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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

NÃO POUCOS PSIQUIATRAS CONSTATAM NO BOZO PSICOPATIAS E PROBLEMAS MENTAIS QUE O INCAPACITARIAM PARA O CARGO

juan arias
SADISMO DE BOLSONARO COM A VACINA
 CHEGA AO LIMITE DA LOUCURA
Enquanto o mundo inteiro sonha com a vacina como única solução para sair do pesadelo em que vive, o presidente Jair Bolsonaro zomba dela publicamente. 

Assim como no início da epidemia ele ria dizendo que era apenas uma gripezinha (que já causou quase 200 mil mortes), agora ri da vacina com seu sadismo habitual que parece gozar com a dor das pessoas. Acaba de dizer que não haverá vacina suficiente para todos. Além disso, acrescentou, não faz falta porque a epidemia está acabando

Ele não entende que o mundo inteiro está preocupado porque a segunda onda da covid-19 já chegou com uma virulência 70% maior, o que levou as autoridades mundiais a afirmar que em janeiro, depois das festas, a epidemia poderá ser assustadora. Por isso, na maior parte do mundo, as autoridades proibiram as festas públicas de Natal e de fim de ano.

E o pior do presidente brasileiro é que, enquanto o mundo está em pânico com o crescimento da pandemia que está amargando o fim de ano em que todos nós sempre desejamos um ano melhor, ele não só continua negando as evidências como até se concedeu a liberdade de fazer piadas homofóbicas sobre a vacina. 

É um caso único no mundo em meio à tragédia que vivemos. Chegou a caçoar de quem toma a vacina, dizendo entre gargalhadas que nascerá barba nas mulheres, que os homens vão começar a falar fino ou que as pessoas vão virar jacarés .

Que Bolsonaro carece completamente não apenas de empatia com a dor alheia e com aqueles que sofrem já não é um mistério. Ele vai além, a ponto de parecer simplesmente insensível às lágrimas das pessoas. Isso está levando não poucos psiquiatras a pensar que se acumulam nele vários problemas de tipo psíquico e até de psicopatia que o tornariam alguém inviável para dirigir o país.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o acusou publicamente de mentir à nação, o que em qualquer país civilizado seria motivo para retirá-lo do cargo. E não é que minta todos os dias, mas que tenha feito da mentira uma de suas armas de defesa.

Como um obsessivo, Bolsonaro hoje tem, segundo os analistas políticos, apenas duas preocupações: salvar os filhos e a família das graves acusações de corrupção e se reeleger em 2022. 
Todo o resto —a crise econômica, o aumento da fome no país, a dor dos que morrem na epidemia— não lhe interessa. Chegou até a usar a Abin, a agência de inteligência brasileira, para sua defesa, algo que em qualquer democracia normal seria um crime imperdoável.

Enquanto isso, e para se blindar contra um impeachment, está sendo criada uma couraça de defesa que engloba todas as forças de segurança do Estado. Ele encheu de privilégios todos os segmentos da polícia e do Exército e até das milícias que sempre estiveram ao seu lado.

Na 6ª feira (18) aconteceu uma cena terrível. Ele fez um discurso feroz contra os meios de comunicação aos comandantes da Polícia Militar. Disse-lhes que a imprensa e as televisões independentes estão todas contra eles, que são seus maiores inimigos, tentando desprestigiá-los perante toda a polícia, a qual encorajou a buscar informações nas redes sociais porque os meios de comunicação estão contra ela, só mentem e seriam seus piores inimigos.

Desta forma, e com seu amor quase sexual pelas armas, Bolsonaro está se preparando para que, num momento de desespero, possa recorrer às Forças Armadas em sua defesa, enquanto continua defendendo a ditadura. 

Acaba de dizer que nas prisões da época até os terroristas eram tratados com respeito. Nada de novo, pois, desde que era um obscuro deputado, defendia a tortura e, se acaso acusou a ditadura, foi por ter perdido tempo torturando, já que deveria tê-los simplesmente matado

Os sentimentos de Bolsonaro desaguam sempre no culto às armas, no ódio à democracia e no desprezo pelas liberdades. Todos os ingredientes dos velhos caudilhos.

Há quem tema que Bolsonaro, incomodado com as instituições independentes da República, esteja cansado de ter que harmonizar seu governo contando com elas.

A crescente desconfiança em relação aos demais Poderes do Estado, que ficou clara em suas turbulentas relações com o Supremo Tribunal Federal e com o Congresso, aos quais desejaria ter a seus pés e que já ameaçou fechá-los, revela que sua própria essência de político é ter um poder absoluto com as instituições a seus pés.

