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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O CAPITAL É GENOCIDA, MISÓGINO, RACISTA, PREDADOR DO ECOSSISTEMA, XENÓFOBO E OCIDENTAL – 1

"
Ao injetar US$ 11 trilhões na economia de seus
 países, líderes estão tomando emprestado
 dinheiro das futuras gerações" (Antônio
Gutierres, secretário-geral da ONU,
referindo-se aos países em
desenvolvimento)
O capital é o instrumento; o capitalismo é a resultante, uma forma de relação histórica e, portanto, fadada ao nascimento, vida e morte. 

Seu nascimento não foi casual, mas sim uma resultante do egoísmo humano da fase ainda inferior da nossa racionalidade. O escravismo a ele inerente é consequência de um sentimento e desejo inferiores de supremacia de uns seres sobre outros.  

Nasceu no exato momento em que o ser humano deixou a partilha comunitária e passou a realizar trocas quantificadas pela dimensão do esforço individual de produção (o escambo inicial), transformando assim em mercadorias objetos antes destinados ao consumo e apenas à satisfação de necessidades, que passaram então a ter valor de uso e valor de troca, ganhando dupla personalidade: uma concreta e outra abstrata.

Dessa forma, proporcionou e iniciou a escravização direta, aquela em que seres humanos passaram a trabalhar como máquinas ou animais de carga para os seus senhores escravizadores.  
Da escravização direta evoluiu-se para uma forma mais sutil de escravização: o tempo de trabalho como mercadoria (daí o termo trabalho abstrato), e com a possibilidade de subtração desse tempo/valor. Trata-se da chamada extração de mais-valia, conceito assim denominado por Karl Marx, cuja obviedade é tanta que não pode ser negada nem sequer pelos defensores do capital.

É a subtração individual do tempo do trabalho que provoca a acumulação do capital, o qual se transforma em capitalismo e rege toda a irrigação funcional da sociedade sob tal forma de relação social, aí incluído, principalmente, o Estado, organismo regulamentador da opressão e ele mesmo instrumento institucional/militar da opressão. 

Mas, como relação social histórica que é, e não ontológica, está chegando ao momento de seu ocaso, cujos indícios saltam aos olhos.. 

Isto se evidencia nos inegáveis sintomas de necessidade de sua superação, que está sendo admitida até pelos organismos internacionais criados pelo próprio capitalismo, apavorados com a insustentabilidade da vida social sob seus parâmetros escravistas.

No último sábado (21), na reunião virtual do G20, o secretário-geral da ONU, Antônio Gutierres, fez pronunciamento dramático alertando os dirigentes políticos dos países ricos sobre a tragédia que se abate sobre as nações designadas eufemisticamente como em desenvolvimento, as quais estão acumulando dívidas que não poderão ser resgatadas no futuro, o que deverá provocar um ainda maior empobrecimento e miséria generalizada.

O que já era ruim em termos de depressão econômica anunciada desde 2019, ficou pior com a covid-19. 
Numa carta endereçada a todos os presidentes e chefes de governo, Gutierres foi incisivo: 
"Os países em desenvolvimento estão à beira da ruína financeira, de uma escalada da pobreza e de um sofrimento inédito. O efeito dominó de falências poderia devastar a economia global. Não podemos deixar que a covid-19 leve a uma pandemia da dívida"
O coronavírus tornou explícita uma questão matemática que o capitalismo e seus políticos submissos nunca querem aceitar: a de que a lógica de subtração do tempo/valor provoca desigualdades sociais de contingentes humanos majoritários (ainda que crie pequenos bolsões de riqueza, comparativamente falando).

Gutierres reverberou, também e enfaticamente, sobre as evidências das agressões ecológicas provocadas em altas percentagens pelos países do G20, que podem ser irreversíveis no curto prazo e vêm somando-se às tragédias da depressão econômica e crise sanitária. É pouco ou querem mais?

É que a paralisia da produção e consumo sob tal critério demonstrou o utilitarismo do capital em relação à necessidade de consumo social, pois não permite a salvação de seres humanos que deveriam estar sendo assistidos em isolamento por conta de um surto pandêmico que, por suas proporções, já se constitui na maior tragédia humanitária do pós-guerra.

Seria fácil, ou menos difícil, conservarmos a vida e evitarmos as milhões de mortes já havidas e outras que infelizmente ainda virão, se superássemos a lógica mercantilista social do capital e produzíssemos apenas para a satisfação do consumo até que as vacinas se tornem comprovadamente eficazes e logisticamente distribuíveis a preços acessíveis ou gratuitos.

