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terça-feira, 7 de novembro de 2023

A ESQUERDA BRASILEIRA NÃO SOBREVIVERÁ SE ACATAR A RENDIÇÃO DE LULA AO CENTRÃO

Um manda e o outro obedece?
Existe algo mais frustrante do que vermos nossas previsões serem desmentidas pelos acontecimentos?

Existe. É quando elas são inteiramente confirmadas pelos acontecimentos, mas não serviram de nada, pois quem podia aproveitá-las as ignorou.

É como me sinto agora. Cansei de escrever que uma falsa vitória do Lula na eleição de 2022 não tiraria o Brasil da armadilha na qual se debate. Dito e feito.

Ele não é, nem nunca foi, um político comprometido com causas. A única causa que move todas as ações, falas e intenções do Lula se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Então, desde 2011 ele tinha como obsessão máxima a volta à presidência da República, custasse o que custasse.

Neste sentido, foi o grande ausente das manifestações #ForaBolsonaro, porque avaliou corretamente que sua maior, quiçá única, chance de êxito pessoal seria enfrentar no 2º turno o palhaço assassino. 

Se um movimento  do tipo diretas-já se avolumasse, poderia propiciar a afirmação de alguma nova liderança no campo antifascista, sem a enorme rejeição do Lula. No entanto, caso ele tivesse como adversário um político monstruoso, com rejeição maior ainda, surfaria na onda da polarização e talvez vencesse.

Eu acuso: se o Bozo foi responsável indiscutível pela morte de algumas centenas de milhares de brasileiros que, sem sua sabotagem ao combate científico da pandemia, estariam conosco até hoje, o Lula teve grande parte da culpa pelo psicopata da necropolítica haver concluído seus quatro anos de desgoverno catastrófico, apesar de cometer crimes de responsabilidade às dúzias, o tempo todo.    
O jingle agora é "entrega a Caixa pro centrão também"
Um sabotou as medidas que aumentariam em muito as chances de sobrevivência dos atingidos pela covid. O outro sabotou as iniciativas para, pela via do impeachment, removermos o quanto antes o louco da direção do hospício.

Aos trancos e barrancos, Lula conseguiu seu intento. Mas, sua vitória por diferença irrisória foi, sim, falsa, porque não expressou a correlação real de forças da política brasileira. 

A direita se tornou, na década passada, dominante, o que se traduziu em sua atual superioridade numérica nas duas casas do Congresso. E, sem plano de voo, Lula só está conseguindo governar com o consentimento do centrão, mediante a entrega de tudo que aquela ralé gananciosa exige, inclusive a Caixa Econômica Federal. 

Para facilitar a vida do seu governo, Lula concede aos inimigos trunfos valiosíssimos para fortalecerem-se ainda mais, em detrimento do futuro do PT! 

E tal consentimento precisa ser obtido em praticamente cada votação importante, com Lula pagando, todas as vezes, um preço altíssimo à predominante bancada dos fisiológicos unidos jamais serão vencidos, integrada pelos fisiológicos da Bíblia, da bala, do boi, das boquinhas e das bocarras.

Resumo da opera: já avesso à esquerda durante as longínquas jornadas do ABC que originaram o PT, Lula a vem desconstruindo aos poucos desde então.
Para cão bravo, dono manso.

Primeiramente liderou a formação do partido que as absorveu, depois tudo fez para desideologizá-lo, de forma a torná-lo um inofensivo apêndice da democracia burguesa, limitado a disputar eleições, sem jamais contrapor-se à exploração do homem pelo homem.

A colheita de seus esforços veio no atual século, com cinco presidências de resultados, que propiciaram pequenas melhoras para os explorados, seguidas por grandes pioras. 

Os castelos de cartas erguidos principalmente em 2002/2010 desabaram e hoje a esquerda está debilitada como nunca, tendo perdido as ruas e a batalha da formação de opinião.  De tanto o PT desinvestir nelas e priorizar apenas as corridas eleitorais, o inimigo as tomou e agora, inclusive, ganha quase todas as eleições.

