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sábado, 28 de maio de 2022

O PT JÁ FEZ DISCURSOS IRADOS CONTRA O VOTO ÚTIL NO 1º TURNO

"Nada mais sem sentido do que a tese de que os partidos de esquerda devem apoiar [Mário] Covas para derrotar [Paulo] Maluf"
.
 (Zé Dirceu em 1998, repelindo o voto útil no 1º turno
da eleição para o governo de São Paulo; hoje, contudo,
o PT promove um verdadeiro arrastão para forçar
o voto útil contra Jair Bolsonaro já no 1º turno)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

O BOM FILHO À CASA TORNA. É O QUE O PSOL PRETENDE FAZER...

Está na coluna da Mônica Bergamo deste 5ª feira, 10:
"O Psol está preparando uma agenda com 12 pontos que deverão ser levados à discussão programática com o PT. 
O tema será tratado na primeira reunião da executiva nacional da legenda deste ano, marcada para esta 6ª feira (11).

Em congresso realizado em setembro passado, o Psol definiu por 56% a 44% que iria apoiar a campanha do ex-presidente Lula e não lançaria candidato próprio ao Planalto. Essa decisão ainda deve ser confirmada numa conferência da legenda prevista para abril.

A condição para o apoio do Psol era justamente que o PT adotasse um programa de governo que contemplasse a esquerda. Nesta sexta serão levantados os temas que deverão ser levados à mesa de discussões com o PT em busca da construção de unidade.

Os três principais eixos que deverão ser defendidos pelo Psol são:

— a revisão do teto de gastos e de reformas promulgadas nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro;

— políticas ambientais, entre elas a transição energética e o desmatamento zero; e 
— a implementação de uma reforma tributária.

Membros do partido pregam a taxação de bilionários com o objetivo de financiar um programa de transferência de renda.

Apesar de o Psol se declarar contra a formação de uma chapa entre Lula e o ex-governador Geraldo Alckmin , líderes da legenda admitem que o apoio ao petista deve ser mantido de qualquer forma".
Não vejo, contudo, nenhuma possibilidade de se conciliarem os tais 12 pontos com o programa aprovado no Encontro Nacional de fundação do Psol, realizado nos dias 5 e 6 de junho de 2004, em Brasília, principalmente o item 3 da Parte I – Bases do programa estratégico:
"Nossa base programática não pode deixar de se pautar num principio: o resgate da independência política dos trabalhadores e excluídos. 
Não estamos formando um novo partido para estimular a conciliação de classes. Nossas alianças para construir um projeto alternativo têm que ser as que busquem soldar a unidade entre todos os setores do povo trabalhador – todos os trabalhadores, os que estão desempregados, com os movimentos populares, com os trabalhadores do campo, sem-terra, pequenos agricultores, com as classes médias urbanas, nas profissões liberais, na academia, nos setores formadores de opinião, cada vez mais dilapidadas pelo capital financeiro...

São estas alianças que vão permitir a construção da auto-organização independente e do poder alternativo popular, para além dos limites da ordem capitalista. Por isso, nosso partido rejeita os governos comuns com a classe dominante". 
Na conferência prevista para abril, a tendência é que seja confirmada tal decisão de tornar o Psol uma força auxiliar da burguesia, subjugado ao partido que melhor representa no Brasil atual a política de conciliação de classes e a participação espúria da esquerda em governos comuns com a classe dominante.

E restará uma pergunta que não vai querer calar: por que o rompimento com o PT e a fundação do Psol, se era para voltar com o rabo entre as pernas 17 anos depois?
(por Celso Lungaretti)

"...aqui me tens de regresso/ e suplicante te peço/ a minha nova inscrição..."

sábado, 4 de dezembro de 2021

APÓS TER SIDO O PRINCIPAL ELEITOR DO BOZO E BOICOTADO O #FORA BOLSONARO, LULA AGORA FAVORECE OS EVANGÉLICOS!

mônica bergamo
LIDERANÇAS EVANGÉLICAS
CREDITAM VITÓRIA DE
MENDONÇA PARA STF
 TAMBÉM AO PT E À LULA
Lideranças religiosas que não se alinham a Jair Bolsonaro de forma ruidosa passaram a creditar a aprovação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal também ao PT e ao ex-presidente Lula, que não teriam feito carga contrária ao terrivelmente evangélico indicado por Jair Bolsonaro para a Corte.

Senadores do PT, como Humberto Costa, e o próprio Lula conversaram com evangélicos que apoiavam a ida de Mendonça para o STF. O partido não fechou questão contra a indicação, e liberou seus parlamentares para votar como quisessem.

O ex-presidente manifestou a religiosos, e também a senadores petistas, a posição de que um presidente da República tem o direito de fazer a indicação que acha mais apropriada. E que Bolsonaro exercia esse direito, assim como ele e Dilma Rousseff viram aprovados todos os nomes que indicaram para o Supremo.

Pela contabilidade das lideranças evangélicas, senadores do PT seguramente votaram contra Mendonça 
–mas o apoio de apenas alguns poucos deles pode ter feito toda a diferença para a aprovação do nome, num placar que estava muito apertado.

Já o presidente Bolsonaro, que cumpriu a promessa de indicar um evangélico para o cargo, gerou desconfiança na reta final por não ter feito o esforço que religiosos esperavam pela aprovação de André Mendonça. Mas, apesar do ruído de última hora, tem a gratidão das lideranças.

A resistência maior a Mendonça entre setores do partido se mantinha por causa da proximidade dele com a Operação Lava Jato. Promessas do futuro ministro de que será um juiz garantista, no entanto, ajudaram a amenizar o clima contrário a ele. (por Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo deste sábado, 4)
O que está por trás destes afagos oportunistas é a cobiça de Lula
 pelos votos evangélicos, sem dar a mínima para o medievalismo deles

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

O BRASIL É O FIM DO MUNDO E AQUI SÓ VENCE NA VIDA QUEM DIZ SIM. ENTÃO MOSTREM AS SUAS CARAS, SENADORES!

S
egundo Valdo Cruz, veterano comentarista de política e economia da 
Globo News, eis a forma
como se deu o milagre da multiplicação dos votos tidos como certos contra André Mendonça e que acabaram
sendo favoráveis a ele:
"Na avaliação do resultado final (47 votos a 32), não fossem os votos de senadores da oposição ou independentes, Mendonça não teria conseguido os 41 votos necessários para a aprovação.

Nas contagens feitas por senadores, o Podemos, que filiou recentemente Sergio Moro para lançá-lo como candidato à Presidência da República, votou em peso a favor de André Mendonça. São nove parlamentares.

A maioria do PSD, que lançará na disputa presidencial o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também votou a favor de Mendonça. O partido tem 12 senadores.
No PT, cuja bancada tendia a votar fechada contra André Mendonça em razão das posições do ex-ministro favoráveis à Operação Lava Jato, pelo menos dois senadores votaram a favor.

No partido Rede Sustentabilidade, os dois senadores votaram também pela aprovação do ex-advogado-geral da União.
No Cidadania, os três senadores — Alessandro Vieira, Eliziane Gama e Leila Barros — votaram a favor do novo ministro do STF.

Em resumo, segundo avaliam interlocutores de André Mendonça, não fossem os votos desses senadores de oposição ou independentes, ele teria sido rejeitado..."
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