Mostrando postagens com marcador UDR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UDR. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

AS ELEIÇÕES BRASILEIRAS JÁ ERAM ANTIDEMOCRÁTICAS, AGORA ATINGEM O ESTÁGIO DE FRAUDE ESCANCARADA

dalton rosado
O PODER ECONÔMICO VIA INTERNET
A ANULAÇÃO DAS ELEIÇÕES
Como sabemos, historicamente o processo eleitoral é uma corrida dominada pelo poder econômico, vendida à opinião pública como se fosse aferidora da livre vontade popular. Assim, legitimado pelo voto igualitário, o capital se sente economicamente autorizado a explorar o povo mediante a extração de mais-valia e politicamente apto a cobrar desse mesmo povo os impostos, obrigando-o a financiar a institucionalidade que o oprime. 

Não há nada de democrático nisso. Contudo, sempre nos tentam demonstrar que a alternativa seria uma ditadura, como se não houvesse mais opções além destas duas.  

O contrário da democracia burguesa poderia ser uma organização social horizontalizada; descentralizada; sem a ideia de poder vertical; aliada a um modo de produção social voltado para a satisfação das necessidades humanas, e não para a ilogia do lucro (agora em face de saturação, por força de sua suas contradições internas acarretarem, cada vez mais, a impossibilidade de efetivação).

O aparelho institucional burguês impõe a qualquer governante, de qualquer matiz ideológico, a obediência às suas regras fetichistas e reificadas pela funcionalidade social do capital, pois, afinal, é da vida mercantil que tira o sustento de toda a estrutura de poder do Estado.
Manipulação via internet foi determinante no triunfo de Trump

Não é difícil se compreender que o Estado serve, portanto, ao poder econômico; e os governantes, ainda que seu norte seja anticapitalista, não têm a capacidade de mudar essa essência ontológica estatal. 

A esquerda no governo, ou se adapta ao objeto teleológico do poder para fazer concessões aos parcos direitos civis e assistencialismos sociais, ou é defenestrada dele como um vírus que não se adapta ao organismo. Tal defenestração, nesse caso, se dá pelos mais variados tipos de mecanismos de controles jurídico-constitucionais. 

O capitalismo, ainda que viva a contradição entre forma e conteúdo que prenuncia o seu fim inexorável, adapta-se aos novos tempos tecnológicos como forma de sobrevivência.

A manipulação das consciências via internet e nosso posicionamento diante dela – o velho controle cerebral popular que era feito inicialmente pelos jornais e pelo rádio, depois pela televisão, ganhou agora um novo aliado, a internet. Esse instrumento aparentemente democrático, porque acessado facilmente pelos cidadãos de todos os estratos sociais, é vulnerável ao poder econômico cumputacional invisível.

Pela primeira vez na história deste país a eleição é marcada pela invasão dessa nova mídia de comunicação que é capaz de formar exércitos de multiplicadores a espalhar conteúdos falsos e/ou mensagens ideológicas bem estudadas por marqueteiros
No 1º turno, TSE ignorou o pior estelionato eleitoral da nossa História 
Estes são verdadeiros profissionais de manipulação das consciências,  tirando proveito das emoções próprias a uma população exaurida economicamente e, portanto, ávida de mudanças do status quo.

Neste sentido é o poder econômico aplicado à comunicação eletrônica eleitoral formando opinião, aliado ao fundamentalismo religioso (inculcado na mente de grande parte da população por seitas conservadoras, defensoras de um puritanismo arcaico), mais a defesa de um militarismo disciplinador, aquilo que está dando o tom destas eleições, tornando o que era implicitamente antidemocrático em algo explicitamente antidemocrático.

Se a governabilidade é hoje precária em razão da falência estatal provocada pela debacle da economia real e do sistema financeiro, somente a partir de uma manipulação eleitoral das consciências, que empresta uma aura de legitimidade ao governantes, é que se pode impor ao povo o austericídio no qual se constitui a imposição do ajuste fiscal a qualquer custo social.

Neste sentido, a eleição do dia 28 de outubro para a Presidência da República deve ser anulada, e aceitar concorrer nela sob tais bases implica legitimar algo que é espúrio pela própria natureza comportamental.  
Haddad deve renunciar à "disputa eleitoral viciada"

Assim, o candidato Fernando Haddad deveria renunciar a sua candidatura como forma de denúncia contra tais ocorrências, e tornar ilegítima a vitória do arbítrio que se prenuncia como provável (e ainda que possa haver uma virada eleitoral, pois a governabilidade está ameaçada e não nos cabe administrar a decadência capitalista irreversível, senão denunciá-la).  

