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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

GUEDES E A BURGUESIA BRASILEIRA QUEREM FURAR A FILA DA VACINA

Notícia de hoje revela que o governo deu aval para um grupo de empresários comprar 32 milhões de vacinas da AstraZeneca. Embora parte do governo tenha sido contra, o apoio de Guedes foi decisivo para a ideia ser aceita. 

Destas vacinas, metade iriam para o SUS e as demais para as empresas vacinarem seus funcionários. Acredite quem quiser na bondade destes empresários. 

Tchutchuca dixit: morram os pobres, vivam os ricos!
Coube à empresa farmacêutica barrar a loucura, alegando não ter vacina suficiente para vender ao setor privado. Mesmo o setor público não terá sua demanda completamente atendida, gerando até uma subida de tom por parte da União Europeia contra a empresa. 

A iniciativa mostra claramente o ímpeto genocida do governo e o quanto a lógica neoliberal da burguesia brasileira gera o pensamento do eu primeiro, o resto que se dane!.

Enquanto milhões de idosos, doentes, funcionários da saúde, indígenas e professores sofrem com a ansiedade da vacinação e o medo de morrerem antes de sua chegada, o empresariado brasileiro dá seu jeito de sobreviver.

Nem os oligarcas russos tiveram coragem de defender tal estapafúrdia ideia! Para ver que no cômputo geral, a elite brasileira ainda está sempre atrás do que há de pior no mundo. (por David Emanuel Coelho)

No salve-se quem puder, a burguesia sempre dá seu jeito

domingo, 17 de janeiro de 2021

VACINA QUAE SERA TAMEN

 



(Por David Emanuel Coelho)

INÍCIO DA VACINAÇÃO É TRUNFO DE DÓRIA E DERROTA BOLSONARISTA

 Mônica Calazans, enfermeira de São Paulo, é a primeira pessoa a ser vacinada no Brasil, após aprovação da Anvisa. 

Mais que um ato simbólico, foi um olé político em Jair Bolsonaro, que ficou meses atacando as vacinas e acabou deixando o palco montado para Dória. 


Agora é saber se Bolsonaro e seu general dublê boicotarão o transcurso do processo em nome dos seus próprios egos. (Por David Emanuel Coelho)



terça-feira, 27 de outubro de 2020

A NOITE DOS MORTOS-VIVOS ESTÁ NO FIM E LOGO VÃO TODOS VOLTAR PARA SUAS COVAS

juan arias
BRASIL ABANDONOU MACIÇAMENTE BOLSONARO
EM SEU NEGACIONISMO
DA VACINA
Visto do exterior, pode parecer que o Brasil se converteu ao bolsonarismo-raiz, o de sua política extrema de negacionismo e se deixou arrastar a uma aventura fatal. 

Os números, entretanto, que às vezes são mais eloquentes do que as palavras, indicam que os brasileiros começam a repudiar o mito de extrema-direita Jair Bolsonaro. 

Segundo uma pesquisa atual da revista científica Nature, realizada em todo o mundo, o Brasil aparece com um esmagador 83,4% a favor da vacina, seja qual for, sem distinção de países onde for produzida. E 75% dos brasileiros, de acordo com o Datafolha de junho, apoiam os valores da democracia, enquanto somente 10% aparecem saudosos da ditadura militar.

Esses números são importantes pois demostram, contra todas as fake news das redes impulsionadas pelos gabinetes do ódio do bolsonarismo, que o Brasil não se entregou à política louca e negacionista, saudosa da tortura e da ditadura de seu chefe de Estado.

Junto ao não a Bolsonaro e a sua política negacionista sobre a vacina, as notícias que começam a aparecer nas pesquisas sobre as eleições municipais revelam uma derrota do bolsonarismo. Nenhum dos candidatos bolsonaristas e que se apoiaram em Bolsonaro nas grandes capitais do país — como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife ― aparece com possibilidades de ganhar as eleições.

É verdade que as eleições municipais são diferentes das presidenciais porque se centram em questões locais, mas neste momento podem ter um valor extra. 

É, de fato, a primeira vez que ocorrem eleições após a vitória de Bolsonaro em 2018. Uma derrota dos candidatos ligados a ele e à extrema-direita seria um sinal de que o bolsonarismo começa a desmoronar e que as pessoas começam a repudiá-lo. Seria um mau augúrio para as presidenciais.