Nasce daí nos analistas políticos o temor de que, se as forças democráticas não se unirem em 2022 para tirá-lo do poder, seu segundo mandato poderá ser muito mais autoritário e ele até poderia aproveitar para dar um golpe com o qual sonha desde que chegou ao poder, sem perceber que na política não se pode trabalhar como nos quartéis.

A política é a arte do compromisso e conjugar a liberdade das diferentes instituições, caso contrário é a morte da democracia. E Bolsonaro sempre foi alérgico a mediações e a saber conviver com o diálogo.
Com tudo isso, se começa a pensar que se o presidente continuar em seu atual mandato a boicotar abertamente as instituições, com ausência de empatia com as dores da nação, trancado em seu labirinto de autoritarismo e mentindo como até agora, as outras instituições democráticas deveriam começar já a buscar uma forma de retirá-lo de um poder para o qual, nestes primeiros dois anos de mandato, está se revelando totalmente incapaz, causando um caos com seu governo negacionista em todos os espaços.

O Brasil é maior que seus políticos. É um país que merece respeito e não pode estar nas mãos de uma pessoa que humilha todos os dias o seu povo, que mente com a maior desenvoltura, que não é capaz de organizar a economia, que ignora os problemas estruturais do país. 

Um presidente que zomba dos direitos humanos, que mente com o maior descaro e continua a caçoar do racismo estrutural de que o país ainda sofre, bem como dos direitos da mulher, e que não demonstrou num só instante um sentimento de compaixão com a perseguição aos diferentes e a todos aqueles que o capitalismo insensível está arrastando todos os dias para a pobreza, a fome e a violência. (por Juan Arias, no jornal global El País)
TOQUE DO EDITOR – Tenho o máximo respeito pelo Arias como jornalista e ser humano (trata-se de um imprescindível!). Então, é cordialmente que me permito discordar de um alguns pontos deste seu excelente artigo.

Também considero o Bolsonaro absolutamente nocivo, sem o mais remoto equilíbrio psíquico que um presidente precisa ter e um dos piores seres humanos de cuja repulsiva existência tomei conhecimento em minhas sete décadas de vida.

Discordo de que as instituições da democracia burguesa (mesmo elas!) devessem começar agora a pensar em tirá-lo do poder. 

Era para terem tirado a única conclusão cabível face às evidências dos fatos já em 2019, impichando-o o quanto antes, pois cansava de insuflar e estimular um golpe de Estado ultradireitista. 

E o imperativo de seu afastamento se deve a dois motivos muito mais fortes: 
— as dezenas de milhares de mortes evitáveis que ainda causará com sua sabotagem ao combate científico à pandemia; e
— outros tantos óbitos  (talvez muito mais que os da covid-19!) que provocará quando, com a mesmíssima ignorância, incompetência e primarismo fanático, estiver no ano que vem às voltas com a pior depressão econômica da História deste país.

Quanto à eleição de 2022, é a última das preocupações: com o Bozo destruindo o Brasil como está, a explosão social virá muito antes, mandando o calendário eleitoral pelos ares. 
E, infelizmente, os poderosos parecem ser os únicos que ainda podem evitar tal desfecho, que não só maximizará o atual genocídio de brasileiros, como também afetará o que mais interessa a eles: seus sagrados lucros.
(por
Celso Lungaretti)

domingo, 13 de dezembro de 2020

JÂNIO DE FREITAS DÁ A DICA: "SUA CONDUTA NA BALBÚRDIA DA VACINA BASTA PARA JUSTIFICAR IMPEACHMENT DE BOLSONARO"

Impossível imaginar o que falta ainda para a única providência que salve vidas 
quantas, senão muitos milhares? da sanha mortífera de Jair Bolsonaro. Mas não é preciso imaginar a indecência da combinação de elites e políticos, para ver o que e quem concede liberdade homicida em troca de ganhos.

Pessoas com autoridade formal para o conceito que têm emitido, além de suas respeitabilidades, como o jurista Oscar Vilhena Vieira, o ex-ministro da Justiça e criminalista José Carlos Dias e o médico Celso Ferreira Ramos Filho (presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro), entre outros altos quilates, têm qualificado com clareza e destemor a anti-ação de Bolsonaro e seus militares na mortalidade pandêmica. 

Crime, criminoso(s), organização familiar criminosa, homicidas, desumanidade –são algumas das palavras e expressões aplicadas ao que é feito contra a vida. Contra o próprio país, portanto.

A conduta, na balbúrdia da vacina, da presidência e de seus auxiliares na Saúde, basta para justificar o processo de interdição ou de impeachment, sem precisar dos anteriores crimes de responsabilidade e outros cometidos por Bolsonaro e pelo relapso general Eduardo Pazuello. 

