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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

OS CRÉDULOS O TOMAVAM POR UM BATMAN. DEPOIS DA VAZA-JATO, ELE É VISTO MAIS COMO UM CORINGA...

gregorio duvivier
TRÊS BIOGRAFIAS PARA SERGIO MORO
Querido Sergio Moro, vi que você gosta de ler biografias, mas ainda assim não consegue citar nenhuma. 

Entendo a dificuldade: imagino que esteja muito empenhado tentando salvar a sua. Tomo a liberdade de indicar três obras de não ficção —afinal, de ficção já bastam suas sentenças.

O Tiradentes, do Lucas Figueiredo, conta a vida de um herói nacional —aquilo que você imaginou que viria a ser, antes de virar figurante de chanchada. 

Com base em documentos oficiais, Figueiredo perfila esse preso político, único condenado de fato pela conspiração da qual ele era, coincidentemente, o mais desvalido dos integrantes. 

Seu advogado, dr. Oliveira Fagundes, fez todo o showzinho da defesa e compôs uma peça sólida, ignorada pelo juiz português —que, só se descobriu depois, tinha chegado ao Rio, meses antes, com a sentença já escrita.

Tudo, acredite se quiser, se baseava em delações. O primeiro delator, Joaquim Silvério dos Reis, um dos homens mais ricos e endividados da colônia, teve suas dívidas perdoadas —mais ou menos como você perdoou, duas vezes, o doleiro Alberto Youssef.

A corte também fez vista grossa pros conspiradores do Estado, que não eram poucos. Talvez lhe parecerá estranho, mas lembra que você perdoou até o Onyx. 

Mas, claro, é preciso ser justo: ele se arrependeu.

Vários foram os juízes que condenaram Tiradentes e, ainda assim, ninguém se lembra do nome de nenhum. Isso pode te servir de consolo. Mesmo orquestrando uma farsa que elegeu o homem que hoje te emprega, existem fortes chances de que a história te esquecerá.

Mas talvez esteja cansado de política brasileira. Medo, do Bob Woodward, não é exatamente uma biografia, mas a história das eleições em que um bufão chegou ao poder. 

À sua volta, todos pensam que poderão usá-lo, sem perceber que legitimaram um autocrata que os descartará na primeira oportunidade.

Deviam ter suspeitado: não há papel mais triste —nem mais ingrato— que o de ajudante de bufão.

Pra terminar, vale ler Cartas da Prisão, de Nelson Mandela. A coletânea de cartas publicada pela Editora Todavia conta a história de um líder político que passou 27 anos na prisão após uma condenação. 

Desculpa o spoiler: o sujeito sai da prisão ainda maior do que entrou, e termina presidente do país que o prendeu.

Ah, não está ali o nome do juiz que o condenou. Ufa. (por Gregorio Duvivier)
.
Toque do editor   Tomarei a liberdade de acrescentar um filme à lista das obras que fariam de Moro um homem melhor, se o dito cujo nelas se inspirasse para tentar dar uma improvável volta por cima, após tanto haver feito para arruinar sua biografia.

Trata-se do  O homem que não vendeu sua alma, ganhador do Oscar de melhor filme em 1967, que destacou exatamente a grandeza de um personagem histórico que entregou a vida para não aviltar-se traindo suas convicções: Thomas More. 

O sobrenome é quase igual, mas o comportamento, diametralmente oposto. Além de uma vogal, há um mundo de diferenças entre ambos...

As características pessoais do Moro nunca foram as de um Tiradentes ou de um Mandela, mas um More, sim, ele poderia haver sido, caso tivesse caráter para tanto. 

Enfim, aos 47 anos, ele ainda pode tentar correr atrás do prejuízo. Quem sabe o destino lhe concede uma segunda chance... (por Celso Lungaretti) 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A veja TUMULTUA A ELEIÇÃO COM O FANTASMA DO IMPEACHMENT DE DILMA

O risco contra o qual venho há tempos alertando acaba de se materializar: a veja antecipou em um dia a distribuição da edição 2.397, de forma a colocar a eleição presidencial sob a lâmina de uma guilhotina: a do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. 

É manipulação às escâncaras, um óbvio crime eleitoral. 

A revista normalmente entra em bancas no sábado e tem sua capa e resumo das principais matérias divulgada na noite de 6ª feira. Todo o cronograma foi adiantado em 24 horas, só cabendo uma explicação: o objetivo foi permitir que Aécio Neves aproveitasse a munição nova no debate final da Globo, além de aumentar estrategicamente o prazo para a bomba repercutir, produzindo consequências nas urnas. 

E qual é esta bomba, afinal? Trata-se da atribuição, ao delator premiado Alberto Youssef, da seguinte afirmação, ao ser interrogado por um delegado da Polícia Federal:
— O Planalto sabia de tudo!
O delegado teria perguntado a quem no [Palácio do] Planalto o doleiro aludia, recebendo como resposta: "Lula e Dilma".

