quarta-feira, 21 de maio de 2025
DÚVIDA CRUEL: NÃO SEREMOS NÓS TAMBÉM IMITAÇÕES DE SILICONE?
terça-feira, 13 de agosto de 2024
A EROSÃO CAPITALISTA E A FALSA DICOTOMIA ECONÔMICA
A relação social sob a forma-valor consiste na sua mediação pelo critério de se atribuir a objetos inanimados, transformados em mercadorias servíveis ao consumo, uma valoração econômica medida pelo tempo de trabalho abstrato - outra mercadoria - usado para a fabricação de produtos tangíveis ou serviços.
Valor, portanto, é a transformação do tempo de trabalho abstrato em um padrão monetário qualquer - ou mesmo numa mercadoria eleita para servir de moeda, como no início do escambo - medido e somado na produção de outra mercadoria.
É a apropriação indébita pelo capital do tempo de trabalho abstrato aquilo que permite a acumulação da riqueza abstrata, que Marx chamou de extração de mais-valia. Portanto, não há que se glorificar o trabalho abstrato e nem o trabalhador explorado por esse mecanismo escravizador, mas condenarmos todas essas categorias capitalistas à superação como forma de se eliminar o mecanismo fundamental do capital.
No mundo capitalista, petróleo ou diamantes, ou quaisquer outras substâncias, até mesmo um calcáreo abundante, uma vez detectados como existentes na natureza, enquanto não extraídas pelo trabalho abstrato e destinadas ao mercado, são apenas riquezas materiais com potencial de se transformarem em riquezas abstratas quando, e se, forem aptas a serem levadas ao mercado e por este absorvidas.
Tal circunstância, como vimos, qual seja o trabalho abstrato usado na fabricação mercantil, hipostasia ou incorpora aos objetos transformados em mercadorias uma mensuração abstrata quantitativa numérica por um padrão monetário qualquer representativo de valor - ou devia ser, porque hoje o mundo capitalista em colapso gira com moedas fiduciárias dissociadas do valor denunciando a iminência da hora da verdade e sua hecatombe social.
A escassez ou abundância das mercadorias no mercado diante das dimensões dos seus usos, definem, sob a regra capitalista denominada “lei da oferta e da procura”, o preço de cada uma delas. Portanto, valor, tempo de trabalho abstrato, é categoria capitalista diferente de preço, que é categoria capitalista derivada do seu fluxo de comercialização no mercado, esta última como instância e categoria capitalista conhecida como o altar do sacrifício humano onde se materializa todo o processo de exploração do capital.
Não há como se conviver com o mercado e suas mercadorias e se considerar como não capitalista qualquer sociedade onde essas categorias capitalistas existam; é por isso que a China jamais foi comunista, e nem tendente a sê-lo, mas apenas uma forma política diferente do capitalismo liberal burguês republicano.
A relação social capitalista nas sociedades mundo afora e seus caráteres se definem como tal pelo modo de produção que lhes são imanentes, como dizia corretamente Karl Marx. Se se produz mercadorias como critério de relação social, a sociedade que assim procede é capitalista.
Sob o critério da produção de mercadorias, portanto, de valor advindo do trabalho abstrato por ele remunerado e de quantitativo de valor destas mesmas mercadorias, podemos afirmar que em todos os poros das sociedades modernas, independentemente das formas políticas existentes na face da terra, somente existem sociedades capitalistas.
Tal definição abrange todos os poros das sociedades mundo afora, que vão desde a Coréia do Norte à Cuba; da Rússia à China; dos Estados Unidos à Alemanha; da Inglaterra à França; de Portugal à Espanha; da Nicarágua à Venezuela; da Arábia Saudita à África do Sul, etc.
É aí que reside o problema do fracasso dos modelos políticos adotados e vigentes mediante critérios de produção que têm como base o trabalho abstrato extrator de mais-valia, que como disse - corretamente, cinicamente, acriticamente e sem o menor pejo, o economista burguês Adam Smith há mais de 200 anos, “onde há grande propriedade, há grande desigualdade. Para um muito rico, há, no mínimo, quinhentos pobres, e a riqueza de poucos presume da indigência de muitos”.
