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sábado, 25 de novembro de 2023

MINISTRO DO SUPREMO ESCOLHIDO PELO LULA QUER TIRAR O PÃO DA BOCA DOS APOSENTADOS. É UMA CANALHICE!

Cristiano Zanin, advogado que Lula indicou para o Supremo Tribunal Federal por tê-lo representado bem em suas pendengas jurídicas do passado (e que, afora isto, fez carreira defendendo sobretudo os interesses empresariais), continua sendo um ministro do tipo que a direita adora.

Depois de votar contra a descriminalização da maconha, manter a condenação de dois coitadezas que roubaram bens avaliados em míseros 100 reais e posicionar-se contra a equiparação de LGBTQIA+ ao crime de injúria racial, entre outros votos ultrajantes, Zanin acaba de lixar-se para os aposentados que tentam receber o que lhes foi tungado no passado.

Ao colocar-se contra a revisão da vida toda do INSS, Zanin escancarou a incongruência do Lula ao escolhê-lo, mesmo não tendo, como jurista, um perfil à altura de tal investidura.

É simplesmente chocante um presidente ex-sindicalista ter alçado à mais alta corte do país quem não hesita em tentar frustrar uma decisão que repõe, tanto tempo depois, o prejuízo que um pacote econômico causou aos trabalhadores!!! 

Mas, o pior é que nada na trajetória  do Zanin fazia supor que ele agiria de forma diferente. A culpa por esse cavalo de Troia estar agora no STF recai, portanto, inteirinha sobre os ombros do Lula, que utilizou sua primeira indicação ao Supremo para reforçar a dupla reacionária indicada pelo Bozo. 

Aliás, bem vistas as coisas, os conservadores assumidos como o Zanin ao menos têm mais caráter do que os conservadores dissimulados que se fazem passar por esquerdistas como artifício para viabilizarem seus projetos pessoais de poder.  (por Celso Lungaretti)

domingo, 12 de junho de 2022

A ÚNICA MANEIRA DE EVITAR O CAOS SEMEADO PELO BOZO É SEU IMPEACHMENT

rui martins
BOLSONARO NÃO ACEITARÁ UMA DERROTA
Aameaças golpistas não terminaram após o último 7 de setembro: assumiram outros contornos, embora a base seja sempre a mesma alegação mentirosa e sem fundamento do risco de fraude nas eleições com voto eletrônico. 

Com essa constante repetição por antecipação da mentira de eleições fraudulentas em outubro, tanto a imprensa quanto os candidatos adversários do presidente Bolsonaro acabaram se acostumando, a ponto de agora, dezesseis semanas antes do pleito, acharem não haver nenhum risco de subversão da ordem democrática.

Solerte agitador, matreiro e mentiroso contumaz, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu seu intento de desmobilizar seus adversários à força de repetir descaradamente em público seu projeto golpista, a ponto do seu projeto criminoso passar a ser considerado como falácia ou delírio.

Ora, nesses três anos e meio de governo, Bolsonaro aproveitou para aperfeiçoar seu projeto de permanência no poder. Só não vê quem não quer, tantos são os sinais dados aos seus fiéis seguidores, aos quais caberá a tarefa de provocar o caos e assegurar a ruptura da ordem democrática.

Ainda há alguns dias, Bolsonaro, na cidade de Umuarama (PR),passou a mensagem de que se precisar, iremos à guerra contra os inimigos internos que querem roubar nossa liberdade

Não ficou suficientemente claro? Não há nenhuma linguagem cifrada. E acrescentou, num discurso repassado ao chamado gado bolsonarista, mas transcrito igualmente com destaque pela mídia, o desejo de que comecem a pensar nisso, pois gostaria de tê-los juntos com ele.

Alguns dias depois, num trecho de entrevista divulgada pela UOL, Bolsonaro, como se não soubesse das pesquisas eleitorais das últimas semanas prevendo sua derrota, soltou uma frase bem reveladora de suas intenções: diante do que tenho visto, acho que devo ganhar no 1º turno.