Nem se sabe mais o número de requerimentos para processo de impeachment apresentados à Câmara. Sobre eles, Rodrigo Maia, presidente da casa, lançou uma sentença sucinta: 
"Não há agora exame de impeachment nem vai haver depois".
Nítido abuso de poder, nesta recusa a priori. É dever do presidente da Câmara o exame de tais requerimentos, daí resultando o envio justificado para arquivamento ou para discussão em comissões técnicas. 

Rodrigo Maia jamais explicou sua atitude. Daí se deduz que não lhe convém fazê-lo, com duas hipóteses preliminares: repele a possível entrega da presidência ao vice Mourão ou considera a iniciativa inconveniente a eventual candidatura sua a presidente em 2022.

Seja como for, Rodrigo Maia macula sua condução da Câmara, bastante digna em outros aspectos, e se associa à continuidade do desmando igualado ao crime de índole medieval. 

Os constituintes construíram um percurso difícil e longo para o processo de impeachment, e que assim desestimulasse sua frequência. Mas deixaram com um só político o poder de consentir ou não na abertura do processo. 

Fácil via para o abuso do poder. E sem alternativa para o restante do país, mesmo na dupla calamidade de uma pandemia letal e um governo que a propaga. 
Há denúncias protocolares da situação por entidades, não muitas, e por um número também baixo de pessoas tocadas, de algum modo, pelo senso de responsabilidade, a inquietação, a dor. Movimento para que os genocidas vocacionais sejam enfrentados, nenhum.

As camadas sociais que continuam tranquilas com seus rendimentos são, entende-se, as que podem manipular os ânimos públicos. São também as que têm mais noção do que se passa, mas sem que isso atenue o seu egoísmo e desprezo pelas camadas abaixo. 

Assim, não há reação ao duplo ataque. Diante de todos os desastres que o corroem, o Brasil parece morto. Mas nem com esse aspecto, ou essa realidade, precisaria descer tão baixo na imoralidade. 

Sobrassem alguns resquícios de decência nas classes que, a rigor, são o poder no Brasil, a descoberta de que a Abin, a abjeta Agência Nacional de Informação, foi mobilizada para ajudar Flávio Bolsonaro no processo criminal da rachadinha criaria alguma indignação. E levaria ao pronto afastamento de todos os beneficiários e comprometidos com esse crime contra a Constituição, as instituições, os trâmites da Justiça e a população em geral.

O general Augusto Heleno Pereira negou a revelação da revista
Época. É um velho mentiroso. 

Isso está provado desde os anos 90, quando me escreveu uma carta negando sua suspeita ligação com Nicolau dos Santos Neto, o juiz da alta corrução no TRT paulista. Tive provas documentais para desmenti-lo. Estava então no Planalto de Fernando Henrique. 

Com Bolsonaro, além de desviar a Abin em comum com Alexandre Ramagem, que a dirige, Augusto Heleno já esteve em reuniões com os advogados de Flávio, que é agora quem o desmente.

Ramagem, por sua vez, é o delegado que Bolsonaro quis na direção da Polícia Federal, causando a saída de Sergio Moro do governo. Fica demonstrado, portanto, pelas figuras de Augusto Heleno e Ramagem no desvio de finalidade da Abin, que Bolsonaro tentou controlar a PF para usá-la na defesa de Flávio, de si mesmo, de Carlos, de Michelle, de Fabrício Queiroz e sua mulher Márcia e demais componentes do grupo.

Se nem essa corrupção institucional levar à retirada de toda a corja, será forçoso reconhecer um finalzinho. Não da pandemia, como disse Bolsonaro. Do Brasil, mesmo.
(por Janio de Freitas)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

WEINTRAUB É O MINISTRO INCAPAZ DE TODO DE UM PRESIDENTE CAPAZ DE TUDO

josias de souza
FIASCO DA EDUCAÇÃO TEM
 AS DIGITAIS DE BOLSONARO
O que é um fenômeno? 

Um ministro inepto não é um fenômeno. O ministério da Educação não é um fenômeno. Um presidente sem freios não é um fenômeno. Fenômeno é um ministro como Abraham Weintraub, incapaz de todo, ser mantido na pasta da Educação por um presidente como Jair Bolsonaro, capaz de tudo. 

Não fica bem pensar mal de Weintraub e usar luvas de renda para falar de Bolsonaro. Ao veicular nas redes sociais um novo vídeo estrelado por seu ministro, o presidente reforçou a sensação de que o grande problema do MEC não é o comandante da pasta, mas o chefe dele. 