A apropriação da riqueza produzida pelo trabalho abstrato, primeira célula componente da forma do valor, e aquela que viabiliza a apropriação e acumulação autotélica pelo próprio capital de parte da riqueza socialmente produzida, faz com que o sistema produtor de mercadorias, seja ele politicamente estatista ou liberal, obedeça à lógica necessariamente cumulativa de um processo de reinvestimento de capital, ou seja, de acumulação de si mesmo constante e crescente, ad infinitum, sem capacidade de sua distribuição equitativa, deixando um rastro de pobreza e iniquidades que ora se agravam pelas contradições que são próprias à sua equação irresolúvel.
A doxa socialista entendeu, equivocadamente - ou não quis entender - que poderia repartir o bolo da riqueza abstrata socialmente produzida a partir do estado proprietário dos meios de produção e extrator de mais-valia, sem compreender a lógica funcional cumulativamente excludente e escravista de um modo de produção que dá ordens ditatoriais ao próprio estado e seus eventuais governantes.
A esquerda heroica, bem-intencionada e com propósitos revolucionários, jamais compreendeu a força ditatorial das categorias capitalistas no interior dos países socialistas, ditos proletários e proprietários dos meios de produção e sua disfuncionalidade para os objetivos pretensamente anticapitalistas que supostamente existiriam a partir dos seus comandos políticos - Maduro, por exemplo, se jacta de ter sido motorista de ônibus, trabalhador, como se isso lhe conferisse isenção de culpas, sem desconfiar que trabalhador e trabalho jogam água no moinho capitalista.
Algo assim como se querer que um invólucro maior caiba num recipiente menor. A consequência de tal incompreensão criou comportamentos inadmissíveis como a perseguição a quem ousasse questionar determinadas práticas flagrantemente impopulares, admitidas como se fossem males-necessários aos pretensos e libertadores objetivos maiores a serem conquistados, e que de concessões em concessões acabaram por desembocar na economia liberal de mercado capitalista sem um tiro sequer.
Aprofundar estudos sob a negatividade da forma-valor é tema historicamente proibido na esquerda. Exemplos de tais posturas anticientíficas e intolerantes para com a análise e combate anticapitalista, vêm de longe, e rendeu a economistas marxistas muitas perseguições, como é o caso de Isaak Rubin, autor do importante livro A teoria marxista do valor, de 1923, alvo da perseguição e condenação à morte nos expurgos stalinistas de 1937.
É que poder político vertical combina com o poder econômico induzido pela produção de mercadorias. O valor é o deus das relações sociais de produção de mercadorias que necessitam de poderes políticos que lhe sirvam quaisquer que sejam as suas formas; o valor abstrato e sua lógica socialmente materializada é quem governa os governantes.
Uma relação social baseada num modo de produção imune à lógica do valor, por assim ser, estabelece controles de base e estímulos mais diretos da produção social coletiva de bens necessários ao consumo por não ter a hierarquização vertical política e econômica própria a uma relação social monetizada na qual são números abstratos que comandam a vida real, material, e fogem do controle de quem produz mercadorias onde impera regras próprias absolutistas.
A escravização direta imperial, e mesmo feudal-monárquica de antes, exigia um Faraó ou um monarca absolutista; a república, forma jurídica derivada das relações sociais capitalistas, substituiu o monarca de antes por um deus abstrato, o valor que gera capital, tipo de governante absolutista abstrato que manipula a institucionalidade descentralizada em poderes executivo, legislativo e judiciário e lhe servirem obedientemente.
É nesse sentido que a forma jurídica estatal, assentada sobre critério de produção de mercadorias e, portanto, propiciadora da acumulação da mercadoria valor-dinheiro que se transforma em capital, qualquer que seja ela, de maior ou menor conteúdo humanista, guardam dessemelhanças políticas de base como espécies de um mesmo gênero político, mas sob uma mesma identidade econômica que se caracteriza como falsa dicotomia quando se propõe como modelo político de antítese do capitalismo liberal do laissez faire, laissez passer, le monde va de lui-même ("deixe fazer, deixe passar, o mundo funciona por si mesmo", lema liberal).
