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domingo, 22 de março de 2026

ASSIM COMO ARARUTA TEM O SEU DIA DE MINGAU, O LULA ÀS VEZES FALA O QUE O MUNDO PRECISA OUVIR.

É muito raro o Lula vir ao encontro de uma posição que eu já defendia, mas não impossível. 

A última vez foi quando ele declarou que o pandemônio armado pelo Bozo face à covid causara a morte de mais algumas centenas de milhares de brasileiros que, fosse outro o presidente,  teriam sobrevivido. 

Isto eu escrevia desde muito antes, baseado em estudos das mais conceituadas instituições estrangeiras. E a diferença entre nós foi que jamais cessei de martelar tal tecla, enquanto o Lula se deixou intimidar pelas críticas da grande imprensa e arquivou o assunto.

Agora, concordamos em que, se a Organização das Nações Unidas não toma providência nenhuma contra os massacres e a pirataria internacional do Donald Trump, não tem mais razão de existir.

Foi o que eu escrevi há 20 dias: "...talvez vejamos a extinção da ONU, por haver se tornado uma despesa inútil. Existe para evitar genocídios, mas nunca consegue impor o respeito às  práticas civilizadas por parte dos arrogantes estadunidenses e israelitas",

Agora, 
Num momento de incomum franqueza, ele bateu pesado na ONU ao discursar neste sábado (21) no 1º Fórum Celac-África. Torço para que  o Lula não recue desta vez:

"
O que estamos assistindo no mundo da falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz . (...) Quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?

Estou indignado com a passividade dos membros de segurança que não foram capazes de resolver o problema na Faixa de Gaza, no Iraque, na Líbia, na Ucrânia, no Irã. Ou seja, tudo se resolve por guerra? 

É preciso que a gente levante a cabeça, não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático? Em que artigo da carta da ONU está dito que o presidente de um país pode invadir o outro? 

Esta é a maior concentração de conflitos desde a 2a Guerra Mundial. As guerras na Ucrânia, em Gaza, no Irã e em tantos outros conflitos nos afastam do caminho do desenvolvimento e geram efeitos econômicos, sociais e políticos no mundo todo além de aumentarem o preço da energia e dos alimentos".

O BRASIL DEVERIA LIDERAR OS PAÍSES
NÃO-CAPACHOS DE NOSSO CONTINENTE
.
Quando os EUA fizeram gato e sapato da soberania da Venezuela, eu cobrei do Lula uma posição mais incisiva para evitarmos tais barbaridades. Queria que o Brasil liderasse os países não-capachos do nosso continente num firme repúdio  aos desvarios do Trump.

Antes tarde do que nunca, o Lula parece ter compreendido que os Trumps deste mundo não são detidos  por algo menos do que as graves ameaças econômicas que o Irã está criando.
(por Celso Lungaretti
   
"Ana, Ana, a ONU está me dando sono. Acorda, olha
o dono, o dono do sono, o dono do Esporte Clube
das Nações" (veja o vídeo completo clicando aqui)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A ONU VAI À FALÊNCIA NO ANO QUE VEM?

António Guterres, secretário-geral da ONU, não esconde sua inquietação: a organização mundial com sedes em Nova York e Genebra pode chegar a uma situação equivalente a falência por falta de dinheiro em caixa.

Os cortes feitos pelo Trump, equivalentes a US$ 9 bilhões que eram destinados a diversos organismos onusianos, mais os atrasos de diversos países, causarão inicialmente uma onda de demissões e o abandono de Genebra e Nova York, trocadas por cidades onde o dia a dia é menos dispendioso. 

Estas dispersão e fragmentação são capazes de fragilizar e diminuir a importância da ONU, já acusada de ineficácia por vários países e pelo próprio Trump.

A Unicef, p. ex., pretende se transferir para Roma com a maior parte dos seus funcionários, cerca de 300, deixando um grupo menor em Genebra para atender às urgências. 

Tais deslocalizações e demissões já estão provocando perdas financeiras para a cidade de Genebra (o mesmo deve estar ocorrendo com Nova York) e uma substancial diminuição na arrecadação de impostos sobre os bons salários pagos a tais funcionários. 