No vídeo trombeteado por Bolsonaro, o ministro sustenta sua tese predileta. A tese de que a administração pública é um ninho de esquerdistas. Atribui a hipotética anomalia ao viés ideológico dos concursos públicos. Citou como exemplo um teste da Agência Brasileira de Inteligência: 
"Entre na internet e veja como foi o último concurso público da Abin. Se você ver, é um concurso que tem praticamente nada de matemática e está lá falando governo estado-unidense.  
Então você, na seleção, já seleciona pessoas com viés de esquerda nos concursos, como é o Enem".
Cada ideologia tem a inquisição que merece. Mas o ministro precisa explicar em que sílaba se esconde o esquerdismo nos meandros do termo estado-unidense, um inofensivo sinônimo de americano (*). Do contrário, esmagará os calos do general Augusto Heleno, superior hierárquico da Abin com a ajuda do capitão. 

Um chefe que se cerca de ministros tantãs imagina garantir, por contraste, uma aparência de sensato. Mas Bolsonaro exagera no MEC. 

Ali, o capitão é reincidente. Antes Weintraub, nomeara Vélez Rodrigues, uma piada colombiana. No alvorecer do segundo ano de governo, já não é mais possível terceirizar todas as culpas. 

Ao endossar reiteradamente a esquizofrenia de Weintraub, Bolsonaro não deixa margem para qualquer tipo de dúvida. O fiasco da Educação tem as digitais do presidente da República. Pior do que a patrulha ideológica só mesmo a picaretagem ideológica. (por Josias de Souza)
.
* Não é bem assim. O termo americano tem o pequeno inconveniente de poder igualmente ser reivindicado por outros 34 países e 16 colônias. Então, nenhum deles tem o direito de se considerar a América, como fazem arrogantemente os estadunidenses.

O mesmo raciocínio se aplica a norte-americano, pois também o são os canadenses, os mexicanos e os nascidos em dependências europeias como a Groelândia e as Bermudas.

Então, o certo é mesmo estadunidense (e não estado-unidense, viu, Weintraub?!), não por viés ideológico, mas porque viraria um samba do crioulo doido se os franceses começassem a se intitular a Europa e os vietnamitas, a Ásia... (o editor)

quarta-feira, 20 de março de 2019

ENTRE AS CARTAS MARCADAS DE UM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E OS HORRORES DE UM ESTADO POLICIAL DE DIREITA

O braço de ferro entre o Supremo Tribunal Federal e o triângulo das Bermudas (hordas bolsonaristas, tenentes togados e o charlatão do anticomunismo profissional com seus miquinhos amestrados) vai decidir se continuaremos sob uma democracia de fachada, na qual o poder econômico reina soberano, ou  marcharemos para algo ainda pior, a imposição a ferro e fogo de um retrocesso histórico inaudito.
Como a atual ofensiva dos aloprados ultradireitistas tem como pretexto o combate à corrupção, vale a pena lançarmos um olhar para o passado, tentando entender como passamos tanto tempo alimentando o monstro que agora tenta nos destruir.

Quando, na década passada, contingentes da nossa esquerda tomaram partido por uma facção de ganguesteres do capitalismo, de preferência à outra que com ela travava uma disputa mafiosa pelo florescente mercado de telecomunicações, fui um dos poucos articulistas a alertar que tal imbróglio não nos dizia respeito e nele não havia ninguém com quem devêssemos nos alinhar.. 
Protógenes: fox terrier em meio a uma briga de cachorro grande

De inocente útil bastava o delegado Protógenes Queiroz, que tirou as batatas do fogo enquanto um ex-superior dele, alinhado com uma das quadrilhas litigantes, evitava queimar as mãos. Detonou sua carreira policial, mas ganhou inesperado prêmio de consolação: uma cadeira na Câmara Federal... pela legenda do PCdoB! 

A tal populismo rasteiro se prestava um partido que ousou pegar em armas contra a ditadura militar! E não estava sozinho: o Psol também estendeu o tapete vermelho para o ingênuo delegado Brancaleone, sendo preterido daquela vez.

Foi quando recoloquei em circulação uma conclusão definitiva do Paulo Francis sobre o udenismo e o golpismo de meados do século 20: "O combate à corrupção é uma bandeira da direita" (mais tarde, cunhei eu também um bordão nessa linha, "a corrupção é intrínseca ao capitalismo").


Eis minha argumentação de quase 10 anos atrás (abril/2009): 
Às cruzadas moralizadoras seguem-se deslanches da corrupção
"...as intermináveis denúncias de corrupção acabam minando as esperanças do cidadão comum na transformação da realidade por meio da ação política. Se tudo não passa de um lodaçal, as pessoas de bem devem mesmo é cuidar de sua vida...

De quebra, fornecem pretextos para quarteladas, sempre que os meios de controle democráticos das massas não estão funcionando a contento.

Então, Paulo Francis dizia e eu assino embaixo: denúncias de corrupção política são bandeira da direita, que acaba sendo sempre sua beneficiária final, a despeito dos ganhos momentâneos que proporcionem à esquerda.