Mas, ao contrário, os detentores do capital e seus acólitos políticos e privilegiados institucionais preferiram promover a abertura das relações de produção e consumo antes mesmo do fim da pandemia como forma de salvação do sistema capitalista, o que provocou uma volta das infecções e óbitos, dando-nos a certeza de que o capitalismo é mesmo uma pulsão genocida de morte. (por Dalton Rosado)
(continua neste post)

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

UM IMPERATIVO: EXIGIR DOS CANDIDATOS, NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS, ATESTADOS DE SAÚDE FÍSICA E MENTAL

ricardo kotscho
FORA DE CONTROLE, ISOLADO E REJEITADO, QUEM SEGURA BOLSONARO?
Mas já acabaram as eleições?, pergunta Bolsonaro, rindo, a uma apoiadora que estava triste com a derrota de Trump, no mesmo dia em que até o general Mourão e a China reconheceram Joe Biden como vencedor das eleições estadunidenses. 

Fora de controle e da realidade, cada vez mais rejeitado e isolado aqui e no mundo, rompido com seu vice e ameaçando os Estados Unidos com pólvora, o presidente simplesmente se recusa a admitir a derrota de Trump e a chegada da segunda onda da pandemia de coronavírus, que avança em nove capitais brasileiras.

Na 3ª feira ignóbil em que surtou no Palácio do Planalto, ao reclamar que tudo agora é pandemia e que o Brasil precisa deixar de ser um país de maricas, Bolsonaro extrapolou todos os limites de irresponsabilidade e insanidade no exercício do cargo. 

Diante das barbaridades que o capitão vem falando e fazendo nos últimos dias, recomenda-se que nas próximas eleições presidenciais sejam exigidos dos candidatos atestados de sanidade física e mental para poder concorrer. 
Enquanto faz companha eleitoral no Palácio da Alvorada, o que é proibido por lei, com seus candidatos derretendo em São Paulo e no Rio, onde o
Datafolha registrou esta semana recordes de rejeição ao presidente, os hospitais voltam a ficar lotados de vítimas da covid-19, mas Bolsonaro desdenha do perigo que todos estamos correndo diante da inércia do desgoverno. 

Bolsonaro tem certeza que é inimputável, já que mais de 50 pedidos de abertura de um processo de impeachment continuam esperando uma providência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que se finge de morto, mais preocupado com a reeleição do pai que é vereador no Rio. 
PAÍS DE MISERÁVEIS  Mesmo sabendo que não há chances de um pedido desses ser aprovado neste momento, enquanto a tropa de choque do centrão velho de guerra não pular do barco, é importante que pelo menos se inicie o processo para amansar o capitão, em sua desabalada carreira para instalar o caos no país. 

Vide este comentário do presidente na manhã desta 6ª feira (13), ao deixar o Alvorada: 
"E agora tem essa conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver, porque se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis. Só isso".  
Conversinha? A economia já está quebrada faz tempo e somos cada vez mais um país de miseráveis, desde a posse de Bolsonaro e sua trupe de aloprados, que levou o país de volta ao Mapa da Fome e a cada mês registra novos recordes de desempregados.

Com o ministro da Economia, Paulo Guedes, cada vez mais desmoralizado e sem saber o que fazer, diante da tempestade que se aproxima com o fim da ajuda emergencial, e o presidente só pensando em reeleição, as pessoas começam a se perguntar: quem será capaz de segurar Bolsonaro? 
SEGUIMOS TATEANDO NO ESCURO  Os militares, certamente, não o farão, mais preocupados em garantir suas boquinhas no governo. 

O STF, comandado pelo pavão Luiz Fux, tampouco o fará, com a nomeação do novo ministro (quem?), escolhido a dedo para garantir maioria ao presidente no plenário, que agora não conta mais com Celso de Mello, o último moicano. 

Exaurido, desalentado, sem lideranças políticas no Congresso ou na sociedade civil, o país não parece se animar nem com as eleições municipais de domingo, disputadas apenas nas redes sociais, invadidas outra vez pelo gabinete do ódio, como em 2018. 

Estamos no breu absoluto, apenas torcendo e rezando para que esse pesadelo chegue ao fim, se possível antes do tempo regulamentar. 

Só não sei como... 

Vida que segue. (por Ricardo Kotscho)
TOQUE DO EDITOR Concordo com quase tudo, pois o Kotscho continua sendo um mestre do meu ofício. A exceção fica por conta do final desanimado. 