E uma terceira mas suficientemente clara evidência de haver um plano de Bolsonaro para enfraquecer o STF e o TSE: a  crise criada dentro do Supremo pelo ministro bolsonarista Kássio Nunes Marques, suspendendo monocraticamente decisões da Justiça Eleitoral, que puniu parlamentares por difundirem informações falsas sobre as urnas.

Essa decisão unilateral do chamado 10% de Bolsonaro no STF poderia ter sido rapidamente anulada, mas o ministro André Mendonça, que se constitui nos outros 10% de Bolsonaro, impediu que os 11 ministros julgassem o caso no plenário, ao pedir vista do processo.

Isso não impediu a anulação da cassação do mandato de Francischini, pois outro julgamento, na 2ª Turma, derrubou por 3 a 2 a decisão de Nunes Marques. 

Entretanto, nem ele e nem Mendonça, minoritários dentro do STF, esperavam reverter a decisão do TSE. Ambos tinham como objetivos abrir dentro do STF uma discussão sobre as notícias falsas nas redes sociais e sobre a vulnerabilidade e possibilidade de fraude com o voto eletrônico.

Esse objetivo foi plenamente obtido junto ao eleitorado bolsonarista, tanto que Bolsonaro pronunciou um discurso, logo a seguir, no Planalto, para condenar a decisão da 2ª Turma do TSE, dizendo textualmente que Francischini tinha sido cassado por dizer as mesmas coisas que ele, Bolsonaro, havia dito sobre as eleições em 2018, quanto a irregularidades constatadas e denunciadas por muitos eleitores no momento de votar.

Essas denúncias, apesar de terem sido agora repetidas pela enésima vez pelo presidente, não deixam de ser 
fake news, pois nunca foram constatadas ou confirmadas. Na verdade, ele poderia ser também inculpado por disseminar mentiras, como foi Francischini.

Bolsonaro, visivelmente irritado, declarou ainda que não cumprirá decisões do STF e que
não viverá como um rato, num discurso tendencioso, utilizando argumentos falaciosos e deixando claro, como sempre tem feito, que só aceitará o resultado das eleições se tiverem sido limpas e seguras

Ou seja, se não forem por voto eletrônico, reclamando a participação militar no controle das eleições, e repetindo que, no passado, ganhava quem tivesse votos nas urnas, não num cofre controlado por alguns.

Nesta altura, não resta qualquer dúvida, Bolsonaro contestará a validade do resultado das eleições e provocará uma crise institucional. A única maneira de se evitar a chegada desse caos semeado por ele seria iniciando-se imediatamente um processo de impeachment:
— por apregoar mentiras e falsas informações sobre o voto eletrônico, por incitar seus seguidores a não aceitar os resultados das eleições de outubro;
— por deixar claras as suas intenções golpistas caso não seja reeleito; e
— por querer provocar, com suas frases invocando o uso de armas, um clima de reação armada no país.
.
UMA IDEIA DO CAOS EM OUTUBRO  Ao repetir, faz alguns dias, não acreditar numa derrota, algo que poderia ser interpretado como não aceitarei uma derrota, o plano provável de Bolsonaro seria o de reforçar ao máximo, junto aos fiéis seguidores, um clima de desconfiança no voto eletrônico às vésperas das eleições, utilizando suas redes sociais e declarações.

Tão logo sejam divulgados os resultados, caso se confirme sua derrota, é provável que Bolsonaro venha a fazer uma declaração não aceitando a decisão das urnas e denunciando fraude. Com isso, poderá deflagrar uma crise institucional, dependendo da reação da Câmara, do Senado, dos policiais e militares, havendo manifestações pró e contra Bolsonaro em lugares diferentes, que poderão degenerar com o uso de armas. 
O TSE, que será comandado a partir de agosto por Alexandre de Moraes, poderá ter algumas de suas decisões derrubadas pelos 20% de Bolsonaro no STF.

É aqui que entra a crise de desconfiança no STF e TSE criada estes dias por Nunes Marques, reforçando a crise institucional. Seria o momento em que Bolsonaro convocará seus seguidores para irem à guerra?.