É provável também uma baixa no preço dos bons apartamentos com a partida dos locatários transferidos ou demitidos pela ONU. muitos dos quais não terão como viver em Genebra, cidade com elevado custo de vida, e serão obrigados a retornar aos seus países, alguns em idade difícil para encontrar novo emprego.
Um quarto dos funcionários efetivos do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, totalizando uns 5 mil contratados, já foi demitido. Resta a pergunta: como a ONU poderá continuar financiando a atuação do dito cujo?

Programas como o Alimentar Mundial das Nações Unidas, que dependem de doadores, sofreram cortes imediatos em situações dramáticas, com pessoas em importantes funções ficaram desempregadas e sem seguro saúde. 

Na Organização Mundial da Saúde houve 2.371 demissões. Somando-se as demissões com as aposentadorias e aposentadorias antecipadas, chega-se a 45% do total dos empregados.

A situação da ONU vai ser dramática em 2026 com um corte de 25% nas operações de manutenção da paz, equivalente a 61 mil efetivos. Haverá o risco de atrasos nos pagamentos e apelos para que outros países ou multinacionais contribuam para compensar a retirada das subvenções dos EUA.

Essa crise vai também ocorrer no número de capacetes azuis da ONU enviados às zonas em conflito. No momento, haverá uma redução de 25% do contingente atual, com o desligamento de 13 a 14 mil policiais e militares. 

Embora Trump se considere candidato a um Prêmio Nobel da Paz, seus cortes vão afetar setores importantes da ONU como as missões para a manutenção da paz, controle de cessar-fogo, proteção de civis no trabalho com ações humanitárias. (por Rui Martins)

domingo, 15 de junho de 2025

PASSEI A MINHA VIDA ADULTA INTEIRA VENDO ISRAEL FAZER OS ÁRABES DE SACO DE PANCADAS; MUITO SOFRE QUEM PADECE

As charges são do Jota Camelo
Eu começava a prestar atenção nos grandes acontecimentos mundiais quando ocorreu a chamada
guerra dos seis dias, em junho de 1967: Síria, Egito, Jordânia e Iraque, apoiados pelo Kwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão, foram derrotados de forma acachapante por Israel, apesar de sua evidente superioridade em efetivos e recursos.

Passei o resto da vida vendo os árabes serem triturados impiedosamente pelo estado sionista, sempre com o apoio declarado ou velado dos EUA e a despeito das condenações inócuas da ONU, olimpicamente ignoradas pelos genocidas da estrela de Davi.

O enredo se repete mais uma vez; já faz parte da ordem natural das coisas. Só quando algo nele mudar justificará uma análise mais aprofundada. Mais do mesmo vale apenas o tamanho deste post.

Não gosto de assinar protestos ou dar declarações indignadas quando sei de antemão que de absolutamente nada adiantarão. 

Posso passar anos travando uma luta extremamente desigual para nosso lado, como foi aquela contra a extradição de Cesare Battisti no período 2008/2011, desde que vislumbre uma mínima chance de vitória. 

Mas não perco meu tempo quando nem isto existe, pois detesto sentir-me impotente para mudar o curso de acontecimentos deploráveis. Sou guerreiro, não carpideira.

Nesses casos em que nada há que compense fazer, nada faço. Sigo o exemplo do Paulo Francis dos bons tempos, que encerrava o assunto dizendo muito sofre quem padece e passava a ocupar-se das campanhas que não tinham desfecho predeterminado. 

Mas, a semelhança acaba aí. Ele, depois da sua última grande fase (a de quando era o guru do Pasquim), acabou desistindo de todas as cruzadas idealistas, e isto eu não fiz nem farei. 

Tenho 74 anos e continuo pronto para ir em qualquer lugar, correndo o risco que houver, mesmo me arrastando com minha muleta, se depender de mim uma vitória no bom combate. 

Aí a minha inspiração vem de outro exemplo, o de Gilberto Gil na canção Viramundo: "Prefiro ter toda a vida/ a vida como inimiga/ a ter na morte da vida/ minha sorte decidida". (por Celso Lungaretti)
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