Reinaldo Azevedo, o blogueiro mais reacionário da revista mais reaça do Brasil, duas semanas atrás já antecipara que a direita poderia partir para o impeachment, neste parágrafo de sua coluna semanal na Folha de S. Paulo:
Reinaldo Azevedo é o principal arauto do impeachment
"Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida".
Só perfeitos ingênuos acreditarão que ele já não soubesse qual seria a derradeira cartada da veja

Agora, ao trombetear a nova denúncia no seu blogue, ele é mais explícito ainda:
"Se as acusações de Youssef se confirmarem, é claro que Dilma Rousseff tem de ser impedida de governar caso venha a ser reeleita, mas em razão de um processo de impeachment, regulado pela Lei 1.079..."
E, para martelar bem a ideia, ele a repetiu no final do seu post, grifando a ameaça para torná-la ainda mais ribombante:
"Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe".
Evidentemente, os grãos petistas falarão em terrorismo eleitoral, minimizando a possibilidade de os acontecimentos se encaminharem em tal direção.

Mas, se precedentes valem alguma coisa, a permanência de Getúlio Vargas no poder foi duas vezes interrompida por manobras semelhantes:
  • em 1945, os Estados Unidos jogaram todo seu peso de bastidores para forçá-lo (da mesma forma que o argentino Juan Domingo Perón) a deixar o poder; 
  • e, como o ciclo varguista persistiu, com a eleição do poste que ele apadrinhou (Eurico Gaspar Dutra) seguida por sua volta ao Palácio do Catete em 1951, a direita militar exigiu que renunciasse para não ser deposto, tendo ele preferido uma outra opção, o suicídio.
Outro precedente agourento é o de 1964: o PCB subestimou o risco de golpe de estado, não montando nenhum dispositivo militar próprio para defender o mandato legítimo de João Goulart, daí os golpistas terem derrubado o governo com a facilidade de quem tira doce da boca de uma criança.

Se as agora coisas chegarem a tal extremo, a História certamente se repetirá, pois inexiste dispositivo militar autônomo ou contingentes populares preparados para reagirem à altura. O PT não fez a lição de casa.

sábado, 18 de outubro de 2014

UM ESPECTRO RONDA O BRASIL

Este blogue tem, para mim, dupla função: 
  • há textos que publico aqui e também em vários outros espaços cativos de que disponho, além de difundir por e-mails, pois quero que tenham repercussão mais ampla; e
  • há textos que publico apenas aqui, como um tipo de conversa íntima com meu público mais constante.
No segundo caso está este post, na esperança de que permaneça no círculo de meus amigos e leitores de longa data. Os demais poderiam interpretar como terrorismo eleitoral, o que não é.

Quero apenas deixar registrado que me inquietam muito os rumos da sucessão presidencial. Pode vir coisa ruim demais por aí.

Na edição da veja que chegou às bancas neste sábado, a matéria de capa é exatamente a que previ. Desde que os delatores premiados começaram a abrir o bico, eu não tinha nenhuma dúvida de que, no penúltimo sábado antes do 2º turno, a revista faria estardalhaço com sua denúncia mais contundente.

O doleiro Alberto Yousself, diz a revista, acaba de entregar à Polícia Federal provas de que a campanha de 2010 de Dilma foi em parte financiada com dinheiro desviado da Petrobras.

Então, podemos ter a certeza de que, caso Dilma seja reeleita:

  • a oposição entrará em 2015 com um pedido de impeachment, pois o apurado na Operação Lava Jato é suficiente para o respaldar;
  • no ano que vem necessariamente começará um ajuste recessivo na economia, cuja intensidade e duração não é possível prevermos, mas fará, claro, aumentar a insatisfação popular.
A simultaneidade destes dois acontecimentos criará um caldo de cultura propício para golpe de estado. 

Convido os companheiros a refletirem sobre meu alerta, não com antolhos eleitoreiros, mas pensando mais longe. O perigo que nos ronda vai muito além desse duelo de baixarias que passa por ser eleição. E, repito, não podemos ser pegos desprevenidos como o fomos em 1964. 

sábado, 11 de outubro de 2014

A DIREITA JÁ ESTÁ COGITANDO IMPEACHMENT E GOLPE DE ESTADO?

Há internautas que querem encontrar, em todos e quaisquer posts por eles lidos, apenas a reiteração de suas opiniões e mais munição propagandística para fazerem a cabeça alheia. 

Então, cada vez que eu aponto aspectos diferentes de questões tratadas com simplismo e tendenciosidade nas redes sociais, hostilizam-me como a um herege. E, quando eu lanço um alerta a respeito de algo que quero evitar, eles, em seu assustador primarismo, acreditam que eu esteja torcendo para que tal coisa aconteça. É de desanimar.