Os robôs eletrônicos comandados por pessoas que disseminam mensagens falsas ou meia-verdades estão mais ligados do que nunca e são manipulados a partir de estudos de marketing aplicados à psicologia humana.

Tais procedimentos, financiados pelo capital, constituem-se como financiamentos de caixa 2 impossíveis de serem detectados pela Justiça Eleitoral acaso queira coibir o abuso do poder econômico mais flagrante no processo eleitoral.

O tradicional mecanismo do Ministério Público eleitoral para o combate ao abuso do poder econômico nas eleições, expresso na expressão siga o dinheiro, aqui dificilmente funciona, porque o capital se torna invisível, vez que representado por milhares de pessoas que manipulam mensagens eletrônicas aparentemente pessoais e livres para expressar o seu posicionamento.

A internet, um dos instrumentos de comunicação mais abrangentes e livres de censura, ao invés de representar uma redenção às amarras da mídia controlada pelo estado, torna-se alvo fácil do poder econômico. 
Caixa 2: "o capital se torna invisível"
Tal manipulação pode ocorrer por interesse do capital em candidatos que aceitem vergar-se à imposição daquilo que deve ser feito para a manutenção do status quo capitalista a qualquer custo, e diante de sua decadência; e ser implementado inclusive à revelia do candidato, para resguardá-lo da acusação de haver praticado crime eleitoral.

O poder computacional é assimétrico, e quando da interferência do poder econômico em sua utilização torna substancialmente desigual a disputa eleitoral como agora está correndo (a União Demoníaca Ruralista, a Febraban, a Fiesp e organismos similares que o digam!). 

Na eleição atual verifica-se uma completa interferência do poder computacional em favor do candidato Boçalnaro, o ignaro, e concorrer sob essas bases é aceitar como válidas regras leoninas, anti-isonômicas, cujos resultados nefastos são previsíveis. Devemos rejeitá-las desde já, e a forma mais à mão dessa contestação é a renúncia à disputa eleitoral viciada.    

Anulação das eleições é a palavra de ordem de hoje e de amanhã; renúncia à disputa eleitoral é subsídio fático contributivo para sua anulação. (por Dalton Rosado)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

DEU A LOUCA NO PT

"Aqueles a quem os deuses querem destruir, primeiramente enlouquecem" -advertiu Eurípedes. Os grãos petistas deveriam botar as barbas de molho, pois parecem estar a caminho da destruição.

Comecemos pelo mensalão. Há anos venho escrevendo e torcendo para que o PT se dê conta de quão adverso é este assunto, não só para ele como para as esquerdas em geral.

De que forma o caso é visto pelo homem comum? Como a comprovação de que, no poder, esquerdistas agem exatamente como os políticos fisiológicos de centro e direita sempre agiram.

Dá para mudar este conceito apenas com a internet e com os veículos de comunicação alinhados com o Governo? Não. O poder de fogo das Globos, Vejas e Folhas é muito superior.

Então, quando a batalha legal foi definitivamente perdida e os dirigentes petistas começaram a cumprir suas penas, o que o partido deveria ter feito? Aconselhar-lhes discrição, pois o maior serviço que eles têm a prestar no momento atual é o de fingirem-se de mortos. 

Quanto mais esperneiam, mais trunfos fornecem para o inimigo deitar e rolar na batalha da comunicação. Alimentar o noticiário equivale a ficarem dando tiros no pé. É simples assim.

Sem nenhuma perspicácia, os quatro tudo têm feito para confrontar Joaquim Barbosa, o STF, as sentenças recebidas, as burocracias prisionais, etc . Não saem das manchetes por uma semana sequer. Transformaram quem apontam como algoz num grande herói da luta contra a corrupção. Quem é burro, pede a Deus que o mate e ao diabo que o carregue.

E as lambanças se sucedem, dando a impressão de que alguns realmente enlouqueceram.

Desde quando militantes de esquerda reivindicam ou aceitam privilégios que os outros presos não têm? Durante a ditadura militar, ao invés de fornecerem motivos para a indignação dos ditos cujos e de seus parentes, os resistentes deles se aproximavam e logo os estavam liderando. A repressão, que quis humilhá-los igualando-os aos presos comuns, acabou separando-os de novo, para não fornecer tropas a generais que delas careciam. 

Não passou pela cabeça do Zé Dirceu que pedir para trabalhar como gerente num hotel suspeitíssimo, ganhando uma fábula, era levantar duas bolas para o outro lado marcar pontos?