Esta deveria, isto sim, demonstrar que o capitalismo em si causa prejuízos imensamente maiores para o cidadão comum do que os desvios de recursos dos cofres públicos; e que a moralização da política não se dará com medidas policiais, mas sim com uma transformação maior da sociedade.
"verdadeira raiz dos principais males que infelicitam os brasileiros"

...em vez de pegar carona nos temas que a imprensa burguesa prefere magnificar, cabe à esquerda definir sua própria pauta e explicá-la aos cidadãos.

A corrupção política não é nossa prioridade, mas sim o combate ao capitalismo, verdadeira raiz dos principais males que infelicitam os brasileiros.

Precisamos ter a coragem de assumir a posição correta diante do povo, ao invés de tentar combater o inimigo num jogo de cartas marcadas, travado no terreno que só a ele convém".
.
E por que a corrupção não pode ser erradicada sob o capitalismo? Porque este coloca como prioridade máxima da existência humana o enriquecimento individual, a vitória na luta de todos contra todos por um lugar ao sol, ainda que pisando no pescoço da mãe para alcançar tal intento, como diria o Brizola.

Se esta é a lógica do sistema, sempre haverá quem busque atalhos para alcançar o objetivo à margem das regras que o próprio sistema estabelece mas manda às favas quando bem lhe convém.
A corrupção era uma constante na demagogia udenista

Então, a alternância de cruzadas moralizadoras com períodos em que a corrupção deslancha dá a tônica do capitalismo. 

Revolucionários não deveriam jamais vergar-se aos estados de ânimo popular produzidos pela lavagem cerebral permanente do sistema, mas sim esclarecer corajosamente seus públicos de que todas as Lava-Jatos de todos os tempos cumprem a mesmíssima função de enxugar gelo e, enquanto a ilusão não se desfaz, alavancar golpes de estado, impeachments, vitórias eleitorais de demagogos grotescos e outros desdobramentos nefandos.

Foi o filme a que assistimos no Brasil ultimamente. E que devemos ajudar a tirar de cartaz antes que produza mais aberrações.

É fundamental, portanto, darmos total apoio ao Supremo Tribunal Federal neste instante, mesmo que lhe guardemos ressentimento por decisões anteriores.

Dentre os que somam forças contra o STF, os mais desesperados são, neste momento, os tenentes togados. 
Iminência da perda de poder explica o passo em falso que deram

Eles alçaram-se a alturas insuspeitadas durante a caça às bruxas (quer dizer, a caça aos corruptos) e tudo fazem para não voltar à estatura anterior, agora que sua utilidade caducou. Daí suas canhestras tentativas passadas, em parceria com Rodrigo Janot e Joesley Batista, de derrubar Michel Temer, bem como o esforço atual para solapar a autoridade do Supremo.

Perderão, claro, pois lhes falta o essencial para se perpetuarem em posição dominante: uma base econômica. 

Não são uma classe, nem um setor da economia ou parte dele, apenas indivíduos cujo poder advém dos cargos transitórios que ocupam. Ainda que conseguissem dispor, para seu projeto de poder, dos US$ 2,5 bilhões da Petrobrás que tentaram garfar, ganhariam algum fôlego mas acabariam fracassando adiante.

Só que, com sua ambição desmedida, podem produzir muito estrago antes da derrocada definitiva. Todo cuidado é pouco, pois, talvez até sem que o percebam, o ponto de chegada dos seus esforços é... o estado policial que seus excessos já deixaram antever (e não necessariamente sob o controle deles)! 
Governo-barafunda não durará nem mais seis meses
Quanto aos bolsonaristas de raiz e aos olavetes, já devem ter percebido que seus desvarios boçais e ignaros serão limitados pelo poder econômico (ao qual não convém que o Brasil se torne um país-espantalho, pois isto prejudica os negócios, sobretudo com o exterior) e pela quase nenhuma disposição, por parte dos  militares, de embarcarem numa roubada igual à de 1964. 

Então, essa gente destrambelhada e descerebrada só conseguirá atingir seus intentos se engendrar tamanho caos que as Forças Armadas sintam-se obrigadas a intervir.

Caso a esquerda consiga manter muita calma nesta hora, evitando cair em provocações, tudo indica que finalmente o Olavo de Carvalho verá uma de suas bombásticas previsões tornar-se realidade: a de que o governo atual não durará nem mais seis meses.

Pois está derretendo a olhos vistos!

terça-feira, 19 de março de 2019

INÓCUO SOB O CAPITALISMO, O COMBATE À CORRUPÇÃO É UMA BANDEIRA QUE SEMPRE ALAVANCA O POPULISMO DE DIREITA

Quando, na década passada, contingentes da nossa esquerda tomaram partido por uma facção de ganguesteres do capitalismo, de preferência à outra que com ela travava uma disputa mafiosa pelo florescente mercado de telecomunicações, fui um dos poucos articulistas a alertar que tal imbróglio não nos dizia respeito e nele não havia ninguém com quem devêssemos nos alinhar.. 