O pior pecado de Lula foi capitular ante o que há de de mais repulsivo na política brasileira, tirando de nós a autoridade moral que tínhamos por não compactuar com a podridão ambiente. 

Bolsonaro deixou que as grandes decisões nacionais passassem a ser tomadas pelo centrão... e Lula está agindo exatamente igual! Como fazermos para os despolitizados nos verem como os mocinhos deste faroeste caboclo, se nos igualamos aos bandidos?

De quebra, embora na prática o Lula tenha se transformado numa rainha da Inglaterra, o descontentamento do povo, neste momento histórico de agonia do capitalismo e agudização das suas contradições, se voltará cada vez mais contra ele, o símbolo visível de tudo que está aí. 
"Pedi e vos será dado" (Ll, 11,5-13)

Enquanto isto, o pior presidente brasileiro de todos os tempos ganha fôlego graças à omissão de Lula no cumprimento do dever. 

Sua indecente demora em indicar o novo procurador geral da República torna cada vez mais distante a obrigatória e extremamente necessária colocação atrás das grades do colecionador contumaz de crimes políticos e comuns (único desfecho admissível para o pesadelo que este país viveu entre 2019 e 2022!). 

Está na hora de a esquerda brasileira optar: ou decide sobreviver, reassumindo os valores solidários, igualitários e libertários que definiram a esquerda mundial nos dois últimos séculos, ou marcha para o limbo junto com os domesticados Lula e PT. (por Celso Lungaretti)

terça-feira, 18 de julho de 2017

O CASO FRANCENILDO ESTARÁ NO MENU DA DELAÇÃO PREMIADA DO PALOCCI. O QUE ELE PRETENDE, JOGAR A CULPA NO LULA?

Quando o noticiário de imprensa antecipa que a quebra ilegal do sigilo bancário e fiscal do caseiro Francenildo Costa será abordada pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci na sua delação premiada (em fase final de negociação), será instrutivo recordarmos tal episódio, um dos mais emblemáticos da descaracterização do Partido dos Trabalhadores ao lambuzar-se com o poder.

Em 2006, último ano do primeiro mandato presidencial de Lula, era Palocci o ministro que fazia a interlocução com o grande empresariado, zelando para que seus interesses fossem atendidos e a lua de mel entre os donos do Brasil e o governo federal perdurasse. 

Evidentemente, isto tornava Palocci um alvo preferencial da oposição, ansiosa por, desgastando-o, ter maiores chances de herdar o apoio do poder econômico na eleição que se avizinhava. 

Então, sem surpresa nenhuma, em março alguém soprou para a grande imprensa que Palocci e seus assessores mais próximos se encontravam amiúde com empresários e lobistas num casarão de Brasília, onde, entre bebedeiras e orgias com prostitutas de luxo, acertavam maracutaias.

O pior de tudo, claro, foi o caseiro haver confirmado a presença constante do Palocci nessas esbórnias. Daí, também sem surpresa nenhuma, ter logo ocorrido uma tentativa de o desacreditar: a revista Época trombeteou que uma suspeita dinheirama havia sido depositada na conta corrente de Francenildo, supostamente como suborno para ele comprometer Palocci.

As investigações da Polícia Federal, contudo,  apuraram que:
  • Palocci, o presidente da Caixa Econômica Federal e um assessor de imprensa do governo tinham se mancomunado para municiar a revista, cometendo o crime de quebra de sigilo;
  • e que o humilde caseiro recebera honestamente aquela grana, pois se tratava da compensação de um pai biológico que no passado não o reconhecera como filho e queria evitar uma ação indenizatória.
O escândalo forçou Palocci a demitir-se do ministério antes que o mal crescesse (os tucanos já haviam entrado com um pedido de impeachment), ainda em março de 2006;  mas, noutra de suas sentenças grotescas e aberrantes, Supremo Tribunal Federal absolveu Palocci em agosto de 2009, acompanhando o voto do ministro relator Gilmar Mendes, que, por sinal, também presidia a casa.