Por que minhas análises costumam ser bem diferentes do ramerrão? Por vários motivos, mas vou citar os principais:
  • aos 18 anos, como combatente de uma das principais organizações de resistência à ditadura militar, fui incumbido de criar e chefiar o primeiro serviço de Inteligência da guerrilha brasileira. Até então, como qualquer leitor comum, eu buscava na imprensa apenas as informações, interpretações e opiniões que coincidiam com meus pontos-de-vista. Para bem cumprir a minha nova missão, tive de aprender a acompanhar todo o noticiário e, mesmo nos veículos reacionários por excelência, garimpar informações úteis. Ou seja, a ler criticamente tais veículos e filtrar aquilo que interessava à VPR;
  • depois, em 31 anos de exercício do jornalismo profissional, continuei aprimorando-me na arte de entender o inimigo para melhor o combater.
Então, acho hilário comentaristas tentarem me desqualificar porque tenho a Folha de S. Paulo como uma das minhas principais fontes de informação. Ora, o que, a partir dela, consigo captar dos bastidores políticos é de valor inestimável para mim.

E, longe de o jornal da ditabranda cooptar-me para suas posições, sou um dos cidadãos que melhor o questiona, que mais vezes dele arrancou retratações e que sistematicamente tem seus direitos como leitor e como personagem histórico escamoteados pela Redação e pelos sucessivos ombudsmans.

Da mesma forma, leio atentamente o Reinaldo Azevedo e um sem-número de vezes fiz artigos devastadores rebatendo seus textos, sem que ele jamais ousasse responder. 

P. ex., o RA acaba de qualificar a VAR-Palmares de terrorista, repetindo a falácia do Ternuma e dos sites que abrigam os remanescentes daqueles que foram os verdadeiros e únicos terroristas dos anos de chumbo no Brasil: os terroristas de estado. Quem pega em armas contra ditadores (e isto é reconhecido desde a Grécia antiga!), nada mais faz do que resistir à tirania. 

É como a ONU, o Direito dos povos civilizados e todos os cidadãos conscientes encaram a questão. O que RA e os reaças em geral repetem à exaustão não passou de uma jogada propagandística arquitetada pelos serviços de guerra psicológica das Forças Armadas no auge do pior totalitarismo que o Brasil já conheceu. Era só pra enganar trouxas; e há raposões que, repetindo tal infâmia, continuam enganando trouxas até hoje.

Infelizmente, o mestre da propaganda enganosa da direita às vezes está certo em sua refutações da propaganda enganosa petista. Considero vergonhoso que os do nosso lado apelem para a demagogia mais rasteira e mais facilmente refutável, como a afirmação, tantas vezes repetidas por Dilma Rousseff, de que FHC teria quebrado o Brasil três vezes.

Talvez por me irritar profundamente a maneira como a presidenta se ufana de haver botado as contas com o FMI em dia --sempre preferi a posição do Brizola, de confrontar o principal cão de guarda dos interesses capitalistas--, confesso que não havia, até agora, atentado para este aspecto. 

Mas, como me interessa conhecer sempre a verdade, jamais me alinhando com mentiras amigas, fiz uma busca virtual e acabei constatando que o Brasil quebrou (entrou em moratória) apenas uma vez, sob Sarney; e que pedidos de socorro financeiro ao FMI não equivalem a quebras. Este artigo esclarece bem a questão.

Sei que pouco ou nada adiantará eu haver apontado aqui mais esta forçação de barra panfletária, assim como devo ter sido o primeiro a desmascarar o jogo sujo de apresentarem uma herdeira como banqueira, embora ela jamais tivesse exercido tal atividade. E estou consciente de que poucos esquerdistas da atualidade dão à verdade e à transparência a importância que eu dou. [Aliás, também aos direitos humanos, para meu enorme pesar. Será que as novas gerações precisarão sofrer na carne as consequências da privação dos DH, como nós sofremos, para passarem a conferir-lhes o peso devido?!]

Se a única opção para eu permanecer na esquerda fosse coonestar falsidades, eu preferiria passar o resto dos meus dias numa ilha deserta. Meus paradigmas jamais foram Goebbels ou Maquiavel, mas sim Marx, Proudhon, Trotsky, Rosa Luxemburgo, Gramsci e que tais.

Para finalizar, eis um trecho de artigo do RA que não deveria ser ignorado como foi, nem tido tão-somente como mais do mesmo besteirol de sempre:
"Prestem atenção! Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef mal começaram a falar. A depender do rumo que as coisas tomem e do resultado das urnas, o país voltará a flertar, no próximo quadriênio, com o impeachment, somando, então, a crise política a uma economia combalida."
A pergunta é: trata-se apenas de uma conjetura do RA ou, com seus óbvios acessos a fontes direitistas, ele está antecipando qual será a cartada seguinte, já decidida por nossos inimigos? 