De inocente útil chegava o delegado Protógenes Queiroz, que tirou as batatas do fogo enquanto um ex-superior dele, alinhado com uma das quadrilhas litigantes, evitava queimar as mãos. Detonou sua carreira policial, mas ganhou inesperado prêmio de consolação: uma cadeira na Câmara Federal... pela legenda do PCdoB! 

A tal populismo rasteiro se reduzia um partido que ousou pegar em armas contra a ditadura militar. E não estava sozinho: o Psol também estendeu o tapete vermelho para o ingênuo delegado Brancaleone, sendo preterido daquela vez.

Foi quando recoloquei em circulação uma conclusão definitiva do Paulo Francis sobre o udenismo e o golpismo de meados do século 20: "O combate à corrupção é uma bandeira da direita" (mais tarde, cunhei eu também um bordão nessa linha, "a corrupção é intrínseca ao capitalismo").


Eis minha argumentação de quase 10 anos atrás (abril/2009): 
Protógenes: fox terrier no meio de uma briga de cachorro grande
.
"...as intermináveis denúncias de corrupção acabam minando as esperanças do cidadão comum na transformação da realidade por meio da ação política. Se tudo não passa de um lodaçal, as pessoas de bem devem mesmo é cuidar de sua vida...

De quebra, fornecem pretextos para quarteladas, sempre que os meios de controle democráticos das massas não estão funcionando a contento.

Então, Paulo Francis dizia e eu assino embaixo: denúncias de corrupção política são bandeira da direita, que acaba sendo sempre sua beneficiária final, a despeito dos ganhos momentâneos que proporcionem à esquerda.

Esta deveria, isto sim, demonstrar que o capitalismo em si causa prejuízos imensamente maiores para o cidadão comum do que os desvios de recursos dos cofres públicos; e que a moralização da política não se dará com medidas policiais, mas sim com uma transformação maior da sociedade.

Não o faz. Desatinadamente, algumas de suas tendências reforçaram as denúncias que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e as que deram pretexto à dita redentora de 1964 (que, claro, nada mudou exceto a relação dos beneficiários do butim).
1954, 1964, 2016/18... o que somos, desmemoriados ou idiotas?
Agora, o PSOL chega a acompanhar o apocalíptico delegado Protógenes Queiroz em sua tentativa de implodir o sistema, provocando uma crise que não deixaria pedra sobre pedra no Executivo, Legislativo e Judiciário.

Ingenuamente, parece crer que se beneficiará com o descrédito absoluto das instituições, sem perceber que isto criaria, isto sim, cenários favoráveis ao golpismo de extrema-direita.

Então, digo e repito: em vez de pegar carona nos temas que a imprensa burguesa prefere magnificar, cabe à esquerda definir sua própria pauta e explicá-la aos cidadãos.

A corrupção política não é nossa prioridade, mas sim o combate ao capitalismo, verdadeira raiz dos principais males que infelicitam os brasileiros.

Precisamos ter a coragem de assumir a posição correta diante do povo, ao invés de tentar combater o inimigo num jogo de cartas marcadas, travado no terreno que só a ele convém".
.
E por que a corrupção não pode ser erradicada sob o capitalismo? Porque este coloca como prioridade máxima da existência humana o enriquecimento individual, a vitória na luta de todos contra todos por um lugar ao sol, ainda que pisando no pescoço da mãe para alcançar tal intento, como diria o Brizola.

Se esta é a lógica do sistema, sempre haverá quem busque atalhos para alcançar o objetivo à margem das regras que o próprio sistema estabelece mas manda às favas quando lhe convém. 
A repulsiva prática da agiotagem era condenada. Bons tempos!

[Vale lembrar, p. ex., que a Inglaterra já chegou a estimular a pirataria contra a Espanha e que a repulsiva prática da agiotagem era condenada pela Igreja Católica na Idade Média, mas hoje são os agiotas modernos, vulgo banqueiros, que mandam e desmandam no capitalismo, com a conivência eclesiástica, a ponto de o Perdoai as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores do Pai Nosso haver sido alterado para Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido...]

Então, a alternância de cruzadas moralizadoras com períodos em que a corrupção corre solta dá a tônica do capitalismo. Revolucionários não deveriam jamais vergar-se aos estados de ânimo popular produzidos pela lavagem cerebral permanente do sistema, mas sim esclarecer corajosamente seus públicos que todas as Lava-Jatos cumprem a mesmíssima função de enxugar gelo e, enquanto a ilusão não se desfaz, alavancar golpes de estado, impeachments, vitórias eleitorais de demagogos grotescos e outros desdobramentos nefandos.