Agora, na delação premiada, Palocci promete revelar ainda mais detalhes sórdidos do episódio. A imundície nunca se esgota? Pretenderá ele jogar a culpa no Lula, apontando-o como responsável maior das ilegalidades cometidas?
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A CAUSA DOS HUMILDES E A
ARROGÂNCIA DOS PODEROSOS
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Palocci (1º à esq.) era trotskista há três décadas...
De resto, considero o que escrevi em várias ocasiões sobre o Caso Francenildo como grandes momentos meus na defesa dos valores revolucionários contra o utilitarismo daqueles antigos esquerdistas que abrem mão de seus princípios para atender às conveniências da politicalha mais imunda.

Em Palpite infeliz, expliquei o porquê:
"...leio que Marta Suplicy apontou o ex-ministro Antonio Palocci como melhor quadro do Partido dos Trabalhadores para concorrer à sucessão estadual [em 2010].
Não consigo pensar em nome pior. Os mensaleiros avacalharam as bandeiras éticas do partido, mas Palocci conseguiu atingir um valor ainda mais sagrado: o engajamento na causa dos humildes, contra a arrogância dos poderosos.
Ao mobilizar toda sua influência ministerial para pressionar um mero caseiro, atingindo vários direitos de um coitadeza da vida, Palocci se comportou como um daqueles atrabiliários coronéis nordestinos do tempo de Lampião.
É o anti-PT por excelência – pelo menos quanto aos ideais que nortearam a fundação do partido".
...mas hoje prefere a moral deles.
E em O espírito de Justiça e a nudez dos reis, no dia seguinte à absolvição de Palocci pelo STF, esmiucei a argumentação utilizada para Gilmar Mendes para sustentar que 2+2=5, atirando-lhe na cara que o homem da esquina, cuja opinião ele arrogantemente dissera não levar em conta na tomada de decisões jurídicas, poderia ser bem mais sábio e justo do que ele:
"...essa insólita reunião na casa de Palocci [na qual o repórter recebeu o extrato bancário de Francenildo] foi obviamente tramada para produzir o resultado que produziu. E a ligação entre os personagens secundários só aconteceu porque foram convocados pelo personagem principal.
Ademais, mesmo ao zé mané mais crédulo ocorreria a pergunta que não quer calar: se dar conhecimento a terceiros de dados sigilosos que se detém em função do cargo ocupado é crime, como um ministro de Estado pôde testemunhar o crime cometido pelo presidente da CEF [único culpado, segundo o voto de Gilmar Mendes] sem tomar providência nenhuma contra seu autor?
...Enfim, com malabarismos e interpretações tortuosas pode-se criar a ilusão de que a conduta de Palocci não feriu a letra da Lei, só o alfabeto completo da ética. Mas, o espírito de Justiça continuará levando cada zé mané a concluir, corretamente, que tanto o mandante [Palocci] quanto o segundo pau mandado [o assessor de imprensa] também eram culpados".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

COMO GANHAR NA LOTERIA?

Por Apollo Natali
Entre as tentativas sem fim de se ganhar na loteria, a melhor delas é a do governo. Ele é o banqueiro. Fica com quase toda a grana e não precisa arriscar um centavo.

D. Pedro II proibiu no ano de 1884, em todo o Império, a venda de bilhetes de loteria. Eram estrangeiros! 

Na ausência do imperador, os bilhetes voltaram. O Brasil nacionalizou os jogos de azar. E olha quantos filhotes já nasceram: loteria esportiva, quina, dupla-sena, mega-sena, lotomania, lotofácil, timemania, totobol, loteria federal, raspadinhas. Esqueci algum?