Enfim, dependendo do resultado de 26 de outubro, teremos de estar muito atentos para a possibilidade de que logo seja apresentado um pedido de impeachment da Dilma; e de que em seguida, aproveitando a conjugação das crises econômica e política, os suspeitos habituais façam uma tentativa golpista. 

O que não podemos é ser novamente surpreendidos sem nenhum esquema preparado para reagirmos, como o fomos em 1964. Aliás, este é um calo que me dói muito, pois a minha geração depois se imolaria como consequência da leviandade dos que, subestimando a quartelada anunciada, permitiram que os militares os escorraçassem do poder com um piparote.

domingo, 28 de setembro de 2014

PT PODE TER PARTICIPADO DO ASSALTO AOS FUNDOS DE PENSÃO DE ESTATAIS

Enquanto a campanha de Dilma Rousseff insufla nos eleitores o medo daquilo que, segundo sua versão distorcida e falaciosa, Marina Silva faria se eleita, o noticiário mostra o que o PT tem realmente feito em seus três mandatos presidenciais consecutivos. É chocante ao extremo.

Quem acompanha o meu trabalho sabe que considero a corrupção inerente ao capitalismo e impossível de ser erradicada enquanto não dermos um fim à exploração do homem pelo homem, daí eu sempre ter evitado me alinhar com a bandeira do combate à dita cuja -até mesmo em 2008, quando boa parte da esquerda oportunisticamente tomava partido na guerra de gangues que se travava nos bastidores do poder, entre os esquemas favorável e contrário à fusão de duas grandes empresas de telecomunicações.

Mas, a reportagem de capa da Folha de S. Paulo deste domingo, 28 (cuja íntegra pode ser acessada aqui) embute uma acusação que, caso sua veracidade seja confirmada, é a mais grave que se fez até hoje ao PT, pelo menos para a sensibilidade dos homens de esquerda: a de ter levado os fundos de pensão da Petrobrás e dos Correios a investirem em papéis podres de empresas fantasmas ligadas ao doleiro Alberto Youssef, causando-lhes prejuízos de dezenas de milhões de reais.

Já me deixava profundamente enojado o fato de o PT haver se envolvido com personagens da estatura moral de Marcos Valério, Henrique Pizzolatto, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, 

Agora, se o Partido dos Trabalhadores tiver mesmo participado do roubo de recursos destinados à complementação da aposentadoria dos trabalhadores, aí será melhor mudar de nome (Partido dos Criminosos do Colarinho Branco?). Ou se refundar. Ou se dissolver.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

BOMBA! EX-DIRETOR DA PETROBRÁS TERIA DEDURADO À PF 62 POLÍTICOS DO PT, PMDB E PP. É O MENSALÃO 2?

Segundo notícia divulgada às 18h03 no site da Folha de S. Paulo, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria fornecido à Polícia Federal os nomes de um governador, 12 senadores e 49 deputados, acusando-os de receber 3% do valor dos contratos firmados pela Petrobrás entre 2004 e 2012.  

Costa, que firmou um acordo de delação premiada para escapar de uma possível condenação a mais de 30 anos de prisão, foi responsável pela obra mais cara da Petrobras, a refinaria Abreu e Lima (PE), cujo preço final pode ultrapassar R$ 40 bilhões. Segundo a Polícia Federal, os contratos eram superfaturados e o sobrepreço, repassado pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef. O doleiro, por sua vez, cuidaria da distribuição do suborno aos políticos, todos do PT, PMDB e PP.

Duvido que se confirme a previsão de Costa --ele disse que, se abrisse o bico, não haveria eleição neste ano--, mas se trata de uma notícia que poderá exercer enorme influência no resultado eleitoral. Caso seja confirmada, estaremos diante de um mensalão 2, capaz de provocar um tsunami no quadro político.

Salta aos olhos que a informação, se verdadeira, terá sido vazada no momento mais conveniente possível para os adversários do governo.  E, claro, não por acaso.

Mas, os companheiros petistas deveriam estar cientes de que partidos de esquerda precisam governar com as massas e para as massas, caso contrário não terão quem os defenda desses golpes de mestre da direita. Ao decepcionar a militância idealista e, falemos claramente, revolucionária, o PT se  tornou tão vulnerável que agora pode ser melancolicamente abatido nas urnas, sem necessidade dos antiquados golpes de estado. 

Será que os grãos petistas decidirão finalmente tirar seu craque do banco de reservas? Lula é o único que talvez ainda consiga segurar esta onda. Com Dilma, a derrota é certa. Quem viver, verá.
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