Tal fato promove maiores convergências do que divergências substantivas no campo político, sejam elas entre um Trump e um Joe Biden; entre uma Corina Machado e um Nicolás Maduro; entre um Javier Milei e um Alberto Fernandez, que apenas se dessemelham nas definições de prioridades governamentais dentro daquilo que lhes é possível se dessemelhar, mas sem jamais desobedecer as regras impositivas da administração das finanças estatais sob pena de efeitos colaterais econômicos graves, dependentes que são da produção de valor através das mercadorias.
Entretanto, quando o capital em crise disputa espaço entre nações que se sentem atingidas economicamente, há sempre um comando belicista do interesse do capital que propicia as guerras político-econômicas como agora vivemos, e que nos mostra um mundo conflagrado - ainda hoje as ameaças de uma escalada no mundo árabe-judeu; na União Europeia e Rússia por conta da invasão da Ucrânia; e até a cobiça pelas ricas terras da Guiana, em Essequibo, entre a Venezuela e o império britânico.
O capital é uma guerra de concorrência de mercado entre desiguais econômicos protetorados pelas nações que, não raro, derivam para uma guerra bélica na qual morrem peões inocentes, patrióticos ou não.
Portanto, vale dizer que não interessa quem ganhou ou perdeu as eleições venezuelanas; qualquer que seja o resultado das eleições de lá havidas em 3 de agosto o seu povo vai sair derrotado, até que ele mesmo tome seu destino nas próprias mãos e sob critérios emancipatórios de vida social fora da forma valor. (por Dalton Rosado)
segunda-feira, 24 de junho de 2024
ULTRALIBERALISMO DO BUFÃO ARGENTINO BISARÁ FIASCO DO CONGÊNERE BRASILEIRO
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| Sindicatos protestam contra a carestia no fim de 2023... |
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
AS CONSTITUIÇÕES REPUBLICANAS BURGUESAS ESTÃO OBSOLETAS. HORA DE PENSAR ALGO NOVO!
É comum ver-se hoje por parte de políticos de todos os matizes, juristas e personalidades da vida cultural e econômica a referência ao comportamento republicano como sinônimo de correção e virtude.
Até os brasileiros mais simples, aqueles que têm salário médio abaixo de R$ 2.900,00, que se constituem como a grande maioria, conforme nos informa o IBGE, já aprenderam - mesmo sem saber o porquê e induzidos que foram - que comportamento republicano é sinônimo de coisa boa.
A lei maior do nosso país, também conhecida como carta magna, ou seja, a Constituição da República Federativa do Brasil, como o próprio nome indica, está a se qualificar como republicana.
Dessa forma, as regras sociais estabelecidas pela Constituição, e demais leis dela derivadas, obedecem ao conceito histórico do republicanismo social que passou a ser adotado pelo mundo ocidental a partir da revolução francesa que se constitui como marco inicial desta forma de organização política e econômica de relação social.
Estabelecida a regra fundamental de relação social, devemos, todos, nos comportar dentro dela, sob pena de cometermos desvios que vão desde uma mera infração ao crime previsto na legislação ordinária.
Na República atual, o crime original da usura capitalista é virtude descriminalizada.
Mas a vida social é dinâmica e, do mesmo modo que um dia tal dinamismo social se mostrou capaz de introduzir na vida dos povos a visão republicana, mercantil, capitalista, com produção social autorizada prioritariamente a partir da extração de mais valia em tempo-valor, gerando organização jurídico-constitucional sob tal critério, observamos hoje o mesmo dinamismo social que denuncia a existência de fissuras capazes de rachar o dique do republicanismo pretensamente elogiável e inquestionável.
Na Europa, um tumultuado processo de idas e vindas experimentados no século 19 terminou por consolidar o iluminismo republicano burguês diante do escravismo direto que, além de causar repulsa humanista por sua crueldade, era contrário aos interesses emergentes de extração de mais valia.
A crueldade do escravismo direto foi então combatida pela hipocrisia do escravismo indireto do trabalho abstrato, substância primária da forma-valor.
