Infelizmente, tenho a certeza de que os presidentes bananas sul-americanos (com exceção do canalha Javier Milei, lambe-botas do Trump) farão discursos indignados e, por meio de seus representantes, chororô no muro de lamentações que é a ONU. Contudo, não se unirão para a tomada de uma atitude mais contundente contra o vilão imperialista à moda antiga.
Quanto ao Lula, cuja trajetória acompanho desde as grandes greves do ABC, não me surpreenderei se no futuro viermos a saber que uma reação frouxa no episódio venezuelano tiver sido a contrapartida dele previamente exigida para o esvaziamento da chantagem tarifária contra o Brasil. Se non è vero, è ben trovato...
O sequestro do Maduro, um indiscutível ato de pirataria internacional, só admite uma resposta: ultimato conjunto aos EUA exigindo sua libertação e, se não for atendido, declaração de guerra.
Mas, os leitores decerto nem sequer cogitam que tal linha de ação venha a prevalecer. Mais de um século depois, engoliremos abúlicos tal retrocesso à política do grande porrete de Theodore Roosevelt. Acostumamo-nos à indignidade.
Que falta faz uma esquerda de verdade por aqui! (por Celso Lungaretti)
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