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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

NÃO TOLERO LERO-LERO

Li que a Organização dos Estados Americanos convocou uma reunião extraordinária para os representes dos vários países fazerem discursos estridentes mas nada decidirem de concreto contra os EUA em função do sequestro de Maduro.

O blablablá do embaixador Benoni Belli, representante permanente do Brasil junto à organização, teve como principal trecho o seguinte:
“Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e ameaçam a comunidade internacional com um precedente extremamente perigoso”. 
A pior roubada do mundo é ser aliado do Lula
O que o Brasil fará contra tal
precedente extremamente perigoso? Nada. 

Ficará torcendo para a blitzkrieg do Adolf Trump não avançar Amazônia adentro. 

Fez-me lembrar que fazia um tempão que eu não disponibilizava aqui a ótima canção Lero-Lero, composta pelo Edu Lobo e Cacaso. 

É um bom momento para eu preencher essa lacuna. (por Celso Lungaretti) 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DA ADORAÇÃO BOCÓ À FRUSTRAÇÃO HOMICIDA

Um patético zé mané armou seu picadeiro num hotel de Brasília. Tomou refém ameaçando-o com uma arma de brinquedo, fingiu portar explosivos, fez exigências estapafúrdias (a extradição de Cesare Battisti e o efetivo cumprimento da Lei da Ficha Limpa), acabando por entregar-se à polícia como um cordeirinho. 

Conseguiu muito mais do que os 15 minutos de fama prometidos por Andy Warhol: 420 minutos. E agora mofará por um bom tempo no presídio ou no hospício, que é para deixar de ser besta.

O episódio me trouxe à lembrança um parágrafo antológico de Paulo Francis sobre o assassinato de John Lennon por parte de um energúmeno desses. Vale a pena reproduzi-lo aqui, pois disse tudo que havia para se dizer sobre os medíocres dispostos a tudo para sentirem-se momentaneamente menos insignificantes:
"A polícia chamada ao local apreendeu facilmente Chapman, (...) sorrindo, certo (e está certíssimo) que do anonimato se tornará, como Lennon, uma celebridade. Esse o motivo aparente do crime. O canibalismo de celebridades que é rotina neste país (e no Brasil e todo o mundo ocidental), graças a um sistema de comunicações que evita assuntos sérios, mas que fornece um 'circo' permanente, obsessivo, avassalador, sobre a vida dos bem-sucedidos e ricos, excitando sentimentos contraditórios, da adoração bocó dos fãs, à frustração homicida que às vezes se manifesta à la Chapman"

 De quantas outras "Imagine" Chapman nos privou?
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