As constituições monárquicas, absolutistas, ainda que constitucionais com existência de parlamento e judiciário, como a do Brasil Império, tinham uma alma fisiocrata, própria ao período em que a terra produtora de alimentos e outros bens vegetais e minerais predominava como referência fundamental de riqueza material e poder político feudal, monárquico, aristocrático e eclesiástico.
O desenvolvimento mercantil, capitalista, aos poucos foi criando condições ideológicas alicerçadas na doutrina iluminista que procurava adequar tudo aos novos tempos de produção industrial em desenvolvimento e estabelecendo critérios de organização jurídico-constitucional consentâneos com a nova ordem de produção de mercadorias.
Como disse corretamente Karl Marx, é o modo de produção social aquilo que define o caráter das sociedades.
Assim, com o advento do processo de urbanização industrial, e antes mesmo da primeira revolução industrial ocorrida na Inglaterra com a máquina a vapor, cujos sintomas se evidenciaram mais claramente por volta de 1850, estavam dadas as condições para o surgimento do republicanismo burguês.
O interesse mercantil crescente nos países que se industrializavam exigiu o estabelecimento de fronteiras nacionais que definissem questões de organização da produção de mercadorias num espaço jurídico-constitucional definido. A pátria e o estado nacional definido eram então capitalistas - allons enfants de la patrie...já cantava a Marseillaise.
O interesse nacional mercantil necessitava da dinâmica da produção de valor sem a qual sucumbe, e com ele vieram:
- os impostos em dinheiro;
- infraestrutura de abastecimento de água, energia e estradas, incentivos fiscais para a produção mercantil;
- a força militar nacional bem estruturada;
- os financiamentos bancários - surgimento do capital fictício em grande escala - e capaz de defender os interesses nacionais, e tudo o mais que significasse apoio ao desenvolvimento econômico capitalista.
Assim, os estados nacionais como hoje os conhecemos é a resultante direta do desenvolvimento capitalista então nascente e que vem sendo adaptado constitucionalmente - a criação de blocos econômicos continentais obedece ao mesmo critério de interesses - com as conquistas civilizatórias antes inexistentes e havidas ao longo do tempo como voto universal e 40 horas de trabalho semanal, etc.
Mas a dinâmica da dialética do movimento social criou novos conceitos de produção social que bem demonstram as contradições dos fundamentos capitalistas e suas mazelas segregacionistas.
Não é por menos que é o próprio Adam Smith, pai do liberalismo clássico burguês, afirmou que “onde há propriedade, há grande desigualdade. Para um muito rico, há, no mínimo, quinhentos pobres, e a riqueza de poucos presume da indigência de muitos”.
Ora, se o capitalismo é este conjunto de fatores que promove segregação social, há também a negatividade intrínseca ao crescimento rabo de cavalo, ou seja, ele cresce para baixo, negativamente, prenunciando:
- ilhas de prosperidade em meio ao oceano de pobreza insuportável;
- autodestruição da forma e conteúdo;
- destruição da vida social pela barbárie;
- falência do Estado;
- autofagia da guerra de conquista pelo mercado ou pelas armas;
- paralisia depressiva do crescimento empacado por seus próprios limites de expansão;
- predação ecológica suicida - inafastável sob tais fundamentos;
etc.,
Resta evidente que o republicanismo burguês, que é imanente do ponto de vista da forma jurídico-constitucional a este modo de produção social, atinge, concomitantemente ao objeto a que se destina, um ponto de obsolescência que hoje fica cada vez mais perceptível, sem sentido, e sem que se possa ou se queira questioná-lo, como se o defunto pretensamente virtuoso tivesse que caber no caixão independentemente do tamanho dos dois - modo de produção social e forma jurídico-constitucional.
Atingimos o estágio do desenvolvimento do saber tecnológico que torna ridículo aquilo que sempre serviu de combustível para a permanência da relação social pela forma-valor: a mercadoria trabalho abstrato assalariado mensurado em valor, bem como todas as outras mercadorias dele resultante, mensuradas pelo mesmo critério de tempo-valor necessário para a sua fabricação, e nelas coaguladas, hipostasiadas ou incorporadas.