Foi o filme a que assistimos no Brasil ultimamente. E que devemos ajudar a tirar de cartaz antes que produza mais aberrações.

É fundamental, p. ex., darmos total apoio ao Supremo Tribunal Federal (mesmo que lhe guardemos ressentimento por decisões anteriores) na luta contra os procuradores da Lava-Jato e os aloprados fascistoides do bolsonarismo.
Prazo de validade vencido explica passo em falso
Os primeiros, apropriadamente apelidados de tenentes togados, alçaram-se a alturas insuspeitadas durante a caça às bruxas (quer dizer, a caça aos corruptos) e tudo fazem para não voltar à estatura anterior, agora que sua utilidade caducou. Daí suas canhestras tentativas passadas, em parceria com Rodrigo Janot e Joesley Batista, de derrubar Michel Temer e o esforço atual para solapar a autoridade do Supremo.

Perderão, claro, pois lhes falta o essencial para se perpetuarem em posição dominante: uma base econômica. 

Não são uma classe, nem um setor da economia ou parte dele, apenas pessoas cujo poder advém dos cargos transitórios que ocupam. Ainda que conseguissem dispor, para seu projeto de poder, dos US$ 2,5 bilhões da Petrobrás que tentaram garfar, ganhariam algum fôlego mas acabariam fracassando do mesmo jeito no fim da linha.

Só que, com sua ambição desmedida, podem produzir muito estrago antes da derrocada definitiva. Todo cuidado é pouco, pois, talvez até sem que o percebam, o ponto de chegada dos seus esforços é... um estado policial (não necessariamente sob o controle deles)! 

Quanto aos bolsonaristas de raiz e aos olavetes, já devem ter percebido que seus desvarios boçais e ignaros serão limitados pelo poder econômico (ao qual não convém que o Brasil se torne um país-espantalho, pois isto prejudica os negócios, sobretudo com o exterior) e pela quase nenhuma disposição por parte dos militares, de embarcarem numa roubada igual à de 1964.
Governo-barafunda não durará nem mais seis meses

Então, essa gente só poderá prevalecer se conseguir criar tamanho caos que as Forças Armadas sintam-se obrigadas a intervir .

Se a esquerda mantiver muita calma nesta hora, evitando cair nas provocações desses desvairados, tudo indica que finalmente o Olavo de Carvalho verá uma de suas bombásticas previsões tornar-se realidade: a de que o governo atual não durará nem mais seis meses.

Pois está derretendo a olhos vistos!

quinta-feira, 31 de maio de 2018

REPÓRTER DA REVISTA "PIAUÍ" APRESENTA VÁRIOS INDÍCIOS DE QUE HOUVE MESMO TENTATIVA DE GOLPE ULTRADIREITISTA

ABIN E PROCURADORIA INVESTIGAM
 INFILTRAÇÃO MILITAR EM PARALISAÇÃO
Por Allan Abreu, da Piauí.
A Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, investiga a participação de integrantes das Forças Armadas e das Polícias Militares estaduais na greve dos caminhoneiros. O objetivo seria aproveitar o momento de extrema fragilidade política do governo Temer para provocar uma intervenção militar no país.

De acordo com três agentes da Abin ouvidos pela Piauí sob a condição do anonimato, a possível presença de militares entre os grevistas começou a se desenhar nesta semana, quando cresceu a violência contra os caminhoneiros – um deles foi assassinado na 4ª feira, 30 de maio, em Rondônia –, e surgiram atos típicos de sabotagem, como a retirada de parafusos dos trilhos da linha férrea em Bauru, no interior paulista, que levou ao descarrilamento de um trem carregado com combustível, no dia anterior.

Em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, manifestantes bloquearam a entrada do quartel do Exército no domingo, 27 de maio, pedindo intervenção militar no país. No Rio, segundo a Polícia Rodoviária Federal, há indícios de envolvimento de milicianos no movimento. 

A Abin também estranha a falta de pulso da polícia nos mais de 500 pontos de bloqueio de caminhões que se formaram no Brasil nos dias de greve. Os agentes comparam com a paralisação de 2015, que durou três dias. Na época, não houve desabastecimento de combustíveis, alimentos e remédios, como desta vez. “Havia uma ação mais enérgica da polícia. Por que não houve desta vez? É estranho”, questionou um dos agentes.
Abin suspeita do envolvimento de militares no esquema

Na 4ª feira, 30, a Câmara Criminal da Procuradoria Geral da República instaurou procedimentos para investigar se empresários e sindicalistas violaram dois dispositivos previstos na Lei de Segurança Nacional: "tentar mudar o regime político do país com emprego de violência" e “incitar a subversão da ordem política e a animosidade entre as Forças Armadas”, crimes punidos com até 19 anos de prisão.