Ele está certíssimo ao dizer que há extrema necessidade de que o pesadelo chegue ao fim. Mas, é exatamente por o Brasil estar esfarelando-se a olhos vistos que isto acabará acontecendo, e tudo indica que vai mesmo ser antes do tempo regulamentar.

Pois, com a terrível depressão econômica que o Brasil terá de enfrentar em 2021, ou sairá o Bozo ou o Brasil implodirá. Simples assim. 

Quando a coisa chegar ao estágio da explosão social, o sistema, por uma questão de sobrevivência, dará um jeito de devolver o palhaço sinistro à insignificância da qual jamais poderia ter saído. Anotem. (CL)  

O BOZO SURTOU: ESTÁ ESPUMANDO DE ÓDIO NUMA ESPIRAL DE DEMÊNCIA E DESTAMPOU DE NOVO O BUEIRO

"
Jair Bolsonaro vai dar trabalho. O cerco dos fatos ao senador Flávio Bolsonaro afeta o seu equilíbrio instável, e ele abre a tampa do bueiro. 

Chama os brasileiros de maricas, ameaça os EUA com retaliação militar, mente sobre efeitos colaterais da vacina, anuncia a cura da Covid-19, mergulha numa espiral de demência...

...Sim, ele dará trabalho. Testou um flerte com a racionalidade na esperança de que isso funcionasse como uma absolvição do filho e como uma trégua. Inútil. O Bolsonaro golpista está de volta. É sua identidade possível. As instituições que se preparem" (por Reinaldo Azevedona Folha de S. Paulo)

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

APÓS TER CUMPRIDO SUA MISSÃO NOS EUA, ESPERA-SE A VINDA DO EXORCISTA PARA CÁ.

juan arias
DERROTA DE TRUMP LIBEROU OS EUA DE SEUS DEMÔNIOS. SERÁ AGORA A VEZ DO BRASIL?
Os Estados Unidos estiveram à beira de uma guerra civil provocada pelo histrionismo, pelo desprezo (ou mesmo perseguição) do presidente Trump às minorias, e também por seu negacionismo da pandemia. 

Já o presidente Bolsonaro chegou a pôr o país à beira de um golpe de Estado que teria levado o Brasil a uma nova ditadura, no que foi curiosamente freado pelos generais que se abrigam em seu governo.

Os Estados Unidos souberam castigar nas urnas quem ameaçava desarticular o país e o mundo com um populismo perigoso e vulgar.

Bolsonaro, considerado o Trump dos trópicos, não cumprimentou até agora o vencedor das eleições nas urnas, o qual não é nenhum comunista, e sim um liberal democrático. 

As pessoas são conhecidas por seus gestos, e Bolsonaro, com sua falta de educação e de diplomacia, retratou-se assim mesmo.

Assim como os estadunidenses se livraram dos demônios que afligiam uma das democracias mais sólidas e antigas do mundo moderno, podemos ter a esperança de que também o Brasil conseguirá unir o país novamente para se libertar do novo caudilho amante da violência e adorador das armas que, como Trump, está dividindo o país e roubando-lhe a esperança?

O ganhador das eleições nos Estados Unidos, Joe Biden, declarou já em seu primeiro discurso como vencedor das eleições que deseja ser o presidente de todos os norte-americanos e curar as feridas, abraçando todas as minorias para reunificar o país, hoje a maior potência bélica e econômica do planeta.

O programa de Biden está nos antípodas do populista e racista brasileiro que discrimina, divide e envenena a sociedade. Com Biden, os EUA desejam que o país saia do inferno ao qual estava sendo arrastado pela loucura de um Trump, a quem a maioria dos estadunidense disse chega!.

O Brasil ainda está em tempo de rechaçar o caminho do inferno, com seu desprezo pela democracia e seu rechaço às minorias, ao qual está sendo empurrado por Bolsonaro, optando, ao invés disso, por voltar a dar ao mundo um exemplo de convivência com todas as suas diferenças e com a riqueza de suas possibilidades de criar uma sociedade plural e rica, econômica e culturalmente, características que sempre o distinguiram e o fizeram ser apreciado e respeitado no mundo.

A notícia mais explosiva dos últimos dias no mundo foi a derrota do histriônico Trump, que estava envenenando um país que foi sempre a meca de todos os que procuravam chances de superação. Não por acaso, a maioria de seus prêmios Nobel são filhos de imigrantes que se inseriram num país que não fazia distinção de raça.