Tarso Genro, ex-prefeito de Porto Alegre, declarou recentemente haver perigo de golpe, mas que se houver, Bolsonaro não ficará no poder. Nesta ficção, tudo dependerá da decisão das Forças Armadas. Os militares vão preservar a democracia ou aderir ao caos? (por Rui Martins)

quinta-feira, 9 de junho de 2022

GOLPE DO BOZO NÃO PASSARÁ DE MONTANHA QUE VAI PARIR UM RATO

william waack
SÓ DEUS SABE
Ao rugir para dizer que não é um rato, Bolsonaro afirmou que não vai respeitar decisões do Judiciário que considere prejudiciais. 

Tecnicamente anunciou um golpe, deixando claro que utilizaria as Forças Armadas como instrumento para chegar a seu objetivo político.

Dada a incompetência política de Bolsonaro, sua incapacidade de organização, ausência de planejamento e sentido estratégico, o mais provável é que o golpe acabe sendo a montanha que pariu um rato. 

Ele não dispõe de dispositivo militar, movimento de massas tomando as ruas nem de suficiente apoio político.

De improvisação em improvisação, Bolsonaro está ficando sem opções políticas. 

O nível de improvisação sob o qual Bolsonaro opera não significa flexibilidade e capacidade de adaptação a situações (como na política) voláteis. Significa ausência de rumo e cálculo que leve em conta meios e fins – embora o propósito geral, neutralizar o Judiciário, seja explícito.

O processo está se acelerando à medida que as eleições se aproximam e as pesquisas sugerem que a derrota dele tem probabilidade de ocorrer já no 1º turno. A improvisação para atacar a subida dos preços dos combustíveis, p. ex., o levou a montar uma enorme operação política custosa para os cofres públicos, pouco relevante para a economia popular e que promete escassos resultados eleitorais.

Mas é no seu principal eixo operacional – o confronto com o STF – que a improvisação de Bolsonaro o impede de chegar aonde quer. 
No começo do mandato presidencial, Bolsonaro ensaiou o que populistas autoritários desenvolveram em vários países (Hungria, Venezuela, Polônia): a marcha através das instituições, ou seja, a ocupação interna do Judiciário por meio de nomeações e/ou limitações à atuação de tribunais superiores.

O voto de seus dois indicados na 2ª Turma do STF nesta 3ª feira (7), perfeitamente alinhados ao Planalto, indica aonde Bolsonaro poderia ter chegado. Ocorre que a ocupação metódica do Judiciário cedeu lugar nos últimos três anos a uma espiral crescente de ataques verbais e estripulias políticas – improvisados ao sabor do momento e das redes sociais – cujo principal resultado foi criar no STF um espírito de união e atuação conjunta voltados a frear e limitar Bolsonaro.

Hoje o mito chegou à situação na qual tem poucas opções na economia e na política, correndo contra o tempo e à espera de uma virada nas pesquisas que até aqui não se vislumbra. Não há improvisação que altere esse desconfortável quadro geral para quem pretende continuar presidente.

A não ser aquela que promete ser a derradeira: o salto rumo à ruptura. Bolsonaro deixou suficientemente claro que pensa nisso. Mas estaria disposto a saltar? Só Deus sabe, diz um companheiro dele de primeira hora. (por William Waack, n'O Estado de S. Paulo)

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O BOZO QUER BISAR O FIASCO DA MICARETA GOLPISTA DO DIA DA PÁTRIA

josias de souza
BOLSONARO PREPARA
 CONFUSÃO PARA 7 DE SETEMBRO
Era política, e não jurídica, a inspiração da liminar emitida pelo ministro do Supremo Kassio Nunes Marques para devolver o mandato ao deputado bolsonarista difusor de fake news Fernando Francischini. 

Sepultado na 2ª Turma da Corte cinco dias depois de vir à luz no escurinho do gabinete de uma toga de estimação de Bolsonaro, o despacho esdrúxulo é utilizado pelo presidente como mote para convocar os seus devotos às ruas no 7 de setembro. 