E que dizer das campanhas de doações para pagamento das multas do Genoíno e do Delúbio? Assim como a Globo não foi investigar as ramificações internacionais do hotel Saint Peter por possuir notável faro jornalístico, Gilmar Mendes não levantou a lebre de lavagem de dinheiro por ter visto numa bola de cristal ou ser um Sherlock de toga. Foi prato feito, nas duas vezes.

Podemos até admitir que não provenha de petistas alguma ilegalidade que o Ministério Público venha a constatar. O que impediria uma armação inimiga, plantando dinheiro sujo apenas para que fosse espetacularmente descoberto? Por estas e outras, o velho PCB resolvia tais problemas fazendo coletas entre simpatizantes prósperos, o que lhe dava a certeza de que entre os donativos não apareceria nenhum cavalo de Tróia...

O FERRABRÁS RURALISTA ATACA DE NOVO

 Leopardos não perdem as pintas
Por último, o programa Mais Médicos poderá agora se tornar um tiro pela culatra, com o show que o DEM montou no Congresso Nacional, sob a batuta de um manjadíssimo vilão do agronegócio: Ronaldo Caiado, aquele ferrabrás que comandava os jagunços da UDR.

Era uma boa idéia trazer médicos cubanos para suprir as deficiências da Saúde pública brasileira nos grotões? Era.

Mas, isto deveria ser implementado sob rígido controle do governo caribenho, que não só arrogou-se o papel de agenciador de mão-de-obra qualificada, como parece estar monitorando, em pleno território brasileiro, o que fazem ou deixam de fazer seus profissionais? Não. Jamais!

No último mês de agosto, mal acabava de defender enfaticamente o programa (vide aqui), fui surpreendido por informações da colunista Eliane Cantanhêde sobre o outro lado da parceria com Cuba. Acrescentei, então, um post scriptum, manifestando minha preocupação com as vulnerabilidades que parecem ter escapado a Padilha & cia.: 
"Depois de escrito este artigo, veio à tona o estranho esquema de pagamentos adotado no programa Mais Médicos. O dinheiro vai para as autoridades cubanas, que repassam só uma parte para os doutores, confiscando mais da metade. A colunista que aludiu a  condição análoga à escravidão  exagera, mas não deixa de ter certa razão. E, com isto, passaram a existir fundamentos legais para o questionamento do programa nos tribunais. Os responsáveis pela lambança deram, de mão beijada, a munição que faltava para os anticomunistas e/ou corporativistas extremados.
Afora isto, o advogado geral da União, Luís Inácio Adams, declarou  parecer  a ele que os médicos caribenhos não têm direito a asilo político, se o solicitarem. Mas, como não cabe à AGU alterar a Constituição, tal direito continua existindo e o asilo tem de ser assegurado, não questionado, independentemente do que pareça ou deixe de parecer ao Adams".
Pergunta singela: como a Ramona chegou ao Caiado?
Agora, a tal Ramona Matos Rodriguez resolveu virar atração permanente do circo do Congresso, queixando-se de ter sido lograda pelas autoridades cubanas em termos financeiros (o que não é motivo para a obtenção de asilo político), de que estas não permitiram a vinda de sua família conforme haviam prometido (também não é motivo, a menos que ela alegue a utilização dos seus parentes como reféns) e que está sendo perseguida pela Polícia Federal (por que não pede, então, asilo noutro país, se os perseguidores somos nós?).

Mas, o fato é que o nosso Governo, de mão beijada, entregou o ouro (propagandístico) ao agonizante DEM. Jamais deveria ter permitido que as mazelas autoritárias do governo cubano fossem aqui reproduzidas, aparentemente com os préstimos da PF. Os médicos deveriam ser contratados individualmente, receber eles próprios o total dos seus vencimentos e não estar sujeitos a nenhum tipo de controle ou vigilância policial no Brasil. 

Mais: têm, sim, o direito de pedirem asilo, cabendo ao Conare analisar, um a um, tais pleitos; enquanto estiverem conosco, não podem ficar sujeitos a nenhuma prática de estado policial, pois nós não o somos mais (felizmente!).   

Há quem julgue estar servindo bem a um governo ou partido endossando e aplaudindo servilmente as maiores aberrações. Eu creio agir muito melhor ao alertar para as armadilhas que existem à frente, de forma que possam ser evitadas. Nem petista sou, mas dou a consultoria de graça, pois nunca fui adepto do quanto pior, melhor.

Infelizmente, meus alertas caem no vazio e as presepadas acabam ocorrendo. "Aqueles a quem os deuses querem destruir, primeiramente enlouquecem."
Related Posts with Thumbnails