Os estados também trataram de se virar e criaram as próprias loterias para fazer receita, hoje extintas. Nossa, quantas suspeitas de roubalheira! 

A iniciativa privada também foi atrás desses ovos da galinha de ouro e criou seus próprios joguinhos. Veja-se a tele-sena do ex-camelô e depois riquíssimo Sílvio Santos. É a capitalização da esperteza. Você compra os números e, se não for sorteado, o Sílvio te devolve um pouquinho do que você gastou. Tem de esperar um ano. Não rende nada.

E observem essa tal de capitalização, vendida pelos bancos. Igualmente, não rende nada. O otário do comprador, quando vai resgatar, só recebe o valor gasto. O cretino capitaliza o banco enquanto ele mesmo e sua família ficam descapitalizados. É um jogo. Perde-se sempre.
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"Perde os três contos/ no conto da loteria"
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Tolerados e camuflados persistem os bingos, caça-niqueis, roletas, bacarás, vinte-e-um, bisca, pôquer.

Ah, o imortal jogo do bicho! Ilegal, oficialmente tolerado, arrecada ouro puro para os seus banqueiros. Sem impostos. O jogo do bicho é tido pela criatura popular como a única instituição que funciona bem neste país. É o jogo mais confiável. Código de honra da loteria zoológica: ganhou, recebeu.

Mas, o respeitável público já sabe de tudo isto. O que ele quer mesmo saber é como ganhar na loteria. Há mais de 40 anos o matemático Flávio Wagner Rodrigues, da Universidade de São Paulo, fez uma análise das chances de se acertar na antiga Sena. Chegou à conclusão de que naquele jogo só ganhava o governo. Aliás, como já se pode constatar nas primeiras linhas desta lenga-lenga.

O matemático advertia que havia uma única chance em 16 bilhões de se acertar os seis números. É preciso ter muita fé em Deus para ganhar, já rezava aquele guru dos números. 

Vai ter fé em Deus assim no meio do mato, deputado João Alves, chamado anão do orçamento, alusão a mais um escândalo de corrupção que rendeu CPI, esta em 1993. 

Tido como chefe do bando, ele renunciou antes de ser cassado] disse ter ganhado 125 vezes na loteria, com a ajuda de Deus. Apesar do cheiro de enxofre que empesteava o ar...

Anotem alguns sortilégios para ganhar: fé em Deus. Os números das idades ou datas de nascimento dos membros da família. Números dos RGs e CPFs. As idades das muitas namoradas (quem não teve muitas joga menos). Os números dos códigos de barra dos supermercados. Os números das casas pelas quais o pobre que mora de aluguel já passou (foi como um sujeito se tornou milionário nos EUA). 

Ponho em prática esses aplicativos desde o começo do século passado. Já com um pé na cova e outro na sepultura, não ganhei nada até hoje.
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Não desisto. Coloco três montinhos de açúcar na mesa. À medida em que as moscas pousam, marco as colunas na loteria esportiva. Atenção, mosca à esquerda, coluna um. À direita, coluna dois. No meio, empate. Meu bendito pai, só olhando. Balança a cabeça e lamenta: posso ficar louco um dia, nunca se sabe, mas não vai ser desse jeito. 

Inventei um piãozinho de madeira de seis faces, com as colunas um, do meio e dois nos lados. Aí meu pai fala que vai rezar em favor do meu equilíbrio mental.

Ah, me deixem falar sobre os ateus que ganham na loteria. Espertíssimos, não rezam. Fraudam resultados. Houve manipulação de sorteios de jogos de futebol na Alemanha, Itália, Brasil e outras louvadas democracias.
Há uns 40 anos o jornalista Juca Kfouri denunciou na revista Placar a manipulação dos jogos da loteria esportiva daqui. Pela justiça anglo-saxã, os finórios seriam presos. Cá na patriamada, não!

Menos tempo atrás, a TV Globo denunciou uma quadrilha de integrantes de alto coturno que fraudava nossa rica mega-sena. O programa foi exibido às 3  da madrugada (para não provocar ondas de indignação?). 