O presidente deseja reeditar, um mês antes das eleições de outubro, os atos antidemocráticos que eletrificaram a conjuntura no ano passado. 

O novo 7 de setembro "já está sendo organizado", disse Bolsonaro em entrevista ao SBT. Servirá, segundo o presidente, para que o povo informe de que lado está.

Consumado o restabelecimento da cassação de Francischini, um Bolsonaro fora de si usou evento oficial no Planalto para mostrar mais uma vez o que tem por dentro. 

Defendeu Francischini, disse que fake news não é crime, desqualificou o sistema eleitoral, pregou o fechamento de jornais, espinafrou os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, atual e futuro presidente do TSE.

De quebra, Bolsonaro proclamou-se uma espécie de presidente supremo, acima dos demais Poderes da República: 
"Eu fui do tempo em que decisão do Supremo não se discute, se cumpre. Eu fui desse tempo. Não sou mais"
Em todos os seus pronunciamentos, Bolsonaro faz uma defesa ardorosa da liberdade de expressão. Mas tudo o que se vê em cada fala do presidente é uma absoluta dificuldade de se exprimir. 

O Brasil está sendo atacado por um governo desgovernado. Cada frase de Bolsonaro soa como um morteiro disparado contra o interesse nacional. 

Segundo o Datafolha, Bolsonaro é o candidato mais rejeitado da temporada de 2022: 54% dos eleitores declaram que jamais votariam nele. É como se mais da metade do eleitorado enxergasse no voto uma arma a ser sacada do coldre na eleição de 2 de outubro como um gesto de legítima defesa. 

Em desespero, Bolsonaro vai se consolidando como candidato favorito a eleger Lula como seu sucessor. (por Josias de Souza)

domingo, 5 de junho de 2022

DE HORA EM HORA O BOZO PIORA: SEUS BLEFES SÃO RUGIDOS DE GATINHO

 ricardo kotscho
"SE PRECISAR, IREMOS À GUERRA", AMEAÇA 
O CAPITÃO. QUEM AINDA TEM MEDO DELE?
D
epois de dar mais uma voltinha de moto, sem capacete, como agora faz todo dia, levando desta vez na garupa o líder do governo, deputado Ricardo Barros, o capitão-presidente Jair Bolsonaro parou nesta 6ª feira na BR-487, em Umuarama (PR), para fazer novamente um discurso em que ameaça virar a mesa nas eleições de outubro. 

Foi lá, com toda a comitiva, só para inaugurar um trecho da Estrada do Boiadeiro, mais uma realização do seu governo. 

"Se precisar, vamos à guerra", anunciou, sem dizer contra quem, apenas se referindo a "inimigos internos" que "querem roubar a nossa liberdade".

Quem quer roubar a "nossa liberdade"? 

Inimigos internos, imagino eu, devem ser os eleitores que, segundo todas as pesquisas, votam majoritariamente em Lula, contra a sua vontade. 

Quem mais poderia ser? Os possíveis eleitores de Ciro Gomes ou Simone Tebet, os dois adversários que sobraram na disputa? Ou os ministros do STF e TSE, que se opõem às suas investidas golpistas? 

Sem ter nada para apresentar ao eleitorado em busca de votos para a reeleição, Bolsonaro agora se limita a botar medo no eleitorado. Mas quem ainda tem medo dele? 

Como diziam os antigos, cão que muito late não morde e, de tanto ameaçar com um golpe militar em caso de derrota, o capitão já não assusta mais ninguém fora da sua bolha de devotos, cada vez menor. 

Cada vez mais distante de Lula nas pesquisas, com o agravamento da crise econômica fora de qualquer controle, Bolsonaro apelou para o patriotismo, dizendo que "todos devemos ter compromisso com o Brasil, e não só os militares, que juraram defender o país".

Os militares, até agora, se mantiveram em obsequioso silêncio, sem apoiar nem contestar suas ameaças golpistas, embora a todo momento sejam convocados a se manifestar pelo presidente. Um ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, levando junto toda a cúpula militar, caiu por causa disso, no ano passado, mas nada mudou. 

