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quinta-feira, 10 de julho de 2025

O HOMEM DA CABELEIRA RIDÍCULA, UM VIL CHANTAGISTA, SEGUE OS PASSOS DO HOMEM DO BIGODE RIDÍCULO

Taxar em 50% todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, com o objetivo declarado de interferir numa decisão soberana que nosso Judiciário está prestes a tomar contra um réu soterrado por uma montanha de provas e testemunhos irrefutáveis, é um crime.  Chama-se chantagem. Portanto, Donald Trump não passa de um vil chantagista.

Até mesmo o Estadão, o mais tradicional defensor do conservadorismo na imprensa brasileira, repudiou com veemência os arreganhos de Trump, de Bolsonaro e de seus associados liberticidas, qualificando-os de coisa de mafiosos, nada mais, nada menos:
Trump usa a ameaça de impor tarifas comerciais ao Brasil para obrigar o País a se render a suas absurdas exigências.
Para piorar, não é apenas nem principalmente para livrar o genocida e golpista Jair Bolsonaro das grades que ele assim procede. 

Na sua arrogância e megalomania, Trump acredita que, obrigando-nos a beijar a mão dele para salvar empregos e negócios que farão falta para nossos coitadezas, conseguirá desmoralizar o governo federal com vistas à eleição de outubro próximo.   

Seria a contribuição do Trump para a ultradireita brasileira obter nas urnas a maioria legislativa com que o criminoso Bolsonaro sonha para arrancar da Câmara Federal um aberrante indulto (vale lembrar que tal iniciativa nem sequer poderia ser tomada no caso dele, já que haveria inconstitucionalidade manifesta).

Por tal caminho só se chegará a um conflito entre Poderes com potencial para nos causar danos institucionais de grande monta.  

É assim, como um déspota de outrora, que Donald Trump tenta fazer a humanidade recuar  décadas e até séculos em sua marcha para a civilização. 

Sem perceber, está, isto sim, cavando uma cova igual à de outro alucinado que semeou a volta à barbárie e colheu desgraça para si próprio, para seu povo e para toda a humanidade. 

O homem da cabeleira ridícula segue os passos do homem do bigode ridículo. A afinidade entre os desumanos existe... e é forte! (por Celso Lungaretti)

domingo, 15 de agosto de 2021

MARCADO PARA 7 DE SETEMBRO O ÚLTIMO RECADO DO BOZO: 'BOTEM FOGO NO CIRCO, MAS NÃO DIGAM QUE A ORDEM FOI MINHA'

Ia esquecendo, mas existe uma canção do Jards Macalé e Capinan que cai como uma luva para ilustrar este post, bastando trocar  uma única palavra na estrofe inicial: "Meu amor é um tigre de papel. / Range, ruge, morde, mas não passa / de um tigre de papel".

Substituindo-se "amor" por "mito", ela fica perfeita. Ouçam e constatem! (CL)


terça-feira, 10 de agosto de 2021

BOLSONARO INVENTA A 'BLINDADOCIATA'...

...OSTENTAÇÃO EM QUE HÁ TANQUES E TROUXAS.
Cinco dias depois da invasão das tropas do centrão à cidadela da Casa Civil, Bolsonaro inventou uma brincadeira nova: a blindadociata. 

Consiste num desfile de blindados e outros veículos militares pela Esplanada dos Ministérios, com pit-stop na frente do Planalto. A cena inclui uma reverência do general Braga Netto, ministro da Defesa, ao capitão que faz as vezes de chefe supremo das Forças Armadas.

Estava entendido que Ciro Nogueira, o coronel do centrão, chegara ao quarto andar do Planalto para estabilizar o governo e diminuir as tensões. Arthur Lira, outro coronel do mesmo pelotão, contribuiria para a estabilização encaminhando a polêmica do voto impresso, que já foi longe demais, para um ponto final no plenário da Câmara.

Os blindados chegam à Praça dos 3 Poderes no dia que os deputados escolheram para atravessar uma derrota na traqueia do presidente. 

Coincidência trágica, lamentou Lira, como que tentando ajustar o olhar à paisagem. 

De repente, o centrão virou amortecedor de tanques.

Mal comparando, a blindadociata de Bolsonaro tem uma semelhança historiográfica com o Comício da Central, realizado em 13 de março de 1964, diante do Ministério da Guerra. Ali, os blindados pareciam representar o apoio militar ao presidente de esquerda João Goulart. Agora, representariam o aval da farda ao regime civil mais militar da história.

Dono de uma genialidade que sumiu do cenário político, Carlos Lacerda chamou a manifestação realizada há 57 anos de Comício das Lavadeiras. Ao explicar-se, disse que só havia no ato tanques e trouxas. Dias depois, os tanques começaram a prender os trouxas.

Com a popularidade em declínio e submetido a um cerco judicial que aguça os seus maus bofes, Bolsonaro coloca os blindados na rua com a mesma naturalidade com que retira a motocicleta da garagem. Submetido a uma chiadeira, o capitão convida presidentes dos tribunais superiores e congressistas para a ostentação militar.

Partidos de oposição foram ao Supremo Tribunal Federal para tentar barrar o desfile de blindados,
particularmente nas adjacências do Palácio do Congresso Nacional. A encrenca aterrissou na mesa do ministro Dias Toffoli.

Dado a confraternizações com a família Bolsonaro, Toffoli afinou. Indeferiu o mandado de segurança sob o argumento de que a autoridade organizadora do desfile é o comandante da Marinha, não o presidente da República. E a competência para julgar e processar comandantes militares é do Superior Tribunal de Justiça, o STJ.

