, como as viradas milagrosas não caem do céu, Jorge Jesus fez sua parte, colocando em campo, na reta final, jogadores com maior poder ofensivo, como Diego e Vitinho.

A única falha de Gallardo acabou sendo fatal: não calculou bem o quanto seus comandados se desgastariam cumprindo o esquema por ele traçado; então, quando o mister foi para o tudo ou nada, desguarnecendo sua defesa, o River Plate já não tinha fôlego nem qualidade para aproveitar bem as brechas surgidas.

Uma primorosa jogada de Bruno Henrique decidiu tudo: chamou quatro adversários para dançar e conseguiu tirar da cartola um passe perfeito para Arrascaeta servir Gabigol, que só teve o trabalho de empurrar para as redes.

Com o empate aos 43' do 2º tempo, já ficou tudo praticamente decidido: se houvesse prorrogação, aquele River que se arrastava em campo seria massacrado por um Flamengo cheio de energia e de confiança.

Não precisou, pois, num esticão para a frente aos 46', um zagueirão argentino vacilou bisonhamente, o outro estava mal colocado e ficou rendido, então o Gabigol fez o que os bons artilheiros são pagos para fazer: não desperdiçou a chance imperdível, chutando com força e convicção onde o bom goleiro Armani jamais conseguiria alcançar.

E veio a maravilhosa festa da nação rubro-negra, tão parecida com a dos alvinegros em Yokohama, sete anos atrás.

Tornei-me corinthiano por acaso, quando mal acabara de completar quatro anos: na primeira vez em que os moleques da rua me perguntaram para qual time torcia, eu, que nunca havia pensado nisso, disparei Corinthians! para manter uma boa imagem. Talvez porque se ouvia falar muito no recém-sagrado campeão paulista de 1954, ou então por ser o time do meu pai. E corinthiano fiquei.
Todos os outros times de que gostei e cujos jogos acompanhei durante certas fases eram times do povo e/ou praticantes do chamado futebol-arte

Na primeira categoria, minha simpatia maior sempre foi pelo Mengão. Até porque o povo que até hoje mais me encantou  e com o qual mais me identifiquei foi o carioca dos tempos em que a cidade era realmente maravilhosa e tinha a maior concentração de brasileiros cordiais de todo o nosso território. 

Hoje, além do Corinthians, assisto tudo que posso do Barcelona, para ver o maior gênio futebolístico do século 21 antes que pendure as chuteiras; e, ultimamente, do Flamengo, que pratica um futebol ofensivo e é capaz de chegar ao gol com jogadas trabalhadas, o que quase todos os grandes brasileiros desaprenderam.

Aqueceu meu velho coração ver neste sábado o povão tão feliz! 

Feliz como estaria sempre se os frutos dos esforços humanos beneficiassem a grande maioria dos seres humanos, sem que uma ínfima minoria de abasta(rda)dos se apropriasse de fatia tão desmesurada do bolo! (por Celso Lungaretti)
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