Fora os generais de pijama do Palácio do Planalto, nenhum comandante militar da ativa até o momento deu qualquer sinal de não respeitar o resultado das urnas eletrônicas, que continuam sendo contestadas todo dia por Bolsonaro, como se o problema fosse o sistema de votação, e não a falta de votos. 

Bolsonaro ainda não percebeu que não adianta culpar a pandemia, os governadores e a guerra na Ucrânia pela crise institucional, social e econômica que ele mesmo cevou em seus três anos e meio de desgoverno. 

De tanto repetir que em seu governo não tem corrupção, Bolsonaro está caindo no ridículo, pois a cada dia é desmentido pelos fatos, com novas denúncias sobre a bandalheira do orçamento secreto, o instrumento adotado para comprar o centrão e o silêncio dos militares, com centenas de denúncias de superfaturamento no uso de recursos públicos para atender aliados. 

Tudo isso sem falar na mansão de R$ 6 milhões do filho 01, o rico advogado sem causa. 

Assim como durante a ditadura militar se dizia que não havia corrupção no país, porque tinha censura prévia à imprensa, agora os escândalos são abafados com a cooptação dos órgãos de controle, aparelhados de cima abaixo, da PGR à PF, chegando agora até o STF, com dois ministros amestrados. 
Mesmo assim, Bolsonaro teve a coragem de dizer em seu discurso que "nos afastamos da corrupção. Estamos há três anos e meio sem falar nisso. Sempre digo, se aparecer corrupção em nosso governo, que pode acontecer, nós ajudaremos a esclarecer os fatos". 

Beleza. Repita sempre a mesma mentira que um dia vão acreditar em você,  já ensinava Goebbels. 

Quem ainda acredita nisso? Com a blindagem do trio de ferro formado por Augusto Aras na PGR, Arthur Lira na Câmara e Nunes Marques no STF, nenhuma investigação irá para a frente. 

Ao defender mais uma vez a posse e o porte de armas, criticar o aborto, que ninguém em sã consciência defende, e a "ideologia de gênero", que ninguém sabe exatamente o que é, Bolsonaro parece ter desistido de disputar a reeleição e agora só fala para o cercadinho do Alvorada, à espera da "guerra, se precisar". 

Se acontecer, deve ser a primeira vez que um presidente declara guerra ao próprio país, para se manter no poder, como está parecendo. 

Como sou um inveterado otimista, acho que nada disso vai acontecer, e Bolsonaro passará a faixa presidencial bonitinho, de cara amarrada, no dia marcado, para quem for eleito em 1º turno, no dia 2 outubro, como indicam as pesquisas. Não vai ter invasão do Capitólio aqui. 

Agora falta pouco. Não adianta mais tugir nem mugir. O Brasil se libertará desse encosto no dia 1º de janeiro de 2023. Espero estar vivo até lá para poder conferir e comemorar.

Vida que segue. (por Ricardo Kotscho)
T
OQUE DO EDITOR Alvíssaras! Finalmente os analistas renomados da grande imprensa começam a curvar-se às evidências dos fatos, deixando de espalhar o alarmismo ridículo que ajuda o Bozo a chantagear a brava gente brasileira com o fantasma de um golpe militar que talvez tivesse êxito no seu primeiro ano de desgoverno, mas se tornou, desde então, apenas um blefe ao qual ele recorre sempre que está num mato sem cachorro.

Saúdo a adesão do Kotscho ao Bloco Dos Que Pagam Pra Ver, ao invés de fugirem como garotinhos apavorados quando um gatinho ruge. 

No dia 1º de setembro de 2021, antes mesmo do fracasso retumbante do blefe do Dia da Patria, eu já escrevia: 
"...a micareta golpista de 7 de setembro pode causar mortes e destruição mas não vai alterar em absolutamente nada o destino do Bozo, pois sua derrocada já chegou ao ponto de não-retorno e o fechamento do circo de horrores agora não passa de uma questão de tempo (a contagem regressiva está cada vez mais próxima do final)..."
Com um pingo de coragem, teríamos nos livrado do celerado já no segundo ano de seu desgoverno, pois nunca houve no Brasil um presidente que desse tantos motivos para impeachment. 