A paisagem é um hábito visual. Só começa a existir depois de 1.500 olhares, dizia o cronista Nelson Rodrigues. Pois Bolsonaro injeta anomalias em série na paisagem enquanto pisa na democracia, distraído. 

Só os trouxas ainda não perceberam que passa da hora de lavar a roupa suja. (por Josias de Souza)
TOQUE DO EDITOR – Ciente de que sua desmoralização atinge os píncaros e sua popularidade desaba para as profundezas, o Bozo vê fracassar mais um plano infalível copiado do seu ídolo Ronald McDonald, o ataque ao Congresso para virar a mesa quando se consumar sua derrota eleitoral.

Só que, com sua infalível mediocridade, o Bozo não percebeu que a tentativa fracassada do
Ronnie alertou os parlamentares brasileiros; agora, portanto, todos logo perceberam que ele pretendia bisar o número circense do outro bufão, como incorrigível copiador de fracassos que ele é... 

Os deputados decidiram, então, retirar-lhe de imediato o pretexto para tal palhaçada, pois sabem que, instalada uma ditadura, seus mandatos em muito se desvalorizariam, já que não lhes confeririam mais poder de pressão & chantagem. Simples assim.

Aí o Bozo mudou de modelito, trocando o fardão do Ronald pela farda do Hitler, numa tentativa de ganhar a parada no grito. Ocorre que aos perspicazes também não escapa que ele só tem os defeitos do führer, mas nenhum dos talentos que lhe permitiram conquistar alguns países apenas mobilizando seus efetivos militares e ameaçando invadi-los. 

Sabem muito bem que, se Hitler desse a ordem para a blitzkrieg ela aconteceria, ao passo que se o Bozo der a ordem para o cabo e o soldado fecharem o Supremo, muito mais provável é que prendam a ele, pois as Forças Armadas não se resumem àquela banda podre que ele cooptou com cargos e privilégios. (por Celso Lungaretti)  

sábado, 29 de fevereiro de 2020

BALÃO DE ENSAIO GOLPISTA OU CHANTAGEM PURA E SIMPLES? EIS A QUESTÃO

Uma explicação plausível (mas, nem por isto, necessariamente correta) para a crise do foda-se foi dada por Tales Faria, colunista do UOL:
"Por telefone, já na 3ª feira de Carnaval, o presidente do Senado conversou com o próprio Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do STF, Dias Toffoli.  
A todos pediu moderação para tentar costurar um acordo visando esfriar a manifestação do dia 15. O acordo envolve a votação dos vetos do presidente a Lei Orçamentária Anual de 2020 aprovada pelo Congresso. Especialmente no que se refere à execução de emendas do relator-geral.  
Todos negarão publicamente um acordo. O presidente da República, porque diz não ter, nem exercer poder sobre a manifestação do dia 15. Alcolumbre, Maia e Toffoli, porque não querem admitir que estariam cedendo a uma pressão dos bolsonaristas. 
Mas em conversas reservadas, todos têm restrição ao excesso de poder para o relator-geral do Orçamento.  
A LOA aprovada no Congresso tornou impositivas as emendas do relator, deputado Domingos Neto. São cerca de R$ 30 bilhões que ele distribuiria entre os parlamentares, ficando o governo obrigado a liberar a verba sob pena de criminalização jurídica do gestor que não assinar a liberação".
Trocado em miúdos, Bolsonaro teria acionado suas milícias das redes sociais para erguerem o espantalho de uma manifestação fascista em que suas hordas hostilizariam publicamente o Congresso, mas seu verdadeiro objetivo seria tão somente o de chantagear os parlamentes, fazendo-os recuar de sua pretensão de apropriarem-se de um quinhão maior do queijo disputado por todos os ratos.

É óbvio que o informante do Tales Faria não virá a público confirmar que sussurrou isto no ouvido do jornalista. Mas, pela minha experiência com tais situações, há grande chance de ser esta a verdade verdadeira. Uns noventa por cento do que circula a boca pequena nos palácios do poder procede, mas não se pode provar. 

E, mesmo quando um Intercept da vida o prova da maneira mais cabal e irrefutável possível, de nada adianta, porque as verdades inconvenientes dificilmente geram no Brasil as devidas consequências legais (caso contrário, ao invés de exercerem cargos públicos, Sergio Moro e Deltan Dallagnol estariam ocupando cadeias públicas).  
Eis o croqui que o próprio Bolsonaro desenhou do atentado por ele tramado nos anos 80 
Particularmente, vejo nesta versão alternativa a vantagem de colocar Jair Bolsonaro num papel mais condizente com suas limitações e propensões. Tratando-se de quem outrora pretendia mandar reservatórios de água pelos ares para obter aumento do soldo e agora estimula as PMs a colocarem governadores contra a parede  com os assassinatos aumentando a cada minuto que elas permanecem com os braços cruzados, mais esta chantagem faria todo sentido.

Já como um autêntico revolucionário ultradireitista não consigo vê-lo, causa-me sempre a impressão de um farsante desempenhando um papel para ter o apoio aguerrido dos brasileiros mais desinformados e descerebrados (os únicos que o seguiriam). 

Alguém consegue imaginar Mussolini entregando sua arma e sua moto para bandidos e indo embora com o rabo entre as pernas? Eu não. (por Celso Lungaretti) 
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