Existe o Brasil que colocou no poder um capitão expulso do Exército porque lhe prometia remover os vícios da velha política e acabar com a violência e a corrupção. Mas isso é passado. O governo de extrema-direita demonstrou que seu presidente continua nutrindo suas alucinações de violência e de negação da realidade braços dados com Trump. E a mesmas pessoas que votaram nele começam a se cansar.

Tudo começou com aquele E daí? com que respondeu a um jornalista quando os números de vítimas da pandemia começaram a crescer. Foi como um soco em tantos que haviam lhe dado o voto.

Foi aí que muitos brasileiros começaram a entender que a nova política anunciada pelo novo regime de extrema-direita iniciava a revelação de sua verdadeira identidade, começando, então, a abandonar o novo mito.

É verdade que os brasileiros estavam cansados dos políticos tradicionais, tantos dele envolvidos com a corrupção mesmo durante a pandemia, daí terem apostado nas urnas por uma renovação que está se revelando a cada dia como farsa e traição do melhor que tem este país, que é o repúdio pela guerra.

A queda dos que estão abandonando o líder de extrema-direita começou na verdade com a postura criminosa mostrada por Bolsonaro desde o começo da pandemia que já causou 155 mil vítimas (o que significa outras tantas tragédias familiares) e acumulou tanta dor.

Muitos analistas políticos acreditaram neste momento que a pandemia poderia derrotar o mito bolsonarista.

Foi uma ofensa grave aos brasileiros, preocupados com a pandemia como em todo o mundo, quando Bolsonaro primeiro negou a gravidade da crise e depois ofereceu como cura produtos sem o aval da ciência médica. 

E, principalmente, quando começou a dar a entender que os que morriam eram somente idosos e com doenças graves, como se eles não fossem pessoas com a mesma dignidade que os outros, enquanto os atletas como ele sairiam imunes da tragédia. 

Para ele, naquele momento os que importavam que continuassem vivendo eram os da força de trabalho. Sua preocupação maior não foi a de salvar vidas e sim a de assegurar a economia, cujo desmonte colocaria em crise suas pretensões de ser reeleito em 2022. Um sarcasmo que lembra os tempos trágicos da nazismo, quando só a raça ariana pura e os fortes importavam. Todo o resto poderia ser sacrificado.

Muitos brasileiros parecem ter se cansado de uma política destrutiva baseada no medo e na negação da evidência. E começam a estar preocupados com essa política de morte que não bate com seu amor pela vida.
Esse não maciço que os brasileiros deram à despreocupação, quando não à negação, da tragédia do coronavírus por parte de Bolsonaro e de suas hostes mais fanáticas, é sinal de que o país começa a abandonar um tipo de política que hoje cresce no mundo, de desprezo pela realidade e busca da negatividade, numa corrida de morte e de autoritarismo racial que parecia ter desaparecido desde a aposta do Ocidente pelos valores da democracia e da liberdade.

O Brasil, com esse início de abandono da aventura bolsonarista, significa um momento de esperança. Aparece como uma vacina moral contra o vírus de uma política de desprezo dos valores da democracia e da liberdade que o estavam envenenando.

Com seus desatinos cotidianos, com sua negação da realidade e sua política contra a riqueza cultural do país, Bolsonaro não parece ser brasileiro. Quem sabe a próxima aposta nas urnas para eleger um novo presidente ofereça ao mundo uma surpresa que recoloque o Brasil no lugar que merece e o enxerte na caravana dos milhões de pessoas que continuam apostando nos valores civilizados, que respeite a vida de todos e não se divirta com esses jogos de morte e de negação da realidade.

O não que começa a aparecer cada dia maior da população à política suicida de Bolsonaro é uma janela aberta à esperança de que, cada vez mais, a maioria da sociedade comece a perceber o perigo que significa não só a pandemia, como também o vírus político, com o qual Bolsonaro está infectando os brasileiros.

A nota mais triste é que os ainda mais fiéis ao bolsonarismo são a massa das igrejas evangélicas politizadas, em franca traição ao espírito cristão que predica os valores da paz e da liberdade e a defesa dos mais fracos e esquecidos pelo poder.

Eles parecem ter esquecido o ensino do Evangelho, que afirma: 
"Não podeis estar a serviço de Deus e do dinheiro" (Mateus: 6,24).
O bolsonarismo, que tem como lema Deus acima de tudo, parece hoje uma caricatura do melhor que tem o cristianismo, que é o amor universal, a defesa da vida e a condenação de todos os racismos. (por Juan Arias, na edição brasileira de El Pais)
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