A Câmara Criminal tem informações sobre a infiltração de militares na greve, mas, nesse caso, segundo a procuradora Luiza Frischeisen, coordenadora da Câmara Criminal, a investigação formal cabe ao Ministério Público Militar. “É algo muito grave que precisa ser apurado”, afirmou Frischeisen. Procurado pela Piauí, o promotor Adriano Alves Marreiros, do MPM, não quis se manifestar. 

As redes sociais e principalmente aplicativos como o WhatsApp têm sido bombardeados com fake news a favor de uma intervenção. Num áudio, um homem se passa pelo general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, exorta “a todos os brasileiros que saiam às ruas nesta 4ª feira [dia 30] pedindo a intervenção militar”. 

Depois, no dia seguinte: “Nós iremos destituir o presidente, junto com o Congresso Nacional e o Judiciário. Devido à corrupção que se instaurou nesse país, faremos um governo interino”. A página (verdadeira) do general no Twitter passou a ser bombardeada de mensagens críticas a ele – muitos chamam Villas Bôas de covarde: “Deixou o povo brasileiro na mão, quando a gente precisou de você”.
INTERVENÇÃO FEDERAL NO RJ DESCONTENTOU CASERNA – “São ações práticas concatenadas com forte propaganda veiculada em aplicativos criptografados. É tudo muito bem pensado, o que nos leva a acreditar que há militares diretamente envolvidos”, afirmou um dos integrantes da Abin. 

A agência mapeou o descontentamento generalizado da caserna com o governo Temer, sobretudo após a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano. 

Não são poucos os que consideram o general Sérgio Etchegoyen traidor por integrar a gestão Temer. Ele é ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o GSI, a quem a Abin é subordinada. “Há uma crise grave, muito maior do que a greve”, disse um dos agentes.

A própria Abin teve um comportamento heterodoxo na greve, ao deixar de avisar o governo sobre a movimentação dos grevistas nas semanas anteriores à paralisação. Nesta 4ª feira, na tentativa de debelar o movimento, o Palácio do Planalto divulgou um número de celular com WhatsApp, batizado de SOS Caminhoneiro, para que os motoristas de caminhão denunciem casos de coação que os impeçam de retomar o trabalho.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A RIMA ESTÁ FEDENDO

Paulo Lacerda dirigia a Polícia Federal e, aparentemente, estava fazendo um bom trabalho.

Designaram-no para assumir o comando da Agência Brasileira de Inteligência, tendo um desafeto seu sido escolhido para substitui-lo à frente da PF.

Inconformado, resolveu mostrar que era ele quem ainda mandava no pedaço: utilizando os préstimos de um delegado da PF que se-lhe conservou fiel (Protógenes Queiroz), Lacerda comandou, por baixo dos panos, a Operação Satiagraha.

Quando aquela substância que rima com seu sobrenome foi para o ventilador, Paulo Lacerda tentou canhestramente negar que havia invadido seara alheia, apesar das evidências gritantes em contrário (começando pela cessão de dezenas de agentes da Abin para ajudarem o Protógenes).

Mentiu à CPI das Escutas Clandestinas da Câmara Federal, ao afirmar que nada sabia sobre os grampos telefônicos efetuados por seus comandados da Abin que participaram irregularmente da Satiagraha.

Agora, um agente da Abin chamado Marcio Seltz revelou, em depoimento à CPI, que Lacerda teve acesso, sim, ao conteúdo de parte daqueles grampos: ele recebeu das mãos de Protógenes um pen-drive com áudios dos investigados e o entregou pessoalmente a Lacerda.

O presidente da CPI, Marcelo Itagiba, defende o indiciamento do dito cujo por falso testemunho à comissão: "Não tenho dúvidas de que o Paulo Lacerda foi cabalmente desmentido".

A situação de Protógenes se complica ainda mais, face a esta nova evidência de que conspirava com o chefe antigo contra o chefe novo.

E, graças a esse festival de incompetência e de irregularidades flagradas, os advogados de Daniel Dantas têm agora todos os trunfos legais de que precisam para livrar a cara do seu (obviamente culpado) cliente.

Resumo da opereta: por mais que desnorteados de esquerda insistam em heroicizar esses policiais (esquecendo que a repressão é sempre antípoda da revolução), ambos não passam, na melhor das hipóteses, de trapalhões que cometeram erros crassos na luta interna que travavam contra outra facção planaltina.

Na pior das hipóteses, seriam lambaris a soldo de tubarões com interesses a defender na negociata da Brasil Telecom.

O certo é que, quanto mais distante a esquerda ficar da rima, melhor.
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