Talvez por isso o mundo tenha recebido com alívio a notícia da derrota de Trump, que ameaçava a democracia mundial e estava atemorizando o planeta. Agora o risco que o Brasil corre é o de não encontrar um Biden capaz de unificar um país rasgado e preocupado com o seu futuro e o de seus filhos.

O Brasil precisará encontrar alguém disposto a reunificar o país com suas veias abertas e entusiasmá-lo com a esperança de um novo ciclo de prosperidade econômica sem esses milhões de abandonados à sua sorte, e onde ninguém se sinta excluído e perseguido por suas ideias, seu credo e suas preferências políticas e culturais.

Existe no Brasil de hoje um Biden capaz de enfrentar sua crise de identidade e devolver ao país as ilusões perdidas? 

A responsabilidade que recai sobre os políticos brasileiros de todas as cores políticas duplica-se depois que os Estados Unidos deram um exemplo ao mundo de saber escolher a liberdade sobre a barbárie.

O Brasil, por sua importância econômica e política no continente, precisa se desfazer com urgência da forma de governar histriônica e infantil que o aflige, e que seja capaz de devolver a sua gente a fé perdida na velha política, raiz de tantos desassossegos que culminaram na aventura de um presidente e de um governo que mais parecem estar dirigindo uma república bananeira que uma potência mundial.

Como escreveu El Pais em seu editorial, o momento é grave e muitas coisas estão em jogo: sete décadas de florescimento dos valores democrático liberais estão ameaçadas por algo mais que nuvens escuras.

E no Brasil? (Juan Arias, na edição brasileira do jornal global El Pais)

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

O QUE É O PRESIDENTE DE UM PAÍS DE MARICAS, SE NÃO O ESCOLHIDO PELOS MARICAS COMO SEU REPRESENTANTE?

BOLSONARO, A DERROTA
Falas infames minam credibilidade da Anvisa
e semeiam desconfiança na vacinação
Quase ao mesmo tempo em que a multinacional Pfizer anunciava a eficácia de mais de 90% de seu imunizante, o presidente Jair Bolsonaro e seus apaniguados exibiam ao mundo mais uma lição de irresponsabilidade vacinal, ao politizar uma questão que deveria ser exclusivamente técnica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária mandou interromper o ensaio clínico de fase 3 da Coronavac, a vacina de origem chinesa em teste no país que, se aprovada, será produzida em São Paulo pelo Instituto Butantan, como parte de um acordo costurado pelo governador João Doria. A medida atende a um protocolo.

Suspensões de ensaios ocorrem com alguma frequência e visam assegurar a qualidade do produto final e a ética no processo de testagem. A interrupção pode se justificar, entre outros motivos, por eventos adversos graves inesperados —como foi o caso aqui, com a morte de um voluntário.

Se claramente não estiver relacionado à vacina, um evento do tipo não precisa levar à suspensão dos testes —e, como se noticiou depois, considera-se que houve provavelmente suicídio ou overdose.

A Anvisa alega que recebeu informações incompletas do Butantan e que não tinha outra alternativa além de suspender a testagem; já o instituto diz que seguiu os protocolos. Em qualquer hipótese, urge que se retome o trabalho assim que a questão seja esclarecida.
Poderíamos estar diante de um mal-entendido ou um debate sobre procedimentos, não fosse a desfaçatez de Bolsonaro. O presidente foi às redes sociais celebrar o evento —originado por uma tragédia pessoal— e proclamar que vencera
mais uma. Em seu placar mental alucinado, teria imposto um revés à vacina chinesa do Doria.

Trata-se de mais que parvoíce e insensibilidade. O ato do chefe de Estado é de extrema gravidade por comprometer a credibilidade de uma agência reguladora, à qual cabe tomar decisões vitais com independência em relação ao governo de turno, e por semear a desconfiança na imunização.

Neste último aspecto, pesquisas realizadas pelo Datafolha em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife já detectaram sinais preocupantes de que diminuiu a disposição da população a vacinar-se, além de ressalvas, sem nenhuma base científica, à vacina chinesa.

Ainda nesta 3ª feira (10), Bolsonaro encontrou tempo para fazer bravatas a respeito do enfrentamento da Covid-19 e pregar que o Brasil
tem que deixar de ser um país de maricas

São todas suas, entretanto, a covardia, a omissão e a mesquinharia que sabotaram os esforços do país durante a maior crise sanitária global em um século. (editorial da Folha de S. Paulo de 11/11/2020)
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