Já se produzem, numa proporção crescente, muitas mercadorias com o uso diminuto do trabalho abstrato - trabalho vivo - substituídas pelas máquinas e robôs - trabalho morto -, circunstância que denuncia a dispensa de custos de produção em valor - dessubstancialização do valor -, processo que denuncia a contradição entre forma e conteúdo da qual falamos.
Vejamos o exemplo de uma contradição fundamental.
Deseja-se a produção crescente de valor, uma abstração numérica que se hipostasia num objeto concreto transformado em mercadoria - concreta, pelo valor de uso, e abstrata, pelo valor de mercado -, mas ao mesmo tempo se diminui o valor desse objeto-mercadoria, e se reduz a massa global de valor e a capacidade de compra pelo desemprego estrutural, ainda que o valor e preço, que são duas coisas diferente, estejam se reduzindo; e com isso se mata a galinha dos ovos de ouro, o próprio capital.
Ora, é evidente que caminhamos para a necessidade de estabelecermos um novo modo de produção social adequado às exigências tecnológicas do saber aplicado à produção, e são muitos os exemplos dessa ocorrência - o carro elétrico é um dos mais recentes e eloquentes -, e para termos um novo modo de produção fora da forma-valor, faz-se necessária a criação de um estatuto jurídico-constitucional que lhe seja imanente.
É por essa razão que aqui denunciamos a constituição republicana como obsoleta e que cada vez mais se torna evidente o seu caráter segregacionista e injusto de sempre. O agir de modo republicano é, desde sempre, corroborador da injustiça, e não da correção da virtude e comportamentos da boa moral e da boa ética.
Em breve publicaremos a proposta de Constituição Comunitária Emancipatória, já em fase de conclusão. Aguardem! (por Dalton Rosado)
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
QUANDO 15 ANOS VÃO ALÉM DO TEMPO CRONOLÓGICO
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| Como a indústria cultural inculca em seus públicos uma obsessão pelo dinheiro acima da própria vida... |
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| ...além de estimular incessantemente o conservadorismo, o consumismo e a obediência... |
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| ...cabe aos blogueiros de esquerda despertarem explorados e iludidos dessa lavagem cerebral! |
quarta-feira, 5 de julho de 2023
O CAPITALISMO JÁ FOI SELVAGEM, LIBERAL, MONOPOLISTA, ESTATIZANTE, NEOLIBERAL, ETC. HOJE É APOCALÍPTICO...
Quanto aos segundos, o que mais têm inspirado são propostas de humanizar o capitalismo, como se a social-democracia já não tivesse tentado isto em épocas muito mais favoráveis e, ainda assim, fracassado. Não será agora, com o regime da exploração do homem pelo homem se esfacelando a olhos vistos, que se conseguirá convencer os exploradores a ficarem bonzinhos e nos explorarem menos.
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
NÃO HÁ MÁGICA CAPAZ DE TRANSFORMAR A SUBTRAÇÃO DOS EXPLORADOS EM ADIÇÃO DE RIQUEZA PARA A MAIORIA DELES – 3
O governo FHC, mesmo privatizando tudo que tinha direito e socorrendo os bancos falidos no pós-Plano Real (lembram-se do Proer?), os problemas afluíram, como não podia deixar de ser nesta província capitalista territorialmente fértil e gigantesca chamada Brasil.
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| Uma foto emblemática: o neoliberal e a gerentona |
Hélio Beltrão considera Boçalnaro e Guedes como traidores porque não entende que há uma incompatibilidade eleitoral entre os interesses do capital (que quer um Estado enxuto e a seu serviço) e a população empobrecida por este mesmo capital. Esta, embora eleitoralmente manipulada, sempre escolhe o que lhe pareça menos ruim, o que lhe é eleitoral e democraticamente facultado.
Ademais, a economia de mercado e seu regime de guerra concorrencial impelem os produtores de valor à predação ecológica na busca pela sobrevivência. É o limite externo ecológico que agora incide sem seletividade social e sob a forma desse aquecimento global que nos atinge a todos indistintamente, ainda que os pobres sofram mais.
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