No Equador, também há um tempão, uma quadrilha fez sair no primeiro prêmio da loteria federal os números todos iguais. Tudo zero. Assim dá na vista, malandros! Deu prisão.

No mês de janeiro do Ano de Nosso Senhor de 2006, o jornal Agora, de São Paulo, noticiou, sem muito alarde, a desconfiança dos apostadores na lisura da mega-sena. 

Duas coisas. Primeira: perguntem a qualquer um na rua, em casa, no trabalho, no metrô, no ônibus, no táxi, se alguém acredita na honestidade da mega-sena. Tenho perguntado muito. A resposta é sempre não. 

Segundo: impressionantes os seguidos recordes nos resultados da mega-sena. A cada sorteio, centenas de milhões de perdedores.
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Ótimo filme sobre bicheiros, baseado em peça teatral de Dias Gomes.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O PARTIDO DOS TRABALHADORES PRECISA MUDAR O NOME: PODE SER ACUSADO DE PROPAGANDA ENGANOSA...

"A Caixa Federal que, presidida pela petista Miriam Belchior, aumentou juros e outras dificuldades para os pequenos empréstimos imobiliários, vai cobrar juros de 1,4% e 0,83% em empréstimos à indústria automobilística. O dinheiro será extraído do Fundo de Amparo ao Trabalhador e do FGTS.

Significa que o governo, por meio da Caixa, está doando a empresas (estrangeiras) a diferença em dinheiro entre os juros mínimos e a inflação alta. Dinheiro do trabalhador. Com as remessas de lucros, o que é tirado ao trabalhador brasileiro soma-se ao que preserva ou aumenta o bem-estar do trabalhador europeu e japonês.

De quebra, o governo Dilma diz que o FGTS está em dificuldades financeiras para suas obrigações com trabalhadores e aposentados.".

(Jânio de Freitas, um dos decanos da imprensa 
brasileira, com 83 anos de idade e 62 de profissão)

terça-feira, 6 de maio de 2014

VEM PRA CAIXA VOCÊ TAMBÉM!

Não entendi por que O Estado de S. Paulo trombeteou, como principal chamada de capa desta terça-feira (6), o seguinte: Por reeleição, Dilma dá vice-presidência da Caixa para o PTB.

Eis o abre da notícia:
Para conseguir apoio do PTB à candidatura à reeleição, a presidente Dilma Rousseff loteou uma das vice-presidências da Caixa ao partido, que já ocupava uma vaga na cúpula do Banco do Brasil desde junho passado. A nomeação como vice-presidente corporativo de Luiz Rondon Teixeira de Magalhães Filho, primeiro tesoureiro do PTB, foi publicada na edição desta segunda-feira, 5, do Diário Oficial da União.
Afinal, qual o motivo para o Estadão escandalizar-se tanto? Se a Dilma estivesse colocando os Irmãos Metralha na diretoria da Caixa Econômica Federal, aí sim se justificaria tamanha indignação...
Roberto Jefferson, um divisor de águas na política brasileira.

Mas, estamos falando de um partido ilibado, integrado por gente finíssima como Alceste Almeida, Alex Calziani, Edna Macedo, Eduardo Seabra, Elaine Costa, Emerson Palmieri, Fernando Gonçalves, Gim Argello, Ilton Capixava, Íris Simões, Jackson Barreto, Jeferson Campos, João Mendes de Jesus, José Militão, Jovais Arantes, Neuton Lima, Ricarte de Freitas, Romeu Queiroz, Tatico e Valmir Amaral. Todos eles, num ou noutro momento recente da vida brasileira, apareceram com merecido destaque no noticiário.

Isto para não lembrarmos este paradigma de honestidade e elevados princípios morais que é Roberto Jefferson, cujo desempenho como presidente do PTB podemos, com inteira justiça, qualificar de inesquecível.
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