Mas, faltaram brios para muitos e sobrou calculismo para os que sabotaram o #ForaBolsonaro apenas porque preferiam tê-lo como adversário na eleição presidencial. 

Jamais deixarei de atirar nas fuças desses aprendizes de Maquiavel que eles foram cúmplices da morte de centenas de milhares de brasileiros, aqueles que teriam sobrevivido à covid se houvesse no Palácio do Planalto um presidente de verdade e não um negacionista hidrófobo. (por Celso Lungaretti)  

sábado, 3 de abril de 2021

BISANDO HERODES, O GRANDE, MINISTRO DO SUPREMO INDICADO POR BOLSONARO PROPICIA NOVO MASSACRE DOS INOCENTES

leonardo sakamoto
AO LIBERAR IGREJAS, NUNES MARQUES AJUDA
OS FIÉIS A ENCONTRAREM SEU CRIADOR
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, resolveu, neste sábado de Aleluia, ajudar fiéis a se encontrarem com o Criador. Pessoalmente e antes da hora. 

Atendendo a um pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos, ele liberou a realização presencial de missas e cultos em todo o país. Estados e municípios não podem mais proibir a abertura de igrejas e templos sob a justificativa de reduzir o risco de contágio de covid-19, mesmo que estejamos numa escalada de mortes e que reuniões em locais fechados sejam um dos vetores de transmissão.

O Brasil ultrapassou, neste sábado (3), 330 mil óbitos pela doença. 
Tá rindo do quê?!

A decisão foi celebrada nas redes sociais por Jair Bolsonaro, que indicou Nunes Marques a uma vaga no STF. O presidente da República prefere ver o diabo do que encarar uma quarentena ou um lockdown e vem movendo o céu e o inferno contra medidas de isolamento social. 

Parte das igrejas quer permanecer com atividades presenciais, mesmo em meio aos recordes de mortes por covid-19, para mostrar que a teologia que venderam antes da pandemia não é uma ilusão e, portanto, quem vier a seus cultos estará seguro e não tem com o que se preocupar. Com isso, coloca pessoas em risco. 
.
"Há igrejas que prometeram, por muito tempo, que os seus membros iam ser protegidos, que há uma benção especial de Deus para os crentes, que aquele que serve a Deus tem uma certa imunidade na vida, que Deus é salvamento, libertação e grandes milagres. Diante de uma pandemia como essa, admitir que as pessoas estão vulneráveis e podem morrer seria negar todo o discurso de vários anos." 
.
A análise havia me sido feita pelo pastor Ricardo Gondim, presidente da Igreja Betesda, considerado referência entre os teólogos evangélicos. Segundo ele, para manter a lógica que pregavam antes da pandemia, essas igrejas precisam continuar prometendo um grande milagre e uma grande benção. Mesmo que as pessoas estejam em risco. 

O dilema é semelhante ao da peste na Europa na Idade Média. Acreditava-se que os mosteiros eram santuários de proteção, mas eles se tornaram vetores de disseminação. 

Ao mesmo tempo, muitas igrejas estão sob grande estresse financeiro após mais de um ano de pandemia, principalmente as pequenas denominações religiosas. 
"pequenos, fechados, covidários em potencial"

O problema é que, enquanto os grandes templos contam com pé direito alto, grandes janelas e espaço suficiente para distanciamento social e as medidas sanitárias estipuladas por Nunes Marques, a maioria dos locais de culto no Brasil são pequenos, fechados e com potencial de se tornarem covidários. 

"Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual", escreveu o ministro. 

Concordo que a participação em encontros religiosos presenciais seria uma maneira de pessoas encontrarem algum conforto e reduzirem o sofrimento em meio à prolongada pandemia. 

Contudo, na semana em que o país chegou a quase 4 mil óbitos num único dia por covid, a decisão do STF não é a celebração da vida presente na Páscoa, mas um convite à morte. É o sacrifício por nada. (por Leonardo Sakamoto)
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