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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

O BRASIL É O FIM DO MUNDO E AQUI SÓ VENCE NA VIDA QUEM DIZ SIM. ENTÃO MOSTREM AS SUAS CARAS, SENADORES!

S
egundo Valdo Cruz, veterano comentarista de política e economia da 
Globo News, eis a forma
como se deu o milagre da multiplicação dos votos tidos como certos contra André Mendonça e que acabaram
sendo favoráveis a ele:
"Na avaliação do resultado final (47 votos a 32), não fossem os votos de senadores da oposição ou independentes, Mendonça não teria conseguido os 41 votos necessários para a aprovação.

Nas contagens feitas por senadores, o Podemos, que filiou recentemente Sergio Moro para lançá-lo como candidato à Presidência da República, votou em peso a favor de André Mendonça. São nove parlamentares.

A maioria do PSD, que lançará na disputa presidencial o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também votou a favor de Mendonça. O partido tem 12 senadores.
No PT, cuja bancada tendia a votar fechada contra André Mendonça em razão das posições do ex-ministro favoráveis à Operação Lava Jato, pelo menos dois senadores votaram a favor.

No partido Rede Sustentabilidade, os dois senadores votaram também pela aprovação do ex-advogado-geral da União.
No Cidadania, os três senadores — Alessandro Vieira, Eliziane Gama e Leila Barros — votaram a favor do novo ministro do STF.

Em resumo, segundo avaliam interlocutores de André Mendonça, não fossem os votos desses senadores de oposição ou independentes, ele teria sido rejeitado..."

segunda-feira, 2 de maio de 2016

PACOTE DE BONDADES NO APAGAR DAS LUZES É COMPENSAÇÃO IRRISÓRIA PARA A HERANÇA MALDITA QUE DILMA NOS DEIXA

Por Valdo Cruz
BONDADES NO FIM 
DA RUINDADE
Perto do fim do seu mandato, mesmo que temporário, que dificilmente deixará de ser definitivo, Dilma Rousseff enquadra sua equipe e tira da bolsa um pacote de bondades de despedida.

Até poucos dias, o discurso dentro da equipe econômica era o seguinte: não há dinheiro para aumentar o Bolsa Família, corrigir a tabela do Imposto de Renda na Fonte, nem pensar, e falta grana também para o Minha Casa, Minha Vida.

Ouvi esse discurso não uma, nem duas, mas várias vezes. Na semana passada, porém, a encomenda veio no tom de ordem, mesmo depois de publicamente o secretário do Tesouro Nacional afirmar que não tinha mais dinheiro para isto.

Primeiro, é bom dizer, ninguém é contra reajustar os benefícios do Bolsa Família; tampouco corrigir a tabela do IR na fonte e quanto menos incrementar a construção de moradias num país de sem-tetos.


Só que o governo está quebrado. A petista vai deixar o comando do país com uma previsão de rombo das contas no final do ano de quase R$ 100 bilhões. Será o terceiro ano seguido de contas no vermelho.

Tem mais. Será a primeira presidente eleita, desde a redemocratização, a entregar ao sucessor —que não considera como tal, mas um golpista— uma inflação mais alta do que recebeu. De 5,91% foi a quase 10%.

E sairá com outro recorde. A taxa de juros não cai durante tanto tempo desde o Plano Real. A última vez foi em outubro de 2012. De lá para cá saltou de 7,25% para 14,25% ao ano.

Sem falar no desemprego. Ao assumir, recuava, na casa de 6%. Hoje, está em alta, perto de 11%. São 11,1 milhões de desempregados. Para esconder tal realidade no Dia do Trabalho, Dilma fez sua equipe produzir um pacote do qual era contra.

Enfim, na saída, Dilma tenta ficar bem com sua base. Faz agora o que passou todo o ano dizendo que não faria em nome da austeridade fiscal. Mas como não será ela mais a dona do cofre, Michel Temer que se vire.
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